Disclaimer: Naruto não me pertence... e sim ao Kishimoto-sempai! ^-^
- Fala
"Pensamentos"
Aviso: Este capítulo tem várias palavras em japonês, por isso, aconselho aos que não entenderem, que consultem o Glossário no final do Capítulo! Boa leitura! ^^
Nos capítulos anteriores...
Sakura e seus amigos continuam a vagar pelo reino em busca de um médico, enquanto fazem isso eles ajudam a região abatida pelos ladrões. Naruto recordava de sua infância e como conheceu a Princesa Haruno.
..:: Capítulo IV – Desespero! Caem as Pétalas da Primavera ::..
O céu era uma mescla de azul anil com o mais puro negro da noite. Os cinco jovens eram acompanhados pelos guardas com extrema cautela, mesmo assim o príncipe Uchiha estava se sentindo incomodado com uma presença no local.
"Estamos sendo seguidos, tenho certeza, será que os guardas não perceberam?" - pensava o jovem.
-Uuuuu. (N/A: hauishas que horror de sonoplastia! xD Como que é um som de uma coruja? xP) - uma coruja que estava em um galho da árvore, assustada com a grande movimentação que os jovens faziam, sai do seu humilde local de repouso em busca de outra árvore em um lugar mais pacato, sobrevoando a cabeça de Naruto, fazendo com que o jovem de olhos azuis estremecesse e saltasse de medo. Naruto cai sentado no chão úmido, assustando todos seus companheiros e provocando risos.
Naruto estava pálido, morrendo de medo daquele caminho sombrio e escuro, mas sua face branca de medo deu lugar a um tom avermelhado de vergonha, pois a mão de seu companheiro Uchiha encontrava-se estendida para si.
- A- Arigatou Sasuke - falou sem jeito o loiro, atendendo o Uchiha.
-Tome mais cuidado Naruto - avisou Neji enquanto Naruto recompunha-se.
-H-hai - falou Naruto meio sem jeito.
Sakura via a cena com atenção e não pode deter um leve sorriso em sua face. Tanto ela como Sasuke sabiam que Naruto tinha um medo exagerado em relação a fantasmas. Claro que isso não a incomodava muito, até achava graça. Seu pai, o rei, falava sempre para Naruto que fantasmas não existiam, mas o loiro, teimoso como sempre fora, não acreditava.
Essas recordações fizeram com que a princesa se lembrasse de seu amado pai, o qual estava debilitado, esperando uma cura. Sakura estava decidida a encontrar um médico capaz de curar seu pai. Essas lembranças fizeram brotar uma lágrima fria e solitária na pele macia da princesa. A qual não passou despercebida pela princesa Hyuuga que estava ao seu lado.
- S-Sakura-san? Daijobu [1]? - falou em voz baixa a tímida Hyuuga
- Hai, Arigato Hinata... Não é nada. - disse com um leve sorriso enquanto enxugava a lágrima de sua face.
Hinata imaginava todo o sofrimento de sua amiga, e sentia-se culpada por não poder fazer nada além de acompanhá-la na árdua procura pela médica que possivelmente poderia trazer a cura para seu pai. Hinata foi tirada de seus pensamentos pela doce voz da amiga que lhe questionava algo.
- Hinata o que você desejava quando ia ao meu castelo, antes de sairmos para minha busca? - perguntou a jovem rosada mantendo a voz baixa.
- N-Não queria nada S-Sakura-san... E-Eu só ia te visitar... – mentiu a garota de olhos perolados, que agora tomavam uma expressão entristecida ao lembrar-se das últimas palavras de seu pai.
O rei Hyuuga cobrava muito dela, argumentando que comparada às outras princesas ela não tinha a honra e a coragem necessária para governar um reino. Ele sempre a criticava pelo seu jeito tímido, esbravejando que ela nunca faria um acordo com outro reino se corasse a cada palavra do outro governante. Mas ela mesma sabia que esse era seu jeito, e não poderia mudá-lo assim, de uma ora para outra.
