Era o último pequeno-almoço em Beauxbatons e nenhum finalista sorria. Tinham sido sete anos, sete anos onde cresceram de crianças para jovens mulheres e homens, onde aprenderam o valor da amizade, lealdade e quase todos aqueles que definiam um bom feiticeiro.
Roxanne ia mordiscando a sua torrada e Marie-Christine mirava o prato, o salão, mas não comia.
- Quem diria que este dia viria tão rápido? – disse Jean-Pierre para ninguém bebericando o seu café.
- Pois é Jean-Pierre que vai ser de ti sem nós? – perguntou Roxanne esboçando um sorriso.
Jean-Pierre de certo que não iria ficar sem elas, eles os três não iam perder o contacto. Roxanne podia ter muitos medos perante o futuro mas perder os amigos não constava na sua lista. Marie-Christine fixava três miúdos de forma muito concentrada, Jean-Pierre e Roxanne seguiram o seu alvo sem perceber o porquê.
- Aqueles três miúdos estão felizes, que inveja.
- Marie-Christine nós não vamos desaparecer do mapa - contrariou Jean-Pierre.
- Mas não vai ser o mesmo – concordou Roxanne e os três voltaram para o silêncio.
A directora levantou-se, e iniciou o discurso de fim de ano. Avisos para os quintanistas que no ano seguinte seriam sextanistas, recomendações para os mais pequenos e felicitações a todos os finalistas. No fim todos se levantaram e dirigiram-se para a saída, alguns finalistas deixaram-se ficar sentados, os três incluíam-se nesse grupo.
- E será a última vez que nos levantaremos destas cadeiras no nosso uniforme azul – observou Marie-Christine.
Os três olharam em volta uma última vez e levantaram-se. Saíram do salão abraçados conscientes de que daí para a frente tudo mudaria, nunca mais seria o mesmo. Era uma passagem da vida deles que fazia parte e tinham que aceitar as lágrimas que lhes invadiam os olhos. Roxanne nunca mais berraria com Marie-Christine por demorar tanto, nem nunca mais berraria com Jean-Pierre por não estudar o suficiente, isso eram agora apenas memórias. Memórias que iriam escrever a sua vida, e aquelas eram definitivamente boas, das melhores.
- Vamos lá para Londres então – disse Roxanne puxando pela meia, que servia de botão de transporte, quando passaram os portões e mandaram um último olhar ao castelo.
- Olá meninos! – Cumprimentou Angelina elevando o olhar detrás da secretária pouco surpreendida.
Levantou-se e foi abraçar e beijar a filha e cumprimentar os amigos dela, que no próximo mês seriam o seus hóspedes. Os dois franceses agradeceram a hospitalidade e a seguir saíram do ministério.
Londres estava sob chuva e os três passavam algum tempo num café na Diagon-al.
- Chuva em Julho? – disse Marie-Christine queixando-se de novo olhando pela janela para a rua vazia.
- Olha é a vida – respondeu Roxanne divertida com a situação. – Só espero é que não esteja este tempo no sábado.
- Foi muito simpático dos teus tios convidarem-nos tambem – lembrou jean-Pierre.
- Mas é que não pode estar este tempo, ainda ontém veio o meu vestido de Paris e é demasidao fresquinho para este tempo.
- Tu tens imensos vestidos Marie-Christine para que quiseste mais um? – perguntou Jean-Pierre.
Marie-Christine ignorou-o, a ele e ao comentário, e mudou o tema.
- Que é do loiro das cartas? – perguntou mirando a amiga – recebias imensas cartas dele.
Roxanne parou a e olhou a chávena. Como se esquecera do Malfoy? Tinha recebido imensas cartas dele e enviara-lhe outras tantas, como era possível ter se simplesmente esquecido? Em Beauxbatons tinha realmente considerado a hipótese de se dar com o loiro mas subitamente o caso mudara de figura.
Sentiu um horrível aperto no estômago e um arrepio a percorrer-lhe o corpo. O seu subconsciente até já tinha moldado as caras da família quando desconfiassem sequer que ela mantinha contacto com um Malfoy, quando o único defeito dele era ter o pai que tinha.
