Eles vieram nos avisar que o almoço iria ser servido; no entanto percebi que Esme havia chorado e a puxei para abraçá-la de lado enquanto voltávamos para casa. Alice e Jasper foram à frente, ela correndo e ele atrás dela para fazer-lhe cócegas, gostei de vê-los juntos. Ela está muito feliz e isso é o que importa.
– Não implique com o namorado de sua irmã Edward! – minha mãe ralhou comigo.
– Eu nem pensei nisso! É sério! Eu estou até gostando em vê-los juntos. De verdade! – eu disse rindo, Carlisle revirou os olhos e disse:
– Nós te conhecemos Edward! Só por favor, não faça nada como da ultima vez que ela trouxe alguém aqui...- eu o interrompi bruscamente:
– Por favor, sem entrar em detalhes e não fale o nome daquele depravado! Eu não suporto nem ouvir o nome dele. – minha mãe parou de andar e disse:
– Já é tempo de superar isso filho...ele às vezes vem aqui em casa com seu irmão, você não pode viver do passado...se até Alice não liga mais pra isso...- eu interrompi novamente:
– Vocês não querem falar desse assunto comigo...não é possível que depois de tanto tempo fora vamos falar disso...é verdade eu tenho dificuldade em perdoar e sim estou agindo de modo irracional. Agora vamos mudar de assunto. – eu disse de mau humor. Detesto pensar em como eu vi minha irmã tendo sua primeira vez com um ex –amigo, sim por que ver Alice e Jacob juntos no quarto dela até hoje me dava arrepios em lembrar, não acredito que Emmett ainda tem amizade com aquele cachorro vira-latas. Aquele deflorador de garotas inocentes! Minha mãe interrompeu meus pensamentos comentando:
– Credo Edward! Até parece que você lê a nossa mente! Detesto quando você faz isso! – eu ri e meu pai continuou em um tom sério:
– Filho antes de você ir embora preciso falar com você em meu escritório. – Carlisle disse seriamente.
– Claro pai, aconteceu alguma coisa? – eu fiquei preocupado. Ele olhou para Esme e ela respondeu:
– Não aconteceu nada demais, mas precisamos de um favor seu e é algo delicado...mas agora não é momento para isso. Vamos almoçar e garanto que o almoço está delicioso. Ah! E Mari está com saudades. – eu sorri e disse:
– Também estou com saudades dela e que não nos ouça, mas principalmente de sua comida. – nós rimos e lembrei com carinho de Mari que ajuda Esme há muito tempo na cozinha e vivia falando coisas engraçadas para os homens que julgava serem os mais lindos da Terra. Ela é muita bem casada com John que trabalha no jardim aqui de casa, acredito que ela tenha uns sessenta anos e tiveram dois filhos que moram aqui em Whashigton D.C. Ela é realmente muito engraçada.
– Ela está cada vez mais ousada Edward, realmente impossível! – eu e Carlisle rimos e Esme disse:
– Hoje ela irá enlouquecer com tantos guapos em casa! – ela é mexicana e casou-se com John que é americano, mora aqui nos EUA desde a adolescência, no entanto nunca perdeu alguns dos costumes como o de usar algumas palavras em espanhol o que é muito engraçado. Chegamos na casa e eu me dirigi diretamente para a cozinha.
– Onde está a mulher mais bonita dessa casa? – eu disse falando bem alto.
– Santa Madre de Dios! Meu menino você finalmente voltou! – ela me deu um forte abraço e depois me deu alguns tapas em meus braços. – Você merece é apanhar! Seu desnaturado! Onde já se viu? Ficar tanto tempo sem ver a sua mãe! Se fosse meu filho apanharia nessa sua bunda branca! – ela tentava parecer brava.
– Ai, o que foi isso D. Mariana? E pare de falar da minha bunda branca!Ai! – eu abracei e lhe dei um monte de beijos em suas bochechas e ela começou a gargalhar.
– Ah, menino Eduardo eu com uns quarenta anos a menos! Você não me escapava! – nós ríamos e percebemos Esme na porta da cozinha rindo também. Então Mari disse: - Olhe que desperdício! Um homem desses ainda solteiro! O que acontece com essas moças de hoje em dia Esme? – Esme riu ainda mais e disse:
– Na hora certa minha nora aparecerá, alias minhas noras, por que tenho certeza que Emmett um dia irá sossegar.- nós rimos novamente.
– Agora anda logo com essa comida por que estou morrendo de fome Mari! – eu disse e fui mexer na geladeira para procurar algo para Fred comer.
– Se está procurando algo para Fred eu já fiz está ali naquela vasilha em cima da pia. Fiz uma salada de frutas para ele, tem de tudo um pouco. – eu olhei em volta e perguntei:
– E por onde será que anda o Sr. Frederico? – ouvi um barulho vindo de fora da cozinha e fui conferir, lá estava ele com John comendo as rosas do jardim de Mari.
– Hey! Frederico! Você está comendo as rosas da Mari! – eu disse indo até ele.
– Pode deixar Edward, essas eu plantei exclusivamente para ele. – Fred virou-se para John e sorriu mostrando a gengiva acabei rindo dele fazendo graça para o homem.
– Obrigado John. Ele realmente gosta muito de flores como de cupim também, outro dia o levei ao parque, ele encontrou um cupinzeiro e fez a festa. Está impossível ultimamente, preciso levá-lo a um especialista. – eu disse enquanto passava a mão sobre a cabeça de Fred.