Em seus pensamentos, conformava-se em ser sempre acanhada e não ter dom algum para governar qualquer reino que fosse, tendo o primo como pessoa ideal para assumir o cargo que seria ocupado por ela. Hinata pensava que talvez nada a fizesse ter coragem o suficiente para coisa alguma. Envergonhava-se de ser sempre a donzela em perigo, de não ser a princesa decidida e carismática como sua amiga rosada, de não ser a filha ideal para seu pai, de não ser tudo aquilo que enxergava nas outras pessoas. Nada a faria ser a garota ideal... Pensava a garota, triste.
Ao refletir sobre isso, passou por sua cabeça que talvez um certo alguém a fizesse mudar. Sim. Só havia uma pessoa que a incentivava a ser tudo aquilo que desejava ser, independentemente da opinião dos outros. Só havia um alguém que a dava forças para prosseguir com suas tentativas de melhora para, quem sabe, um dia se tornar uma rainha. E esse alguém era um garoto loiro de olhos azuis celestes, com um sorriso radiante. Tudo bem que ele mal falava com ela, e que se cumprimentavam por educação por terem a garota rosada como amiga em comum, mas fora isso, o loiro só estava com Hinata em suas divagações. E para ela isso já bastava, pois a simples imagem de Naruto já a encorajava. Era uma pena ele nunca a ter notado. Quando parava para analisar suas chances com o garoto, a Hyuuga assumia um semblante desanimado.
Ela bem sabia que o loiro era um simples empregado do castelo Haruno, e que ele só tinha todas as suas regalias no reino por ser um dos melhores amigos da rosada, mas ela não se importava com o nível social dele. Para ela, o que importava era o nobre coração que ele tinha, muito melhor do que muitos dos nobres da realeza, mas sabia que mesmo que o loiro correspondesse seus sentimentos, ainda teria que enfrentar seu pai. E esse era só um dos fatos que a distanciava do garoto.
Ainda tinha o amor platônico de Naruto pela Haruno. Essa era, sem dúvidas, a parte mais triste dos obstáculos por que Hinata teria de passar para alcançar o coração do loiro. Ela notava o sorriso sincero e apaixonado que ele dirigia a Haruno, que a mesma enxergava como amizade, ou fingia entender como tal para não iludir o garoto. Por mais que a garota de olhos perolados soubesse que a princesa Haruno amava incondicionalmente o único herdeiro Uchiha, ainda temia pelo romance do loiro com a rosada, pois o garoto de olhos ônix por quem Sakura nutria um forte sentimento tinha a fama de ser demasiadamente frio, expressando em raríssimas vezes o afeto que tinha pelos seus amigos. E sendo Naruto tão cativante e bondoso, a rosada acabaria por optar pelo amor puro e sincero do amigo a sofrer o eterno desprezo do Uchiha. Era uma questão de tempo. Mas Hinata não conseguia ter inveja da Haruno, de modo algum. Sakura sempre a aconchegara com seu sorriso doce e sua amizade fiel e sincera. Todas as vezes que era menosprezada pelo pai, encontrava na alegria e receptividade da rosada, a fuga para seus problemas, apesar da amiga não saber tudo por que a Hyuuga passava, pois Hinata julgava ser um fardo que só ela mesma poderia carregar, sem ter que preocupar ou causar pena em ninguém.
- Hinata... Você não quer me contar alguma coisa?! – incentivou a Haruno. – Eu notei que você tem estado um pouco abatida nos últimos dias... O que houve? – questionou.
- E-Eu? N-Não tenho nada pra falar S-Sakura-san... Eu estou bem... – disse Hinata, tentando esconder sua tristeza.
- Hinata, eu te conheço desde criança! Não vai conseguir mentir pra mim assim tão facilmente... – disse a princesa Haruno, balançando o dedo indicador negativamente para expressar sua convicção e depois pousando o mesmo dedo na testa da amiga de olhos perolados.
- S-Sakura-san! O.O E-Eu... Eu não queria ficar no meu castelo, só isso... Quando estou lá, a única coisa que faço é ouvir meu pai me criticar e inferiorizar... – confessou Hinata, se escondendo em sua franja.
