Lynne Graham

Adaptação.

Personagens pertencentes a Lynne Grahame Stephenie Meyer

Historia pertence a Lynne Graham.

Capítulo 4

Se pudesse, Bella não teria ido trabalhar na manhã seguinte, pois tinha a maçã do rosto arroxeado e inchada e estava certa de que alguém ia lhe perguntar o que tinha acontecido.

Também estava certa de que, se não quisesse denunciar o seu pai à polícia, ia ter que mentir.

Se no momento do impacto não tivesse virado a cabeça, o mais certo seria que tivesse também o nariz quebrado.

O fato de que seu pai se atreveu a bater nela uma vez queria dizer, sem nenhuma dúvida, que poderia voltar a fazê-lo.

Bella sentiu que lhe formava uma bola de angústia na boca do estômago ao recordar a fúria de seu pai e o pouco que o tinha importado machucá-la, algo que aparentemente não o tinha feito sentir-se absolutamente envergonhado.

Ao ouvir Bella gritar, Irina tinha descido as escadas a toda velocidade e ficou estática ao ver a cena, mas ao final de uma hora já lhe estava jogando a culpa da visita de James Hunter e justificando a violência de seu marido.

Bella sentia os olhos inchados e doloridos pelas lágrimas que tinha derramado em silêncio a noite anterior porque, embora seu pai nunca tivesse sido um homem de caráter fácil, tampouco nunca tinha se mostrado tão violento.

Obviamente, Angela tinha razão em pensar que era impossível que Bella conseguisse sair de casa com a aprovação de seu pai e, entretanto, agora mais que nunca precisava sair dali, assim não tinha mais remédio que ir embora em segredo. Para cúmulo, mal tinha dinheiro e a única coisa que lhe ocorria era fazer horas extras.

― Minha mãe, mas, o que aconteceu com o seu rosto? ― perguntou-lhe Victoroa Biear assim que a viu aparecer.

― Nada, ontem tropecei e cair sobre a borda de uma mesa ― respondeu Bella encolhendo-se de ombros. ― Menos mal que não tenha quebrado nada.

― Pois sim, menos mal ― disse a aristocrata olhando-a sem rastro de suspeita. ― Pobrezinha. Hoje só vou precisar de você por uma hora, assim, quando tiver terminado de limpar e de organizar meu quarto, pode se ocupar de seus afazeres normais.

Bella se sentiu profundamente decepcionada e ressentida porque, de novo, outro dia em que não lhe fora permitido ajudar a organizar a festa. Era óbvio que a aristocrata tinha preferido tomá-la como empregada pessoal, algo que desagradava profundamente Bella.

Edward ficou olhando a carta que tinha recebido aquela manhã de um primo dele e apertou as mandíbulas. Continuando, riu com amargura, fez uma bola com o papel e o atirou ao cesto de papéis.

Aquilo, certamente, era a cereja do bolo.

Acabava de inteirar-se de que Tanya, a única mulher que tinha amado, acabara de se casar com outro homem.

E ele nem sequer sabia que ela estava comprometida!

Devido à recente morte de um parente, o casamento de Tanya tinha sido uma reunião pequena e familiar e aconteceu a toda velocidade para que o casal pudesse ir o quanto antes para Londres, onde o noivo trabalhava como cirurgião.

Edward se disse que, cedo ou tarde, aquilo tinha que acontecer. O fato de estar casada não queria dizer que a tivesse perdido porque, na realidade, jamais a tinha tido.

«Tenho que ser forte», disse-se.

Uma hora depois, chegou Victoria para recolher a lista de convidados que lhe tinha deixado no dia anterior para que desse uma olhada.

― Parece-me que para Isabella Swan as coisas não vão bem ― comentou com os olhos em branco.

Edward a olhou arqueando uma sobrancelha.

― Parece ser verdade que Bella esteve se vendo às escondidas com o pedreiro polonês e, na verdade, não me surpreende que tenha tentado que ninguém se inteirasse porque tendo o pai que tem... O ruim foi que ele se inteirou de todas formas.

― Já sabe que eu não gosto de fofocas ― interrompeu-a Edward.

― Isto não é uma fofoca ― sorriu Victoria. ― Sei que se preocupa muito com essa garota, por isso lhe conto. Enfim, para ir ao ponto, acredito que seu pai lhe bateu.

Edward não se alterou.

― Ela lhe disse isso?

