Você já leu o disclaimer?

Sério?

É importante...e rápido

E agora?

...

...

Ok, então...

(Ao som de So Hott - Kid Row)


Núpcias.

"Veja quantos presentes maravilhosos, minha querida veja!" Disse a mãe ao olhar todos os pacotes e objetos recém chegados á sua casa. "Olhe quantos presentes Cind!" Sua sala de estar virara um depósito para presentes de casamento e mais e mais chegavam a cada dia.

Era tudo parte do pacote que viera junto com a mão de Fili. Os presentes de desconhecidos. Os sorrisos e convites para pós-almoço com mulheres da sociedade. A súbita atenção que a montanha inteira parecia estar dando para ela. Era demais. Ela não queria aquilo. Queria a segurança da vida que tinha de volta. As coisas pareciam estar acontecendo tão rápido que era como se o mundo inteiro estivesse girando enquanto ela estava parada.

Já fazia oito meses. Oito meses desde que sua mão fora prometida para o futuro rei sobre a montanha. Ainda assim ainda havia tanto que eles não sabiam um sobre o outro. Havia tanto receio na relação deles. Passavam muito tempo separados, como desconhecidos, por isso as vezes, toda a idéia do casamento parecia uma piada para ela.

Sua mãe e sua tia estavam muito animadas para sequer tentar conseguir um pouco de atenção para si. Elas desembrulhavam tudo com dedos ávidos e olhos atentos como se fosse tudo para elas e não presentes para a noiva. Cind deixou-as com seu pequeno prazer e saiu pela porta da frente quase sem ser notada. Quase.

"Bem quem eu queria ver." Disse uma voz atrás de si enquanto ela virava para fechar a porta. Não precisou se virar para ver que era seu noivo se aproximando da casa. Não vinha sozinho. Dois empregados do palácio vinham atrás, atolados em pacotes como ele.

"O que veio fazer aqui?" ela perguntou olhando a quantidade de coisas que ele trazia nos braços. Evitou se aproximar. Não queria beijá-lo.

"Isso aqui chegou ao palácio por engano." Disse indicando todos os presentes que tinha nos braços. "São seus." Ele sorriu, ela desviou os olhos, abrindo a porta da casa outra vez. Ele já havia percebido que havia algo errado, mas ela estava recusando-se a encará-lo.

"Coloquem lá dentro. Minha mãe e a minha tia estão desembrulhando tudo." Ela indicou com a mão. Os dois anões trabalhadores do palácio cruzaram a frente da porta primeiro, e ela indicou para que Fili fizesse o mesmo, mas quando ele cruzou a porta ela fechou ficando do lado de fora.

"Cind!" Disse o noivo correndo atrás dela. A jovem esperava que o deixando para sua mãe e sua tia, ele seria feito de ouvinte delas e a jovem poderia escapar. Pelo menos daquela vez. Estava quase chegando a uma das saídas da montanha para os jardins, quando ele a pegou pelo braço. "O que aconteceu?"

"Agora não." Ela disse puxando o braço para si com um movimento fluído. "Eu não quero falar com você agora." Pedindo espaço para continuar a caminhar, mas lá estava ele bloqueando sua passagem. De novo.

"É por causa do casamento?" Perguntou o jovem noivo olhando dentro dos olhos dela. Cind cobriu os olhos com as mãos, tomando um tempo para si mesma. Precisava coletar os pensamentos. Precisava de ar puro.

"Você não entende Fili." Começou devagar ao abrir os olhos, ele mostrou-se confuso com a declaração e aguardou até ela explicar. "Eu fui de uma desgarrada em uma vila de humanos á futura princesa num piscar de olhos." Odiava-se por se mostrar tão fraca. "É muito."

"Não é muito." Fili rebateu imediatamente a confissão dela. "Não é como se fossemos estranhos, nós estamos conectados." Disse caminhando para ela. "Nós fizemos o elo!"

Aquelas palavras conseguiram despertar o pior nela. "Isso também!" Ira sendo demonstrada em cada palavra. Teria ficado brava com ele se o noivo não houvesse olhado tão compreensivo para ela. "Isso tudo me assusta muito. Eu não tinha nada antes... E agora..."

"Você está com medo?" Ele perguntou percebendo a voz dela minguar na última parte. "Do que?" Ela simplesmente sacudiu a cabeça, não deixando que a tocasse. Não queria consolo.

"Eu estou medo, por tudo." Ela começou devagar, quase em um sussurro e sua declaração começou a encher-se de emoção, uma mistura de pânico e ira. "Eu estou com tanto medo que estou apavorada! Apavorada Fili! E não posso viver assim."

Não houve mais nenhuma palavra depois daquilo. Por um bom tempo ambos sorveram um silêncio do outro. Fili agora cruzava os braços ao redor do corpo. "O que você quer de mim?" Ele perguntou suavemente, ela abaixou os olhos sem responder. "Como eu posso ajudá-la?" Quando a moça simplesmente tentou passar, ele a impediu e segurando suas mãos nas dele reforçou o apelo. "Cind?"

"Eu preciso de tempo..." Foi a resposta honesta que ela deu. Sem conseguir manter o olhar dele, simplesmente deixando um suspiro deixar seu corpo.

Ele deixou uma das mãos dela para erguer-lhe o queixo forçando o olhar entre eles. "Um ano está bom para você? Dois?" Os olhos de Cind se abriram como dois pires ao ouvi-lo, sua expressão divertiu o noivo, que sorriu. "Dez? Eu espero até cem anos se quiser."

"Você faria isso por mim? Por quê?" Ele sorriu tocando sua testa á dela e fechando os olhos.