– Talvez ele só precise arrumar uma namorada...assim como você!- Mari disse sorrindo maliciosamente e eu revirei meus olhos e disse:
– Olha John se Mari é tão danadinha assim como aparenta você está encrencado meu amigo! – nós rimos, ela levantou uma sobrancelha e olhou para John. Rapidamente decidi mudar de assunto e continuei: - Obrigada John pelas flores, acho que ele precisa dessas coisas de vez em quando. – John fez um gesto com a mão e saiu, eu me virei para Fred e disse: - Vem comigo amigão está na hora do seu almoço. – ele bateu palmas e eu nunca deixava de me impressionar como entende quando falamos com ele. Ele veio para meu colo, peguei a vasilha com a salada que Mari havia feito para ele e segui para a sala de jantar.
Quando entrei todos já estavam sentados e Alice reclamou:
– Pensei que você iria se juntar a nós só no jantar! – ela virou-se para Fred e disse: - Lindinho! Já está com toda a sua comidinha? – eu revirei os olhos e disse:
– Alice ele é um chimpanzé e não uma criança! Não precisa falar com ele assim! – e o traidor balançou a cabeça em sinal de afirmativo, todos riram e eu disse: - Muito bem seu traidor! Jasper importa-se dele comer conosco na mesa? – era bom perguntar depois do escândalo de Ângela quando o viu na mesa conosco.
– Claro que não Edward! Alias é bem legal ter um carinha assim com a gente. Confesso que nunca vi um chimpanzé tão de perto e estou impressionado. Não sabia que era tão...inteligente, ele realmente parece uma criança. – nesse momento Fred rosnou para ele e eu cocei minha cabeça. Ele tinha um problema, ou ele gostava da pessoa logo de cara ou ele detestava...e pelo jeito Fred não gostou muito de Jasper. Então ouvi Alice falando com Fred:
– Ai lindinho da tia! Por favor, não implica com o Jasper não! Ele é muito importante pra mim. – Fred a olhou como se estivesse avaliando a situação depois olhou para Eleazar e mostrou língua, virou-se para Alice e sorriu. Entendi que ele trataria Jasper como ele tratava Eleazar, ou seja, o ignorando.
– Pelo que entendi Jasper, ele irá ignorá-lo como ele faz comigo e acredite isso é melhor do que ele não gostar de você. Não tente forçar a amizade às vezes ele te dispensará alguma atenção. Não queira ver o que ele faz quando não gosta de alguém...é horripilante. – Eleazar balançou a cabeça desanimado. – Edward teve que terminar um namoro de anos por causa do bicho. – nesse instante Fred fez um barulho ensurdecedor assustando a todos, eu o peguei no colo e disse:
– O que foi amigão? Está sentindo alguma dor? – ele olhou para mim e sorriu, eu revirei os olhos e disse: - Na verdade eu não terminei só por causa de Fred...não estava dando mais certo, eu não a amava e ela queria se casar. E pare de falar de Ângela que ele fica agitado.
– Ele mima o bicho como se fosse uma criança...imagina se ele entende o que estamos falando? – Eleazar disse e Carlisle disse:
– Eu acredito que ele entende sim o que dizemos e mais ele praticamente sente o que Edward sente é impressionante! Ângela que deu azar e... – Carlisle não conseguiu terminar por que outra vez ele fez o barulho horrível. Eu coloquei a mão sobre sua boca e todos riram.
– Eu sei o que aconteceu...ele viu primeiro que todo mundo que isso não daria certo e por favor não falem o nome da pessoa, esse barulho é horrível. – Alice disse, virou-se para Fred e disse: - Eu o entendo lindinho! Eu também não queria vê-los juntos. Agora quem sabe a garota misteriosa não seja a pessoa ideal para o seu papai? – ela disse com vozinha de criança.
– Que garota misteriosa é essa Edward? – minha mãe perguntou e antes de eu falar algo Eleazar disse:
– É a que deixou esse chupão em seu pescoço? A garota é selvagem hein Ed? – eu olhei para eles irritado, enquanto Jasper estava com olhar divertido.
– Eu acredito que minha vida sentimental não seja uma boa coisa para pauta de discussão no almoço de família em um sábado tão agradável. – eu disse com sarcasmo. Eu olhei para meu pai, ele seria o único que os faria parar.
– Então pessoal eu acredito que a vida sentimental, sexual e seja lá o que for de Edward realmente não deve ser discutida no horário do almoço. Eu iria falar com Edward em particular, no entanto como somos uma família e isso inclui você também Jasper, temos outro assunto para abordar... Peter. Em breve ele estará vindo para ficar um tempo conosco e preciso falar sobre isso com vocês. – ele olhou para todos novamente e continuou: - E estou muito preocupado com Emmett, parece que ele não tem noção que o garoto é seu filho e precisa de ajuda. – todos ficamos em silencio e Esme disse:
– Esse é um dos motivos pelo qual estaremos mais por aqui. Outra coisa precisamos do apoio de todos, inclusive o seu Edward, pois Peter o ouve mais do que o próprio pai. – ela suspirou profundamente. Eu acenei concordando e ela voltou-se para Alice: - E você querida nos ajudará com o seu jeito amoroso, pois Makenna não é muito carinhosa com ele. E talvez Eleazar, poderíamos levá-lo para interagir com as crianças daquela Ong aonde você vai às vezes, ele está com dificuldades em se relacionar com as pessoas. E Jasper se você tiver alguma idéia de como poderá nos ajudar será muito bem vindo...tenho certeza que Alice irá lhe informar de todos os detalhes referentes a toda essa situação. – ela olhou para Carlisle e ele completou:
– Eu sei que todos temos nossas vidas, nossas atividades, mas principalmente vocês, Alice e Edward...ele é sobrinho de vocês, meu neto e seu irmão precisa de ajuda, ele continua na adolescência e sei que ele amadurecerá no momento certo, mas enquanto isso precisamos agir. Makenna está com problemas de alcoolismo e acredito que até com drogas, a mãe dela que nos ligou pedindo ajuda e tudo que nós pudermos iremos fazer. Só preciso saber o que vocês pensam a respeito. – ele olhou para todos nesse momento. Eram essas atitudes de Carlisle que me faziam admirá-lo ainda mais. Ele simplesmente faria qualquer coisa para ajudar quem quer que fosse, seu amor incondicional e sua dedicação à família eram admiráveis e eu faria qualquer coisa para ajudar minha família, não só por que um dia ele também fez isso por mim, mas porque precisávamos disso para permanecermos unidos, juntos e fortes.
