Olá, queridos amigos...
A Analu fez uma pergunta bastante interessante em seu review e irei responder para todos, aqui:
Oi Ruby...amei o capítulo três. Deixe-me tirar uma dúvida? O significado das cores... expressam os sentimentos ou as emoções que vc (autora maravilhosa) quer passar para nós?
Obrigada pelo: "autora maravilhosa"... olha que eu acredito... er... em relação as suas dúvidas em relação aos nomes dos capítulos... eu tento expressar a paisagem que envolve o capítulo e também como o meio que envolve a Sakura influencia em sua vida.
Exemplificando:
Cinza-azulado – A fuga: Aqui queria mostrar que havia uma tempestade no futuro da Sakura tanto no sentido figurado quanto ao pé da letra. Afinal... se você olhar bem a situação dela, acho que entenderá que seu coração estava bem nublado. Além disso, a segunda parte do nome do capítulo: A Fuga! Também tem duplo sentido... pois a Sakura estava fugindo para que a Nakuru não a impedisse de correr atrás do Touya e também seria uma fuga dos seus problemas atuais que a Sakura tem total ciência, mas não encontra escapatória.
Branco – Confusão sobre a neve: Aqui também um duplo sentido. A paisagem era abundantemente branca por causa da neve. Aqui a Sakura não enxergava nada em seu futuro e ele estava em branco tanto quanto toda aquela neve. Exatamente por isso ela começou a agir de forma impensada e até desesperada. Mas ela não imaginava que encontraria no meio daquela neve toda a maior confusão de sua vida: O Abominável "Syaoran Li" das neves.
Marrom – Tudo errado: Aqui a paisagem era predominantemente amarronzada por causa da neve removida pelo caminhão e como a região da fazenda do Li é rural, existem bastantes estradas de terra, tudo acabou virando um lamaçal. Assim como a vida da Sakura... tudo que ela fazia acabava dando errado, mesmo ela tendo as melhores das intenções e isso explica a segunda parte do título.
Verde – Reação em cadeia, parte I: Aqui deixo pra vocês pensarem por que eu dei esse título, mas depois que lerem o capítulo, é claro! É claro que eu gostaria de saber o que cada um acha que explica esse título. Não deixem de comentar.
Boa leitura!
As Cores do Inverno
Por RubbyMoon
Capítulo 4 - Verde - Reação em Cadeia - Parte I
No capítulo anterior...
Syaoran sentou-se mais perto de Sakura e desamarrou o guardanapo de seu pescoço, entregando-lhe para que usasse como um lenço. Ela agradeceu-lhe com o olhar e secou o rosto, os olhos, e por último o nariz. Havia uma mecha de cabelo, molhada de lágrimas e colada na bochecha, Syaoran levou seus dedos até o rosto da jovem e levou gentilmente a mecha, para trás de sua orelha.
Foi um pequeno ato instintivo, visando apenas dar conforto, algo não premeditado, mas o inesperado contato físico deu inicio a uma verdadeira reação em cadeia. Por um instante, os olhos de Sakura ficaram cheios de surpresa, mas diante do toque de Syaoran e de seu olhar terno, se deu conta que ele se importava com ela de verdade. Como se fosse a coisa mais natural do mundo, ela se lançou para frente e encostou-se a ele em um abraço, apertando a testa sobre o seu suéter. Sem pensar no que fazia, ele envolveu-a, colocando seus braços ao redor de seus ombros, puxando-a para mais perto de si, sentindo o alto de sua cabeça bem junto dele, abaixo de seu queixo. Conseguiu então sentir sua fragilidade de seu corpo e o bater de seu coração. Fechou os olhos e ficou abraçado a ela, os dois em completo silêncio, sentindo uma grande calma e o calor de seus corpos.
Com algum custo ele se afastou, somente o necessário para olha-la nos olhos. Encontrou nos olhos verdes da garota uma infinidade de sentimentos confusos. Ele precisava saber o que acontecia na vida de Sakura, para que de alguma forma pudesse ajuda-la.
'Agora vai me contar tudo que está acontecendo, não vai?' – ele pediu demonstrando o quanto se importava.
'Acho que sim...' – ela disse voltando a esconder o rosto em encontro ao peito de Syaoran.
Ela contou tudo. Começou desde a infância em Tomoeda, o casamento de seu pai com Nakuru, o falecimento precoce dele, a fuga de Touya e sua vida em Tóquio. Tentou descrever o temperamento do irmão, de como ele prezava sua liberdade, suas idéias e peripécias. Sakura descreveu como a presença de Nakuru em sua vida havia sido importante. Ela era como uma mãe de verdade. Carinhosa e dedicada. Comentou como Tomoyo havia sido influenciada pela madrasta, tendo um comportamento bem diferente do seu. Ambas a amavam muito.
'Percebo que você ama muito a sua madrasta!'
'Sim! Muito! Mas chega um momento em nossas vidas que precisamos andar com nossas próprias pernas. Nakuru ainda não se deu conta que eu tenho minhas próprias ambições!'
'E o novo marido dela? Vocês se dão bem?'
'Oh sim... ele é maravilhoso. Não tenho do que reclamar da minha nova família.'
'E seu irmão nunca voltou pra casa?'
'Houve uma vez... ele veio nos visitar, mas não deu certo. Nakuru e ele discutiram diversas vezes. Eu não sei o que acontece com aqueles dois. Toda vez que se reúnem fica nítido que existe um grande carinho, mas eles sempre acabam brigando. Acho que Touya já estava velho demais pra se influenciar por ela. Comigo e Tomoyo foi muito mais fácil. Depois que Nakuru se casou com John, Touya nunca mais apareceu.'
'Depois que você se mudou para Tóquio, o que fez por lá?' – ele ia conduzindo um sutil questionário.
'Terminei os estudos e entrei para o teatro. Nakuru se desesperou, é claro! Achou que eu viraria alguma punk, ou que eu me envolveria com drogas. Um exagero.'
'E você fez alguma dessas coisas?' – ele perguntou em tom de deboche.
'Não! Mas ela havia me dito que eu não ficaria nessa área por muito tempo e estava certa. Não que eu não tenha me dado bem, pois até estrelei um peça e fiz muito sucesso, mas então...' – ficou calada e pensativa repentinamente.
Ela observou bem o rosto de Syaoran. Estava sereno e gentil. Seu olhar era compreensivo e Sakura se deu conta de que ele era uma pessoa com quem poderia se abrir facilmente. Ele não lembrava em nada o rapaz autoritário que a tratou como uma garota tola algumas horas antes. Sentiu confiança nele para contar sobre a sua paixão pelo professor de teatro e de como havia se machucado por ter feito a escolha errada.
