Eu chequei meu relógio de pulso enquanto colocava a mercadoria de um cliente numa sacola plastica e lhe entregava sorrindo, murmurando um agradecimento. Tinha dado hora de eu ir embora , então assim que recebi o dinheiro, depositei na caixa eletrônica e gritei para meu chefe:
-Ei, senhor Bones, meu expediente acabou.
-Já? Puxa o tempo voa hoje em dia.- um senhor de meia idade risonho apareceu detras de uma das prateleiras- Você já pode ir. Te vejo amanhã.
-Te vejo amanhã.- respondi saindo de trás do balcão. Saí da loja, estava na hora de todos irem para casa. As pessoas saem do trabalho, os pais buscam seus filhos na escola e vão todos para a casa descansarem e jantarem juntos.
Me senti em uma paz profunda ao ver um grupinho de adolecentes conversando e rindo na rua. Eu sempre quis ter uma vida de verdade, todo esse tempo apenas trabalhando eu esperava uma vida. Eu estou vivendo agora, finalmente. Finalmente consigo respirar sem a sensação de que até meu ar era vigiado e preso, controlado. Eu podia respirar!
O sol tinha desaparecido, só restava mais alguns rastros deixados por seus raios. Senti um vento mais frio soprando meu cabelo, encolhi para me proteger contra o ar gélido, pois eu estava vestida com uma blusa sem manga e não tinha trago uma jaqueta.
Cheguei em casa com as chaves na mão e abri a porta. Entrei, fechei a porta e deixei a chave no sofá. Não vi o Bruce. Talvez ele ainda não tenha chegado, pensei comigo mesma.
Segui para o quarto, sentei na cama e tirei a sandália do pé, percebendo que a luz do banheiro estava ligada e o chuveiro estava aberto. Bruce esta tomando banho, sorri calmamente com o pensamento. Me peguei sorrindo como uma boba, não tinha motivos para eu sorrir daquela forma. Era como se qualquer coisa que Bruce fizesse, até um movimento inconciente que ele faz frequentemente, tivesse o poder de me fazer sorrir daquela maneira. Será que é isso que é estar apaixonada?
Dei de ombros para esses pensamentos, ainda sorrindo, e me levantei para guardar meus calçados, mas parei subitamente ao ver o que eu estava tendo a chance de fazer. Acho que não tem uma hora melhor do que agora, pensei, terminando de fechar o guarda-roupa. Vou me juntar a você, Bruce.
Comecei a me despir e caminhar sem pressa até a porta do banheiro, quando peguei na maçaneta comecei a re-pensar e a confiança que eu sentia de que era um bom momento, começou a se esvair de mim. Quem sabe num outro dia, Natasha, pensei, você tem todo o tempo do mundo garantido.
Sacodi a cabeça, lançando meus pensamentos para outro canto. A porta talvez esteja trancada, se estiver, farei isso outro dia, se não estiver, eu entro. Bruce irá resolver isso.
Girei a maçaneta calmamente e a porta deslizou com uma facilidade admirável para uma porta tão velha. O barulho da porta se abrindo chamou a atenção de Bruce, que se virou.
Ele pareceu um pouco envergonhado por me ver despida em sua frente. Peguei-o desprevinido.
-Eu cheguei.- sorri e entrei no chuveiro com ele. O banheiro era pequeno como a casa toda, mas o detalhe era que era um banheiro pequeno e Bruce e eu ficamos um pouquinho perto demais- Acho que o banheiro não é muito espaçoso, não acha, doutor?
-A-a-cho que sim- ele falou um pouco nervoso. Eu mal conseguia controlar minha cara de sapeca, era evidente. Bruce tinha reparado.
-Por que esta tão nervoso, Banner? Eu só queria me juntar a você, quer dizer, pelo menos ainda temos água quente.
-É, eu sei- ele estava se esforçando para não gaguejar. Sorri mais ainda.
-Sim? Mas ainda não me disse por que esta tão nervoso. Quer que eu relaxe você?- estava muito divertido.
-Não...Não é necessário.- ele respondeu mais firme.
-Como quiser, mas eu preciso relaxar.- brinquei, mas ele não estava mais embaraçado, então não tinha mais tanta graça- Como foi seu dia?
-Foi bem comum. A senhora Morgan, você não conhece ainda, mas esta grávida, então eu fui vê-la hoje. E você?
-O de sempre. Nada de mais.- envolvi meus braços em seu pescoço, nos aproximando mais, e o beijei.- Mas quem sabe isso pode mudar...
-Nat, eu sei que em relacionamentos as pessoas fazem sexo, mas eu não posso fazer tudo como as outras pessoas.- esperei ele terminar de explicar- Eu tenho limites e ele acaba no Hulk, você sabe, minha pressão cardíaca não pode aumentar muito.
-Quer dizer que não podemos transar?- perguntei, cuidadosa, tentando entender o que ele queria dizer.
-Quer dizer que, se formos fazer isso, vamos nos concentrar em você. Não posso arriscar deixar o outro cara escapar.
-Entendo- balancei a cabeça devagar. Meus sentidos se apuraram, de repente. O banheiro era pequeno e deixava pouco espaço para nos movermos muito, a água quente subia e preenchia o banheiro, deixando tudo abafado, Bruce estava muito perto e sua pele estava escorregadia, sua boca estava mais beijável do que nunca, não pude me impedir de beijá-lo.
O ambiente estava naturalmente me provando e Bruce também. Eu o beijava intensamente. Aquilo tudo tinha um efeito óbvio em mim. Aquele beijo estava criando ondas que passavam por todo meu corpo.
Bruce deixava suas mãos passearem por minhas costas. Sua lingua já tinha pedido passagem, que eu dei de bom grado. Nossas linguas se embolavam num ritmo frenético. Eu podia sentir quais eram os efeitos daquilo sobre ele. Gemi em sua boca. Estava sem ar, mas que se dane o ar, eu não precisava respirar.
