Fiquei acordado, olhando para o teto infiltrado enquanto refletia sobre o pesadelo que acabara de ter. Eu devia estar com algum tipo de desvio mental, ainda nem conseguira me consagrar cavaleiro e já tinha sonhos onde invadia o santuário. Balancei a cabeça tentando tirar aquela linha de pensamento anormal da minha mente e voltei meu rosto para a escada que levava ao primeiro andar da casa. Podia ouvir os passos do meu mestre no andar de cima, a sensação que eu tinha era de que Luminnus nunca dormia. Sempre já estava de pé quando eu acordava e nunca se deitava antes de mim. Virei-me no colchão antes de levantar ainda tonto de cansaço. Arrastei meus pés pelo chão de madeira até alcançar minha mala, se antes não estava sentindo o efeito das minhas tentativas frustradas de quebrar uma parte das geleiras eternas, agora não conseguia nem mover minhas pernas de maneira correta. Os músculos doíam a cada pequeno toque ou movimento cheguei a sentir minhas forças esvaírem e meus joelhos quase cederem, por pouco não fui de cara ao chão. Havia enfim alçando a mesinha velha, grande salvadora da pátria, e agora apoiava praticamente todo meu peso nela. Agora só mais uns dez passos até minha bagagem, em condições normais seria capaz de chegar lá com três à quatro passadas, mas no meu estado isso seria uma tarefa impossível. Respirei fundo e continue minha jornada tortuosa até minha bolsa.
Coloquei a mão sobre o coração quase sorrindo de felicidade quando abri o zíper com um barulhinho irritante. Comecei a fuçar por entre minhas coisas, até camisetas tinham dentro da minha mala, coisa inútil, pensei enquanto jogava tudo de maneira desorganizada pelo 'quarto'. Onde estavam minhas meias? Passei a mão pelo cabelo inconformado, elas não podiam ter criados varias perninhas para fugir dali. Meus pés estavam gelados e ficavam ainda mais ao contato com o chão. Encontrei a ponta de um decido branco e amassado por entre as roupas perfeitamente dobradas, puxei-a e vi com surpresa uma túnica grega brotar do nada. Milo, isso só pode ser obra sua, seu grego sem vergonha, era o que se passava em minha mente enquanto analisava a peça de roupa uns dois números maiores que meu. Ele com certeza teria que me explicar isso detalhadamente na próxima carta. Deixei o pano amarrotado junto com os outros tecidos no chão e enfiei minha mão por debaixo de todas as roupas encontrando por fim as minhas tão amadas meias. Azuis, peludas e macias, senti vontade de beijá-las, mas resisti e calcei-as com pressa.
Voltei para a mesinha de madeira no mesmo processo chato e doloroso. Sobre ela os papeis de carta e envelopes que eu não tinha tempo nem paciência para guardar. Peguei uma caneta de tinta preta e separei um papel com as pontas aparentemente queimadas.
Cher Milo,
Dei inicio a resposta que enviaria para a carta de Milo. Mas mal tive tempo de escrever duas palavras quando ouvi os passos do meu mestre se aproximando, logo ele estava descendo as escadas do porão.
"Irei à cidade." Ele se pronunciou. "Demorarei uns dois dias para voltar, evite sair de casa."
Passou os olhos claros pelo quarto antes de dar meia volta e sair do ambiente tão rápido quanto havia chegado. Não dei muita atenção para o que o albino disse e continue a escrever apagando qualquer informação deixada por ele.
Cher Milo,
As coisas por aqui não mudaram muito. Meu mestre continua parecendo me odiar e algo ainda mais estranho, sempre que toco no nome de Saga ou Aiolos ele parece ficar cheio de raiva. Antes achava que era implicância com os dois, mas, esses dias, recebi uma carta do santuário a qual falava sobre Aiolos ser um traidor e ter sido morto. Ainda não acredito que isso tenha acontecido... Ele sempre pareceu dedicar sua vida em prol de Atena. Essa carta também informava sobre o desaparecimento de Saga, algo que me deixou bastante intrigado. Mas como não podemos fazer nada sobre esse isso, mudemos de assunto.
