Oiii!

Obrigada pelos comentários. No próximo cap. respondo todos.

Só uma coisa para dizer sobre este cap. Ai Ai!

Um tremor inesperado me pegou quando ela descansou sua bochecha justo acima do meu coração. Passei meus braços em torno dela, segurando-a perto. Eu sabia que ela ficaria com frio em breve, mas eu era muito egoísta para deixá-la ir tempo suficiente para encontrar esse cobertor maldito.

Sentindo sua suavidade toda em torno de mim, eu a segurei até meu coração seguir mais lentamente, até que eu pudesse abrir os olhos novamente e isso me pareceu uma eternidade.

Uma paz lânguida invadiu meu corpo, mas não dormi facilmente. Havia uma parte de mim que não queria adormecer, porque eu não queria perder um segundo de suas respirações suaves. Ela desmaiou em cima de mim e, com um sorriso nos meus lábios, coloquei-a de lado e a aninhei contra meu peito com as cobertas puxadas confortavelmente sobre nós. O fogo duraria até a manhã, mas o frio já havia se infiltrado na sala.

Eu nunca dormi com uma garota antes, como, compartilhar a mesma cama ou até mesmo o mesmo cobertor após o sexo. As outras garotas geralmente saíam, e se elas dormissem depois, eu dormia em qualquer outro lugar. Bella sempre fora a única mulher com quem eu já passara uma noite inteira, então não fiquei surpreso por não parecer estranho fazê-lo agora, apesar de que tudo era diferente entre nós.

Começando com o fato de que ela estava enrolada contra mim – completamente nua e linda. Suas costas descansavam contra o meu peito e a fantástica curva de sua bunda estava pressionada contra

mim. Eu não coloquei qualquer roupa de volta, então eu estava duro. Na verdade, acho que não cheguei a perder o tesão.

Eu estava encostado no meu cotovelo com a bochecha contra meu punho e estive assim por pelo menos uma hora, olhando-a. Ela tinha os cílios mais grossos que eu já vira. Eles espalhavam os topos de suas bochechas – bochechas levemente salpicadas de pálidas sardas. Seus lábios estavam entreabertos e cheios. Inchados dos meus beijos. Uma onda de orgulho masculino veio sobre mim, e eu me inclinei para baixo, pressionando um beijo em sua têmpora.

Bella murmurou algo e se moveu. Minha mão acalmou contra seu estômago. Eu estava traçando círculos em torno do umbigo dela, mas toda vez que ela movia aquela bunda doce, antagonizava o que pendia entre minhas pernas.

Ela dormiu muito rapidamente, e não acordou.

Meu olhar viajou em seu rosto. Não havia necessidade de traçar cada bela linha delicada, e memorizá-la, porque eu já tinha feito isso há muito tempo.

O cobertor escorregou de seu ombro, e eu puxei-o de volta para cima. Em seu sono, um sorriso enfeitou seus lábios, e meu peito se apertou.

Suspirando, estiquei ao lado dela e aumentei o meu aperto, Bella reposicionou para sua cabeça caber sobre meu peito. Não demorei muito para cair no sono, mas cerca de duas horas depois, um ruído me acordou. Meus olhos se abriram e percebi que o fogo na lareira estava quase no fim. Fiquei alerta imediatamente e prendi a respiração enquanto ouvia. O barulho voltou – um profundo uivo do vento. Soltei minha respiração lentamente, aliviado. Eu odiava estar paranoico assim, mas depois de tudo o que aconteceu, isso era necessário.

Inclinando minha cabeça, olhei para Bella. Ela virou-se em sono, se aconchegando mais perto de mim. Uma perna estava jogada sobre a minha e sua cabeça descansava no meu peito. Sua mão estava enrolada acima do meu coração e eu ainda estava tão duro que eu estava começando a me perguntar se isso seria permanente.

Droga.

Minha mão tremia quando a levantei, afastando o cabelo de seu rosto. Eu não queria me levantar, mas não queria que ela acordasse em uma sala congelando. Tão delicadamente quanto pude, saí de debaixo dela. Ela realmente devia estar cansada, porque mal se mexeu quando me levantei e puxei um cobertor sobre ela.

Eu puxei meu moletom, ignorando a vontade de voltar para essas cobertas e acordá-la de uma maneira que eu duvidava que Jacob já havia feito. Assim que sai da sala, estremeci. O resto da casa estava congelando.

Olhei ao redor da árvore de natal e vi que a neve ainda caia, mas era mais leve. Tudo estava branco lá fora e eu não tinha ideia de quanto tempo levaria para as estradas serem limpas, ou mesmo se os limpa-neve poderiam sair agora.

Movendo-me em torno da casa, verifiquei as portas e janelas como se tivesse TOC. Tudo estava bem – bloqueado e protegido. Enquanto eu descia até a garagem para pegar mais lenha, meu cérebro repetia toda a cena com Bella.

Nas primeiras horas da manhã e no silêncio da casa, eu não podia acreditar que a noite passada aconteceu. Amaldiçoando quando meus pés tocaram o cimento gelado da garagem, corri para reunir alguns troncos secos. Ter calçado sapatos teria sido inteligente – idiota. E mesmo com tudo isso, meu cérebro continua preso nela. Porra, quando ela disse a parte do amor, eu estava completamente perdido nela.

Eu estava perdido nela por um tempo agora.

Não era como se os meus sentimentos por ela fossem novos, ou que eu os descobri quando eu coloquei a minha boca sobre ela, ou quando ela deixou escapar aquela frase semiacabada. Merda como essa não acontecia. Talvez algumas pessoas acordavam um dia e se apaixonavam. Não eu. Isto cresceu ao longo do tempo, começando quando ela saiu em seu primeiro encontro com Jacob. Até hoje, eu ainda lembro aquela mordida amarga de ciúme quando ela me disse que estava namorando ele. Antes disso, eu realmente não havia entendido o que eu sentia por Bella. Foda-se. Nós ainda éramos crianças em um monte de maneiras, e eu estava descobrindo o prazer, tendo momentos felizes com o sexo oposto.

Só depois que Bella me disse que terminara com Jacob que percebi a extensão do que eu sentia por ela. Porque não fiquei triste ou chateado – eu estava feliz, me senti aliviado. Só isso já me fazia tão indigno de Bella, mas era a verdade. Eu era um bastardo. Ainda era.

Eu sabia que naquele momento, enquanto estávamos do lado de fora do prédio de ciência no campus, que eu a amava. Não da maneira melhor amigo. Não do tipo quase-como-uma-irmãzinha. Eu a amava de uma maneira que transcende essas coisas. Eu estava apaixonado por ela.

Até então, eu não reconhecia meu sentimento por ela. Recusei- me a deixá-lo crescer em algo mais do que um desejo que não podia ser saciado. Pessoas faziam isso o tempo todo. Eu era apenas mais um.

Bella sempre foi muito boa para mim. E nunca havia passado pela minha cabeça que ela sentia algo mais do que amizade e eu ainda não estava totalmente convencido de que de fato ela sentia, pois eu não conseguia entender como ela poderia estar apaixonado por mim, depois de me ver – suas próprias palavras – foder qualquer coisa que anda, por anos.

Como ela poderia?

Eu não entendia.

E também não queria questionar isso, pelo menos não agora. Eu tinha o que? Um ou dois dias vivendo o que eu sempre quis antes de que a realidade me golpeasse na cara, porque eu sabia que havia uma verdadeira e boa chance de que, quando voltássemos para o mundo real, ela percebesse que poderia ter alguém muito melhor do que eu. Que pudesse encontrar um cara que não estava prestes a recusar uma carreira garantida para ganhar dinheiro – e que não passara os últimos sete anos indo atrás de cada garota, exceto ela.