― Não, claro que não. Ela disse o típico de... «tropecei e me machuquei». Enfim, pelo visto a pegou fazendo o que qualquer garota jovem e sã faria com um homem ― riu Victoria. ― É a única explicação que me ocorre e me parece lógico porque, pelo que me contaram, essa garota não tem nenhum tipo de liberdade, o que não é absolutamente normal.

Uma vez a sós, Edward decidiu falar com a chefe do departamento de limpeza para que a mulher se assegurasse de que Bella estava bem.

Não havia necessidade de que ele se envolvesse de maneira direta.

Seria verdade que Bella estava com um homem? E a ele que mais lhe interessava? Não a conhecia. Mesmo assim, não gostava da idéia de que Bella tivesse estado com outro homem porque a tinha por uma garota inocente.

Teria se confundido? Então, recordou a paixão que Bella tinha demonstrado entre seus braços, mas se disse que não se podia julgar por um beijo e que, em todo caso, dava igual a experiência sexual ou carência dela que Bella tivesse, porque aquela mulher não era para ele.

Entretanto, Edward recordou como desde pequeno o tinham educado para interessar-se pessoalmente por qualquer problema que tivessem seus empregados e às pessoas que o rodeava, e se disse que tinha que se ocupar daquele assunto em pessoa, assim ligou o computador e consultou os horários do pessoal de limpeza para localizar Bella.

Que curioso que não se precavesse de que até muito pouco tempo nem sequer tinha sabido da existência daqueles horários nem de que se pudessem consultar no computador.

Bella estava encerando o chão de madeira na galeria, perguntando-se de que humor encontraria o seu pai aquela tarde quando chegasse em casa e tremendo ante a possibilidade de que se repetisse o episódio do dia anterior.

― Isabella...

Ao ouvir seu nome, deu um pulo e lhe caiu a escova das mãos. Surpresa, virou-se e se encontrou com Edward.

Imediatamente, o príncipe se deu conta de que Bella estava atemorizada e de que tinha uma bochecha arroxeada.

― O que aconteceu? ― perguntou Edward avançando até ela em um par de passos. ― Foi seu pai?

A ternura de Edward desconcertou Bella.

― Não... não sei como pôde pensar algo assim ― respondeu nervosa. ― Tropecei e bati o rosto em uma mesa.

Edward lhe acariciou a face e sentiu que a fúria se apoderava dele ao compreender que a tinham golpeado. Perguntou-se se poderia fazer algo para ajudá-la porque era óbvio que aquela garota tinha uma vida familiar problemática.

― Isabella, não minta para mim ― pediu-lhe em tom amável.

Ao sentir os dedos de Edward sobre a pele com tanta suavidade, Bella tinha ficado atônita porque até aquele momento não sabia que um homem pudesse ser tão agradável.

― Não estou mentindo ― murmurou.

― Te bateram e não deve aceitar. Ninguém tem o direito a bater em outra pessoa, nem sequer um pai. Devo saber a verdade ― insistiu Edward. ― Se não confiar em mim, não vou poder te ajudar.

― De qualquer maneira não poderia me ajudar! ― protestou Bella em um arrebatamento e sentindo que as lágrimas escorregavam por seu rosto.

― Equivoca-se ― respondeu Edward fazendo um grande esforço para não tomá-la entre seus braços e consolá-la. ― Não me parece bem que tratemos um assunto tão delicado aqui na galeria, onde qualquer um poderia nos ver ― acrescentou guiando-a ao fundo da galeria, onde havia uma porta de mogno que levava a ala do castelo de uso pessoal do príncipe. ― Agora que estamos sozinhos, quero que se tranqüilize e que me conte exatamente o que aconteceu ontem ― indicou-lhe fazendo-a sentar-se.

― Não posso lhe contar isso... ― soluçou Bella.

Edward a agarrou pela mão.

― Ser leal à família é muito admirável, mas em seu caso se trata de uma questão de segurança pessoal, de sua segurança, que é o mais importante neste momento. O que aconteceu ontem poderia voltar a repetir-se e as lesões poderiam ser muito piores.

― Foi minha culpa... ― disse Bella sentindo-se culpada.

― Por que diz isso?

― Se tivesse permitido que falasse com James Hunter, nada disto teria ocorrido, mas me zanguei com você acreditando que estava se metendo em meus assuntos ― respondeu Bella com lágrimas nos olhos.

― Eu sei... ― murmurou Edward sentando-se no braço do sofá e segurando a mão de Bella. ― Me conte exatamente o que tem que ver o fotógrafo em tudo isto.

