Dire "Je
t'aime" à moi-même
by
Iihs
Desculpem
mesmo a demora, mas é que o IV não tava saindo de jeito
nenhum! Btw, está aqui, saindo do forno. (hein?) xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx Capítulo
IV – Às Escuras
Novamente
tem um POV inédito, e vocês vão me chutar por
causa do que aconteceu com o Ruki no capítulo anterior. Lol.
É
YAOI, SE VOCÊ NÃO GOSTA, NÃO LEIA.
O the
GazettE e o Miyavi não me pertencem, mas quem me dera.
8D
Ruki
P.O.V.Quando
eu vi aquela porta batendo, me enchi de medo. Minha perna doía,
e eu provavelmente estava sendo um incômodo para Rei-chan...
E
estava escuro,
só tinha o celular dele... Eu iria morrer lá, ah se
iria.
"Rei-chan!" – quase chorei – "Eu não
quero morrer!"
"Morrer!? Ruki, não seja tão
desesperado... Eu estou aqui para te proteger. Não sou apenas
um baixista, acredite."
"Eu... Estou com medo..."
"Tudo
vai ficar bem, Chibi."
Reita, mexendo na mochila, pegou uma
camiseta de troca e, com ela, limpou minha perna, tentando não
causar mais dor. Obviamente não foi possível, mas
depois eu estava limpo e a roupa dele, mesmo que suja, nos serviu de
"band-aid provisório".
Eu estava melhor, mas mesmo
assim dolorido e assustado. O baixista colocou a mochila nas costas e
me pegou no colo; fiquei feliz ao perceber que ele me levaria para
fora: eu não teria que passar a noite na PSC, com
medo!
"Vamos sair daqui.", ele me disse, confiante.
"Hai!"
– eu só pude sorrir – "Arigatou, Rei-chan!"
Quando começamos a andar, mais um relâmpago; a luz voltou e fomos ao elevador – mesmo que arriscado, seria muito difícil descer pela escada – e logo entramos no mesmo; Reita torcia para que a energia durasse até lá e, felizmente, estava tudo indo bem até que sentimos o equipamento tremer e dar um solavanco, indicando que alguma coisa estava errada.
"Rei-chan, Rei-chan! Nós... Vamos morrer!!"
O elevador ia cair,
tinha certeza! De olhos fechados, pude perceber que o baixista
apertara um botão qualquer, o mais próximo de nós.
Quando a porta abriu, ele simplesmente me jogou para fora, logo
correndo para meu lado.
Antes das portas fecharem, pudemos ver,
de fato, o elevador caindo.
"Você
está bem? Desculpe por ter te jogado..."
"Ah, eu não
me machuquei. Arigatou."
Sorrimos um para o outro e, depois
de respirar um pouco, olhei para onde estávamos. Ainda era o
décimo terceiro andar.
Ele me pegou no colo novamente e,
aproveitando a luz ainda remanescente, começou a correr pelas
escadas, sem descanso, e só agora eu tinha percebido que
Rei-chan era quase que um herói, daqueles de filmes ou
quadrinhos. Qualquer um cairia por ele!
Começamos a ouvir
passos vindos de baixo. Com um trovão, a energia caiu de novo.
Fui ligar o celular, mas Reita me impediu, fazendo sinal para
ficarmos em silêncio. Eu, a princípio, não
entendi, mas segui sua ordem para não causar problemas.
Os
passos cessaram e Rei-chan sorriu, começando, devagar, a subir
de novo, sem fazer barulho. Kami-sama,
ele era um gênio! Andamos assim, devagar, até a porta do
décimo primeiro – tínhamos chegado a descer tudo isso
– e pude notar a face de arrependimento dele...
"Hm, acho que fomos enganados.", comentou.
Estremeci. Iríamos
morrer?
Uma figura um pouco mais alta que eu estava em pé
na nossa frente, vestida de preto, segurando uma grande fava e, nas
roupas, uma arma. Iríamos, iríamos morrer!! Mas eu não
queria...!
"De fato, Akira." – era uma mulher.
Mais um relâmpago e eu pude vislumbrar, de relance, as feições da moça. Era uma japonesa também, de olhos escuros e cabelos curtos, castanhos. Rei-chan sorriu. Eles se conheciam?
"O
que te traz aqui, mulher? Eu já disse que não queria
mais te ver."
"Oras, eu vim buscar o que é meu. E
acabar com esse pirralho em seus braços."
"Akira,
você sabe muito bem que ainda me ama... Eu vou precisar matar
seu amiguinho apaixonado para que você perceba isso?"
"Hah!"
– Reita sorriu mais. Aquela conversa estava me dando medo... –
"Eu não voltaria para você nem se fosse a última
pessoa da Terra."
Eles já estiveram juntos?
"Isso
é mentira... Hora ou outra você vai se cansar desse
pirralho, e por que não agora?"
"Não,
obrigado."
"Ah, é?" – a mulher pegou a arma... E
apontou-a para mim.
Eu
realmente ia morrer!
Tremi,
e me agarrei mais forte em Reita. Senti-o me segurar com mais força,
tentando trazer-me algum conforto.