Bella

Eu acordei com o cheiro de café fresco, o que não fazia sentido, já que tínhamos perdido a energia. Ou eu apenas tinha sonhado isso? Movendo-me pela nossa cama improvisada, eu não senti Edward ou seu calor. Talvez eu tivesse sonhado tudo, desde ontem à noite. Meus olhos se abriram com meu estômago revirando. As chamas seguiam forte na lareira e enfiada debaixo das cobertas, eu estava bem quentinha. E também estava muito sozinha.

Meu coração se afundou mais rápido que o Titanic. Eu fechei meus olhos e pensei que a probabilidade de ontem à noite ser um sonho era altamente improvável, porque eu estava nua debaixo dos cobertores, o que significava que Edward provavelmente acordou essa manhã e esteve perto de mastigar seu braço para fugir.

Ele se arrependeu.

Eu sabia.

Lamentou o que fez, e nós sequer tínhamos feito sexo.

— Você pode parar de fingir que está dormindo — a voz profunda de Edward veio sobre mim. Divertimento colorindo seu tom. — Eu sei que você está acordada.

Eu abri um olho.

— Eu não estou fingindo.

— Uh huh.

Lutando contra o desejo de puxar o cobertor sobre minha cabeça e fingir que eu não estava aqui, eu respirei fundo e rolei para as minhas costas. Edward estava sentado ao pé da cadeira, segurando uma garrafa térmica nas mãos.

Um lado de seus lábios inclinou-se. Ele colocou a garrafa no chão e estendeu a mão para o outro lado, pegando um copo.

— Eu sei como você precisa de sua cafeína, então encontrei um pouco de café instantâneo e água fervida sobre o fogo. Tem um pouco de açúcar para você, também.

Sentei-me, segurando o cobertor junto ao meu peito. Nossos olhos se encontraram e eu senti minha respiração parar. Os olhos de Edward eram tão escuros, quase pretos. Eu não tinha noção do que ele estava pensando, eu nunca sabia alias. Forcei meu cérebro para dizer alguma coisa.

— Você ferveu água sobre o fogo?

Seu sorriso se abriu, revelando aquelas covinhas profundas que sempre me pegavam, enquanto ele abriu a tampa com uma torção do pulso e serviu o café.

— Você parece tão surpresa.

Eu simplesmente não conseguia imaginá-lo fazendo isso. Abaixando o olhar, não sabia o que fazer ou como agir. O que ele fez na noite passada só existiu em minhas fantasias e nunca em minha realidade. Eu não conseguia conciliar os fatos. Só porque ele me fez café e se esforçou para fazê-lo não significava que ele estava prestes a pronunciar o seu amor eterno para mim ou para saltar em meus ossos.

— Bella?

Forçando meu olhar, calor varreu meu rosto. Eu deslizei sobre a cama de cobertores e peguei o copo.

— Obrigada.

Ele arqueou as sobrancelhas quando puxou o copo de volta.

— Não. Não ainda.

Inclinando minha cabeça para o lado, eu fiz uma careta.

— Por quê?

— Você vai ver. — Colocando o café para baixo, ele se levantou e veio para a beira de nossa cama improvisada. Ele se ajoelhou na minha frente e lentamente, como se tivesse medo de me assustar, ele segurou meu rosto em sua mão. — Bom dia.

Perdida na simples sensação de sua mão no meu rosto, eu olhei para ele por um momento.

— Bom dia?

Ele se ajoelhou e se inclinou, pressionando sua testa contra a minha.

— Eu acho que nós podemos fazer melhor do que isso.

Meu coração disparou para cima. Sua proximidade era um bom sinal, certo? Eu tentei não me perguntar se eu tinha um bom hálito matinal enquanto eu engolia.

— Nós podemos?

Ele balançou a cabeça e seu nariz roçou o meu. O meu domínio sobre o cobertor apertou como o meu estômago oco.

— Muito fácil — disse ele. — Quer ver?

— Sim. — Aquela palavra saiu como um sussurro.

Inclinando a cabeça para o lado, ele beijou o canto dos meus lábios, e em seguida, o outro. Um tremor percorreu-me quando seu polegar alisou minha bochecha, e então ele aprofundou a pressão em meus lábios, me beijando de verdade.

— Que tal isso? — ele perguntou, soltando um beijo em meus lábios, um rápido. — Isso foi um melhor bom dia?

Incapaz de falar, eu assenti.

Edward riu quando se inclinou para trás e pegou o copo. Entregando-o, ele se sentou ao meu lado onde derreti em uma poça em uma fração de segundo.

O primeiro gole de café foi um longo caminho para encontrar a capacidade de falar.

— Há quanto tempo você está acordado?

Um ombro encolheu.

— Umas duas horas. O fogo estava acabando, então tive que colocar mais lenha.

Tomei outro gole. Café instantâneo não era ruim.

— Eu dormi tudo isso?

— Sim. Bem, você estava falando um pouco em seu sono.

Meu queixo caiu.

— Oh, não. Eu estava? O que eu disse? Oh, meu...

— Eu estava apenas brincando. — Rindo, ele olhou para mim de lado. — Você não fala em seu sono, mas por sua reação, eu estou desejando que você tivesse.

Eu estreitei meus olhos.

— Isso foi maldade.

Ele sorriu.

— Você dormiu bem?

— Eu acho que foi o meu melhor sono desde a última vez que tomei Nyquil. — Corei novamente, percebendo o que parecia, e eu rapidamente mergulhei minha cabeça, deixando meu cabelo proteger meu rosto em chamas.

Edward ficou em silêncio por um momento.

— O mesmo aqui. Melhor sono que eu tive nos últimos anos.

— Sério? — Ousei uma espiada nele. Eu não sei por que parecia tão importante, mas era.

Ele estava olhando para frente.

— Eu nunca dormi com uma garota antes.

Minhas sobrancelhas se levantaram.

— Diga novamente?

Seus lábios se torceram em um sorriso irônico.

— Eu nunca dormi com uma garota depois de fazer qualquer coisa com elas. Você é realmente a única garota com quem eu já compartilhei a cama durante a noite.

Uma onda de tontura passou por mim, e eu escondi o meu sorriso, tomando outro gole. Lembrei-me do que ele disse sobre Mindy, e eu quase pulei e fiz uma dancinha feliz nua.

— Nem uma vez?

Ele balançou a cabeça quando se virou por mim.

— Eu nunca quis.

Nossos olhos se encontraram novamente, e eu não teria sido capaz de olhar para longe se Papai Noel estivesse correndo através da sala com um rifle.

— Nunca?

Inclinando-se para trás, ele plantou uma mão atrás de mim.

— Nunca — ele disse, em voz baixa. Inclinando a cabeça, ele pressionou um beijo contra o meu ombro nu, e depois descansou o queixo lá.

Eu estava com medo de cuspir café em todos os lugares. Ele não se arrependia da noite passada. Isso era óbvio. Alívio era como uma droga doce arranhando em mim, mas eu ainda não sabia como agir, e estava com medo de dizer a coisa errada.

Felizmente, Edward tinha muito mais experiência do que eu em tudo isto.

— A neve não está caindo tão pesada agora. O limpa-neve deve ser capaz de sair em algum momento.

Uma pontada de decepção me bateu e eu escondi com um sorriso. Engraçado como um dia atrás tudo que eu queria era ir para casa.

— Você acha que eles vão chegar até nós hoje?

— Eu ficaria muito surpreso. Provavelmente amanhã — respondeu ele. — É como o Polo Norte lá fora agora.

— Parece bom para o Papai Noel.