'Eu era tão imatura, ingênua... e ele só pensava na carreira artística... Ele não pensou duas vezes em me abandonar para se casar com uma atriz famosa, só para se promover. Acho que hoje os dois vivem em Hollywood. Logo depois disso eu fiquei tão deprimida que acabei adoecendo. Voltei para casa e nunca mais voltei a atuar. Nunca comentei isso com ninguém!' – ficou calada e pensativa novamente.
'E como você descobriu que seu irmão estava em Tomoeda novamente?' – ele mudou o rumo da conversa para tira-la de seus tristes pensamentos.
'Ele mandou uma carta para Tomoyo. Foi uma surpresa!'
'Mas tem algo que eu ainda não entendi. Por que essa urgência de encontra-lo? É que de Tóquio até aqui é muito longe e você ainda parece estar com pressa em retornar para Tóquio.
'Acontece que Nakuru e John irão se mudar para os Estados Unidos. Nakuru quer levar Tomoyo, mas ela não quer ir. Só que Tomoyo também não quer que Nakuru saiba, tem medo de magoa-la. Por isso ela me pediu para procurarmos por Touya. Ela pensa que talvez ele possa ficar responsável por ela e ela não precisará se mudar.
'E você acha que ele aceitará isso?'
'Acho difícil, mas eu tinha que tentar... Pela Tomoyo eu tinha que tentar.'
'A Tomoyo não poderia ficar em Tóquio com você?'
'Não!'
'Por quê?'
'Nakuru jamais permitiria. Agora com Touya seria mais fácil, afinal ele já tem vinte e quatro anos. Ela não poderia impedi-lo!'
'Entendo!'
'Então foi quando começou essa bagunça. Peguei o carro do meu vizinho emprestado e viemos escondidas de Nakuru. Ela não permitiria jamais que viéssemos se eu a avisasse. Ela é muito controladora. Mas eu deixei uma carta para ela dizendo que estaríamos bem e que eu voltaria até segunda-feira. Se eu deixasse muitos detalhes ela descobriria onde estávamos a essa altura já teria nos encontrado.
'Mas acho que você não vai conseguir voltar até segunda-feira!'
'Eu tenho que voltar de qualquer forma! Tenho que estar em Tóquio nem que seja por mágica!'
'Por quê? Que compromissos inadiáveis você poderia ter?'
'Isso não importa! Só preciso estar lá!'
'Acho que seria melhor se você ligasse para a Nakuru para tranqüiliza-la!'
'Não! Vou esperar mais um pouco! Pela Tomoyo!'
'Então... o que vamos fazer?'
Sakura sentiu-se confortável quando Syaoran mencionou "Vamos". Ele realmente estava disposto a ajuda-la. Sentia-se segura.
'Podemos mesmo esperar pelo meu irmão aqui?'
'Sim, mas se ele não retornar no tempo previsto você terá que ligar para a Nakuru!'
'Eu ligarei!'
'Também não quer dizer que eu aprovo essa sua idéia maluca!' – ele disse com um tom de dono da razão.
'Claro! Só pra variar! Afinal desde que cheguei aqui você desaprovou tudo o que eu fiz!'
'E com razão... vai negar?'
'Hoje à tarde eu só fui pra Tomoeda daquele modo porque fiquei sabendo o que havia acontecido com o seu irmão e me senti muito mal com toda essa situação. Sinto muito por ter aparecido num momento tão desesperador e triste como esse!'
'Não há mais desespero. Está tudo encerrado!'
'E o que você vai fazer agora?'
'Venderei a fazenda e voltarei para Tóquio!'
'Isso me parece tão triste!'
'Mas não é! Para mim essa fazenda é o lugar onde passei os melhores anos de minha vida! Foi o melhor lugar do mundo para se crescer, estar com a família, com os amigos... ela permanecerá eterna em meu coração. Entretanto a minha vida agora não pertence mais a esse lugar... tudo mudou e gosto do jeito que está... mas de uma coisa eu tenho certeza!'
'O que?'
'Por mais que eu envelheça e vire um velho caquético e banguela... essa fazenda viverá em meu coração! Só que não pertencerá mais a mim!'
Sakura riu ao imaginar a cena de Syaoran velho, caquético e banguela, porém estava emocionada demais ao ouvi-lo demonstrar tamanha paixão por aquelas terras. Do fundo de seu coração, ela sabia que Syaoran se arrependeria e muito ao se desfazer de sua fazenda! Naquele lugar ele tinha raízes fortes demais pra serem arrancadas.
'Essa fazenda é para você o mesmo que a minha antiga casa de Tomoeda era para mim. Lá eu vivi os momentos mais felizes de minha vida! Depois que Nakuru nos levou para Tóquio tudo foi incerto e amedrontador!'
'O que aconteceu com sua antiga casa em Tomoeda?' – Syaoran perguntou bastante interessado.
'Foi demolida e construíram no lugar um colégio particular!'
'Que triste... só consigo vender essa fazenda para meu amigo... o coronel Kono! Sei que ele é um excelente fazendeiro e jamais faria algo terrível com esse lugar!
'Do jeito que você fala... parece hesitar sobre sua decisão de vender sua fazenda!' – Sakura deliciou-se com a reação surpresa de Syaoran. Ele mesmo não se dava conta da dor que teria ao se desfazer de seu lar.
'Não voltarei atrás!' – ele disse sério.
'Se não for ousadia de minha parte fazer tal pergunta, poderia me contar como era seu irmão que morreu? Ele era parecido com você?'
'Ele era um bom homem, o cara mais legal do mundo! Não era nada parecido comigo!' – ele riu com seu comentário e fez Sakura rir junto.
'Eu vi uma foto de vocês ali na penteadeira. Fisicamente vocês não eram nada parecidos!'
'Era um bom homem!' – Syaoran disse dando um suspiro saudoso.
'Queria que Touya fosse assim como ele! Se fosse um pouquinho assim... eu já teria resolvido meus problemas e voltado a Tóquio!'
Syaoran analisou o que Sakura havia acabado de dizer. Se o irmão de Sakura fosse uma pessoa mais responsável e estável... talvez ele jamais teria a conhecido e nem a Tomoyo...
'Isso não seria nada bom..." – ele disse pensando alto.
'Como? Não seria bom eu ter meus problemas resolvidos?' – Sakura perguntou espantada.
'Não foi isso que eu quis dizer. Eu estava pensando em outra coisa!' – ele corrigiu rapidamente. – 'Eu imaginei que se seu irmão fosse um pouco parecido com o meu, talvez eu jamais tivesse conhecido vocês!'
Sakura corou com aquele pronunciamento. Syaoran com certeza era cheio de surpresas e ela jamais poderia imaginar que ele estava feliz de tê-la conhecido. Ela podia sentir sua face queimar e o coração bater acelerado. Syaoran a observava com um rastro de sorriso nos lábios e expressão serena. Sakura não tinha dúvidas de que ele estava sendo sincero.
