Disclaimer: me pergunto se escrevo 'disclaimer' certo... hmmm... Inuyasha naum é meu, mas eu já peguei no rabinho dele uma vez (no fluffy, gente, no fluffy) xD
Aqui está, o capítulo 4! Levei 5 dias pra digitar, e olha que é pouca coisa! Bom, vamos ver...
... o.o
xP
Acho que não tenho muito o que falar!
Esse capítulo é dedicado à Nicki-san, que pelo visto está acompanhando a fic desde o comecinho, assim como a Kagome Juju, a Manu, a Neiva e a Sisical. Ah, e Mira, a Mira nos agradecimentos era você mesma, e aqui está você de novo! E dedico também para a Samy-san, que deu uns pulinhus bonitinhos que eu vi!
Capítulo 4 - Casamento!?
"Co-como?", Kagome estava assustada. Esperava ter ouvido errado.
"Acredito que a senhorita ouviu bem." Naraku continuou caminhando pela sala. "Pense assim. Já consegui as terras de quase todos os reinos ao norte de Nihon. Só falta as do seu reino, e o norte será todo meu. Porém, ouvi dizer, o rei de Aoitsuki já domina completamente o Sul e o Oeste desse país. Eu pretendia guardar forças para lutar contra ele. Pretendo conquistar suas terras nos próximos 3 anos." Naraku se virou para ela. "Está entendendo?"
"S-sim..."
"Não quero perder tempo nem homens em uma guerra contra seu exército insignificante.", ele olhou seriamente para ela. "E acho que Sua Alteza deveria aceitar. Pelo menos assim continuaria cuidando do seu 'povo'", disse sorrindo. Ele sabia até os motivos de hesitação da Princesa!
Kagome caiu desamparada em sua cadeira. Estava sozinha, não havia Sango por perto dizendo que tudo daria certo. Se pelo menos seu avô estivesse por perto, ou até mesmo o próprio General Sanders, tinha certeza de que achariam a melhor resposta para a situação.
Naraku observava a agonia da moça com prazer. Kagome estava olhando para o papel com as propostas que ela havia escrito como se aquele papel contivesse sua salvação.
Não. Ele não aceitaria nenhum acordo dela, ele mesmo disse.
"T-tudo bem: eu aceito sua proposta."
--oOo--
"E então, sr.monge?", perguntou um dos soldados.
Miroku estava com o ouvido grudado na porta do escritório. Fora ele e os quatro guardas - dois de Kagome e dois de Naraku -, não havia mais ninguém no corredor.
O monge desfez a cara séria e sorriu para os dois guardas de Kagome. "Está tudo certo! Muito obrigado pela compreensão, mas sabem como é... nos dias de hoje não é bom deixar moças inocentes nas mãos de homens desconhecidos. Até onde se sabe, até mesmo monges como eu podem se aproveitar da situação!", falou rindo e se afastando, evitando mais olhares secos dos dois soldados da guarda de Naraku. Os dois soldados de Kagome concordaram e riram com o monge. Realmente, ele cativou muitos no castelo.
Mal virou o corredor, Miroku acelerou o passo. Não que qualquer coisa que Naraku fizesse agora iria afetar o plano, mas algo em seu interior preocupava o monge. Será que ficou tanto tempo na companhia da Princesa a ponto de ser cativado por sua preocupação pelo povo?
--oOo--
Sango saiu bufando do quarto da Sra. Araki, acompanhada de Ayame. Ela estava furiosa. Sabia que a Sra. Araki lhe daria uma bronca, falando sobre etiqueta e como se portar na frente de gente importante, mas não imaginou que mentiria, usando seu irmão como desculpa, só para afastá-la de kagome.
Ayame ia atrás da amiga, morrendo de medo. "M-me desculpa, Sa-Sango... é que..."
"Eu sei que não foi sua culpa, Ayame", falou, tentando controlar a raiva para não descontar na menina, e apertando mais o passo. Se Naraku deu um jeito de afastá-la de Kagome, é porque queria falar algo apenas com ela, então provavelmente deu um jeito de se livrar do Conselheiro e qualquer outra interferência. Afinal, se a presença de uma ninguém como Sango - já dizia a Sra. Araki - afetaria a reunião, imagina então a presença do próprio Conselheiro!