Meu treinamento tem sido um pouco desgastante e incrivelmente monótono. Correr na neve, nadar no lago, correr sem blusa na neve, nadar de novo, correr, correr, correr, já que o lago agora está congelado. Ontem tive minha primeira experiência, fora correr, e diferente do que eu imaginava, fora extremamente cansativa e decepcionante. Fiquei lá, no meio da neve e gelo por tanto tempo que já nem sei dizer que dia é hoje. Se antes achava besteira sua reclamar das dores após os treinos físicos exaustivos aos quais você participava, agora nem andar direito consigo, parece que tem facas por dentro da minha carne.
O tempo em que não estou correndo, nadando ou socando geleiras inutilmente, fico estudando algumas matérias que meu Mestre me passou. Química, anatomia e agora mais recente física, a qual odeio com todas as minhas forças.
Não deixo de ter lembranças um minuto sequer, e em todas você está ao meu lado, me fazendo companhia mesmo quando eu te enxotava. Pergunto-me, como consegue me aguentar?
Sinto falta da sua presença e dos dias em que no alojamento você corria para minha cama dizendo ter medo de escuro. Sinto falta dos carinhos que você fazia em meu cabelo quando estava com insônia. Dos picolés de suco que você me obrigava a fazer quando o sol parecia querer queimar a terra. Da sua cara quando fazia algo errado e me arrastava junto.
E nesse instante, enquanto lhe escrevo, deixo minha mente voltar no tempo. Para aquele dia em que fomos liberados do treino quando MdM 'sem querer' quebrou o nariz de Shura e o espanhol morrendo de raiva cortou a arena ao meio. Lembro da sua cara de felicidade quando viu toda aquela destruição, só fui entender sua expressão alegre além da conta quando o Saga nos liberou pelo resto da tarde. Minha intenção era voltar para o alojamento e estudar o resto do dia para o teste do dia seguinte, mas quem disse que você deixou?Arrastou-me ouvindo todas as minhas reclamações até a praia, onde sentamos na areia e ficamos a olhar o céu tão azul daquela manhã. 'Você fica muito fofo fazendo esse bico' Você sussurrou em meu ouvido antes de se levantar e tirar a túnica que cobria seu corpo. 'Vou nadar, já volto!' E assim você pulou dentro do mar, que de tão limpo podia-se ver o fundo, do jeito que veio ao mundo, com o cabelo dourado ainda mais louro quando exposto ao sol.
Fiquei ali fora, sentado olhando para aquele azul que se assemelhava aos seus olhos, esperava a qualquer instante uma cabecinha dourada surgir como mágica. Um, dois, três minutos e nada, já estava começando a ficar preocupado. Levantei do banquinho de areia que tínhamos construído e corri para dentro da água gritando pelo seu nome. Já estava com mais da metade do corpo imerso quando algo puxa minha perna me fazendo escorregar para dentro da água com um grito. Meus olhos ardiam por causa do sal, mas fiz força para mantê-los abertos e assim que as bolhas diminuíram pude ver seu sorriso levado do lado de dentro da água salgada. No inicio fiquei indignado, mas depois acabei rindo com você. Penso agora o quanto gostava de me irritar com suas brincadeiras Milo. E eu sempre caia em todas elas.
Chego a sentir tanta sua falta que meu coração dói e meus olhos se enchem de lágrimas que não chegam a descer enquanto cumpro a promessa que ti fiz, não irei chorar, lutarei pela minha armadura e voltaremos a nos ver em breve.
Parabéns meu futuro escorpião.
Amo-te mais que a minha vida,
Sempre seu, Camus.
P.S: O que significa aquela túnica grega em minha mala, senhor Milo?
Dobrei cuidadosamente a folha de papel guardando-a dentro de um envelope branco, escrevi os dados necessários e levantei apressado da cadeira, tinha esquecido completamente das dores musculares quando o fiz e meu joelho cedeu me levando diretamente para chão. Coloquei as mãos na frente para me apoiar e acabei de quatro no quarto sozinho. O envelope antes perfeito agora estava meio amassado, gemi frustrado pelos dois desastres e me impus à tarefa chata de levantar.
