Acordou sentindo dor no corpo. Parecia estar em cima de uma pedra, que incomodava nas costas. A iluminação forte, ajudou, para que resmungasse do incómodo, abrindo lentamente os olhos. Piscou varias vezes os olhos até acostumar com a forte claridade do local.
Franziu a testa antes de se levantar, ficando apenas sentada, gemendo em seguida por sentir dor.
- Droga!!! – Se queixou, ajeitando os óculos e, percorreu o olhar pelo local, assustando-se com o que via.
Lembrava-se de ter chegado em casa, mais de 5 horas da manhã, depois de um cansativo trabalho e, ter apenas deitado no sofá para descansar 5 minutos antes de ir para o banho.
"Será um sonho?" – Se perguntou – "Não pode ser, é muito real" – Concluiu pegando uma pedra no chão.
Voltou a percorrer o olhar pelo local, mas dessa vez com mais atenção. Pareciam ruínas gregas…"Grécia? Como vim parar aqui?" – sua cabeça andava a roda em pensamentos. Poderia ter sido sequestrada e levada para a Grécia. "Que absurdo" – Não se conformava. Todos os pensamentos eram do pior tipo, de modo que decidiu afasta-los para não ficar com mais medo do que já estava, não achando explicação lógica para o que lhe estava acontecendo.
"mas então como..."
Seu raciocínio foi interrompido por um gemido atrás de uma grande rocha a sua direita. Levantou com dificuldade, estreitando um pouco os olhos, ao sentir aquela dor que insistia em lhe incomodar e, caminhou com cuidado para o local de onde tinha vindo o gemido.
- Você está bem? – Perguntou vendo uma moça morena de cabelos um pouco abaixo do ombro de olhos castanhos esverdeados. Estava vestida com calça jeans, tênis e blusa de alcinha.
Esta assustou-se a princípio, mas não se levantou, tinha a mão sobre o tornozelo direito, massajando-o. Demorou um pouco até começar a reparar na moça que estava em pé apoiada com uma mão na rocha. Tinha traços orientais, não era muito alta. Era magra, com cabelos até o meio das costas repicado de franja comprida. Esta franja juntamente com os óculos, dificultavam um pouco a percepção da cor de seus olhos. Estava vestida de calça jeans com rasgos, uma blusa de alcinha branca e uma bota de plataforma.
- Você entende o que eu falo? – Perguntou estreitando os olhos ao perceber que estava sendo minuciosamente analisada. – Fala português? English?
- Português – Respondeu baixinho, acordando de sua análise.
- Ainda bem – Resmungou aliviada. – Você esta bem?
- Só torci meu pé? – Respondeu fazendo uma careta ao tentar levantar. – Que lugar é esse? – Perguntou voltando a sentar no chão e, olhando para os lados. Era visível seu temor.
- Não sei – Respondeu confusa – Eu não estou sonhando, não é?! – Perguntou sentindo as pernas tremerem, um pouco.
- Acho que não – Ouviu uma resposta em uma voz temerosa.
- Vem, eu te ajudo. – Disse se aproximando ajudando a moça a se levantar, passando o braço desta a volta de seu pescoço - Qual seu nome?
- Juliana.
- Eu sou Mitie. Prazer.
- Igualmente. - Juliana disse entre um pequeno gemido, tentando dar um passo.
Caminharam de vagar, alguns metros, até que Juliana pediu para parar, estava com muita dor no tornozelo que inchava cada vez mais.
- O que será que aconteceu? – Mitie perguntou ajudando Juliana a se apoiar em um enorme pilar.
- Isto são estruturas gregas, certo? – Juliana perguntou se abaixando e massajando o lugar que lhe doía muito.
- Sim, mas a pergunta é: como viemos parar aqui…?
Um estalo surgiu atrás de um outro pilar a alguns passos desta, que fez com as duas presente virassem a atenção em direção ao som, surpreendendo-as com as figuras que se aproximavam.
A primeira não era muito alta, de olhos felinos, azuis e, corpo bem definido. Mitie reparou em uma tatuagem perto do ombro que reconheceu logo como sendo o kaji – amor. Vestia calça jeans, baby-looks pretas com detalhes em rosa, brincos grandes, anéis e correntes.