Kagome estava debruçada sobre uma folha, escrevendo um texto longo com a pena, enquanto Naraku, ao seu lado, lia atentamente tudo o que a Princesa escrevia. Sango entrou com Ayame no instante em que Kagome parou de escrever. Apenas um dos guardas de Kagome tentando impedir - os outros três desacordados do lado de fora.
"Aqui está", Kagome entregou a folha para Naraku. Este deu uma lida rápida e assinou no final da página.
"Kagome!", Sango chamou, correndo até a amiga. Kagome continuava de cabeça baixa. "Kagome, o que aconteceu?", perguntou, olhando com fúria para Naraku.
"Acho que você gostaria de conversar com sua amiga em particular", falou Naraku, com um sorriso nos lábios.
Kagome se levantou. "Sim. Resolveremos os detalhes mais tarde", disse, saindo da sala com Sango e Ayame.
Ao chegarem no corredor, Sango pediu, irritada. "O que ele te fez, Kagome!?"
Kagome começou a correr, não queria discutir isso nos corredores. Assim que chegou em seu quarto esperou Sango dispensar Ayame e entrar, e trancou a porta. De costas para a amiga, falou. "Ele me pediu em casamento."
"O quê!?" Sango não acreditou. Esperava que ele tivesse atacado Kagome, ou algo do tipo. Mas casamento!? "Ah não, não me diga que aceitou!"
Kagome escorregou até o chão e começou a chorar. Não... não era assim que queria as coisas; casamento, felicidade, príncipe encantado - tudo desmoronou. Chorou mais forte. "Ah não... Kagome, não chora..." Sango correu até a menina e a abraçou. "Calma, tá tudo bem...". Era tudo que Kagome queria ouvir, mas que infelizmente não acreditava.
--oOo--
Sango fazia carinho em Kagome enquanto esta falava o que aconteceu, a voz um pouco abafada pelo travesseiro.
"Ele vai falar com o vovô ainda hoje, eu pedi..."
"Quem sabe seu avô não contorna a situação? Talvez, se o General Sanders se preparar, podemos enfrentar uma gue-"
"Não dá mais!", gritou Kagome, chorando e soluçando no travesseiro. "Ele me pediu para redigir um documento que já faz dele o... o dono de Shikon! O casamento só vai ser para oficializar o título dele e para que eu possa continuar no poder...", falou, chorando agora mais forte.
"Mas Kagome, ele vai querer entrar em uma guerra ainda maior nos próximos anos! Quer arriscar toda a população?"
A menina chorava cada vez mais forte. "Eu não sei, Sango! Não sei mais o que fazer..."
--oOo--
Inuyasha guiava seu cavalo lentamente montanha abaixo. Já estava anoitecendo e Miroku veio buscá-lo: estava na hora de colocar o plano em ação.
"Eu vou lá distrair os guardas. Você entra pelo mesmo lugar de antes, o mestre Mushin está lá afastando todo mundo." Miroku suspirou. Tinha a impressão de que algo daria errado, e ele ainda não tinha filhos para poder correr o risco de enfrentar a fúria de Inuyasha. Ah... se ele pudesse fugir...!
"Que cara de bobo é essa, Miroku?" Inuyasha perguntou irritado.
"Nada não... bom, pode ir, inuyasha. Assim que você entrar eu vou me despedir das belas empregadas e... sabe, esperar a hora certa." Saiu cavalgando rapidamente. " 'Té', Inuyasha!"
"Mulherengo...", resmungou Inuyasha. "Fica pensando em mulher e esquece do trabalho."
--oOo--
Kagome deitou de bruços na cama e tirou seu livro do bolso do vestido. Sango já dormia profundamente ao seu lado. Ela ficou a tarde toda consolando a jovem, e já devia estar cansada de tanto choro e soluço. Sem contar o cansaço de ter que falar sobre homens estúpidos a tarde inteira, com Naraku e Miroku disputando o topo da lista.