A pior parte do trajeto até a caixa de correi foi sem duvida a escada do meu quarto. A cada degrau um sofrimento. Mas tinha valido a pena, acabara de guardar a carta e agora minha consciência estava mais leve. Voltei para dentro da casa deixando o casaco que eu tinha pegado no cabideiro ao lado da porta tirei as botas deixando-as ali também e fui até a geladeira pegando o leite e a manteiga. Coloquei o líquido branco para esquentar enquanto pegava o saco de pães dormidos no armário. Separei o miolo da casca e besuntei esta com manteiga. Dobrei o pão agora recheado de gordura e dei uma mordida sentindo a manteiga derretendo em minha boca. Esperava ansioso para o dia em que Naíse viesse novamente visitar o mestre, seus bolos e pães sem duvida eram melhores do que isto que eu comia agora.
Apaguei o fogo e tirei o leite do fogão derramando em uma caneca razoavelmente grande. Segurei uma das alças de louça e segui caminho para meu quarto enquanto devorava o ultimo pedacinho de pão. Estava prestes a descer as escadas quando uma voz fina soou em minha cabeça. "Irei à cidade. Demorarei uns dois dias para voltar."
"Mestre?" Chamei pelo albino não recebendo resposta. "Mestre!" Tentei novamente com o mesmo resultado.
Fiquei alguns segundos ali para confirmar minha suspeita e só então dei meia volta e fui até o quarto de Luminnus. A porta de madeira escura fechava a passagem não deixando que nada do outro lado fosse pelo menos visto. Levantei a mão à boca limpando os dedos sujos de manteiga em seguida estendendo-a até a maçaneta. Uma estranha euforia se apossava do meu corpo. No meu sangue deveriam estar sendo jogados litros e litros de adrenalina. Eu chegava a suar de tão ansioso que estava. Toquei no metal gelado
virando lentamente para a esquerda, empurrei a porta já imaginando o que teria do outro lado. E então, toda minha 'alegria' se foi.
Trancada.
Toda minha euforia se esvaiu em segundos. O Milo provavelmente tentaria abrir a porta de qualquer jeito, mas eu não podia fazer isso, na minha concepção era algo errado e antiético. Respirei profunda e pesadamente enquanto bebia o resto do líquido agora morno. Voltei com passos arrastados para a cozinha e coloquei a xícara em qualquer lugar perto da pia. Rumei para o quarto, tinha que estudar, precisava estudar, afinal luminnus dissera que iria aplicar um teste quando voltasse e eu não estava com a mínima vontade de ver o albino brigando ou falando que eu era um completo inútil, incapaz de conseguir a armadura de aquário. Cai em cima do colchão molengo e coloquei um dos livros abertos na minha frente, iria ficar o resto do dia fazendo isso.
Conforme as horas passavam meus olhos começavam a arder, os cotovelos apoiados na cama doíam assim como a coluna. Revirei algumas vezes até que minhas palpebras começaram a pesar, mal percebi quando dormi por cima da matéria chata de física.
A neve caia perene sobre a cobertura constante de gelo, fina e brilhante... Como se chovessem cristais perfeitamente lapidados. Eu não sentia o frio que era normal, meus lábios não estavam rachando nem minha pele queimada. Olhei para minhas mãos cobertas por luvas acolchoadas idênticas as do meu mestre. O grito estridente cortou o ar, atingindo meus ouvidos que pareciam supersensíveis, e seguidamente um choro languido e ao mesmo tempo tão desespera se fez presente.
Ao longe era possível avistar um vulto se aproximando e logo podia-se identificar fios loiros caindo, modelando a face oval, o rosto não era visível, simplesmente não conseguia identificá-lo. Ele gritava por um nome, eu sabia que era um nome, mas também não conseguia ouvi-lo. Corri, desesperadamente e com uma única direção. O loiro agora estava no chão, ajoelhado enquanto crava as unhas em suas mãos claras. O sangue escarlate e denso escorria por entre os dedos. O cheiro metálico impregnava a o ar que parecia rarefeito. Minha respiração descompassada e quanto mais eu corria, mais longe parecia estar do jovem. Logo tudo começou a girar freneticamente e o cenário a frente desintegrava-se dando lugar à frente do templo de escorpião.