Bruce deixou minha boca e passou a dar atenção ao meu pescoço. Me arrepiei com os primeiros beijos. Meu cabelo estava completamente molhado e espalhado pelos ombros, dificultando um pouco o trabalho de Bruce. Recolhi o cabelo para o outro lado para ajudá-lo.
Pareceu deixá-lo satisfeito, pois ele me deu um chupão forte, que me fez gemer e me sentir mais molhada.
- Bruce...- suspirei. Ele abusava e provocava meu pescoço. Suas mãos, que à muito não se continham em passear nas minhas costas, apertavam minhas nádegas com força e as soltavam.
Eu estava alucinada com todas as sensações que eu sentia ao mesmo tempo. Nunca tinha pensado em Bruce daquela maneira tão quente e confiante, ele sabia exatamente o que estava fazendo e isso me deixava incrivelmente excitada.
-Bruce...- gemi outra vez, quando ele deu umas mordiscadas em meu pescoço. Uma de suas mãos resolveu se aventurar entre minhas pernas- Awn...isso...
-Isso o que?- ele sussurrou baixinho em meu ouvido, me fazendo estremecer. Ele deixou a mão passando de leve em minha virilha. Afastei um pouco as pernas.
-Oh, você esta brincando.- reclamei, sem consegui acreditar no Bruce estava se recusando a me dar.
-É só me dizer, porque eu não sei ler mentes, Natasha.
-Hum...-gemi quando seu dedo ameaçou aprofundar o toque- Bruce, eu quero você. - me esforcei para falar.
Ele deixou o seu dedo se aprofundar e tocar meu clitóris, me fazendo gemer mais alto, mas ele logo se afastou dali. Tentei protestar, mas ele não me deu tempo. Puxou uma das minhas pernas até sua cintura, para dar lhe mais espaço. A sensação de ficar mais aberta e exposta para ele me fez ter uma série de espamos.
Eu já me sentia muito próxima do clímax. Bruce era habilidoso com as mãos, sabia onde e quando me tocar. Seus dedos eram gentis e agressivos ao mesmo tempo. Eu não estava interessada em descobrir como gentil e agressivo poderia descrever seu toque.
Eu nem saberia dizer se o que estava me molhando agora era água ou suor, só sabia que eu estava com muito calor e gemendo e me contorcendo como uma descontrolada.
-Bruce!- eu dizia repetidas vezes, como se tentasse dizer algo com apenas seu nome, mas era sempre interrompida por gemido longo causado por um toque mais engenhoso.- Ai...
Minha cabeça pendeu para trás, Bruce acelerara os movimentos circulares que ele fazia em meu clitóris. Ele me segurou com mais força, pois tinha percebido que minha perna não me aguentaria. Naquele momento eu não conseguia fazer mais nada além de gemer.
Soltei um gemido mais forte, cravei minhas unhas em seus ombros e mordi meus lábios com força para tentar lutar contra aquela onda forte que queimou meu corpo como larva quente.
-Ah... Isso...Isso...É isso...- não parei de dizer. Meu corpo ainda tremia e tive que me firmar em Bruce, jogando meu corpo sobre ele. Meus pensamentos sobre Bruce apenas prolongou mais o clímax.
Quando recuperei a conciência, Bruce ainda me segurava. Me afastei dele.
-Deve ter algo que eu deva fazer por você.- sorri e segurei seu membro sem cerimônia. Comecei a acariciá-lo sem pudor e olhando para seu rosto para não perder sua expressão de prazer.
-Oh, Nat, por favor, cuidado.- me alertou entre gemidos- Não vou conseguir me controlar.
-Não quero que faça isso. Você não vai deixar de fazer isso por causa do outro cara, vai? Prometo que não passo dos limites com você, Bruce. Relaxa.
Ele relaxou mesmo. Bruce confia em mim. Ele se entregou completamente, me abraçando e me beijando.
-Hum...-gemia cada vez mais, eu acelerava de pouco em pouco. Até que Bruce me apertou com mais força, a ponto de me machucar, e eu entendi que era hora de parar ou o outro cara ia acabar aparecendo. Bruce gemeu em contentamento.
Ele se separou ofegante e tentou manter distância. Acho que ele estava tentando se acalmar.
Alguns minutos depois ele olhou para mim mais calmo. Ele tinha um controle sobre o próprio corpo admirável.
Nenhum dos dois sabia o que dizer um ao outro.
-Acho que é melhor tomarmos banho antes que a àgua quente acabe- Bruce quebrou o silêncio, concordei e tomamos um banho de verdade.
Depois que terminamos seguimos para o quarto em silêncio e nos vestimos. Deitamos ainda sem falar uma palavra.
Meu corpo doía um pouco, acho que eu precisava mesmo dormir. Olhei para o lado e Bruce estava distraído também. Espero que eu não tenha feito nada que o tenha chatiado.
-Bruce, tudo bem? - arrisquei perguntar.
-Sim, por que?
-Você esta muito calado.
-Você também. Vem cá.- ele abriu o braço para me abraçar.-Boa noite, Tasha.
-Boa noite, Bruce.- a janela do quarto estava meio aberta, deixando o vento frio invadir aos poucos o quarto, provavelmente, mais tarde teremos que levantar para fechá-la, mas por hora, fazia o clima do quarto ficar agradável. O escuro era confortável, apenas a luz da lua iluminava o quarto e, a melhor parte, Bruce me abraçava, ele tinha cheiro de sabonete e seus cabelos ainda estavam úmidos, como os meus. Para melhorar a melhor parte, eu podia sentia seu peito descendo e subindo calmamente.
Eu dormi.