- Roxanne? – chamou Jean-Pierre abanando a mão à frente da cara da amiga.
- Pui, do loiro vem coisa – exclamou Marie-Christine rindo.
- Estás maluca? Claro que não – negou Roxanne de imediato começando a abanar a cabeça.
- Que tem esse loiro para ficares com essa cara? – perguntou Jean-Pierre parecendo não perceber grande coisa.
- Il est beau! – afirmou Marie-Christine rindo e deixando Jean-Pierre a olhá-la como se ela tivesse ficado maluca de vez.
- Cala-te estúpida! Outro tema, vá levantai os cus, vamos mas é ver do fato de Jean-Pierre à loja.
A loja provocou um certo arrepio, o casaco que Roxanne usava naquele dia era branco e tivera na montra da mesa loja. Fora o Malfoy que lho oferecera no natal
– Tem razão Mr. Malfoy de facto tenho que apertar aqui o fato – ouvi Roxanne a dona da loja a dizer.
Draco Malfoy encontrava-se ao balcão e a senhora observava um fato ao pormenor enquanto a sua pena ia anotando o que ela lhe ditava no pergaminho. Ele, ao sentir que alguém entrara, virou-se e olhou os, mas não conhecia Roxanne. Scorpius era parecido com o pai disso não havia dúvida. Porém, Scorpius não tinha o ar duro e frio do pai, tinha os traços dele, mas iluminava-o algo diferente. Obviamente que o ar de Draco tinha explicação.
A senhora acabou o pedido e Draco saiu, subitamente o ar parecera mais leve. Jean-Pierre de imediato se dirigiu a balcão.
_ Boa tarde – saudou o francês educadamente. Eu vim cá na semana passada, não sei se ainda se lembra…
A senhora sorriu e de imediato reconheceu Jean-Pierre pouco cepos Marie-Christine e Roxanne apreciavam o amigo no seu novo fato.
- Jean-Pierre, e nestes momentos que eu quase casava contigo - disse Marie-Christine.
- Muito engraçadinha – respondeu o amigo num tom sarcástico a virou-se para Roxanne – que achas?
- Esta bem, ficou giro – garantiu a rapariga tentando encontrar algum defeito.
Embora soubesse perfeitamente que mesmo se eles existissem, em Jean-Pierre ninguém daria por elas. Os três acabaram por sair da loja e foram para casa. Quando Roxanne entrou no quarto, descobriu o habitual montinho de cartas que a esperava em cima da cómoda. Viu a primeira e de imediato reconheceu a letra. Com os dedos trémulos abriu a carta, agora em Londres, tinha ganho consciência de que tinha sido um erro, muito grave, ter mantido correspondência com o loiro. A carta era recheada de humor e também de imenso sarcasmo. Acusava-a de ser preconceituosa, obviamente que de uma forma muito dissimulada. Parecia não levar isso a serio, não fosse o sarcasmo a denunciar que ficara melindrado.
Mirou a carta durante cinco segundos e sentiu o estômago a contorcer-se. Porque e que subitamente a ideia de Scorpius se quer existir a assustava? Em Beauxbatons ate se alegrara das cartas dele, mas agora fora da protecção do castelo, e de vota realidade da fria Londres ele não era Scorpius, era um Malfoy. Por muito estúpido que parecesse o subconsciente criara duas versões da mesma pessoa. Teriam que falar, ela tinha que por um fim ao disparate, mas como?
- Que andas a fazer? – perguntou Marie-Christine marcando pelo quarto adentro e segurando uma caneca de chá numa das mãos.
- Olha merda, - respondeu Roxanne deitando-se na cama virada para o sofá de modo a ficar frente e frente com a amiga.
- Notícias do loiro? – perguntou Marie-Christine automaticamente
- Sabes que ele e um Malfoy não sabes? – perguntou Roxanne porem a amiga apenas olhou inquisitoriamente revelando não ter percebido – sendo um Malfoy não devíamos falar um para o outro, percebes? E como fogo e agua não da, não se mistura.