Atrás desta, surgiu, uma do lado da outra: Uma moça visivelmente mais nova que a primeira, de cabelos compridos e ondulados, castanho-chocolate, olhos pequenos e negros e, curvas do corpo que denunciava um pouco sua idade. Não era alta.
Do lado direito desta, uma moça baixinha com cabelos loiros cacheados, olhos verdes, magra, rosto fino, pele branca e delicada.
- Vocês também, estão perdidas? – A Primeira perguntou.
Juliana apenas balançou a cabeça positivamente.
- Mitie – A japonesa se apresentou – E ela é Juliana – Disse apontando para a moça sentada no chão.
- Akemi – A moça loira disse apontando para si mesma – Camilla… - Disse apontando para a moça de cabelos lisos e ondulados.
- Eu sou Gabrielle – cortou a moça estranhamente agitada.
- O que você tem? – Akemi perguntou se aproximando de Juliana.
- Acordei no meio do nada, me levantei assustada e comecei a caminhar olhando para os lado e torci meu pé em um buraco – Juliana respondeu.
Akami ajudou a levantar um pouco a calça de Juliana.
- Ui, o negócio ta feio – Disse fazendo uma careta.
- E ainda por cima estamos no meio do nada – Camila disse baixando a cabeça e balançando negativamente a cabeça.
- Do nada não! – Viraram a atenção para o lado oposto ao que as meninas tinham chegado – Estamos no meio de umas ruínas gregas. – Concluiu uma moça de cabelos cacheados, loiros claros, que lhe batiam no joelho, seu olhos no mínimo "estranhos" – como concluiu Camila, eram cada um de uma cor: o esquerdo azul muito claro e o direito verde-musgo. Tinha a pele muito clara e, seios fartos – Annukka – Concluiu – mas podem me chamar de Nukka.
As meninas ali presentes a observavam com um certo espanto. Notava-se que estava nervosa, pelo modo como falava, mas tinha uma confiança invejável.
Logo em seguida surgiu uma moça muito chamativa. Alta e magra, com cabelos bem loiros, apenas encaracolados nas pontas que lhe batiam na altura dos ombros de olhos azuis claros.Vestia calça jeans bem justa, salto alto preto, corpete azul claro, brincos e pulseiras de prata
- Megara – Ouviram-na se apresentar em um voz baixa, vendo-a corar um pouco.
- Fio – Viram uma moça muito alta e magra, com cabelos lisos e prateados, que passavam de sua cintura e uma franja que quase não deixava ver seus olhos verdes e expressivos, que se destacavam por seus cílios negros e longos. Seus seios fartos sobressaíam em sua magreza. Vestia um vestido curto e decotado muito justo e uma sandália de salto alto. – Fiorella, mas gosto que me chamem de Fio – Concluiu vendo o olhar espantado de todas.
Seguida desta apareceu uma moça muito branquinha, de cabelos lisos, castanho claro e olhos castanho mel, de estatura mediana, vestida de um vestido preto que se alongava até o joelho e uma sandália simples mas elegante de salto.
- Camila – Fio, apresentou-a fazendo com que esta ficasse um tanto vermelha.
- hmm já temos uma Camila – Akemi disse em tom de brincadeira apontando para Camila que estava um pouco atrás de si.
- Podem me chamar de Mila – Camila disse conseguindo ficar mais vermelha.
- E vocês fazem ideia de onde estamos? – Mitie perguntou colocando a mão na cintura.
- Em uma ruína grega – Annukka respondeu com um sorriso forçado.
- Obrigada – Mitie retribuiu o sorriso.
- Nós temos que ver onde estamos – Gabrielle disse chamando a atenção de todas – Temos que andar, aqui paradas não resolve nada.
- Não sei se consigo – Juliana disse em uma voz chorosa – Meu tornozelo ta doendo muito…
- Nós te ajudamos – Akemi, disse já ajudando Juliana a se levantar. Passou o braço desta pelo seu pescoço e em seguida Mitie que já tinha se aproximado fez o mesmo.
- Ok então vamos – Annukka tomou a dianteira, sendo seguida pelas outras.
Caminharam por entre as ruínas durante um tempo que pareceu uma eternidade de baixo daquele sol escaldante, apenas parando para que Juliana massagiasse um pouco o tornozelo.
