DE CRISÁLIDAS Y MARIPOSAS

Disclaimer: A história não pertence a mim, é da Saranya.x que me permitiu a tradução. Os personagens aqui citados pertencem a Stephenie Meyer.

Sinopse: Bella é solitária e se esconde de todos, tem um amor platônico por Edward, lindo e sensual, mas ele precisa de aulas e recorre a ela, sem suspeitar que seu coração morto pode ser ressuscitado pelo toque de uma borboleta e não sabe como ela é frágil.


Capítulo 4

Pela manhã Edward chegou à escola em seu veloz Volvo prateado, ajudava a Alice a descer do carro quando uma ruidosa caminhonete chegou e estacionou em frente a eles. Uma garota desastrada e um pouco inibida ao ver quem estava na frente, desceu do carro e quase caiu ao tropeçar em seus próprios pés, se levantou e caminhou alguns passos para depois voltar, havia deixado as chaves na ignição.

Edward a contemplou enquanto Alice a cumprimentava de maneira efusiva dando saltos e ele com uma breve movimento de sua mão. Pareceu que seus movimentos tinham uma graça sutil, ela era como uma jaqueta andante com óculos, ela gracioso e curioso ao mesmo tempo, como na tutoria anterior sentia vontade de tirar essas capas que a cobriam incluindo essa cruel jaqueta para averiguar o que ocultava com tanto cuidado. A falta de jeito dela lhe fluía com tanta naturalidade que não parecia grotesca, mas lhe dava um ar característico, que a distinguia dos outros.

Durante a manhã se deu conta de que se encontravam mais vezes do que antes, ou quem sabe sempre cruzavam dessa forma e só agora notava? Era uma escola pequena, era normal se encontrarem todos o tempo, mas até agora se dava conta de que tinha várias aulas com ela, não só calculo e biologia, também tinha aula de inglês com ele? Sim, era, também atravessou o almoço enquanto tentava se livrar de Laureen, do mesmo modo, quando corria para sua aula de ginástica. Seria agora Bella onipresente? Estava em todas as partes.

Em todo o caso, ele a ignorava o máximo que podia, já que cada vez que a via não conseguia esquecer esses memoráveis olhos que escondia por trás desses óculos gigantes e não se permitia que fossem mais perturbadores do que poderiam chegar a ser.

Nunca havia colocado tanta atenção em uma garota tão simples como ela, tinha suficiente atenção sobre si de muitas garotas lindas que se juntavam ao seu redor, como aves de rapina em torno da carniça; elas chegavam até ele sem se quer ele pedir, ainda que desde muito cedo ele estivesse à procura de um verdadeiro sentimento, depois de ter provado tantas garotas, havia perdido a esperança de encontrar, e mais, pensava nisso como algo que para ele não existiria. No começo teve esperanças com Tanya quando começaram sua relação, mas depois de uns encontros com sexo incluído, descobriu que ela era vazia, como uma fruta atraente sem polpa doce, só era a casca. O mesmo que tinha encontrado em outras. O amor era uma farsa, pensava, só poderia ficar no vazio que lhe provocava por ser tão admirado e querido pelas mulheres e invejado pelo homens, no vazio de uns simples entretenimentos com os quais se iludia com os seus próprios desejos verdadeiros. Mas paradoxalmente, ao mesmo tempo, sentia que não podia viver sem isso.

Edward agarrou-se a esse vazio, que lhe deu a segurança para ter o controle de tudo que acontecia em sua vida, sabendo que era necessário para todos os fortes e nada vulneráveis, em especial o afeto, com os únicos que se permitia soltar e mostrar seu lado emotivo era com sua família, era impossível negar a Alice e amava muito sua mãe como para mostrar diante ela seu lado frio e indolente.