"Porque eu te amo e queria ou não, não vou desistir de você. Eu vou fazê-la me amar, eu prometo."

Do ponto aonde sentava-se para o banquete de casamento, até agora sentada na cama de casal, não parecia ter passado nem um segundo. Ela mal comera sua comida ou dançara. Parecia que aquelas quatro horas haviam escapado de sua memória como uma amnésia repentina e apavorante. Lembrava-se das palavras de sua tia anos atrás. As horas passavam muito rápidas ou muito lentas quando se esperava por algo. No seu caso fora a primeira das duas opções.

Podia ver o rosto corado das anãs ao seu redor e o sorriso pervertido de alguns dos anões também. Quanto a ela deveria apenas esperar. Cind desviava seus olhos principalmente dos pais e do irmão postados á frente dos outros convidados. Os olhos do irmão diziam tudo. Estava com tanta vergonha quanto ela, ou mais.

Não ajudava que seu marido estivesse sentado ao seu lado esperando como ela para que tudo aquilo acabasse e ele pudesse finalmente fazê-la dele. Como ele deixara claro mais de uma vez no passado. Também não ajudava que o cerimonialista estivesse falando incessantemente sobre fertilidade á frente de sua cama.

"Mahal..." Aquilo saiu quase como um suspiro do que como uma palavra. Baixo e grave, mas Fili ouviu e sorriu para si mesmo, dando uma leve esfregada nos dedos dela, presos aos seus.

"Já vai acabar." Ele cochichou de volta. Ela não ousou virar o rosto para ele.

Um baque alto de um livro pesado anunciava o fim do sermão. O cerimonialista pronunciou sua prece final e deu alguns passos para trás se juntando á multidão que observava o casal. Foi a vez do rei e de Balin se aproximarem. Cind viu quando os olhos do rei se tornaram distantes conforme Balin anunciava o que estava para ser feito.

Cind deixou um suspiro sair de sua boca naquele momento, mais alto do que ela planejara. Culpa do marido. Ele estava pressionando o lukhud dele contra ela visivelmente. Ele e Cind já haviam unido seus lukhud, suas energias agora se misturavam perfeitamente e a pressão dele era sempre mais forte.

"... Como estipulado no contrato de casamento." Encerrou o velho anãozinho desapertando os olhos da caligrafia real e dobrando o contrato nupcial á sua forma compacta e primária.

Thorin se aproximou mais da cama tocando sua moldura ao pé deles com uma mão e então deixando um sorriso simples sair. Um dos anões misturado na multidão se aproximou dele e lhe entregou uma bela taça metálica, o rei agradeceu com um aceno e então apontando o recipiente de vinho para eles começou a falar.

"Que sejam todos, testemunhas..." A taça girou pelo aposento como quem segurava enquanto a voz profunda ecoava pelas paredes do quarto do marido. "Hoje a linhagem de Dúrin se mantém garantida. Que essa união seja abençoada." E assim depois de uma salva dos convidados presentes tomou um gole de sua taça. Thorin repassou a taça para frente e esta foi entregue para o marido de Cind que tomou um gole e depois entregou para ela. Ela tomou outro ainda maior, esperando que a mágica do álcool fizesse efeito sobre ela. Depois devolveu a taça para outro convidado do quarto.

"Vamos deixar os noivos para aproveitarem o resto da noite." Foi a voz de Dwalin, o anão gigantesco amigo do rei que ecoou nas paredes. Ela não se lembrava de tê-lo visto entrar, mas viu quando ele abriu caminho pela multidão.

Um a um os convidados começaram a deixar o cômodo, ruidosos como apenas anões poderiam ser e vez ou outra Cind tinha que escutar palavras de incentivo ou piadas lascivas por parte dos mais embriagados. Felizmente seus pais haviam sido os primeiros á saírem pelas portas de madeira, junto com a primeira princesa.

"Divirtam-se" disse Kili mostrando um sorriso pervertido. O último a sair do quarto.

Fili saltou das cobertas quando ouviu a porta dupla ser fechada por seu irmão. Se aproximou delas rapidamente e passou o trinco garantindo que mais nenhuma alma entrasse naquele cômodo... Ou saísse. Cind engoliu o seco com dificuldade. Ela ainda estava exatamente onde fora deixada, embaixo das cobertas sentada na cama. Dessa vez mais nervosa. Apertando os lençóis nas mãos como se aquilo trouxesse algum alívio.

"Finalmente a sós." Fili disse com uma voz divertida, mas alcançou os ouvidos de Cind muito mais baixa e tensa do que ele podia imaginar. "Quer uma bebida?" Perguntou caminhando para perto da lareira. Á frente descansava uma pequena mesa de centro no meio de duas poltronas, sobre a mesa vinho, cerveja e hidromel os aguardavam. Ela acenou negativamente com a cabeça quando ele perguntou.

Era tudo culpa de Kili. Outra vez. Toda a alegria súbita e toda a leveza do seu pensamento era culpa dele. Kili ria totalmente contente de seu feito. Enquanto isso Cind dançava rodopiando pela multidão de anões e anãs, sentindo como se a música estivesse se movendo devagar enquanto ela dançava rapidamente. Os movimentos circulares e deslizantes das mãos, a leveza de seu corpo e falta de vergonha estavam fazendo dela um belo espécime de apreciação. Pelo menos foi isso que Fili disse quando se aproximou dela. A jovem noiva o embalou em seu abraço cobrando um beijo dele antes que ele sequer falasse alguma coisa.

"Quanto você já bebeu moça?" Ele disse quando ela finalmente deixou seus lábios. Ela o trouxe mais para perto enquanto ele se encaixava nos movimentos dela, transformando-se no parceiro de dança dela. Ao redor haviam formas borradas e alegres que sorriam.

