Capitulo 3: A culpa é dos hormônios...
Passaram-se dois dias do fatídico beijo. Lily e James voltaram ao relacionamento que tinha inicialmente: ele a convidava para sair e ela gritava com ele. (n/a: francamente, eu não sei quantas vezes esses dois ainda vão mudar de idéia em relação um ao outro...) Sirius queria falar com Nathalie, mas parecia que a garota havia aprendido a aparatar de repente porque sempre que Sirius chegava em um lugar ela sumia. Katrina continuava provocando Remus, mas nunca passava da provocação. Os únicos que estavam razoavelmente livres desse clima estranho eram Melissa e Peter, que apesar das brigas começaram a passar mais tempo juntos para não se envolverem nos problemas dos outros. Durante o horário livre da tarde daquele dia os dois estavam na biblioteca procurando numa estante mais distante (n/a: xi, rimou...) um livro de história da magia.
-Não é possível, Melissa! Procura direito -reclamava Peter.
-Ah Peter, não enche. Ta difícil de achar. Por que você não ajuda? -perguntou Melissa irritada.
-Por que eu já estou procurando desse lado.
-Achei! -disse Melissa, ela se estica e... -Não alcanço.
-O que?
-Está alto. Não alcanço.
-É duro ser baixinha... Usa a varinha.
-Eu não trouxe.
-Como?
-Eu não trouxe a varinha. Eu sabia que ia acabar me irritando e te azarando.
-Mas é uma tapada mesmo. Deixa que eu pego. -colocou a mão no bolso do casaco. -Ah não. -começou a tatear os bolsos.
-O que?
-Eu não trouxe a varinha também.
-Depois fala de mim.
-Ah não enche. Eu pego mesmo assim.
Ele vai até onde Melissa estava. Ele estica o braço, pula, fica na ponta do pé, mas não alcança o livro.
-Quem é baixinho agora? -provocou Melissa.
-Não (pula) enche (pula). Eu vou alcançar. -Peter pula mais uma vez e perde o equilíbrio e para não cair apóia em Melissa.
-Ei! -a garota reclama.
Agora a cena ficou assim: Melissa esta presa contra a estante, bem próxima a Peter que esta com a mão no ombro dela. Um profundo silencio se faz entre eles e os dois apenas se encaram. Peter desliza a mão do ombro de Melissa para o pescoço da garota, puxa-a para mais perto e então cobre os lábios dela com os seus. A principio Melissa ficou travada, mas logo passou os braços em volta do pescoço do maroto e permitiu a intensificação do beijo. Por sorte estava apoiada na estante, senão com certeza cairia já que seus joelhos tremiam. Até que um grito despertou-os. Era madame Pince.
-O que vocês dois pensam que estão fazendo? Aqui não é lugar para essas coisas. Saiam já daqui! -berrou a bibliotecária.
Os dois foram expulsos da biblioteca. No corredor se olharam por um instante e depois cada um foi para o seu lado.
Após o jantar todos estavam reunidos na sala comunal. Katrina e Sirius jogavam xadrez de bruxo, James contava algo para Peter que ria muito e para Nathalie que parecia nem ouvir, Melissa lia outra revista trouxa que sua mãe havia mandado e Remus e Lily conversavam algum assunto referente a alguma matéria. Sirius olhou para os lados e viu que os amigos estavam concentrados no que faziam. Então se virou para Katrina.
-Katrina, posso te fazer uma pergunta? -perguntou desconfortável.
-Diga. -Katrina ainda decidia qual peça movimentar.
-Por que eu e você... Ah... Sabe... No sexto ano... Por que nós ficamos?
-Ãh? -perguntou encarando Sirius. -Nossa! Por que? Ah, sei la, Sirius. Eu e você somos as pessoas mais desejadas da escola, sem falsa modéstia. Acho que no fim as pessoas esperavam que isso acontecesse e a gente se deixou levar. Mas eu vou te falar, depois do terceiro dia eu sentia como se estivesse beijando meu irmão. -completou sorrindo.
-Acho que você tem razão. A gente se levou pela parte física. Foi só uma curtição. -Sirius pareceu relaxar.
-Sirius, você ta afim de alguém, não ta? -Katrina perguntou encarando-o.
-Por que você ta perguntando isso? -Sirius embaraçou-se.
-Você acabou de se entregar. -respondeu divertida. -Me fala! Qual o problema?
-Eu não sei direito o que é. É que o que eu sinto quando estou perto dela eu nunca senti com nenhuma outra, mas não sei o que é esse "diferente". Eu não quero brincar com ela, não quero magoá-la.
-Por Merlin! Sirius Black com crise de consciência? Não acredito! Quem é a milagrosa?
-Ela é a menina mais doce que eu conheço. Por isso eu to preocupado. É até estranho eu falar isso, mas ela merece um cara melhor que eu. Ela é inteligente, bonita, doce, tão tímida e...
-Espera um pouco. -Katrina interrompeu -Eu só vejo três possibilidades ai: ou você ta interessado numa aluna do primeiro ano, ou tem alguém nessa escola que seja a cópia da Nathalie ou, e pelo amor de deus não me diga que é essa, você ta afim da Nathalie.
Sirius ficou em silencio e isso o entregou.
-Ah não! -exclamou Katrina -Por Merlin! Não Sirius. A Nathalie? Por que justo ela?
-Fala baixo, Katrina! Alguém pode ouvir!
-Você perdeu o juízo, Sirius. E se você acha que eu vou deixar você brincar com...
-De jeito nenhum, Katrina. Você ta louca? Eu nunca faria isso com a Nathalie. Eu tenho um pingo de caráter pelo menos, ta. Alem do mais se eu fizesse alguma coisa o James me matava.
-O James é o de menos, Sirius. O problema é a Nathalie. Ela gosta de você desde o primeiro ano e... -Katrina tapou a boca com as duas mãos, mas já havia deixado escapar.
-Ela o que? -perguntou Sirius assustado.
-Nada. Esquece o que eu falei. Por favor, Sirius, não magoe a nossa bonequinha. -pediu séria.
Sirius queria balançar Katrina, fazê-la repetir o que dissera, mas apenas concordou fazendo um gesto com a cabeça. Era melhor não ter falado com a Katrina. Será que Nathalie realmente gostava dele desde o primeiro ano? Desde o primeiro ano? Mas isso fazia tanto tempo. E nesse tempo todo ele ficou com tantas garotas. Será que ela ainda gostava mesmo dele? Era por isso que o evitava ultimamente? E era por isso que com ele ela sempre foi mais retraída? As perguntas giravam na cabeça de Sirius.