As horas passaram e quando Edward viu Bella saiu com seu lento e barulhento carro desde o estacionamento, se deu conta de que no dia seguinte seria o exame final de cálculo, e que a tutoria dessa tarde seria a última. Uma estranha sensação encheu o seu peito, respirou fundo antes de ignorar a sensação incomum.


Essa tarde a reunião para estudar foi na casa de Bella. Ela estava muito nervosa de que Edward pela primeira vez ia ver sua própria e modesta casa, a qual sem dúvida, Bella adorava. Era seu refúgio e o de seu pai, não era uma mansão como as dos Cullen, não tinha móveis que combinavam com outros e nenhuma linha de cor definida, mas era os quais ela havia crescido, os que haviam acompanhado em seus planos solitários, nos quais havia sonhado com a volta da sua mão que estava para sempre perdida e com um amor impossível.

De todo o modo, não podia deixar de pensar que seria um tanto ridículo ver Edward sentado em tão modestas cadeiras, em tão pouca harmonia com sua beleza varonil. Edward combinava com sua casa luxuosa, com seu quarto, quente e com um tapete macio, com seu carro, esse Volvo prata onde qualquer que visse só esperava encontrar um homem tão extremamente bonito como ele, mas não com a casa dela ou com ela mesma; combinava tão pouco com ele como as mesmas cadeiras velhas e pouco artísticas de sua mesa.

Havia sido difícil para Bella o convidar para estudar aqui, em sua casa não tinha desculpa para se manter coberta por sua jaqueta eterna e seu pai se inquietaria ao vê-la com esse garoto, porque ele não sabia que não devia se preocupar de nada, mas era necessário convida-lo. Estava tão envergonhava com tanta atenção por parte de Alice, Emmet e Esme que não queria ser tão pesada.

O efeito era tal como pensava quando disse a Charlie que um garoto viria a sua casa para estudar, esse se preocupou muito, como ela nunca levava ninguém para casa só pode pensar que era alguém especial, ela o acalmou diante da sua cara de pasmo.

— É Edward Cullen, pai, filho do Dr. Carlisle Cullen, deve conhece-lo, é o neurologista e psiquiatra do hospital.

Charlie suspirou com a maior preocupação, por um momento, as lembranças o arrastaram até a época em que foi amigo de Carlisle Cullen.

— Sim, claro que conheço o Doutor Cullen… O que você tem a ver com sua família? Quero dizer, sei que estudam juntos, mas desde quando são amigos? – perguntou tentando acabar com sua inquietude.

— Edward não é meu amigo pai, só o ajudo com algumas aulas de cálculo, Alice e Emmett, seus irmãos, sim são meus amigos e Esme, sua mãe é encantadora.

— Conhece a todos então?

— As tarde que eu não tenho estado aqui, eu tenho ido dar as aulas para Edward em sua casa, tem algo mal com isso?

— Bella, algum desses garotos… - demorou para formular a pergunta. - É seu namorado?

Seu pai definitivamente a amava demais e era tão cego para as suas imperfeições que lhe parecia impossível que algum dos Cullen não senha se fixado nela; era ridículo, mas escondeu, não parecia muito apropriado zombar do seu próprio pai na sua frente.

— Não, já te disse, a Edward só dou aulas e Emmet tem namorada.

— Bem, confio em você Bella, estarão só em casa – e saiu, mas seu rosto ficou marcado com uma onda de preocupação e se arrastou pelas lembrando que havia sido despertado nessa breve conversa com a filha.

Bella sabia que seu pai não tinha com o que se preocupar, para Edward interessava unicamente suas aulas, era óbvio que esse seria seu ultimo encontro, sua ultima aula; ainda que por alguns segundos lembrou da reunião anterior, no quarto ele, um tremor percorreu seu corpo ao lembrar do seu olhar quando encontrou com seus olhos sem os óculos que a obstruía, o toque de sua mão em seu cabelo e quando soltou o prendedor, quando entrelaçou os dedos em seu cabelo, sabia que podia ser efeito de suas fantasias pensar que havia uma estranha carga de sensualidade em torno dele, mas não podia deixar de sentir com intensidade a força desse momento. Havia sido uma experiência forte só para ela, para ele não, em absoluto, lamentavelmente, pensava. Só queria uma esperança para poder vê-lo novamente, de alguma maneira, em um espaço diferente da escola onde dificilmente a cumprimentava.