"Um pouco..." Cind disse deixando que ele a envolvesse em seu abraço. Suas costas arquearam no instante seguinte e ela deixou-se rodopiar esticando os braços e o tronco para trás por um momento.

"Um pouco?" Ele perguntou a trazendo de volta. Quando se ergueu o mundo parecia ainda mais devagar do que antes, ela estava se movendo mais rapidamente que o som, abraçou o pescoço dele e o trouxe para sua boca novamente. "Eu posso sentir o gosto da bebida em sua boca, meu amor." Fili incitou contra seus lábios quando se separaram. "Quantas canecas você bebeu?"

"Umas seis... Ou quinze." Ela disse disparando os dedos á frente do rosto para contar. Com alguns erguidos e outros levantados, o número não pareceu fazer sentido. Fili abriu os olhos, impressionado e buscou o irmão ao longe que ria.

Cind permitiu-se ser guiada nas danças seguintes pelo futuro marido. Beijara-o muito mais do que qualquer outra vez, imersa num clima erótico recém-adquirido. Já fazia quase uma hora que estavam dançando juntos quando ele finalmente voltou a falar se aproximando de seu ouvido. Todo o resto do que ele murmurara ela não lembrava-se mais.

"Eu acho melhor levá-la de volta para sua casa." Ele disse ainda dançando. A festa de aniversário de Thorin começava a minguar naquele momento. Ela negou com a cabeça sorrindo, com olhos embaçados. Entorpecida. "Sim senhora, precisa de uma boa noite de descanso. Amanhã você vai acordar com uma ressaca forte." Ela negou de novo com a cabeça, mas não protestou quando ele parou de se mover e então a puxou pela mão através dos outros convidados.

"Fili..." ela resmungou conforme andavam pelas ruas escuras de Belegost. Na hora apenas desejava que ele a carregasse no colo até sua casa. Ele apenas riu passando o braço ao redor dela. Um som de surpresa foi logo substituído pelo riso quando ela deu um nó em seu pescoço com o braço e o puxou para si.

"Mahal Cind..." ele disse quando os dois quase caíram no chão, ela o havia arrastado até que estivessem pressionados contra uma parede. Não sabia de onde toda aquela coragem estava vindo, mas seus sentidos comandavam para que ela aproveitasse a noite melhor. Sua razão nem teve chance naquela briga.

"Feliz aniversário." Ela sussurrou contra a boca dele quando seus lábios se separaram, o puxando para si novamente. Sentiu quando o noivo pressionou os quadris contra ela, a fazendo abrir as pernas um pouco, involuntariamente.

"Não é meu aniversário..." disse com uma voz rouca ao ouvido dela, beijando-lhe a face. Sentiu ele pressionar ainda mais o quadril e um fluxo rápido e bom veio até ela, sendo expelido como um longo suspiro pela boca. "Você está tão bêbada." Ele riu outra vez, as camadas de tecido do vestido não pareciam importar. A jovem ainda conseguia senti-lo esfregando sua virilha na dela. E por Mahal como aquilo era bom.

"Culpa de Kili. Brigue com ele da próxima vez que o vir." Cind disse contra os lábios dele, arfando.

"Brigar com ele?" ele respondeu com o mesmo tom sem ar. "Eu vou agradecê-lo."

"Aqui." Ele disse se aproximando da cama, deslizando sobre ela como um gato. Um cálice de vinho em cada mão. "Vai te relaxar" Ele disse entregando um deles para jovem esposa. Cind tomou o cálice com ambas as mãos e tomou o primeiro gole junto com o marido. Sob os olhos azuis e atentos dele.

O segundo gole foi olhando ao redor no lugar que passaria a chamar de lar. Estavam morando no quarto dele. No novo quarto dele. Antes Fili morava num quarto dentro da Ala da Princesa no complexo do palácio, do lado do quarto onde Kili morava e perto de sua mãe Dís, mas uma mudança tinha que ser feita. Assim uma nova Ala havia sido restaurada para o uso do casal. Era menor do que a Ala onde sua mãe tinha o domínio ou a Ala do Rei, bem menor, mas era mais privativa para o um jovem casal de noivos. Teriam mais privacidade assim e logo encheriam os aposentos da Ala do Príncipe com um monte de anõezinhos. Pelo menos esse era o plano.

O quarto era muito maior do que o seu e achava que seu quarto era grande. Este tinha uma sala adjacente com sua própria fonte de água para o banho e a limpeza. Tinha uma lareira grande de mármores escuro, e uma cama que caberia sete ou oito pessoas junto, facilmente, além de um monte de outros luxos.

No terceiro gole ela percebeu que o cálice do marido já havia se esvaziado e que ele aguardava ela com olhos escuros e cheios de idéias. Cind baixou o cálice, deixando-o descansar sobre a cabeceira com um movimento lento. Quando voltou ele tomou suas mãos entre as dele. "Nervosa?"

"Um pouco." Mentiu. Estava mais do que apenas 'um pouco' nervosa. Seus nervos estavam quase a liquefazendo por dentro. Ele sorriu de maneira gentil entendendo que ela só queria mostrar-se forte para ele.

O anão esticou sua mão tocando o rosto dela. "Nós podemos esperar... Se quiser."

Os olhos de Cind se abriram imediatamente. "Esperar?" Perguntava-se se havia algo de errado com seu marido naquele instante. "Mas... Não era isso que você queria?"