Marie-Christine riu-se e abanou cabeça – eu vi no baile, vos sois fogo e ar isso sim, sois o sopro um do outro – explicou a amiga com dramatismo soprando-lhe para a cara.
Roxanne resmungou algo como parva e levantou-se da cama dirigindo a secretaria onde procurou ena e pergaminho.
- Vou mandar-lhe uma carta, manda-lo dar uma curva. Tenho que acabar com esta história para toda eternidade.
- Vais manda-lo da um curva? – perguntou a francesa incrédula.
- Literalmente obvio que não – respondeu a outra revirando os olhos.
Roxanne tentou abstrair-se d um doce cenário que se começava a criar na sua mente, mandar com os sapatos a cabeça da tia Fleur. Ok, era o casamento de Victoire, e as três eram damas de honor mas as dores que eles infligiam eram simplesmente horríveis e ainda nem sequer a cerimonia tinha começado. Nas últimas filas estavam os seus dois amigos sentados, Marie-Christine impecável como sempre e Jean-Pierre não tinha que fazer por tal. Decidiu ir ter com eles, talvez o movimento aliviasse as dores.
- Toma, bebe – disse Marie-Christine empurrando-lhe uma poção para a mão – já a minha avo usava-a por causa das dores dos saltos – explicou ao ver o olhar duvidoso de Roxanne.
Ela sorriu de alívio e aceitou o frasquinho, pouco depois a dor passara e para além disso, parecia ter almofadinhas nos pés como se andasse na ponta dos pés em nuvens.
- Obrigada Marie-Christine, por isso e que andas de saltos como se nada fosse – observou Roxanne olhando para amiga.
Ela riu-se e mandou-a de novo para o altar, Roxanne obedeceu, não podia falhar a entrada da prima, seria morte dela. Juntou-se a Rose e Lily que vestiam os mesmos vestidos turquês. Viu a avo a chorar nas filas da frente tal como a tia Fleur. A senhora Tonks parecia feliz e o resto das pessoas enquanto a noiva vinha e não divertiam-se a falar.
Finalmente começaram a tocar a marcha nupcial e todos se viraram para a entrada. Victoire vinha de braço dado com o pai, ninguém nesse momento viu um homem de rosto disformado, apenas se viu Bill Weasley a orgulhoso como nunca enquanto levava a filha. Victoire apesar de tremer sorria revelando toda a sua beleza, o pai parou quando alcançaram Ted, beijou as faces da filha e Victoire beijou as cicatrizes do pai. Ted sorriu e recebeu Victoire parecendo tremer tanto como ela. Ouviu-se um soluço de choro mas todos os olhares estavam no altar. Quando as fitas douradas que apertaram o par desapareceram ouviram-se palmas, gritos e aos poucos todos os felicitaram.
- Jean-Pierre alguma vez viste algo tão bonito? – perguntou Marie-Christine maravilhada quando estavam sentados na mesa no copo de agua.
- Não, nunca – respondeu o amigo automaticamente quase que a ignorando.
- És um parvo, vais ver vou ter assim um casamento.
- Sim no dia em que algum for bom que chegou para ti – contrariou Jean-Pierre.
- Menos conversa, mais acção, queixou-se Roxanne após algumas músicas sem dançar e pegou em Jean-Pierre.
O dia para Roxanne acabou tarde, muito tarde, sendo uma dama de honor ficou até ao fim e quando voltou para casa todos dormiam.
Quando no dia seguinte acordou e desceu encontrou uma agradável surpresa na sala. Benjamin e Jean-Pierre jogavam xadrez.
- Ben! – exclamou Roxanne e lançou-se nos seus braços.
- Estava a ver que não acordavas – queixou-se Bem e sorriu.
- Que bom que vieste – exclamou Roxanne e sentou-se ao pé deles – vamos dar uma volta.
- Parece-me boa ideia, - apoiou de imediato Jean-Pierre - não sei e se a flor da Marie-Christine concorda.