Suspirou profundamente e nesse momento alguém bateu suavemente na porta. Agitada abriu para encontrar-se de frente a uns esplendidos olhos verdes que a estudavam, como se quisessem, e mais, como se pudessem ler sua mente.

— Olá.

— Olá.

Foi puro e simples. Nenhuma palavra a mais.

Edward observou atentamente o interior da casa e sentiu se confortável, não era ostentoso, na verdade, era um lugar bastante simples, limpo com um ar de lar muito diferente, era colhedor e amável, como a própria Bella.

Ela com timidez o disse para sentar na estranha mesa, cuja as cadeiras eram de diferentes cores e formas.

— Em casa sempre estudo com alguma música no fundo, te incomoda? Posso colocar algo suave – disse ela.

— Perfeito, o que quiser. – ele lhe respondeu.

Edward se sentiu estranhamente nervoso com diante dessa garota, que hoje a diferente das outras vezes não tinha aquela jaqueta que a tampava toda, vestia uns jeans desbotados, mas que marcava as pensas e uma blusa solta que deixava de vez em quando, com o movimento, mostrar suas suaves curvas, era magra, não muito alta, mas tinha o corpo definido, não como uma modelo ou boneca inflável, não era bronzeada e com seios de plástico, mas sim de mulher, mulher de verdade, da vida real. Edward não esperava, imaginava que se uma garota se tampava era porque algo muito desagradável guardava ali dentro, quem sabe um corpo fofo e lineal, mas não, ainda com essas roupas demodadas, se notava que essa garota tinha um belo corpo, natural. Desejou de todo o coração voltar a tirar os modestos óculos e sentir o aroma do seu cabelo solto, por que se escondia? Se perguntava.

Bella colocou ao fundo uma suave música de ambiente, que Edward reconheceu imediatamente, e ele esperava mais surpresas?

— Você gosta? – perguntou ela timidamente.

— Adoro, de verdade, é minha melodia favorita. Você sabia? Alice te disse?

— Sua favorita? Não acredito, é minha favorita. Amo Debussy, Clair de Lune me transporta y me relaxa.

— Claro que também é minha favorita, eu juro.

Edward pegou seu celular no seu bolso, como tinha um reprodutor de música, realizou algumas marcações, colocou o fone e aproximou o ouvido de Bella. Era verdade, Debussy, Clair de Lune. Bella devolveu um olhar surpreendido, era a número um da sua lista de reprodução.

— Parece que temos bom gosto. — Ela respondeu agora com tranqüilidade, de certa forma não entendia porque alguém não pudesse gostar de Clair de Lune.

— Sim temos. — Ele respondeu inquieto.

Que duas pessoas no mesmo planeta, cidade e com idades parecidas terem em comum alguns artistas do momento, não era grande coisa, mas encontrar dois jovens do século XXI, da mesma idade, da mesma cidade, mesma escola, estudando juntos para o mesmo exame de cálculo e que gostavam do mágico Debussy, era uma influencia cósmica quase paranormal, pensava Edward. Essa garota tinha mais complexidades do que pensaba, quem sabe atrás dessa jaqueta que hoje havia deixado de lado escondia mais coisas do que pensava. O preocupava descobrir? Muito.

— Vamos começar. — disse ela com uma fingida tranqüilidade.

Como ela podia estar tão tranqüila? Pensava Edward, como se a estranha coincidência que acabaram de descobrir fosse a mais normal do mundo enquanto lhe perturbava. Ficou impactado diante dessa reação dela tão pouco esperada.