- Eu sinto muito, Hinata... – lamentou com um sorriso sincero a Haruno – Demo [2] eu sei que seu pai vai reconhecê-la um dia... Você é uma grande princesa! Trata a todos do reino com muita harmonia e bondade - reconheceu. – Quero estar no seu castelo no dia em que for coroada rainha! – incentivou Sakura, estendendo a mão com um "jóia". n.n b
- A-ari-gatou S-sa-kura-s-san - falou bastante tímida a Hyuuga
- Pode me chamar só de Sakura... Conhecemo-nos há bastante tempo pra você ser tão formal... – disse Sakura com um sorriso.
-Wakata Sa-sakura-san, quero dizer, Sakura - falou Hinata com um sorriso.
A conversa entre as duas princesas continuava num tom mais baixo que o normal, já que a Hyuuga não falava muito alto, sendo assim, só as duas ouviam o diálogo.
- A lua está linda hoje não é mesmo, Sakura-s... Sakura - admirou Hinata.
- Verdade... Sabe Hinata, você se parece muito com a lua... E não é só por causa dos seus olhos perolados... Seu tom branco guarda uma pureza e uma tranqüilidade inigualáveis e seu brilho ilumina a escuridão do coração das pessoas. - falou singelamente Sakura enquanto repara na lua crescente a qual matinha o mais puro branco.
- A-Arigatou... A-Arigatou Sakura-s... Sakura... Por sempre me apoiar e me incentivar... – disse Hinata com um sorriso de gratidão.
- O que é isso Hinata... É pra isso que servem os amigos não é?! – respondeu a Haruno, com seu característico sorriso doce.
O silencio instalou no local por um breve instante, até as duas princesas ouvirem o chamado do guarda pálido que viera para suprir a falta de seguranças.
- Hime-sama[3], não fique muito pra trás, por favor! – alertou Sai.
-Hai, já estamos indo. – respondeu Sakura.
Minutos depois as duas garotas se juntavam aos outros amigos. A conversa as entretera tanto, que nem perceberam que haviam ficado para trás.
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As duas jovens princesas já estavam juntando-se ao grupo.
- Sakura-san, você é uma princesa e deve ser cuidar – alertou Lee – Não podemos perder uma princesa tão graciosa como o começo da primavera...
- A-a-arigatou – respondeu Sakura em tom tão vermelho que lembrava a Hinata.
Lee virou para trás enquanto andava e começou a conversar com a princesa Haruno, dizendo o quanto ela era boa, gentil e linda. Sakura se encontrava muito encabulada com os elogios de Lee, nem conseguia pensar em nada. Hinata continha uma risada enquanto via o jeito da amiga. Naruto olhava emburrado, Sasuke tentava manter-se imparcial com a cena, mas quem o conhecia sabia que estava levemente irritado e Sai estava alerta, como se a cada centímetro que Lee se aproximava de Sakura fosse um perigo.
- Não existe outra princesa tão gentil e doce como você Sakura-chan – Lee tagarelava – Você é muito....
- Cuidado Lee! – interrompeu Sakura.
Era tarde demais. Lee batera com tanta força no galho de uma das árvores que acabara por cair bruscamente do cavalo, ganhando assim um leve inchaço na cabeça.
– Lee! Você está bem? – perguntou aflita a princesa.
Sakura desceu rapidamente de seu cavalo e agachou-se para examinar minuciosamente o ferimento que Lee ganhara pelo choque contra o galho. Imediatamente perguntou:
- Sai, ainda tem curativos em sua bolsa? – perguntou Sakura.
- Hai, hime-sama. – respondeu Sai entregando à princesa uma bolsa com ataduras e remédios.
Sakura começou então a limpar cuidadosamente o ferimento, com suas mãos delicadas e precisas. A leveza com que passava o remédio contido em um dos frascos fornecidos por sai fazia a idéia de estar machucado ser esquecida por Lee, afinal não era qualquer um que teria a regalia de ter a princesa como enfermeira
O guarda parecia não estar nesse mundo. Sakura cada vez o encantava mais, e embora soubesse que era impossível qualquer relação com a garota, já que ele era um simples servo do palácio, ele ainda a contemplava com admiração e afeto.