"Eu queria você." Fili rebateu imediatamente, se aproximando mais da esposa. Tocando o cabelo ao redor do rosto dela com cuidado. "Agora você é minha." E dito isso beijou o canto da boca de Cind tentadoramente. "Temos o resto das nossas vidas..." E beijou o outro canto.

Os beijos do marido sempre a levitavam do chão. Principalmente nos últimos seis meses, era como se ela vivesse um estado de flutuação permanente. Ele sabia que fazia isso com ela e fazia ainda mais consciente. A mão dele escorregou ao redor do corpo de Cind depositando sua taça vazia ao lado da dela e voltando para descansar em seu quadril, sobre a coberta. A outra mão estava em seu rosto quando ele tocou seus lábios com os dela.

Primeiro foi como um toque leve. Um primeiro beijo, mas não durou muito naquele passo e logo ele pressionava sua língua contra os lábios dela pedindo passagem. Cind abriu a boca em meio ao frenesi do beijo e experimentou a sensação que o toque da língua dele na sua provocava.

Ela estava discursando sobre um assunto que ele mesmo perguntara fazia quase meia hora agora. Ele não tinha prestado atenção em nem mesmo uma palavra do que ela dissera esse tempo. Continuava com aquele olhar tolo e perdido na direção dela. Cind bateu as mãos na mesa, quando ele voltou a suspirar em sua direção. Respirando sobre ela de uma maneira incômoda. Toda a situação era incômoda.

"Você nem está me escutando." Ela disse deixando sua frustração evidente na voz. O jovem voltou a suspirar se aproximando ainda mais dela no sofá.

"Não, realmente não estou." Ele disse colocando sua mão sobre a da noiva e então fechando o gigantesco livro que ela tinha no colo. Cind viu a atenção dos olhos dele sobre os seus lábios.

Ela sacudiu a cabeça e apertou o livro contra o corpo tirando a atenção dele de sua boca, tossindo para despertá-lo do transe em que estava. "Então o que vamos fazer agora?" Perguntou apertando o livro ainda mais no corpo. Fili deslizou mais no sofá até seus corpos tocarem, ele então correu a mão ao redor do encosto.

Agora com um braço sobre seus ombros e possessivamente a trazendo para si, Fili sorriu. "Eu posso pensar em uma ou duas coisas que gostaria de fazer com você agora." Estava usando seu tom sedutor com ela de novo.

Cind engoliu o seco enquanto sentia o braço dele ainda amais possessivo do que antes puxá-la em sua direção, lentamente. Ele estava agora a poucos centímetros de sua boca e ela estava assustada como nunca.

"Ora, você não está curiosa para saber como é?" Perguntou. Um tom baixo e grave se fazendo presente na voz dele, deixando-a ainda mais envergonhada do que antes. Seu coração batia tão forte que temia que ele escutasse. Cind engoliu o seco, enquanto sua mente criava imagens bem vívidas do que ele estava falando. Entreabriu os lábios sem perceber. "Eu prometo que você vai gostar."

Ele disse aquilo apenas soprando as palavras na direção dela. Cind estancou no lugar, congelada em antecipação ao toque. O noivo então cruzou os últimos centímetros até ela e gentilmente roçou seus lábios com a da noiva. Eletricidade percorreu todo corpo dela como se Cind fosse feita de gelatina. Sentiu quando ele colocou mais pressão no encontro entre os lábios e curvou a cabeça levemente para melhor encaixar-se com ela.

Como poderia uma coisa tão simples, ser tão boa?

Fili a pegou desprevenida quando tocou com a boca na curva do pescoço dela. Ela silvou involuntariamente enquanto ele trilhava beijos cálidos ao redor de seu pescoço. O marido riu divertido das emoções que estava produzindo nela. A mão dele subiu alguns centímetros, para sua cintura apertando-a ali com mãos firmes e possessivas. Ao mesmo tempo os lábios de Fili estavam se aproximando rapidamente da base da camisola dela.

Usava um modelo muito mais intrincado do que outros. Caía abaixo dos ombros reveladoramente e tinha detalhes em renda que ela mesma fizera. O tecido era peça única, sem muitas costuras preso com um laço a frente do peito. Apenas desfazer aquele laço, a deixaria nua em um movimento. O noivo, no entanto não sabia daquele detalhe.

A pressão dele em sua cintura e a falta de ar no beijo que compartilhavam a fez erguer suas mãos para o peito dele e empurrá-lo devagar. Ele cedeu em parte, deixando a boca de Cind para tocar a sua ao redor do ombro dela.

"Não fique tensa, meu amor." Ele disse depositando beijos em ambos os ombros. "Relaxe." Se ele pelo menos soubesse o quão difícil era fazer aquilo que ele pedia.

"Fili?" ela disse em um suspiro deixando o ar sair rapidamente de si. Ele havia acabado de deslizar a mão de sua cintura para suas costas e a trazido de encontro a ele. Contra o corpo dele.

"Uhm?" Ele respondeu pouco interessado na resposta dela. Cind correu os braços ao redor do pescoço dele esquecendo o que ia falar no instante seguinte. Seus dedos pareceram ganhar vida própria deslizando ao redor do pescoço de Fili e gentilmente pressionando as unhas um pouco abaixo da túnica. Dentro dela. A boca dele congelou sobre sua pele quando fez isso e ele emitiu um grunhido claro de satisfação. "Deixe-me ajudá-la." O marido disse mordiscando a pele do ombro dela gentilmente.