Diante do lembrete de que não precisava dos óculos para ver de perto, Bella os tirou sorrindo levemente, deixando que Edward navegasse em seus olhos com os dele por um breve momento, ambos afastaram com o leve tremor que essa troca de olhares produziu, concentraram-se especialmente nos complicados problemas de cálculo que tinham para a tarde.

Duas longas horas se passaram dedicadas a resolver os problemas, finalmente, estavam cansados e Bella começou a fazer o jantar de Charlie, um delicioso aroma que encantou Edward, começou a espalhar pela casa, mas não disse nada, ele pensou que se dissesse era como se auto-convidar para jantar. Olhou em silêncio para a garota que diligentemente e em poucos minutos havia feito uma comida apetitosa.

— Edward, você tem tempo, poderia ficar e jantar? — ela finalmente disse, morria porque queria que ele ficasse pelo menos uns minutos a mais em sua casa, perto dela.

— E seu pai? Não vai se incomodar?

— Não, jantaríamos sozinhos, meu pai chega muito tarde, você é minha única oportunidade de jantar acompanhada.

— Não negaria sua única oportunidade…

Para Bella essas palavras soaram sugestivas? Por Deus – pensou – sua loucura não era temporal, ficaria com ela para sempre.

— Além disso, parece delicioso, o que você preparou? — ele completou.

— Uma lasanha com frango e champignon.

Edward teria um encontro com Victoria, a garçonete ardente com cabelo de fogo da cafeteria da avenida central de Forks, quem praticamente tinha se oferecido na noite anterior e haviam concordado de se verem nesse dia no final de seu turno, já sabiam ambos para que, mas agora, esse plano lhe pareceu supérfluo e não necessariamente porque a comida fosse tentadora.

— Eu fico, obrigado.

— É justo, eu sempre termino jantando em sua casa.

— Mamãe ama cozinhar e ter convidados, você sabe, não é nenhum incômodo que jante em casa, além disso, eu não pago suas aulas e de alguma forma tenho que retribuir que perca seu tempo comigo.

— Não perco tempo e não deve me retribuir. — Disse ela com firmeza.

Bella não sabia se desfrutava da satisfação de ter Edward ali para ela, ainda que nem se quer fossem amigos, mas com o mais perto do que ela podia chegar a ter, ou preocupava-se porque já haviam terminado sua jornada de estudo, a última, última, última, o final, essas palavras martelavam em seu cérebro.

Serviu o jantar para os dois com um refrigerante e sentou na mesa. Queria estar atenta a sua reação quando comesse a lasanha, era sua melhor especialidade.

— Nossa — disse ele — não imaginei que pudesse existir uma lasanha melhor que a da minha mãe.

— De verdade, você gostou? — perguntou ela com ilusão.

— Amei.

Comeram um pouco em silêncio, não era incômodo, estranho sim, mas não incômodo, para nenhum dos dois. Bella o olhava com admiração, não queria perder um minuto do espetáculo de tê-lo perto, comendo sua comida, em sua modesta mesa. Era uma oportunidade única, quem sabe nunca vá se repetir. Depois de tantos anos o contemplando, Bella já havia memorizado as formas do seu rosto, a suavidade no nível da sua pele, as formas revoltar do seu rebelde cabelo acobreado, seu olhar verde nesse momento pensativa, mas nunca havia fixado em suas mãos, não pode se conter e disse o que pensava.

— Edward, você tem mãos lindas. — Bella se surpreendeu com suas próprias palavras, normalmente pensava e ficava calada, mas nesse caso estava tão encantada que não pode se conter.

— Obrigado, não digo que seja meu forte. — Edward foi irônico, mais se sentia estranho, havia recebido elogios, muitos, mas esse? Nunca.

— Desculpe, não queria te incomodar, é que me surpreende um pouco, parece mãos de pianista.