"Ela é perfeita", pensava ele, enumerando todas as qualidades da garota mentalmente. Quem desejaria mais da vida com uma garota meiga, amorosa, inteligente, determinada e bondosa como Sakura?! Era o que Lee se perguntava, sonhando com uma vida ao lado da princesa para si.
Enquanto isso Naruto observava a cena num misto de inveja e revolta. Ele sabia que a amiga sempre ajudava a todos, sem distinção, mas essa sua característica era demais até mesmo para ela. Sakura sempre ajudara as pessoas com todo a dedicação e amor que conseguisse, mesmo que involuntariamente. Era algo dela. Mas ter que olhar aquela cena o deixava fervilhando. Lee era só um guarda, não merecia tal atenção. E em sua cabeça ele mesmo admitia que na verdade ele desejaria apenas estar em seu lugar, afinal ele a conhecia a tantos anos... Mesmo assim nunca fora tratado daquele jeito. Embora não pudesse reclamar de Sakura de modo algum, afinal ela a acolhera, mesmo não tendo sangue real, ela o tratava como igual, como um irmão... E toda vez que o garoto pensava no modo sem nenhuma outra intenção da parte dela, toda vez que ele pensava que nem sequer passava pela cabeça dela a possibilidade de tê-lo como seu companheiro e amor, seu coração se entristecia. A companhia dela era indispensável para ele, como ar para os pulmões, mas o fato de ter conhecimento de quem fazia o coração da garota bater mais forte o dilacerava. Ainda mais sendo essa pessoa seu melhor amigo. Ele negava para sim mesmo que ela amava Sasuke, para que seu coração pudesse ter uma esperança. Uma vida sem Sakura não tinha brilho. Ela era seu brilho de todas as manhãs. Pensar nisso o deprimia. Mas antes um guarda estar sendo praticamente acariciado com o tratamento médico da garota do que o amor de sua vida, isso sim lhe partiria o coração, porque seria num ato desses que Sakura demonstraria que sua vida girava em torno do garoto. E ele nem poderia se sentir mal por isso, afinal ele sentia a mesma coisa... por ela. Naruto interrompeu-se de seus pensamentos para olhar a sua volta com racionalidade.
Hinata observava a cena com igual atenção. Analisava as expressões do loiro, e seu coração doía ao ver que seus olhos transpareciam tristeza. Ela sabia que se olhasse para a tristeza dele por mais alguns momentos suas lágrimas insistiriam em alcançar-lhe o rosto, então escondeu-se em sua franja para esconder-se da realidade. Mas ao desviar-se um pouco dos olhos azuis que a fazia sonhar, deparou-se com um incomodado Uchiha pensando em algo que o distanciara deste mundo, então a garota cogitou que o moreno estivesse com ciúmes, mas pensou que seria mais racional aceitar como verdade que ele estava entediado com a demora dos curativos de Sakura.
Ao notar que todos a observavam esperando que terminasse logo o curativo, Sakura sugeriu:
– Minna [4], podem ir na frente se quiserem, parece que vai demorar um pouco para terminar o tratamento do Lee e não quero atrasar nossa viagem, principalmente pelo objetivo importante que ela tem.
- Claro que não Sakura-chan! Acha que vamos te deixar aqui sozinha com... sozinha aqui na estrada?! – gritou Naruto exaltado, olhando com uma mescla de raiva e inveja de Lee.
- Não. Ela tem toda a razão... Vamos indo na frente mesmo. – disse friamente o Uchiha. Aquela cena o dava náuseas. [N/A: Por que será né gente?! =D
Aquelas palavras causaram um choque no rosto antes concentrado de Sakura. Embora tenha sugerido que fossem na frente, não esperava que o Uchiha fosse aceitar tão prontamente. Ela já se acostumara com seu jeito frio, mas não insensível. Era apenas seu jeito de ser, o que podia ser explicado com seu passado nem tão agradável, mesmo assim ela não esperava que ele desprezasse tanto o fato de ela ficar para trás na viagem.