– Essa situação não é uma questão de escolha é uma questão de estarmos juntos como família e pronto. Se não fosse por vocês um dia terem feito o que fizeram por mim e meus irmãos, hoje não estaríamos aqui. Pode contar comigo para qualquer coisa e se preciso for peço uma licença do meu serviço e fico por aqui o tempo que for necessário. – eu disse sem hesitar.
– Não será necessário filho, só precisamos do apoio de vocês. Como disse eu e Esme estaremos mais por aqui, então Peter terá nossa total atenção. Estamos pensando em passar um tempo em Virginia Beach, pelo menos o restante desse ano. Pelo que me lembro Peter adorava aquela casa quando pequeno e talvez isso ajude nos reaproximarmos dele novamente. – Carlisle disse animado. O restante da tarde passou tranqüila entre as brincadeiras de Alice e Jasper com Fred e Eleazar nos falando sobre Carmen.
À noite Eleazar despediu-se e Alice foi para a casa de Jasper, eu decidi passar a noite aqui para colocar a conversa em dia com meus pais. Em um determinado momento Esme nos deixou a sós e retirou-se para o seu quarto, foi como seu eu tivesse quinze anos novamente e falávamos de mulheres, basquete, política e família é claro. Falei sobre Bella e como me incomodou ela ter ido embora sem se despedir e Carlisle riu de mim, dizendo que eu estava com o orgulho ferido, o que não deixava de ser verdade, mas eu jamais admitiria isso. Ficamos até de madrugada com toda essa conversa e Fred conosco às vezes parecia que ele realmente entendia o que falávamos, só faltava ele falar, dar sua opinião.
Acordei no outro dia com um cheirinho de café fresco e aquilo me despertou, logo me levantei fui ao banheiro fazer minha higiene matinal coloquei uma calça de moletom que ainda deixei por aqui uma camiseta e fiquei de pés descalços mesmo. Quando desci dei de cara com Fred, a cabeça no colo de minha mãe e ela fazendo cafuné nele, ô bichinho folgado! Assim que ele me viu descendo pulou do colo dela e veio correndo para eu pegá-lo no colo.
– Hey bom dia pra você também! Dormiu bem amigão? Aonde você dormiu? Eu também fiquei com saudades! – ele sorriu pra mim. Falei com minha mãe: - Bom dia mãe. Parece que ele não me vê a séculos e toda manhã é isso. – quando ela ia comentar algo Mari entra e avisa que é telefone pra mim. Eu fiz uma careta e perguntei:
– Disse quem é?
– É um tal de Swan...- ela falou tampando o fone com a mão.
– Então é grave, para o próprio me ligar...- peguei o telefone: - Bom dia. Para o senhor me ligar a essa hora no domingo só pode ser problema. Manda...- ele bufou:
– Ainda bem que já sabe Cullen...tem algum rackerzinho de merda em nosso sistema e não estamos conseguindo ver a lista completa dos novos alunos. Você tem algo impresso? – ele estava muito irritado.
– Já falou com Liam? Se tiver alguém no sistema com certeza ele encontrará e...- fui interrompido.
– Você realmente acha que estou aqui brincando de policia e ladrão? Claro que já fiz o Liam revirar esse sistema e tentar encontrar o marginalzinho...e só falei que tem um racker em nosso sistema por que ele mesmo está afirmando isso. Agora sem enrolação Cullen, tem ou não algo impresso? – ele irá explodir logo.
– Bem eu não tenho certeza... tenho que...- ele interrompeu novamente:
– É impressionante como a melhor policia de todo mundo tem tanta gente incompetente! – eu tirei o fone de perto de minha orelha e esperei ele continuar. Por fim eu coloquei novamente perto do ouvido: - E não adianta afastar de perto da orelha o fone Cullen! Eu fiz uma pergunta e estou esperando a resposta há horas!
– Eu tenho sim senhor uma listagem acredito que completa,mas está em minha sala, especificamente no cofre que só abre com identificação digital e agora estou na casa de meus pais. – eu disse e passei a mão em meus cabelos.
– E dái? Você tem duas horas para chegar aqui Cullen! Isso é uma emergência garoto! –ele disse e antes de ter a oportunidade de responder ele desligou. Eu bufei e imediatamente liguei para Sue.