— Por que acha isso? — disse ele sorrindo com admiração, colocando suas mãos sobre a mesa, a vista, estava muito, muito intrigado com essa garota.

— Porque seu dedos são delicados e grandes, finos, como se exalassem arte ou sensibilidade. — estremeceu diante de suas próprias palavras, era uma verificação da intensidade do que sentia por ele.

— Tenho que reconhecer que não sou muito famoso pela minha sensibilidade, mas bem, pelo contrário.

— Eu sei — respondeu com convicção.

— Entretanto, você me pegou…

— Não entendi, te peguei?

— Sim, não sou pianista exatamente, isso são de especialistas maiores, mas desde garoto toco piano.

— Não sabia, é incrível. Mas por que não sabem disso na escola? — Perguntou mordendo o lábio inferior, estava agora, de verdade muito surpreendida. Podia ser que Edward Cullen malditamente lindo e atraente, ser ainda mais perfeito do que ela sabia?

— Não é algo que eu goste de exibir exatamente, é a primeira que sabe com exceção da minha família.

— Você esconde de propósito? Digo, como para que não saibam de algo que possa sentir? — Ela perguntou, intuitiva.

— Não, minha fama de insensível, eu ganhei porque flui de uma forma natural — sorriu irônico — era verdade, poucas coisas me deixam vulnerável, mas a música, rompe todas as minahs barrreiras. — Disse sem saber por que razão estava sendo honesto.

— E quer ser concertista?

— Não, quero ser médico, como meu pai, não me especializar em neurologia e psiquiatria, como ele, mas médico sim.

— É estranho, você quer curar pessoas…

— Sim, mas, por que é estranho?

— Não imaginava, você sempre parece muito, muito superficial. — Ela disse como se fosse uma brincadeira, Edward se deu conta também de sua honestidade. — Mas não é… tanto que quer curas pessoas, é o melhor que posso imaginar para a vida de uma pessoa, e a música também cura como a medicina.

— É verdade, a música cura. — Clair de Lune o embriagava e o relaxava, tirando qualquer irritação que tivesse e ela sabia, havia experimentado também. — Bom, sim, como dizia, poucas vezes mostro o que sou, ao menos no meio de quem vivo, de verdade, nunca encontrei uma garota interessada em saber especificamente algo diferente do que pareço.

— Sim, imagino que as garotas querem de você algo muito diferente. — Sorriu, mas uma grande tristeza a invadiu, finalmente, ela também queria isso dele, não as culpava, sim duvidas se sentiu mais e continuou. — É triste, não imagino alguém que te olhe e não veja o que se reflete ai em seus olhos, e não querer saber mais.

— Algum dia tocarei piano para você. — Respondeu fugindo da profundidade do que ela lhe acabou de dizer.

Bella o olhos fixamente, foi inevitável, tanta contenção diante dele e já estavam conversando depois de quase quatro horas de tê-lo em sua frente, ele desviou o olhar diante da intensidade do dela. Quem sabe fosse melhor que colocasse seus grossos óculos, seu olhar direto era o mais penetrante, pensava ele.

Mas esse olhar o fez sentir o peso de uma coisa que nem pensou, por agora; era a de que nesse dia se acabariam as aulas e não tinha mais desculpas para falar com Bella Swan. Como manter isso com ela, que parecia tão interessante, sem converte-lo em uma de suas tantas diversões sexuais que nunca o haviam levado a nenhum lugar? E é que nesse caso, por mais que as garotas o inquietassem, não interessava-se por ela sexualmente, ou pelo menos era isso que pensava. Pensou em uma solução, uma que nunca havia usado antes.

— Bella, você quer ser minha amiga? Não tenho nenhuma, todas foram minhas namoradas ou relações ocasionais, ou minha irmã, e Rosalie, que são da família. Seria minha primeira amiga.

— Amiga?