Seus olhos brilhavam.

— Acho que até ele se perderia nessa bagunça.

Eu terminei o café, e Edward pegou o copo de minhas mãos. Reunindo o cobertor em torno de mim, murmurei algo sobre o banheiro, e ele me disse para usar o andar de baixo. Eu arrastei para fora da sala, me enrolando mais no cobertor quando encontrava as temperaturas frias no resto da casa. Provavelmente teria sido inteligente pegar minhas roupas – onde quer que elas estejam – para que eu pudesse me trocar, mas eu corri para o banheiro, meus pés descalços batendo contra o chão de madeira frio.

Descobri que Edward reuniu alguns itens pessoais e os colocou no banheiro para eu não ter que ir lá em cima. Devido ao gesto prestativo, sorri enquanto fazia minha rotina matinal. Borboletas se aninharam em meu estômago e estavam prestes a voar. Usando o que eu tinha, eu lavei o melhor que eu poderia sem me matar com a água gelada.

Aquelas malditas borboletas voavam ao redor, saltando minhas entranhas quando saí do banheiro. Minhas bochechas estavam quentes, apesar do frio. Eu parei pela árvore de Natal somente por alguns segundos – por causa da janela e do perigo que apresentava. Meu olhar caiu para os dois presentes sob a árvore, aqueles com os nossos nomes neles. Um sorriso vibrou em meus lábios enquanto eu arrastava meus olhos para a estrela brilhante no topo da árvore. Não tinha nem pensado em acender as luzes.

Se eu estivesse contando direito, o Natal era daqui a uma semana e alguns dias. Eu sabia o que queria para o Natal, e parecia que eu havia conseguido. Eu esperava que o feriado tivesse chegado cedo para mim, e isso não era um acaso selvagem.

Quando voltei para a sala, Edward tinha espalhado um Buffet do tipo não cozido – banana, barras de cerais, e outras coisas mais - para nosso café da manhã sobre a mesa de café de carvalho escuro.

Parei logo dentro da sala, o meu coração na garganta, ou talvez na minha boca neste momento.

Ele olhou para cima e sorriu.

— Este é o melhor que posso fazer para o café da manhã.

— É perfeito. — Minhas palavras soaram abafadas e eu percebi que estava à beira das lágrimas. O tipo bom, mas realmente, chorar como um bebê não seria atraente. Abaixando minha cabeça, eu fui para o lado e sentei-me em um travesseiro desocupado, mantendo o cobertor perto.

— Parece como batatas fritas e legumes crus para almoço e jantar — disse ele, deslizando outra xícara de café fresco na minha direção. — Estamos comendo coisas saudáveis hoje.

Eu ri.

— Como se eu comesse de forma diferente qualquer outro dia.

Ele zombou.

— Você gosta de carne vermelha. Não minta.

Essa parte era verdade.

— Obrigada por arrumar tudo.

— O prazer é meu. — Ele me deu uma cotovelada delicadamente. — Coma. Tenho um grande dia planejado para você.

Minhas sobrancelhas se levantaram.

— Você tem? Está planejando me dar a pá para eu limpar a garagem?

— Não. — Pegando uma maçã, ele se recostou arrogantemente. — Não envolve lá fora, mas gira em torno de alguma atividade física.

Calor correu através do meu sangue.

— Sério?

Ele me olhou com um brilho perverso.

—Olhe ao redor da sala, Bella. Há algo faltando.

Vasculhando a sala, ele me deu um momento para captar a mensagem.

— Minhas roupas? Onde estão as minhas roupas?

Seu sorriso de resposta foi puro pecado.

— Você não vai precisar de nenhuma roupa hoje, baby.

Oh meu, meu, meu... Deus!

Meus olhos se arregalaram com o que foi, provavelmente, seriamente atraente.

Sob o cobertor, meu corpo aqueceu deliciosamente.

— Então, tudo que eu tenho é este cobertor?

— A maior parte do tempo.

Um arrepio passou por mim.

— Ok. E você continua a usar roupas?

Edward piscou quando ele deu uma mordida da maçã.

— A maior parte do tempo.

— Não parece justo, não é?

Calor fervia em seu olhar.

— Oh, será igualmente justo.

Seria possível derreter? Eu acreditava que sim. Sua risada profunda me fez ruborizar e voltei-me para o nosso pequeno buffet, me ocupando com a alimentação. Tantas perguntas subiram para a ponta da minha língua. Eu queria – não, eu precisava – de algum tipo de confirmação do que estava acontecendo entre nós, mas para ser honesta, eu estava com muito medo de dizer algo que pudesse fazer que tudo isso desabasse sobre mim, estilhaçando como um frágil globo de neve.

Isso era sem lógica, provavelmente até um pouco errado, mas eu mantive minha boca fechada.

Depois de alguns instantes, começamos a falar... falar normalmente. Sobre o próximo semestre e quais as aulas que não teríamos. Como ele pretendia falar com sua mãe sobre a escola veterinária durante as férias, e eu realmente esperava que fosse melhor do que ele temia.

Edward precisava fazer o que o faria feliz, e não o que a sua mãe esperava.

Horas se passaram. De vez em quando, ele verificava a janela e voltava para o meu lado. Nós conversamos sobre Rose e Emmett, sobre como eu imaginava que ele estaria chateado por não chegar para fazer snowboard.

Acabamos conversando como sempre fizemos, mas havia algo mais do que isso. Edward me tocava nos momentos mais aleatórios, e eu comecei antecipar esses segundos. Ele passou os dedos sobre meu rosto enquanto falava sobre sua mãe tentando cozinhar peru novamente este ano. Eu fui uma participante relutante em muitas aventuras de cozinha da sua mãe, então eu não o invejava. Quando admiti que eu ainda mordiscava recheio cru, ele colocou meu cabelo para trás da minha orelha. E enquanto ele falava sobre o desejo de fazer biscoitos caseiros quando chegássemos a casa – e ele disse nós – ele deslizou os dedos sobre o meu ombro nu, provocando em mim uma série de tremores.

Edward levantou-se, estendendo a mão. Eu não tinha ideia de quanto tempo havia passado desde que ele fez isso.

— É hora de um pouco daquela atividade física que prometi.

Por um tempo eu esquecera completamente que estava nua sob o cobertor e tinha uma boa ideia do que era essa atividade física da qual ele estava se referindo. Nervos subiram por mim e eu não conseguia respirar. Eu o queria tanto. Eu sempre quis, mas não tinha ideia do que fazer. E se eu fizesse algo errado? E se ele sentisse o mesmo que Jacob sentiu depois que transamos?

Mas eu confiava em Edward, e isso fazia uma enorme diferença.

Segurando o cobertor sobre meu peito, dei a ele minha mão livre. Seus dedos misturaram-se aos meus e ele puxou-me para ficar de pé com uma espantosa facilidade. Colocou um braço em volta da minha cintura e com um leve sorriso, se inclinou e pressionou sua testa contra a minha.

— Você se lembra do nosso baile de formatura? — ele perguntou. Sua mão apertou em volta da minha, mas não me puxou para mais perto.

Eu pisquei com a pergunta inesperada.

— Sim.

— Eu te prometi uma dança. — Seus olhos se fecharam e seus dedos se abriram em minhas costas. — Eu não cumpri essa promessa.

Balançando a cabeça um pouco, eu olhei para ele.

— Edward...

Seus olhos se abriram.

— Nós nunca dançamos. Eu fui um idiota.

Meu coração começou a bater com aquela lembrança. Eu fui ao baile com Jacob, mas Edward me prometeu uma dança. Mesmo sendo errado, eu passei a maior parte desse baile ansiosa por essa dança, ao invés de prestar atenção em Jacob. Mas Edward saíra com Betty Holland para um quarto de hotel. Eu a ouvi falando para as amigas no banheiro.