O silêncio dominava o ambiente sendo possível escutar o canto de um único pássaro ao longe. Dei um passo vacilante para frente, meu corpo não me obedecia corretamente e aos poucos comecei a andar na para dentro da oitava casa.
"Milo..." Chamei sem obter resposta.
A sala não tinha uma única peça de mobília. No centro do mármore um caixa colorida chamava toda a minha atenção. Andei até ela e ergui-a na altura de meus olhos percebendo uma pequena chave ao lado. Ergui uma sobrancelha espontaneamente antes de rodar a minúscula chave algumas vezes. Logo uma musica clássica tomou conta do ambiente enquanto ecoava pelo lugar vazio.
Senti uma respiração em minha nuca e tentei virar apressadamente e me vi preso entre duas mãos fortes como ferro. O som de um riso a minha frente.
"Bem vindo ao inferno, Camus." Uma voz rouca sussurrou em meus ouvidos.
Logo varias mãos saiam do chão deixando-o como terras secas e inférteis. Eram como corpos em decomposição escavando seus túmulos em busca de ar. De suas bocas saiam não apenas insetos, mas também o meu nome.
"Camus!"
Acordei assustado ao sentir uma mão em meus cabelos e empurrei meu corpo de encontro à parede mal pintada sentindo minha cabeça se chocar contra a mesma. Meus olhos varreram rapidamente o porão enquanto tentava controlar os batimentos desregulados do coração. Seu eu fosse um cardíaco, já estaria morto. Deixei minha mão escorregar de encontro ao corro cabeludo machucado enquanto erguia meu olha para Naíze que me tinha a face tranqüila e um olhar calmo.
"Pesadelo?" A voz aveludada deixo os lábios vermelhos e carnudos.
"Nada de incomum." Respondi serio, não queria parecer uma criança sem rumo na frente de ninguém.
"Freud diz que nossos maiores medos se revelam em forma de sonhos ruins."
Naíze comentou mesmo sem eu ter dado brecha. E logo sua mão fina corria por entre meus fios vermelhos causando uma sensação indescritível de relaxamento.
"Vim com Luminnus." Disse a morena enquanto continuava o carinho. "Irei passar alguns dias aqui com vocês."
Permaneci em silencio embora por dentro estivesse feliz. Finalmente aquela casa deixaria o clima de enterro por algum tempo.
"Naíze, você gosta do mestre?" Indaguei.
Os olhos da mulher se arregalaram por um milésimo de segundo e então voltaram ao estado normal.
"Mas é claro!" Ela respondeu. "Luminnus e eu somos amigos desde a infância. No inicio ele não era assim tão fechado e calculista, parece que com os acontecimentos da vida ele foi amargurando..."
Sorri. Um sorriso triste, tentei passar para ela que eu entendia do que ela falava e fiz menção de levantar quando a voz do albino soou.
"Vamos logo Naíze! Acorde-o logo antes que eu mesmo desça ai e o faça!"
A morena sorriu e se levantou comigo.
"Tem café na mesa." Anunciou a moça rindo para mim.
Entramos juntos na cozinha não deixando de perceber a carranca do mais velho. Suas sobrancelhas estavam praticamente juntas e seus lábios voltados para baixo, chegava a ser perfeito para uma máscara veneziana. Naíze correu até o mesmo colocando suas mãos pálidas nos ombros largos do homem.
"O que houve?" Perguntou preocupada.
"As tubulações congelaram... Praticamente teremos de racionar água."
Olhei para os dois, juntos. Formavam um belo casal. Quem sabe se Luminnus não passasse a namorar a morena, ela não viesse morar conosco?
"Não faz mal, aqui tem bastante água de reserva, não é mesmo?" Ela disse para apaziguar a situação.