Bella ficou maravilhada diante da possibilidade, de vê-lo, tê-lo por perto, ainda que fosse com a imagem de 'amiga', era a luz da esperança que desejava, mas não queria isso se era só aparência ou si a expunha a se aproximar de uma pior maneira a ele, além disso, ele dificilmente a cumprimentava na escola, ainda queria que tudo sorri sem ninguém saber, sua escola vivia em alerta.

— Não sei Edward, acredito que issa formalidade é estranha, a amizade é algo mais espontâneo do que propor a alguém, 'Seja meu amigo', com Alice e Emmet simplesmente aconteceu.

— Alice e Emmet não são como eu, você não sabe, Bella, como é difícil pedir o que eu estou pedindo, geralmente eu aceito o que me oferece e pronto, claro, é absurdo forçar algo que não queira. — Encontrou-se, para sua surpresa, estranhamente ressentido.

— Por que você quer ser meu amigo? — A curiosidade foi maior.

— É bom para mim saber que tem uma mulher sensível com a qual posso falar e para qual não sou um objeto sexual.

— Claro assim como eu não sou para você.

— Exatamente — Isso doeu em Bella, Edward aceitou facilmente.

— Também seria bom ter um amigo para quem não sou um objeto sexual. — brincou ela com um sorriso divertido, disfarçando sua dor, sabendo que para ele era muito claro que ela não era o objeto sexual de ninguém. — Mas só seremos amigos si as oportunidades que vamos nos dar permitir que flua uma amizade, deve superar algumas coisas antes.

Edward se sentiu bem diante do estranho brilho dos olhos de Bella, mais luminosos que sempre por um momento fugaz e a admirou por não ceder aos seus desejos. Por agora se sentiu satisfeito.

— Então ficamos como quase – provavelmente segundo as circunstâncias amigos? — ele disse.

— Sim, ficamos assim.

Deram a mão, e como na primeira ocasião, o toque lhes produziu uma corrente estática que percorreu o corpo. Serem amigos era um experimento interessante para uns garotos que não haviam tido verdadeiramente. Poderiam manter sua promessa? Edward se preocupava em abrir brechas diante dela que nunca, jamais, havia aberto, mas se sentia preparado para fechar as portas quando fosse necessário. Bella preferia essa quase amizade com limites, os limites que ela não havia sido capaz de manter, os colocava ele pondo denominação de amizade ao que queria com ela. Era necessário para poder tê-lo por perto, mas era difícil de aceitar, enquanto fossem amigos ele teria suas conquistas habituais, suas aventuras sexuais. Seria capaz de converter-se em confidente dessas coisas? Poderia ela suportar, ainda quando se consumisse de ciúmes? Se perguntava.

Edward não suspeitava que essa intenção de amizade limpa ia durar muito, muito pouco tempo.


Rosalie Hale vivia em Forks à três anos, quando seus pais morreram e se viu obrigada a voltar da Inglaterra para sua cidade natal, para tomar posse dos bens e negócios de sua família, seu irmão Jasper continuava em Londres estudando e ela viajava de vez em quando para o visitar.

O que a praticamente prendia em Forks tendo tantas oportunidades de vida no exterior, era que estava apaixonada como uma louca possessa por seu namorado atual, Emmet Cullen.

Emmet era para ela tudo o que podia desejar, atraente, sensível, gracioso e com uma força sexual descomunal que a mantinha satisfeita, como nenhum homem a havia feito antes.

Ela sabia que seu lugar estava com Emmet onde ele estivesse e entretanto ele não queria sair de Forks, ela tão pouco o faria, por mais que sentisse saudade profundamente o seu irmão mais novo.

Mas Rosalie estava muito preocupada ultimamente, Emmet com uma inocência que ela não podia definir, à algumas semanas falava frequentemente de uma garota, amiga de Edward e Alice, e que agora ele também gostava muito, e a qual Rosalie não tinha mais remédio do que se aborrecer porque uns ciúmes irracionais haviam se apoderado dela, e isso que nem se quer a conhecia. Ela tinha que escutar desesperadamente comentários como 'Amorzinho, hoje Bella nos fez rir, tem umas ocorrências, é muito inteligente.' ou 'Bebezinha, Edward fez algo horrível a Bella hoje, ela não merecia isso, então eu e Alice, a levamos para jantar e foi muito divertido.'