-Katrina, eu vou dormir, ta? Por favor, não...
-Não vou comentar com ninguém. Pode deixar. -Katrina respondeu dando um sorriso amigo.
Sirius se retirou da sala. Logo depois subiram James, Peter, Melissa e Nathalie. Lily e Remus ainda falavam algo sobre relatórios para alunos em detenção e Katrina lia um livro. A esta altura na sala só restavam os três.
-Bom, acho que já chega por hoje. -disse Lily se levantando -Eu vou para o quarto. Você vem Katrina?
-Um... -Katrina olhou para Remus que ainda olhava interessado para alguns pergaminhos -Eu vou ficar mais um pouco.
-Certo. Só não vai dormir tarde.
-Pode deixar.
Lily subiu as escadas e foi para o dormitório. Remus, ainda concentrado na leitura dos relatórios não havia percebido que estava a sós com Katrina. Então a menina caminhou até ele pisando leve e se sentou ao seu lado no sofá. Remus teve um sobressalto.
-K-Katrina? Achei que você já tinha subido. -ele se afasta um pouco.
-Não. Eu resolvi ficar mais um pouco. -ela se aproxima de novo.
-Ah é? E por que? -ele se afasta.
-Na verdade... Eu esperava uma sugestão sua. -se aproxima mais.
-Sabe o que eu acho Katrina? Nós devíamos parar com isso. Não que não tenha sido legal, mas eu acho que... -ele se afasta de novo e chega ao fim do sofá.
-Tem certeza que é o que você quer? -Katrina pergunta numa voz rouca e sensual se inclinando sobre Remus que ia se inclinando para trás e ficando mais e mais vermelho.
-T-tenho sim. -respondeu com um fio de voz quando não tinha mais como escapar.
Katrina se levantou rapidamente.
-Se é o que você quer... -falou com grande naturalidade e subiu para o seu dormitório.
Remus ficou tentando entender o que acabara de acontecer. Katrina ia deixá-lo louco desse jeito. E seria logo. Mas isso não ia ficar assim. A partir de amanhã, Katrina teria uma agradável surpresa...
Na manhã seguinte havia um agradável sol, por isso muitos alunos estavam passeando nos jardins. As divas conversavam embaixo de uma arvore próxima ao lago.
-Nathalie... -começou Katrina com cuidado -Você ainda... gosta do Sirius?
Nathalie ficou pálida.
-P-por que Katrina? Você quer ficar com ele de novo? -perguntou Nathalie quase em pânico.
-Não! Não! De jeito nenhum. O Sirius é um irmãozão. Mas pela sua reação acho que você ainda gosta... -respondeu Katrina sorrindo maldosa.
-Não é bem assim, Katrina. É complicado... -ela falava mais para si do que para Katrina. -E para piorar esses dias... -sua voz morreu como se ela se desse conta de que falava alto.
-O que aconteceu esses dias? -perguntou Katrina abrindo um enorme sorriso.
-Nada! -Nathalie começava a corar.
-Nathalie Miller, o que você andou aprontando e não quer contar? -Katrina se aproximou muito de Nathalie e começou a fazer cócegas.
-Nada! Para Katrina! -a menina ria muito.
-Sabe o que eu acho? Quem mente para as amigas merece um castigo. -Katrina se levanta e puxa Nathalie junto.
-O que você vai fazer? -Nathalie perguntou tentando não ser levada.
-Vou te dar um castigo. Te jogar no lago. -falou séria.
-Espera Katrina. Não faz isso. -Lily se levantou e foi tentar ajudar Nathalie, enquanto Melissa apenas observava.
Os marotos vinham de longe e viram as meninas sentadas embaixo da arvore. Katrina fazia cócegas em Nathalie. De repente Katrina se levantou e puxou Nathalie para perto do lago e fez menção de jogá-la na água. Lily se levantou e começou a puxar o outro braço de Nathalie.
-A Katrina vai mesmo jogar a Nathalie na água? -perguntou Remus preocupado.
-A ruivinha não vai deixar. -falou James sem dar importância.
Mas do lugar onde estavam viram Melissa se levantar e caminhar sorrateiramente para perto das amigas. O que aconteceu depois foi muito rápido: Melissa empurrou Lily, fazendo com que ela, Nathalie e Katrina perdessem o equilíbrio e caíssem no lago. Lily se agarrou a Melissa que assim também caiu na água. Os marotos correram até onde elas estavam, não iam perder a chance de zoa-las. E, lógico, todos que estavam nos jardins pararam para ver o que tinha acontecido.
-Melissa, sua traidora! -Katrina gritava nadando para a margem.
-Eu não acredito que eu, chefe dos monitores, paguei um mico desses. -Lily estava ficando vermelha como seu cabelo.
Ao saírem do lago é que finalmente se deram conta de que todos olhavam para elas.
-Que visão do paraíso, hein ruivinha? -disse James com um sorriso safado.
As quatro se olharam e então viram os uniformes encharcados, as camisas super transparentes. Nathalie parecia ter ficado a beira de um ataque.
-Calma, Nah. -Sirius tirou rapidamente seu paletó e pôs sobre os ombros de Nathalie.
-Toma ruivinha, põe isso também. Não quero que todos fiquem olhando pra você. -disse James oferecendo o paletó para Lily.
Ela já ia recusar, mas ao ver que todos realmente olhavam para ela resolveu aceitar.
-Remus, você não quer me esquentar? -Katrina envolveu o pescoço do garoto com os braços.
-Claro. Por que não? -Remus sorriu maldoso e enlaçou a cintura da garota.
Katrina ficou confusa. Abriu a boca e não conseguiu falar nada.
-Ninguém vai esquentar ninguém. Que fogo vocês tem! -Melissa puxou Katrina para sentar com ela.
Cada garota pegou sua respectiva varinha e se secou. Apenas Lily continuava a procurar a varinha na bolsa enquanto brigava com James que se sentara ao seu lado.
-Não me enche, Potter. Da pra você sentar em outro lugar?
-Não precisar ser orgulhosa, ruivinha. Eu posso te secar se você pedir, já que você não encontra a sua varinha.