O albino virou-se para ela tirando as mãos delicadas de seu corpo com um olhar de peixe morto.
"Sentem-se os dois." Pediu. "Camus, irei aplicar o teste logo após o café. Espero que esteja preparado.
Todas as ações daquele ser pareciam ser feitas para me prejudicar. Por que falar do teste antes da comida? Preciso mencionar que os pães e bolos feitos pela morena não me caíram muito bem? Além do fato de eu ter quase derrubado a caneca de café com leite umas três vezes no mínimo. Se sua intenção era me deixar apreensivo, tinha conseguido. Fora esses detalhes desagradáveis o desjejum correu rápido, por mais que tentasse prolongá-lo uma hora ele teve que acabar. Relutei para engolir os últimos goles de minha bebida ainda quente, mas tive que fazê-lo. Ao terminar o café-da-manhã levantei e ajudei a jovem a tirar a mesa bagunçada para só então voltar a sentar e aguardar pela prova.
Eram três folhas brancas. Uma para cada matéria. Luminnus anunciou que eu teria duas horas para terminar as três.
Não fui muito bem nos testes, mas também não fui mal. Talvez apenas tenha afundado em física, afinal tinha literalmente dormido em cima do livro de capa colorida. Entreguei as folhas para meu mestre antes mesmo do prazo de duas horas terminar e permaneci sentado de frente para o albino enquanto ele passava não somente os olhos, mas a caneta sobre minhas letras e números bem grafados. Pela face do mesmo não dava para saber nada do resultado, porem pelos riscos nas folhas tinha uma sensação nada agradável. Mas afinal o que o albino pretendia me dando livros para ler? Se eu fosse autodidata não precisaria ter vindo para esse fim de mundo treinar com um mestre. Para ficar correndo e socando pedras não se precisa da orientação de ninguém. Pelo que tinha ficado sabendo o treino dos cavaleiros não era apenas físico, tinha todo o seu lado psicológico e uma preparação para o uso das técnicas as quais eu ainda nem ficara sabendo por meio do meu mestre.
Por fim quando ele acabou de riscar algo de azul na folha branca e preta os olhos azuis acinzentados passaram do papel pela mesa e focalizaram em mim. Não vi raiva neles como tinha imaginado, simplesmente não conseguia decifrar o que se passava na mente do homem a frente. Pouso cuidadosamente a caneta sobre o tampo escuro da mesa de carvalho e respirou algumas vezes.
"O que esteve fazendo no tempo que eu estava fora?" Perguntou olhando dentro dos meus olhos, ele queria me decifrar, saber se eu mentiria, deixaria alguma controvérsia escapar.
Mas não iria conseguir. Se eu não tinha capacidade para imaginar o que se passava com ele, não deixaria que me dessecasse de forma lenta e sofrida. Pisquei os olhos algumas vezes como se procurasse entender a pergunta que ele tinha feito mesmo ela sendo perfeitamente simples e compreensível.
"Estive fazendo o que o senhor me aconselhou, mestre, ou já não se lembra das ordens que deu?" Respondi correspondendo a maneira com a qual ele me encara na mesma força e intensidade.
Aquela face era apenas uma fachada. Não seria derrotado por uma farsa mal planejada. Se fosse dessa forma que o albino iria agir, sinto lhe informar que receberia o troco na mesma moeda. Não adiantava discutir ou elevar a voz para impor minhas opiniões ou seria severamente reprimido, mas quem sabe ele já não fosse crescido o suficiente para entender o subentendido.
"Não é o que parece, se tivesse estudado se sairia melhor em física. Não tem nada a dizer, Camus?" Disse o homem.
O que ele queria? Que eu confessasse que havia dormido e até babado em cima das formulas complicadas para depois ter que pagar fazendo flexões na neve. Esse tipo de tática não funcionaria comigo, não mais. Se me lembro bem de suas palavras ele dissera algo como: "Aproveite o tempo em que eu estiver fora para enfiar a cara nos livros. Quando voltar lhe aplicarei um teste." Fora exatamente essa ordem... Ele só não poderia imaginar que eu tinha cumprido a mesma de forma tão literal.