Abriu o livro e procurou a parte em que parou. Já leu o livro várias vezes, mas vez ou outra gostava de seguir a ordem da história... ainda mais porque não tinha uma cena favorita - gostava do livro todo.
"Solace, aquele dia, não se levantou. Seus olhos ardiam de tanto chorar. Em seu sonho, via apenas os olhos frios do menino, e chorava copiosamente. Hoje não levantaria. Não queria se arriscar com a chance de encontrá-lo novamente, por mais que uma pequena parte de seu coração desejasse pelo reencontro.
Empregadas vinham e iam, perguntando pelo seu bem-estar. De baixo das cobertas, Solace só perguntava, num fio de voz: 'E o Sol?', quando na verdade queria saber da Lua.
'O Sol brilha com graça', era o que respondiam as empregadas, e o coração da pequena Solace afundava mais e mais... Queria dormir, não por sono, mas para que a pobre Lua pudesse aparecer. Lua Nova era apenas feia.
E o sono que não vinha.
'Está doente?' Ecoou uma voz.
'Não sei...' E como poderia, se mesmo saudável seu coração ardia?
'Vai sair hoje?' Perguntou de novo a mesma voz distante. Era tão fria quanto seus pensamentos.
'Não quero...' Quero, quero... quero sim!, falava cada vez mais alto aquele pedacinho do seu coração, o que mais doía.
'Por quê?'
'Porque...' Por que mesmo? Já estava a tanto tempo assim que quase se esqueceu. '...dói.'
'Seu peito?'
'É...' É. O peito doía, o corpo todo doía... e a dor que não cessava. Levou uma mão até o peito, apertando-o. Nada ajudava.
'O que faz ele parar de doer?'
'Chorar e...' Chorar aliviava a dor, mas não parava.
'E?'
'Morrer...' Isso... Isso faria parar. Mas isso ela não queria.
'Então vamos.'
Solace abriu os olhos, para ver apenas a escuridão de suas cobertas. Não queria ver a luz de seu quarto. 'Vamos aonde?'
'Sair', falou uma voz, que, Solace se deu conta, era de alguém em seu quarto, não em sua cabeça.
A menina saiu debaixo das cobertas rapidamente e arregalou os olhos, vendo a imagem do filho da Lua à sua frente."
Kagome parou sua leitura ao ouvir alguém bater á porta. Levantou. Deitou o livro na mesinha do quarto e foi até a porta. Parou desconfiada. "Quem é?"
"Sua Alteza, é a Sra. Araki! Vim aqui a pedido de Sua Majestade, o rei Naraku, para ajudá-la com os preparativos para o casamento!", gritou a voz da velha mulher.
A alegria de Kagome, conseguida a tanto custo, choro e cansaço, desapareceu. "Mas já?", perguntou abrindo a porta.
A sra. Araki e mais uma cinco camareiras entraram no quarto, carregando vestidos, tecidos, jóias e outras coisas. A sra. Araki indicou a cada uma o que fazer, enquanto caminhou até Sango, que acordava com o alvoroço. "A srta. Sango não precisa ajudar, nós seis já somos suficientes. Seu irmão está no seu quarto te esperando, e o Sr. monge também."
"Ai...", resmungou Sango. Deixar Kohaku com Miroku não era bom, definitivamente. Mas deixar Kagome sozinha depois de um dia desses... "Não se preocupem, eu ajudo", disse, pegando as presilhas e os vestidos
"Humph", reclamou a velha. "Seu irmão vai ficar preocupado, eu disse que você iria..."
"Não tem problema."
Nesse momento, Naraku e mais quatro soldados entraram no quarto. "Ah, vejo que já está se preparando."
"Achei que resolveríamos a data e esses assuntos depois!", falou Kagome, com desgosto só de ver aquele homem.
"Não se preocupe, resolvi tudo com os conselheiros. O casamento será amanhã à tarde."
Kagome simplesmente virou a cara e pegou o que precisava para o banho. Já Sango, que ia acompanhar a moça, parou e se virou para o rei. "Mas Majestade, se o casamento será só amanhã à tarde por que a Princesa tem de se preparar agora? Ela poderia fazer isso amanhã de manhã."
