Casal: CedricxHarry
Classificação: Slash, Angst
Notas: Eles não pertencem a mim, infelizmente. E culpem o filme por essa história existir. 8D Eu não tinha percebido as probabilidades no livro antes.
Primavera tardia – terceira parte
Harry não conseguia evitar de rir. Hermione se enrolar com as palavras era algo raro e ele queria aproveitar muito esse momento! Não sabia que a amiga era tão tímida quando o assunto era relacionamentos.
Logo seu divertimento sumiu. Ele viu um grupo de alunos se aproximar. Alunos da Lufa-lufa. E Cedric estava com eles. Harry lutou com todas as suas forças para impedir seu rosto de corar, pois ao olhar o aluno mais velho, se lembrava da noite do baile inevitavelmente. Do beijo.
- Harry, posso falar com você um minuto?
A voz saíra tão fria e impessoal que o grifinório se assustou. Ele olhou de esguelha para Hermione essa lhe sorriu, se afastando em direção ao castelo. Ele voltou seu olhar para o loiro.
- Eu...não pude agradecer ainda pela dica que você me deu da primeira tarefa.
O moreno o encarou, sentindo-se gelar diante do olhar que recebia do amigo. Se é que ele ainda era isso, devido a sua fuga covarde.
- Não...precisa agradecer. Sei que você faria o mesmo por mim.
- É por isso que estou aqui. – disse Cedric, pegando Harry pelo braço e afastando-se um pouco dos amigos, que trocaram risinhos debochados – Você já descobriu a pista do ovo?
- Ainda não.
- Então...sabe o banheiro dos monitores? Leva seu ovo pra lá, toma um banho...ok?
Harry encarou-o incrédulo. Isso era algum tipo de piada? O loiro soltou seu braço e começou a se afastar em direção aos amigos.
- Toma um banho..coloca o ovo na água quente...e rumina sobre algumas coisas...tá bom?
Ele apenas acenou com a cabeça estupidamente. Ele viu o outro se afastar com os amigos e uma pontada de inveja o atingiu. Ele queria ser amigo de Cedric novamente. Mas como faze-lo?
Ele era educado na maioria das vezes. Sabia que ser polido com as pessoas lhe causaria menos problemas. Mas no momento ele queria mandar a educação às favas. Principalmente com Murta.
Era pedir demais, ter um pouco de privacidade? Tudo bem ela, lhe ajudara a desvendar a pista da segunda tarefa, mas agora ele queria ficar sozinho.
- Harry está tão sonhador hoje... – ele ouviu a voz lamuriosa comentar ao seu lado.
- Murta! – exclamou, perdendo seu fio de paciência – Será que agora, pelo menos por alguns minutos você poderia me deixar em paz? E sozinho?
A garota fantasma deu um gemido choroso e levantou-se no ar. Após reclamar com ele, ela sumiu dentro da encanação. O moreno sentiu um pouco de culpa de estourar com ela assim, mas tanto melhor.
Ele ajeitou-se um pouco mais na água morna, sentindo o cheiro da espuma perfumada. Sem perceber sua mente imaginou que Cedric deveria ter feito a mesma coisa que ele, há alguns dias atrás.
Ele abriu os olhos, encarando o teto. Cedric também devia estar assim, relaxado contra a banheira, sentindo a espuma acariciar seu corpo, aquele corpo tão bem feito.
Harry sentou-se, assustado. Porque estava pensando no corpo de Cedric? Ele lambeu os lábios secos, a memória do beijo trocado entre eles ecoando na sua mente. Fora seu primeiro beijo, mas ele duvidava que algum outro seria tão bom. Suas mãos balançavam a água suavemente e ele sentia cada gota transparente passear por seu corpo pálido.
Ele fechou os olhos novamente, pendendo a cabeça de lado, sentindo seu corpo esquentar lentamente enquanto imaginava mais e mais como que Cedric ficaria completamente nu, naquela banheira. Ele não podia mais evitar.
Suas mãos criaram vida própria e ele desceu com os dedos pelo estômago liso, soltando um ofego ao desenhar círculos pelo seu abdome. Elas desceram mais e mais, até que...
Harry gemeu agoniado ao fechar a mão ao redor de seu membro, que enrijecia lentamente. Ele mordeu o lábio inferior, não querendo realmente fazer aquilo, mas não evitando pensar mais e mais em Cedric. Sua mão começou a se mexer lentamente, num sobe e desce vagaroso, torturante.
Maldito Cedric por faze-lo sentir tanto desejo correr em suas veias! Ele o beijara de forma avassaladora e agora tudo que o jovem bruxo conseguia pensar era que ele queria mais. Mais beijos, mais abraços, mais...
Carícias, ofegos, gemidos, o corpo desnudo do mais velho contra o seu, ambos deslizando juntos na banheira, se esfregando, se embolando, se atacando com intensidade, até que a tensão ficasse insuportável.
Sua mão se movia mais rápido, enquanto espasmos de prazer transpassavam seu corpo.
Queria Cedric ali, junto com ele, sua mão fazendo o que fazia em si, sua boca colada na sua, o gosto de morango se misturando a saliva que escorria pelo canto dos lábios, o cheiro de desejo e luxúria se impregnando no ar, o grunhido que ele ouvira quando o beijara de volta, seu nome sussurrado por aquela voz...
