Epílogo

O rosto

Eu respirei fundo. Senti medo, não vou nega, afinal, se ele tinha tanto medo de se mostrar para mim, é porque alguma coisa tinha.

Abri os olhos. Realmente tinha alguma coisa: quem aí já viu o filme "O Corcunda de Notre Dame"?

Pois a minha impressão era de ver o próprio corcunda na minha frente, e era por isso que ele não queria nem que eu o abraçasse. Se eu fizesse isso iria sentir a elevação nas suas costas. Tinha as mesmas feições desfiguradas do corcunda, o cabelo ralo, as mãos grossas... No entanto...

No entanto eu praticamente podia ver um homem maravilhoso por baixo daquilo tudo. Podia ver uma beleza única, como se ele tivesse sido transformado naquilo.

- Fantasma... Algo a me dizer?

- Sim. A porta fica lá no fundo do teatro. – a porta se abriu. – Pode ir, eu vou entender.

- Ir? Por que?

- Porque... Você não vai sair berrando que eu sou um mons...

- Não fale mais nada. Achei que tivesse alguma história para me contar e... Espera, aquele dia, dos pratos da bateria. Foi por isso que você disse que não gostava que zombassem de você, você tem traumas. – eu comecei a me aproximar dele.

- Não! Não se aproxime! Espere... Eu... – ele entrou na coxia. Voltou alguns segundos depois arrastando uma cama que eu reconheci como a mesma do camarim, onde eu havia cogitado deitar na primeira noite em que falara com ele. Bem, ele é muito forte, pois estava puxando a cama apenas com uma mão. Ele a largou bem no meio do palco. – Éeeeee... Senta. – ele falou meio sem jeito. Eu sorri e me assentei escorada na cabeceira. Ele se assentou do outro lado, bem longe de mim, aparentemente estava envergonhado. Ele levantou um pouco a capa que usava e enfiou a mão lá. Um pouco depois essa mão apareceu segurando uma rosa vermelha. – Pra você colocar com as outras. – Ele pareceu segurar um sorriso. Eu sorri para não deixá-lo sem jeito. Me levantei e guardei a rosa com carinho perto da minha bolsa, então me assentei de novo, no mesmo lugar.

- Tem algo a me contar? – perguntei de novo.

- Sim... Por favor, não pense que eu estou sendo metido, mas eu te garanto que cada detalhe da minha história é verdade!

- Sim, eu acredito em você.

- Pois espere até ouvir, vai perder toda a confiança... Enfim, começa a muito, muito tempo atrás, na época da Baixa Idade Média, castelos, reis, príncipes. Belos cavalheiros, lindas donzelas. Eu era apenas o filho de um pobre camponês, mas não nasci assim. Não, eu era bonito. Mais do que isso, eu era tão belo que as garotas da vila, tanto as nobres quanto as plebéias viviam brigando para saber quem seria a sortuda a se casar comigo. Eu nem ligava.

"Eu pensava que eram todas idiotas, que eu me casaria com quem meu pai escolhesse, que amor era algo que só estava destruindo cada vez mais o poder do rei. Sim, pois rolava o boato de que a princesa tinha se apaixonado por um plebeu."

"Ah, a princesa... Os longos cabelos rosados com cachos suaves nas pontas, olhos esmeraldinos, pele cor de oliva, um sorriso cativante, uma voz então... Aquela voz fazia até a flor mais murcha recobrar vida quando a ouvia cantar. Foi por ela que larguei minhas antigas concepções de amor e me transformei em um camponês apaixonado. O que eu não sabia, é que eu era o plebeu por quem ela estava caindo de amores. O que foi muita burrice minha, pois se todas as garotas da vila estavam apaixonadas por mim, por que a princesa não estaria? Só porque eu também estava por ela, claro. Era assim que eu pensava."

"Até que um dia eu estava cantando uma das minhas cantigas de amor... Trovadorismo, sabe? Então, eu fazia montes para ela. Eu cantava uma quando percebi que tinha me guiado inconscientemente até os muros do castelo. E do lado de fora pude ouvi-la cantar. E cantei com ela."

