BOM DIA!!!!!!!!! ;D

Tudo bem, bem? Comigo tudo, obrigada ;P hahaha Eu sou besta mesmo...

OBRIGADA, OBRIGADA pelas lindas reviews!! Amei todas, um beijão as pessoas lindas! :D

Gente, (VINTE E OITO PÁGINAS) O maior de todos os capítulos que eu já escrevi de qualquer uma das minhas fics. Estou cansada... Enfim, vou explicar por quê. Nesse capítulo tem tanto a visão da Bella quanto a do Edward, porque eu não suporto fic em que um dia é o POV Edward e o outro POV Bella, por isso faço logo todos no mesmo capítulo, mas isso não significa que não é necessário ler o próximo POV, porque ele conta o que o personagem estava pensando no momento e é muuiiito importante para a estória!!!

Vamos ao capítulo longo: (LEIAM TUDO ;P)

Capítulo 4 – Momentos

Depois de três dias se passarem desde a chegada do Cullen, ele não larga de mim. Nos três dias, imaginei que ele fosse se sentar com Alice e seus amigos, mas não. Se sentava na minha mesa, comigo e puxando papo, como se fosse forçado a isso. Tentei ao máximo espantá-lo, mas nunca era o suficiente, era mais persistente do que eu pensava. Quanto mais eu tentava, mais eu me cansava e mais ele não me largava, parecia ser seu passatempo me irritar. Por isso decidi ignorá-lo sem dizer nada.

Fui guardar meus livros no armário antes de seguir ao refeitório. Meu dia estava passando tão lentamente que a minha vontade era de ir para casa, ainda mias porque tinha Educação Física depois do almoço.

Suspirei, fechando a porta do armário e encontrando Edward atrás dela, com seu sorriso torto estúpido.

-Ah! – Levei uma mão ao peito. – Quer me matar, garoto?! – Fechei a porta com tudo e me virando para novamente ignorá-lo.

-Não, mas eu vim te contar uma coisa, amiga. – Riu.

-Não sou sua amiga, Cullen. – disse entre dentes, com ele me acompanhando sorrindo.

-E então o é? Porque, que eu saiba, isso se chama amizade. Você sabe, esse negócio de aparecer e conversar...

-Não, eu não sei! – Parei, olhando-o com olhos furiosos. – Se quer saber, eu não faço a menor idéia de como amigos se comportam, porque talvez eu não tenha amigos! – Extravasei, depois me virando para ver se alguém tinha visto aquela cena. Não. Não tinha ninguém no corredor.

Olhei-o e o vi sério e me analisando, como se tentasse ler a minha alma. Aquilo me deixou sem-graça. Abaixei a cabeça, girando e indo ao refeitório, não olhando para trás. Estava morrendo de vergonha de ter acabado de contar um pedaço da minha história insignificante para alguém como ele.

Entrei na fila, mas estava sem fome, por isso só peguei uma bebida. Hoje especialmente, o meu estômago não tinha acordado muito bem. Estava sentindo espasmos de enjôo. Paguei a bebida e vi Alice acenar para mim. Sabia o que ela queria, mas não. Não iria me sentar com ela e seus amigos de novo, também porque não queria ver a cara do Cullen.

Devolvi-lhe o aceno, com um rápido sorriso e fui a minha mesa. Joguei a minha mochila sobre a minha mesa e me sentei. A bebida era para ter me ajudado a melhorar, mas ao que pareceu teve o enfeito contrário. Comecei a me sentir um pouco tonta e fraca igual quando via sangue, mas eu não vi nada...

-Não tem amigos. – Ergui o olhar para vê-lo sentado relaxadamente na cadeira a minha frente, olhando-me seriamente. Não estava a fim de falar, muito menos de brigar, por isso me mantive quieta.

Fechei meus olhos, ignorando-o e tentando reprimir o enjôo. Não, eu não vou vomitar aqui!, gritava para mim mesma, tentando me controlar.

-Bella, por que não conversa comigo sobre isso? – Continuei com os olhos fechados, mas pude notar o tom de preocupação em sua voz.

Respirei fundo. Minha primeira reação foi respondê-lo de um jeito que o faria nunca mais falar comigo, mas eu não passava bem e no momento só queria que ele saísse dali para no caso de eu vomitar, não ser em cima dele.

-Edward, - disse seu nome calmamente. – Por favor, me deixe sozinha... – Engoli. Resolvi testar a bebida de novo, não foi uma boa idéia, só fez meu estômago se agitar mais ainda.

-Está branca... – Escutei o barulho de cadeira se arrastando. – Bella, o que está sentindo? – Sua voz era urgente e estava mais perto. Sentia minha pressão baixando e sentia que ir ceder a qualquer momento.

Deitei minha cabeça sobre meus braços e me deixou mais enjoada ainda. Recostei-me na cadeira, tentando encontrar uma posição confortável. Ia desmaiar.

-Bella! – Edward apertou meu braço. – O que está sentin...

Abri meus olhos e arfei, buscando por ar, quando cedi.

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Pestanejei, abrindo meus olhos e rolando-os no cômodo em que me encontrava que logo reconheci como a enfermaria. Já tinha passado muito tempo naquele lugar. Estava deitada na maca. Tinha algo gelado na minha testa, deixando-a molhada. Minto, eu estava suando e estava com frio. Estiquei minha mão tirando o negócio da testa e jogando-o ao chão.

Vi alguém levar um susto. Dirigi meu olhar à pessoa que estava com a cabeça recostada a maca em que eu estava. Reconheci os cabelos dourados.

-É assim que você desperta? – Ele perguntou sem me olhar, olhou diretamente a coisa que eu tinha tacado. – Tacando as coisas no chão?

-O que está fazendo aqui? – perguntei ignorando-o.

-Você desmaiou e eu te trouxe. – Olhou-me como se fosse óbvio. – Não ia te deixar caída lá no refeitório.

-Não estou falando disso. – Ergueu a sobrancelha. – O que está fazendo aqui se já tinha me deixado?

-Ah! – Pareceu surpreso e pensou por um momento. – Não sei... – disse sincero. – Acho que achei que eu me senti responsável por você, afinal – Sua feição mudou de: sem compreensão para contente, me sorrindo. – Foi na minha frente que você desmaiou. – Sorriu abertamente. – Sabia que eu tinha um certo poder sobre as mulheres, mas essa de desmaiar foi muito boa... – Riu sozinho.

-Argh! Cale a boca, Cullen! – Passei minhas pernas sobre o alto de sua cabeça, desviando para não bater nela, e pulei para fora da cama. Fazendo tudo girar. Edward segurou a minha cintura, me sustentando.

-Acabou de acordar de um desmaio e ainda levanta rápido? Quer voltar a ele? – Perguntou nervoso, ainda me sustentando.

A parte lateral do meu corpo estava grudada ao dele e estranhei, porque por mais que não permitisse que chegasse perto, não queria que ele se afastasse, como se tivesse sendo atraída ou algo do tipo. Minha mente gritava para eu sair, mas isso ia contra meu corpo.

Contentei-me em fuzilá-lo com os olhos. Ele recuou, me soltando.

-Obrigada. – murmurei antes de pegar minha mochila que estava sobre a mesa e sair da enfermaria e encontrar a senhorita Cope.

-Está melhor, Bella? – perguntou-me se virando para mim.

-Estou, obrigada. – E estava mesmo apesar de ter ficado tonta, mas o enjôo tinha sumido por completo e já me sentia recuperada. Passei por ela, quase perto da porta.

-Bella, está liberada das suas próximas aulas, pode voltar para casa e melhoras, querida. – Sorriu-me.

Não estava acreditando. Podia voltar para casa? Graças a Deus! Era um sinal!

-Edward irá levá-la para casa em segurança. – Completou.

-O quê?! – Não pude ocultar o meu pensamento e a insatisfação no meu tom de voz. Ergui meu olhar e ele me jogava uma careta de falso desapontamento pela minha voz. Franzi o cenho e apontei com a cabeça para ele ir na frente.

Ao passar por mim, o idiota riu.

Apertei a alça da mochila, tentando me controlar, quando me coloquei ao seu lado. Ele não me olhava, mas tinha seu sorriso irritante nos lábios provavelmente vibrando internamente por me deixar nervosa, passatempo, sem contar os momentos em que eu não o entendia nunca.

Fomos em silêncio ao estacionamento. Estava perto do meu carro, virei-me em sua direção, quando sinto ser puxada para trás, quase caindo.

-Você está...! – Ia gritar, quando ele me girou e colocou a mão na minha boca, calando-me.