-Potter, eu morreria de frio antes de pedir ajuda pra você. -falou entre os dentes.
-Não fala assim, meu amor. Você pode me pedir qualquer coisa. Por exemplo... Você não quer outro beijo?
-Outro beijo seu? -ela se vira para encará-lo. -Eu beijaria a lula gigante antes de te beijar de novo. -ela se vira e volta a mexer na bolsa. -Alem do mais você não beija tão bem quanto dizem por ai.
James ficou indignado. Agora ela feria a imagem dele.
-Ah não é?
-Não.
-É que aquele dia eu não estava preparado e... Quer saber? Vamos pra segunda tentativa. -assim falando puxou Lily e beijou-a.
Os marotos e as divas travaram diante da cena. Se não saísse morte ali, seria um bom começo.
O contato com James foi um choque. Seu corpo estava gelado e ele tinha os lábios tão quentes. A vontade que ela tinha era esquecer tudo e deixar que ele a beijasse, mas se lembrou que estavam no jardim na frente de todos. Empurrou James e deu-lhe um forte tapa.
-Lily... você... ah... -Katrina queria encontrar um jeito para acalmar a amiga, mas não achava as palavras.
Lily conseguiu encontrar sua varinha, apontou-a para James, que foi atingido por um raio verde. (n/a: não foi um avada kedrava, mas bem q ela teve vontade) Logo a pele do maroto começou a se encher de grossas escamas verdes.
-Você não tem mesmo um pingo de decência, Potter. -falando isso se secou, pegou suas coisas e saiu.
-Mau jeito, Pontas. -riu Sirius.
-Mas valeu a pena.
-Você tem sorte que ninguém viu porque vocês estavam atrás da arvore. Se alguém tivesse visto teria sido muito pior. -Katrina segurava-se para não gargalhar do amigo.
-Você vai ter sorte se a Lily não me deixar dar uma lição em você. Vamos atrás dela, Nathalie. -Melissa saiu irritada (n/a: do tipo que toma as dores dos outros qdo esta de mau humor...) com Nathalie em seu encalço. Antes de sair porem, Nathalie lançou um ultimo olhar preocupado de James para Sirius.
-E você? O que vai fazer? -perguntou Sirius a Katrina.
-Atrás da Lily é que eu não vou. Eu sou provavelmente a ultima pessoa que ela vai querer ver agora. Você precisa de ajuda ai, James? -perguntou debochada a James que não conseguia reverter o feitiço de Lily.
-Por que vocês têm mania de feitiços não-verbais? -perguntou irritado. (n/a: entenda-se esse vocês pelas 4 divas)
-Porque não somos mais crianças pra usar feitiços verbais. -apontou a varinha an direção de James e o feitiço foi desfeito. -Pronto.
-Aonde você vai agora? -perguntou James ao ver que ela estava indo embora.
-Dar uma volta... Ler um livro... Beijar alguém... Sei la. Ver o que eu acho para fazer. -respondeu sem se virar e ainda se afastando.
Melissa e Nathalie foram até a sala comunal procurar por Lily, mas foram encontrá-la em seu dormitório, deitada na cama chorando.
-Lily, você ta chorando? Aquele imbecil te machucou? -perguntou Melissa com evidente raiva na voz.
-Não! O James não seria capaz disso. -apressou-se Nathalie -Não é Lily? Ele te machucou?
-Sim! Machucou! Por que toda vez? Por que ele me machuca desse jeito? Por que eu me sinto tão triste? -respondeu aos prantos sem encarar as amigas.
Melissa e Nathalie se encararam por um minuto. Sabiam perfeitamente o que a amiga queria dizer e por isso não falaram mais nada. Apenas ficaram ao seu lado até ela parar de chorar.
Na hora do almoço elas se sentaram bem longe dos marotos e o resto da tarde Lily evitou encontrar com James. (n/a: fala sério, que povo maduro, sempre dando um jeito de fugir...)
Já era fim de tarde e começava a anoitecer e Katrina andava sozinha pelos corredores. Não queria se envolver nos problemas de Lily, mas sua vontade era espancar James por não ter um pingo de senso e Lily por não aceitar logo sair com o garoto. Apesar de que alguém também devia bater nela por ter se metido numa situação tão singular com Remus. Encostou o ombro em uma parede e ficou ali parada pensando em tudo. Estava tão distraída que não percebeu que alguém se aproximava.
-Pensando em mim? -Remus sussurrou muito sedutoramente em seu ouvido.
-Remus?! É... Talvez...-falou tentando se controlar e sem virar para encará-lo.
Remus virou-a, pos contra a parede e cercou-a. Katrina estava totalmente paralisada diante da atitude de Remus. Será que ela tinha feito o menino enlouquecer de verdade?
-Pensando o que? Algo bom? -ele falou mais uma vez ao seu ouvido.
-Quem sabe... -Katrina respondeu insegura.
-Sabe de uma coisa? -Remus roçou os lábios de Katrina com os seus. -É uma pena. Eu to atrasado. -disse recuperando o tom normal de sua voz e as atitudes costumeiras. -Só vim avisa que as meninas estão te procurando. Até mais tarde, Katrina.
Remus saiu caminhando normalmente. Katrina ainda ficou parada um tempo no mesmo lugar tentando entender o que acabara de acontecer. Remus Lupin, monitor, cdf certinho da Grifinória estava usando o jogo de Katrina contra ela mesma? Quem ele pensava que era? Isso não ia ficar assim. Ela ia mostrar para Remus que certos jogos não são pra qualquer um.
Encontrou com as amigas no dormitório. Achou que ainda estariam preocupadas com o que aconteceu com Lily, mas percebeu que o centro da discussão era Nathalie, que estava sentada em sua cama, abraçada ao travesseiro, com os olhos marejados. Katrina se aproximou receosa.
-Oi bonequinha. O que houve?
Nathalie olhou para Katrina e tentou balbuciar algumas palavras, mas elas não saíram e ela voltou a chorar.
-Ok, agora eu estou realmente preocupada. O que houve?
-Acabamos de ver Sirius Black atracado com outra menina no corredor. -respondeu Melissa.
-E qual a novidade? (n/a: q sensível...)
-F-faz... poucos dias... -Nathalie dizia entra lagrimas e suspiros -eu... eu... beijei ele. -e voltou a chorar compulsivamente.