Harry gemeu alto quando chegou ao ápice, a água se tornando esbranquiçada com a prova do seu orgasmo. Ele ofegou, suas bochechas coradas pelo prazer intenso. Aos poucos ele voltava ao normal, seus sentidos se controlando.
Completamente em silêncio ele saiu da banheira e secou-se, pronto para voltar para o dormitório. Sua mente estava resoluta. Ele ia falar com Cedric e resolver isso de uma vez por todas.
A voz de Rony ao seu lado apenas fazia eco em seus ouvidos. Toda sua mente estava focada no casal a poucos metros de si. Cedric e Cho. Ele observava o loiro arrumar os cabelos negros da chinesa, ainda encharcados por causa da segunda tarefa. Harry encolheu-se mais dentro da enorme toalha que o envolvia. Não sabia de quem sentia mais raiva: da menina ou do mais velho.
Ele ergueu-se, seguindo os alunos da Grifinória em direção ao castelo, quando uma mão se fechou em seu pulso. O moreno virou-se violentamente e arregalou os olhos ao ver quem era.
- Cedric?
O mencionado sorriu levemente. Então disse.
- Será que podemos conversar Harry?
O jovem bruxo arqueou a sobrancelha. Então concordou silenciosamente, corando ao se ver puxado pela mão pelo outro, fazendo-os se afastar dos outros alunos. Eles chegaram na entrada da floresta proibida e Harry podia ouvir os latidos de Canino ali perto. Ele encostou-se a uma árvore, puxando a toalha mais para si. Cedric se encolheu em sua própria toalha e encarou-o.
- Porque fugiu?
Olhos verdes o encararam de volta, timidamente. O jovem não sabia bem o que dizer, toda sua determinação parecia ter sumido.
- Eu...não sei...
- Foi por causa do beijo? Porque se foi por isso, me desculpa ta? Eu assumi errado, não dev... – o loiro parou de falar ao sentir o moreno abraçado contra ele.
Ele sabia que se martirizaria depois com essa atitude, mas no momento seu coração batia acelerado ao sentir-se envolto pelos braços fortes do mais velho. Eles ficaram um tempo assim, em silêncio. O grifinório então ergueu o rosto e alimentando-se da pouca coragem que ainda lhe restava, beijou o outro timidamente nos lábios. Então se afastou, sussurrando:
- Desculpa ter fugido.
O que houve a seguir pareceu um borrão para ele: Cedric prensou-o contra a árvore e beijou-o agressivamente, um beijo de verdade. Harry gemeu baixo ao sentir a língua do outro contra a sua e logo as toalhas foram esquecidas no chão enquanto os dois corpos úmidos e frios da água do grande lago se colavam um ao outro, com beijos mais e quentes e famintos.
O loiro se afastou da boca vermelha do outro longos minutos depois, com a respiração ofegante. Ele encostou sua testa na do jovem e disse, baixinho:
- Fiquei com saudades...de estar perto de você.
Harry sorriu, apoiando as mãos na cintura do outro. Então disse:
- Pode ficar perto de mim...o tempo que quiser.
Quando Harry entrou na sala comunal da Grifinória, se dirigiu até o banho, querendo ficar sozinho com suas lembranças. De Cedric e seus beijos embriagadores.
O beijo fora estalado e rápido, roubado. Cedric sorriu para Harry e então eles seguiram até o campo de quadribol. O loiro comentou displicente.
- Que é que você acha que vai ser? – eles caminhavam na noite nebulosa – Fleur não pára de falar em túneis subterrâneos, acha que vamos ter que encontrar um tesouro.
- Isso não seria nada mal. – comentou, ainda sorrindo, sua boca formigando pelo beijo roubado.
Eles logo chegaram no campo de quadribol. Depois de ouvir de Ludo Bagman sobre a terceira tarefa e o labirinto, Harry queria muito voltar para o castelo e quem sabe escapar com Cedric para algum lugar. Desde o dia da segunda tarefa eles quase não tiveram tempo sozinhos. Mas Krum interrompeu seu pequeno devaneio amoroso.
- Posso falar com você?
O moreno olhou de relance para o loiro e este murmurou: 'me chame mais tarde'. O jovem bruxo sorriu e virou-se, querendo saber o que o búlgaro tanto queria.
Harry tinha a cabeça a mil. Hagrid deixara-o na porta do castelo, pois queria logo voltar para o lado de Dumbledore. O moreno sabia que deveria obedecer as ordens do diretor, deveria ir para a sala comunal...mas sua mente discordava veemente.
Sem pensar mais, ele virou-se e foi em direção ao banheiro dos monitores, que sabia estar vazio a esta hora. Ele foi andando e pegando a varinha, murmurando:
-Comunicatte.
Então escreveu na mão direita com a varinha: 'Cedric, me encontre no banheiro dos monitores, por favor.'
Ele precisava do loiro. Depois daquele acidente com o Sr. Crouch, ele precisava da presença e dos beijos arrebatadores do mais velho. Só aquilo lhe confortaria agora.
Fim da terceira parte
Logo tem mais!
Mystik