- A flor da Marie-Christine o que? – perguntou ela e levantou a cabeça detrás do sofá onde lia.
- Anda vamos arranjar-nos – decidiu Roxanne.
Quando entraram no quarto uma coruja bateu no vidro. Abriram a janela e tiraram a cara que vinha endereçada para Marie-Christine. A loira abriu a carta e os seus olhos começaram a deslizar com crescente velocidade pela carta
- Cara Mademoiselle Paradise, e com muito prazer que lhe comunicamos que teremos muito gosto em tela como nossa estagiara no ministério para que chega a desejada profissão de auror – leu a francesa e acabou por dar um pulo e as amigas abraçaram-se ao gritos.
- Que se passa? – perguntou Ben preocupado ao abrir a porá seguido de Jean-Pierre.
- fui aceite! – Gritou Marie-Christine a abraçou de imediato Jean-Pierre.
Ele abraçou a amiga com genuíno entusiasmo e depois leu a carta.
- Ela foi aceite para que? – perguntou Ben a Roxanne
- Estagiara para auror – explicou a amiga.
- A serio? Eu fui convocado para prestar provas para a semana – comentou Ben
Roxanne olhou-o incrédula e abraçou-a feliz.
- E não me contavas nada seu tonto?
Bem encolheu os ombros e sorriu timidamente – vamos beber um copo ao 3 vassouras?
Todos concordaram e pouco depois apareceram e Hogsmeade, Roxanne conhecia bem o sitio, já lá tinha ido varias vezes nas suas ferias. Os franceses olharam curiosos em volta apreciando a pequena aldeia. Ao longe viu-se o castelo de Hogwarts e Ben parou alguns segundos.
- Saudades? – perguntou Roxanne toando no braço do amigo.
- Impossível não ter – respondeu bem com um sorrio forçado, era um momento de alegria não de nostalgia.
Entraram no pub três vassouras e sentaram-se num canto recatado e instalaram-se a vontade. Pediram 4 uísques de fogo quando a empregada e Marie-Christine pouco depois olhou o liquido nos copinhos de forma desconfiada.
- Têm a certeza que isto não me vai fazer mal? – perguntou após cheirar e fazer uma careta.
- Marie-Christine faz-te mulher bebe isso e cala a boca a Jean-Pierre – desafiou Roxanne a rir.
- Vamos brindar – disse Jean-Pierre levantando-se de seguida – a Marie-Christine a minha flor de estuda preferida, e a Roxanne, que tenham tudo de bom que o destino vos possa oferecer…
- Às provas de Ben e a tua viagem – acrescentou Roxanne.
- E que o destino seja misericordioso e te conserve em França – completou Marie-Christine.
- Que o destino reserve a Roxanne apenas o que ela deseja – contrariou Ben e sorriu para amiga.
Ouviu-se o tilintar dos copos e logo depois Marie-Christine a arfar por ar. Jean-Pierre riu as gargalhadas e a Wealsey deu uma palmadinha amigável nas costas da amiga sem esconder um sorriso.
- Ma cherrie - exclamou Jean-Pierre – confesso que subiste imensos pontos na minha consideração.
Quando estavam já recompostos ficaram à conversa e bem que parecia ligeiramente perturbado acabou por perguntar a Roxanne:
- Consideras a hipótese de ir para França?
- Eu vou onde me derem a oportunidade de exercer o que quero e gosto, se for em paris, em paris será – respondeu a amiga encolhendo os ombros.
Ficaram o resto da tarde a conversa e mudaram a bebida para cervejas de manteiga. Roxanne e os amigos chegaram pouco antes do jantar a casa e ambas subiram ao quarto para deixarem os saltos no armário. Na mesinha de cabeceira Roxanne viu uma carta e estranhou-a, tinha um ar demasiado pomposo, lacre, uma letra desenhada, com dúvidas abriu-a.
E com muito gosto que com esta carta a convido para o me 18º aniversario, será as dez da noite em ponto na mansão da minha família. A pequena chave servira de botão de transporte.