"Rei-chan...", chorei,
baixinho, sem que a mulher pudesse ouvir.
"Calma.", ele
sussurrou. "Ela me persegue há tempos."
"O que vocês
dois estão cochichando aí?", ela interveio. "Eu vou
atirar no pirralho!"
"Você não tem coragem
de fazer isso."
"Está me desafiando?"
"Hmm..."
– ele parou para pensar, satírico – "Sim."
"Dessa
vez ela está carregada, ouviu?"
Eu não queria morrer...
"Você não notou?" – senti Reita tatear o cós da própria calça – "Eu também tenho uma arma. E ela também está carregada."
A mulher ficou pálida.
"Você
não muda, Naomi."
"Você que não entende o
que eu sinto! Eu sempre fiz tudo por você e para você! É
assim que agradece, Akira?!"
Ela começara um discurso, de olhos fechados, e nem notara quando Rei-chan deslocou-se um pouco para o lado, a fim de me tirar da mira, escondendo-me atrás de um vaso de plantas. Andou até Naomi-san e, instantes depois, imobilizou-a no chão.
"Ruki, pegue a arma e
guarde-a bem longe dela."
"Eu... Tenho medo..."
"Não
vai acontecer nada, apenas segure-a! Ela está quase se
soltando aqui."
De fato, a mulher se debatia muito, mas
Rei-chan era forte e conseguia mantê-la colada ao chão.
Peguei
a arma, com medo. Assim que encostei nela, Naomi-san tirou-a de mim e
eu, temendo pelo pior, apesar de toda a dor na minha perna...
Pulei.
E
consegui escapar do tiro!
"Corre pro outro lado!" – bradou Reita.
Obedeci, mancando, com a
perna dolorida. Pulei os dois corpos que ainda estavam no chão
e virei o corredor, me protegendo.
Suspirei, olhando a situação
de longe; sentia o sangue pulsar com força no machucado e gemi
baixinho pela dor.
Rei-chan tirou a mochila de jogou-a em
qualquer canto, exatamente no minuto em que se defendeu de um tapa na
cara. Como ele podia ser tão... Ninja?
Soltei
um gritinho quando ele caiu na mira da arma. Mas, felizmente, se
abaixou e conseguiu roubar a faca da mulher e fazer-lhe um corte
horizontal no pulso – ela não morreria – e puxar a pistola
para si; Naomi-san gritou de dor e soltou o revólver.
Logo,
enquanto tentava se recuperar, caiu no chão e literalmente
apagou,
instantes depois de receber um golpe do baixista na nuca. Ele
suspirou, observando o corpo recém-desmaiado, mas logo desviou
o olhar para a faca, levemente suja de sangue.
"Você
inventa cada coisa.", ele sussurrou. "Chibi, tudo bem
aí?"
"Hai..."
"Desculpe por isso. Venha cá,
eu vou chamar uma ambulância para ela."
Caminhei ate
ele e entreguei o celular. Minutos depois, a ligação já
estava sendo encerrada e ficamos esperando a ambulância;
felizmente, as portas principais da PS ainda estavam abertas, o que
possibilitou os médicos de entrarem no edifício e
levarem a moça, de maca, para o veículo. Insistiram
para eu ir também, mas tanto eu quanto meu herói
recusamos, alegando estar tudo bem.
Já no térreo,
com tudo arrumado, comecei a questionar a mim mesmo sobre ela, em voz
alta... Até que percebi que Rei-chan começara a
responder:
"Já foi minha namorada. Terminei com ela há uns dois anos atrás porque era muito ciumenta e eu resolvi admitir, finalmente, que te amava... A partir daí ela vem me perseguindo e ameaçando. Nada demais."
"Ah, e eu não tenho uma arma. São proibidas aqui no Japão, esqueceu?" – e ele riu, vitorioso, piscando para mim.
Reita sabia blefar muito bem, e isso eu pude confirmar.
"Estou
cansado.", ele comentou, ainda lamentando pela falta de luz. "Vamos
para casa?"
"Ah, sim..."
"Lá eu faço um
curativo melhor em você, também."
Fui pego no colo de novo e levado, de escada, para o andar de baixo. O baixista me colocou no banco do passageiro e dirigiu até onde morava. Não notei o caminho, pois dormi. Porém, pensava em como seria – essa era a primeira vez que eu visitaria Rei-chan.
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx Kai
P.O.V.
Ah, claro, melhor ainda! Ele estava deitado ao meu
lado.
Virei-me, devagar, para abraça-lo... Ué? Não
achei ninguém. Teria eu sonhado? Não pode ser, era a
mesma cama com lençóis
vermelhos!
"Miyavi-kun...?"
Sem resposta.
Chamei
de novo.
E nada... Será que ele estava na
sala?
Levantei-me, andando pelo cômodo até sua
porta; não vi ninguém no corredor, nem no banheiro. Os
outros quartos também estavam vazios, assim como o escritório
e a sala de instrumentos. Ele
só podia estar dormindo no sofá!
Fui até o local... Ninguém. Na cozinha, sua ausência
também era notada.
Eu estava sozinho? Depois de tudo
aquilo? Miyavi-kun tinha simplesmente me abandonado!?