"Ela reconheceu a minha voz ficamos conversando por horas e no mesmo dia ela combinou de fugir comigo para que nos casássemos. Bem, você sabe, plebeus e princesas não podiam se misturar, então ela teria que se tornar uma plebéia para ficar comigo."

"No mesmo dia Karin descobriu. O que não se sabia é que ela era a bruxa da aldeia. Ela disse que me amava, deu um escândalo. Disse que se eu não fosse dela não seria de mais ninguém, muito menos da princesa, e... Me transformou nisso."

"Eu voltei para casa desolado. Meu próprio irmão, doente, de cama, delirando, não me reconheceu. Disse que eu era um monstro, me pôs para fora. Nesse dia eu dormi na rua. Eu não tive coragem de aparecer para a princesa, ela adoeceu de tristeza. Eu também. Nunca mais nos falamos. Ela se casou com um duque de uma terra distante e várias gerações de filhos dela chegaram até... Até você. Mas, voltando à história, ao amanhecer, meu pai me acolheu em casa de novo. Itachi, meu irmão se desesperou, disse que íamos todos morrer, mas quem morreu foi ele. Morreu por minha causa, se desesperou, entende? Nesse mesmo dia eu fugi de casa."

"Fui até a casa de Karin e nesse dia eu me tornei aquilo do qual meu irmão me acusou, pois a matei com minhas próprias mãos, a culpei por arruinar meu romance com a Princesa Esmeralda. É, esse era o nome da princesa, um lindo nome. Mas, enfim, quando vi o corpo da Karin no chão me amaldiçoei. Peguei o livro de feitiços dela e aprendi o feitiço de ficar invisível, para que ninguém tivesse que me ver daquele jeito, e o de movimentar as coisas. Karin era sozinha, não tinha ninguém, eu a enterrei e coloquei uma coroa de heléboros no lugar. Antes de partir de vez da vila escrevi uma carta esclarecendo tudo para a princesa, e mandei para a janela dela com o feitiço, junto com uma rosa vermelha. Assim que ela abriu a janela e os pegou eu parti."

"Descobri no livro que enquanto eu estivesse amaldiçoado não morreria e que o feitiço só se quebraria quando o motivo da maldição se tornasse verdade de novo. Infelizmente o motivo era que eu tinha me apaixonado por alguém, e ela por mim: quem iria se apaixonar por mim e quebrar o encanto?"

"Eu achava que ficaria assim para sempre, até que um dia o puro acaso me trouxe aqui para ver 'Sweeney Todd' e eu te vi no papel de Mr. Lovett. Eu vi aqueles cabelos cor-de-rosa, os olhos verdes... Não resisti. Tive que vir aqui todos os dias ver o musical, e quanto esse acabou e vocês começara os ensaios para Mamma Mia, eu me instalei no camarote 3 e ficava o dia inteiro de olhando, acabei me esquecendo da sua semelhança com a princesa e me apaixonei verdadeiramente por você, Haruno Sakura, seu jeito animado e extrovertido, sua mania de dar uma de cupido, que juntou sua amiga Hinata com o loiro... Eu não gostava desse loiro quando ele gostava de você, mas hoje ele seria ate um bom amigo... Me apaixonei pelo seu sorriso, sua voz, ainda mais bela do que a da princesa... Por você. Isso me levou a te prender aqui aquele dia e a tudo o que eu fiz. Isso me levou a tocar em você ontem, e hoje, e a aparecer para você. Eu te amo, Haruno Sakura."

Ele corou muito e parou.

Eu juro que no inicio achei que fosse tudo mentira, mas aos poucos eu fui acreditando nele.

- Sabe qual é a boa notícia, meu Fantasma?

- O que?

- Eu também amo você.

- Você ainda me ama?

- Claro! Isso não muda nada. – ele sabia que eu estava me referindo à maldição.

Me aproximei dele lentamente, peguei sua mão e o pus de pé. Lentamente o conduzi até o centro do palco.

- Você me disse que me conheceu na peça 'Sweeney Todd', não foi?