Naraku riu cinicamente e se virou para Kagome. "Sua Alteza deve se lembrar do meu querido amigo, o General Kotatsu. Devo muito a ele e lhe prometi a primeira noite com Sua Alteza, antes do nosso casamento."
Kagome congelou. Não sabia se havia entendido direito o que ele quis dizer, mas todo o seu corpo a mandava fugir para bem longe dali. Sango correu até a amiga. "De jeito nenhum! O senhor não tem esse direito sobre ela!"
"E quem vai me impedir? Sou o rei desse lugar, e o mínimo que a srta. Sango poderia fazer é me respeitar e se dirigir apropriadamente a mim, chamando-me pelo meu título." Naraku estalou os dedos e os soldados avançaram para cima de Sango. "Imaginei que dificultaria as coisas para mim e vim preparado. Levem-na para fora desse andar", disse para os guardas, que puxaram Sango para fora. Kagome olhava para tudo pasmada, não conseguia acreditar no que via, e já ia correr atrás de Sango quando Naraku falou. "Sra. Araki, acho bom prendê-la e amordaçá-la. Acho que ela não vai concordar facilmente com a idéia", disse, referindo-se a Kagome.
"Sim, Majestade", falou a velha se curvando em respeito.
--oOo--
Sango corria desesperada pelos corredores, à procura de ajuda. Quatro guardas de Naraku impediam que qualquer um subisse até os aposentos da Princesa. Ela não conseguiu encontrar ninguém que pudesse ajudar. O General Sanders havia sido mandado para uma região distante do castelo, às ordens de Naraku, para cuidar de uma pequena vila pastoril, e o Conselheiro foi para a cidade, à procura de algo que o consolasse. Estava triste com a notícia de casamento, e até tentou recusar, fez todo o possível para revogar, mas vendo o documento que dava poder à Naraku e a aceitação do resto do Conselho Real, desistiu.
Sango procurou por qualquer viva alma que pudesse ajudar, mas todos estavam ou dormindo - já era noite, ela constatou vendo o céu completamente escuro - ou ajudando Naraku com os preparativos para o casamento e a coroação. Nem Houjo estava a vista, fazendo a guarda no portão principal como era de costume.
Então lembrou do monge! Ele poderia fazer algo a respeito, não? Bom, talvez não, mas que ele a ajudaria, com certeza sim. Correu até seu quarto onde encontrou Miroku e Kohaku jogando cartas.
"Irmã! Nós-" já ia se desculpar Kohaku. Sango não aprovava jogos de azar.
"Sr. monge, por favor me ajude!", pediu, correndo até o monge.
"Farei o que puder, minha cara Sango, mas já aviso que estou de saída. Vim apenas me despedir de minhas queridas camareiras, cozinheiras, faxineiras, jardineiras...", falou, contando nos dedos.
"Ah não!" Sango caiu desolada na cama, assustando tanto o monge quanto o irmão.
"Se você quiser, eu posso vir visitá-la!", se iluminou o monge, achando que a tristeza da mulher era devido à sua partida.
"É a Princesa, Naraku a prendeu e ela vai ter que... dormir com outro homem hoje, antes de se casar com Naraku amanhã!", falou quase chorando. Sango já havia perdido muito na vida - o pai, a mãe, a casa em que vivia. Perder Kagome ou Kohaku seria o mesmo que perder o sentido de viver.
Miroku ficou sério. Não era da sua conta o que acontecia ou deixava de acontecer com a Princesa, mas ele não podia deixar as coisas assim. Ele entregou o baralho para Kohaku e se levantou. "Como eu disse, já estou de saída. Foi bom te conhecer, srta. Sango, e desejo felicidades à senhorita." disse se curvando. Virou para o menino. "Kohaku, fique aqui com sua irmã, e faz um chazinho para ela." disse sorrindo. "O mestre Mushin já deve estar me esperando, então vou indo." Acenou para o menino e saiu do quarto.