Voltei para
a sala e sentei no sofá em que ele tinha feito aquela
proposta, e parei para pensar. "Vamos
fazer sexo.":
era possível lembrar claramente de suas palavras. Foi só
sexo, então? Eu não era amado... Como pude concordar?
"Eu
nunca te odiaria, Kai-chan.",
mas também não me ama, não disse isso em nenhum
momento de nossas vidas!
Fui usado, como
uma prostituta.
E
eu mal recebera pagamento – quase ri do que eu pensei, mas não
é que era a verdade? Cá estava minha pessoa, sozinha,
numa cidade aleatória um pouco longe de casa, dentro de um
apartamento aleatório. Talvez, o dele. Talvez não.
De
qualquer modo, estava ficando com frio, além de querer tomar
um banho, então decidi que o melhor a fazer era, de fato, me
lavar e procurar minhas roupas, provavelmente jogadas pelo quarto
onde eu estivera dormindo minutos atrás.
Levantei-me
novamente, devagar, e fui na mesma velocidade até o banheiro.
Percebi que, no cômodo, havia, além do comum chuveiro,
uma banheira – que tentação! Mas não era a
hora apropriada, então eu teria que resistir.
Entrei no
Box e liguei a água, arrepiando ao senti-la fria, escorrendo
por meu corpo. Logo, porém, ela foi esquentando... Era tão
bom, relaxante. Podia ficar ali por horas, mas tinha um certo medo de
aumentar as contas do outro.
Fiquei apenas parado debaixo d'água
por alguns minutos, só depois começando a me lavar –
e agora eu notara o quanto eu me sentia sujo
–, percebendo que ainda havia, dentro de mim, uma boa parte do que
ele tinha soltado... E isso só me fazia mais imundo!
Por
mais que eu tivesse, com dificuldade, conseguido me limpar
completamente, eu ainda estava me sentindo mal,
e isso machucava. Ia ser tão melhor se ele me amasse... Talvez
eu ficasse até feliz
por ainda senti-lo dentro de mim.
Mas eu era só mais um –
de quantos, hein? – que ele tinha simplesmente fodido...
E ido embora sem se importar! Amanhã eu teria que estar na
PSC, e o Miyavi-kun também. Sem dúvidas, a coisa que eu
menos queria era vê-lo de novo... Porque algo me dizia que ele
não
teria explicações
para me justificar o motivo de ter passado a noite sozinho e com
dor.
A água quente ainda escorria por toda minha epiderme,
e cada vez mais eu me arrependia de ter aquela maldita
marca em meu peito... Com as iniciar daquele que me
abandonou.
Passei os dedos por meu cabelo, jogando-o para trás;
logo, configurei o chuveiro para esfriar e fiquei mais um tempo
apenas relaxando, mas depois me toquei de que não era a hora
apropriada para enrolar: eu mal estava na minha casa... E, nesse
momento, a vida anda e não te espera.
Fechei o registro,
convencido de que eu conseguiria sair daquele banheiro – mas a
vontade de me afogar ali mesmo era quase maior que meu enjôo,
angústia de simplesmente sair
dali
e ir para a cada de alguém da banda, tudo para não
ficar sozinho.
Quem me dera, quem me dera não estar tão
imundo...
Decidi ir para a casa de Aoi – provavelmente, Uruha
também estaria lá, e eles já deviam ter
terminado qualquer coisa
que lá faziam – talvez por estar com medo de ver Ruki ou
Reita.
Oh, claro: tive que bater a palma de minha mão na
testa, esquecendo de que eu não tinha carro e estava,
provavelmente, sem dinheiro algum comigo. Teria que fazer uma coisa
muito feia nos pertences de Miyavi-kun... Mas antes, sem dúvidas,
deveria me vestir.
Procurei, no quarto, por minhas roupas – não
achei nenhuma,
então tive que arriscar, abrindo o armário: nada meu,
mas minha única escolha foi pegar as coisas dele. Busquei as
vestimentas mais normais possíveis e me deparei com uma jeans,
uma camiseta branca com alguma estampa qualquer e, para completar,
devido ao frio, uma jaqueta de couro.
Não neguei estar
mal, mas era questão de sobrevivência: tive que pegar
uma boxer dele, me xingando eternamente por isso. Completei o set
com o primeiro par de meias que vi, me trocando rápido.
Abri
algumas gavetas do criado-mudo e logo encontrei algum dinheiro,
suficiente para minha condução. Guardei as notas no
bolso da jaqueta, correndo para colocar meus sapatos e sair...
Trancado?
"Droga! Como assim?"
Fui até a cozinha: a outra porta também
estava trancada. Me desesperei, usando todas as chaves que vi pela
frente para abrí-las, sem sucesso. Logo, porém, tive
uma idéia engenhosa: será que Miyavi-kun tinha grampos
de cabelo?
Apressadamente, fui até o quarto, encontrando,
com felicidade, uma caixinha deles. Logo, relembrando os tempos de
vandalismo escolar, abri a porta principal usando dois dos
prendedores. Corri para o elevador, já apertando o botão
do térreo freneticamente. Não era possível, como
essa coisa podia demorar tanto?