Ele se afastou com um movimento súbito e então abrindo os cordões da camisa de linho branca em que estava a puxou pela cabeça exibindo o peito nu para a esposa. Cind corou olhando os músculos perfeitos dele, sem conseguir desviar os olhos. Não precisava mais. Eram marido e mulher e ela tinha todo o direito de olhar. Fili voltou a se aproximar dela, ainda mais perto colocando as mãos dela em seu corpo. E embora estivesse com vergonha, a curiosidade sobre o corpo dele foi maior. Seus dedos correram ligeiros pelo dorso bem marcado dele, acompanhando a penugem clara que ele tinha ali e que descia ficando mais densa até desaparecer dentro das calças. Os braços dele eram tão musculosos quando o peito e ela deslizou os dedos com cuidado enquanto ele lhe beijava a boca outra vez.

Cind voltou a correr os braços para trás, ao redor dele. Suas unhas voltaram a deslizar suavemente pela extensão da espinha do marido agora, livre para o seu aceso mais fácil. Depois lhe tocou o cabelo macio e loiro correndo os dedos por eles. Aquilo estava muito melhor do que ela imaginava. Pelo menos até quando ele resolveu começar a tocá-la.

Mal tinha tido tempo de recuperar o fôlego quando subitamente o marido ergueu uma mão sorrateira para o seio dela. Primeiro massageando-o por cima da camisola dela, e então gentilmente o apertando. Quando ele raspou o polegar contra o bico ela descolou a boca da dele, e mordeu o lábio inferior, controlando um gemido. Ele gostou da reação dela, ou pelo menos pareceu gostar. Fez o mesmo movimento de novo e de novo, mostrando que também poderia apertar o bico com cuidado e esfregá-lo contra sua palma. Foi a primeira vez que ela se permitiu gemer alto.

Por um momento o marido abandonou sua boca, para se concentrar novamente na linha do pescoço dela. Não apenas isso, Fili usou ambas as mãos naquela vez, tocando os seios dela possessivamente. Até mesmo arriscando alguns apertões. Tudo para fazê-la perder a linha de pensamento e deixar os sons eróticos saírem de sua boca livremente. Ela o abraçou mais forte quando ele voltou para seus lábios. E embora estivesse excitada emitiu um claro som de susto quando ele escorregou uma das mãos para dentro das cobertas. Para o meio das suas pernas. Capturou o pulso dele imediatamente, com um toque firme. Trazendo os olhos azuis dele – agora quase negros de desejo – para os dela.

"Shhhh. Confie em mim, meu amor." Ele disse tentando ela com um beijo nos lábios, o aperto no seu pulso não cedeu. "Você vai gostar, eu prometo." Algo no tom de voz dele foi suficiente para atiçar a curiosidade de Cind, pois viu sua força lentamente se esvair no pulso dele. O jovem se aproximou para beijá-la e então seus dedos alcançaram o sexo dela. Os quadris de Cind tremeram involuntariamente quando sentiram o toque, enquanto ele deslizava dois dedos por seu ponto mais sensível. "Você está tão molhada." Ele gemeu em seu ouvido. O comentário a fez corar, mas não tirou sua atenção do que ele estava fazendo entre suas pernas.

Foi então que ele esfregou o dedo contra uma parte particularmente sensível de suas estruturas. Uma parte tão sensível que a fez dar um salto e tentar se afastar. "Não." Ela silvou deixando o corpo tremer em uma agonia deliciosa. Ele não se afastou apesar da reação dela.

"Confie em mim." Foi a resposta dele em seu ouvido, enquanto mordia seu lóbulo. A esposa o sentiu esfregar de novo e uma descarga elétrica voltar a percorrê-la. Era tão deliciosamente bom que era ruim. Uma tortura maravilhosa. "Confie..."

Ele trilhou um passo lento com a mão naquele ponto, esfregando aquela parte dela com seus dedos, até que ela sentisse todo o resto de si enrijecer e eriçar. Cravou suas unhas nos braços dele, como uma forma de se manter mais firme á sensação. Com a construção de um ritmo e o prazer dentro dela crescendo, Fili deixou que um de seus dedos a invadisse devagar, acalmando a esposa quando ela se assustou. Ali, dentro dela havia outro ponto que queria tocar. Bem acima da entrada, já rígido. Ele friccionou o ponto com o digito fazendo Cind soltar um grito macio e pronunciar seu nome em meio a uma onda de prazer.

"Olhe para mim." Disse seu marido de repente. Um tom de comando claro. A jovem que estava de olhos fechados tremendo com cada fricção em seu sexo quase entrando em colapso demorou a obedecer. Quando abriu seus olhos, foi por um instante. Ele pediu de novo, agora mais autoritário. Cind conseguiu abrir os olhos, gemendo alto. Os dele pareciam tão escuros quando poços de água. Turvos. Seu corvo começou a convulsionar no instante seguinte, cobrando o máximo dela que se agarrou ao pescoço do marido.

"Fili..." Com aquela como sua última palavra Cind sucumbiu ao próprio corpo e ao prazer inimaginável que o marido lhe proporcionou. Ela estava mergulhada em um mar de nirvana em um segundo, sentindo cada centímetro de si com mais certeza do que nunca. Ele a deixou relaxar no instante seguinte, escorregando-a pelo leito até que o corpo dela pudesse encontrar o colchão macio e ela deitasse.

Estava exausta. Exausta e extasiada. E nem estava nua ainda. Ele se aproximou beijando-a com gentileza e amor, tocando seu rosto. Ela deveria estar vermelha.

"Eu nunca poderia imaginar... Eu... Nunca poderia... Imaginar..." disse entre as golfadas de ar, ele sorriu, pressionando um beijo em seu nariz.

"Ah!" Ela gritou de susto quando um par de braços circulou sua cintura. Quando olhou assustada para o intruso segurando firme sua longa agulha de renda, Fili apareceu. Fez um sinal com o dedo sobre os lábios para que ela ficasse em silêncio. "O que está fazendo aqui?"