-Quieta! – murmurou. Puxando-me pela nuca, enquanto a outra mão continuava calando-me. Aproximou-me dele, me juntando a ele novamente. Debati-me, batendo em seu peito e tentando fazê-lo soltar a minha boca. – Para, Bella! Quer voltar a aula?! – Franziu o cenho.

Parei, revirando os olhos. Ele era tão irritante que chegava a cansar. Riu abafado.

-Boa menina. –Sorriu. – Agora vamos ao meu carro.

Fiz um barulho de: O quê? E ele entendeu.

-Não ouviu à senhora Cope? Vou te levar em casa. – Me puxou na direção contrária. Finquei meus pés no chão. Ele grunhiu e voltou a me olhar, cansado de mim, lógico. – O que foi agora?

Apontei para sua mão com o cenho franzido.

-Ah! – Soltou-me. – Só não fuja e não grite, de preferência. – Botou as mãos no bolso da calça e se virou aonde queria ir.

Olhei para o meu carro. Tão perto... Daria tempo de eu correr e pegar ele?

-Bella? – Chamou-me seco. – Nem. Tente.

-Por que tem que me deixar em casa...? – Pensei um momento. – Ah! Não. – Parei e ele virou o tronco na minha direção.

-Cara, você cansa! – Reclamou jogando a cabeça para trás.

Ignorei-o.

-Não vou para casa. Minha mãe está lá e ela vai ficar grudada em mim o dia inteiro.

-Tá, tudo bem. Vamos a outro lugar, então. Mas será que podemos ir? – Apontou para fora da escola.

-Para onde? – Coloquei-me ao seu lado e seguimos em frente.

-Sei lá. Para onde você vai quando quer fugir da sua família?

-Por que não me deixa pegar o meu carro? Assim você volta para casa e eu vou para onde eu quiser, não é melhor assim?

-Não, gênio. – Ironizou. – Senhora Cope, antes de você acordar, decidiu que eu iria deixá-la em casa, já pensando no seu carro, ela chamou Alice e deu a chave dele para ela.

Puxei minha mochila para frente e enfiei a mão no bolso onde colocava as chaves do carro e de casa, mas não tinha nada.

-Ficou muito feliz com a sua falta de confiança em mim. – disse sarcástico. Voltou a andar. – Vamos logo. Acha que também quero ficar aqui? Não, por isso estou te levando para casa.

-Obrigada, Cullen, mas não pedi sua ajuda. – disse secamente. – Pode ir para casa e me deixar aqui, posso ir a qualquer lugar sozinha! – Mandou-me falar baixo, colocando o indicador na frente da boca. – E não em manda cala...

-Bella! Por céus! Fique quieta! – Pulou em cima de mim, tapando a minha boca de novo. – Será possível que não consegue brigar sem começar a gritar?!

Comecei a bater nele, mas ele foi mais esperto. Jogou sua mão livre ao redor da minha cintura e me abraçou, me deixando sem ter como batê-lo. Começou a me carregar pelo estacionamento em passos pequenos, já que estávamos juntos, melhor, já que ele estava me prendendo.

Me mexi tentando me soltar.

-Ai! Você me mordeu, sua louca! – Sorri vitoriosa por tê-lo feito ao menos soltar a minha boca.

-Agora você pode me soltar. E! – Recomecei quando ele ia responder. – não volte a botar sua mão suja em mim de novo, se não, vou tirar um pedaço dela. De. Verdade.

-Louca. – Me soltou. Olhando a marca de dentada que tinha na palma da mão. Eu tinha mesmo mordido forte.

-Ah! E, não me mande calar a boca, se não...

-Se não o quê? – Parou diante de mim, bem próximo. Fiquei olhando-o sem me mexer, só conseguia olhar para seus olhos verdes sobre mim. Não estava pensando direito. – Vamos! Diga.

Desviei-me dele, continuando a andar na direção que ele antes ia.

-Não pensei ainda, mas posso garantir que boa coisa não é.

-Claro que não... – Apertou o alarme do carro e me indicou para que eu entrasse naquele Volvo idiota e reluzente. Assim o fiz. Fechei a porta e coloquei o cinto, mal-humorada. Ele entrou e fez o mesmo, me analisando. – No que está pensando?

-Em como você me irrita. – Não era mentira, mas basicamente não era nisso que eu estava pensando.

-Bom, podemos dizer que isso é um dom. – Sorriu torto, ligando o carro e saindo do estacionamento da escola. – Mas, como você é uma péssima mentirosa, não acredito em você.

Bufei olhando pela janela.

-Vamos, Bella. Um pouco mais de confiança aqui. – Estava ficando bravo e eu estava pouco ligando.

-Estava pensando por que você ainda não se afastou de mim. – Soltei contando a verdade.

Ele freou bruscamente e parou o carro no acostamento da pista. Olhando para frente e com as mãos apertadas contra o volante.

-Por que parou? – perguntei. – Não tinha um lugar melhor para...

-Cale a boca. – disse entre dentes.

Recuei pela primeira vez na minha vida, ele estava me assustando. Virou-se para mim, com a boca fina em uma linha estreita, seu cenho franzido e com os olhos intensos e procurando respostas, respostas sobre mim.

Virei meu rosto para frente, libertando-me de seu olhar.

-Olha, por que não...

-Bella. – Segurou meu rosto com uma mão, virando-o para ele. – Você vai me responder a pergunta que eu fizer, porque se não, ficaremos aqui o dia inteiro. Agora, por que acha que eu deveria me afastar de você? – Fiquei quieta, encarando-o e vendo seu ódio se espalhar por seus olhos a medida que o silêncio aumentava. – Fale!

Levei um susto.

-Pode me soltar? – Tentei manter minha voz firme. Ele afrouxou a mão, mas não me soltou. Revirei os olhos. – Não vou fugir, Cullen.

-Vamos logo, Isabella. Responda. – disse firme.

-Não quero falar sobre isso. – disse no mesmo tom, abaixando o olhar para o seu pulso.

-Quando disse que ficaria aqui o dia inteiro, eu não estava brincando. – Lembrou-me. - Por que se esconde? Por que trata as pessoas mal? Por que não quer que elas cheguem perto de você? Por quê, Bella? – Seus olhos amoleceram e começaram a me analisar, ternos.

Pensei por um instante antes de falar. Não sabia se estava fazendo certo, mas cheguei à conclusão que não dava para esconder coisas dele, por mais que ansiasse por isso.

-Porque ninguém quer ser meu amigo. Só por isso. E também não faço questão por um. – Completei.

Soltou-me sem tirar os olhos de mim. Por que ele se importava com isso? E o mais importante, por que ele não se afastava?!

-Talvez não sejam as pessoas que não queiram a sua amizade, talvez seja você mesma. – disse-me. – Você não quer a amizade dos outros, isso eu já entendi, o que não entendo é por quê.

-Porque eu não as quero, simples.

-Simples? Não é simples. Que tipo de pessoa quer ficar sozinha para o resto da vida?

-Eu! É difícil entender isso?! – Quase gritei. – Sou solitária e quero ficar assim, mas você e nem ninguém respeita isso!

-Bella, isso é um trauma.

-Edward, me leve para casa. – disse firme me recostando no banco.

-Não me chamou de Cullen. – Olhei-o sem entender. Sorria, um sorriso encantador e espontâneo. – Vamos embora.

Ligou o carro e seguiu em frente.

Voltei a olhar pela janela, tentando afastar os pensamentos estranhos e ilusórios que vinham. Notei que meus batimentos cardíacos estavam a mil. Estiquei minha mão até meu rosto e senti-o quente. Também estava quente, o que significava que eu estava corada. Não conseguia entender as reações que tinha quando estava perto de Edward. Ele mudava tudo que se passava comigo. Não conseguia formular nada muito coerente ou que saísse exatamente como eu queria.

Fechei meus olhos, aconchegando-me mais ao banco. Estava cansada de tentar entendê-lo. Talvez fosse preciso apenas relaxar para poder voltar ao normal.

-Bella? – Chamou-me. Abri meus olhos e me virei a ele. – Dormiu?

-Não. – murmurei olhando a estrada. Já era para eu estar em casa e aquele caminho não era o meu. Sentei-me direito. – Onde estamos indo?

-Você disse que não queria ir para casa e que não sabia aonde ir, então estou te levando a minha. – Desviou o olhar para me jogar um sorriso.

-C-Como? – gaguejei.

-Vai conhecer a minha mãe. – disse simplesmente.

Ri sem humor ao voltar a olhar a estrada.