Assim
que cheguei, só pude correr – provavelmente assustando o
porteiro – para sair dali. Quando me vi fora daquele prédio,
suspirei aliviado. Mal sabia que horas eram, mas parecia ser de
madrugada.
De fato, nunca fui bom em caminhos, mas me surpreendi
quando notei estar no terminal. Só precisava pegar um ônibus
até o trem-bala, e da estação mais próxima
da casa de Aoi ir a pé até lá, correndo.
Segui
o caminho traçado, sempre com pressa, e finalmente consegui
respirar direito ao chegar na porta do guitarrista. Estava garoando,
não que eu ligasse. Toquei a campainha insistivamente, até
que Uruha me
atendeu.
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx Reita
P.O.V.
"Está confortável?",
perguntei.
"Ah, hai... Arigatou, Rei-chan."
"Frio?"
"Um
pouco..."
"Não seja por isso." – peguei um cobertor
do banco do trás, aproveitando para jogar minha mochila no
lugar desocupado e cobri Ruki. "Melhor?"
Ao ver ele
concordar com a cabeça, sorri e lhe dei um selinho – como eu
o amava! –, rodando o carro e entrando do outro lado.
Comecei a
dirigir, observando que Ruki dormira. Fiquei impressionado, pois sua
perna deveria estar doendo muito... Como ele podia estar tão
tranqüilo?
"Rei-chan...", ouvi ele sussurrar, dormindo – era a resposta para minha pergunta, talvez?
Sorri,
imaginando o que ele poderia sonhar a meu respeito.
O caminho até
minha casa foi calmo, e eu fiquei até com só de ter que
acordar meu baixinho... Ele estava num sono tão
angelical!
Infelizmente, tive que acorda-lo... E fiz da melhor
maneira possível: indo pelo lado de fora do carro até o
banco do passageiro, abri a porta e tirei seu cobertor, logo depois
beijando-o, de leve, na bochecha.
"Hnn..."
"Chibi...
Acorde, nós chegamos."
"Ahn..." – ele fez uma pausa
e arregalou os olhos – "Quê? Rei-chan, eu dormi?
Gomen!"
Ele era, de fato, uma criancinha... Só ri da expressão preocupada dele, desculpando-o inconscientemente.
"Pegue minha mochila enquanto eu
destranco a porta, ok?"
"Ah, eu... Hai!" – pude vê-lo
virar-se para trás, ficando de gatinhas no banco para alcançar
a mochila. Como quis mord Infelizmente, tive que acorda-lo... E fiz
da melhor maneira possível: indo pelo lado de fora do carro
até o banco do passageiro, abri a porta e tirei seu cobertor,
logo depois beijando-o, de leve, na bochecha.
"Hnn..."
"Chibi...
Acorde, nós chegamos."
"Ahn..." – ele fez uma pausa
e arregalou os olhos – "Quê? Rei-chan, eu dormi?
Gomen!"
Ele era, de fato, uma criancinha... Só ri da expressão preocupada dele, desculpando-o inconscientemente.
"Pegue minha mochila enquanto eu
destranco a porta, ok?"
"Ah, eu... Hai!" – pude vê-lo
virar-se para trás, ficando de gatinhas no banco para alcançar
a mochila. Como quis mordê-lo! – "Pronto, Rei-chan!"
"Aqui
também.", informei, colocando o objeto nas costas. "Vamos?
Eu te carrego."
"Arigatou..."
Peguei Ruki no colo de novo e fechei o carro na base do chute, agradecendo internamente por existir um botão na chave que trancasse as portas. Ao entrar na casa, usei a mesma técnica de chutar para a entrada. Meu baixinho estava cansado e com dor, e isso me trazia uma pena imensa. Coloquei-o no sofá, apenas observando-o. Ele parecia não entender, pois seu olhar estava indagador.
"Temos que limpar
seu machucado... Vou pegar a caixa de primeiros socorros." – via
ele concordar com a cabeça – "Enquanto isso, vá
tirando sua calça."
"Rei-chan...!", ele me respondeu,
corado.
"Oras, ela está suja... E como eu vou fazer um
curativo assim?"
"Eu... H-hai... Mas e...?"
"Eu te
empresto uma bermuda, pode ficar calmo."
Pude vê-lo
sorrir e concordar novamente e, enquanto eu ia ao banheiro pegar a
caixinha, ele fazia o que foi pedido, levemente ruborizado.
Ao
voltar, percebendo que meu baixinho se encolhia, logo corri até
o quarto, pegando uma bermuda para ele. Sorri observando a expressão
mais confortável dele, já vestido, então
abaixei-me e abri a pequena maleta, pegando um algodão e água
oxigenada, limpando o machucado de Ruki e os seus
arredores.
"Hmm..." – era possível identificar a
dor que ele sentia – "Tá ardendo,
Rei-chan...!"
"Calma...", respondi, olhando para minha
camiseta suja no chão. "Estou quase acabando."
Pouco tempo depois, terminei de limpa-lo e peguei uma gaze e esparadrapos, fazendo um curativo. Suspirei, pegando a calça dele e minha blusa.