-Você o que?
-Katrina, eu explico. -começo Lily. -Naquele dia que choveu, ela e o Black estavam juntos. Ele levou a Nathalie pra tomar banho de chuva e ela acabou beijando ele.
-Calma la. Ela beijou ele? Como assim? -perguntou Katrina com evidente espanto.
-Eu não sei ta? -Nathalie começou a falar. -O jeito que ele me olhava e... Eu não sei mais o que. Me virou. Eu não sei porque eu fiz, mas eu fiz. -voltou a chorar.
-Cara, isso ta virando novela mexicana. Primeiro a Lily e agora a Nathalie...-suspirou Melissa como se pensasse alto.
Lily lhe lançou um olhar assassino.
-Ok! Acalmem-se. Isso não é atitude de uma diva Nathalie. "Mas que o Sirius vai me ouvir ele vai..." -pensou por fim. -Vamos nos acalmar e dormir.
-Isso ta valendo pra você também né Katrina? -Melissa olhou a amiga e deu um sorriso irônico.
-É verdade. Aconteceu alguma coisa com você também? -Lily se aproximou de Katrina e encarou-a. -Você ta com uma cara...
-É, estou, mas o meu problema eu resolvo amanhã. Boa noite. -Sem falar mais nada deitou em sua cama, puxou o cortinado e nem ao menos trocou de roupa.
-Qual o problema de vocês? -Melissa perguntou encarando Lily. Esta apenas suspirou e deu de ombros.
Na manhã seguinte os marotos estavam à mesa tomando café. Remus parecia mais pálido que o normal e estava agitado.
-Calma Aluado. -disse Sirius tentando tranqüilizar o amigo.
-Calma Sirius? Hoje começa a lua-cheia e... -se interrompeu ao ver que as meninas se aproximavam.
Nathalie estava relutante em se sentar perto dos marotos, bem como Lily, mas foram convencidas por Katrina que era o melhor que poderiam fazer.
-Oi meninos! -Katrina sorriu -Podemos nos sentar?
-Claro! -James foi o primeiro a responder -Sentem-se, por favor.
Katrina se sentou entre Remus e Sirius, Melissa ao lado de Sirius. Lily foi obrigada a se sentar do lado de James, que ficou ao lado de Nathalie e esta ao lado de Peter. (n/a: resumindo: ficou o Remus, a Katrina, o Sirius e a Melissa de um lado e respectivamente de frente para eles Lily, James, Nathalie e Peter. Eu compliquei ou descompliquei?)
-E então, Katrina, como passou a noite? -perguntou Remus provocador.
-Melhor impossível -respondeu a loira sorrindo.
-Você esta bem, Nah? Parece triste... -James levantou o queixo da menina e fez com que ela o olhasse.
-E-eu estou bem, James. Não se preocupe. -tentou sorrir, mas ao ver que Sirius também a olhava abaixou a cabeça.
-Ah, Lily -chamou Remus -Eu vou ter que fazer uma viagem rápida essa semana. Você pode cuidar de tudo enquanto eu estiver fora?
-Não se preocupe Aluado. Eu cuido da ruivinha. -James passou o braço pelo pescoço de Lily. E o estranho foi que ela não fez nada. Não tirou o braço dele, não xingou. Simplesmente agiu como se ele não existisse.
-Não se preocupe, Remus. Eu vou cuidar de tudo. -falou como se não houvesse sido interrompida por James. O maroto ficou confuso e tirou o braço do pescoço da ruiva.
Lily sentiu um estranho frio quando James tirou o braço de seu pescoço. Ele tinha um calor tão bom e um perfume tão incrível. Mas Lily tinha que ser firme. Ignorando-o talvez fizesse ele entender que ela não queria nada com ele. E se repetisse isso varias vezes talvez também convencesse a si própria.
Foi acordada de seus pensamentos pela chegada de uma menina. Era Anna Parker, aluna do quinto ano da Corvinal. Era uma ruivinha bem bonita e popular. Sua beleza era mais infantil, mas esse era seu charme para os garotos mais velhos.
-Oi, bom dia. Eu vim agradecer pela ajuda que você me deu ontem na biblioteca, Remus -ela sorriu docemente para Remus.
Todos os marotos e as divas olharam da menina para Remus. Ela estava dando em cima dele. Era tão óbvio. Katrina teve vontade de azarar aquela pirralha intrometida, mas não entendeu bem por que. E aquele infeliz (n/a: o infeliz no caso é o Remus XD) ainda por cima estava gostando, conversava todo cheio de sorrisos e mel com a menina. Mel... Katrina pegou a colher e o pote de mel que estavam a sua frente.
-Atenção meninas, que a tia Katrina vai ensinar uma coisinha. Você também queridinha, que você é novinha, mas tem que aprender essas coisas.
Todos olharam para Katrina e Lily sentiu um arrepio percorrer sua espinha ao pensar no que a amiga podia estar pretendendo. Katrina pegou a colher e a pôs no pote de mel. Não encheu ela de mel, apenas mergulhou. Tirou com cuidado para que não caísse no uniforme. Pôs a língua para fora e deixou o mel cair ali. Lily começou a entender o que a amiga ia fazer e isso deixou-a muito, muito preocupada. Katrina colocou a colher em cima do prato, puxou o rosto de Remus e o beijou. Todos que estavam no salão pararam para ver a cena mais bizarra do mundo: o certinho Remus Lupin beijando a tentadora Katrina Addams em publico.
Se o beijo de Katrina já era normalmente delicioso, com gosto de mel era a melhor coisa que havia na face da terra. A língua da menina invadiu a boca de Remus e espalhou aquele gosto doce de mel. Remus puxou Katrina pela cintura para que ela ficasse mais perto dele. Como gostava de sentir os lábios dela contra os seus. Para sua tristeza ela interrompeu o beijo em pouco tempo.
-Alguma duvida, queridos alunos? -a loira perguntou sorrindo e com os lábios vermelhos.
Todos ficaram em silencio como se ainda não acreditassem no que acabaram de ver. Anna Parker saiu de la bem constrangida. Sirius começou a gargalhar como um louco. Os olhares de Peter e Melissa se encontraram, fazendo a menina levantar depressa da mesa. Nathalie seguiu rapidamente a amiga. Lily resolveu sair antes que se empolgasse com o show de línguas de Katrina e Remus. Katrina também se levantou.