Syaoran se deu conta do que havia dito e ficou ligeiramente desconfortável. O que estava acontecendo com ele pra agir daquela forma? Havia algo naquela jovem que o fazia agir de maneira impensada, como jamais acontecera antes em sua vida. Antes que a situação se complicasse e ele fizesse papel de idiota, resolveu terminar aquele assunto e descer para jantar.
'Bem... agora descanse. Espero que amanhã você esteja se sentido bem melhor! Boa noite!' – ele levantou-se e dirigiu-se até a porta, mas antes que pudesse sair, Sakura o chamou, fazendo-o voltar-se para ela.
'O que foi?' – ele perguntou.
'Só queria agradecer mais uma vez... por tudo!' – ela sorriu com gratidão.
'Não foi nada!' – ele sorriu de volta e se retirou.
Sakura acomodou-se entre os travesseiros fofos que pertenciam a Syaoran e novamente sentiu o perfume do rapaz neles. Fechou os olhos e sorriu ao encontrar o sorriso de Syaoran em seus pensamentos secretos. Era um sorriso sincero e acolhedor. Abriu os olhos espantada ao notar no que estava pensando. Não deveria deixar-se envolver por um estranho. Além disso, estava com os pés no altar. Eriol a esperava em Tóquio. Por que não havia contado a Syaoran sobre Eriol? Contou a Syaoran tudo sobre sua vida, mas nem sequer uma vez mencionou a existência de Eriol. Agora isso não importava, pois estava com sono demais para se preocupar com esse pequeno detalhe.
Syaoran precisou apoiar-se na parede do corredor por um instante, parecia estar com falta de ar,tamanhaera a confusão em seus pensamentosdeixando-o desnorteado. O que havia realmente acontecido ali naquele instante? Havia ouvido a história de Sakura e sentia-se totalmente envolvido. E ainda, havia abrido o seu coração para ela. Por quê? Que poder ela tinha para conseguir tal feito? Ainda havia algo errado. Que problemas ela teria pra resolver em Tóquio? Será que ele poderia ajuda-la? Por que ele queria ajuda-la?
'Syaoran?' – a voz de menina o chamou do final do corredor.
'Sim, Tomoyo! O que houve?' – ele tentou recobrar-se.
'Você está bem?' – ela perguntou aproximando-se do jovem.
'Claro... o que você deseja?'
'A senhora Maki está chamando para jantar!'
'Você janta comigo?'
'Claro! Mas como está a Sakura?'
'Ela jantou e agora descansará! Amanhã estará sentindo-se bem melhor!'
'Ela comeu?' – Tomoyo parecia não acreditar.
'Comeu toda a sopa! Espero que você também coma toda a sua comida e se assim o fizer... te ajudarei com o quebra-cabeças!'
'Verdade? Que legal!' – ela comemorou com alegria.
Segundo dia...
Quarta-feira
A manhã chegou quente como se fosse pleno verão. O sol havia secado todo o barro que restou do fim de neve e a paisagem havia ganhado nova vida na zona rural de Tomoeda. O verde do campo começou a mostrar-se com um pouco de timidez, mostrando que a neve não havia feito grande estrago. Os pássaros resolveram receber o dia com grande alegria e cantavam como uma verdadeira sinfonia.
Na fazendo vizinha a de Syaoran os empregados já estavam acordados e trabalhando para contar o prejuízo da nevasca. O patrão, o velho coronel Kono, acordara disposto a deixar tudo em ordem. No interior do casarão, Meiling estava em seu quarto pintando as unhas dos pés e ouvindo algumas músicas clássicas. Estava tentando planejar como seria o jantar especial que serviria a Syaoran. Tudo teria que estar perfeito para favorecer o clima que havia se instalado entre os dois. Não restavam dúvidas para a garota de que no final do dia, Syaoran ficaria preso para sempre em sua teia.
Quando terminou de pintar as unhas dos pés, começou a lixar com destreza as unhas de uma das mãos e depois fez o mesmo com a outra. Pintou com a mesma cor que havia utilizado para pintar as unhas dos pés, um tom de vermelho bastante vivo. Deitou-se em sua cama e cantarolava trechos de uma canção enquanto esperava que as unhas ficassem secas o suficiente para que ela pudesse cuidar dos cabelos.
Syaoran acordou mais cedo do que gostaria, mas quem conseguiria dormir com tantos pensamentos confusos transbordando na mente? Tomou um banho bastante quente e fez a barba. Vestiu o jeans, o agasalho e colocou um pouco de sua colônia. Após ajeitar o cabelo desceu para tomar o desjejum.
Na cozinha encontrou Maki tirando um bolo do forno. Assim que ela deixou a fôrma sobre a pia, ele a surpreendeu pegando-a num forte abraço e rodopiando com ela no ar, desejando bom dia.
'Seu moleque... quer matar essa velha de susto? Você sempre aprontando, seu grande arteiro!' – ela deu bronca batendo nele com um pano de prato.
'Você é que fica aí distraída e preparando coisas boas para me engordar!' – ele fugia do pano e ria debochado.
'Você não engorda de ruim, seu pestinha! Come como se fosse um leitão e não engorda!' – agora era a vez dela provoca-lo.
'Se eu sou um leitão, sou um leitão bastante charmoso, não acha?' – ele perguntou fazendo pose, fazendo Maki rir da palhaçada.
'Sim! É o leitão mais formoso que conheço!'
'Você assou bolo de quê? Espero que seja de chocolate...' – ele sentou-se à mesa e serviu-se de uma xícara de café puro.
'Foi o que a pequena Tomoyo acabou de me perguntar! Senhora Maki... está assando bolo de chocolate?' – ela disse imitando a voz infantil.
'Tomoyo já está acordada?' – ele perguntou surpreso.
'Sim... ela e Sakura desceram por volta das oito e meia para o desjejum!'
'Sakura também já acordou? E tomou o desjejum?' – ele parecia mais confuso do que surpreso.
'Sim... mas você está parecendo um gravador repetindo tudo que eu falo!'
'Como ela está? Parece melhor?' – perguntou disfarçando o interesse.
'Nem parece que passou mal ontem! Acordou muito disposta e cheia de luz. É uma bela moça, magra, mas muito bonita, não acha?'
'Nem reparei...' – ele disse virando o rosto para que Maki não percebesse sua mentira, porém ela o conhecia bem demais para não perceber.
'Mas é sim... tem lindos olhos, cabelos tão dourados. O sorriso dela é de aquecer o coração!' – Maki brincava com as impressões de Syaoran e percebia certo nervosismo no rapaz. Teria ele sido atingido pela flecha do cupido?