- Sim.

- Use seus feitiços e coloque os instrumentos para funcionar, cantaremos "A Little Priest", juntos.

Ele deu um sorriso de orelha a orelha. Logo os instrumentos deram o primeiro acorde e eu comecei a cantar:

A Little Priest – Sweeney Todd

Princesinha Esmeralda: Seems a downright shame...

Fantasma: "shame?"

Princesinha Esmeralda: Seems an awful waste
Such a nice, plump frame
What's his name has...
Had...
Has!
Nor it can't be traced

Business needs a lift
Debts to be erased
Think of it as thrift
As a gift!
If you get my drift...

Seems an awful waste...
I mean, with the price of meat
What it is
When you get it...
If you get it...

Fantasma: "ah!"

Princesinha Esmeralda: good, you got it!

Take for instance, her pie shop!
Business never better, using only pussycats and toast!
Now a pussy's good for maybe six or seven at the most!
And I'm sure they can't compare as far as taste!

Fantasma:, what a charming notion

Princesinha Esmeralda: Well, it does seem a waste...

Fantasma: Eminently practical
And yet appropriate as always!
Mrs. lovett, how i did without you all these years
I'll never know!
How delectable!
Also undetectable!
How choice!
How rare!

Princesinha Esmeralda:Think about it!
Lots of other gentlemen'll
Soon be comin' for a shave
Won't they?
Think of
All them
Pies!

Fantasma: What's the sound of the world out there?

Princesinha Esmeralda: What, Mr. Todd?
What, Mr. Todd?
What is that sound?

Fantasma: Those crunching noises pervading the air!

Princesinha Esmeralda: Yes, Mr. Todd!
Yes, Mr. Todd!
Yes, all around!

Fantasma: It's man devouring man, my dear

Ambos: And who are we to deny it in here?

Princesinha Esmeralda: It's priest
Have a little priest

Fantasma: Is it really good?

Princesinha Esmeralda: Sir, it's too good, at least!
Then again, they don't commit sins of the flesh
So it's pretty fresh

Fantasma: Awful lot of fat?

Princesinha Esmeralda: Only where it sat

Fantasma: Haven't you got poet or something like that?

Princesinha Esmeralda: No, you see, the trouble with poet is
How do you know it's deceased?
Try the priest!

Lawyer's rather nice

Fantasma: If it's for a price

Princesinha Esmeralda: Order something else, though, to follow
Since no one should swallow it twice!

Fantasma: Anything that's lean?

Princesinha Esmeralda: Well, then, if you're british and loyal
You might enjoy royal marine!
Anyway, it's clean
Though of course, it tastes of wherever it's been!

Fantasma: Is that squire
On the fire?

Princesinha Esmeralda: Mercy no, sir, look closer
You'll notice it's grocer!

Fantasma: Looks thicker
More like vicar!

Princesinha Esmeralda: No, it has to be grocer...
It's green!

Fantasma: The history of the world, my love...

Princesinha Esmeralda: Save a lot of graves
Do a lot of relatives favors

Fantasma:: Is those below serving those up above!

Princesinha Esmeralda: Everybody shaves
So there should be plenty of flavors!

Fantasma: How gratifying for once to know

Ambos: That those above will serve those down below!

Fantasma: "What is that?"

Princesinha Esmeralda: It's fop
Finest in the shop
Or we have some shepherd's pie peppered
With actual shepherd on top!
And I've just begun...
Here's the politician, so oily
It's served with a doily
Have one!

Fantasma: Put it on a bun
Well, you never know if it's going to run!

Princesinha Esmeralda: Try the friar
Fried, it's drier!

Fantasma: No, the clergy is really
Too coarse and too mealy!

Princesinha Esmeralda: Then actor
It's compacter!

Fantasma: Yes and always arrives overdone
I'll come again when you have judge on the menu!

Have charity towards the world, my pet!

Princesinha Esmeralda: Yes, yes, I know, my love!

Fantasma: We'll take the customers that we can get!