"Vou deixar de molho.", avisei.
"Hai,
arigatou..."
"Você quer alguma coisa?", perguntei,
indo para a área de serviço.
"Hm, o que Rei-chan
quiser."
"Então eu vou passar um café para nós,
certo?"
"Uhum."
Coloquei as roupas num balde, posteriormente enchendo-o com água. Ao passar pela cozinha de novo, já preparei as coisas na cafeteira e percebi que a TV tinha sido ligada.
"Chibi?"
"Ah, eu liguei a
TV..."
"Hmm, ta passando algo legal?", perguntei, me
aproximando.
"Não sei... Talvez alguma coisa nos canais
mais para frente..." – ele apertou o botão de forward
com força – "Mas essa pilha ta fraca, então acho
que vai demorar pra chegar lá."
"É, já me
disseram isso esse mês mesmo. Amanhã vejo se troco.",
respondi, sentando ao seu lado.
"Hm.", meu baixinho apenas
concordou, se encolhendo um pouco ao perceber minha presença
lá.
"Algo errado, Chibi?"
"Ahn, eu...
Nada."
"Agora eu quero saber."
"É que..." e,
sussurrando em palavras quase inteligíveis, ele me disse:
"Équeeuqueriaquevocêpudessemeabraçar..."
"Own,
era só isso Eu já ia fazer, nem que você não
pedisse."
"Eu... Ah..."
Fiquei encantado em quão
fofo
ele podia ser simplesmente cheio de vergonha. Passei um dos braços
por sua cintura, devagar, enquanto o outro deslizava para baixo de
seus joelhos... E coloquei o baixinho em meu colo, como um bebê.
Ele
simplesmente gaguejou alguma coisa aleatória e puxou o ar com
força; senti até seu coração falhar uma
batida e logo acelerar. Ajeitei o pequeno corpo no meu, fazendo Ruki
aninhar-se em meus braços.
"Confortável?"
"H-hai..."
"Hm,
vá procurando algo legal para ver... Acho que o controle ainda
presta para algo."
Meu baixinho concordou e começou
a passar os canais, pressionando os botões com força.
Eu não prestava atenção, acariciando seus
cabelos.
Ouvi-o perguntar algo sobre "canais de filme", e
simplesmente concordei; como eu poderia negar algo ao vocalista? Eu
estava completamente aéreo, hipnotizado pelo calor dele...
Podia até comê-lo,
aqui e agora. Quase ri de meu pensamento, mas desviei meus olhos para
o relógio: eram quase duas e meia da madrugada.
E foi
quando eu juntei as informações que levei um susto:
madrugada, canais de filme... Como meu baixinho podia ser tão
inocente a ponto de saber – ou, pelo menos, ter previsto – que
nesses horários a programação é
indecente?
Tentei
avisá-lo, mas já era tarde demais. Ruki estava
completamente corado, olhando para a tela perplexo e, sem dúvidas,
paralisado. Processou a informação de que aquilo era
pornô,
e finalmente apertou o botão de mudar de canal, apressado... E
não surtiu efeito algum; entrando em desespero, voltou a
tentar fazer o controle funcionar, sem sucesso.
Por que essa
coisa tinha que pifar logo
agora?
E o que essas empresas de programação pensam ao
inventar um aparelho sem botões de ligar e
desligar?
"Rei-chan, eu não consigo mudar de
canal...!"
"Hm, deixe-me tentar..." – peguei o controle
remoto e fiz o mesmo que ele, mas também não obtive
resultado.
Ele tentava não olhar para a tela, mas era inevitável... Seus olhos estavam vidrados na televisão, e eu sentia seu corpo estremecer a cada vez que ouvia um gemido ou percebia, no filme, algum ângulo mais favorável.
"Chibi, eu vou desligar a TV, da tomada mesmo... Você pode se levantar, onegai?"
Ele não se mexeu e, ao tentar responder
algo, a única coisa que conseguiu pronunciar foi um "Hnn",
vagaroso e... Obsceno.
Senti
um calafrio percorrer minha espinha, e soltei um ofego qualquer ao
conseguir respirar. Não queria admitir, mas provavelmente eu
estava ficando excitado.
Nós dois estávamos
imóveis, admirando a tela; às vezes Ruki gemia ou
ofegava, tão
adorável,
o que ia me tirando qualquer pingo de sanidade que eu ainda tivesse.
Quem me dera não ser tão certinho com o que eu prometo,
mesmo que para mim mesmo...
"Hnn..." – ouvi a voz do baixinho ao pé de meu ouvido – "Rei-channn..."
Eu sei que ele fazia isso não propositalmente, mas não hesitei em, passando a mão por seus cabelos, sussurrar, num tom sensual:
"Você quer alguma coisa de mim,
Chibi?"
"Eu..." – ele estava praticamente delirando
em meus braços; parou por alguns instantes e se deu conta do
que ia falar, mudando a frase – "...Preciso me trancar no
banheiro..."
Oras, como assim? Se Ruki quisesse se livrar da carga diária de provocação que eu jogava para cima dele, poria contar comigo para fazer iso – não me importaria em ajudá-lo... Afinal, isso era o que eu mais queria fazer no momento.