-Boa viagem, Remus. -deu um selinho no garoto, pegou uma torrada e se dirigiu para a saída do salão.
-O que foi isso? -perguntou James incrédulo.
-E depois... hahahahahaha... sou eu que fico... hahahahaha -Sirius não conseguia parar de rir -sou eu que fico dando show nos corredores.
-Não enche, Sirius. -Remus corou.
Peter estava calado.
-Ué, o que você tem Rabicho? Não vai falar nada? -estranhou James.
-Eu... eu... eu beijei a Turner. -falou de uma vez e corando muito depois.
-VOCÊ O QUE? -perguntaram os outros três marotos de uma vez.
-Na biblioteca. Há alguns dias. Não deu pra evitar. Eu não sei o que houve. -começou com a cabeça baixa.
-Por Merlin... Essas divas viraram a cabeça de três marotos? Só falta o Sirius falar que ta afim da Nathalie. -Remus falou divertido, mas Sirius ficou sério.
-Ah não, Aluado. O Almofadinhas é um grande amigo, mas a Nathalie não é garota para ele. Ela merece um cara mais...
-Decente. -suspirou Sirius infeliz.
-Isso. Você entende né, Almofadas? -perguntou James sorrindo para o amigo.
Sirius teve que respirar fundo para conseguir usar seu tom normal de voz.
-Claro que sim, né Pontas. Alem do mais a Nathalie é meio... Ah você sabe. Sem sal. Ela é boazinha demais pra mim. -falou tentando parecer natural.
-Que bom que concordamos nisso. -James sorriu para o amigo.
Mas Sirius não se sentia assim. Sentai falta de ficar perto de Nathalie, ela o evitava o tempo todo e não olhava para ele. Ta bom que os dois nunca foram melhores amigos, mas o sorriso de Nathalie sempre foi com uma luz para Sirius. Ah sentia muita falta da bonequinha de todos, mas não queria magoá-la. Por isso era melhor continuar com a sua rotina e pegar uma menina por dia. Alguma em algum momento faria com que ele esquecesse de Nathalie.
-Terra para Almofadas! Tem alguém ai? -era Peter que chamava.
-Foi mal. Eu estava pensando na garota que eu peguei ontem -mentiu.
-Ah, Sirius, quero ver o que vai ser de você quando achar uma garota para se apaixonar. -falou Remus dando um tapinha no ombro do amigo.
Talvez ele não estivesse tão longe disso.
O dia passou depressa já que todas as divas estavam fugindo dos marotos, mesmo Katrina que por algum motivo desconhecido por ela estava com medo de encontrar Remus.
Pouco antes do fim da tarde, Lily estava na sala comunal estudando quando Remus passou por ela com uma mala na mão. Parecia um pouco apressado.
-Remus! -chamou. O garoto se virou assustado, não havia visto a ruiva ali. -Cuidado. -Lily completou sorrindo.
Remus não entendeu muito bem o que ela quis dizer, mas estava com pressa e por isso saiu logo. Era a primeira noite de uma longa semana. Os marotos logo saíram para acompanhar o amigo como faziam em todas as semanas de lua cheia desde o quinto ano.
Quando estava quase amanhecendo os três marotos voltavam para a sala comunal da Grifinória e pareciam mais cansados do que nunca.
-Sirius, você tem que ficar mais atento! -James estava bravo com o amigo. -Por pouco você não foi mordido.
-Eu sei, James. Não enche. Eu não tava legal, mas não ira acontecer de novo. -respondeu Sirius fechando a cara. -Eu vou ficar por aqui um pouco. -encostou-se à parede próxima a entrada para o salão da Grifinória.
-Você não pode ficar aqui. -falou Peter -Alguém pode te ver.
-Olha o mapa, Rabicho! -Sirius tirou o mapa do maroto das mãos de James e mostrou para Peter. -Não tem ninguém a essa hora andando por ai. Só a gente.
-Quer saber? Faça o que quiser. -James pronunciou a senha e entrou com Peter, enquanto a mulher gorda reclamava por ter sido acordada daquela maneira.
Sirius ficou encostado na parede, no corredor vazio. Andava com a cabeça nas nuvens. E essas nuvens tinham nome. Um nome muito doce.
Os primeiros raios de sol entraram no quarto das meninas e Nathalie acordou. Ela sempre acordava tão logo amanhecia apesar de suas aulas só começarem bem mais tarde. Pos um robe simples e discreto e desceu para a sala comunal. Faria algumas de suas tarefas até a hora de suas amigas acordarem.
Desceu as escadas e quando chegou na sala encontrou Sirius entrando pelo retrato, provavelmente vinha de algum encontro... Mas após reparar melhor, viu que Sirius estava ferido e sujo e trazia um semblante triste.
-Sirius? O que houve? -Nathalie correu ao seu encontro. -Você esta bem?
Sirius parou de admirar o chão tão logo ouviu uma voz conhecida e doce que lhe chamava. Ele viu Nathalie se aproximando. O que ela fazia ali àquela hora? Ela se aproximou e seu rosto parecia preocupado. Preocupada com ele? Por que?
-Sirius? -ela chamou de novo. -Você esta bem?
Sirius abaixou a cabeça e apoiou-a no ombro de Nathalie, ela ficou paralisada. Como era bom estar ali sentindo o perfume daquela garota.
-Desculpe por só fazer você ficar mal. -falou mais para si mesmo do que para ela.
-Você não me deixa mal. A menos fique assim. -Nathalie falou num sussurro.
Sirius levantou a cabeça e olhou para Nathalie. Ela parecia um anjo e estava tremendo, devia estar com medo do que podia acontecer. Sirius sabia o que não devia fazer, mas isso era tudo o que ele queria. Segurou gentilmente o rosto de Nathalie entre suas mãos e olhou-a com carinho. Beijou a testa dela, a face e então beijou-lhe os lábios de leve. Nathalie suspirou. Sirius considerou isso uma permissão e beijou seus lábios mais uma vez. Sua língua pediu permissão para entrar gentilmente na boca da garota, que permitiu. Ele sentiu o primeiro contato com a língua tímida da garota. Tirou uma das mãos do rosto dela e segurou-a pela cintura. Nathalie passou os braços pelo pescoço de Sirius e pareceu se desmanchar. Era o beijo mais doce e sincero que Sirius já havia recebido. Ficaram assim por uns minutos até se separarem sem fôlego. Sirius olhou para Nathalie e viu que ela estava com os olhos cheios de lagrimas.