Princesinha Esmeralda: High-born and low, my love

Fantasma: We'll not discriminate great from small
No, we'll serve anyone
Meaning anyone
Princesinha Esmeralda: We'll serve anyone

Ambos: And to anyone
At all!

Ao final da música estávamos tão próximos um do outro que dali para um beijo era questão de meio segundo. Mas eu não podia beijá-lo. Ainda não. Antes...

- Meu Fantasma... Não importa o que aquela nojenta bruxinha fez com você, eu te amo. Para mim você é lindo.

Ele sorriu. Então eu o abracei e o beijei.

No instante em que eu fiz isso, algo estranho aconteceu: o corpo dele começou a se aquecer muito, e a mudar de forma. A capa caiu. Ele foi ficando mais alto, eu fiquei irritada com isso pois tive que ficar na ponta dos pés para beijá-lo.

Algum tempo se passou até que o corpo dele se esfriasse de novo. Quando isso aconteceu eu me separei dele.

Não o reconheci.

Deu para entender o que Karin tinha feito, por um homem daqueles eu faria o mesmo sem pestanejar.

A verdadeira face do meu fantasma era oval, a pele meio clara. Olhos amendoados e de íris tão negras quanto as pupilas. O cabelo também negro fazia um contraste maravilhoso com sua pele. Tinha uma franja comprida partida no meio e o resto do cabelo era espetado atrás. Ele era bem alto e musculoso, encorpado.

- Eu não acredito... –murmurei. – Não é à toa que Karin fez o que fez, você é perfeito!

- Do que está falando?

Ele não notou? FALA SÉRIO! Peguei meu espelho na bolsa (bolsa de mulher né, sempre tem um) e passei para ele.

Ele ficou em choque mirando o próprio reflexo por um longo tempo. Quando finalmente me devolveu o espelho tinha uma expressão abobada no rosto:

- Eu sou eu de novo! Nem acredito!

- E você é um "eu" muito lindo!

- Ah, você achou? – eu enlacei meus braços no pescoço ALTO dele, e ele segurou minha cintura, me puxando para perto, colando nossos corpos o máximo que foi possível.

- Sim, achei. – eu dei um sorriso com algumas segundas (terceiras, quartas, quintas...) intenções. Ele me retribuiu o sorriso com as mesmas intenções.

Nos beijamos com suavidade.

- Sabe, te achei tão lindo que quero ver melhor...

Ele levantou uma sobrancelha.

- É mesmo? – ele perguntou, com um tom divertido. Eu não disse mais nada. Ficando um pouquinho nas pontas dos pés mordi a orelha dele suavemente.

Fomos andando meio que aos tropeços e durante o beijo que se seguiu até a cama. Me assentei na cama, ele de frente para mim. Mais uma vez nossos lábios se tocaram, mas apenas num selinho. Este selinho desceu pelo meu pescoço e foi até meu ombro, onde ele desceu a alça da camiseta e a do sutiã juntas.

O toque dos lábios dele no meu ombro praticamente me conduziu sozinha para que eu tirasse a blusa dele. Ele tirou então a minha.

Me pegando pela cintura, virou-se e me escorou na cabeceira da cama. Se assentou no meu colo e tirou a minha saia lentamente, a puxando para baixo. Eu corei. Ele sorriu.

Ele mesmo se livrou de sua calça e passou a beijar cada pedacinho da pele exposta minha, me fazendo sentir cócegas em alguns pontos.

Eu ri tanto que fiquei com dor na bochecha depois.

- Sua risada é tão gostosa quanto de bebê Saah-chan. Não, é melhor.

Isso me fez rir ainda mais. Eu ri tanto que ele disse:

- É gostosa mas eu prefiro sua boca de outro jeito.

- É? Como?

- Assim. – ele me beijou. É, eu também prefiro assim.

Após alguns segundos de beijo, as mãozinhas inicialmente inocentes dele perderam toda a inocência e começaram a explorar outras partes do meu corpo. Um tempo curtíssimo se passou e meu sutiã estava no chão. Um tempo mais curto ainda e foi a cueca dele.

Sasuke-kun é muito bem dotado...

