Depois de quase perdê-lo era bom saber que ele agora dormia ao meu lado, não em outra cama, pela primeira vez entendi o que era dormir com quem se ama, ali tão perto ao ponto de sentir sua respiração em meu pescoço, tão perto que não precisava nem ao menos esticar os meus braços para enfim poder senti-lo, jamais em toda nossa vida tinha se quer imaginado que poderíamos ficar assim tão próximos, se amando não como irmãos e sim como namorados, amigos inseparáveis e tudo o que éramos "um conjunto de amor e confiança" elos que nem mesmo lúcifer poderia quebrar.

Então lentamente me levantei, antes de deixa-lo na cama sozinho, acariciei seus cabelos castanhos lentamente para não acordá-lo tocando com bastante delicadeza aqueles fios, quase como se brincasse de esconde-esconde com os mesmos, me aproximei de seu ouvido falando o mais baixo o possível, quase como um suspiro de tão inaudível "Sam eu te amo", então me levantei e me dirigi à cozinha, o mais vagaroso o possível evitando fazer qualquer barulho para não acordá-lo, peguei uma panela e cozinhei algo para comermos naquele café da manhã, apesar de abandonada àquela casa de abandonada não tinha nada, tinha quase certeza de que Sam vinha vindo aqui por esses tempos, pois estava limpa, seus móveis estavam praticamente novos e a geladeira estava completamente cheia de alimentícios, é não podia negar, o mais novo estava bastante preparado para permanecer longe de mim, pena que eu nunca deixaria o mesmo longe por muito tempo, então fritei alguns ovos, fiz algumas panquecas com calda de mel e para completar alguns morangos com chantilly, claro ele merecia um bom café da manhã, assim como eu.

Terminado a surpresa organizei de forma lenta os pratos os lavando, pois não queria dar trabalho ao meu irmão "o meu Sam" e montei aquela bandeja de forma a parecer um belo banquete, sim este café da manhã era mais do que especial, porque marcava o primeiro dia em que estaríamos juntos, não somente como irmãos como também como casal, então fui lentamente para o quarto mais uma vez confiando que aquele que dormia não estivesse acordado, em vão, quando cheguei Sam já estava sentado à cama, como se procurasse por mim, e quando por fim me viu pude sentir seu olhar caloroso em minha direção, orbes azuis que cintilavam mais do que uma safira recém-lapidada, sim notei que ele pode ver o que estava em minha mão e corei enquanto que fui em sua direção.

- Bom dia Sam.

Por fim exclamei enquanto observava o sorriso que se formava em seus lábios.

- Bom dia Dean, que lindo me trouxe uma surpresa bebê.

- Não me venha com apelidos bobos, ursinho.

Falei mais uma vez enquanto corava, sim achei aquele apelido um tanto quanto engraçado, mas como vinha dele, aceitei assim como ele aceitou de bom grado o apelido que dei para ele, não sei por que ursinho, mas foi à única coisa que consegui formular além de que seus cabelos me lembravam dos pêlos de um urso europeu.

- Obrigado pelo café da manhã – Falou dentre mais um de seus belos sorrisos.

- trouxe para nós, queria comemorar o primeiro dia em que estamos juntos.

- Você não imagina o quanto eu te amo – Exclamou tão sereno que eu não conseguia não olhar de forma a parecer um tanto quanto bobo.

- Sim eu imagino – com minha bochecha mais uma vez ruborizada falei – Eu te amo tanto.

Beijei-o lentamente aproveitando o sabor de seus lábios, relembrando as memórias do dia anterior e agradecendo por tê-lo e ama-lo tanto, então começamos a comer estávamos com fome, e modéstia a parte o café da manhã estava tanto aparentemente apetitoso quanto delicioso se mencionado o sabor, sim estava deveras saboroso, o mel estava adocicando ainda mais a panqueca assim como a mesma estava tão perfeita quanto às nuvens, pois se derretia na boca, e os morangos, eles deram um ar romântico, justamente porque pude leva-los aos lábios de Sam e vê-lo degustar assim como revirar os seus olhos.