"Eu vim vê-la é claro." Disse o jovem pressionando um beijo na face da noiva, ainda assim não a soltou.

Sentiu ele lhe tocar os ombros e então pressioná-los oferecendo uma massagem. Não era tudo, ela sabia. Em um piscar de olhos o jovem anão tinha afastado o cabelo dela para o lado, expondo seu pescoço e ombro.

"Não devíamos fazer isso." Ela disse de olhos fechados enquanto sentia-o beijar seu pescoço e a curva de seu ombro. "Eu preciso terminar essa renda." Como resposta a recusa dela, Fili apenas se aproximou mais pressionando sua frente na parte de trás da noiva. "Alguém pode aparecer..."

"Bobagem." Ele disse pressionando a cintura dela com uma mão, com a outra trouxe o rosto da jovem para si e então a beijou. Profundamente. "Sua mãe está em casa preparando o MEU jantar e seu irmão e pai estão nas cavernas." E a beijou de novo. Dessa vez sugando o lábio dela ao se afastar. "Eu tranquei a porta da loja."

"Engenhoso." Ela disse aceitando que ele beijasse seu pescoço de novo. O jovem se demorou ali, fazendo-a apertar a agulha nas mãos e suspirar alto. "Você não me avisou que ia vir mais cedo."

"Eu pensei em te surpreender." Rebateu o jovem, imediatamente ao comentário dela. Cind riu com aquilo recebendo uma mordida leve na orelha. "Eu não paro de pensar em você moça."

"Eu faço uma idéia em que você está pensando Alteza." Ela disse entre o riso, sentiu quando a mão dele deslizou pelo seu lado, até apertar sua coxa por sobre o vestido. Ele soltou um riso ainda em sua orelha, voltando rapidamente para os seus lábios, calando-a.

"Você não pode nem imaginar." Ele rebateu imediatamente.

"Fili..." Aquilo havia sido um gemido? Parecia que sim, e talvez ele também houvesse escutado dessa forma.

"Eu sei..." Ele respondeu mordendo o lábio dela outra vez. Cind estava enlouquecendo com aquilo. "Nós vamos esperar." E então lambeu os lábios olhando nos olhos da futura esposa. Provando os resquícios do gosto dela.

"Cind você está ai dentro?" Eles ouviram um grito vindo de fora. Os dois congelaram imediatamente. Era sua tia batendo na porta.

"Você está bem?" Ele perguntou se aconchegando melhor, colocando um braço ao redor da cintura dela. Cind sorriu tocando o rosto do marido e trazendo-o para si. Assim suas testas se tocaram em um gesto carinhoso. Ela acenou positivamente e sorriu para ele. "Acho que já foi muita diversão por uma noite."

O sorriso de Cind se desfez com aquele comentário e uma expressão de preocupação a substituiu. "Não." Ela disse erguendo-se em um cotovelo para olhá-lo nos olhos. O noivo recuou deixando que ela se apoiasse sobre seu peito. "Hoje."

Os olhos de Fili estavam surpresos vendo sua esposa tão empolgada com a perspectiva de ir até o fim com aquela experiência e Cind notou aquilo. Usou de sua força para pressionar as mãos dele contra o colchão e então beijá-lo. Ele era seu e apenas seu. Era seu direito prendê-lo a cama se quisesse. Com o marido preso abaixo de si, Cind forçou as cobertas para longe de si. Chutando o tecido seqüencialmente até se ver livre. Montou sobre Fili mostrando os primeiros sinais de que seu nervosismo estava voltando á tona. Ele a observou e a jovem desceu sobre o peito dele depositando um beijo gentil nos lábios róseos e sedentos do anão.

Sempre que se beijavam, fosse com gentileza, fosse com paixão, Cind tinha vontade de sorrir e recuar. Os bigodes trançados do esposo e a barba curta pinicavam seu rosto e lhe provocavam cócegas invariavelmente. Quando se afastou levemente, ele tentou erguer os braços, sem dúvida para trazê-la de volta, mas Cind sabia mais. Usou todo o seu peso para mantê-lo onde estava, quando ele desistiu de dominar lhe recompensou com um beijo mais apaixonado.

Cind queria dar prazer para o marido. Queria agradecê-lo pelo prazer que ele proporcionara a ela. Que continuaria a proporcionar em muitas noites de amor entre eles. Mais que isso, Cind queria aprender. Deixou que suas mãos deslizassem gentilmente de aprisioná-lo pelos pulsos, para descansarem sobre o peito dele, ele não moveu as mãos aguardando o próximo movimento dela. Como um bom prisioneiro.

Usando os braços para melhor se firmar em sua posição, Cind deixou que passeassem livremente pelo dorso de Fili, impressionada com o quão atraente poderia achar o corpo de um homem, quando tocou os mamilos dele, o homem mostrou-se totalmente rendido, gemendo como ela. A esposa mordeu o lábio segurando um riso ao vê-lo fechar os olhos. Igual a ela. E embora tocá-lo fosse maravilhoso, a anã não conseguiu conter-se e usar o fato de ele ter olhos fechados para inclinar sua cabeça deslizar a língua pela extensão de seu dorso. Quando circulou o mamilo com a língua os quadris do marido se ergueram do colchão, dando um susto nela. Foi a primeira vez que ela sentiu o volume nas calças dele. Queria tocá-lo ali. Ver como era e se reagia como a parte dela reagia, mas ele não deixou. Ao primeiro toque da esposa sobre suas calças, as mãos de Fili voltaram a se mover e tocar as dela.