Roxanne olhou baralhada para a carta até que vislumbrou o cabeçalho "18º aniversário de Scorpius Malfoy". O loiro só podia ter enlouquecido.
Marie-Christine ao ver o ar de Roxanne estranhou e quis saber o que se passara.
- O Malfoy está louco, convidou-me para o aniversário dele.
- Isso é óptimo – exclamou a loira e um enorme sorriso se desenhou no seu rosto.
- Deves pensar que ponho os pés numa festa de um Malfoy Marie-Christine – pousando acarta.
- Que eu saiba vos dais vos bem, tu gostas da companhia dele e ele obviamente aprecia tua, não sei qual o mal, e além disso que eu saiba o nome dele e Scorpius, e tem outra coisa muito positiva il est beau – contrariou a loira sorrindo maliciosamente e desaparecendo de seguida no armário. – Desde quando tens isto? – perguntou voltando com um fantástico vestido vermelho escuro de cetim curto e agarrado.
Pousou o vestido na cama e olhou-o por alguns momentos.
- Nem vires para ai s teus pensamentos Marie-Christine – repreendeu-a a amiga.
- Os sapatos do outro dia, aqueles pretos…- sonhou Marie-Christine.
- Nem penses – interrompeu-a Roxanne e tirou o vestido da cama para o arrumar o armário. – Não vou a essa festa, ponto.
Marie-Christine e Jean-Pierre faziam as malas e Roxanne, começando a sentir-se menos bem, observava-os. O amigo ia viajar pelo mundo e a amiga iria fazer as provas de auror e ela iria ficar em Londres a espera de alguma resposta, se tal não acontecesse, iria ter que arranjar outra saída para a sua carreira, pelo menos durante aquele ano. Apareceram no ministério, passaram pelos seguranças e foram até ao gabinete da mãe de Roxanne. Não era uma verdadeira despedida como fora em Beauxbatons era mais um ate breve. Roxanne tinha sorte de ter a mãe no cargo que estava e ver Marie-Christine frequentemente não se iria revelar num problema, e Jean-Pierre iria estar apenas um ano a viajar, nada que os três não sobrevivessem. As Weasleys despediram-se dos dois franceses e numa fracção de segundo apenas as duas restavam no gabinete. Roxanne despediu-se da mãe e saiu para passear nos jardins da Londres muggle. Eram sítios perfeitos em que ninguém a conhecia e onde podia dar largas a sua consciência. No fim do passeio e antes de aparecer na loja do pai para ajudar estava decidida a não ir. As razoes pareciam-lhe mais que obvias, o apelido do aniversariante era só por si motivo legitimo.
Quando depois do jantar voltou para o quarto viu algo em cima da sua cama, era um pergaminho com a letra de Marie-Christine, Roxanne não conhecia ninguém que tivesse uma letra tão elegante.
Vê debaixo da cama e repensa sim?
Beijinhos Marie-Christine
Sem imaginar o que poderia ser Roxanne abaixou-se e descobriu um embrulho debaixo da sua cama. Curiosa, abriu-o com cuidado e ficou de boca aberta. Eram os sapatos pretos que ela e a sua amiga tinham visto e que a loura sugerira para a festa do Malfoy. Porque não? Não iria ter ninguém que lhe e próximo naquela festa, os pais não iriam saber. Se não gostasse podia sempre voltar. Vestiu-se, maquilhou-se, soltou os seus longos caracóis e pegou no seu longo manto preto.
- Vou sair – gritou Roxanne passando pela sala a alta velocidade.
- Agora? Com quem? – perguntou o irmão como sempre super protector.
- Não faças perguntas Fred – ralhou a mãe com filho e sorrindo para a filha disse: - vai e diverte-te querida.
Lançou um sorriso de agradecimento a mãe sentindo-se culpada por abusar da boa vontade dos pais. Ajeitou o manto ao corpo sentindo o frio da noite de verão e olhou para a chave. Pensou por momentos por atirá-la para longe mas acabou mantê-la na mão até sentir um puxão no umbigo.