"Hm, para se aliviar disso
aqui?",
perguntei, levando uma de minhas mãos até seu baixo
ventre, já notavelmente ereto.
"Ahh...", ele gemeu
baixo, tentando se soltar de meus braços. "...É...
Gomen, Rei-chan, eu... Eu já volto...!!"
E meu
baixinho simplesmente se levantou, correndo – mesmo que mancando –
para o banheiro. Como ele podia não perceber que eu faria
absolutamente todo o trabalho se ele quisesse?
...Ou, talvez, ele
simplesmente não quisesse. Meu coração doeu de
leve, lamentando por não poder fazer nada para provocar prazer
nele. Suspirei. Algum dia, talvez... Levantando-me, tirei a televisão
da tomada, logo deitando no sofá com as costas para o resto do
mundo.
Não se passou muito tempo até que comecei a
ouvir alguns gemidos – e aquela era a voz de Ruki – vindos do
banheiro, pronunciando meu
nome. O que ele pensava estar fazendo com minha sanidade? Não
era possível, isso ainda iria me consumir! Nós dois
queríamos isso, mas negávamos um para o outro tudo o
que desejávamos... Como se fosse algo proibido, que fosse
digno de se sentir nojo de fazer. Eu ficaria irritado com toda essa
hesitação, mas só podia, nesse momento, me
incomodar com o volume que se formara em minhas calças devido
aos gemidos do baixinho. Droga, eu seria condenado a ficar ouvindo
isso e
não poder fazer nada?
Provavelmente
sim... Então apenas fechei os olhos e tentei dormir –
talvez, em meus sonhos, eu pudesse fazer algo a mais com ele. Meus
braços estavam levemente doloridos e eu estava cansado, então
seria uma tarefa até que fácil de ser executada.
Ruki
ficaria bem confortável ao dormir: como eu estava no sofá,
ele seria obrigado a deitar-se em minha cama. Em
minha cama...!
Só a visão dele deitado nela serviu para despertar mais
ainda meus sentidos... E depois o cheiro dele ficaria impregnado em
meus colchões: quem me dera sentí-lo para sempre.
Eu
estava de olhos fechados, parecendo adormecido, quando uma pequena
mão veio ao encontro de meus cabelos.
"Rei-chan...?"
– meu baixinho perguntou, acariciando meus fios loiros. Como era
inocente...! – "Rei-chan, você dormiu...?"
"Hm?",
indaguei, abrindo os olhos para admirá-lo. Ele era um ajo, não
era possível. "Ah, não... Eu só estava
deitado. Você conseguiu fazer o que queria, afinal?"
"Na
verdade..." – pude vê-lo corando – "...Não..."
"Por
que?"
Aquilo estava ficando esquisito – mesmo para meus padrões –, tive que admitir.
"É que... Eu
fiz aquilo tudo sozinho."
"Ah.", exclamei, aparentando não
ter segundas intenções. "Você... Quer
ajuda?"
"Eu..." – quase delirei com suas bochechas
coradas.
"Deixe de ser fresco e sente-se aqui."
Levantei-me do sofá, empurrando Ruki no mesmo.
"Rei-chan!?"
"Você
quer ou não?", perguntei, ajoelhando-me entre as pernas do
meu baixinho.
"Eu... Quero, mas..."
"Mas?"
"Não
desse... Jeito."
Arregalei meus olhos.
"Como?"
"É
que..." – senti uma de minhas mãos ser guiada até
seu baixo ventre, mas depois se deslocando, devagar, até onde
eu me recusava a entrar.
Mesmo por cima de todos os tecidos, ele gemeu – "Hm... Eu...
Queria isso."
"Taka-chan...", suspirei, "Eu nunca faria
isso em você." – ao ver a expressão desolada dele,
pus-me a corrigir a frase – "Digo, eu não quero te
machucar. Façamos do meu jeito, sim?"
Ele estava com uma expressão muito triste, mas apenas concordou com a cabeça, encolhendo-se um pouco e abraçando uma almofada.
"Ah, Chibi, assim também não.", disse, passando uma mão em ses cabelos. "Talvez eu só não esteja preparado para isso... Algum dia nós poderemos fazer desse jeito, se você realmente quiser."
Era horrível dar-lhe esperanças
daquele jeito, pesava em minha consciência. Mas o que eu podia
fazer se quisesse vê-lo mais feliz?
Ruki sorriu
tristemente, mas me perguntou:
"Você... Promete?"
"Não
posso jurar por minha vida... Mas se algum dia pudermos ter a
oportunidade, não hesitarei."
"Arigatou, Rei-chan..."
– ao terminar a frase, soltou a almofada e levantou-se, andando
para o quarto. "...Vem dormir comigo? Onegai!"
Não pude conter um sorriso divertido ao notar o desespero em sua voz, mas assenti.
"Claro que vou, Chibi."
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx Uruha
P.O.V.
Tentei dormir de
novo, mas a campainha era insistente, então resolvi atendê-la.
Para minha surpresa, era nosso baterista.
"Kai?"
"Uruha-san!",
ele me disse, caindo em meus braço s e chorando. O que
diabos...?