Sem palavras, eu balancei minha cabeça novamente e não podia acreditar que ele ainda se lembrava disso.

— Então, eu estou fazendo isso agora. — Ele se endireitou e me agraciou com um de seus maiores sorrisos. — Nós não temos a música, mas acho que podemos fazer funcionar mesmo assim.

Lágrimas formaram em meus olhos, respirando fundo eu assenti.

— Nós podemos fazer isso funcionar.

— Bom — ele disse, com a voz mais rouca do que o normal.

Edward me levantou para que meus pés descalços estivessem em cima dos dele e eu achei graça do ato. Suas covinhas se aprofundaram em resposta e ele me puxou para mais perto. Minha mão estava presa entre nós, segurando meu cobertor, mas nossas pernas estavam pressionadas juntas. Cantarolando sob sua respiração, ele balançou lentamente, movendo-se em um pequeno círculo. Eu não reconheci a música, mas o som melodioso e as vibrações profundas persuadiram meus olhos a se fechar.

Colocando meu rosto contra o peito dele, eu sorri enquanto dançávamos. Numa questão de momentos, esqueci que não vestia nada além de um cobertor, que a única música além do que ele cantarolava, era o zumbido do vento do lado de fora e que não estávamos em nenhum salão de baile glamoroso. Estar nos braços de Edward era incrivelmente perfeito, não havia outra maneira de descrevê- lo. Meu coração se encheu de amor ao ponto de eu achar que ele iria estourar. Eu estava me tornando um gigante mashmallow que estava derretendo por ele.

Essa dança foi melhor do que qualquer dança no baile poderia ter sido.

Levantando minha cabeça, abri os olhos e meu olhar imediatamente se apegou ao dele. Seus olhos eram quase negros e naquele momento eles eram meu mundo inteiro. Edward baixou o queixo e o menor toque de seus lábios contra os meus enviou uma corrida de calafrios em minhas veias. Ele sussurrou meu nome e trovejou através de mim, uma mão deslizou pelas minhas costas e o segurou meu cabelo. Ele beliscou meus lábios até que abri minha boca para ele e então, o beijo se aprofundou, fazendo com que o ar pegasse na minha garganta. Ele me beijou até que o calor fluiu através de mim, como se eu tivesse bebido demais.

— Eu quero você — ele disse asperamente, seus lábios roçando os meus. — Eu te quero tanto e eu posso provar isso. Diga-me que você quer a mesma coisa.

Um tremor me balançou. Eu estava enlaçada em seu aquecido olhar e eu tinha certeza que já havia deixado claro o que eu queria, mas só uma palavra saiu da minha boca.

— Sim.

— Diga isso. — Seus lábios roçaram os meus e ele me beijou mais uma vez, torcendo minhas entranhas em deliciosos nós. — Diga- me, baby.

— Eu quero você — eu disse tonta. — Eu quero você, Edward. Só você.

Com um som profundo que me fez tremer, ele me levantou de seus pés e, em seguida, soltou o cobertor dos meus dedos, que caiu em um silêncio macio. Fogo líquido derramou em meu corpo, enquanto seu olhar viajava sobre mim.

— Droga — ele rosnou quando puxou o suéter fora, jogando-o em algum lugar. Esperançosamente não na lareira, mas naquele momento eu não acho que qualquer um de nós teria notado.

Meu olhar ficou preso em seu estômago e eu prendi minha respiração, para segurar minha barriga, porque estar nua ao lado de alguém que era o epítome da aptidão física era um pouco irritante, mas ele agarrou meus braços e puxou-me com força, nossos peitos ficando nivelados. O contato fritou meus sentidos.

Capturando meus lábios novamente, ele me beijou quando começou a se mover. Com uma mão em minha nuca e a outra contra a parte inferior das costas, e ele continuou a me beijar como se balançássemos ao som dos nossos corações batendo e do vento frio. Sua mão deslizou para baixo, sobre a curva do meu traseiro e eu ofeguei contra sua boca.

Senti seus lábios se curvarem em um sorriso enquanto eles deslizavam sobre meu queixo. Ele guiou minha cabeça para trás, deixando minha garganta exposta. Seus beijos arrastavam ao longo do meu pescoço, me deixando tão alta que eu choraminguei. Não percebi que ele me virou até que meus pés roçaram os cobertores.

Meus dedos cravaram em seus quadris, quando ele me abaixou em direção aos cobertores, com seu corpo, quase, mas não completamente, cobrindo o meu. Eu respirei esganiçada enquanto deslizava minhas mãos ao longo dos cumes duros de seu abdômen. Meus dedos formigavam e todo meu corpo estava preso de um jeito delicioso. Inseguranças antigas penetraram em meus pensamentos, ameaçando a felicidade inebriante que ele criou quando enfiou a mão no bolso de trás e puxou para fora vários pacotes de preservativos.

Eu fiquei tensa com ele.

Seu sorriso era tímido.

— Eu estou preparado desta vez.

— Eu vejo isso — resmunguei, meu estômago torcendo e soltando ao mesmo tempo. Como eu poderia me sentir tão bem e tão nervosa ao mesmo tempo? Parecia impossível sentir tanto.

Edward olhou para mim, seu peito enchendo e escovando os meus.

— Nós não temos que fazer isso, Bella.

— Não. — Eu segurei seus braços. — Eu quero isso – eu quero você.

— Estou aliviado ao ouvir isso, porque eu... — ele parou com um pequeno movimento de cabeça e deu um beijo contra o oco da minha garganta. — Você precisa relaxar. Deixe-me ajudá-la a relaxar.

Antes que eu pudesse responder, ele varreu-me em um beijo que era tão macio, tão suave, que lágrimas encheram meus olhos. Eu não sabia que poderia ser beijada assim, que beijos poderiam ser tão dolorosamente perfeitos e que poderiam destruir você para sempre. Meus músculos relaxaram e eu coloquei minha mão sobre o cordão de seu moletom.

Edward gemeu, e suas mãos... bem as suas mãos estavam em todos os lugares, prestando homenagem às minhas curvas e áreas sensíveis.

Ele tomou seu tempo, parecendo guardar cada centímetro do meu corpo na memória. Eu não sei como ele conseguia ir tão devagar, pois eu já estava queimando com a necessidade. Eu estava tão pronta que, quando seus dedos deslizaram entre minhas pernas, meu corpo inteiro se moveu para o toque, arqueando e doendo.

— Droga baby! Você torna muito difícil manter o controle. — Seu corpo estremeceu quando coloquei meus dedos dentro de seu moletom. — Tão fodidamente difícil.

Eu não queria que se mantivesse no controle.

Sua respiração acelerou enquanto eu puxava para baixo suas calças. Ele estava totalmente sob o comando, e por algum motivo eu achei isso sexy como o inferno. Então, ele sentou-se, tirou seu moletom e viajou sua boca para baixo, seguindo o caminho de suas mãos. Cada esbarrar de seus lábios, movimentos de sua língua ou pequenas mordidas, faziam parecer que ele estava marcando-se em mim.

Meus dedos agiam como garras em seu cabelo enquanto ele mergulhava sua língua em meu umbigo. Um som estrangulado saiu de mim e então, ele foi ainda mais para baixo, me beijando nas minhas partes mais sensíveis. Não demorou muito para que eu começasse a me debater debaixo dele, gritando enquanto ele acariciava, mordiscava e lambia. Ele tirou várias respirações, gemidos e resmungos de mim. Meu corpo estava queimando e meu coração disparado.