'E aonde elas foram?'
'Foram dar um passeio. Tomoyo queria ver o lago. Também contei a elas onde fica a estufa e Sakura ficou bastante empolgada para ver as flores. Parece que ela está acostumada a fazer arranjos florais!'
'Acho que também vou dar um passeio!' – ele disse bebendo o último gole de seu café – 'Esticar um pouco as pernas, ver o pasto...'
'Claro... ver o pasto... diga a Tomoyo para vir comer o bolo!' – ela disse, deixando Syaoran bastante irritado por ter adivinhado que ele iria atrás delas.
Ao vê-lo sair da cozinha, Maki ficou triste. Estava cada vez mais próximo o dia que Syaoran venderia a fazenda e sairia de sua vida. Era como perder um filho. Sentiu as lágrimas começarem a se acumular em seus olhos e com um piscar deixou que elas escorressem pelo rosto.
'Vamos ver a estufa, Tomoyo?' – Sakura perguntou pela terceira vez.
'Ainda não! Eu quero ver os passarinhos!' – Tomoyo disse com o nariz colado num viveiro de pássaros enorme da fazenda.
'Pode ir, senhorita Sakura!' – disse Wei que as acompanhava no passeio – 'Eu tomo conta da pequena Tomoyo!'
'Senhor Wei... qual pássaro é aquele ali? Aquele azul...' – Tomoyo perguntou empolgada.
'Aquele é o canário da manhã... observe como ele é azul como o céu!'
'Uau...' – ela disse maravilhada.
Sakura sorriu diante da empolgação de Tomoyo. Ela estava tão feliz, nem parecia ter sofrido um acidente durante a nevasca. Sentia um pouco de pena do senhor Wei, pois a pequena iria cansar o velho homem. Nem todo trabalho pesado de uma grande fazenda poderia ser tão cansativo quanto acompanhar a agitação de Tomoyo. Eles nem ao menos notaram o momento em que ela retirou-se e seguiu para a estufa.
Era uma grande e bela construção. A cobertura era feita de vitrais que pareciam ser o trabalho de um artista renascentista. Sakura estava boquiaberta só por contemplar a estufa pelo lado externo. Que surpresas o interior poderia guardar? Decidiu conferir.
'Mas... mas...' – ela não conseguia escolher palavras para expressar sua visão – 'Mas que paraíso!' – ela por fim descobriu.
Seus olhos brilhavam por contemplar tão lindo lugar. Seu coração batia semelhante ao de uma criança ao ganhar um brinquedo novo. Estava maravilhada demais e nem sabia por onde começar a observar. Era tão grande que poderia se perder dentro daquela estufa. O ar era tão fresco, úmido e carregado de perfume de flores. Resolveu ir para onde havia uma grande variedade de flores em diversos vasos, que ficavam sobre grandes bancadas, próximas às extremidades da estufa, pois ali recebiam mais luz do sol.
Havia tantas espécies de flores e de diversas cores, fazendo Sakura sentir-se completamente tentada a fazer um arranjo para levar de presente para a senhora Maki. Tinha certeza de que Syaoran não se importaria e pegou uma tesoura de poda, que encontrou em uma caixa de ferramentas. Hesitou por um momento ao lembrar-se que tudo que ela fazia deixava Syaoran irritado. Porém, diante de tal pensamento só aumentou sua vontade de fazer o arranjo. Estava curiosa pra saber qual seria a reação dele e sentiu-se discretamente alegre. Com uma tesoura começou a trabalhar, com cuidado para não danificar as mudas.
Syaoran observou de longe Wei e Tomoyo se divertindo bastante próximos aos grandes viveiros de aves. Era uma grande coleção que Yukito vinha fazendo há muitos anos. Notar Tomoyo tão feliz o enchia de satisfação. Estava tão envolvido com aquela criança que não entendia como era possível estar sentindo tanta afeição. Depois de admirar alguns instantes a menina tão animada, resolveu dar uma volta pela fazenda.
Não estranhou nem um pouco o fato que de um dia para o outro a paisagem da fazenda havia sofrido uma verdadeira metamorfose. Primeiro a grande tempestade de neve, onde só se via branco para todos os lados. Depois a neve havia dado lugar a um verdadeiro lamaçal, e só se via marrom em todos os cantos, e agora o verde que havia sobrevivido à neve começava a aparecer timidamente. Tinha quase certeza de que até a hora do almoço veria outra transformação na paisagem, pois o sol aparecera forte nos últimos dois dias.
Isso para ele já não era novidade. Já havia testemunhado aquele espetáculo da natureza diversas vezes. Só que esse inverno estava tendo um novo significado. Talvez fosse a dor da perda de seu irmão. Um bom rapaz que não merecia ter partido do plano material tão jovem. Sem dúvida esse acontecimento estava fazendo com que ele se sentisse desnorteado. Mas havia outro fator que o deixava inquieto e era a decisão de vender a fazenda. Aquele lugar havia sido seu lar até a maioridade e agora ele tinha uma nova vida em outra cidade. Vender a fazenda era a melhor decisão. Tudo isso deveria deixa-lo deprimido por dias, porém sentia-se leve. Olhando para o verde do pasto ao longe, a água corrente do rio, a terra fértil, o ar puro, enfim, vida por todos os lados. Sentia-se tranqüilo. Não era só isso. Havia algo mais. Havia a presença de duas visitantes que haviam aparecido do nada e bagunçaram a sua vida, arrancando-o do desespero por pensamentos sombrios, de morte e solidão.
Olhou para o céu limpo e claro, e imaginou que de alguma forma seus pais e seu irmão estavam olhando por ele de onde quer que estivessem, e não duvidava nada que eles haviam dado um empurrãozinho para que aquelas duas surgissem em sua vida. Sorriu sincero recebendo o abençoado calor do sol em seu rosto e voltou a caminhar contemplando a natureza.
Logo se encontrava diante da estufa, o lugar que havia sido construído do modo que sua mãe havia projetado. Ali ele havia aprendido jardinagem e a apreciar a terra, lições que sua mãe lhe dera com alegria. Entrou no local e sentiu o frescor e o perfume das flores. Segundo Maki ele poderia encontrar Sakura naquele local, mas não a encontrava em nenhum lugar.
Quando estava prestes a desistir de procurar e sair da estufa, decidiu conferir se haveria alguma muda nova e foi até o local onde costumavam ficar. Lá estava ela entre as flores. Naquele momento tinha certeza que poderia confundi-la com as flores que havia no local. Ela estava tão concentrada fazendo um lindo arranjo de flores, trabalhando com destreza, e parecia bastante envolvida com a tarefa. Observou-a em silêncio e admirava a beleza e suavidade da garota. As mãos finas e delicadas seguravam alguns ramos de folhas secas junto com trigo palha e logo foram unidos a um arranjo de flores bem selecionado. Tudo estava sendo atado por um cordão de palha que Sakura improvisou, deixando o arranjo bem firme. Syaoran observou um sorriso satisfeito surgir no rosto de Sakura e estranhamente sentiu os batimentos cardíacos acelerarem. Sentia tanta necessidade de aproximar-se e toca-la.