― A esse estúpido não lhe ocorreu outra coisa que apresentar-se em minha casa para falar com meu pai ― explicou Bella.

― Hunter foi a sua casa? ― perguntou Edward com o cenho franzido.

― Sim, foi e mostrou a meu pai fotografias de mulheres, segundo ele, «meio nuas». Não pode nem imaginar como o encontrei ao chegar em casa. Estava furioso...

― Muito bem, não precisa continuar ― interrompeu-a Edwrad lhe colocando um dedo sobre os lábios. ― Ele não voltará a te fazer dano. Não vou permitir.

― Mas você não pode fazer nada para evitar ― murmurou Bella com a respiração entrecortada.

― Dou minha palavra de honra de que vou protegê-la ― jurou-lhe Edward com determinação, pensando que a melhor maneira de protegê-la seria afastá-la de Volturi.

Entretanto, sobreviveria Bella ao feito de perder tudo o que tinha ali? E o que tinha? Pobreza e tristeza? A Edward pensou que não seria nenhuma tolice manter uma relação com ela porque, pelo menos, dar-lhe-ia certa felicidade.

De repente, Bella se deu conta do silêncio que tinha envolvido a ambos e do perto que estavam um do outro.

― Não deveria estar aqui contigo ― murmurou sentindo-se culpada.

― Está aqui comigo porque quer estar comigo ― respondeu Edward olhando-a nos olhos.

Sim, era verdade, queria estar com ele. Se até ele se deu conta, de que valia negar? Bella não tinha forças para protestar e se perguntou por que não deixar se levar pelo menos uma vez e fazer o que de verdade queria.

A intensidade do olhar de Edward a fez sentir espetadas quentes de antecipação por todo o corpo. A tensão era insuportável.

Bella sentia o batimento de seu coração acelerado nos ouvidos, a sala dava voltas e o oxigênio não chegava aos pulmões. Em um movimento quase imperceptível, aproximou-se dele. Edward não pôde controlar-se.

― Desejo você.

― De verdade? ― murmurou Bella.

Edward se inclinou sobre ela e se apoderou de sua boca. Ao sentir sua língua, Bella afogou uma exclamação e estremeceu, inclinando a cabeça para lhe permitir melhor acesso.

Os lábios de Edward eram quentes, experientes e incrivelmente sensuais e cada beijo fazia que Bella quisesse cada vez mais.

― Você me deseja tanto como eu desejo você ― uivou Shahir voltando a beijá-la com urgência.

Continuando, a tomou entre seus braços e a sentou em seu colo, baixou-lhe o zíper do uniforme e o deslizou por seus ombros.

― Oh... ― exclamou Bella ao sentir a mão de Edward sobre um de seus seios.

― Oh... ― burlou-se ele com sensualidade.

Bella não podia acreditar no que estava acontecendo, mas estava disposta a seguir a insistente demanda de seu corpo. Quando sentiu os lábios de Edward na erótica zona do pescoço, justo debaixo da orelha, não pôde evitar agarrar-se às mangas de sua camisa com força, pois jamais havia sentido nada parecido.

― Nunca gostei de estar incômodo ― declarou Edward com voz rouca.

Continuando, a tomou em seus braços como se fosse uma boneca que não pesasse nada. ― A verdade é que estou acostumado a fazer amor na cama.

― Cama?

Bella se esticou, pois não tinha lhe passado pela cabeça que aqueles beijos fossem dar em nada mais, mas Edward escolheu aquele preciso instante para voltar a beijá-la e Bella sentiu que se derretia como um sorvete e não pôde reagir até que se viu em seu quarto, entre as pernas do Edward, que tinha sentado na beira da cama e tinha lhe soltado o cabelo.

― Desejo-a desde a primeira vez que a vi ― confessou Edward lhe acariciando o cabelo, que caía agora sobre os ombros de Bella. ― E cada vez que a vejo a desejo mais e mais...

Bella sentia que as pernas lhe tremiam.

― De verdade?

― Parece mentira que não se dê conta, é incrivelmente bonita.

― Hoje não me parece que esteja muito bem... ― respondeu Bella tocando a bochecha arroxeada.

Edward lhe acariciou a mão e a olhou nos olhos com intensidade.

― Hoje está mais bonita que nunca.

Bella, hipnotizada por completo por seu olhar, curvou-se para frente e se apoderou com paixão da boca de Edward.

Imediatamente, ele desabotoou sua blusa e o cinto da calça. Continuando, voltou a sentá-la sobre seu colo e os tirou sem deixar de beijá-la.