-Desculpe, mas não me lembro de ter aceitado um pedido de casamento, muito menos de estar namorando você.

-Precisa estar namorando comigo para conhecer minha mãe? – Ele se divertia com a minha ingenuidade.

-Sim. Eu acho... – Não sabia mesmo, não era assim?

Ele parou em uma vaga de uma casa enorme, branca com detalhes em madeira e, com janelas longas e de vidro. Era uma casa incrível. Fiquei impressionada com seu tamanho e com a beleza. Não imaginava que ele morasse em uma casa assim. Sabia que tinha dinheiro, mas não tanto assim.

Tirou o cinto e soltou o meu, antes de sair. Estava tão impressionada com a casa, que não notei que ele tinha dado a volta no carro e abriu a porta que dava para mim, pegando minha mão e me puxando ao seu encontro, com um sorriso malicioso nos lábios. Me sobressaltei com sua reação, encarando-o sem entender.

-Então, vamos, namorada. – Beijou minha testa antes de fechar a porta do carro e me puxar em direção a entrada da casa, uma porta grande e de madeira escura.

Estava tão incrédula que, em meus momentos normais, ele teria levado um tapa no rosto.

Antes de entrarmos, e de Edward abrir a porta, ela foi aberta por uma mulher linda com traços parecidos com os de Edward e com os mesmos olhos incrivelmente lindos. Não hesitei em supor que era sua mãe, estava óbvio.

Ela estava parada e nos olhando com um sorriso no rosto. Lembrei-me da mão de Edward segurando a minha - onde sua mãe olhava - e tentei soltá-la, mas ele a apertou mais forte, sem me olhar. Só olhava para sua mãe.

-Oi, mãe. – Cumprimentou-a. – Essa é a...

-Bella. – Ela completou, com um sorriso. Como ela sabia o meu nome? – Prazer, querida. – Estendeu-me a mão e eu notei que me estendeu logo a que não me obrigaria a soltar a de Edward.

Estava sentindo meu rosto queimando em chamas quando toquei a mão de sua mãe, cumprimentando-a.

-Minha namorada. – Edward estava brincando comigo, só podia. Queria me matar de tanta vergonha.

-Namorada? – Sua mãe se divertia tanto quanto ele, mas ela lhe jogava olhares de malícia. Senti-me cada vez mais envergonhada.

-Não. – Soltei minha mão e desta vez ele deixou, sorrindo. – Não sou namorada dele. Simplesmente me arrastou até aqui. – disse a verdade.

-Edward! – Repreendeu-o. – Isso não é cavalheiro, filho.

-Ela que disse que não queria voltar para casa e, como ela estava nas minhas responsabilidades, eu a trouxe aqui para te conhecer. – Continuava a falar com a mãe, encarando-me. – Mas ela disse que não ia conhecê-la, afinal - palavras dela -, não estava namorando comigo para eu lhe apresentar. Por isso inventei que ela era a minha namorada.

-Oh! – Sua mãe pareceu surpresa e logo riu junto com o filho. Família doida, e por mais estranho que eu ache, tinha gostado dela. – Entendi, mas o por que ela estava sobre seus cuidados?

Falam como se eu não estivesse ali.

-Ela desmaiou enquanto conversávamos no refeitório, levei-a até a enfermaria e a senhora Cope nos liberou para irmos. Ela para casa e eu para deixá-la lá. Mas ela não queria ir por causa da mãe.

-Humm... Entendo. Vamos, Bella, por que não se senta? – Indicou um sofá branco e grande, que dava de frente para uma mesa de centro de madeira e de uma lareira feita de azulejos brancos com desenhos feitos à mão, azuis. Era lindo e perceptivelmente caro. – A propósito, chamo-me Elizabeth Cullen.

-É um prazer. – disse-lhe ao me sentar, me sentindo um pouco deslocada. – Desculpe vir aqui – Joguei um olhar mortal a Edward, que estava de pé parado. – E atrapalhar. Na verdade, eu vou embora. – Me levantei. O que eu estava fazendo ali?

-Não! – Elizabeth colocou as mãos em meus ombros e me forçou para baixo, sentando-me. – Não seja tola, claro que atrapalhará em nada. – Sorriu, finalizando o assunto. Ela se sentou ao meu lado. – Sabe, estava curiosa em conhecê-la. – Comentou e eu não pude evitar erguer a sobrancelha. Ela já sabia da minha existência? – Edward fala muito de você. – Sorriu a ele.

-Humm. – Fiquei confusa. – É, ele deve falar que eu o irrito muito mesmo.

-Na verdade... – Iniciou.

-Bella, vou te mostrar o meu piano! – Edward a interrompeu rapidamente, me puxando.

-Você tem um piano? - Soltei sem pensar. É claro que ele tem um piano, com a casa que tinha...

Escutei Elizabeth rir de alguma coisa que Edward fez, enquanto ele me rebocava escada acima, e que escada. Era enorme e daquele tipo que se vê em casa de famosos ou algo do tipo, pessoas com muito dinheiro.

Subindo-a, entramos em um largo corredor em azul-marinho. Tudo era muito chique, me sentia péssima em um lugar daquele. Não pertencia aquele lugar. Edward me soltou e me disse para segui-lo. Estava começando a achar que ele estava mandando demais, logo ia cortar o barato dele, porque só estava se aproveitando do meu momento de fraqueza devido ao desmaio. Acho que por causa disso eu não estava agindo como o comum, como normalmente.

Entramos na segunda porta a esquerda, uma porta toda em madeira branca. Era seu quarto, que dava dois do meu. Tinha uma cama de casal, na frente de janelas longas que iam até o chão, no canto esquerdo. Do lado direito tinham estantes com CDs e livros, muitos deles e no outro canto... Era lindo. Tinha um piano de calda, todo em branco e dourado.

-Gostou? – Perguntou se divertindo com a minha cara.

-Um... – Balancei a cabeça, tentando voltar a realidade. – Claro! – Caminhei na direção do piano, estendendo a mão para tocar nas teclas, mas antes me virei para Edward. – Posso?

-Claro. – Se encostou na parede, me olhando. Não vi, mas podia sentir seus olhos sobre mim para ver se não quebraria sua preciosidade, imagino.

-Edward... É lindo! – Eu estava fascinada. Toquei uma tecla.

-É... É! Então, quer escutar alguma coisa? – Sua voz estava urgente.

-O que toca?

-O que quiser ouvir.

Ergui a sobrancelha.

-Mesmo? – Ele passou por mim e se sentou a frente do piano. Estalando os dedos.

Revirei os olhos.

-"Claire Del Lune"?

-Debussy. Claro. – Sorriu-me. – Só se sente e aprecie.

-Egocêntrico. – Resmunguei me sentando ao seu lado, fazendo nossos braços se roçarem. Tive uma vontade estranha de tocá-lo. Ignorei-a achando que eu estava alucinando. Passar tanto tempo com Edward estava confundindo a minha sanidade mental.

Ele riu e começou a tocar, deixando soar as primeiras notas calmas e tranqüilas da música. Era uma das minhas favoritas, sempre me emocionava. Minha mãe, a biológica, tocava um pouco de piano e essa era a que ela mais gostava de tocar.

Edward tocava com uma naturalidade que fazia parecer fácil. Tive vontade de aprender a tocar para sempre me lembrar de minha mãe.

-Por que está chorando? – perguntou em um sussurro, quando segundos depois, senti sua mão secando minhas lágrimas, que eu nem ao menos sabia que escorriam pelo meu rosto. Eu estava tão abalada que não percebi quando ele terminou de tocar, quando ele tocou no meu rosto, quando nós estávamos tão próximos, quase nos beijando...

Abaixei o rosto. Suspirou e, senti sua boca repousando em minha testa.

-Seja o que for – Começou. –, Vai me contar quando quiser e quando se sentir a vontade com isso.

Nada falei. O que tinha sido aquilo?

Afastei-me, enquanto ele voltava ao piano e começava a tocar uma música que eu nunca tinha ouvido antes, mas que era linda. (N/A: A música que imaginei ser da composição do Edward, na verdade é a belíssima música que é tocada no filme Lua Nova, pelo Alexandre D, chamada "The Maedow", que foi feita especialmente para o filme ;P Linda, linda, linda! Uma das minhas favoritas depois que ouvi) Parecia triste e melancólica, mas sem largar a beleza de lado. Seus dedos pareciam dançar pelas teclas, com uma suavidade de dar inveja em qualquer apreciador de música.

Tocando as notas finais, Edward estava sério ao encarar o piano. Perdido em pensamentos, pelos quais eu daria tudo para escutar. Certo que antes eu tinha reparado em sua beleza, mas ali, ao vê-lo tão de perto, via cada detalhe de seu rosto perfeito...