'Parece bastante animada, Sakura?' – Syaoran a surpreendeu.
Ela enfim se deu conta de que ele estava ali. Será que ele lhe daria uma bronca por mexer em suas mudas? Ela o observou discretamente. Seus olhos pareciam ter vida própria e necessidade de percorrer os detalhes do corpo do rapaz. Ele tinha uma bela postura e se vestia tão bem. Por um momento pensou que qualquer tipo de roupa ficaria bem nele.
'Bom dia! Realmente estou animada! Adoro fazer arranjos florais! Espero que não se incomode de eu ter mexido nas suas coisas sem permissão... eu não resisti!' – ela esperou a reação explosiva dele, mas sua resposta a surpreendeu.
'Claro que não me importo, fique a vontade!' – ele respondeu, aproximando-se e sentando num banquinho que tinha por ali.
'Oh!' – ela falou e retornou a trabalhar no arranjo.
'O que foi?' – ele perguntou curioso – 'Por que esse "oh" agora?'
'Nada! Eu não quis dizer nada!' – ela respondeu, escondendo um sorriso debochado, porém ele percebeu.
'Está rindo de mim?' – ele estava começando a se irritar.
'Jamais! Eu nunca faria isso!' – ela teve que esconder outro sorriso.
'Assim já é demais... por que não fala o que pensa?' – ele levantou e se colocou em frente a ela de forma bastante ameaçadora.
'Eu já falei que não é nada! Agora até meus pensamentos você quer invadir?'
'Talvez eu deva tortura-la e quem sabe assim você me conta os seus pensamentos?' – ele aproximou-se o máximo possível e estralou os dedos das duas mãos.
'Você está brincando, não é?' – ela recuou um passo para trás, mas estava encurralada por uma mesa.
'Eu tenho cara de quem está brincando?' – ele sorriu malignamente.
'O que vai fazer comigo?' – ela perguntou com um pouco de receio da resposta.
'Acho que cócegas seria uma boa opção!' – ele respondeu já se preparando para o ataque. – 'Ou você prefere me dizer o que estava pensando por bem?'
'Jamais direi!' – ela disse corajosamente e tentou fugir, mas ele foi mais rápido, mantendo-a encurralada entre a bancada e o seu próprio corpo.
Syaoran começou o ataque de cócegas na barriga de Sakura. Ela tentava fugir sem sucesso em meio aos risos causados pelas cócegas. Ela empurrava o rapaz com todas as suas forças e descobriu que jamais conseguiria lutar contra ele, então pensando rápido resolveu enfrenta-lo no mesmo jogo e começou a fazer cócegas nele. Ele finalmente mostrou fraqueza.
'Então é assim? Pensa que pode me vencer? A batalha está apenas começando!' – ele disse aumentando o ataque de cócegas. – 'Diga-me o que estava pensando!'
'Eu nunca vou dizer!' – ela disse rindo cada vez mais e também aumentando o ataque de cócegas contra ele.
Quem visse a cena diria que não passavam de duas crianças brincando. Os dois estavam rindo feitos loucos e ambos não davam o braço a torcer. Sakura começou a dobrar os joelhos, pois a força começava a lhe faltar, por causa de tanto rir. Logo estava sentada no chão tentando fugir engatinhando.
'Onde pensa que vai?' – Syaoran se abaixou para segura-la e voltou a fazer-lhe cócegas – 'Está pronta pra me dizer o que pensava? Peça água que eu paro!'
'Nunca!' – ela tentava soltar-se rindo. – 'Nunca irei pedir água!'
'Você é muito teimosa! Mas não pense que eu terei pena de você e pararei de lhe fazer cócegas!'
Ele a prendeu entre o chão e suas pernas, ficando sobre ela. Ela já chorava de tanto rir, mas não dava o braço a torcer.
'Peça água!'
'Não!'
'Vamos... é só uma palavrinha e eu pararei de tortura-la! Diga água!'
'Suco, refrigerante, chá...'
'Não, não, não... diga água, sua espertinha!'
'Pinga!'
'Diga água!' – ele ria diante da teimosia dela.
'Por favor... eu não agüento mais!'
'Então diga água e me conte o que estava pensando!'
'Por favor...' – as lágrimas já escorriam de seus olhos.
'Diga!'
Ele sentiu admiração pela força de vontade dela e não conseguia acreditar que ela havia resistido tanto tempo ao seu ataque. Ele já estava cansado de tanto fazer-lhe cócegas e parou por um momento, dando a Sakura tempo para recuperar o fôlego, mas continuou mantendo-a presa sob ele. Ela massageava a região do estômago que estava dolorida de tanto rir e respirava fundo, tentando recobrar o fôlego e as forças. Syaoran não se lembrava quando havia sido a última vez que havia se divertido tanto. Pegou o lenço que levava em seu bolso e começou a enxugar as lágrimas de Sakura.
Como na noite anterior, havia sido apenas um pequeno ato instintivo, visando apenas promover conforto, mas o contato de sua mão sobre a face de Sakura deu inicio a uma grande reação em cadeia. Sakura estava surpresa com o toque e prendeu a respiração por um instante, arregalando os olhos demonstrando seu espanto. Syaoran estava sem ação diante de um olhar tão belo e brilhante. Começou a notar cada detalhe do belo rosto e sentiu o coração acelerar de forma nervosa. Sakura levou a sua mão sobre a mão de Syaoran que estava acariciando sua face. Fechou os olhos para sentir o toque gentil e carinhoso.
Porém, quando ela fechou os olhos, fez com que a atenção de Syaoran se desviasse para seus lábios. Eram lábios pequenos, delicados, rosados e a boca se encontrava semi-aberta, e ele podia ouvir o ruído da respiração dela passar por ali. Passou o dedo sobre o lábio inferior de Sakura e pode sentir o toque aveludado. Não podia mais segurar o seu desejo e curvou-se para beija-la. Encostou de leve seus lábios sobre os dela e afastou um pouco para observar sua reação. Enxergou nos olhos de Sakura que ela possuía o mesmo desejo que ele e então a tomou num beijo envolvente.
