Confusões na mansão Kido.
- ESCUTE BEM! EU VOU FALAR APENAS UMA VEZ! QUEM MANDOU ISSO?
O homem apavorado debatia-se como podia para tentar desvencilhar das mãos de Hyoga, mas isso estava cada vez mais impossível.
- Hyoga! Largue-o! O que pensa que está fazendo? – Shun segurou o braço de Hyoga e o forçou a largar o rapaz que assim que se viu livre saiu correndo para o carro. – Shun olhou para Hyoga e percebeu o quanto ele estava alterado. - Hyoga? O que houve?
O noivo apenas olhou para Shun e o abraçou com toda a sua força.
- Nada meu amor! Nada!
Shun recebeu o abraço, mas sabia que algo estava errado. Olhou em volta no jardim e viu a coroa de flores posta a uma distância maior dos dois. Soltou-se do abraço de Hyoga e foi em direção do arranjo.
Quando ele o desvirou, os olhos pararam sobre a faixa... Abafou um grito e começou a chorar desesperado... Hyoga foi até ele e o abraçou seguido de Eire. No meio dos soluços, uma frase foi perfeitamente ouvida.
- Oh Hyoga! Isso é terrível!
Hyoga o abraçou mais forte ainda e deixou que ele chorasse... O loiro mesmo verteu algumas lágrimas do seu rosto. Kamus curioso foi até a o arranjo e leu a escritura:
- "Vida longa aos noivos! O amor nasceu e morrerá antes do casamento, a felicidade se extinguirá e os laços de amor eterno serão quebrados". Maldição! - Kamus mirou o arranjo e levantando um único dedo, mirou-o e em questão de segundos o arranjo estava congelado. Kamus finalizou pisoteando-o. Olhou para Shun e sentiu o sangue ferver, quem seria capaz de fazer algo tão cruel assim? Concluiu que o amor dos dois jovens estava comprometido.
Milo foi até Kamus e colocou a mão sobre o ombro do Aquariano que após encará-lo voltou as suas atenções para o jovem casal.
Shun continuava chorando sobre o peito de Hyoga que o aninhou e fazia carinho nos seus cabelos, Eire olhava desolada para os dois amigos sem ter noção alguma do que fazer. Kamus soltou o braço de Milo de si e foi até os dois. Olhou com pesar para Hyoga que se fazendo de forte não demonstrava nenhuma reação desesperada, somente as lágrimas correndo sobre o seu rosto. Kamus bateu nos ombros do pupilo que o encarou:
- Força filho! Muita força!
Hyoga mais sussurrou do que disse:
- Como? Mestre, diga-me como?
Kamus voltou a encarar a pequena figura aninhada sob o peito do pupilo.
- Ache forças nele!
Hyoga olhou para a multidão de cabelos esmeraldinos que estavam abaixo do seu queixo e beijou a cabeça de Shun que levantou o rosto molhado de lágrimas para encarar Hyoga.
- Shun?
- Hyoga! Eles não vão conseguir, não é mesmo? Diga-me que tudo não passou de uma brincadeira!
Hyoga sorriu e voltou a acariciar os cabelos de Shun.
- Tudo vai ficar bem meu amor! Tudo!
Eire observando o casal resolveu intervir.
- Shun? Vou fazer um chá de Erva Cidreira para você! Vai ver como vai ficar melhor...
O pequenino a encarou e Eire nunca o viu mais bonito e mais triste, as lágrimas deram ao seu pálido rosto um vermelho escarlate e aos seus olhos um brilho intenso.
- Obrigado Eire!
Hyoga o afastou de seu peito fazendo com que ele o encarasse.
- Shun? Não vamos deixar nada disso nos abalar, não é mesmo?
O virginiano passou a mão pelo rosto para enxugar as lágrimas.
- Não importa quem tenha sido o autor dessa brincadeira idiota, isso não vai nos abalar, certo?
Shun apenas afirmou com a cabeça e foi logo em seguida abraçado por Eire.
- Vamos meu lindo, vamos tomar um chá. – Eire olhou para os outros três homens parados no jardim. – Todos nós! Precisamos nos acalmar!
Milo olhou pela primeira vez para a garota e confirmou com um gesto afirmativo e entrou seguido de Kamus e um hesitante Hyoga.
--------------HS---------HS----------HS----------HS----------HS--------HS---------HS---------
- Como ele está?
Eire mirava Hyoga que descia as escadas em direção a sala.
- Está melhor, depois do chá ele apagou!
Eire apenas desviou o olhar.