Kohaku olhou para a irmã, que parecia sofrer de uma severa dor de cabeça. "Irmã..."
"Nem ele quis ajudar..."
--oOo--
Assim que estava fora de vista, Miroku correu até a cozinha. Ainda era um pouco cedo para o plano, as pessoas estava começando a ir dormir, e o plano dizia para esperar que todos dormissem. Mas esquece. "Inuyasha!", sussurrou para o jardim. "Inu! Vem garoto!"
"Cala a boca, Miroku!", falou Inuyasha, irritado. A brincadeira de infância de chamá-lo de cachorrinho ainda era constrangedora. "O que é? Já dormiram?"
"Bom, não, mas já dá para começarmos. O andar da Princesa está vazio, os soldados estão guardando apenas as escadas."
"Ótimo. Já vou entrando então, vá buscar os cavalos.", disse, entrando na cozinha e abrindo uma das tubulações. Já havia decorado todo o caminho pelos mapas, e se não haveria ninguém nos corredores, sair de uma tubulação para a outra seria mais fácil. Checou o equipamento. Precisaria apenas da corda e de uma espada. "Eu não demoro, vou ver como ela está e dependendo do caso eu já desço com ela."
"Ok...!"
--oOo--
Kagome estava amordaçada e amarrada, deitada na cama vestindo apenas uma camisola quase transparente. Não conseguia parar de chorar, apesar das lágrimas já estarem acabando. Sentia-se traída de várias formas. Onde estava seu avô? E Sango, por que não aparecia? Ou até mesmo Houjo para salvá-la!
As cordas em suas mãos já estavam machucando, e as em seus pés machucaram tanto que eles já estavam dormentes. A mordaça na boca havia secado até sua garganta e Kagome se encontrava com dificuldade até para respirar.
A porta do quarto abriu, e o General Kotatsu entrou, deixando dois homens guardando a porta. "Ah! Naraku realmente me pagou o que devia!", disse, olhando fixamente para Kagome. Ergueu as mãos e mostrou uma garrafa de vinho e duas taças. "Trouxe para bebermos!"
Kotatsu colocou o vinho e as taças em cima da mesinha, jogando o livro de Kagome no chão, e se aproximou dela, tirando-lhe a mordaça. "Acho que não vai conseguir beber com iss-"
"Vovô! Sango!! Houjo, alguém! Ayame, socorr-" ela calou quando Kotatsu colocou a mordaça de volta. O homem fechou a cara com desgosto. "Se não queria beber, era só falar", disse, enchendo uma taça e bebendo. Iria precisar da bebida, visto que a garota era do tipo difícil.
Kagome estava desesperada, pensando em um jeito de escapar dali. Mas como? Estava amarrada até a alma, a mãos presas de forma de que nem água pudesse passar por entre seus pulsos. E ainda fizeram o favor de prendê-la à cama.
Enquanto o homem bebia, olhando sua vítima, Kagome rezava por salvação.
--oOo--
Houjo entrou correndo no quarto de Sango, esquecendo-se completamente de bater na porta do quarto de uma mulher. "Srta. Sango! Mandou me chamar? Kohaku disse que precisava me ver" disse, ofegante. Se Sango o chamou com urgência não era por coisa pouca.
"Ah sim, Houjo! Ainda bem que está aqui... onde estava?"
"B-bom, pelo que parece, Naraku é rei... ele mandou quase todos os soldados até a cidade para divulgar a notícia e alguns novos decretos."
"Entendo... a gente precisa ajudar a Kagome!"
Logo em seguida, Ayame entrou sendo puxada por Kohaku. A moça estava dormindo quando o menino veio chamá-la. Sango pediu ao irmão para encontrar o Conselheiro e o General Sanders, e Kohaku saiu correndo atrás deles. Então, Sango explicou os fatos aos dois presentes e ficou decidido: levariam kagome embora. Ayame foi arrumar as malas de todos - apenas algumas roupas, comida e dinheiro - e pediria a Kohaku, quando este voltasse, para preparar os cavalos. Sango e Houjo foram em direção ao andar dos aposentos da Princesa.