Levantei-me rápido do banco, colocando as minhas mãos nos bolsos de trás da minha calça.

-É uma linda música. É de quem? – Perguntei tentando desviar o foco dos meus pensamentos, enquanto eu passava os olhos por sua estante cheia de CDs e livros.

-Minha, fui eu quem compôs. – Não o olhei, pois se o olhasse de novo, os pensamentos voltariam.

-Linda mesmo. – disse sinceramente, sem tirar os olhos da estante.

-Não acha melancólica demais? – Escutei-o vindo de onde estava.

-Um pouco triste, talvez. – Ele parou do meu lado, observando também sua enorme coleção. – Não sabia que tocava tão bem. – Dei um passo para longe dele, antes de olhá-lo. Estava com uma feição estranha, pensativa.

-Não me admira que não saiba muito sobre mim, não gosta e nem quer conhecer pessoas novas. – Voltou ao normal. Suspirei internamente por isso.

-Não quero mesmo. – Resmunguei me colocando na frente da janela grande. Dava de frente para o rio! A visão era linda. – Uau. – Sibilei. – Fico imaginando como deve ser a vista ao pôr do sol...

-Normal. – disse de novo ao meu lado.

Olhei-o.

-Normal para você que já se acostumou. – Reclamei.

Riu.

-É, pode ser. – Se virou indo em direção a porta. – Quer comer alguma coisa?

-Não, obrigada.

-Fica aí enquanto eu pego algo para comer. – disse me deixando sozinha.

Me sentei em sua cama e fiquei olhando a paisagem. Não queria pensar em nada, pelo menos não agora. Deixaria isso para quando estivesse em casa, sozinha, onde eu pudesse chorar e implorar para voltar a dormir. Precisava fechar os olhos e dormir, entrar na inconsciência. Só lá eu encontrava a verdadeira paz, sonhando com o que queria, somente.

Não demorou muito para que eu tivesse companhia. Elizabeth bateu na porta e entrou, se sentando ao meu lado e acompanhando a paisagem comigo.

-Me fale sobre você, Bella. Como é a sua família?

Pensei em como responder. Não sabia se contava a verdade, desde o princípio, ou se contava a verdade em partes. Optei pela verdade inteira, afinal, que mal faria conversar com Elizabeth? Ela emanava confiança e gentileza, não via como ser o contrário.

-Meus pais morreram quando eu era pequena. – disse sem olhá-la, mas pude sentir que ela ficou surpresa.

-E você mora com quem? – perguntou interessada.

-Fui adotada pela minha tia, irmã do meu pai, Esme. Ela é casada com Carlisle e tem uma filha da mesma idade que a minha, Alice. Eles me consideram como filha biológica, já que quando me mudei para eles, Esme não conseguia mais engravidar e cuidou de mim com um extremo carinho. – Sorri me lembrando dela fazendo tudo por mim, muito mais até que para Alice.

-E você a considera como mãe biológica?

Olhei-a. Parecia interessada mesmo na minha deprimente história, por isso decidi seguir. Seria bom falar de uma vez o que eu estava sentindo.

-Claro. Esme é maravilhosa, assim como Carlisle e Alice, minha melhor amiga. – E única, completei mentalmente.

-Bella, e você tem muitos amigos? Além de Alice e Edward? – Sorriu-me.

-Humm... – Pensei se contava. Não queria, não contava isso a ninguém. – Não.

-Não? Uma menina linda como você, educada, simpática, não tem? – Sorriu abertamente a mim.

Sorri com a sua naturalidade em assuntos não muito bons.

-Por que acha que não tem? – perguntou séria.

-Cheguei! Oi, mãe. – Edward sorriu a ela.

Sua mãe se virou e o viu segurar um saco enorme de salgadinhos, com duas Cocas nas mãos. Estava todo enrolado.

-Edward! Não tinha nada melhor para você oferecer as visitas, não? Credo! – Se levantou e andou até ele, segurando o saco de salgadinhos, com a ponta os dedos como se estivesse com nojo. – Isso é gordura pura!

-Isso que você está falando se chama: frescura. – Sorriu a ela.

-Certo, mas isso você não vai oferecer. Vamos descer que eu preparo algo para vocês comerem, algo bom. – Elizabeth saiu e eu olhei para Edward.

Ele ria da cara da mãe. Eles pareciam ser muito unidos, se falavam com uma naturalidade incrível. Edward acenou com a cabeça, para que eu o acompanhasse. Assim fiz, pegando a mochila e jogando-a no ombro.

Descemos e fomos para a cozinha. Não tinha como não se impressionar. Sem palavras e sem comentários, porque assim como o resto da casa, parecia uma casa de ricos e famosos. Bem, ricos eles eram e isso já bastava.

Edward's POV

Progredir com Bella, parecia ser uma coisa impossível. Já haviam se passado três malditos dias em que eu tinha que escutá-la me insultando o tempo todo. Estava começando a me irritar, mas isso era para um bem.

Elizabeth havia recebido em casa Carlisle e Esme, os pais adotivos de Bella, lá em casa. Apresentando-me a eles e contando sobre seu plano de fazê-la se sentir mais a vontade de se "abrir" conosco e ela me usaria para isso. Eles, assim como Alice, adoraram a idéia, também só em imaginar Bella tendo mais um amigo, palavras de Esme. Não diria amigos, já que ela não quer que eu fique perto dela.

Todos os dias eu deixava Alice e seus amigos de lado, somente para em sentar com Bella no refeitório e, por mais que eu quisesse me sentar com eles por não agüentar muito o gênio forte de Bella, eu tinha uma "missão". Não progredia em nada e continuava a não saber nada sobre ela. Não coisas que ela me falasse.

Hoje de manhã, assim que cheguei ao colégio, vi Alice chegar com Bella naquele carro dela que mais parece um treco ambulante. Alice veio saltitando para mim, enquanto Bella me ignorava e seguia em direção ao colégio. Essa garota me irritava.

-Ed! – Revirei os olhos. Já tinha dito a Alice para não me chamar daquele jeito. – Vim te fazer um convite! – Bateu palmas, sem parar de pular.

-Diga, Alice. – Ajeitei a mochila no ombro.

-Você está – Fez uma cara séria. – Cordialmente convidado para a minha festa de aniversário que será em uma boate em Seattle. –Sorriu-me enquanto me entregava um convite roxo escuro.

-Humm, obrigado, Alice. – Agradeci, analisando o envelope.

Limpou a garganta e olhou para os lados vendo se tinha alguém por perto. Se aproximou de mim, colocando me chamando para me aproximar, como se fosse me contar um segredo. Franzi o cenho, mas me abaixei.

-Bella estará lá, porque eu sempre a obrigo a ir aos meus aniversários. Então, lá será um bom lugar para você grudar nela. – Sorriu-me se afastando e me jogando uma piscadela.

-Ah. – disse desinteressado. Estava desanimado com o assunto Bella. Ela não ajudava nunca e nem colaborava.

Alice me deixou para ir cumprimentar os amigos que estavam do outro lado do estacionamento. Dei uma aceno a eles, que me retribuíram. Segui em frente e fui para a minha aula. E para piorar o meu dia, ainda tinha que agüentar Lauren e Jessica nas minhas aulas de antes do almoço. Nunca seria rude com uma mulher, mas aquelas precisavam urgentemente em uma dose de realidade. Eu. Não. Estava. A. Fim.

Decidi que, como estava tentando me tornar amigo de Bella, e ela não gostava quando a chamava de "amiga", seria ótimo perturbá-la com o convite de Alice para o aniversário da mesma. Antes de ir ao refeitório, a vi guardando seus livros no armário e parei atrás da porta. Quando ela fechou, bingo. Exatamente o que achei que aconteceria, ela levou um susto.

-Ah! – Levou uma mão ao peito. – Quer me matar, garoto?! – Abriu pouco a porta para dar impulso a bateu com força, antes de se virar e me ignorar, de novo.

Revirei os olhos indo até ela.

-Não, mas eu vim te contar uma coisa, amiga. – Ri de sua careta contorcida com a palavra.

-Não sou sua amiga, Cullen. – disse entre dentes.

-E então o é? Porque, que eu saiba, isso se chama amizade. Você sabe, esse negócio de aparecer e conversar... – Expliquei em vão antes de ela começar a gritar irritada.