"Ei, ei, o que houve?", perguntei,
abraçando-o
Ele parecia desolado, procurando por alguma salvação. Como dava pena... Será que alguém tinha feito o mal?
"Miyavi-kun...", me
respondeu, aos prantos. "Eu... Ele... Depois... Sozinho."
"Tem
certeza, Kai!?" – era possível entender, mesmo que em
palavras desconexas, que o tatuado havia
abandonado-o.
"Hai...!"
Kai me abraçou com força, chorando, e eu só pude abraçá-lo na mesma intensidade.
"Você quer entrar?"
"Onegai...
Eu não quero ficar sozinho..."
Puxei o baterista, devagar, até a sala, sentando-o no sofá. Miyavi tinha feito algo horrível para ele estar desse jeito, pois eu sabia que Uke o amava demais; eu era como uma "mãe", que sabia de tudo... Sempre portava o segredo dos outros e, às vezes, podia decifrar alguns só de observar seu guardião.
"Eu
não sei o que eu fiz errado, Uruha-san..."
"Você
disse o que sentia para ele?", perguntei, sentando-me ao seu
lado.
"Não..." – ele corou, ameaçando desabar
de novo. "Ele só disse para fazermos aquilo."
"Amor?"
– Kai negou com a cabeça "...Só
sexo,
Kai!?"
"É... Uruha-san, eu tenho medo de vê-lo na
PS amanhã!"
"Não evite-o... Apenas converse com
ele e tente esclarecer as coisas. Quando você está
apreensivo, a pior coisa a fazer é ignorar a razão.
Confie em mim, isso já aconteceu comigo e com Yuu."
"Mas
vocês se dão tão bem, é diferente!", ele
comentou.
Suspirei, pronto para contar uma história.
"Há
tempos atrás não era bem assim. Lembra de quando você
entrou no Gazetto?"
"Quando o Yune-san saiu?" – mostrou-se
interessado, por ser assunto tão antigo. De fato, ele adorava
esse tipo de história. Não que eu me vangloriasse por
tudo o que aconteceu entre eu e Aoi, mas de fato o desfecho era
bonito.
"Sim, sim. Mesmo naquele começo de banda eu e Yuu
já estávamos meio que de olho um no outro, só
que não conseguíamos nos expressar. Um certo dia,
voltando para casa, ele me convidou para visitá-lo. De bom
grado eu fui..."
"E o que aconteceu?"
"Fizemos sexo.
Estávamos num clima favorável ensaiando um pouco das
músicas da época, quando decidimos brincar de
fanservice. Sem querer, foi longe demais. Paramos de tocar, do nada,
enquanto começávamos um beijo quase selvagem de tão
necessitado."
Kai corou ao, provavelmente, imaginar o beijo, então decidi maneirar:
"Hm, não vou
entrar em detalhes. Acabamos soltando as guitarras em qualquer canto
e fizemos tudo o que podíamos ali mesmo, sem falar nada um
para o outro além das coisas básicas, aquelas que são
impossíveis de não se dizer."
"E depois?" –
ele parecia uma criança ansiosa pelo final de uma história...
Chegava a ser meigo, tratando-se de Kai.
"Eu não dormi
lá, só me troquei e fui para minha casa. Nos meses que
passavam continuávamos só amigos e, de tempos em
tempos, nos encontrávamos especialmente para descarregarmos as
tensões... Só que a minha não passava, porque eu
me dei conta de que estava realmente apaixonado."
Suspirei de novo, lembrando com clareza do que acontecera depois. O baterista me esperava, interessado.
"Algum tempo depois ele arranjou
uma namorada. Não sei se você lembra, mas tiveram uns
ensaios que eu faltei. Meio que em 2003, por aí."
"Ué...
Mas você não tinha ficado doente naquelas semanas?"
"Aí
que você se engana: foi só o que eu disse! Mas é
que eu não queria ver Yuu de jeito nenhum... Era como se ele
tivesse me traído, então eu fiquei depressivo até
decidir tentar conversar. Fui at´r sua casa, um pouco
hesitante, mas consegui demonstrar meu ciúmes."
"Como
assim?"
"Lembro até hoje do que eu disse... 'Agora
você não tem mais tempo para mim por causa da sua
namorada, ne?'... Ele entendeu na conotação maliciosa
e fizemos sexo de novo, só que... A mulher lá nos
encontrou no meio do ato."
Só pude achar engraçada a expressão perplexa de Kai, ansioso por mais.
"Yuu
simplesmente me deixou sozinho na cama e correu para ela... Fiquei
muito mal de perceber que eu era apenas usado. Assim que ele levou um
fora e uns sermões da outra, quem decidiu brigar com ele fui
eu."
"Hah, eu lembro bem disso!" – percebi Aoi entrando na
sala e sentando numa poltrona, ao meu lado. "Acordei sozinho, o que
você está fazendo aí com Kai?", ele perguntou,
divertido.
"Contando nossa história... Kai está
com uns problemas, então eu decidi ajudá-lo."
"Hai.",
o baterista concordou. "Desculpe incomodar vocês dois a essa
hora da madrugada."