--oOo--
Inuyasha se virava na pequena passagem com facilidade. Já que o andar estava vazio, ele não tinha problemas para ir de uma tubulação à outra, nem se preocupava com o barulho. Chegando perto do quarto da Princesa, Inuyasha ouviu dois soldados conversando baixo. "E Miroku disse que o andar estava vazio...", murmurou, procurando por outro jeito de chegar na tubuluação que o levaria ao quarto da Princesa. Atacar os soldados e fazer confusão estava fora dos planos.
Habilmente, ele lançou uma moeda na direção dos guardas, que se distraíram. Afinal, era uma moeda de ouro. Os dois ficaram discutindo, e nem notaram Inuyasha subindo na tubulação. Chegando no quarto da Princesa ele começou a ser cauteloso. Olhou pela fresta da tubulação de ar. Havia um homem desconhecido no quarto, enquanto que a Princesa estava completamente amarrada à cama e amordaçada, vestindo apenas...
Inuyasha olhou de novo e corou, vendo a imagem da Princesa. Se por causa da idade a jovem ainda não apresentava curvas sedutoras, com certeza a camisola transparente compensava esse detalhe.
Olhando novamente para o homem, que já estava ficando ligeiramente bêbado, Inuyasha entendeu a situação da princesa.
"Eu vou matar o Miroku, fica dificultando as coisas pro meu lado..."
Ele procurou por um meio de se mover pelo quarto e viu uma beirada que corria a parede próxima ao teto. Ele poderia andar por ela até em cima da cama e descer cortando o véu do topo dela. Assim que chegasse na cama, ele calava o homem bêbado e... bom, pelo menos a Princesa já estava pronta pra partir.
Já estava chegando perto do véu quando Kotatsu começou a se engraçar com a Princesa, e Inuyasha notou que ela tentava desesperadamente afastá-lo. Kotatsu já ia passar a mão na perna nua de Kagome quando Inuyasha perdeu a paciência. Sacando a espada, ele cortou o pano e caiu de quatro em cima da Princesa, com tanta habilidade que sequer encostou nela.
Kagome arregalou os olhos e soltou um grito - ou teria, não fosse a mordaça. Ela desmaiou com o susto.
"Q-quem é você?", perguntou Kotatsu, caindo de bunda no chão e tremendo de medo.
Inuyasha checou a moça para ver se ela estava bem e se levantou, indo até a janela. "Isso não te interessa", ótimo, pelo menos Miroku trouxe os cavalos. Inuyasha empunhou a espada em uma mão e apontou para o homem. "E se você chamar a atenção de qualquer guarda, não hesitarei em matá-lo."
"V-vo-você na-não ousaria! Se os gu-guardas vierem, v-você não terá chances!"
"Pft! Idiota, não sabe com quem está falando!", ele rapidamente virou a espada e bateu no ombro do homem com o cabo da espada. Kotatsu caiu desacordado.
Inuyasha foi até a cama e cortou as cordas que prendiam a Princesa à ela, e afrouxou as dos pulsos e pés, que já estavam ficando roxos por falta de circulação. Ele que não levaria a Princesa já toda acabada.
Voltou à janela e amarrou a corda que trazia em uma das grades da janela, e quebrou as outras com o cotovelo.
Pelo menos a missão estava indo bem. Miroku, no jardim, posicionou o cavalo de Inuyasha debaixo da corda.
Inuyasha olhou para a Princesa. Não parecia pesada e para ele não seria problema carregar. Mas com aquela camisola, teria que agüentar os comentários de Miroku o caminho inteiro de volta à vila.
"Dane-se." Ele se aproximou da Princesa, a colocou em seu ombro e a levou até a janela. Checando a segurança da corda, começou a descer.
Continua...
Nihon é o nome do país onde eles estão. Sabe, em um país há vários reinozinhos, e em Nihon o reino de Shikon (o da Kagome) fica bem ao norte.
CABEI!! Desculpa os erros de "portugeis", que eu postei às pressas e não deu pra revisar ainda. Estou postando só pra que vocês que estão desesperados pela continuação possam ler!