"Hoje não." Ele disse beijando as palmas da moça conforme a trazia de volta aos seus lábios. Cind emitiu uma expressão decepcionada com ele. "Eu prometo que na próxima vez você vai poder explorar mais." Entrelaçando seus dedos com os dela Fili voltou a beijar-lhe as mãos, agora fechadas sobre as dele. "Hoje é a sua noite."

Ela se ergueu em seu corpo, montada sobre o marido. Tinha certeza de seus olhos estavam tão turvos quanto os dele naquele momento. Tão ou mais escuros que os dele. Fili aguardou o que ela iria fazer e olhou atento conforme ela colocava o cabelo para trás dos ombros e curvava suas costas levemente para frente, oferecendo o laço de sua camisola. Fili olhou em seus olhos e então com um movimento preciso e elegante puxou o cetim, desfazendo o laço.

A camisola cedera como esperado abrindo ao redor dela como um presente sendo desembrulhado. Teve que suprimir a vontade de cobrir o corpo ao vê-lo perder o fôlego abaixo de si. Ao ver o desejo queimando na retina do marido. Ele a segurou pelas coxas agora nuas, e Cind afastou a camisola dos braços deixando-a para trás. Os olhos dele pareciam deslumbrados demais, para que sequer falasse alguma coisa e ela esperou sentindo a vergonha lentamente dominar suas emoções. Estava a ponto de cobrir os seios com os braços quando ele falou com uma voz rouca e tensa.

"Eu imaginei esse momento tantas vezes." Ela sentiu calor subir á sua face quando o ouviu dizer aquilo. "Mas a realidade é muito melhor, eu devo dizer." Usando as mãos nas coxas dela como centro de apoio Fili puxou o próprio corpo para cima se vendo agora sentado e a esposa sentada sobre si. Ela sentiu-o deslizar as mãos por suas coxas até sua parte traseira. Olhando dentro dos olhos dela e fazendo-a perder o raciocínio Fili gentilmente empurrou o corpo de Cind e então o puxou.

Ela percebeu o movimento que ele estava fazendo, na terceira vez em que ele fez. O gentil vai e vem em que seus quadris haviam se convertido e a pressão que estava sentindo em sua parte mais íntima. Fili esperou que Cind arfasse em busca de ar e então a fez arquear para trás. Assim capturou um dos seios dela com a boca, sugando o montículo e fazendo-a morder o lábio para segurar os sons eróticos vindos de sua boca. O movimento dos quadris começava a ficar errático para ambos naquela altura. "Quer ajuda com as calças?" Ela perguntou com palavras tremidas saindo de seus lábios. Ele arfou antes de responder.

"Apenas fique de joelhos por um momento." O príncipe disse mordendo o próprio lábio quando ela deslizou por seu membro outra vez. Cind usou as mãos sobre os ombros dele para se apoiar. Com movimentos rápidos Fili se via livre dos cordões da calça e erguia os quadris levemente para empurrá-las para os joelhos, chutando como ela para se ver livre pelo menos por uma perna.

Cind engoliu o seco olhando para a anatomia do marido, parecia maior do que ela imaginara. Embora tivesse certeza de que imaginara algo bem diferente. Era rosado e comprido e estava levemente úmido. Ela podia ver os pelos do marido cheios logo abaixo escondendo as outras partes dele. "É...grande." Ela disse num sussurro enquanto observava melhor, não tinha mais tanta coragem de volta a sentar no colo do marido. Ele riu trazendo a boca dela para si e a beijando. Suas mãos descansavam sobre os quadris dela.

"Pode doer um pouco. Tem certeza?" Disse o marido da jovem quando se separaram, ela acenou brevemente com a cabeça positivamente. Agora ou amanhã Cind sabia que havia chance de dor, desejava que apenas pudessem passar daquele momento e no futuro aprendessem mais um sobre o outro. "Quando você estiver pronta."

A nova princesa respirou fundo e exalou olhando para frente. Seus quadris então começaram a descer lentamente em direção ao colo do marido. Ele a guiou com cuidado com suas mãos, mas quando ela achava que estava indo tudo bem, sentiu a pontada da dor. Seus braços tremeram naquele momento e tremeriam mais ainda conforme ela tentasse abaixar mais. Parou no meio do processo. Toda a emoção morna de amor por Fili e do prazer que ele havia lhe dado havia sido rapidamente apagada pelo ferrão da dor.

"Cind." Ela ouviu a voz do marido, quando abriu os olhos, ele a olhava preocupado. "Quer parar?" Ela acenou negativamente com a cabeça, mordendo o lábio. "Então segure-se em mim. Deixe-me guiá-la." Ela desviou os olhos por um momento, mas quando voltou foi para abraçá-lo pela nuca. Os braços fortes e musculosos do marido envolveram sua cintura a segurando e devagar Cind deixou seu peso nas mãos dele. "Shhh... Relaxe..."

Assim os braços do marido começaram a baixar e ela junto. Foi mais rápido que ela esperava, mas não menos indolor. Mesmo agora, sentada sobre ele e parada, sentia suas estruturas internas queimarem e doerem. Foi então que se permitiu olhar para Fili. Olhar bem para o marido. Ele estava tão controlado e disciplinado para fazer aquilo. Deveria estar lhe custando uma assombrosa quantidade de energia controlar-se dessa forma. Ela se aproximou beijando-o na testa.