Por fim terminamos o café, sabia que teríamos que partir, o dever nos chamava assim como estávamos prontos para mais uma vez seguir em busca de respostas então ouvi o que não pretendia, algo o que eu não esperava, mas estava preparado para aceitar assim como concordar com suas escolhas.

- Dean eu não quero mais continuar buscando por repostas, estou feliz aqui, por favor, desista e fique comigo, eu te imploro quero muito continuar assim contigo.

Sim aquele pedido por fim me desconcertava, não conseguia me imaginar desistindo de tudo pelo qual havia lutado, mas também não conseguiria viver sabendo que deixara mais uma vez meu irmão escapar e me deixar só, naquela busca sem fim, então por fim falei.

- Sam você sabe que não podemos, se quiser passamos algum tempo aqui, alguns meses, alguns anos quem sabe, mas precisamos ajudar ao nosso pai, e também precisamos saber o que de fato aconteceu com a nossa mãe.

- Sim Bebê eu entendo, então certo, faremos o que você propôs, me promete que vai estar sempre do meu lado.

Falou ele pesaroso por palavras soadas tão falhas que me fizeram estremecer, não, jamais o deixaria, o amava demais assim como ele me amava.

- Não Sam – Pude ver que ele se assustara, por certo pensou que eu desistiria de estar ao seu lado, mas por fim conclui – Eu nunca vou te deixar, eu te amo demais.

Ele Relaxou e assim selei mais uma vez seus lábios sentindo o sabor do seu beijo misturado com o sabor daquela fruta proibida, que o mesmo acabara de degustar, após o beijo então me levantei.

- Ursinho... Vamos tomar um banho nesse rio, desde que soube que nosso pai vendeu esta casa senti falta das águas mornas que fluem desse local, e também senti falta de tomar banho entre essas águas as deixando fluir por entre o meu corpo.

- Sim bebê vamos...

Então com sua confirmação o ajudei a levantar e o acolhi entre os meus braços, o abracei e mais uma vez o beijei, então trocamos de roupa, pela primeira vez pude ver seu corpo com outros olhos, nunca tinha parado para ver o quanto ele crescera, seus músculos agora definidos, suas pernas agora torneadas, seu corpo agora não mais tão adolescente quanto antes, minhas bochechas fervilhavam, pois pude sentir seus olhos sobre os meus, então gargalhou, acho que percebeu que pela primeira vez eu o devorava com os olhos.

- Desculpa – por fim falei enquanto que deixava a vergonha tomar conta de mim.

- Vergonha de que? Além de irmãos somos namorados, nada demais um namorado gostar de olhar o outro.

- você é tão lindo – Murmurei enquanto que ainda permanecia corado.

- Você também, e aliais você não sabe quantas vezes eu te olhei da mesma forma como você me olhou agora.

- Queria ter notado que você me amava de outra forma antes, não queria que você tivesse sofrido.

- Eu sei Dean e não se culpe, eu preferi morrer de medo ao invés de te falar a verdade, mas agora estamos juntos e nada disso importa mais.

Sim eu não podia explicar, pois cada palavra sua me confortava e se fosse possível me fazia amá-lo ainda mais, ele sabia exatamente como me moldar, como me fazer sorrir, como me fazer corar e até mesmo como me fazer chorar, levando em conta o que se passou, mas como ele mesmo falou nada disso importava mais, pois agora estávamos juntos. Já vestidos com nossas sungas me dirigi em sua direção e segurei a sua mão, unindo-as como as mesmas deveriam estar, então andando de mãos dadas o levei em direção ao rio.

Ao chegarmos àquela água adentramos em sua extensão e a degustamos junta a sensação da temperatura morna que a mesma portava, abarcando nossos corpos e nos confortando ainda mais, enquanto que nos abraçávamos, nos amávamos, nos sentíamos com os corpos colados, nos explorávamos e por fim nos beijávamos, sendo assim proferimos ao mesmo tempo a mesma frase quase como um Déjà vu "Te Amo".

Fim


Bom queria por fim pedir obrigado a todos aqueles que leram e gostaram da minha história, e queria pedir um pouco de compreensão porque esta história não foi betada então eu sei que pode e provavelmente haverá erros gramaticais, relevando que eu não sou um perito no que se refere a gramática, mas espero mesmo que vocês gostem...

Reviews?