-Nathalie, você ta chorando? Por que? -perguntou Sirius preocupado.
-Não, não é nada. -disse a menina enxugando as lagrimas -Só que isso não devia ter acontecido. Eu agradeceria se você não comentasse isso com ninguém.
Sem falar mais nada e sem olhar para trás saiu da sala. Sirius abaixou a cabeça resignado. Como ele conseguia ser tão burro? De cabeça baixa dirigiu-se para o seu dormitório.
A semana passou rápido. Durante a lua cheia os marotos passavam os dias sempre exaustos como se não dormissem. Lily também ficava atolada de responsabilidades sem Remus por perto, mas sabia que para o amigo devia ser bem pior. Sabia que Potter, Black e Pettigrew ajudavam de algum jeito, mas ainda não descobrira como, apesar de ter algumas desconfianças. Domingo foi o ultimo dia da lua cheia. Finalmente Remus voltaria para eles...
Segunda-feira após o almoço, alguns alunos da Grifinória descansavam na sala comunal, antes da primeira aula da tarde. Katrina olhava para o teto entediada, Lily lia um livro enorme sobre transfiguração e animagia, Melissa lia uma revista trouxa que acabara de receber pela sua coruja e Nathalie tentava ver o que a amiga tanto lia.
-Já sei! -Katrina levantou-se de repente, assustando as amigas.
Foi até o dormitório e voltou minutos depois com uma pequena caixinha de musica. Ela deu corda na caixinha.
-Pussycat Dolls, Buttons. -falou para a caixinha e logo a musica escolhida começou a tocar.
What it do babyboo
-Katrina! Justo essa musica? -perguntou Lily rindo.
Katrina riu também e começou a dançar ao ritmo da musica.
Yeah,
little mama you lookin' good
I see you wanna play with a player
from the hood
Come holla at me, you got it like that
Big, Snoop
Dogg with the lead Pussycat
I show you how it go down, yeah, I
wanna go down
Me and you, one on one, treat you like a
showdown
You look at me and I look at you
I'm reachin' for your
shirt what you want me to do
Enquanto isso os marotos juntamente com Remus vinham pelo corredor.
-Ainda bem que você não se machucou muito... -Sirius sorria para o amigo.
-Nem me fale. Se o galho que caiu era tão grande quanto vocês falam eu tive sorte mesmo. -Remus respondeu aos amigos.
-O duro foi enrolar a madame Pomfrey que queria saber como a gente sabia que você tinha sido atingido por um galho. -riu Peter.
-Mas você deu um bom susto na gente, Remus. Se aquele galho tivesse caído um pouco mais para a direita você seria um lobinho morto. -brincou James.
Na ultima noite de lua cheia os marotos estavam com Remus na floresta proibida. De repente um enorme galho caiu de uma das arvores bem em cima de Remus. Por pouco pegou apenas uma de suas pernas. O problema foi ter que esperar amanhecer para levá-lo para a enfermaria. E logicamente madame Pomfrey exigia saber como eles sabiam que Remus estava na floresta e tudo mais. Foi muito complicado enganar e enfermeira e agora, juntos, eles se dirigiam para a sala comunal. Mas uma questão rondava os marotos animagos: aquele galho não parecia ter caído sozinho. Não quiseram falar para não assustar Remus, mas tinham a impressão de que aquilo havia sido um atentado contra Remus.
O retrato se abriu e ao adentrarem a sala deram de cara com a seguinte cena: Katrina dançava uma musica de temática bem duvidosa, Nathalie olhava animada, Lily pedia que ela parasse e Melissa lia uma revista sem prestar atenção a cena.
I'm
telling you to loosen up my buttons babe (uh huh)
But you keep
frontin' (uh)
Sayin' what you gon' do to me (uh huh)
But I
ain't seen nothin' (uh)
I'm telling you to loosen up my buttons
babe (uh huh)
But you keep frontin' (uh)
Sayin' what you gon'
do to me (uh huh)
But I ain't seen nothin' (uh)
-Acho que você está sendo muito bem recebido, né Aluado? -Sirius deu um tapinha no ombro do amigo que olhava a cena abobalhado.
Os alunos trouxas que conheciam a musica se empolgavam já e os alunos bruxos que não conheciam prestavam muita atenção à letra.
Typical,
hardly the type I fall for
I like him the physical, don't leave me
askin' for
more
I'm a sexy mama
Who knows just how to get
what I wanna
What I wanna do is bring this on ya
Backup all
the things that I told ya
Em pouco tempo toda a sala comunal ja olhava para Katrina. Ela não demorou a ver os meninos parados a porta e Remus com eles.
You
been sayin' all the right things all night long
But I can't seem
to get you over here to help take
this off
Katrina tira o casaco...
Baby
can't you see
How these clothes are fittin' on me
And the
heat comin' from this beat
I'm about to blow, I don't think you
know
Depois tira a gravata e abre os dois primeiros botões de sua blusa. Todos os meninos foram à loucura enquanto ela continuava a dançar.
I'm
telling you to loosen up my buttons babe (uh huh)
But you keep
frontin' (uh)
Sayin' what you gon' do to me (uh huh)
But I
ain't seen nothin' (uh)
I'm telling you to loosen up my buttons
babe (uh huh)
But you keep frontin' (uh)
Sayin' what you gon'
do to me (uh huh)
But I ain't seen nothin' (uh)
-Vem Lily! -ela falou puxando a amiga e olhando para James.
Lily se levantou e por um minuto hesitou. Estava de costas para a porta logo não viu que James a olhava fixamente. Tirou o casaco e entrou na dança com a amiga...
You
say you're a big boy, but I can't agree
Cuz the love you said you
had ain't been put on me
I wonder if I'm just too much for you
Wonder, if my kiss don't make you just...
Wonder, what I got
next for you
What you wanna do
Take a chance to recognize
that this could be yours
I can see just like those guys
That
your game don't please
Varias outras pessoas ja haviam entrado no ritmo, mas certamente as duas eram as mais notaveis.
Baby
can't you see
How these clothes are fittin' on me
And the
heat comin' from this beat
I'm about to blow, I don't think you
know
Lily tambem tira a gravata, mas para a tristeza dos rapazes (e alivio de James) só abriu o primeiro botão da camisa.