- T- tudo bem, podem ir na frente – disse a princesa, com a voz falha depois das palavras do Uchiha – Logo estaremos a caminho, não é mesmo Lee?
- Hai, Hime-sama – falou Lee com os olhos brilhando de admiração.
Então Sakura continuou com os curativos de Lee, enquanto via seus amigos se distanciarem.
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Hinata ainda olhava para trás. Uma sensação estranha tomava seu corpo, como se algo horrível estivesse prestes a acontecer. Uma aflição entorpecia sua mente, então Hinata tentou prestar atenção na estrada, a fim de desviar sua mente de pensamentos tão ruins, mas foi em vão, pois a estrada escurecia cada vez mais, fazendo com que um arrepio percorresse a espinha da garota de olhos perolados.
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Sakura acabara de tratar o ferimento de Lee, satisfeita com o trabalho concluído.
Plaft! O barulho de um galho se quebrando fez com que os cavalos de Sakura e Lee saíssem em disparada, deixando seus respectivos donos no meio da mata, sozinhos. Sakura ao ouvir o barulho deu um pulo. Os dois estavam na beira da estrada escura, no começo de uma densa floresta.
- Hime –sama, você está bem? – perguntou o Lee,vendo a expressão da jovem flor.
- H-Hai [5] – disse a princesa, ainda assustada.
- Não se preocupe Sakura-chan, eu vou te proteger de todo mal! Não se preocupe, estou aqui para dar minha vida para salvá-la – falou Lee em meio a um sorriso de orelha a orelha.
- A-arigatou Lee... – agradeceu com um sorriso, ainda com receio de andarem naquela estrada escura e abandonada.
Lee levantou-se com a ajuda da princesa, e então seguiram o caminho até conseguirem chegar onde seus amigos estavam. A floresta parecia outra naquele momento, não havia som algum, nenhum animal aparecia no meio do caminho, Sakura seguia o caminho ao lado de Lee,ondas de medo e de terror passavam pelo seu corpo, suas mãos estavam juntas umas das outras perto de seu peito.A garota tremia. E como tremia! Qualquer barulho de galho a assustava, mas algo estava estranho. Não era só um tremor de medo, havia algo mais, algo que ela não sabia o que era, algo que incomodava mais... Como se o elo que unia seu coração ao corpo fosse se romper, como se tudo fosse quebrar na negra noite.
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Naruto estava entediado, ainda na sua mente via a imagem de Sakura tratando de Rock Lee, que por sinal estava demorando muito para voltar. "Se aquele sobrancelhudo fez alguma coisa para a Sakura-chan, ele vai se ver comigo" pensava sem parar. Em sua mente martelava ele se perguntava o porquê da demora, como um relógio descompassado em sua cabeça. Não agüentando mais falou:
- Teme! [6] Você não acha que a Sakura-chan está demorando? – perguntou para o Uchiha que se encontrava ao seu lado.
- Hunf.... Ela é uma princesa Naruto, ela tem todo direito de fazer o que quiser – respondeu indiferente o jovem.
- Ah!!!!!!!! Temee, mas é estranho ela ficar lá trás com o sobrancelhudo.- berrava Naruto.
- Esqueça disso Naruto, e ande logo... – falou seriamente o Uchiha.
Naruto ficou com uma expressão de irritação no rosto, mas continuou caminhando.
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Uma densa neblina cercava a floresta nesse momento. Lee e Sakura continuavam andando lentamente, então ambos depararam-se com a figura de uma mulher ruiva caída na floresta.
- Lee olha tem uma garota caída ai! – Alertou Sakura, enquanto Lee assentia com a cabeça. – Ela pode estar ferida, temos que ajudá-la.
Lee fez que sim com a cabeça, seus olhos arredondados continham um brilho de admiração. Sakura era uma excelente pessoa. Todo reino orgulhava-se dela e de sua família. Não importava o que acontecia e nem a quem acontecia, sempre a família Haruno estava disposta ajudar. Sakura era um belo botão de esperança para o povo.