Mitie tinha acabado de conhece-la mas isso não impedia sua preocupação. Chegou até a pensar que Juliana podia ter quebrado o tornozelo, o que podia ser perigoso se não cuidasse rapidamente daquilo, mas decidiu não falar nada.
O mais incrível é que não tinha viva alma pelo caminho e, a sede e a fome já começavam a reinar entre as meninas.
- Não é possível!!! – Megara esbravejou – Que inferno!!! Eu estou morrendo de sede e não tem nada.
- Eu também to morrendo de sede e fome – concordou Mila.
- E parando toda hora só piora as coisas – Megara disse sem pensar. – Ai desculpa – pediu olhando para Juliana – Eu sei que deve estar doendo…
- Vamos fazer o seguinte – Mitie começou – Nós tentamos andar mais um pouco - Disse olhando Juliana. - Se você não aguentar nós paramos e elas continuam, assim que encontrarem alguém pedem ajuda para vir nos buscar, certo?! – Concluiu olhando para todas que aceitaram na mesma hora.
De pressa Mitie e Akeme ajudaram Juliana novamente e começaram a caminhar. Entraram em um pequeno vale, agradecendo por estarem finalmente na sombra onde caminharam por 5 minutos até estancarem no fim deste, boqueabertas.
Um cenário estranhamente conhecido se estendia na frente de seus olhos. Ao longe em uma colina algumas casas ou templos se estendiam uma seguida das outras. No ponto mais alto dava para ver uma parte de um templo. No nivel que estavam, ruínas se estendiam por toda parte.
Estavam chocadas olhando fixamente para todo o local.
- Eu conheço isso – Gabrielle se manifestou – De onde?
- De um anime? – Camila perguntou receosa.
- Saint Seiya – Assustaram-se com a voz que se fez sentir atrás destas.
Viram se aproximar uma moça vestida de calças de tecido preta camisa preta grudada no corpo e salto alto. Tinha um casaco nogro nos braços. Tinha estatura mediana, cabelo até o meio das costas, na qual Juliana não conseguia dizer se era loiro ou castanho muito claro, pele pálida e olhos grandes castanhos e, uma expressão seria. Esta se aproximou do grupo sem olhar para as integrantes, apenas fitando o cenário perturbador.
- É – Concordou Mitie que ainda segurava Juliana – Saint Seiya, mas como…
Viram a recém chegara caminhar. Entreolharam-se por alguns minutos e decidiram ir atrás.
- Onde você… - Annukka não completou, só agora se deu conta do balbuciar que vinha na direção em que a recém chegada as levava. Franziu a testa e se colocou do lado da mulher de preto.
Caminharam por poucos minutos até chegar a uma grande entrada de um grande monumento em forma circular.
O som vinha dali de dentro. Entreolharam-se durante algum tempo. Estavam com medo. Estavam em um lugar estranho prestes a entrar para um lugar inserto, talvez perigoso.
- Vamos ou não vamos? – Camila perguntou impaciente, sentindo seu coração disparar.
Mais um minuto de silencio se entreolhando.
- Vamos logo – Gabrielle disse passando pela entrada. - Deve ter pelo menos agua ai dentro...
A mulher de preto fez o mesmo e logo todas a seguiram.
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Estavam trinando, como todos os dias, mas esse dia em especial estava insuportavelmente mais quente. Tudo bem que era verão, mas os dias anteriores não estavam assim.
- OLHA AI, KAMUS!!! – Miro gritou ou perceber que tinha acertado um soco no amigo, correndo para ajuda-lo a se levantar – Tudo bem que ta calor e…
Não completou. Kamus parecia hipnotizado com algo. Miro seguiu o olhar do amigo deparando com "imagens" que o fez franzir a testa e ficar boqueaberto. Essas "imagens" em poucos minutos tomou a atenção de todos na arena, que estavam parados olhando sem entender.
Continua…
Ta ai, primeiro capitulo.
Ok, eu sei eu sou má.
Mas me digam o que vocês acharam: Se gostaram, se não, se falta algo, se não falta. ai no próximo tento melhorar, ok;)
Beijos.
Fiquem bem