Tremores secundários me invadiram quando ele se sentou, pegando um pacote de camisinha. Eu não percebi que ele tinha posto o preservativo até que seu corpo cobriu o meu – peito com peito, quadril com quadril. Eu esperava que ele me virasse — da maneira que ele disse que gostava, mas ao invés disso, ele se colocou entre minhas pernas e eu podia senti-lo duro e pronto.

— Você tem certeza, querida? — ele perguntou com sua voz grave, rouca e tão sexy. — Nós podemos parar por aqui.

— Eu tenho certeza. — Deslizei minhas mãos para seus quadris e enganchei uma perna em torno dele, aproximando-nos juntos. — Por favor, Edward. Eu quero isso. Por favor.

Ed

Essa palavra me quebrou.

Por favor.

Como se ela tivesse que me pedir para fazer isso quando eu estava morrendo para entrar nela? Deveria ser eu a pedir.

Abaixei-me, tirei sua mão trêmula, de onde repousava sobre meu coração e dei um beijo no centro da palma de sua mão. A maneira como seu corpo tremia contra o meu quase me fez gozar ali mesmo. Meu olhar foi para cima, encontrando o dela. Pressão prendia meu peito.

Luxúria, abundante e poderosa bateu em mim. Do tipo que eu nunca senti antes. Meu corpo exigiu que eu empurrasse nela, percorresse todo o caminho dentro dela. Eu sofria para fazê-lo, para me perder na onda de prazer que eu sabia que ia acontecer, mas eu me forcei a retardar o meu entrar. Ela fez apenas uma vez antes, e eu não queria machucá-la. Eu não queria que houvesse um momento em que não era sublimemente perfeito para ela.

Deslizando a mão sob seu fino quadril, eu a levantei, até que eu me equilibrei em sua entrada. Meu coração gaguejou uma batida, e depois acelerou. Ela puxou sua mão livre e segurou meu rosto.

Eu estava fodidamente perdido.

Capturando sua boca, eu coloquei minha língua em sua quente cavidade enquanto eu lentamente empurrei nela, e puta merda, eu sentia cada centímetro de cada terminação nervosa. Incrível. Deslizando para dentro dela eu senti como a primeira vez. E de certa forma, foi. Eu nunca fiz isso dessa maneira antes – cara-a-cara. Eu era como um maldito virgem novamente. Nem sequer achava que era possível sentir-se dessa maneira, mas sentia. Meu corpo tremia com o esforço para ultrapassar a barreira que me impedia de mergulhar dentro dela e do sentimento, da emoção por trás disso. Levantando minha boca da dela, eu empurrei mais para dentro. Ela era tão incrivelmente apertada. Cada centímetro que ganhava era um belo milagre. Uma eternidade se passou, e eu estava de todo jeito e completamente cercado por ela. Sobrecarregado. Concluído. Meus quadris rolaram, e eu gemi quando sensações agudas bateram em mim.

Bella gemeu, e eu parei, meu coração tropeçando.

— Eu estou te machucando?

— Não — ela sussurrou com os olhos tão brilhantes e tão grandes. — É só que você é ... — Um rubor cobriu seu rosto doce, e Deus maldito, a sensação. — Você é grande e eu não tenho...

Eu mordi de volta um sorriso e uma onda de orgulho idiota.

— Eu sei. — Eu alisei o polegar ao longo de sua mandíbula. — Vai demorar alguns momentos para você se acostumar com isso.

Ela assentiu com a cabeça e sorriu, mas o tom de seus olhos era muito claro, muito nítido. Ela estava molhada e quente, mas seu corpo estava rígido. Merda. Ela não estava gostando disso. Não tanto quanto eu.

Determinado a resolver isso, eu mantive meus quadris selados ao dela quando abaixei minha cabeça, beijando-a suavemente. Bella me beijou de volta, mas eu podia senti-la tremer debaixo de mim. Eu mordi de volta uma maldição, sabendo que eu deveria ter ido ainda mais devagar.

Enfiei a mão entre nós, movendo-a ao longo da linha frágil de sua clavícula, depois para baixo, sobre seu seio inchado. Eu , roçando meu polegar sobre a ponta. Seu mamilo estava duro, e isso era um bom sinal. A reação dela enviou um pulso de imediato através de mim.

Aprofundando o beijo, eu fiquei parado dentro dela, deixando-a tomar o passo seguinte. E ela fez. Seus quadris se contraíram, apenas um pequeno movimento, mas eu o senti como uma onda de choque. Movendo minha cabeça para baixo, eu capturei uma ponta rosada e suguei. Seus quadris se moveram de novo, e eu levantei minha cabeça, rangendo os dentes. Seus dedos se enroscaram no meu cabelo enquanto seus olhos saiam de foco e ela colocou sua perna em volta da minha, um desejo silencioso. Seus quadris ressuscitaram, e deixei escapar um forte suspiro. Bella gemeu, e o meu sangue ferveu.

Agora esse era um maldito grande sinal, mas eu precisava ter certeza.

— Você está bem? — perguntei, mal reconhecendo minha própria voz.

Ela colocou os braços em volta do meu pescoço.

— Sim. Parece... Parece melhor.

— Melhor? — Meus lábios tremeram em um meio sorriso. — Nós podemos fazer melhor do que melhor.

— Nós podemos? — Ela parecia sem fôlego.

— Uhum — murmurei, deslizando minha mão ao longo de sua coxa e guiando sua outra perna em volta do meu quadril. Seu suspiro de prazer foi o que eu precisava ouvir. — Que tal isso? — Eu a beijei enquanto puxei para fora lentamente, e então deslizei de volta para dentro. Ela estremeceu quando eu puxei metade para fora. — E isso? — perguntei.

Seus olhos estavam apenas metade abertos.

— Isso é ... isso é bom. Isso é ... oh... — Então seus olhos se fecharam e ela balançou os quadris para cima, recuperando os centímetros. — Oh, uau.

— Sim — eu resmunguei. — Uau.

Bella fez isso de novo e eu bati minha mão no travesseiro ao lado de sua cabeça. Eu a deixei definir o ritmo e meu Deus, uma vez que ela teve o jeito dela, ela enrolou as pernas em torno dos meus malditos quadris e minha contenção quebrou. Enfiei profundamente, uma e outra vez. Seus gemidos suaves subiram enquanto a intensidade e o ritmo tornavam-se febris. Me movi mais rápido, moendo meus quadris contra os dela e levantando, obtendo impulso e indo fundo. Seu movimento tornou-se frenético, e eu fiquei descuidado, arrastado enquanto ela gritava meu nome e seu corpo se contraiu em torno do meu aperto, ondas sensuais. Eu não conseguia segurar. Não mais. Com mais dois golpes, eu enterrei meu rosto em seu ombro e bati nela até gozar.

Enquanto eu tremia nela, eu finalmente entendi. Inferno. Eu entendi nesse momento o que foi tão difícil para mim este tempo todo. Sexo importava – oh, puta merda, isso importava – quando era com uma pessoa que significava alguma coisa.

Importava com Bella.

Bella

Meu corpo doía em todos os lugares, de um jeito realmente, verdadeiramente bom e desconhecido. Deus, agora eu podia entender o porquê todo mundo era louco com sexo. O que fizemos foi incrível. Eu não era tão ingênua e sabia que não era sempre sublime assim, mas nunca havia me sentido assim antes. Eu estava cheia e completa.

Eu não tinha ideia de que sexo poderia fazer com que eu me sentisse assim.