"Eu te amo tanto. Eu sou tão agradecida por Mahal tê-lo dado pra mim." Ela disse gentilmente, atraindo a atenção do marido para si, os olhos escuros ainda estavam ali, mas o azul também estava. Ele se permitiu sorrir deixando surgirem duas pequenas rugas nos cantos de sua boca e ela beijou-lhe a testa de novo. Ficaram assim um momento, apenas olhando nos olhos um do outro. A dor cedeu depois de um tempo. Cedeu em parte. Ela então acenou discretamente e pressionou um beijo nos lábios do marido.

Fili a ajudou a se erguer um pouco, emitindo um gemido alto ao senti-la deslizar ao seu redor. O sobe e desce dos quadris de Cind conforme a prática, deixaram de ser um movimento travado e irregular, para se tornarem fluidos e rítmicos. Os sons emitidos por ambos deixaram de ser erráticos e para se tornarem guturais e longos. Ela sentia-o dentro de si, friccionando a parte especial dentro dela, construindo o prazer novamente. Em troca, apertava o membro do marido com seu sexo, conforme descobrira o quanto ele gostava daquilo.

"Mahal!" Ela o ouviu gemer quando estava tão perto quanto ele. Podia sentir uma câimbra se formando em sua coxa direita, lhe dizendo que ela não agüentaria muito mais daquele passo. Beijou-o outra vez, quase sugando a língua do marido junto com sua saliva. Estava tão perto! Ele também estava, seus sons se misturavam como um coro de gemidos e se houvesse alguém atrás das portas daquele quarto, ela sabia. Estava escutando tudo. "Cind... "Ele disse junto com seu gemido, apertando-a contra si e então entrando em clímax. A esposa, mergulhou na sensação com ele pressionando seus quadris nos dele para forçar o próprio prazer a emergir. Deu certo. Ela abraçou Fili e os corpos de ambos tombaram na direção do colchão.

Estava agora sobre o peito dele, respirando com dificuldade. Sentindo o líquido quente que lhe invadia as entranhas. Esperando que os tremores cessassem e ela pudesse se mexer. Ele se recuperou primeiro, ela percebeu. Sentiu quando ele deslizou as mãos até ela e a abraçou. "Você está bem?" Ouviu a si mesma perguntar. Depois que as palavras saíram de sua boca, ela sentiu-se tola por perguntar. O riso dele confirmou a tolice da pergunta.

"Estou mais preocupado com você." O marido respondeu para ela. "Eu a machuquei muito?" Havia notas de arrependimento na voz dele. A princesa coletou suas forças e mudou de posição desencaixando seu interior do dele e apoiando seu queixo no peito de Fili.

"Não. Eu admito que doeu, mas... Eu não desejaria nada diferente." E então um sorriso brotou nas feições de ambos e Fili trouxe seus dedos para o rosto dela gentilmente roçando a pele dela. Seu sexo estava dolorido agora que o prazer havia cedido, mas não a incomodava muito. "Vai doer sempre?" Ele a observou perguntar aquilo e então voltou a sorrir, ainda fazendo carinho em sua face.

"Não. Nunca mais vai doer." Ele respondeu vendo um sorriso surgir no rosto de Cind. "Na próxima vez, só haverá a parte boa." Quando os dedos do marido tocaram seus lábios, ela os beijou e então aproximou-se dele trocando um beijo com Fili. Rolaram pelo colchão naquele momento, e ela se viu abaixo do marido. "Daqui a pouco você vai ver." Ele disse beijando o canto de sua boca. "Só haverá prazer." E então beijou o outro canto.

"Daqui a pouco?" Ela perguntou com uma expressão surpresa. Ainda estava dolorida para sequer pensar em fazer amor com Fili de novo. Mais do que apenas dolorida, Cind estava exausta.

Ele se aproximou dela roçando o nariz de ambos e sorrindo tentadoramente. "Fique sabendo princesa, que eu pretendo fornecer a esta casa, muitos e muitos herdeiros. A começar por esta noite." Ela sorriu com aquele comentário, erguendo sua mão e então colocando o cabelo dele que caia sobre ambos atrás de sua orelha. O cabelo do marid

"A casa de Dúrin só precisa de um herdeiro meu amor." Ela respondeu repetindo o sorriso que ele tinha nos lábios.

"Mesmo assim, eu devo adiantar para a minha esposa que espero uma família grande." O jovem deixou-se apoiar o rosto sobre um braço flexionado no colchão observando com cuidado o corpo nu de sua esposa. "Quero uma casa lotada."

"Quão lotada?" Cind perguntou em tom de brincadeira, desviando o rosto quando ele tentou beijá-la. "Se for uma questão de números, eu acho que podemos negociar." Ele mordeu o lábio com um riso ao escutá-la.

"Eu acho que podemos negociar sim." Ele respondeu inclinando-se sobre Cind. A jovem tocou seu rosto e depois de compartilharem um riso final, seus lábios se encontraram.

"Você acredita em amor a primeira vista moça? "Perguntou o príncipe de Belegost a ela. O dia de Dúrin já havia se encerrado e os anões – a maioria deles –já estavam reunidos em suas casas, para um merecido descanso. - O sol não ia demorar a nascer- Ela não. Havia cedido a todos os pedidos do jovem de cabelos loiros para ficar e agora estava sentada á sua frente. Próxima.

"Não. Para dizer a verdade não." Cind respondeu sinceramente. Ela podia contar os anões que ainda celebravam nas mãos. Quando intentou buscar sua caneca sobre a mesa, ele a pegou desprevenida e segurou sua mão. Os olhos dele eram azuis como o céu.

"Eu gostaria de tentar fazê-la mudar de opinião."


Eu gostei muito de escrever isso. Muito mesmo. Divertido, excitante, simples. Vou sentir falta, da frênesi da escrita.

Acho que vou ter que escrever um sobre Kili também...hehehe

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