Notas: Parece que eu dou preferência pra RS, né? Huh... Pois é. Estou com outra fanfic já pronto, que é um fluff entre ela e o Uruguai, mas não sei se eu posto. O que vocês acham?

Ah! Nesse capítulo aparece o resto dos Estados, mas eu fiz alguns deles chibi, porque... Awww, eles são tão fofos!*cough*, bem, de qualquer jeito,

PhoenixOfWind

P.S: Woah! Valeu pelos views :D s2

...

Rio Grande do Sul, ou Ana, que era seu nome humano, estava com algo muito maior que um problema. "É uma catástrofe", ela afirmava em pensamento enquanto tentava explicar aos seus irmãos menores o que havia acontecido e porque eles não podiam entrar na sala. Alguns deles haviam aceitado muito bem, porém o mais novo de todos, Distrito Federal/Brasília, estava criando uma tempestade em copo d'água.

- Por que eu não posso entrar? Eu sou a capital! Eu quero ver o tal Argentina!

- Brasília...

- Viu?! Eu sou Brasília! B-R-A-S-I-L! Eu sou a capital!

- Irmãozinho...

Ótimo. Ele começou a chorar. Nunca antes ela tinha se sentido tão aliviada que Santa Catarina e Paraná tinham sido crianças relativamente quietas e tranqüilas. Bom, Paraná ainda era uma criança (e sofria muita influência de São Paulo, infelizmente), e Santa era, bem... uma pré-adolescente? Ela suspirou. O pior ainda estava por vir. Ela tentou se acalmar e acalmar Brasília, que assim que parou de chorar, voltou a matraquear que era a capital. "Meus deuses", pensou ela, "ainda bem que não sou eu que tenho que criar ele. Me deixaria louca, tchê!". Após isso vasculhou a sala em busca de Rio de Janeiro ou Bahia. A última estava ocupada, tentando o melhor que o Estado da Alegria (como ela mesma se chamava) tinha a oferecer, para animar Argentina. Ela encontrou Rio conversando com Mato Grosso do Sul, que também chorava, pois não sabia onde estava seu irmão do norte.

Coincidentemente, ele (Rio) olhou para onde ela estava, e RS, enquanto lutava para segurar Brasília, lançou um olhar em sua direção que dizia, com todas as letras, que ela precisava de ajuda com aquele pequeno demônio que o Pai tinha dito que era o irmão mais novo deles.

Rio viu que RS estava em apuros, e, passando o pequeno estado que tinha nos braços para Goiás (que lançou um olhar surpreso para o estado litorâneo), foi até onde Rio Grande do Sul estava.

- Precisa de ajuda aí, mana?- ele falou, já pegando o pequeno Distrito Federal no colo.

- Obrigada. - Ela falou agradecida, e virou-se para a pequena multidão de outros pequeninos Estados que a chamavam curiosos e chorosos.

Rio pregou seu olhar no rosto molhado de Brasília, que desviou o olhar, fungando e secando as lágrimas do rosto. Como haviam sido capitais, e o Pai geralmente não estava em casa, ele e Bahia tinham sido designados para serem os "tutores" do pequeno Distrito Federal. Normalmente, Rio gostava de crianças, mas seu irmão mais novo era um tremendo pé-no-saco, com todo aquele papo de "eu sou a nova capital e mando em todos vocês" e blá-blá-blá.

- Olhe pra mim, cara- ele pediu (ordenou?) na melhor voz ex-capital de um grande quase-Império.

Brasília fixou seus olhos verdes opacos, meio a contragosto, meio assustado, nos olhos verde-mar profundos do irmão mais velho.

- Não irrite RS, irmãozinho. Eu já lhe contei que ela já foi uma nação por... acho que nove anos, antes do Pai decidir que ele não iria deixar ela ir embora tão fácil?

Agora Distrito Federal estava prestando atenção. Excelente.

- E mesmo assim, pra reaver ela foi uma luta ferrenha, mermão.

- O quê é "ferrenha"?

Rio olhou para baixo e viu que um pequeno Paraná o olhava interessado com seus olhos verdes amarronzados. O carioca franziu a testa.

- RS nunca lhe contou a história da Revolução Farroupilha?

Paraná sacudiu a cabeça.

- A mana não gosta de falar disso. Ela fica triste, diz que é uma longa história, e pergunta se eu ou a Santa queremos doce-de-leite.

Hm. Suborno. Sempre uma boa idéia. Ele olhou para outros dos seus irmãos mais novos que pareciam bastante interessados na história. Rio deu um sorriso, pegou Paraná com uma mão enquanto segurava Brasília num dos braços, e falou:

- Se vocês não se importarem de ir pra outra sala, eu posso lhe contar sobre a Revolução Farroupilha sob o ponto de vista de alguém que lutou nela.

Antes que ele pudesse sequer piscar, os pequenos Estados já tinham corrido e aberto uma porta para outra sala, agora o esperando pacientemente, com os olhos brilhando de expectativa. "Cara", concluiu o Estado mais velho enquanto caminhava em direção a eles, " é muito legal ter irmãos mais novos".

...

Review, ò meus caros leitores e leitoras U.U ^^d