Levou uma eternidade para que meu ritmo cardíaco desacelerasse e eu sabia que o mesmo ocorreu com Edward, porque quando ele puxou para fora, ele rolou de costas e me puxou junto com ele. Ele estava metade em mim, metade fora. Um braço e perna estavam jogados sobre meu corpo e meu rosto repousava sobre seu coração. Ficamos assim, com sua mão movendo um lento círculo sobre minhas costas. Eu estava aconchegada mais perto do que poderia estar, mas também, eu estava mais contente do que conseguia me lembrar.

Estar deitada ao lado de uma fogueira, num dia de neve, parecia irreal. Quantos romances tinham sexo apaixonado próximo a uma lareira? Inúmeros, mais do que eu poderia contar. Eu quase ri, mas... Edward não falara nada ainda.

Abrindo os olhos, observei as chamas envolverem as toras e disse para mim mesma não surtar e estragar isso, o que quer que tudo isso significasse. Claro que meu cérebro não me ouviu e começou a vomitar perguntas como uma criança chata. ―Por que ele não disse nada?‖ ―Será que ele se arrependeu?‖ ―Ele gostou?‖ ―Será que sou tão frígida a ponto de ele mal esperar para sair daqui?‖. Meus pensamentos vieram até que estava prestes a me dar um soco na cara, mas a verdade é que Edward não disse nada e ele não deveria ter dito alguma coisa? Até Jacob falou depois que fizemos sexo pela primeira vez. Na ocasião, ele disse que havia gostado, o que acabou sendo uma mentira, mas ainda sim ele abriu a boca.

Oh Deus, e se isso foi um erro?

Eu fechei meus olhos, pois nunca conseguiria enxergar aquilo tudo como um erro. De jeito nenhum, mas e Edward? Sua mão parou ao longo das minhas costas, e eu percebi que eu estava completamente dura e tensa.

— Bella?

Uma parte de mim desejava enfiar minha cabeça debaixo das cobertas, mas o cobertor estava emaranhado ao longo de nossos quadris e parecia muito estranho empurrar minha cabeça lá em baixo. Obriguei-me a levantar a cabeça e olhar para ele. Seus olhos eram fendas preguiçosas, mas eu sabia que ele me via, que via tudo.

— O que você está pensando? — ele perguntou.

Calor inundou meu rosto, e eu comecei a sentar-me.

— Nada. Quer dizer, eu só estou pensando em tudo. O que fizemos? Foi incrível. Realmente. E eu espero que você sinta...

— Espera aí. — Seu braço apertou ao redor da minha cintura, me mantendo no lugar, e seus olhos estavam abertos agora. — Você espera que eu ache que foi incrível?

Sentindo-me demasiado exposta, eu cruzei meus braços sobre o peito e balancei a cabeça.

— Você está louca?

Minhas sobrancelhas se ergueram.

— Desculpe-me?

— Eu achei incrível? Não. Não foi incrível. Foi muito melhor do que incrível, foi imensamente melhor e eu nunca tinha sentido isso antes baby.

Eu fiquei boquiaberta.

— Essa é a verdade. Portanto, não vá enchendo sua cabeça com besteira. Estar com você jamais se comparará a isso. — Em um movimento fluido, ele sentou-se e puxou-me em seu colo. — Você me sente?

Me agarrando a seus ombros, eu engasguei. Oh, eu sentia ele muito bem. Uma bola de lava derretida se formou em minha barriga.

— Eu... Eu sinto você.

— Bom, porque é a verdade. — Suas mãos deslizaram para os meus quadris, e meu coração acelerou em resposta. Havia um brilho em seus olhos profundos e uma inclinação marota em seus lábios sensuais.

Ele não poderia estar...

Edward se mexeu um pouco e apertou contra o meu núcleo, quente e pronto. Caramba, ele não era humano. Ele riu quando viu a minha expressão.

— O quê? Você parece surpresa, baby.

— Você está pronto para... hum, ir de novo?

Seus lábios se inclinaram em um meio sorriso.

— Eu estou sempre pronto quando se trata de você, mas eu não...

— Você não o quê? — Eu havia ficado presa em toda a coisa quando se tratava de mim. — Quer fazer isso de novo?

Ele inclinou a cabeça para trás, os olhos procurando o meu rosto.

— Não há nada que eu queira mais do que fazê-lo novamente, mas não precisamos. — Ele segurou meu rosto, deslizando o dedo ao longo do meu lábio inferior. — Nós podemos apenas relaxar.

Eu não acho que era capaz de apenas relaxar, não quando podia senti-lo. E também estava um pouco surpresa com a minha vontade para ir novamente. E eu estava pronta. Eu estava encharcada e ele deveria saber disso.

Meu coração estava batendo rápido, mais uma vez, quando abaixei meus cílios.

— Eu quero.

Seu pênis saltou.

— Bella...

Virando a cabeça, eu senti seu polegar cair sobre meu lábio inferior novamente e, em um movimento de ousadia que não sabia que era capaz, eu suguei a ponta do seu dedo polegar em minha boca.

O corpo inteiro de Edward empurrou e ele fez o som mais sexy do que nunca.

— Droga, baby...

Alimentada pela sua resposta, eu peguei o dedo profundamente em minha boca, enquanto me inclinava para ele. O peito dele era suave contra a minha pele sensível e eu gemi em torno de seu polegar, com os olhos fechados à deriva, enquanto o meu corpo tremia.

— Caralho — ele grunhiu, apertando meu quadril enquanto empurrava para cima. — Deus. Eu não me canso de você.

— Você me tem. — Eu abaixei sua mão no meu peito, gemendo no momento em que seus dedos cobriram meu peito. — Tudo de mim.

Ele se levantou, me beijando. Lento. Profundo. Uma dor pulsante entre minhas coxas, em sintonia com a corrida do meu coração. Deslizando as mãos pelos meus lados, ele moveu minhas pernas para que eu estivesse sentada em cima dele, e então, incitou a minha entrada. Eu podia ter começado isso, mas ele assumiu o controle completo. Apalpou meus seios e minha cabeça caiu para trás, arqueando o corpo.

Sua boca se fechou sobre a ponta rosada, e eu perdi a capacidade de respirar. O que ele fez com os lábios, a língua e os dentes enviaram picadas de prazer e solavancos através de mim, e nesse instante, eu sabia que Edward poderia ser muito mais bruto do que ele estava sendo. E isso me animava ainda mais.

Cheguei entre nós, segurando seu pênis latejante. Sua resposta gemida enviou uma onda de calafrios através de mim. Acariciando-o lentamente, eu pressionei minha testa contra a dele.

— Por favor — eu sussurrei de olhos fechados.

— Baby, você não tem que me pedir. — Ele pegou meu lábio inferior e beliscou. — Só me diga o que você quer e você terá.

Meu aperto aumentou e eu forcei as palavras.

— Eu quero você. Eu quero que você faça amor comigo. — Meus olhos se abriram para as três últimas palavras. Eu queria ter de volta essas palavras. Oh Deus, eu não deveria ter ...

Edward se moveu tão rápido que eu senti que o mundo girava. Ele serpenteou um braço em volta da minha cintura, me levantou e me colocou em minhas costas. No momento em que minha cabeça bateu nas almofadas, ele estava sobre mim.

Eu empurrei quando ele me separou e mergulhou como um homem faminto. Uma mão cavava o cobertor e minha outra enfiada através de seu cabelo sedoso, segurando-o quando sua língua mergulhou dentro de mim. Eu pensei que ia desmoronar bem naquele instante. Eu estava perto, mas suas carícias eram muito excitantemente macias.

— Você tem um gosto tão bom — disse ele, trabalhando com um dedo dentro. — E você é tão fodidamente apertada. Você é perfeita, você sabe. — Seus cílios levantados, seus olhos travando com os meus. — E eu amo quando você me olha quando eu estou fazendo isso. — Para pontuar, ele enganchou o dedo, encontrando um lugar que eu nem sabia que existia, e eu gritei. — E eu amo realmente a porra desse som.