Ver tanta excitação da parte dele me fez arrancar a calcinha de vez e me deitar embaixo dele.

- Saky-chan, eu te amo.

- Eu também.

Sorrimos.

Ele entrou em mim lenta e suavemente, e fazia movimentos igualmente lentos e suaves. Ele era tão suave que eu diria até puro.

Sim, eu era a primeira.

Pureza, inocência, e ao mesmo tempo certa "safadeza".

O abracei perto de mim e me movi com ele. Ele sorriu.

Eu também.

Algum tempo se passou até que o fim. O prazer. A exaustão.

Ele se deitou ao meu lado, de frente para mim. Parecia uma escultura grega de tão lindo.

- Você me libertou Sakura, obrigado.

- Não há de que...

Ele me abraçou perto de seu peito e eu fechei os olhos. Eu poderia ter dormido.

Ficamos em silêncio por um longo tempo. Até eu chamá-lo:

- Sasuke-kun, vou te ver amanhã?

- Mas é claro, todos os dias que você quiser! Eu prometo.

Mas nisso ele começou a ficar pálido.

- Hm... Sasuke-kun, você está bem?

- Eu? Eu estou... Não, espera, cadê você?

- Bem na sua frente! Sasuke, o que está havendo? – eu estendi a mão e peguei a dele, mas aos poucos minha mão pareceu ir afundando no colchão.

- Sakura!

Ele sumiu. Simplesmente sumiu, como se tivesse sido uma miragem o tempo todo.

- SASUKEEEEEEEEEEEEEEEE!

...

Levantei-me com minha irmã, Ino, fazendo o favor de me tirar da cama antes que eu me atrasasse. Não é fácil trabalharem um Teatro: ensaio o dia inteiro, apresentação todas as noites, você chega em casa tarde e exausta para começar tudo no dia seguinte. Mas ninguém disse que seria fácil quando eu decidi tomar este rumo para minha vida, então, não tenho do que reclamar. Ainda assim tinha todo o apoio da minha família então, deixa quieto né.

Tomei um banho elado para despertar, vesti uma calça pantalona preta e uma camiseta rosa. Calcei sapatilhas de ballet, pois cantar não era a minha única função lá e eu queria ficar confortável pelo dia.

Como já de costume, desci as escadas correndo, passei direto pela mesa do café, berrei um "Tchau, pai, tchau mãe, tchau Ino.", peguei minha bolsa do lado da porta e saí.

Parei apenas para comprar um Latte que fui engolindo pelo caminho. Tudo bem que leite não faz nem um pouco bem para a voz de manhã, mas eu não consigo ficar sem, então tomo o meu café da manhã normal e mastigo uma pastilha de gengibre por cima. Pronto, tudo resolvido.

Cheguei no Conservatório em cima da hora: o grupo estava começando a se reunir no palco.

- Em cima da hora hein Sakura? – disse Hinata, minha amiga.

Céus, o que está havendo? Foi tudo um sonho então? Sasuke não é nada mais do que a minha imaginação?

Kurenai vinha em minha direção lentamente.

- Sakura, o Neji não vai mais poder fazer a peça, o pai dele o fez trabalhar na empresa... Enfim, seu par romântico agora é ele. Quero que conheça Uchicha Sasuke.

E o meu Sasuke-kun apareceu. Vestia uma calça azul marinho, uma blusa branca e tinha uma das mãos no bolso. Ele veio até mim.

Será que era ele mesmo? Será que era uma miragem? Será que ele existiu? Será que é coincidência? Será que ele se lembra?

Para mim, assim que ele sumiu eu acordei, como se tudo tivesse sido apenas um sonho.

Ele estava perto o bastante agora para me sussurrar algo, e foi o que fez.

- Bom dia Princesa Esmeralda... Mas eu prefiro lhe chamar de Sakura-chan. Aliás, esta aqui é para juntar às outras. – ele me deu uma rosa vermelha.- E eu prometi que você me veria hoje, não prometi? Então, aqui estou eu!

Fitei aqueles olhos cor de ônix uma vez antes que ele me beijasse. É claro que esta não foi a última vez.