- Fico feliz, fiquei assustada com ele.
O loiro sentou-se no sofá seguido de Eire que fez o mesmo.
- O Shun é muito emotivo, depois da batalha contra Hades ele sofreu muito.
- Eu fiquei sabendo de tudo o que aconteceu. - Eire mirou Hyoga. – E também de tudo o que você fez... – O loiro parou de encarar os próprios pés para mirar Eire. – Você realmente o ama, não é mesmo?
Hyoga sorriu; um meio sorriso de canto de boca.
- Sim Eire, ele é a minha vida!
A moça riu e abaixou novamente a cabeça.
- Fico feliz, e não se preocupe, ele vai superar!
- Eu sei disso, ele já superou muitas coisas. Ele realmente é um grande cavaleiro...
- O mais forte dos fortes...
- Sim... Depois da última batalha isso ficou bem claro. Eu sei que amanhã ele estará melhor, ele sempre acredita no positivo, ele sempre tem esperanças. Rs, eu achei que eu não tinha mais solução e ele... – Hyoga encarou Eire com um brilho imenso no olhar. – Ah Eire, ele me mostrou que eu estava errado! Logo eu, no auge dos meus quatorze anos, tão orgulhoso... Ele jamais me deixou, nem quando por minha própria imprudência eu fui parar na casa de Libra... Ele não perdeu as esperanças... – Nervoso ele encarou as mãos. – Ele não desistiu de mim... Por esse motivo, eu não desisti dele quando as batalhas cessaram. Eu já o amava desde então...
Eire que estava comovida levantou-se e deu um forte abraço em Hyoga surpreendendo o loiro, que logo se deixou ser abraçado.
- Hyoga, como eu fico feliz em saber que você encontrou alguém que o faça rir e ver o mundo como algo melhor... Mesmo que...
Hyoga encarou Eire esperando o final da frase.
- Mesmo que o que Eire?
Os olhos azuis o encarando como se ele fosse o bem mais precioso que ela já possuíra.
- Mesmo que não seja eu Hyoga... – Eire levantou, foi em direção as escadas e Hyoga saiu correndo atrás da moça a segurando pelo braço.
- Eire, escute!
A loira virou-se com um sorriso lindo para Hyoga e tocou a sua face de leve.
- Shiii... Não há mais nada Hyoga, o tempo passa e a sua promessa foi mantida, deixe que eu mantenha a minha. O passado é somente o passado. – Eire chorando levantou a mão esquerda para Hyoga. – E o passado uma hora tem que ser esquecido...
- Eire...
- Boa noite Hyoga!
O loiro acompanhou o movimento da moça subindo as escadas, teve vontade de subir atrás correndo, se desculpar por tudo, mas a sua promessa estava feita e seria inquebrantável, assim como a dela. Como ela mesma disse: o passado era somente o passado e tinha que ser esquecido. Ficou durante algum tempo na sala, pensando em suas escolhas e decisões até que encarou o relógio, viu que já eram três da manhã e resolveu subir para o quarto.
Chegando à porta, abriu-a com o maior cuidado possível para não acordar Shun que dormia gostoso na cama. Deitou-se e abraçou o corpo menor, trazendo-o para junto de si.
Shun acabou acordando assustado, mas vendo que era somente Hyoga a lhe fazer carinhos dormiu de novo embalado por aquela mão gostosa que roçava em sua face.
------------HS-----------HS-----------HS----------HS----------HS---------HS--------------------
Shun acordou e vendo que Hyoga não se mexia resolveu deixá-lo dormindo e após se lavar saiu do quarto. Quando desceu as escadas sentiu um gostoso aroma de café espalhado pela casa. Sorriu satisfeito.
- Eire...
- Bom dia Shun! Dorminhoco! – Eire foi até Shun e brincou com o seu cabelo que com um simples balançar do virginiano voltou ao lugar.
- Que cheiro bom...
- É café fresco, venha, sente-se!
- Estou precisando mesmo de um desse... Tenho que estudar...
- Ainda estudando para Stanford?
- Sim, ainda... – Eire levou uma caneca de café para Shun que começou a soprar no conteúdo para esfriá-lo.
- E por que Stanford?
- É uma boa faculdade...
- Mas e Hyoga?
Shun sorveu um gole do café e acabou queimando a língua.
- Vai comigo! – Shun começou a passar o dedo na língua para aliviar a sensação de ardência.
- E ele aceitou?
Shun fez uma cara feia pela dor incomoda e respondeu a Eire.