Então Lee e Sakura começaram a andar lentamente em direção a mulher ruiva. O silencio se instalou no local, dando a impressão de que ia devorá-los. Lee só tinha uma coisa em sua cabeça: proteger a princesa. Era muito honroso saber que estava servindo-a. Ninguém acreditava que Lee seria um bom guarda e nem que ele se tornaria um guarda real, e essa sensação de poder agora proteger a princesa lembrou-o de sua infância.
- Flash Black on -
Lee caminhava pelos arredores da propriedade Haruno, caminhando preocupadamente martelando em sua mente sobre o que faria de sua vida. Seus amigos e os meninos de sua idade sonhavam em ser guardas de umas das grandes famílias reais, mas ele não tinha nenhum talento para ser guarda e muito menos nenhuma motivação para tal profissão.
Enquanto andava, via um belo campo de flores que era um verdadeiro mar de flores e dentre as muitas rosas, narcisos e girassóis encontrava se uma linda menina de cabelos rosados, enfeitado por varias florzinhas. Seu sorriso ofuscava o brilho do sol, seu rosto era tal meigo que parecia um cristal que podia ser quebrado a qualquer toque inadequado. Lee ficou atrás da arvore vendo a pela criança brincando com as flores e borboletas. As damas que estavam ao seu lado soltavam risinhos a cada brincadeirinha da menina. Quando se deu conta, Lee viu que já estava anoitecendo, então alguns guardas se aproximaram. Foi então que Lee reparou nos seus trajes. Eram guardas reais, guardas treinados a dar a vida pela família real, o que fez Lee deduzir que aquela garotinha só podia ser a filha dos Haruno, o novo botão de cerejeira, a alegria do reino.
Aquela garotinha que parecia ser esculpida em cristal por criaturas mágicas era a princesa. Nesse exato momento Lee sentiu uma enorme vontade protegê-la, de cuidar para que nenhum mal acontecesse e que nada tirasse aquele lindo sorriso inocente de sua face.
Lee viu a princesa indo embora para o castelo então resolveu voltar para sua casa, com o intuito de ser um guarda bom para sua princesa. Ele agora estava na floresta, porém conforme a escuridão caía o garoto notava que estava se perdendo. O garoto corria como louco, bateu com força a cabeça em alguém, o que o fez ir ao chão. Então olhou para cima e viu que era um guarda real que estava fazendo a ronda. O guarda tinha uma roupa verde, seus cabelos eram em formato de cuia e seus olhos eram confusos. Lee sentiu um pouco de medo ao ver o guarda.
- Tudo bem com você criança? – perguntou o guarda.
- S-sim, desculpe – falou Lee enquanto fazia uma reverência.
- Pare com isso! Qual é o seu nome? – perguntou o guarda real.
- Sou Rock Lee – disse ao ser levantar.
- Muito prazer Rock Lee, sou Maito Gai – disse o guarda, levantando o dedo polegar em um sinal de tudo bem, acompanhado com um sorriso.
Lee ficou impressionado com o guarda, que, depois de conversarem, o ajudou a chegar em casa. Lee adormeceu com um único propósito em mente: ser um guarda real para proteger a pequena princesa.
No outro dia a tarde, Lee estava treinando em uma clareira da floresta, já que queria ser um bom guarda. Seus cabelos compridos mantidos presos por uma trança estavam molhados por causa do suor. Todos os seus colegas diziam que ele não conseguiria ser um bom guarda por ter uma péssima habilidade com espada e ser um pouco ruim em luta corporal, o que o deixava muito chateado, mas não o abalava de todo. Ele treinava sem parar e nem percebeu que uma pessoa se aproximava do local, quando Lee caiu no chão exausto, seu corpo não agüentava nem ficar em pé, foi então que ele percebeu que o guarda real Maito Gai estava na clareira vendo-o.
- Por que ser esforça tanto jovem Lee? – perguntou Gai com uma voz pensativa.
- Para ser um bom guarda real e proteger a princesa... Mas todos acham que eu não sirvo pra isso. – falou Lee, sentando na grama.
- Sabe Lee, você me lembra muito eu quando criança, sabe por quê?