"Ah, que isso! Estamos aqui sempre que
você quiser e precisar.", disse Yuu. "Agora, continua a
história, porque a platéia" – e se apontou – "tá
aumentando."
"Claro!", respondi, sorrindo.
Agora eram duas crianças esperando o final.
"Enfim, Aoi
estava mal por ter levado um fora e eu, ao invés de seguir
minha sanidade e consolá-lo, deu um segundo fora!"
"Putz,
aquilo doeu, Uru. Não deixe-o bravo, Kai, eu falo sério!",
ouvi uma voz comentar.
"Yuu!", exclamei, brincando de estar
emburrado.
"Mas é sério, seus foras machucam mais
do que qualquer outro!"
"Faça o favor de calar sua
linda e obscena boca e deixe eu continuar!", brinquei. Aoi
concordou com a cabeça, sorrindo. "Hmmm... Eu disse para ele
que devia ter aproveitado enquanto me tinha, que me magoou muito, que
me fez parecer um mero brinquedinho por causa da namorada... E foi só
aí que ele se tocou de que eu o amava. Aliás, ele é
lerdo até hoje!", eu ri, recebendo um tapinha dele. "...Mas
já era tarde... Ficamos sempre longe um do outro quando
ensaiávamos, até que Reita pareceu cansado de saber que
algo
estava errado entre nós e decidiu nos convidar para jantar num
restaurante aqui da cidade. Acabou não indo, de sacanagem, e
nos deixou sozinhos lá... Sem querer, eu não me
agüentei e chorei."
"Nossa, foi ruim te ver daquele
jeito.", Yuu comentou.
Meus olhos brilharam e eu sorri com a observação; todavia, continuei a história, segurando uma das mãos dele.
"...Ele me abraçou e pediu mil desculpar enquanto eu dizia o quanto eu o amava. No final, acabamos tendo um jantar romântico ali mesmo e Yuu até me pediu em namoro! Até hoje não me arrependo de ter aceitado..."
Kai sorriu, apesar de ainda triste. Era bom
que ele tomasse nossa história como exemplo para falar com
Miyavi.
Eu visava um final feliz para os dois, e também
queria que não fosse tão complicado quando tudo entre
Yuu e eu.
"Talvez eu fale com ele..."
"Ele quem?",
pude ouvir meu lerdo perguntar.
O baterista ruborizou, mostrando que, provavelmente, não falaria por si. Me limitei a fazer um "M" com as mãos, vendo que o outro entendera.
"Aaah, o tatuado? Nunca pensei em vocês
dois juntos! Acho que estou, realmente, ficando lerdo."
"Yuu!",
reprovei. "Você é um idiota, nunca percebe nada."
"Não
me xingue, mamãe... Vou descontar isso na cama."
Nós dois estávamos brincando de brigar, e Kai sorria – fiquei aliviado ao vê-lo assim, um pouquinho mais feliz. Era bom que pudéssemos fazer algo por ele! Mesmo que bobo, mesmo que para apenas relevar sua situação com Miyavi.
"Às
vezes...", ele começou. "Eu queria ter momentos assim com
o Miyavi-kun."
"Você terá!", respondi.
"Assim
espero." – o baterista estava mais animado e, ao terminar a
frase, sorriu um pouco tristemente.
Passamos algum tempo em silêncio, apenas nos encarando, até que Aoi quebrou as barreiras do som e bradou:
"Então, eu estou com sono!
Quando podemos dormir, Kou-chan?"
"Você é uma
gracinha.", me limitei a dizer, apertando uma de suas
bochechas.
"Querem que eu saia?" – foi a vez de Kai
interferir.
"Oh, não, Por favor, passe a noite aqui. Eu,
como dono do dono dessa casa, permito.", respondi, rindo.
"Ei,
como assim dono do dono?", resmungou Yuu. "Que eu saiba, quem é
dono aqui sou eu."
"Hm, eu sou passivo porque gosto!", me
defendi. "Qualquer dia desses, te pego de surpresa! Enfim...",
continuei, virando-me para Uke, "Você pode dormir no quarto
de hóspedes. Sei que não é a cama de luxo do
Aoi, mas já é melhor que o sofá."
"Hai!",
ele respondeu, mais animado. "Vou indo então... Oyasumi para
vocês dois."
"Qualquer coisa é só
chamar.", avisei.
Kai nos acenou, levantando, como forma de dizer que entendeu. Pouco tempo depois dele sumir pelo corredor, fomos nós dois que voltamos a deitar, num nó mais forte ainda.
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx EU
ACABEI, EU ACABEI, É UM MILAGREEEEEEEEE!!
Essa história do Aoi e do Uruha provavelmente vai
ter uma fic própria, mas isso mais para frente.
Hm, sobre o
capítulo V, não faço idéia. Não
tenho nada digitado nem escrito ainda, então pode demorar mais
um pouco. By the way, como será um novo dia nele, minhas
idéias vão se renovar e, é, sei lá. Perdi
a linha do que eu tava escrevendo aqui. XD
Boa leitura, espero que
tenham gostado até agora!
Aceito sugestões para os
próximos capítulos. 8D