- Sim, vai ser bom para nós dois!
- Mas mudar de País assim?
- Novamente digo que sim Eire, a Europa é linda, e tenho certeza que seremos muito felizes lá... Eu estou cansado do Japão...
Os olhos verdes e baixos refletiam essa tristeza, as lembranças das batalhas travadas no Japão e na Grécia ainda estavam vivas em sua mente.
- Imagino...
- Bom, eu já vou indo. – Shun levantou-se e encarando o próprio pulso conclui que já era demasiado tarde. – Tenho que ir buscar um livro na Biblioteca e comprar o almoço, os rapazes vão acordar famintos... – Dizendo isso Shun sorriu para Eire que repetiu o gesto e saiu da cozinha em seguida, passou pela sala e quando abriu a porta foi literalmente atropelado por quatro pares de pézinhos. Caiu no chão devido aos empurrões e na queda acabou batendo a cabeça no chão e fechou os olhos devido à dor.
- Shun???
O garoto abriu os grandes olhos esmeraldas e visualizou Saori a sua frente. A moça mais que rapidamente deu as mãos para Shun na intenção de ajudá-lo a se levantar.
- Me desculpe Shun!
Shun passou a mão pela cabeça e fez uma cara feia de dor.
- Tudo bem Saori, hoje não é meu dia...
Saori sorriu para Shun e logo em seguida procurou as crianças com os olhos.
- Mikatu! Kuroto! Sato! Komoto(1)! Venham já aqui!
Um barulho de pezinhos foi ouvido e logo os pequeninos estavam à frente da mãe com os olhares baixos.
- Crianças! Vocês machucaram o Shun!
As crianças olharam para frente e visualizaram o seu querido "tio" e correram em sua direção com olhares sapecas.
Shun abriu a boca de espanto e deixou que as crianças o abraçassem e o derrubassem novamente. Saori olhou para os cinco e suspirou vencida. Eire veio da cozinha e Hyoga acabou acordando devido à barulheira.
A garotinha Sato sentou-se na barriga de Shun e começou a olhá-lo curiosa e Shun percebendo questionou a pequena Sato.
- O que houve Sato?
- Mamãe falou que você vai casar...
Shun olhou desconcertado para Saori que estava vermelha de vergonha pela curiosidade da sua filha.
- Sim Sato, vou sim!
- E quem vai ser a noiva?
Shun corou mais do que já havia corado em toda a sua vida e Saori interveio.
- Sato! Deixe de ser uma garota curiosa! O que eu te ensinei ontem?
Shun se sentiu mal pela repreensão que foi dada a menininha.
- Tudo bem Saori! É somente uma criança!
- Saori!
A deusa olhou em direção as escadas e visualizou Hyoga.
- Hyoga! Como vai?
- Bem, e você? – Hyoga espreguiçou-se gostoso e passou as mãos pelos olhos para espantar o sono.
- Rs, melhor que você...
Hyoga ficou sem graça e olhou para os lados para só então ver o namorado deitado com os quatro gêmeos sobre si
- Shun!
O noivo olhou para Hyoga e sorriu. O loiro agachou-se e fez um gostoso cafuné em sua cabeça, Shun fechou os olhos para sentir a sensação gostosa que era a mão de Hyoga o acariciando, os olhos azuis o encarando gentilmente.
- Como você está?
- Estou bem! – Shun respondeu com um lindo sorriso que trouxe uma paz instantânea para Hyoga, somente Shun conseguia fazer isso, apaziguar tudo somente com o olhar, a tentação de beijá-lo era tanta que Hyoga acabou se inclinando ficando um palmo da pele acetinada, do olhar esmeraldino, do doce perfume...
- Hyoga!
Hyoga acordou e se afastou de Shun enquanto ele levantava e retirava as crianças de si.
- Seiya!
- Puts, cadê a Saori! Só sobram as malas pra mim mesmo...
Hyoga e Shun olharam o amigo que estava carregado de malas por todos os lados possíveis e não conseguiram conter os risos.
- O que vocês estão rindo? Ao invés de me ajudarem!
Mikatu correu até o pai e ficou observando, os grandes olhos lilás olhando o pai curioso. Seiya percebeu a atenção de Mikatu em cima de si e se assustou.
- Criancinha linda, meu amorzinho...
Mikatu sorriu maroto, mordeu o lábio inferior e Seiya conhecia muito bem aquele sorriso... Era o mesmo quando Saori aprontava...
- Não MIkatu, eu vou chamar a sua mãe, para agora!