- Por causa da aparência? – respondeu Lee.
- Hahaha, não. É o fogo da juventude dentro de você, sua determinação é incrível. E eu era assim também... – Lee olhou para o homem na sua frente com os olhos brilhando de admiração.
- Você quer que eu o treine? – perguntou Maito olhando fixamente para o garotinho ao seu lado.
- HAI! – disse Lee sem pensar duas vezes. Ser treinado por um guarda real era como estar mais próximo de realizar seu sonho de proteger a princesa.
- Mas eu aviso que não será nada fácil. Eu te mostrarei o caminho, mas você vai ter que segui-lo com suas próprias pernas – falou Gai.
- Aceito, por favor me treine!! – disse Lee entusiasmado, mas ao mesmo tempo suplicante.
- Tudo bem, irei treiná-lo. – finalizou o guarda.
Foi então que tudo começou, depois de alguns anos Lee havia se tornado guarda real apenas com seu esforço e boa vontade.
- Flash Black off -
Lee reparou que a princesa estava um pouco nervosa e preocupada, por causa da jovem que estava caída ao chão logo a frente.
- Não se preocupe princesa, ela estará bem. – disse Lee fazendo sua pose favorita de jóia.
- Certo! – disse Sakura ficando um pouco aliviada.
- Princesa fique atrás de mim, pode ser meio perigoso. – informou Lee enquanto mantinha-se a frente da princesa.
Sakura agora caminhava um pouco atrás de Lee, em direção a jovem caída na floresta. Uma onda de pavor passou pelo seu corpo. A cada passo Sakura diminuía o ritmo. Seu corpo estava tomado por um medo irracional. Um instinto de temor a controlava, ao qual nem mesmo Sakura sabia de onde vinha.
Quando Lee chegou perto da garota caída, Sakura sentiu uma mão fria envolvendo sua cintura e outra sua boca, impedindo um grito.
Lee estava perto da mulher, quando sentiu algo estranho e virou-se para ver o que era, quando viu sua princesa nas mãos de um homem cujos cabelos acinzentados iam até os ombros. Sua expressão era séria e seus olhos verdes mostravam o quão frio ele era.
Ao ver a princesa Haruno presa por tal homem, Lee já se preparava para lutar, mas sentiu uma espada envolta de seu pescoço, e ao virar-se um pouco, notou que era a garota ruiva que estava caída no chão.
"Era tudo uma armadilha!" pensava Lee "O que eu faço? Como posso proteger a princesa?".
- QUEM SÃO VOCÊS??? O QUE VOCÊS QUEREM? – gritou Lee, os olhares dos estranhos pousando sobre seu rosto gélido e apreensivo.
Glossário
1 Daijobu – Tudo bem
2 Demo – Mas
3 Hime-sama – Princesa
4 Minna – Pessoal
5 Hai – Tudo bem, ok
6 Teme – Maldito e afins
No próximo capítulo: Por que motivo teriam sido Lee e Sakura interceptados por estranhos na floresta? Qual será o resultado desse desafortunado acontecimento vivido pela princesa e seu guarda?
Yo minna-san! T_T
Eu sei, podem me odiar. ú.ù
Eu mereço.. Vão em frente....
Sério, eu fiquei MIL ANOS [o pior de tudo é que é literalmente, com um leve exagero =P] sem postar... Me desculpem...
Realmente, não estava acostumada com o ritmo de ensino médio e técnico ao mesmo tempo e estive exaustivamente ocupada nos últimos meses...
Que vergonha não ter postado nada por um período tão longo...
Mas tentarei postar o mais rápido que eu puder/conseguir, ok?! T_T
Meu sincero muito obrigado ao ou a S que deixou uma review no último capítulo! *0*
É um incentivo e tanto... ^^'
Espero que tenham gostado do capítulo... Fiz com toodo o meu coração! *-*
Abraços a todos! =]
PS.: Me desculpem se houver alguma formatação esquisita, mas é que esse site não vai com a minha cara, aí às vezes ele não muda algumas coisas quando eu mudo! ¬¬'