-Não, eu não sei! – Parou de andar, quase se chocando em mim, olhando-me com olhos cheios de fúria. – Se quer saber, eu não faço a menor idéia de como amigos se comportam, porque talvez eu não tenha amigos! – Ela olhou para os lados, vendo que ninguém nos via.

Não pude deixar de ficar sem reação pelo o que ela disse mesmo já sabendo. Mas ouvi-la, ouvir de sua própria boca, de que não tinha amigos e que não sabia como era isso, foi extremamente triste. Senti uma enorme pena. Não soube o que falar.

Ela se virou andando firme em direção ao refeitório. Não olhou para trás e eu permanecia parado, perplexo. Ao que parece ela me contou o que não gostaria de ter feito. Isso era bom, muito bom. Forcei meus pés a andarem e irem em sua direção. Quando entrei, a vi acenando para Alice que a chamava para se sentar com ela e, mais uma vez, ela recusou. Vi que só tinha pegado uma bebida antes de se jogar na cadeira de sua mesa.

Fui direto a ela, sem pegar comida alguma. Só queria respostas para decifrá-la, no momento.

-Não tem amigos. – disse a ela, quando me sentei a sua frente. Não me olhava, mas quando ouviu minha voz, ergueu o olhar brevemente antes de voltar a abaixá-los. Ela nada disse, o que me irritou.

A vi fechando os olhos calmamente.

-Bella, por que não conversa comigo sobre isso? – Continuei o meu interrogatório, desta vez, eu a ignorando.

Respirou fundo antes de responder. Imaginei que ela fosse brigar comigo como todas as vezes, mas não. Apenas disse calmamente e disse o meu nome, algo que não era comum.

-Edward, - Gostei como meu nome saiu em sua voz. Estranho. – Por favor, me deixe sozinha... – Quando a vi engolir e por ter achado estranho ela ter dito o meu nome e tranquilamente, vi que ali tinha algo de errado, e muito. Analisei-a vendo que estava mais branca que o normal.

Bebeu sua bebida, ainda de olhos fechados.

-Está branca... – Cheguei perto dela, por impulso. - Bella, o que está sentindo? – Realmente estava preocupado, ela estava mais branca que fantasmas.

Ela deitou a cabeça sobre os braços na mesa, mas logo se ergueu, se recostando na cadeira. Parecia mole e sem força...

-Bella! – Apertei seu braço, balançando-a de leve. – O que está sentin...

Ela não me permitiu terminar de falar, pois abriu os olhos rapidamente, arfando, os fechando e caindo. Tinha desmaiado. A segurei a tempo de cair da cadeira.

-Bella? – A balancei de leve. – Bella!

Nada.

-Droga. – murmurei, antes de passar meu braço por debaixo de sua perna e a sustentar em mim.

Ela continuava branca e estava gelada. Recostei sua cabeça em meu peito antes de me pôr de pé e levá-la a enfermaria. Sua boca estava vermelha e, vendo-a assim, não parecia a durona de sempre, só parecia uma garotinha indefesa. Sua franja estava caída no rosto, cobrindo-o.

-Edward! – Gritou Alice, vindo em nossa direção. – O que aconteceu? – Andou ao meu lado, olhando a irmã, na ponta dos pés.

-Ela desmaiou enquanto eu falava com ela. – Alice ficou preocupada. – Alice, vá almoçar que eu a levo a enfermaria. Pode ficar tranqüila, não vou sair de perto dela até ela acordar.

Alice se deu por vencida e parou de andar, deixando-nos ir. Voltei a olhar Bella e sua franja no rosto estava me irritando, a tirei com a mão do braço que sustentava suas costas. Parecia uma criança dormindo. Revirei os olhos. O que eu estava pensando?!

Entrei na secretaria fazendo senhorita Cope pular ao ver Bella desmaiada.

-Oh! O que aconteceu? – Saiu de trás do balcão vindo até nós.

-Desmaiou. – disse simplesmente.

-Venha. – Me indicou que passasse pelo balcão e entrasse a enfermaria de paredes brancas, com uma maca e um armário, onde eu imaginava que tinha remédios. A coloquei na maca, ajeitando suas pernas e seu cabelo. Senhora Cope disse que iria pegar uma compressa de água quente para Bella. Disse-me que eu podia ir.

-Acho que vou ficar. – disse firme. E ela não protestou. Saiu para pegar a compressa.

Fiquei encostado na parede, observando Bella ir voltando à cor normal com o tempo, mas nada de acordar. Isso estava me preocupando, talvez não fosse melhor levá-la ao pai, afinal, ele era médico, o melhor da cidade.

Senhorita Cope voltou com a compressa e disse que isso a faria se sentir melhor e voltar ao normal, acordando. Assim esperava. Ela saiu, me deixando ali. Como Bella ainda não tinha despertado, puxei uma cadeira que havia perto e coloquei-a junto da maca. Sentei-me e continuei olhando-a. Acorda, acorda..., dizia para mim mesmo.

Tive a idéia de levá-la para casa depois que acordasse, talvez fosse melhor levá-la ao médico. Levantei-me e fui até a senhorita Cope.

-Sim, querido?

-Senhorita Cope, acho melhor Bella ir para casa depois que acordar. Seria melhor para ela. – disse sinceramente. – Posso levá-la no meu carro.

-Precisaria de uma autorização, Edward.

-Acho que não terei problemas com isso. Minhas próximas aulas são tranqüilas. – Sorri-lhe com o meu sorriso encantador, como a minha mãe falava. Ela dizia que eu conquistava qualquer um com ele, então, hora de tentar para ver se dá verto. E, para minha surpresa, deu.

-Ok.

Voltei para dentro da enfermaria, vendo Bella ainda desmaiada na maca.

-Edward, como ela está? – Alice entrou, chegando perto da irmã, ao passar por mim.

-Na mesma. Alice, - Chamei-a quando notei que ela estava ali. – O que está fazendo aqui?

Ela soltou um risinho e se virou para mim, dando de ombros.

-Pode ficar tranqüilo, senhorita Cope só me mandou pegar a chave do carro de Bella e voltar para casa. Só isso. – disse indo até a mochila de Bella e mexendo nos bolsos a procura da chave. Pegou, jogando para o ar e pegando-a de novo. Sorriu-me. – Pronto. Já estou indo.

Fiquei observando ela sair.

Sentei-me de volta na cadeira e deitei minha cabeça na maca. Estava tentando pensar comigo mesmo. Conseguir ter feito Bella contar, nem que seja um pouco, sobre sua vida tinha sido ótimo e eu apenas tive que perturbá-la, mas essa idéia não era boa... Torturá-la com seus próprios sentimentos. Tinha certeza que o fato de ela não ter amigos, não era somente por ela não quer - como assim dizia - era por ter algum tipo de trauma passado. Um trauma por perda ou algo do tipo.

Um barulho alto bateu no chão perto de mim. Olhei em direção ao barulho, vendo a compressa de água quente no chão. Ergui o olhar, vendo Bella com um rosto confuso.

-É assim que você desperta? – Perguntei um pouco irritado, pois ela havia me assustado enquanto eu pensava e raciocinava em que deveria fazer quanto a ela. – Tacando as coisas no chão?

-O que está fazendo aqui?

-Você desmaiou e eu te trouxe. – disse obviamente. – Não ia te deixar caída lá no refeitório.

-Não estou falando disso. – Não tinha entendido. – O que está fazendo aqui se já tinha me deixado?

-Ah! – Entendi onde ela queria chegar, mas não conseguia saber o que dizer. Quer dizer, havia prometido a Alice que ficaria ao seu lado até ela despertar, mas também queria ficar aqui por outro motivo, por preocupação. – Não sei... – disse sincero. – Acho que achei que eu me senti responsável por você, afinal – Tudo isso estava soando muito estranho, por isso resolvi mudar o rumo da história ao lembra que ela tinha desmaiado quando eu estava falando com ela. – Foi na minha frente que você desmaiou. – Sorriu. – Sabia que eu tinha um certo poder sobre as mulheres, mas essa de desmaiar foi muito boa... – Ri da minha piada.

-Argh! Cale a boca, Cullen! – Ela pulou para fora da cama, se desequilibrando. Céus, ela não tinha noção do que se passava ao redor. Levantei-me rápido, já prevendo sua queda e passei minhas mãos envolta de sua cintura, sustentando-a.

-Acabou de acordar de um desmaio e ainda levanta rápido? Quer voltar a ele? – Ela era impossível!

Olhei-me segurando-a junto a mim. Não estava incomodado com isso e fiquei contente que Bella não se afastou ou começou a gritar comigo. Mas me fuzilou com olhos depois que olhou igualmente a mim.

Recuei, soltando-a.