Esperava a conhecer logo para acabar com seu temor ou para despeja-lo por completo, além disso, Rosalie sabia que era muito bonita, loira natural, com grandes olhos de um azul marinho brilhante e um corpo de causar infarto, não era muito fácil que qualquer outra garota competisse com ela por Emmet.

Nessa tarde na casa dos Cullen, foi inevitável interrogar Alice.

— Hoje Bella vira? Emmet disse tanto dela que quero conhecê-la.

— Não, hoje não, a aula de hoje era na casa dela, mas se quiser a convidamos em breve para que a conheça, é uma garota adorável.

Nossa, o mesmo discurso de Emmet agora dito por Alice, se assustou muito mais do que estava. Rosalie só pode falar com receio.

— Quão adorável?

— Muito, bem, quando a vê pela primeira vez pode passar despercebida, mas quando a conhece, impacta profundamente, é muito doce.

— Oh, isso é o que Emmet está passando, está impactado com ela. — ela disse ainda mais ressentida.

Alice a olhou nos olhos e leu com facilidade neles.

— Rose, por Deus, você está com ciúme… não há razão, te garanto, Bella gosta de Emmet, mas como amigos, nada mais, sério, você se aliviara quando a conhecer. — Alice não pode evitar rir diante do detectável ciúme da cunhada.

O laço entre Alice e Rosalie era muito forte, na falta de irmãs, uma se apoiava na outra e nos três últimos anos a família de Emmet praticamente a havia adotado como filha, já que não tinha sua própria família e seu irmão estava longe.

— Tenho medo de conhecê-la Alice, Emmet a admira tanto, não quero nem ouvir falar dela, sei que devo conhecê-la, saber o que estou enfrentando, porque não duvide que lutarei por Emmet com unhas e dentes.

— Estou certa de que ela não quer tira-lo de você Rose, suas expectativas apontar para outro lado, não é algo que eu posso te contar, desculpe, é muito pessoas dela, mas te garanto que pode ficar tranqüila.

— Nunca vi Emmet estar impressionado a respeito de nenhuma outra pessoa, o pior é que Jasper vem da Inglaterra dentro de pouco tempo, se me encontrar mais será terrível. Vai me pressionar para que eu vá com ele e é tão perceptivo, não posso engana-lo a respeito do que sinto e tenho certeza de que pode seguir estudando lá porque estou bem em Forkes. Não quero ir, não quando amo Emmet como o amo.

Alice estremeceu quando escutou o nome de Jasper, não o conhecia, era o irmão do que Rose sempre falava, mas não a havia visitado e quando escutava seu nome uma onda de pressentimento a invadia, como se ele fosse uma parte importante de sua própria vida.

— Não fique angustiada Rose, te apresentarei e suas duvidas iram sumir.

Só Alice tinha o poder de tranqüilizar Rose dessa forma.

Para Alice era evidente de que teria que falar seriamente com Emmet, e quem saber também com Bella, ainda que saiba que estava longe de pensar que uma garota como ela, despertaria ciúmes em uma mulher como Rose. De alguma maneira que só Alice via em sua mente, os destinos de seus irmãos, de Rose, de Bella e dela se enlaçavam de uma forma incrível, dependendo uns dos outros. Jasper era um mistério que só resolveria conhecendo-o, e isso nunca iria ocorrer se Emmet e Rosalie rompem-se sua relação e ela ia viver na Inglaterra.

Os laços do destino eram frágeis e mudavam, mas buscava faze-los de forma que só ela se dava conta e era consciente de que isso era uma grande responsabilidade.