Assim que ela atendeu eu perguntei:
– Quão ruim está a situação? – ela respondeu baixinho:
– Quase um onze de setembro...mas o problema dele é particular, quando você chegar aqui eu te explico. Teremos grandes problemas menino. Prepare-se não serão fáceis esses próximos cinco meses. Ele está mandando você pegar o helicóptero que estará a sua disposição na base aí de Whashigton e Edward? Por favor, não demore... me procure antes de falar com ele. É um pedido particular.- ela suspirou e eu disse:
– Claro fique calma, ele late, mas não morde...- eu ouvi o berro dele: (- Com quem está falando Sue? Se ela estiver nessa listagem cabeças vão rolar a começar pela sua Sue!) – De quem ele está falando Sue? – eu fiquei preocupado.
– Venha logo Cullen é uma emergência! Preciso ir tchau. – e ela desligou o telefone. Agora sim eu fiquei preocupado, Sue nunca ficava nervosa com os ataques de Charlie Swan.
Eu olhei para minha mãe e ela me deu um olhar do mal.
– Mãe eu não tenho culpa! Aquele homem sabe por medo quando quer...terei que ir imediatamente. E sobre o aniversário de Carlisle? Está tudo certo para a semana que vem? – eu tentei desviar o foco de minha saída emergencial.
– Tudo bem...você está tentando me enrolar, mas vamos falar do aniversario de seu pai. – ela estava chateada e eu detestava deixá-la assim. Ela continuou: - Eu espero que você possa estar aqui na semana que vem Edward. Sua irmã está fazendo uma programação especial, Emmett estará aqui, então, por favor, não falte é muito importante que você esteja conosco! Até Peter provavelmente já estará conosco.– ela disse em um tom triste o que não era típico de Esme.
– Mãe, me desculpe, mas aconteceu algo realmente sério, porque Sue não diria para eu ir rapidamente. Mas eu estarei aqui sábado sem falta. Não se preocupe. E papai foi correr? – eu perguntei, mas já sabia a resposta.
– Como todos os dias. – ela deu um sorriso apaixonado. – Ele é o mesmo de quando nos conhecemos...isso faz com que eu me apaixone por ele ainda mais se é que isso é possível. – ela sorriu envergonhada.
– Vocês são um fenômeno que deveriam ser estudados para entendermos melhor como funcionam essas coisas do coração. – dei um beijo em sua testa e subi rapidamente para pegar minhas coisas. Tudo arrumado voltei até a sala e meu pai estava entrando.
– Tenho uma emergência na Academia em Quântico e estou voando agora pra lá, mas sábado estarei por aqui. - dei um aperto de mão em meu pai e um beijo em minha mãe, peguei Fred no colo e corri o mais rápido que me permitia o transito. Apesar de ser domingo o transito estava intenso. Fui até minha casa e peguei algumas coisas que precisaria e decidi ligar novamente para Charlie. O telefone deu dois toques e ele atendeu:
– Já está chegando Cullen? – ele disse bruscamente.
– Senhor eu só conseguirei chegar aí à tarde...estou pegando algumas coisas em minha casa sem contar com o tempo do vôo e...- nem consegui terminar.
– Sem desculpas garoto, eu preciso de você aqui o mais rápido possível e se o seu mais rápido é só à tarde o que eu posso fazer? Mas é certeza que você tem uma listagem completa impressa com o nome de todos os alunos? – ele perguntou pausadamente, o que é bem pior, pois quando ele fala assim é porque está no seu limite.
– Eu acredito que sim senhor. – eu disse receoso.
– Para o seu bem é melhor que realmente que você tenha essa listagem, por que eu estou rodeado por incompetentes e ninguém pensa em imprimir nada! Como isso é possível? Ninguém imprime nenhum documento! E quando dá problema nessas máquinas estúpidas ou terroristas invadem nosso sistema viramos reféns deles! Onde Sue foi? Eu quero ela aqui, comigo o tempo todo! Anda logo garoto. Isso é pra ontem! – ele estava gritando agora e por fim desligou o telefone novamente sem esperar resposta. Isso estava bem estranho, primeiro ele quer a listagem impressa, segundo ele está atormentando Sue, terceiro ele reuniu todos um dia antes da equipe e antes do curso começar; tudo isso só por causa de uma listagem? De alunos ainda? O que será que está havendo?
Fui ao meu quarto e separei o que eu precisaria para essa semana e deixaria o restante para a semana que vem. Deixei Fred com Kevin, o caseiro que toma conta de tudo por aqui, Fred resmungou um pouco, mas essa semana eu deixarei ele em casa, as coisas estão agitadas e eu não terei tempo de cuidar dele.
Cheguei no quartel general J. Edgar Hoover Building e tudo já estava pronto só me aguardando. Charlie Swan é o subdiretor geral acima dele somente Marcus Mueller*, no entanto com certeza Swan é bem mais temido que Mueller, ele é conhecido por sua frieza e determinação, quando ele começa uma missão nada o detém. O agente Scott me aguardava com o helicóptero ligado. Estava a caminho quando recebi uma mensagem de Sue: No lugar de sempre. Fiquei apreensivo, algo estava acontecendo e envolvia Sue.
Lembrei-me quando houve os ataques de onze de setembro e estava tentando me firmar na equipe antiterrorismo, mas a competitividade era muito intensa e eu ainda era um agente novato, estava a ponto de desistir quando encontrei com Sue no foyer próximo à saída leste do prédio, é um lugar realmente lindo aonde quase ninguém vai até lá, é um ótimo lugar para pensar e Sue me disse que era o lugar favorito de uma pessoa muito especial para ela logo se tornou o seu lugar favorito também e conseqüentemente o meu. Naquela tarde abri meu coração para ela e como Sue é experiente, pois trabalha na equipe de apoio como psicóloga no FBI a vinte anos, ela me entendeu e me aconselhou; nos tornamos amigos e sempre que estava com problemas nos encontrávamos lá, não sei como, mas ela sabia quando eu estava com problemas.