-Obrigada. – murmurou, pegando a mochila e saindo da enfermaria, me deixando sozinho, como sempre fazia. Bufei, revirando os olhos. Peguei minha mochila e fui atrás dela. Ela tinha parado para escutar alguma coisa que a senhorita Cope havia lhe dito algo sobre ela estar livre das aulas. Pareceu contente, chegou a dar um passo em direção a porta quando senhorita Cope completou que eu a levaria até em casa. Seu rosto foi ao chão e soltou uma exclamação de desgosto que me irritou, mas fiz uma careta de ofendido.

Ela acenou com a cabeça para que eu passasse na frente, com o cenho franzido. Não podia deixar de me divertir quando a via nervosa daquele jeito Bella de ser.

Ri e ela se pôs a andar ao meu lado até o estacionamento. Virou em direção ao seu carro, mas eu a puxei pelo capuz do casaco. Quase gritou. Estava louca? Uma das razões para eu deixá-la em casa era poder ir para casa. Não queria ter mais aulas e também queria conversar com a minha mãe sobre os traumas passados, minha nova teoria sobre Bella.

Puxei-a pela nuca, enquanto prendia sua boca com a minha mão. O movimento fez com que seu perfume viesse a mim. Nunca estive tão perto dela para que pudesse sentir seu cheiro e era... Muito bom. Estava ficando confuso, estava confuso.

-Quieta! – Disse baixo. Ela começou a se debater e a me bater para se soltar. Não, eu não ia fazer isso. Não agora.– Para, Bella! Quer voltar a aula?! – Franzi o cenho, tentando-a fazê-la parar. Funcionou. Ela revirou os olhos e deixou os braços caírem ao longo do corpo, desistindo.

Não pude evitar um sorriso.

-Boa menina. Agora vamos ao meu carro. – disse-lhe.

Fez um barulho de: O quê?

-Não ouviu à senhora Cope? Vou te levar em casa. – Reprimi a vontade de revirar os olhos diante de sua falta de atenção. Puxei-a indo ao meu carro. Ela não quis se mexer. Argh! – O que foi agora? – Ela estava mesmo me tirando do sério.

Apontou para minha mão ainda em sua boca. Ah! Isso. Soltei-a, lembrando-a de não gritar e seguir em frente comigo. Segui andando quando não escutei seus passos me acompanhando. Ela não estava me seguindo.

-Bella? – Chamei-a sem muita paciência. – Nem. Tente.

-Por que tem que me deixar em casa...? – Pareceu se lembra de alguma coisa. – Ah! Não. – O que foi agora?!, griteiinternamente.

-Cara, você cansa! – Olhei para o céu, pedindo ajuda.

-Não vou para casa. Minha mãe está lá e ela vai ficar grudada em mim o dia inteiro. – Explicou.

-Tá, tudo bem. Vamos a outro lugar, então. Mas será que podemos ir? – Por favor!

-Para onde? – Voltou a andar ao meu lado.

-Sei lá. Para onde você vai quando quer fugir da sua família? – Isso talvez ajudasse.

-Por que não me deixa pegar o meu carro? Assim você volta para casa e eu vou para onde eu quiser, não é melhor assim?

-Não, gênio. – Ironizei. – Senhora Cope, antes de você acordar, decidiu que eu iria deixá-la em casa, já pensando no seu carro, ela chamou Alice e deu a chave dele para ela.

Ela puxou a mochila para frente do corpo e enfiou a mão no bolso do lado, vendo que não tinha nada. Confiança, algo que eu tinha que conquistar. Um fato.

-Ficou muito feliz com a sua falta de confiança em mim. – disse sarcástico. Estava quase desistindo de fazê-la ir comigo. Iria deixá-la ali, se não fosse o meu cavalheirismo, afinal, fui eu quem deu a idéia de levá-la em casa. – Vamos logo. Acha que também quero ficar aqui? Não, por isso estou te levando para casa.

-Obrigada, Cullen, mas não pedi sua ajuda. – Droga, falei merda. – Pode ir para casa e me deixar aqui, posso ir a qualquer lugar sozinha! –E lá estava ela de novo gritando. Mandei a se calar e isso a irritou mais. – E não em manda cala...

-Bella! Por céus! Fique quieta! – Pulei em cima dela, tapando sua boca novamente. – Será possível que não consegue brigar sem começar a gritar?!

Paciência. Tinha que ter paciência. Ela agora me batia com força. Puxei-a para um abraço, isso a faria parar de me bater, ao menos. Envolvi sua cintura, enquanto a minha mão cobria sua boca. Isso trouxe seu perfume de volta a mim, me deixando confuso de novo. Retornei a andar com ela agarrada em mim, em passos pequenos, já que a prendia.

Tentava se soltar, mas era inútil. Era muito mais forte que ela. Pobre Bella, se eu já tivesse perdido minha paciência, já a teria pego no colo e a carregado a força. Senti uma mordida na palma de minha mão que estava em sua boca. Enquanto tentava soltar minha mão, ela a mordia, quase arrancando um pedaço da minha pele.

-Ai! Você me mordeu, sua louca! – Sorriu vitoriosa, mas eu ainda não tinha soltado sua cintura.

-Agora você pode me soltar. E! – Recomeçou, assim que eu ia protestar. – não volte a botar sua mão suja em mim de novo, se não, vou tirar um pedaço dela. De. Verdade.

-Louca. – Soltei-a antes que voltasse a me morder, e dessa vez a vítima seria meu braço. Analisei a mordida, estava indo para o roxo, as marcas de seus dentes. Limpei minha mão na calça.

-Ah! E, não me mande calar a boca, se não...

-Se não o quê? – Para mim já estava no limite. Ela pareceu confusa. – Vamos! Diga. – Forcei-a, quando ela se afastou, se desviando de mim. Revirei os olhos voltando ao caminho do meu carro, que agora ela seguia.

-Não pensei ainda, mas posso garantir que boa coisa não é. – disse.

-Claro que não... – Apertei o alarme do carro e indiquei que entrasse, torcendo para que entrasse mesmo, pois desta vez eu ia jogá-la lá dentro e eu não estava brincando. Entrou e eu entrei, colocando meu cinto fiquei vendo sua reação. – No que está pensando?

-Em como você me irrita. – disse simplesmente.

-Bom, podemos dizer que isso é um dom. – Sorri. Sai com o carro pegando a estrada. – Mas, como você é uma péssima mentirosa, não acredito em você.

Escutei-a bufar e voltar os olhos castanhos para a janela.

-Vamos, Bella. Um pouco mais de confiança aqui. – Tentei soar legal, mas acho que acabou saindo rude.

-Estava pensando por que você ainda não se afastou de mim. – Soltou a verdade.

Minha primeira reação era continuar com um papo normal, fazendo-a soltar devagar e se sentir confortável em conversar comigo, mas não pude evitar minha reação. Estava cansado e irritado por ela nunca colaborar comigo, de me deixar ver quem é a verdadeira Bella. Freei bruscamente, cantando pneu ao parar no acostamento.

-Por que parou? – perguntou olhando para os lados. – Não tinha um lugar melhor para...

-Cale a boca. – disse entre dentes.

Ela recuou me olhando sem saber como reagir. O que estava acontecendo comigo? Acabei de gritar com ela, mesmo não tendo feito nada. Tinha certeza que estava assustando-a com a minha irritação. Tinha perdido a cabeça.

Virou a cabeça, sem me olhar. Ela só conseguia me irritar mais ainda. Peguei seu rosto e o virei para mim com força. Estava fora de mim.

-Bella. Você vai me responder a pergunta que eu fizer, porque se não, ficaremos aqui o dia inteiro. Agora, por que acha que eu deveria me afastar de você? – Ficou quieta. Por que simplesmente não falava? Iria me ajudar. – Fale!

Levou um susto.

-Pode me soltar? – Seu rosto se mostrava frágil e ela não me parecia ser mais aquela garota que eu conhecia, era outra. Uma garota inocente e com medo. Afrouxei com medo de ela desviar o olhar novamente – Não vou fugir, Cullen.

-Vamos logo, Isabella. Responda. – disse firme.

-Não quero falar sobre isso. – disse no mesmo tom, abaixando o olhar para o meu pulso.

-Quando disse que ficaria aqui o dia inteiro, eu não estava brincando. – Lembrei-a. - Por que se esconde? Por que trata as pessoas mal? Por que não quer que elas cheguem perto de você? Por quê, Bella?

-Porque ninguém quer ser meu amigo. Só por isso. E também não faço questão por um. – Parecia dizer a verdade.