I'm
telling you to loosen up my buttons babe (uh huh)
But you keep
frontin' (uh)
Sayin' what you gon' do to me (uh huh)
But I
ain't seen nothin' (uh)
I'm telling you to loosen up my buttons
babe (uh huh)
But you keep frontin' (uh)
Sayin' what you gon'
do to me (uh huh)
But I ain't seen nothin' (uh)
James estava na duvida entre ficar apreciando sua ruivinha dançando daquele jeito ou bater em todos os idiotas que olhavam para ela.
Now
you can get what you want Come on baby loosen up my buttons
babe I'm
telling you to loosen up my buttons babe (uh huh) I'm
telling you to loosen up my buttons babe
But I need what I need
And let me
tell you what's crack-a-lackin 'fo I proceed
I'ma show you where
to put it that
PCD on me, yeah, I thought I saw a puddy cat
You
roll with the big dog
All six of y'all on me
Now tell me how ya
feel babydoll
Ashley, Nicole
Carmit, Jessica, Kimberly,
Melody
You tellin' me
(loosen up my buttons babe)
Baby won't you loosen up my
buttons babe
(loosen up my buttons babe)
Come on baby loosen
up my buttons babe
(loosen up my buttons babe)
Baby won't you
loosen up my buttons babe
(loosen up my buttons babe)
But you keep
frontin' (uh)
Sayin' what you gon' do to me (uh huh)
But I
ain't seen nothin' (uh)
I'm telling you to loosen up my buttons
babe (uh huh)
But you keep frontin' (uh)
Sayin' what you gon'
do to me (uh huh)
But I ain't seen nothin' (uh)
But you keep frontin'
(uh)
Sayin' what you gon' do to me (uh huh)
But I ain't seen
nothin' (uh)
I'm telling you to loosen up my buttons babe (uh
huh)
But you keep frontin' (uh)
Sayin' what you gon' do to me
(uh huh)
But I ain't seen nothin' (uh)
Finalmente a musica terminou e uma salva de palmas soou pela sala inteira. Varias pessoas pediram mais uma musica.
-Certo, certo. Eu e minha companheira vamos dar a honra de mais uma musica para vocês. -disse Katrina toda orgulhosa.
-Quem disse? -perguntou Lily levemente corada.
-Vai! Você escolhe. -insistiu Katrina.
-Vai ruivinha. - gritou James da porta - Nos dê a honra. - falou sorrindo maroto.
Lily ficou da cor de seu cabelo ao constatar que os marotos estavam ali o tempo todo.
-Agora não. Outra hora quem sabe. - pegou seu casaco e foi para seu dormitório, enquanto sentia seu rosto queimar de vergonha.
-Já que a Lily pulou fora...Diga Nathalie qual será a próxima música? - Katrina virou e encarou a amiga.
-Hum...Justin Timberlake, Sexy Back. - Nathalie sorriu.
-Boa escolha, queridinha. - Katrina falou a música selecionada para a caixinha e logo a música começou a tocar.
Enquanto a música tocava e Katrina dançava junto de vários alunos que tinham se animado, os marotos se aproximaram do sofá onde Nathalie e Melissa estavam.
-Que música foi aquela que estava tocando antes? Que letra... - Peter se aproximou de Melissa para tentar descobrir o que ela lia com tanto empenho.
-Pussycat Dolls. É um grupo de mulheres trouxas. Boas letras, todas pela liberação feminina. - dizia Melissa enquanto procurava algo na revista - Aqui está.
Ela entregou a revista para eles, na página onde havia algumas fotos e uma pequena matéria sobre o grupo.
-Se elas quiserem, elas podem ser liberais comigo. - Sirius comentou.
Nathalie abaixou a cabeça. Nesse momento Lily voltava para a sala comunal, já com sua gravata e casacos postos e com o material.
-Vamos nos atrasar para a aula de poções. - falou e saiu logo em seguida sem esperar uma resposta dos amigos.
Katrina fechou sua caixinha de música e começou a fazer o nó na sua gravata.
-Onde você achou isso, Katrina? - perguntou James apontando para a caixinha.
-Ah! Uma prima me ensinou...Tem a música q eu quiser aqui dentro.
-Que legal...Tem aquela que vocês dançaram no lual? Era uma que tinha um balanço legal...a guitarra também era boa...falava de uma tal de Monalisa... - começou James tentando se lembrar da música.
-Smooth do Santana? - arriscou Katrina.
-É! Acho que era esse o nome. - James falou mais alto do que esperava.
-Tenho. Por que? - perguntou Katrina curiosa.
-Porque... - James fez cara de mistério - Eu quero que a Nathalie dance essa música comigo. - dizendo isso puxou Nathalie do sofá e começou a dançar com ela pela sala.
-James, pára! - Nathalie ria toda vermelha enquanto Sirius a olhava de longe como sempre...
Quando eles chegaram na masmorra para a aula de poções a sineta já havia batido, mas por sorte o professor Slughorn ainda não havia chegado. Nathalie e Melissa sentaram próximas a Peter e Remus. Por algum motivo Katrina sentou-se perto de Sirius, sobrando apenas um lugar vago perto de Lily para James sentar.
-Posso sentar aqui com você, ruivinha? - perguntou sorrindo.
-Eu não tenho muita escolha mesmo... - suspirou a ruiva.
-Achei que você não ia mais ajudá-lo, Katrina. - Sirius sussurrou para Katrina.
-Mas eu não fiz nada. Só quis ter o prazer da sua companhia. - sorriu desentendida para Sirius.
-Sei...
O professor Slughorn logo chegou e começou sua aula. James odiava esse homem. Era cheio de gentilezas e atenções com a sua Lily. E nunca se sabe se ele não é mais um desses tios loucos que gostam de aluninhas inocentes. Mas se aquele cara pusesse um dedinho em Lily, James faria ele se arrepender e...Que que o professor havia dito? Ah, essa não...Ele já era péssimo em poções e ainda não havia prestado atenção a sequer uma palavra do que o professor havia dito. Olhou para os lados confuso. Então sentiu algo bater em sua mão que estava na mesa. Era o livro de poções de Lily que estava virado para o seu lado aberto na página que o professor pedira. Olhou incrédulo para a ruiva, mas ela continuava concentrada no preparo de sua poção, no entanto perecia levemente corada. James não conseguiu evitar um sorriso confiante. Começou o preparo de sua poção. Ou pelo menos tentar. Não importava o que fizesse, a poção parecia que não ia pra frente e estava começando a soltar um cheiro péssimo.