Sakura sentia-se totalmente entregue a Syaoran. Jamais havia experimentado sensação semelhante. Nunca alguém havia a feito sentir tamanho desejo e ela podia sentir seu corpo tremendo em resposta ao beijo. Queria sentir melhor o contato físico e passou os braços por trás da nuca do rapaz o aproximando. Syaoran já estava entorpecido pelo doce beijo e ao sentir os dedos de Sakura acariciando seu pescoço, arrepiou-se inteiro e começou a perder a razão. Seu corpo estava em brasa e ele queria que ela sentisse o mesmo. Percorreu com os lábios o rosto de Sakura, até alcançar-lhe o lóbulo da orelha e o sugou. Sakura gemeu fazendo Syaoran arrepiar-se mais.
'Tem alguém aqui?' – a voz de Tomoyo gritou dentro da estufa, num ponto distante.
Sakura e Syaoran se assustaram, porém antes que se afastassem, trocaram olhares demonstrando tristeza em abrir mão de um momento tão intenso quanto aquele. Syaoran voltou a dar um rápido beijo em Sakura e a ajudou a levantar-se do chão.
'Estamos aqui atrás!' – Sakura gritou para Tomoyo localiza-la e voltou a trabalhar no arranjo de flores, enquanto Syaoran sentou-se novamente no banco que havia ali.
'Bom dia, Syaoran!' – Tomoyo o cumprimentou. – 'O senhor Wei me mostrou todos os seus pássaros!'
'Bom dia! E você gostou mais de qual?'
'Gostei das araras! O senhor Wei me contou que seu irmão as trouxe do Brasil! Também contou que ele trouxe apenas quatro e elas reproduziram e agora já são mais de dez!' – ela demonstrava grande admiração.
'Se quiser eu te dou uma!'
'Verdade mesmo?' – ela parecia deslumbrada com tal idéia, mas logo ficou desanimada! – 'Devo recusar! Se eu tiver que me mudar... jamais permitirão que eu a leve junto!'
Syaoran percebeu que as palavras de Tomoyo deixaram Sakura bastante abalada. Era por isso que Sakura havia saído de forma repentina de Tóquio e sofrido aquele acidente. Ele podia sentir que Sakura desejava impedir com todas as suas forças que Tomoyo fosse para tão longe de seu convívio.
'Que tal nós voltarmos para o casarão? A Maki disse para eu te encontrar e leva-la para comer o bolo que ela acabou de assar!'
'Oba! Espero que seja de chocolate!'
'Eu também!'
Sakura admirava o jeito que Syaoran tinha ao lidar com Tomoyo. Eriol jamais a tratou de forma tão carinhosa. Tudo seria tão simples se Eriol agisse daquela forma.
'Vamos, Sakura?' – Tomoyo a retirou de seus pensamentos.
'Claro!' – ela sorriu e acompanhou a irmã.
Syaoran saiu logo atrás das duas. Um sorriso bobo se formou em seus lábios ao olhar as irmãs seguirem com as mãos dadas. Elas haviam trazido para sua vida um calor humano que ele tanto sentia falta.
Continua...
Está aí! Finalmente atendendo todos os pedidos para que acontecesse um beijo, está aí para os queridos leitores que me acompanham. Confesso que esse beijo não deveria ter acontecido ainda, mas resolvi aumentar um capítulo nessa fic, pra trabalhar tantos pedidos que eu recebi. A parte da tortura de cócegas é baseada em fatos reais, mas não entrarei em detalhes. Ai que saudade dos meus quinze anos... Aiai... Er... cof, cof... sim claro... Haverá outras cenas como essa e até um pouco mais apimentadas... se é que alguém está me entendendo... hehehehehe... Eu assanhada? Imagina... sou quase uma freira.
Quero e devo agradecer a todos que deixaram um review. Gente, vocês nem imaginam o quanto é importante ler a opinião de vocês, é combustível para que eu nunca desista de escrever apesar das dificuldades.
Deixarei um agradecimento para cada um como sempre faço no blog. Algumas pessoas não sabem que blog é esse, mas é o mesmo que eu dedicava a fic: Na Magia e No Amor. O endereço encontra-se no meu profile aqui do ff, então depois cliquem em "RubbyMoon" e depois em "homepage" e prontinho... e não esqueçam de deixar um comentário para eu saber quem visitou!
Nesse blog também opino sobre animes que assisti e que merecem um rápido comentário. Já reparei que muitas pessoas acabam se interessando e também começam baixa-los da net. Também comento sobre os eventos de animes que participo, dizendo minhas impressões e até críticas. Claro... coloco um monte de imagens e screens de animes. Sintam-se a vontade para visita-lo e se gostarem divulguem!
Voltando a fic... Quero agradecer a Cris-chan por revisar o capítulo. Eu sei que ela anda bastante atarefada, mas mesmo assim ela dedicou um tempinho pra corrigir meus errinhos distraídos e até analfabetos que cometi. A Cris é um anjo em minha vida... ei... isso lembra o nome de um filme...
Também quero agradecer a Pety. Ela que usa toda sua graça e dom para comédia e escreve o "Talk Show da Pety Oprah!"... Pety querida, você mora em meu coração. Adoro você, aliás...
Momento homenagem...
Cris, Pety e Thata! Vocês sabem que essa fic eu dediquei a vocês. As melhores amigas que uma simples mortal como eu poderia ter feito. Sem vocês a vida fica monótona, sem graça, mas quando vocês aparecem tudo se torna alegria... eu poderia querer mais? Sim... queria que morássemos todas próximas, aí ninguém segurava esse bando de doidas. Sinto que hoje sou uma fic-writer melhor, principalmente por causa da força e coragem que vocês me deram, obrigada por tudo meninas.
Hoje... por algum motivo desconhecido a Cris-chan não veio me buscar pra gente ir junto assistir o Talk Show da Pety Oprah... onde será que ela está? O que será que anda aprontando? Bom... vou indo embora, antes que eu perca o início. Aliás... o Kero ficou uma gracinha empalhado sobre a mesa do meu escritório... Bicho fofoqueiro e linguarudo. Sayonara.
Yukito do além: E estamos de volta com mais um bloco do Talk Show da Pety Oprah! Pelo o que vocês podem ver, está uma verdadeira bagunça aqui.
"Câmera mostra o palco todo bagunçado"
Yukito do além: E por isso, nossa primeira parte das entrevistas vai ser lá fora. Pety é com você!
"Do lado de fora"
Pety: Boa noite, gente! Bem, por causa daquele pequeno incidente envolvendo o Kero, nós vamos começar o programa aqui fora onde se encontram vários fãs.
"Câmera mostra uma multidão bastante animada"
Pety indo até as pessoas e parando pra falar com uma garota: Oi, qual o teu nome?
Garota toda sorridente: Thata!
Pety: Boa noite, Thata! Mas você não estava lá dentro do estúdio agora a pouco?