Então só pode ser este o lugar.
Entrei e sentei em um banco no lugar mais reservado então Sue surge. A olhei preocupado, ela olhou ao redor e disse:
– Não se preocupe Edward, mas temos que ser rápidos. – ela me deu um pequeno sorriso, eu lhe dei um beijo no rosto e perguntei:
– O que está acontecendo Sue? – ela suspirou e disse:
– Preciso de sua ajuda, mas não quero colocá-lo em problemas...- ela disse incerta.
– É algo ilegal? Sabe que não faço nada ilegal, mas quero muito ajudá-la. – sempre que precisei ela estava ali pra mim, o mínimo que poderia fazer era retribuir a amizade dela.
– Olhe filho vou lhe contar algo para que você possa entender o que está acontecendo. Mas ninguém poderá saber dessa nossa conversa. – ela estava com raiva e ao mesmo tempo triste. Eu assenti com a cabeça e ela continuou: - Você sabe que a esposa de Charlie faleceu há muitos anos? – eu assenti novamente e ela continuou: - Bem ele tem uma filha e suponho eu que você também saiba, veja vou lhe contar algo que é sobre pessoas muito importantes para mim porque confio em você e por que preciso de sua ajuda...- ela estava indecisa ela precisa se sentir segura para poder confiar em mim.
– Veja bem Sue...eu não falarei com ninguém sobre o que você irá me contar, sabe que pode contar comigo seja lá o que for daremos um jeito. – ela sorriu largamente e continuou:
– Você realmente tornou-se um grande amigo! Enfim...espero que você não julgue Charlie por isso, mas que o compreenda. Depois que a esposa dele morreu, Charlie não conseguia olhar para sua filha, ela é parecidíssima com a mãe e o amor dele pela esposa chegava a ser doentio. Ele nem mesmo deixou a garota chorar pela morte da mãe...na semana seguinte a mandou para um colégio interno, onde ela permaneceu durante quatro a avó materna descobriu e ele a trouxe de volta antes delas terem algum contato, pois não permitia que Isabella tivesse vinculo com alguém da família de sua mãe. Quando ela veio morar com ele, ela tinha dez anos eu já era viúva, Leah tinha sua idade e Seth tinha oito anos. Eu praticamente criei essa menina por que Charlie não conseguia ficar perto dela, ele simplesmente a ignorava...ele não entende que Isabella o adora e faz de tudo para lhe chamar a atenção. Ela cresceu tornou-se uma linda mulher foi estudar fora, ela não agüentava mais a rejeição do pai. Bem o que importa no final de tudo é que ela voltou...e ela passou na prova do FBI. Só que ela não queria que ele soubesse até a aula inaugural de amanhã, no entanto Rosalie com sua boca enorme comentou como ele deveria estar orgulhoso por sua filha ter entrado para o FBI e ainda estar classificada como a segunda não tinha conferido a listagem e é por isso toda essa fúria. - ela suspirou, me olhou tristemente e disse: - E é isso meu amigo. Ele irá tentar de tudo para não deixá-la terminar o curso de formação e para ajudar ela entrou no sistema e bloqueou o acesso aos nomes dos alunos, ele sabe que foi ela e é por isso que Charlie está transtornado...e antes que você me julgue, entenda ...ela é como uma filha pra mim e mesmo que ele me odeie acredito que seja hora dele enfrentar os fantasmas. – ela ficou em silêncio e eu pensei como um sentimento pode ser bom e ruim ao mesmo tempo. Por ele amar tanto sua esposa, Charlie não consegue permanecer perto de sua filha...o que era contraditório por que seria uma forma de tê-la perto dele mesmo morta. Agora como eu poderia ajudá-la? Eu nem a conhecia e se ela for daquelas garotas mimadas, rebeldes e fúteis?
– Quantos anos ela tem Sue? – eu perguntei cauteloso.
– Entenda Edward...não quero que você faça nada ilegal, só preciso que você retarde a entrega da listagem e não atrapalhe a estadia dela aqui. – eu a olhei horrorizado e antes de dizer o que eu pensava sobre o que ela acabou de dizer, continuou: - Antes de qualquer coisa, eu conheço Charlie Swan e sei do que ele é capaz. E ele irá usar tudo que pode para ela não concluir o curso. Ela é especializada em programação de computadores, aprendeu muita coisa com Liam e segundo o próprio ela o superou há tempos...Isabella tem hoje vinte e três anos, mas por sua vivencia aqui na academia e por outras atividades que desenvolveu quando foi morar em Londres, ela tem a experiência de um agente veterano. Mas Charlie não pode saber de nada disso e o que eu estou te pedindo é que não entre no jogo dele, ela não aceitaria ajuda para ter benefícios mesmo que eu estivesse disposta...ela é muito integra...tenho muito orgulho dela pois apesar de todas as coisas que viveu se transformou em uma grande mulher, no entanto é tão voluntariosa e teimosa quanto o pai ...teremos um tempo interessante aqui nos próximos meses meu caro. – ela disse com um pequeno sorriso.