Soltei-a, analisando-a.

-Talvez não sejam as pessoas que não queiram a sua amizade, talvez seja você mesma. Você não quer a amizade dos outros, isso eu já entendi, o que não entendo é por quê. – disse sinceramente.

-Porque eu não as quero, simples. – A vi se retorcer levemente.

-Simples? Não é simples. Que tipo de pessoa quer ficar sozinha para o resto da vida?

-Eu! É difícil entender isso?! – Elevou a voz. Não sentia mias raiva para reagir a isso. – Sou solitária e quero ficar assim, mas você e nem ninguém respeita isso!

-Bella, isso é um trauma...

-Edward, me leve para casa. – disse firme.

Sem o: Cullen, meu sobrenome sendo chamado com desgosto, Bella me surpreendeu ao me chamar com o meu primeiro nome e saiu tão bem...

-Não me chamou de Cullen. – Soltei sem pensar. – Vamos embora. – disse depois de ver que ela havia corado com o meu comentário.

Ficava observando-a enquanto dirigia. Uma distração... O quê?! Estou louco, estou louco, estou pirando...

A vi levar a mão ao rosto e fazer uma careta. O que eu daria para escutar seus pensamentos agora, só para entendê-la, claro. Fechou os olhos e não os abriu até chegar na minha casa. Essa era uma excelente chance trazê-la para conhecer minha mãe, para ela ir conhecendo-a devagar.

-Bella? – Chamei-a, vendo-a abrir os olhos. – Dormiu?

-Não. – murmurou. Viu a estrada. – Onde estamos indo?

-Você disse que não queria ir para casa e que não sabia aonde ir, então estou te levando a minha. –Sorri a ela.

-C-Como? – Nervosa?

-Vai conhecer a minha mãe. – disse simplesmente.

Riu sem humor, voltando a olhar a estrada.

-Desculpe, mas não me lembro de ter aceitado um pedido de casamento, muito menos de estar namorando você.

-Precisa estar namorando comigo para conhecer minha mãe? – Isso era divertido. Ver que ela não sabia de nada sobre relacionamentos, não somente relacionamentos românticos, mas sim de amizades.

-Sim. Eu acho...

Ri.

Parei na vaga a frente de minha casa e pude contemplar a surpresa de Bella ao ver minha casa. Imagino que não pensou que fosse nada assim. Sim, minha mãe era exagerada quando o assunto é casa e conforto, sempre do bom e do melhor, palavras dela.

Tirei meu cinto e o dela ao ver que ela não ia se mexer. Sai e dei a volta, abrindo sua porta e a puxando para sair. Sorri ao vê-la corada e surpresa com a reação.

-Então, vamos, namorada. – Beijei sua testa, não podendo evitar. Isso me divertia; vê-la sem-graça e mais uma vez sem reação.

A puxei em direção a entrada de casa, quando a porta foi aberta por minha mãe. Revirei os olhos ao vê-la com um sorriso enorme ao nos ver, provavelmente ela nos olhara pela janela. Bella tentou soltar a mão, mas eu somente a apertei mais.

-Oi, mãe. – Cumprimentou-a. – Essa é a...

-Bella. – Interrompeu. Não podia ter feito isso, se não Bella estranharia e o que diria?– Prazer, querida. – Estendeu-a mão a Bella. Deixando com que Bella a cumprimentasse com a outra que não estava presa por minha mão. Estava lindamente corada, em um tom muito mais intenso. Sorri por caysa disso, era uma bela visão... Louco! Você está louco! Falar comigo internamente não estava me fazendo bem, definitivamente não.

-Minha namorada. –disse a minha mãe que arregalou levemente os olhos. Sabia que ela cairia em cima de mim depois.

-Namorada? – perguntou.

-Não. – Bella puxou as rédeas, soltando minha mão, desta vez deixei. – Não sou namorada dele. Simplesmente me arrastou até aqui. – disse a verdade.

-Edward! – Ela fingia que me repreendia, tive que reprimir uma careta. – Isso não é cavalheiro, filho.

-Ela que disse que não queria voltar para casa e, como ela estava nas minhas responsabilidades, eu a trouxe aqui para te conhecer. – Expliquei sem tirar os olhos de Bella, ainda corada e apertando as mãos. Tive uma estranha vontade de segurá-las de novo. – Mas ela disse que não ia conhecê-la, afinal - palavras dela -, não estava namorando comigo para eu lhe apresentar. Por isso inventei que ela era a minha namorada.

-Oh! – Minha mãe era uma ótima atriz... – Entendi, mas o porquê ela estava sobre seus cuidados?

-Ela desmaiou enquanto conversávamos no refeitório, levei-a até a enfermaria e a senhora Cope nos liberou para irmos. Ela para casa e eu para deixá-la lá. Mas ela não queria ir por causa da mãe.

-Humm... Entendo. Vamos, Bella, por que não se senta? – Indicou o sofá. – A propósito, chamo-me Elizabeth Cullen.

-É um prazer. – disse-lhe ao se sentar. A vi olhar aos lados, analisando minha sala. – Desculpe vir aqui – Jogou um olhar aterrorizador a mim, ao menos essa era sua idéia, imagino. – E atrapalhar. Na verdade, eu vou embora. – Se levantou. Ia impedi-la mas minha mãe foi mais rápida.

-Não! – Botou-a de volta no lugar, me jogando um olhar de: Eu vi sua reação. Ela definitivamente ia cair em cima de mim depois. – Não seja tola, claro que atrapalhará em nada. – Sorriu. – Sabe, estava curiosa em conhecê-la. – O que ela estava falando? Como explicaria isso depois? Arregalei os olhos a ela. Eu estava um pouco atrás do sofá, onde Bella só me veria se virando. – Edward fala muito de você. – Claro! Eu devia ter imaginado isso! Quer me matar?!

-Humm. – Fiz uma careta, ao fechar os olhos, apenas escutando. – É, ele deve falar que eu o irrito muito mesmo.

Suspirei baixo.

-Na verdade... – Iniciou.

-Bella, vou te mostrar o meu piano! –Interrompi antes que ela falasse mais besteira, doando idéia de que eu estava afim dela. Não mesmo. Puxei-a pelo pulso em direção a escada.

-Você tem um piano? – Bella tinha a cabeça baixa, prestando atenção nos degraus, enquanto eu olhava para minha mãe como uma interrogação, ela apenas riu e piscou para mim.

Minha mãe também era complicada. Mutíssimo.

Levei-a até o meu quarto, porque, como tinha usado a desculpa de mostrar meu piano, agora tinha que fazê-lo. Tinha muito ciúme dele, não deixava ninguém - nem minha mãe - tocar nele, com medo de que o quebre. E eu nunca havia mostrado a ninguém antes. Isso era estranho.

Tudo era.

Vi Bella ficar fascinada com o piano.

-Gostou? – Não pude evitar um sorriso ao ver seus olhos brilharem ao vê-lo.

-Um... Claro! – Caminhou até ele, estendendo a mão para tocar nas teclas. Minha primeira reação foi dizer não, mas ela estava tão admirada que nada fiz. Se virou a mim. – Posso?

-Claro. – Me encostei à parede para contemplar.

-Edward... É lindo! – Estava fascinada. Tocou levemente uma tecla.

Seus olhos castanhos lindos brilhavam em uma intensidade perfeita. Em seu rosto ainda corado, ela mordia o lábio inferior, com um sorriso igualmente lindo. Estava tendo uma visão ótima. Bella era linda e mesmo não se achando, tinha uma beleza linda de se observar, com seu jeito de ser que cada vez mais se mostrava para mim, mostrando uma pessoa incrível e, com um coração, coisa que antes achava que não tinha.

-É... – disse em um tom melodioso ao concordar, mas não era sobre o piano. Quando notei o que tinha feito, tentei mudar de assunto rapidamente. - É! Então, quer escutar alguma coisa?

-O que toca?

-O que quiser ouvir.

Duvidou.

-Mesmo? – Passei por ela e me sentei à frente do meu piano. Estalei os dedos para fazer garça. Funcionou ela sorriu, mesmo tendo revirado os olhos.

-"Claire Del Lune"? – Fácil.

-Debussy. Claro. – Sorri. – Só se sente e aprecie.

-Egocêntrico. – Resmungou e se sentou ao meu lado, fazendo nossos braços se roçarem. Minha vontade – ainda bem que me mantive firme - era de tocá-la. De abraçá-la...

Ri da minha estupidez e comecei a tocar a música que pediu. Depois de um tempo, vi que estava chorando. Virei-me em sua direção,parando de tocar.