Thata: É que eu fiquei tão abismada pelo Yukito ser a voz do além que eu resolvi vir aqui fora tomar um ar. Ei... eu tô na TV? Oba... quero mandar um beijo pra minha mãe, pro meu namorado, pra Pety, pra Cris, pra Ruby...
Pety cortando: Okay. Agora diga-me: O que você mais gosta nesse fic da Ruby?
Thata: Eu AMOO o Li sendo tudo de bom e protetor da Sakurinha. E a Tomy que está fofa demais. Quero uma irmã igual a ela!
Pety: Concordo com você, a Tomy está Kawaii! E Thata, o que você gostaria que ainda acontecesse? O que você acha que tem de ter nessa história? Uma situação que você gostaria que aparecesse no fic...
Thata: Então... como eu sou bem chata, eu já falei umas coisa pra Ruby do que pode acontecer na fic. Agora só resta saber se ela vai usar... Mas eu queria desesperadamente que acontecesse UM BEIJO! E finalmente aconteceu, GRAÇAS A DEUS! Não agüentava mais esperar esses dois darem um passo (ou 2..3...) adiante... E pelo amor de qualquer coisa... Esse Li ta parado demais. Aff... mas alguma coisa ele fez... já é um ponto a favor dele..
Pety lembrando do beijo: E que beijo! Queria estar no lugar da Sakura. Thatinha às vezes não dá vontade de dar uns puxões de orelha na Ruby por fazer tanto mistério?
Thata: Puxão e orelha é pouco (agora ela me mata...) Eu vivo perdendo as minhas unhas! E olha que não é pouco não! Eu bem que tento manter a calma, entro todo dia na net pra ver se tem capitulo novo, se não tem eu já do uma "indireta" (DIRETA DE ESQUERDA!) Pra ver se ela já postou, ou que dia que vai postar...
Pety: E agora Thata, mande um recadinho pra Ruby que está te vendo lá no estúdio.
Thata: Rubyyy! Eu amo você, mas vê se não deixa a gente esperando muito tempo pra postar não! E vê se faz alguma coisa pro Li pegar no tranco! Nem se for pra derrubá-lo serra a baixo! Um beijo na boca também faz bem, e quem sabe agora a Sakura fica mais calminha!
Pety: Obrigada, Thatinha! E agora vamos conversar com mais pessoas.
"Pety sendo agarrada pelas pessoas e acenando igual uma Miss, sempre sorridente"
Pety indo até uma garota que estava super animada: Oi, como é teu nome?
Garota pulando de felicidade: Merry!
Pety abraçando a Merry: Boa noite, Merry! O que você mais gosta nesse fic?
Merry: Ai, do Syao! Não! Na verdade o relacionamento bem amigável e não amigável do Syao e da Saki. Só aqueles dois babacas não perceberem que se gostam.
Pety: O que você gostaria que acontecesse? O que você acha que tem de ter na história? Uma situação que você gostaria que aparecesse no fic.
Merry pensativa: Hum... Numa noite estrelada, os dois conversando fora da casa, aí então, eles discutem e a Saki entra batendo a porta da entrada. Aí então, do nada cai à luz e ela grita. Todos estão dormindo e só os dois acordados. Aí ele corre, achando que ela se machucou, pois se assustou e caiu da escada, mas quando abre a porta dá de cara com ela, e sem ver, por causa do escuro, as bocas se encontram, aí o beijo fica mais profundo e o negócio começa a esquentar... mas daí eu sei que a Ruby fizer essa cena, quando a coisa fica boa, a luz volta.
Pety: Muito interessante! Merry mande um recadinho pra Ruby!
Merry: Oi cara de boi! Lalala... Eu te amo Ruby! Parabéns pela fic, que desde o inicio elogio e sempre terei o prazer de elogiar. Quero arrumar um tempinho e começar a ler "Na magia e No Amor" novamente. Vamos ver se não demora. Tem mais! Como eu tava falando, vou voltar a ler assim que possível. E os outros projetos como vão? Adoro suas estórias! Quando mais melhor! Tá chega, amanhã vou pra casa do meu amado, então preciso ir pra casa dormir. Obrigada por escrever tão bem, flor! Assim podendo alegrar ou fazer a gente chorar, ou rir, ou sentir qualquer outra coisa com suas estórias. Beijos e continue sempre essa pessoa Super Duper Triper legal que você é. Um beijo pra você Pety, parabéns pelas entrevistas.
Pety abraçando a Merry de novo: Muito obrigada, Merry! Tenho certeza que a Ruby também está super feliz pelo seu depoimento e vai logo pra casa então. Fique bem bonita pro seu amado!
Pety andando bem à vontade no meio das pessoas: Gente, tá uma loucura aqui. Tô adorando!
Pety indo até outra garota: Oi! Teu nome?
Garota: É Analu!
Pety: Boa noite, Analu! O que você mais gosta nesse fic?
Analu:Tentarei ser sucinta. Eu adoro o "enrosco" da Sakura /Syaoran e, espero "ex-noivo". O começo da estória deles é enrolada, a vida deles parece sem perspectiva, eles não tinham aquela paixão por vivenciar o momento da vida deles até o encontro na fazenda do Syaoran. Os dois ficam se medindo, tentando adivinhar até que ponto eles podem prosseguir, principalmente a Sakura que perde para o Syaoran. Acho que não fui sucinta.
Pety: O que você gostaria que acontecesse? O que você acha que tem de ter? Uma situação que você gostaria que aparecesse no fic.
Analu: Ahhhh... os pombinhos juntos! Depois de muito rolo, pelo jeito, o Touya vai tirar satisfação com o Syaoran. A situação deixo para a autora. É difícil de dimensionar. Mas acho que tem que ter o confronto da família da Sakura (Digo: madrasta e noivo) tentando tirar satisfação. O porquê do sumiço dela e da sua irmã caçula. E quem sabe até com a policia no meio, querendo ou não querendo trata-se de um seqüestro.
Pety: Até que pode acontecer isso mesmo. E agora mande um recadinho pra Ruby!
Analu: Oi, Ruby! Admiro muito as suas fics. São aventureiras, espirituosas, maravilhosas e são contextualizadas. Aiiii não vejo a hora de ver as continuações! Beijito.
Pety dando um abraço na Analu: Muito obrigada, Analu! E agora vamos pra mais uma pessoa que é a ultima viu, gente! Não temos mais tempo.
"Pety indo até uma garota que estava ali do lado"
Pety: Oi, tudo bom? Qual o teu nome?
Garota: Madam Spooky!
Pety: O que você mais gosta nesse fic?
Madam Spooky: Ela me dá uma impressão muito agradável de que estou lendo um livro, que eu não precisaria conhecer o anime Card Captors Sakura para entender e apreciar a história. Além disso, eu gosto muito do texto da Ruby. Ela deixa tanto os sentimentos quanto o espaço físico muito claro.