– Deixa ver se eu entendi: você quer que eu demore a entregar a listagem? É só isso? E não se preocupe eu jamais aceitaria prejudicar a moça mesmo sendo o subdiretor geral me pedindo como também não a beneficiaria em nada, não concordo com nepotismo, mas se a garota tem competência e quer trabalhar que seja bem vinda, a minha equipe está mesmo precisando de alguém com conhecimento na área de programação...quem sabe quando se formar não trabalhe na minha equipe? – Sue me abraçou e disse:
– Oh Edward! Você realmente faria isso? Deixaria ela trabalhar em sua equipe? – eu ri e disse:
– Claro que sim...desde que eu comprove que ela é realmente séria em sua área e competente... e claro esse é um pedido que uma amiga poderia fazer que eu atenderia com muito prazer, deixando claro que ela trabalhará tanto quanto todos da equipe. –ela revirou os olhos e disse:
– Eu sei disso e jamais lhe pediria algo assim, mesmo por que Isabella jamais aceitaria. Ela precisa provar ao seu pai que ela é capaz...eu sinceramente não sei no que tudo isso vai dar, estou com medo de como Charlie irá reagir e principalmente estou muito preocupada o quanto mais ele pode machucá-la...quando conhecê-la poderá me dizer ,ela tem magnetismo...parece ser forte mas é uma menina que só espera a atenção e a aprovação do pai. – ela realmente ama a garota e estava bem apreensiva com essa situação.
– Não se preocupe tudo dará certo, você estará por perto e o que depender de mim ajudarei no que for preciso. As coisas só acontecem quando realmente tem que acontecer...não sofra por antecedência. Por fim Charlie se orgulhará da filha e acabarão se entendendo você verá. – ela sorriu e ficou séria novamente.
– Não comente com ninguém sobre o que eu te falei, principalmente com os dois cabeça duras, você não sabe como eles perdem a confiança fácil, principalmente Isabella. Ela tem pouquíssimos amigos e é extremamente desconfiada, mas se ela confiar em você terá sua lealdade eternamente. Nós nunca perdemos o contato, nos falamos quase que todos os dias, ela é mais dedicada que meus próprios filhos você pode acreditar? – eu ri.
– Você parece uma babona falando assim dela. Na verdade acredito que você é a figura que ela tem de mãe não é verdade? – ela acenou com a cabeça e eu continuei: - Deixa só Leah ouvir você falando assim de outra garota, ela já é ciumenta imagina se ela ouvir isso! Mais alguma coisa Sue Clearwater? – ela me deu um sorriso doce então fiquei de pé estendi a mão e disse: - Então vamos enfrentar a fera. – nós rimos e seguimos para a sala de Charlie Swan.
– Agora muito cuidado com que você irá fazer novinho*, por que Charlie é uma raposa velha e se ele perceber que você está mentindo teremos problemas. – ela disse mudando o tom.
– Hey! Eu não sou mais um novato! – eu disse fingindo estar indignado. Ela riu e disse:
– Você sempre será um recruta, criança! – ela me deu um empurrão e eu fingi que quase cai.
– É revoltante trabalhar com antigões* como você! Eu sempre serei recruta perto de vocês, mas um dia vocês se aposentarão! – eu disse e ela gargalhou.
– Até lá só preste atenção e aprenda com os melhores. – ela acelerou os passos e entrou na sala e disse: - Swan! O Cullen já está aqui! Você não estava com pressa? - ela disse alto, virou-se e piscou em minha direção eu só poderia lhe sorrir quando de repente o Swan entra:
– E por que está se abrindo como uma mala aberta Cullen? É alguma piada que quer compartilhar com todos ou você é um bobo alegre mesmo? – ele disse e sua voz potente invadiu toda a sala, todos olharam em minha direção esperando minha resposta. Esse homem tem o dom de intimidar qualquer pessoa e comigo não é diferente, no entanto eu já sabia me virar quando ele tentava algo do tipo comigo:
– Nada demais senhor. Já estou indo até minha sala para pegar a listagem e trazê-la...- ele me interrompeu:
– Nada disso Cullen, vamos juntos você é tão rápido como uma tartaruga com três pernas já estou cansado de tanta incompetência ao meu redor. – ele olhou para Sue e disse: - Já conseguiu localizar Isabella? Se eu comprovar que você sabia disso, não sabe do que sou capaz Sue. – ele a olhou de forma reprovadora.
– Eu nem vou falar mais nada Swan, você tem acesso ao meu telefone é só comprovar que não tem nada demais em nossas ligações. – ela disse, virou as costas e saiu da sala. Ela é a única que fala com ele nesse tom, o que ninguém sabia é que Sue é loucamente apaixonada por Charlie Swan e acredito que ele também seja por ela, o problema é que ele nunca conseguiu esquecer definitivamente sua esposa morta, como será esse sentimento que até mesmo a morte não consegue apagá-lo? Ele voltou-se em minha direção e disse:
– É pra hoje ou terei que esperar até amanhã novinho? – ele saiu na minha frente, eu respirei fundo e o segui. Estava tentando encontrar um jeito de retardar a entrega quando me veio uma idéia, se eu colocasse o código anterior automaticamente ele travaria a abertura do cofre e eu poderia dizer que foi o racker que travou todos os sistemas. Paramos em frente à minha sala e Charlie esperou impacientemente eu colocar minha digital para a abertura da porta, assim que abriu ele foi o primeiro a entrar. Algum tempo atrás tivemos um problema com vazamento de informações confidenciais e desde então todas as salas tinham cofres e somente uma pessoa de cada equipe tinha a senha e em minha equipe eu sou o responsável já que a pouco mais de um ano tornei-me o chefe da divisão antiterrorismo. Ouvi chefe Swan bufando atrás de mim e me concentrei e fazer o que já havia planejado.
– Acredito que a pessoa que entrou no sistema de dados tenha bloqueado também o sistema dos cofres...já tentou abrir algum outro? – ele saiu da sala e voltou com Liam.