Em uma questão de segundos Mikatu correu até Seiya e pisou em cima do seu pé com toda a sua força e saiu correndo. O pai gritou de dor e jogou as malas pros lados e justo uma delas atingiu Shun na barriga que caiu sentado devido ao impacto. Hyoga correu até Shun para ajudá-lo, Seiya pulava em um único pé pela sala e com a mão segurava o outro pé, o rosto vermelho de dor.
- Shun! Você está bem? – Hyoga deu a mão para o namorado levantar-se.
- Ai Hyoga, estou! Mas eu acho que eu vou voltar pro quarto, hoje não é mesmo o meu dia...
Mikatu vendo o pai pulando, ria sem parar, ria com gosto e Seiya continuava pulando. O garotinho sentiu a sua mãozinha ser puxada e se assustou.
- Menino feio! Não pode!
Eire olhava para o garotinho recriminando-o e logo os olhinhos se encheram de lágrimas...
- É isso aí Eire! Repreende ele! – Seiya havia parado de saltear pela sala e se juntou a Shun e Hyoga. Acabou comentando sem pudor nenhum. – Lembram de Saori? A Saori pequenininha? Lembram, lembram? Então! Ele é idêntico a ela!
Shun e Hyoga se olharam e lembraram de fatos da infância de Saori e literalmente Mikatu não tinha nada da mãe a não ser os olhos e os cabelos.
- Hã, Seiya?
O cavaleiro olhou para Hyoga.
- Eu não acho que ele seja parecido com a Saori...
- Como não?
Hyoga olhou em direção a cozinha e visualizou Saori com Sato.
- Aquilo, - Apontou o dedo para Seiya que olhou na direção da cozinha – é igual à pequena Saori.
Sato queria por que queria o pote de balas que estava em cima da geladeira e a mãe se recusava a entregá-lo.
- Mamãe! Eu quero agora! Pega já! – A pequena garotinha batia os pés nervosamente, os bracinhos cruzados e um bico de dar medo.
- Não Sato! Eu falei que não!
A garotinha se jogou no chão e começou a se debater.
- Eu quero, eu quero, eu quero já!!!! Já!!!!
Seiya olhou a tudo assustado.
- Meus filhos são uns monstros... Meus Deuses!!!! Eu criei monstros!!!!
Hyoga e Shun não conseguiram segurar o riso. Hyoga foi até Seiya e colocou as mãos sobre os ombros do amigo.
- Eles vão crescer Seiya, e irão aprender a serem pessoas do bem, assim como você... Agora quanto ao Mikatu, Seiya me desculpe, mas a semelhança entre ele e você quando criança é gritante!
Seiya olhou assustado para o filho, agora ele puxava a longa trança de Komoto, a menina começou a chorar e gritou mimada que só ela.
- Mamãe!!!!! Olha o Mikatu!!!! – E começou a mais gritar do que chorar...
Hyoga riu e abraçou Shun que retribuiu o abraço. O loiro se afastou de Shun e pegou a delicada face risonha do namorado, fez um carinho em seu queixo e encostou a sua testa na dele.
- Hoje, pelo visto será um longo dia...
Shun riu e concordou com o namorado.
Logo em seguida as duas garotinhas esconderam-se atrás da porta para assustar Kuroto que era o demônio em pessoa e por incrível que possa parecer estava quieto. Bom, não é preciso dizer o que aconteceu quando assustaram Kuroto, o diabinho pegou um fogo total e saiu correndo atrás das garotinhas mimadas que gritavam pela mãe. Quanto ao Mikatu, saiu correndo atrás do pai novamente.
CONTINUA
N/A: (1) – Fic "Te amo para Sempre", não adianta, se quiser entender essa fic, tem que ler a Te amo para Sempre...
Oi!!!!!!! Nossa, to com muito soninho, a facul ta me matando, me consumindo totalmente, tomando posse de minha pessoa... Só to tendo tempo de estudar, para com isso, logo, logo, vou virar um Einsten!!!!RSrsrsrsrs!!!!
Aiai, bom, muita chuvinha aqui, muita vontade de nanar, um monte de coisa pra estudar, mas num tem jeito, eu queria muito postar um novo cap e aqui está!!!!
Bjokinhas pra todas as minhas miguxas: Dragonesa (num ta me deixando review, sua chata), Thekinha, Naty, Mfm, Cardosinha (apareceu!!!!), Dani, Jessinha (meu bebe, também esqueceu de mim) e Dani, bjos a todas e uma ótima semana!!!!