Pety: O que você gostaria que acontecesse? O que você acha que tem de ter? Uma situação que você gostaria que aparecesse no fic.
Madam Spooky: Pergunta difícil. A única coisa que estou pensando é que quero "conhecer" o Touya. No mais, tenho alguns palpites, mas tenho certeza que o que quer que aconteça, vai ficar muito bom. Vou esperar as surpresas.
Pety: Também tenho certeza de que seja lá o que for que a Ruby ainda irá escrever vai ser muito bom. Então, Madam Spooky... mande um recadinho pra Ruby!
Madam Spooky: Você é uma ótima escritora e eu adorei todos os fics que li de sua autoria, especialmente este. Muito ânimo para continuar escrevendo!
Pety abraçando também a Madam Spooky: Muito obrigada por responder essas perguntinhas.
"Pety indo até a porta do estúdio"
Pety: Gente, tô adorando isso aqui, mas agora tenho que voltar lá pra dentro, mas continuem a aproveitar o programa. Ainda vai ter muitas surpresas. E vocês meninas, Thata, Analu e Madam Spook me acompanhem. Vocês vão ficar num lugar privilegiado lá no estúdio. Ah e Merry, bom namoro!
"Câmera mostra o interior do estúdio acompanhando Pety e as convidadas entrando. Outra câmera mostrando o palco, agora todo arrumado"
Pety: Parabéns produção, o cenário está muito mais bonito que antes. E meninas, o que vocês acham de sentarem ali na segunda fileira atrás da Tomoyo, do Eriol e dos outros personagens?
Garotas todas juntas: Legal!
Pety indo até o sofá: E agora gente, eu vou entrevistar uma pessoa muito importante. Já ouvi dizer por aí que ela é o braço direito e o esquerdo da autora RubbyMoon. Agora chamo para uma entrevista, a grande, ilustre, charmosa e mineirinha como eu: "Revisora Cris, vem pra cá!"
"Todos batem palmas e Cris toda tímida vai até a Pety e elas se cumprimentam"
Pety sentando no sofá: Ai Cris, eu tenho tanta inveja de você!
Cris também sentando: Por que, Pety?
Pety: Ora, você lê todos os fics antes da gente!
Cris falando pra si mesma: Até parece que você também não lê!
Pety não entendendo o que ela fala: O que foi?
Cris sorrindo mostrando os aparelhos dos dentes: Nada!
Pety: Tá bom, mas diz aí, Cris... quando foi que a Ruby te convidou pra ser a revisora?
Cris: Bom já nem me lembro mais, mas acho que na época eu dei uma de cara de pau e me ofereci! Lembro que foi pouco antes dela começar a postar Na Magia e no Amor pela primeira vez. Eu tinha me oferecido pra ajudar em alguma coisa, mais na parte gramatical, e ela pediu minha opinião em algumas partes da história... e acabou que eu passei a ler os capítulos seguintes, e acabei ganhando o cargo de revisora!
Pety: O estilo de escrita dela mudou desde o começo?
Cris: Mudou sim! Ela sempre escreveu muito bem, todas as histórias são muito bem elaboradas, tem uma linha de raciocínio bem definida (embora sejam cheias de mistérios), mas parece que ela ficava meio presa a algumas regras, normal pra quem está começando. Com o tempo ela conseguiu escrever aprofundando mais no universo dos personagens, e arriscou outros estilos, como a comédia e a parte descritiva, principalmente dos cenários. E o que antes era só uma narrativa dos acontecimentos ganhou uma nova forma. Resultado: as histórias ficaram mais envolventes porque você acaba se transportando pra dentro da história.
Pety: Você já discordou de algo que ela escreveu? Pediu pra ela mudar o rumo que estava indo a estória?
Cris: No fic Na Magia e No Amor, eu sempre discordei do Ryen ficar dando em cima da Sakura! Até criei na época um "encontro" entre ele e o Li, mas ela não quis minha sugestão. Seria um duelo titânico "olhos brilhando", quero dizer, um massacre titânico.
Pety: E no fic As Cores do Inverno?
Cris: Ainda não. Mas eu achei que Sakura muito enjoada, não querendo comer nada e dando o maior trabalho pro Li. Ela parecia ser mais nova que a Tomoyo!
Pety: Voltando ao assunto de você sempre ler as fics antes, me responda. O que a nossa querida Ruby vai aprontar com o nossa casal preferido?
Cris: Ah, eu não sei. Ela tá fazendo segredo, por mais que eu tente arrancar alguma informação ela se esquiva, parece sabonete. Mas eu ainda tenho esperança, é só falar todas as possibilidades que pelo menos uma a gente acerta. Por exemplo, (vira para Ruby) Ruby, a Meiling vai levar um fora do Li no próximo capitulo? Fala senão eu solto algumas coisas que vão acontecer nas outras fics!
Pety morrendo de rir: Isso mesmo, Cris!
Ruby lá da platéia arregala os olhos: NEM TENTE FAZER ISSO!
Cris rindo: Brincadeirinha, Ruby linda. Até parece que eu faria uma coisa dessas com você.
Pety se controlando pra não rir mais: Cris, agora em rede mundial, dê um recadinho pra Ruby!
Cris: Ruby, você sabe que eu sou suspeita pra falar das suas fics, né? Você escreve lindamente bem, e só não gosto quando você faz mistério demais, mas você sempre acaba soltando pra gente. Saiba que sempre te ajudarei e se você não fizer esses dois ficarem juntos logo eu vou me unir à Thata e não nos responderemos por nós!
Pety se levantando: Muito obrigada pela entrevista, Cris. Queria fazer mais perguntas, mas o nosso tempo é curto.
"Pety dando um abraço bem apertado na Cris e sendo retribuída"
Cris: Eu é que agradeço a você por estar aqui e ter sido entrevistada! Me senti importante agora!
"Platéia bate palmas e a música entra, enquanto Pety sai do palco com a Cris"
Pety: Ai Cris, adorei o teu cabelo! Já fiz luzes uma vez, mas o meu ficou tão ressecado!
Cris: Eu adorei o jeito que ficou, mas o problema é que agora ele embaraça muito...
Yukito do além: E no próximo bloco, não percam mais entrevistas marcantes e imperdíveis no "Talk Show da Pety Oprah".
Ruby: Gente... estou tão emocionada. Adorei ver o ponto de vista de cada uma. Agora com licença que tenho que me refazer por causa de tanta emoção.
Obs... o próximo capitulo já está bem adiantado... vou tentar atualizar o quanto antes. Enquanto isso... deixem seus reviews, mandem e-mails e visitem o blog...
Kissus
Sayonara