– O que aconteceu Cullen? – ele me perguntou parecendo apreensivo, mas não me convenceu.
– Eu não sei, tentei abrir o cofre, mas a senha não está acionando o sistema de abertura. – eu disse saindo da frente para ele verificar. Ele suspirou e disse:
– Charlie eu acredito que está tudo interligado, o que entrou em nosso sistema está bloqueando os demais. – ele disse com pesar e Charlie bufou e disse:
– Ótimo! Vamos passar a noite aqui até alguém conseguir me dizer o que está acontecendo! Isso aqui é praticamente um ato de terrorismo! E vocês! – ele disse apontando o dedo em nossa direção: - São todos incompetentes! Supostamente são os melhores dos EUA e não conseguem abrir um cofre? Imprimir uma listagem? Amadores! É o que são! – ele saiu esbravejando da sala. Eu olhei em direção a Liam e ele disse:
– Por que você digitou a senha errada? – ele perguntou desconfiado, eu passei a mão entre meus cabelos e lembrei que Sue me fez prometer não falar nada então disse a primeira coisa que veio em minha cabeça:
– Eu fiquei nervoso e esqueci a senha atual e não quis falar nada por que ele ficaria ainda mais estressado. – eu dei de ombros e Liam me olhou desconfiado.
– Logo ele desconfiará então é bom você tentar algo e logo...- ele estava saindo da sala virou-se e disse: - Novato você não precisa mentir pra mim...você nunca fica nervoso com os ataques de Charlie. – ele saiu rapidamente antes de eu poder falar algo. Voltei para a sala onde todos estavam e Charlie estava impossível, logo retornei para minha sala para adiantar algumas coisas para o dia seguinte. Já era quase oito horas da noite quando Rosalie entrou em minha sala e disse:
– O chefe está chamando a todos ele precisa fazer um comunicado. – e saiu logo em seguida. Mulher intrometida parece que não sabe bater na porta antes de entrar. Eu passei as mãos entre meus cabelos nem sei mais o que esperar de hoje. Cheguei à sala de Liam e todos estavam tensos, Charlie foi logo dizendo:
– Vocês podem ir embora por hoje. Mas amanhã todo aqui às oito horas da manhã, eu sei que a aula inaugural será às dezesseis horas, mas preciso de vocês aqui cedo. Sei que passei um pouco dos limites hoje, mas é um assunto muito delicado e logo mais poderei falar com vocês sobre isso.- ele fez uma pausa depois olhou para todos e disse: - O que estão fazendo aqui ainda? Querem passar a noite aqui trabalhando? Depois reclamam que eu sou grosso... – estava na porta quando ouvi:
– Cullen! Liam! Vocês ficam! – ouvimos algumas risadinhas, nós retornamos Sue estava saindo e olhou para nós com ar de deboche quando Charlie disse: - Aonde você vai Sue? – ela virou-se surpresa e ele disse: - Você fica, ainda temos um assunto pendente...chame a Hale também! – ele olhou para mim e eu fui atrás dela, mas ela já voltava e disse:
– Eu já ouvi. – entrou na sala me deixando para trás, quando queria Rosalie era uma cadela.
Ficamos aguardando o que Charlie Swan tinha a dizer. Ele recostou-se na cadeira, balançou de um lado para o outro, por fim inclinou-se para frente, cruzou as mãos sob a mesa e disse:
– Me desculpem, por favor, sentem-se. – e Rosalie logo se sentou, eu olhei para ela que deu de ombros, logo Liam afastou uma cadeira para Sue e nos sentamos mais afastados da mesa.
– Olha, amanhã terei problemas o suficiente com Marcus pelo fato de estarmos aqui em pleno domingo e com os sistemas travados por algum racker, tenho que resolver isso...vocês são mais que integrantes da minha equipe de trabalho...são meus amigos. Os conheço há muito tempo. – ele apontou para Sue. – Talvez vocês não saibam, mas eu fiz academia com Harry, marido de Sue. Logo nos tornamos amigos e nossas esposas também, então Harry faleceu e Sue já era psicóloga e resolveu entrar para o FBI, as crianças eram pequenas ainda e logo depois minha esposa faleceu e Sue me ajudou e tem me ajudado muito com Isabella desde então. – ele olhou para Liam: - Liam foi o primeiro amor de Isabella...- os três riram e ele continuou: - Ela deveria ter uns doze anos na época.