― Quanta roupa usa! ― comentou beijando-a no pescoço.

Ao sentir seus seios expostos quando o sutiã caiu no chão, Bella não pôde evitar cobrir os seios com as mãos e esticar-se.

Edward ficou olhando-a estupefato, jogou-a para trás e fez que apoiasse a cabeça nos travesseiros.

― Suponho que tenha experiência, mas se estiver errado, por favor, diga-me, porque não me deito com virgens ― murmurou Edward deitando-se a seu lado na cama.

Bella evitou olhá-lo nos olhos durante alguns segundos. Estava consciente de que, se lhe dissesse a verdade, não se deitariam com ela e ela não poderia suportar.

― Não sou virgem ― mentiu rápido.

― É muito tímida... ― insistiu Edward.

― E o que?

― E nada.

― Se importaria de fechar as cortinas?

― Só faz amor às escuras? ― perguntou Edward arqueando uma sobrancelha.

Bella assentiu com veemência e Edward fechou as cortinas, não sabendo se ria a gargalhadas ou se sentia uma profunda ternura por aquela garota.

Já na escuridão, Bella se levantou da cama, tropeçou nas roupas que estavam atiradas pelo chão e caiu, mas não deu tempo de cobrir-se de novo quando Edward acendeu o abajur que havia na mesinha e ficou olhando-a.

― Por que se empenha em esconder a perfeição de seu corpo? ― disse-lhe tomando-a entre seus braços de novo, devolvendo-a à cama e lhe acariciando os mamilos eretos.

Bella sentiu que o calor líquido do desejo serpenteava até sua pélvis.

― Edward... ― murmurou Bella lhe acariciando o cabelo.

― Eu adoro como diz meu nome... ― disse Edward tirando a gravata e a jaqueta.

Aniquilada, Bella ficou olhando-o. Aquele homem tinha um maravilhoso torso forte e musculoso, e muito masculino.

Quando ele tirou as calças e ficou de cueca, Bella sentiu que ficava vermelha e, quando Edward tirou a cueca mostrando sua ereção, Bella já não pôde ver mais e fechou os olhos.

― Eu não sou nada tímido ― comentou Edward.

― Já percebi ― murmurou Bella.

― Entretanto, seu acanhamento me é atraente.

― Oh...

― Oh... ― voltou a burlar-se Edward.

Continuando, deitou-se a seu lado e começou a lhe acariciar os seios até chegar a seu ventre e descer por suas coxas enquanto com a boca seguia o mesmo caminho, fazendo Bella gemer de prazer, que não duvidou em arquear as costas.

O nó de desejo que sentia no baixo ventre era cada vez maior. Edward lhe separou as pernas, explorando os cachos que ocultavam seu monte de Vênus e riscou o perfil das dobras de sua feminilidade, quente e úmida.

Bella não podia deixar de mover-se, não podia deixar de jogar os quadris para frente.

― Oh, sim... ― disse Edward satisfeito introduzindo um dedo no interior de seu corpo.

― Por favor...

― Espere um pouco ― ofegou Edward.

Continuando, brincou com seu corpo até fazê-la suplicar e, quando Bella acreditava que já não ia poder sentir mais prazer, Edward se colocou sobre ela e a penetrou com doçura.

Bella morria por senti-lo dentro de si, mas não tinha nem idéia da dor que ia acompanhar o acoplamento e não pôde evitar gritar.

De repente, Edward ficou petrificado e a olhou nos olhos com dureza.

― Mentiu para mim? É virgem?

Bella se ruborizou, fechou os olhos e não respondeu.

Edward a olhava com incredulidade.

― Isabella...

― Não pare ― respondeu Bella jogando os quadris de novo para frente.

Edward teria gostado de poder controlar-se, mas era impossível, assim voltou a entrar nas profundidades do corpo de Bella e continuou levantando os seus joelhos e tornando para trás para poder penetrá-la em profundidade até que Bella gritou e ofegou ao alcançar o êxtase.

Extenuada e feliz, assombrada por sua capacidade de gozo físico, Bella mal podia pensar com clareza depois de sua primeira experiência sexual.

Edward a abraçou e a beijou na testa e Bella pôde desfrutar de mais ou menos alguns sessenta segundos de paz antes que Edward a olhasse com dureza e a separasse de seu lado.

― Não volte a mentir para mim ― advertiu-lhe.

Bella, que não estava preparada para aquele ataque verbal, ficou olhando-o com a boca aberta.