Além das palavras, minha cabeça debatia de um lado para outro enquanto ele lambia, rodava e empurrava. Então seus lábios apertaram nesse feixe de nervos, espremendo um gemido de mim. Edward gemeu contra mim quando o meu corpo começou a tremer. Trabalhou outro dedo dentro, e eu voei para além, quebrando no esquecimento.

Edward tinha um preservativo no momento em que o último grito saiu de meus inchados lábios. As coisas pareciam borradas nas bordas quando os nossos olhos se encontraram. Seu olhar ardente me iluminou novamente. Uma matriz de emoções cintilou em seu impressionante rosto enquanto agarrava meus quadris e me puxava para que eu ficasse de joelhos. Desossada, eu coloquei minhas mãos em seu peito que se moveu com cada respiração entrecortada.

Segurando-me, ele sentou-se e me puxou acima de seu colo, com as pernas esticadas atrás de mim.

— Monte em mim. — disse ele, com o olhar em chamas.

Mudei minhas mãos em seus ombros, enquanto abri minhas coxas mais amplas.

— Outra primeira vez?

— Oh sim — disse ele, segurando-se pronto. — É outra primeira vez. — Isso me deixou insanamente feliz, e quando nossos olhares colidiram outra vez, eu não estava preparada para o olhar selvagem, possessivo neles. Segurando meu quadril com a mão livre, ele me guiou para baixo. A mordida inicial de dor quando ele deslizou para dentro de mim rapidamente dissipou em um sentimento maravilhoso de pressão e plenitude.

Levou um par de momentos para pegar um ritmo, mas logo ele estava empurrando para cima quando eu estava descendo, nossos corpos movendo-se juntos em perfeita sincronia. Ele pegou a minha boca quando passou o braço em volta de minha cintura, puxando-me contra seu peito, enquanto sua língua combinava os impulsos dos nossos quadris.

— Bella — ele rosnou com seu grande corpo tremendo.

Torci em cima dele, contorcendo-me, mas não foi o suficiente. Um gemido me escapou, e em um movimento fluido Edward me deixou em minhas costas, seus quadris batendo nos meus. Ele agarrou meus quadris, me levantando enquanto ia mais profundo e mais profundo. Ele tinha um braço em minha cintura e colocou a mão na parte inferior da minha barriga, me segurando no lugar. Eu não conseguia alavancar o suficiente para mover.

Era o que ele queria.

—Porra, eu não quero que isso acabe. Eu quero sentir isso – isso aqui... — Ele aterrou seus quadris, e toda a minha amiguinha estremeceu. — Eu quero sentir isso para sempre.

— Sim. Oh, meu Deus... — A tensão construiu tão rapidamente que eu não podia respirar. Joguei minha cabeça para trás, os olhos arregalados e cegos. Palavras saíram da minha boca. — Mais rápido. Por favor. Edward, por favor. Eu amo...

Ele bateu em mim, cortando minhas palavras, e eu explodi, quebrando tão profundamente que ele gritou e veio imediatamente, espasmos em seu corpo. As coisas que saíram de sua boca quase me derrubaram mais uma vez. Eram orações. Maldições. Palavras incoerentes que de alguma forma faziam todo o sentido para mim. Quando ele caiu em cima de mim, enterrou seu rosto no meu cabelo e conseguiu manter a maioria de seu peso em seus braços. Eu não me importaria se ele tivesse caído em mim.

Percebi naquele momento que minhas pernas estavam bem embrulhadas em torno de sua cintura ainda. Eu as tirei, gemendo quando provocou um tremor.

Ele murmurou algo, e então disse:

— Eu não quero me mover.

Sorri na mancha de suor na pele de seu peito.

— Não faça isso.

Sua profunda risada retumbou através de mim.

— Como você está se sentindo?

— Humm..

— O mesmo aqui, baby, o mesmo aqui.

Ed

Nos levantamos para pegar chips e vegetais crus, escolhendo queijo e biscoitos para um almoço tardio/jantar mais cedo.

— Estamos em um grande momento, baby. — Eu coloquei a travessa entre nós.

Ela riu, organizando seus biscoitos em uma linha de cinco.

— Nós não somos sofisticados?

Amando o som de sua risada, eu tirei meus olhos dos seus biscoitos para ela e quase joguei a comida de lado e abordei-a como um animal. Eu coloquei meu moletom sobre a cabeça de Bella, e ela parecia tão comestível com suas pernas debaixo dela com as bordas do meu moletom roçando a pele macia de suas coxas, não vestindo nada mais.

Verdade seja dita? Eu gostava dela nas minhas roupas... e seminua. Fácil acesso e tudo – acesso que eu estaria usando em algum momento.

E eu também amei como seu olhar continuou caindo para onde meu moletom caía na minha cintura. Toda vez que seus olhos fixavam na área entre meus quadris, ela corava e mordia o lábio ou pressionava as coxas.

Eu não podia acreditar no que Jacob disse sobre ela. Eu queria quebrar seu queixo outra vez, e talvez algumas costelas. Frígida? Esta garota era o oposto de fria – uma pequena gostosa atrevida que me surpreendeu.

Ela pegou a faca que estava usando para cortar o queijo e esculpiu orelhas do Mickey. Rindo, ela pegou um biscoito e me alimentou.

Sim, eu poderia me acostumar com isso.

Depois de nos alimentarmos, ela trouxe o violão para mim. Estendeu-se ao meu lado, com as pernas nuas, perto do fogo, ela me ouviu tocar e eu toquei por horas, parando de vez em quando apenas para tocá-la, beijá-la, acariciá-la.

Eu não conseguia o suficiente dela.

Ela era como uma droga que eu queria continuar consumindo. Fiquei viciado no modo como sentia e os sons que ela fazia. Eu pensei que talvez, apenas por alguns segundos, as coisas seriam estranhas entre nós, depois de ter sexo destrói-células-do-cérebro, e houve um momento ou dois, quando nenhum de nós parecia saber o que dizer. Ou talvez nós dois quiséssemos dizer alguma coisa, mas não conseguíamos. De qualquer maneira, isso passou rapidamente. Tudo era como normalmente era, só que parecia mais brilhante e melhor. Sim, isso soava completamente idiota, mas era verdade.

Cada olhar, cada toque e cada palavra significava algo mais profundo agora.

Bella dormiu enquanto eu tocava violão e, embora eu estava hesitante em deixá-la, eu chequei as portas e janelas novamente. Nada estava errado. Ninguém estava olhando em nossas janelas ou tentando romper as portas. Se não fosse pelos fios cortados no gerador, eu não seria tão paranoico. A boa notícia era que a neve quase afinou. Amanhã eu desenterraria o snowmobile e seguiria para o prédio principal para descobrir em que tipo de condição as estradas estavam. O limpa-neve deveria estar nas principais estradas agora, e eu realmente precisava verificar meu celular para ver se havia sinal, mas agora? Eu apenas não queria.

Voltei para o quarto e senti meu coração fazer algum tipo de maldita vibração quando meu olhar caiu sobre Bella. Deitada de costas, com a colcha espalhada através de suas pernas e os lábios cor de rosa abertos, ela era a criatura mais fodidamente bela e sedutora que eu já vi.

Sim, eu não queria pensar em nada além de Bella.