"Fiz exatamente o que o senhor mandou, passei o tempo em que esteve fora com a cara nos livros." Até enquanto dormia.
"E como explica esse resultado deplorável?" Estava claro em sua voz que ele queria me castigar.
"Bem... Dizem que o desempenho do aluno depende muito do professor, ainda mais nas matérias em que se encontra dificuldade."
Sorri cinicamente apenas pelo lado de dentro. Mas sem duvida nenhuma ele pode perceber o leve tom jocoso em minha voz. Talvez a aproximação do meu aniversário estivesse me dando um pouco mais de coragem. De uma coisa eu sabia, falando ou não dessa forma eu iria passar um bom tempo esfriando a cabeça do lado de fora da casa. Se iria correr ou fazer flexões não me importava. Sem dúvida tinha valido a pena poder ver a cara que Luminnus fizera diante da minha frase. Sem duvida nenhuma, sim, ele era capaz de entender os subtendidos.
N/a: Bemmm... Aqui estou eu com mais um cap. (um pouco atrasada...) Tudo bem, admito, dessa vez eu realmente pisei na bola e atrasei MT o Capítulo, mas eu estava sem inspiração para essa parte da fict... Só algumas ideias para frente e não achei que ficaria agradável e compreensível dar um salto tão grande no tempo se ainda existem varias coisas que podem ocorrer nesse meio tempo. Além do mais pode existir castigo pior para uma autora do que a falta de inspiração?
Peço minhas sinceras desculpas.
Sobre o cap: Este sem duvida veio um pouco menor que o anterior, mas creio que o motivo esteja claro, é um cap. de transição. Não há muito o que se escrever nele, mas também não há como continuar sem ele. Espero não estar colocando ninguém traumatizado! Se não gostar espero que pelo menos diga o motivo e não saia de fininho deixando a autora na ignorância.
Sobre o ano que está acabando 2011: Sem duvida alguma foi um ano de mudança e transição na minha vida. Estou um pouco mais séria e talvez mais depressiva diante de algumas decepções e talvez isso afete um pouco meu modo de escrever. Mas nada chocante, ainda mais nessa fic que o já é algo mais complexo de se trabalhar... Bem! De qualquer forma quero desejar um feliz natal para todos! XD ( Volta ao normal finalmente.)
Agora finalmente a autora vai deixar os leitores em paz e responder ao reviews hehe...
: : Pannnnn! Você desapareceu do msn! Me abandou ! Como pode! T,T ! Deixando o drama mexicano de lado: Demorei né? Espero que você não queira me aplicar tortura chinesa depois disso hehe... E nem me bater com uma pá, mas sinceramente eu não gostei do cap. Não gosto de caps de transição... São chatos de escrever...
Obrigada pelos elogios! Quem dera me se eu escrevesse tão bem assim, talvez já estivesse com uma série de mistérios publicada e ganhando muita grana hehehe...
Obrigada por todos os reviews! São maravilhosos!
Bjus, Juuh.
Perséfone-san: Per! Quem bom que você apareceu! Eu cheguei a ficar preocupada com o seu sumiço! Kkkk' Não teve muito sofrimento no cap. Mas quem sabe no próximo Mwuhauhauhauhauhauhauhauhau. Veremos! A vingança de Camus será malévola... já estou imaginando uma cena hehe...
Obrigada pelos coments!
Espero que o cap. tenha agradado. Apesar de duvidar disso.
Bjus, Juuh.
sophie clarkson: Sophie! Deixou bem claro sua vontade e aqui estou eu atendendo a ela e dando continuidade a fic.! Agradeço os elogios direcionados a fic. ! Eles ajudam o autor querer continuá-la! E só querendo muito para alguma coisa deixar essa minha cabeça dura hehehe. Vida de estudante é realmente algo cruel! Agradeço aos céus pela minha tão amada férias!
Obrigada pelo incentivo !
Bjus, Juuh.
21/12/2011
Sagitários-lune.
Deixem reviews! É de graça e faz muitos autores felizes!