– Se fosse hoje com certeza você teria que me chamar de genro, Charlie. – Charlie fez uma careta. – Qual é Charlie? Naquela época eu poderia ser acusado de pedofilia, mas agora ela já é...- Charlie o interrompeu:
– Nós estamos falando de minha filha, só para lembrá-lo e outra coisa ela tem somente vinte e três anos, faça-me o favor! – todos nós rimos novamente e ele continuou: - Enfim, nós nos conhecemos há quinze anos e passamos por muitas coisas juntos, só posso agradecê-lo por tudo. – ele olhou para Rosalie e para mim, disse: - Vocês dois são os novatos mais bem preparados que tenho. São íntegros e firmes em suas opiniões...- olhou para Rosalie e disse: - Você quando quer é uma casca de ferida, no entanto admiro sua postura. – ele olhou para mim e continuou: - Você é volátil Cullen, me lembra muito eu quando da era sua idade, é confiável. Bem tudo isso é para dizer a vocês...- ele fez uma pausa, pigarreou e continuou:- Bem, minha filha...ela passou na prova escrita para agente e não sei como EU não fui notificado desse fato até agora. – ele olhou para Sue e Liam que nada disseram. – Enfim eu vou lhes pedir um grande favor, espero que entendam...eu não quero que Isabella se torne uma agente. – eu olhei ao redor e todos estavam boquiabertos...eu não acredito que Charlie Swan, sub diretor com certeza o futuro diretor geral do FBI nos pedindo esse absurdo. Antes de qualquer pessoa falar algo Sue levantou-se se apoiou na mesa e disse com voz baixa, no entanto ameaçadoramente:
– Eu não acredito que você está fazendo isso! Tem noção da gravidade do que está tentando nos falar? – ele a interrompeu:
– Você não sabe o quanto eu estou desesperado! Ela não pode ficar aqui ela...- ele passou a mão no rosto e disse em um tom carinhoso:- Sue me entenda...- ela o interrompeu:
– Entenda você! Você não sabe o que ela passou para estar aqui hoje Charlie! O quão baixo você pode ir nisso? Hã? Ela só que estar perto de você! Será que você...e outra coisa eu sabia sim que ela havia passado na prova!- ela já estava visivelmente alterada então ele também ficou em pé e disse:
– Eu sabia! Você me traiu! Já chega Sue! - ele ficou em silencio a fitou profundamente e disse calmamente: -Depois conversamos sobre isso. – ele olhou para nós e disse: - Eu não estou pedindo nada demais...só preciso que ela tenha dificuldades aqui para que possa desistir, não estou pedindo nada ilegal, só preciso que ela entenda que esse mundo não é para ela. – ele olhou confiantemente para nós e Liam prosseguiu:
– Sinto muito Charlie, eu jamais faria uma coisa dessas. O que garanto fazer é não deixar a afeição que sinto por Isabella interferir a ponto de beneficiá-la de algum modo, mas prejudicá-la por que você não a quer aqui, está fora de questão. – ele disse e entrelaçou os dedos os levando a boca.
Eu sinceramente me surpreendi com a atitude de Liam Sheppard*, pois eu sempre o achei um pau mandado e vê-lo dizendo não a Charlie Swan era quase uma alucinação, Sue também parecia surpresa, então todos nos assustamos, pois Charlie bateu em sua mesa e disse ameaçadoramente para Liam:
– Como ousa? Eu o apoiei quando você mais precisou, eu lhe dei esse cargo! Como pode me afrontar assim? - ele estava fora de si, antes de dizermos algo Liam continuou:
– Eu realmente pensei que éramos amigos, eu realmente pensei que fosse competente o suficiente para merecer o cargo, mas já que é assim então vãos lá!...- ele fez uma pausa ficou em pé em frente à mesa de Charlie e disse: - Você vive do passado, não consegue exorcizar seus fantasmas. Você perdeu a sua esposa, perdeu a sua filha e perderá a mulher que ama. Quer saber? Eu me demito! Não preciso de seus favores, não preciso depender de você e desse seu ego imenso! – ele dirigiu-se para a porta e Sue disse:
– Charlie! Faça alguma coisa! Liam espere! – ela segurou em seu braço e disse: - Ele não quis dizer disso, ele só está nervoso. Você sabe como ele fica quando o assunto é Isabella. – ele soltou-se dela e disse:
– Pare Sue! Até quando você irá deixar ele te usar assim? Charlie não te merece! Ele não merece a filha que tem! Ele não merece nem mesmo a minha amizade. – disse e saiu da sala. Ficamos em silencio, eu e Rosalie nos olhamos e continuamos calados, estávamos atônitos, Sue foi até Charlie segurou em seu braço e disse:
– Meu Deus, Charlie! Pare com isso... fale com Liam, faça alguma coisa. – ela disse com uma voz de choro, ele soltou-se dela voltou-se para nós e disse:
– E vocês o que tem a dizer? – ele olhou para Rosalie e depois para mim. Eu ainda estava chocado e ela respondeu imediatamente:
– Chefe eu o respeito como profissional e particularmente o admiro muito...posso ser uma bitch na maioria das vezes, no entanto eu jamais prejudicaria alguém sem merecer. Se ela não fizer por onde eu serei a primeira a chutar a sua bunda pode ter certeza, mas é tudo que posso fazer, senhor. - ela disse seriamente. Ele acenou e disse:
– Pode se retirar Hale e nenhuma palavra sobre o que aconteceu aqui. – ele disse secamente.
– Jamais comentaria uma palavra sequer, senhor. – disse, ela levantou-se e saiu rapidamente, não sem antes me olhar apreensivamente. Agora só faltava minha opinião e eu me senti extremamente nervoso, passei a mão entre meus cabelos, percebi que ele estava me analisando agora eu tenho uma grande decisão, preciso apoiar meus colegas, não decepcionar minha amiga Sue e fazer o que é certo ou simplesmente apoiar essa idéia absurda de meu chefe. Percebi que ele tinha algo a dizer então eu disse:
– Vai Charlie, vomita. – eu disse exasperado. Ele passou as mãos no rosto e antes que pudesse dizer algo Sue disse:
– Que grande merda você fez Charlie! E as coisas tendem a piorar se você não consertar isso, eu não sei do que Isabella é capaz, ela estará aqui amanhã, eu...- ela estava muito nervosa.
– Calma Sue não fique nervosa à toa...eu vou falar com Liam, vou consertar tudo, mas eu não quero ela aqui no FBI. – ele estava irredutível.
Percebi que o problema dele era tê-la perto dele, isso me deu uma idéia e espero sinceramente que dê certo por que temos muita confusão sem nem mesmo a garota estar por perto.