-Não é assim, Potter. - ele olhou para o lado e viu que Lily estava olhando para seu caldeirão - Você está colocando a medida errada.
-Mas eu estou fazendo como diz o livro. - ele se explicou.
Lily se aproximou e olhou os ingredientes de James.
-Você confundiu os ingredientes e as medidas, Potter. - falou por fim - Vem aqui que eu te mostro como se faz.
James deslizou no banco até ficar próximo de Lily. Aliás ficou tão próximo que Lily podia sentir a respiração quente do maroto em seu pescoço. Respirou fundo e tentou recuperar o controle.
-Preste atenção. A medida certa é 20mL e não 50mL, Potter. Aqui está. - ela começou a medir as quantias dos ingredientes para a poção e James prestava muita atenção.
Quando Lily começou a misturar os ingredientes James chegou ainda mais perto para observar melhor. Lily engoliu em seco e tentou se concentrar. As pernas dos dois estavam grudadas devido a proximidade, a respiração de James ainda podia ser sentida próxima ao pescoço de Lily, ele havia passado um dos braços por trás de Lily para se apoiar no banco e seu ombro estava contra o de Lily e o perfume maravilhoso dele invadia suas narinas e...Ah! "Eu devo estar enlouquecendo". O que estava enlouquecendo Lily era bem aquele contato com James que estava fazendo seu sangue borbulhar.
-Entendeu agora, Potter?
-Lily, você é um gênio. - o garoto deu-lhe um beijo na bochecha e se virou para o próprio caldeirão. Na verdade estava um tanto relutante em sair de perto de Lily. Estavam tão próximos e isso era tão bom...
Logo as duas aulas de poções terminaram. Lily mais uma vez havia tido o melhor resultado e faturou dez pontos para a Grifinória e pela primeira vez James havia conseguido fazer algo razoavelmente descente na aula de poções. Ao final da aula todos os alunos saíram apressados. Apenas Katrina ficou parada. Remus lhe mandara um bilhete durante a aula, pedindo que o esperasse ao final da mesma para poderem conversar. Logo a sala ficou vazia, com exceção dos dois. Katrina se sentou em cima de uma das mesas e olhou para Remus, este suspirou.
-Katrina, - começou com cuidado - eu acho que a gente precisa conversar sobre uma coisa.
-Fala. - a garota cruzou as pernas e Remus não pode evitar uma olhada.
-Você vai mesmo ficar assim? - perguntou desconfortável.
-Vou sim. - respondeu a loira impaciente - Da pra você falar logo o que quer?
Remus suspirou fundo. Olhou para Katrina e falou de uma vez:
-O que está acontecendo entre a gente?
-Ah, Remus...Você não vai querer mesmo que eu te explique né?
-Se você, puder tenha a bondade.
-OK. - ela suspirou fundo - Quando a gente vai ficando mais mocinho - começou e sua voz havia adquirido um tom daqueles que se usa para explicar coisas complicadas para crianças - o nosso corpo vai passando por mudanças. Uma dessas mudanças é a ação dos hormônios e os hormônios dão vontade de a gente...
-Não se atreva a concluir essa frase. - Remus falou super corado.
-Ué, mas não foi você quem pediu uma explicação? - Katrina perguntou na maior cara de inocência.
-Katrina, por favor. Eu estou falando sério. O que está acontecendo entre a gente? - Remus olhou de um jeito tão intenso para Katrina que ela não teve coragem de responder com sua frase já ensaiada: "Nada de importante". Era o que ela falava para todos. Mas por algum motivo não conseguiu falar para Remus.
-Eu não sei, Remus. - falou por fim - Tem certeza que você quer descobrir isso agora? A gente não pode deixar rolar simplesmente? - perguntou tentando parecer segura, mas no fundo tinha medo. O que faria se Remus se declarasse para ela?
-É. - respondeu Remus por fim - Eu não quero ser mais o cara certinho.
Katrina suspirou aliviada. Então fez um sinal para que Remus se aproximasse. Quando o maroto estava mais próximo, ela puxou-o pela gravata e o beijou. Por algum motivo estranho ela ansiava pelos beijos do maroto, por seu toque, por seu cheiro. Isso não estava certo. Ela não era assim. Não podia se envolver desse jeito com alguém. Mas mesmo consciente disso, não conseguia afastar Remus. Então mandou tudo para o inferno e passou os braços em volta do pescoço de Remus e o puxou para mais perto. Ao sentir os braços de Katrina o trazendo para mais perto, Remus enlaçou-a pela cintura e a trouxe ainda para mais perto de seu corpo. A loira como sempre era exigente nos beijos e deixava-o sem fôlego rapidamente. As mãos dos dois se cansaram de ficar paradas e começaram a passar pelas costas, nucas e pescoços em carícias maravilhosas. Katrina, como que para provocar mais ainda, se inclinou para trás, puxando Remus para cima dela. O maroto beijou o pescoço da garota e estava quase subindo na mesa quando um vidro de alguma coisa caiu no chão e se quebrou. Os dois pararam na hora o que estavam fazendo e se olharam assustados. Por sorte era apenas um vidro que Katrina derrubara sem querer. Os dois se encararam.
-Acho que perdemos a aula... - falou Remus pensativo.
-Sim...Então é melhor arrumarmos algo para fazer. - Katrina disse também pensativa.
-Vem, quero te levar para um lugar. - Remus pegou Katrina pela mão e levou-a para fora da sala.
Os dois ficaram juntos a tarde inteira na Sala Precisa, se beijando, algumas horas só conversando. Quando era fim de tarde Lily, Nathalie e Melissa estavam no dormitório se preparando para descer para o jantar. Nisso Katrina entra no quarto.
-Katrina, onde você esteve... - Lily ia continuar a ralhar com a amiga até que reparou que ela não prestava a mínima atenção.
-Sabe, Lily, eu cheguei a uma conclusão. Tudo isso que está acontecendo com a gente...É culpa dos hormônios, Só pode. - a ultima frase falou mais para si mesma.
Lily e Nathalie se entreolharam. As duas sabiam que pelo menos para elas, o problema não eram os hormônios...