Porque eu não tinha ideia de como as coisas seriam para nós depois que voltássemos ao mundo real e fossemos cercados por amigos e familiares. Era este o início de um relacionamento ou era alguma aventura? Honestamente, eu não sabia. Eu ouvi o que ela esteve perto de dizer quando gozou, mas eu era conhecido por falar coisas por impulso no calor do momento. Palavras doces sussurradas durante o sexo podem nunca, jamais, ser levadas a sério.

E Bella – inocente e linda – não tinha muita experiência quando se tratava de sexo. Um fato que me tirava do sério, mas, na realidade, era sempre difícil decifrar os sentimentos uma vez que o sexo era adicionado à equação.

Eu sabia que ela gostava de mim profundamente. Obviamente, mas ela realmente me amava? O tipo de amor que meus pais partilharam antes de meu pai morrer? O tipo de amor que eu sentia...

Porra.

Eu estava apaixonado por Bella.

Tipo totalmente, loucamente, irrevogavelmente apaixonado por ela – por anos. Eu pensei sobre a tatuagem que eu fiz após o ensino médio, a única em minhas costas, e balancei a cabeça. Talvez eu não quisesse reconhecer antes, e talvez eu tenha sido um idiota total por estar com aquelas outras garotas, mas eu não podia mais ignorar o que eu sentia por ela.

Aproximando-me mais, eu afastei uma mecha de cabelo de sua bochecha e minha mão permaneceu enquanto meu olhar viajava por todo seu rosto. Será que chegaríamos a esse ponto se não tivéssemos ficado presos na neve juntos? Eu acho que não. Eu continuaria fodendo garotas e ela encontraria alguém que não faria um desfile de outras garotas na frente dela. O rapaz seria bom para ela. Ele não seria uma bagunça e a trataria como se fosse a coisa mais querida neste mundo. Ele seria um sortudo filho da puta.

Eu queria ser esse homem.

Eu poderia ser esse homem, se ela me quisesse.

Demorou muito para sair do lado dela e não acordá-la, especialmente quando ela virou-se de lado, empurrando a bunda contra mim. Pooorra. Mas, como na noite anterior, eu dormi muito, muito rapidamente e acordei antes dela, estranhamente revigorado por dormir em um maldito colchão no chão e balançando um tesão terminando com uma ereção.

Eu a acordei com a minha boca entre suas coxas.

Bella se apoiou nos cotovelos, o cabelo caindo sobre os ombros e seu peito subindo irregularmente.

— Edward, o que você...? — Sua voz estava rouca de sono e excitação. Eu amava o som. — Oh, meu Deus...

Sorrindo contra ela, eu coloquei um dedo em sua umidade quente enquanto circulava seu clitóris com a minha língua. Eu amava o gosto, cheiro, sensação de areia dela. Poderia passar a eternidade entre suas pernas. Eu a observei quando adicionei outro dedo e chupei profundo. Seu peso foi nos cotovelos e a cabeça retrocedeu. O baixo gemido quase fez com que eu me perdesse lá. Bella ergueu os quadris e fez um pequeno movimento balançando contra a minha mão e boca. Foi a coisa mais quente.

— Oh... — ela disse ofegante. — Edward, eu vou...

— Você vai gozar? — Agitei a minha língua, e seus movimentos empolgaram. — Sim? Isso é o que eu quero baby. Deixe vir.

E ela gozou.

Bella caiu para trás, seu corpo arqueando-se, fazendo com que o moletom emprestado deslizasse até seu estômago. Uma torrente de palavras saía dela enquanto seus músculos internos apertavam o cerco contra os meus dedos. Suas sobrancelhas estavam comprimidas e sua garganta trabalhava. Eu a observei gozar como um canalha, mas eu adorei.

Fodidamente linda. Eu nem me lembro de me mover, de alguma forma nós dois estávamos nus. Luxúria me invadiu profundamente. Agarrando seus braços eu os estendi acima de sua cabeça, prendendo-lhe os pulsos para baixo.

Eu estava dentro dela em um profundo e poderoso rolar de quadris, preenchendo todo seu caminho. Seu corpo explodiu perto de mim de novo e eu peguei seu grito com meus lábios. Eu bombeava mais e mais, me perdendo nela por várias vezes. Algo parecia diferente, cru, selvagem. Sua escorregadia tensão me apertou como uma luva de cetim quando minha língua mergulhou em sua boca, encharcando todos os poros e ocupando um lugar profundo dentro do meu peito.

Meu próprio orgasmo vigorou através de mim, me acendendo até que meu quadril bateu contra o dela. Eu nunca senti isso antes, nunca estive tão conectado e... Puta merda! O impossível aconteceu, algo que nunca tinha ocorrido antes: eu me esqueci de usar preservativo.

Bella

Levei alguns minutos para perceber a razão pela qual Edward estava tão incrivelmente quente e latejante dentro de mim, provocando uma sensação altamente intensa. Cada centímetro dele era um delicioso tormento e cada estocada era um puxão inebriante.

Ele não estava usando camisinha.

Oh meu Deus...

Choque percorreu através de meu corpo. Eu acreditei quando ele afirmou que sempre se prevenia. Edward não era estúpido, mas dessa vez, ele não usou e não parou para pensar nisso. Pânico subiu por um breve momento, mas depois deu lugar a uma maré esmagadora de prazer. O conhecimento de que se tratava de outra primeira vez para ele, combinado com a maneira como me segurou, sem nada entre nós... Bem, ele me atirou de cabeça em outro orgasmo poderoso.

— Bella — ele rosnou e puxou para fora no último segundo antes de explodir novamente. Sua boca estava na minha e ele apertava contra meu estômago, seu corpo cheio de espasmos. Só então ele soltou meus pulsos.

Passando os braços ao redor de seus ombros, segurei firme enquanto tremores o abalavam. Ele não se moveu até que sua respiração desacelerou e seu batimento cardíaco voltou ao normal. Em seguida, aliviou a maior parte do peso para um lado.

Ele olhou para baixo entre nós.

— Merda. Desculpe-me por isso.

Eu sorri quando me virei, dando um beijo em seu peito.

— Está tudo bem.

— Eu sempre uso camisinha. Eu só... — Ele soltou uma risada suave. — Inferno...

— Está tudo certo. — Eu enfiei meus dedos pelo cabelo ondulado contra a sua nuca. — Eu estou tomando pílula — eu o lembrei. — Você poderia ter... Você sabe.

Seus lábios roçaram a lateral do meu rosto.

— Eu sei, mas eu sou acostumado a usar preservativo, é uma espécie de hábito difícil de quebrar. — Ele recostou-se, limpando a garganta. — Não é que esteja tentando quebrar essa mania ou qualquer coisa.

Meus lábios se separaram, mas minha ficou seca de repente. O que ele quis dizer com isso? Ele não estava planejando quebrar o hábito, porque ainda planejava dormir com qualquer uma por aí? Fechei os olhos e mentalmente proferi um vocabulário de palavrões. Ele não queria dizer nada com isso. Ele só disse que não queria se acostumar a transar sem camisinha.

Eu esperava que fosse isso.

Mas e se nada mudasse depois que saíssemos daqui?

Deus, eu não podia...

Tentei afastar a ideia inquietante, mas ela estabeleceu-se em minha barriga como comida da semana passada. Precisávamos conversar, mas cada vez que eu abria a minha boca, não saía nada. Eu não sabia o que dizer ou como começar essa conversa. ―Desculpe- me, você ainda planeja ser um mulherengo?‖ Isso não daria certo. Mesmo que ele tivesse dito que eu merecia mais do que simplesmente ficar, eu não perguntei o que seriamos daqui por diante e ele também não ofereceu ser nada a mais.

Nós realmente precisávamos conversar.

Lindo esse cap. né?

Mas no próximo a coisa fica feia.

Beijos e até