-Por que está chorando? – perguntei em um sussurro. Estava tão perto de seu rosto... Não estava raciocinando.

Sequei as lágrimas. Bella estava com os olhos meio abertos e parecendo grogues, perdidos. Me aproximei dela, em tirar meus olhos de sua boca que estava me chamando, quando Bella teve um choque de realidade e abaixou a cabeça. Fiquei feliz por isso, por um lado. O pior foi que foi por um lado, o outro queria muito.

Suspirei de alívio ou de desapontamento - não sabia - abrindo meus olhos e erguendo minha boca até sua testa, deixando-a lá. Estava tentando pensar no que eu quase tinha feito. Mas seria melhor não tocar no assunto e fingir que nada tinha acontecido. Melhor assim, pensei.

-Seja o que for – Começei. –, Vai me contar quando quiser e quando se sentir a vontade com isso.

Ela permaneceu quieta, depois se afastou. Comecei a tocar a música que antes tinha composto e que arrancou lágrimas de minha mãe. Sentia seu olhar sobre o meu rosto, me analisando quando de repente, se ergueu e foi até minha prateleira, olhando-a.

-É uma linda música. É de quem? – perguntou curiosa. Fiquei feliz por ela ter gostado. Sorri para mim mesmo por isso.

-Minha. Fui eu quem compôs. – Continuava de costas, sem me olhar. Droga! Eu tinha feito merda!

Baguncei meus cabelos nervosamente.

-Linda mesmo. – disse ela.

-Não acha melancólica demais? – Me levantei e fui até ela. Pensei tê-la visto ficar tensa, mas talvez fosse somente impressão.

-Um pouco triste, talvez. – Parei ao seu lado, olhando para minha estante, tentando clarear minha mente. – Não sabia que tocava tão bem. – Se afastou de mim. Olhei-a sem entender.

-Não me admira que não saiba muito sobre mim, não gosta e nem quer conhecer pessoas novas. – Desviei o assunto, torcendo para que ela o aceitasse e voltasse a brigar comigo, como antes. Talvez eu preferisse assim...

-Não quero mesmo. – resmungou. Sorri agradecido. Ela foi até a janela ao lado da minha cama voltando a arregalar os olhos de surpresa. – Uau. – Sibilou. – Fico imaginando como deve ser a vista ao pôr do sol...

-Normal. – disse sinceramente.

Olhei-me, estreitando os olhos.

-Normal para você que já se acostumou. – Contrariou-me.

Ri por vê-la ir voltando ao normal. Bom.

-É, pode ser. – Fui até a porta. – Quer comer alguma coisa?

-Não, obrigada. – Estava vendo aonde eu iria.

-Fica aí enquanto eu pego algo para comer. – disse-lhe antes de sair.

Estava descendo as escadas quando encontrei minha mãe, parando a sua frente, com os braços cruzados na frente do peito.

-Elizabeth Cullen, qual era o seu plano ao me jogar em cima de Bella?

Riu.

-Não estava te "jogando" em cima dela, só era uma desculpa por eu saber seu nome e coisinhas a mais. Além do que, o quê que tem? – Sorriu maliciosamente. – Ela é linda, Edward. Na verdade, se você namorasse ela, seria a melhor de todas as suas namoradas. As outras eram estranhas...

-Mãe! – Interrompi-a. – Chega de falar das minhas ex-namoradas.

-Isso! Vamos falar de Bella, a garota linda de quem você anda atrás... – Seu "atrás" era de outra intenção.

-Se você não se lembra, estou fazendo isso para você. – Lembrei-a.

-Eu me lembro, Edward, querido. – Sorriu, parando ao meu lado. Deu leves batidinhas no meu rosto. – Só estou te lembrando. – Passou por mim e subiu.

Franzi o cenho.

Me lembrar? Eu sei muito bem o que tinha que fazer, mas ela que não se lembrava. Fica querendo me empurrar para Bella. Não que Bella não seja uma má opção, mas... Argh!

Desci as escadas pelo corrimão, escorregando. Fui até a cozinha e catei a primeira coisa que vi na frente, salgadinhos. Abri a geladeira e peguei duas Cocas. Apoiei tudo em mim antes de subir, equilibrando as bebidas.

Parei ao lado da porta do meu quarto ao pegar uma parte da conversa de minha mãe e Bella.

-Bella, e você tem muitos amigos? Além de Alice e Edward?

-Humm... Não. – Ela estava contando a minha mãe aquilo que demorei três dias para ela me contar, para eu saber por ela? Isso era tão injusto! O que tinha de errado em mim?

-Não? Uma menina linda como você, educada, simpática, não tem? – Podia ouvir o sorriso em sua voz.

Bella não disse nada.

-Por que acha que não tem? – Voltou a perguntar, quando notei que agora seria uma excelente hora para atrapalhar. A pergunta a deixaria desconfortável. Tudo tem seu tempo e, com minha mãe, o tempo seria encurtado, já que Bella contava a ela.

-Cheguei! Oi, mãe. – Olhei Bella e sorri a minha mãe, que havia se virado a mim.

Ela se levantou e pegou os salgadinhos com a ponta dos dedos, fazendo uma careta.

-Edward! Não tinha nada melhor para você oferecer as visitas, não? Credo! Isso é gordura pura!

-Isso que você está falando se chama: frescura. – Brinquei.

-Certo, mas isso você não vai oferecer. Vamos descer que eu preparo algo para vocês comerem, algo bom.

Observei minha mãe sair emburrada. Ri. Adorava minha mãe. Era hilária. Voltei meu olhar a Bella e sorri ao vê-la sorrir. Apontei a saída do quarto com a cabeça antes que Elizabeth voltasse para nos puxar para comer algo decente.

Assim fizemos, quando Bella resolveu me ajudar, pegando as latinhas de Coca. Ela desceu na frente, olhando atentamente os degraus.

4. Desastrada, acrescentei a minha lista Bella.

Comemos o almoço que minha mãe fez, comigo ignorando os comentários dela sobre mim. Bella se divertia as minhas custas, enquanto minha mãe me entregava. Depois que comemos, Bella se despediu da minha mãe e saímos da casa. Elizabeth disse a ela para vir mais vezes, para conversar com ela e - Claro que ela não ia esquecer daquilo também – e para me ver.

Entramos no carro em silêncio e assim ficou até eu perguntar a ela onde ficava sua casa. Disse-me e voltou o silêncio.

-Então, - Começou ela, olhando para frente. Olhei-a. – O que ia me dizer hoje quando estávamos no meu armário?

-Uau. Já tinha me esquecido disso. – Ri e ela somente sorriu.

-Percebi. – Revirou os olhos. Ela estava se tornando natural agora.

-Ia te contar que Alice me convidou para o aniversário dela.

-E você ia me perturbar achando que ela não tinha me convidado, acertei? – Deduziu divertida.

-Não. – Fiz uma careta.

-Então o que era? Só para contar mesmo?

Sorri para a estrada.

-Também. – Escutei-a bufar. – Porque amigos contam coisas aos outros.

-Amigos? – Ela perguntou com dúvida.

-Amigos. – Virei a ela para sorrir. – Somos amigos. – Ela sorriu levemente olhando a pista. – Mas, - Voltei-me a atenção a estrada. – Não era só por causa disso.

-Não? – Ergueu a sobrancelha. – Ah! Também era para me perturbar sobre aquilo que eu disse, não é? Agora eu acertei. – Sorriu abertamente, sem me olhar.

-Não e pare de tentar adivinhar, você é tão péssima quanto é para mentir. – Comentei.

-Certo, então o que é? – Revirou os olhos dramaticamente. Ri.

Parei diante de sua casa, depois que ela indicou qual era. Ela saiu do carro, depois de ter ajeitado a mochila no ombro e fechou a porta, mas se apoiou na janela para ouvir a resposta.

-Só para te avisar que não ficará sozinha lá. – Pisquei a ela e a vi ficar de boca aberta, antes de eu arrancar o carro e voltar para casa.

Isso seria divertido.

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FIM DO CAPÍTULO MAIS LOGO QUE EU JÁ ESCREVI!!!!!!!

Credo! Só eu sei o quanto eu demorei para escrever isso aqui! Tanto é que eu dediquei dois dias somente a essa fic. A outra, pobrezinha, ainda não escrevi o próximo capítulo, mas ela é a próxima prioridade! PROMETO! ;)

Quem gostou me deixa um review beeem bonitinha para alegrar o meu dia, afinal, eu mereço por ter escrito tantoooooo! Hahaha \

Beijinhos e bom dia a todas, Lina Furtado ;*