Já tinham se passado duas semanas desde que Finn e Rachel começaram a ficar escondidos. Isto é para eles, porque todos sem exceção percebiam.

Eram os últimos a sair, aproveitavam todo tempo que podiam juntos, era comum Finn leva-la até em casa, ou simplesmente ir as comprar para o bar com ela, e não com uma cozinheira, como seria de costume.

Ambos andavam felizes e saltitantes, Rachel assistia Finn e a banda cantando, Finn além de um ótimo artista estava se saindo ótimo empresário.

Rachel também foi às compras de toalhas novas para o bar com Kurt, adorava passar o tempo e rir com ele. Com o passar dos dias conquistava mais amigos, Sam e Puck eram da casa, era normal pega-los comendo na cozinha após o show, e Rachel permanecia ali conversando com eles, nunca ela teve tantos amigos.

Era uma quarta – feira, o Natal era no sábado, o bar estaria fechado, e Rachel não tinha a mínima ideia do que faria nesse dia.

Finn se aproximou dela: "Hey babe, o que você vai fazer no Natal?"

Finn não sabia nada da família dela, além da Vó de Ohio, que sua mãe estava morta, ela estava fechada, e Finn tinha que ter paciência para descobrir.

"Er...não sei ainda..."

"Bom, nesse caso, minha mãe te convidou para passar lá em casa, digo na casa dela, o que acha?"

Rachel abriu um sorriso: "É sério? Mesmo? Será que ela quer ajuda? Eu posso levar uma sobremesa"

Finn riu, ela parecia uma criança feliz.

"Acalme-se, babe, eu pergunto a ela pode deixar, estou muito feliz que posso passar o Natal com você."

Os dias passaram rápido, era a noite de Natal. Rachel estava nervosa, ansiosa, com medo de não gostarem da sua torta de maça, mais que isso, não gostarem dela durante o jantar. Era a primeira vez que se reunia "quase oficialmente" na casa de Finn.

Finn foi busca –lá, chegando na casa dos Hudson ela foi recebida calorosamente por Carole que imediatamente agradeceu a sobremesa e os levou pra dentro.

A noite estava sendo muito divertido, todos comeram muito, elogiaram a torta da Rachel, Finn era o que mais comia, estava se deliciando tanto que nem percebeu que sua mãe estava mostrando seu albúm de infância para Rachel que ria descontroladamente com as fotos desajeitadas de Finn nu, com o bumbum pra cima, correndo na grama, na piscina, e etc. Carole sugeriu que Finn mostrasse seu antigo quarto a Rachel. Os dois subiram as escadas de mãos dadas. Quando entrou ela parecia encantada.

"Que coisa linda, sua mãe manter tudo intacto"

"Ela gosta disso, me mudei há quase 4 anos já, mas pra ela é importante, pra mim também, eu chego aqui e revejo bons momentos da minha infância, minha vida, os brinquedos que ganhei do meu pai antes dele falecer."

Os dois se deitaram na cama, juntinhos, Finn passando a mão no seu cabelo, fazendo cafuné, de repente o silêncio foi quebrado com a indagação da Rachel.

"Você costumava sonhar em ser um astro, aqui?"

"Na verdade, nunca sonhei, sempre quis que as pessoas se orgulhassem de mim, e também viver da música, ela sempre foi uma paixão pra mim, também sempre quis ser independente, ter algo só meu, que no caso é o bar agora."

Finn terminou de falar e observou que Rachel estava com os olhos cheios de lágrimas.

"Eu quero te dizer uma coisa, há um tempo e não tive coragem, eu sei Rachel que você tem sonhos ai nesse seu coração, eu sei pouco de você, sua família, sua vida, e eu nunca vou te forçar a dizer nada, só quero que você saiba que eu vou estar aqui, sempre pronto, a hora que você sentir vontade, está bem?"

Os dois se beijaram, Rachel só podia pensar em quanta sorte tinha por ter ele em sua vida. Finn a abraçou e em seguida sorriu maliciosamente.

"Hmm, eu pensei que podia te fazer convite"

"Diga, Finn"

"Você quer ir pra minha casa depois?" Ele observou sua cara de preocupação. "Olhe não quero que você se sinta pressionada a nada, só queria que você conhecesse meu local, e, além disso, queria passar mais tempo com você, entregar seu presente, sem precisar esperar até amanhã.

Rachel concordou, ambos saíram da casa dos Hudson agradecendo pelo jantar e pela noite. Chegaram ao apartamento de Finn, um belo lugar de Nova York, de tamanho mediano, com uma ampla sala e uma TV bem grande, uma bateria no canto, moveis todos claros, como no estilo do bar.

Finn ligou a calefação para que pudessem ficar mais a vontade, tirou seu casaco e tênis, ficando apenas de camiseta, calça e meias. Em seguida ajudou Rachel e tirar seu casaco, pendurando e colocando as botas dela, na entrada, ficando também com uma blusinha fininha bege, calça jeans e meias.

Finn foi na sala e buscou uma caixinha para entrega-la. "Eu espero que você goste, não tenho muito jeito pra isso, mas eu queria uma maneira de demonstrar o quanto você entrou no meu coração."

Rachel sorriu, abriu o pacote e uma lágrima escorreu dela. "É simplesmente a coisa mais linda que ganhei".

Finn lhe deu uma corrente prata, com um relicário na ponta, escrito o nome de ambos, algo de muito bom gosto, o relicário de coração tinha alto relevo, com certeza seria algo para guardar a vida toda.

"Fico feliz que tenha gostado"

"Bom, eu tenho algo pra você, espero que não se importe, ser algo tão mais simples que isso"

"Rach, em nenhuma maneira, eu me importo com dinheiro, e essas coisas, eu já tenho meu presente, sua bobinha, você"

Eles riram, enquanto ele abria o pacote, que tinha um álbum feito de tecido cetim mostarda, com folhas decoradas, dentro, algumas fotos da inauguração do bar, com frases de músicas da sua banda. No final uma foto dos dois tirada por Kurt no dia.

"Rachel, é lindo, você se preocupou tanto comigo, esse lugar é tão especial pra mim, não só porque realizei meus sonhos, mas porque tenho você agora."

Ambos começaram a se beijar sentados na cama, Finn puxava seus cabelos, acariciando sua nunca enquanto outra mão ia para baixo do seu corpo. Eles começaram com beijos incessantes deitados, Finn por cima beijando seu pescoço e Rachel o puxando para mais e mais perto.

Em um brusco momento ela falou: "Pare Finn!"

"O que foi, fiz algo de errado?" Ele olhou assustado.

"Não, nunca, mas eu preciso te contar algo, é importante" Ele não tirava os olhos dela.

"Eu sou virgem". Soltou, e podia sentir seu rosto todo queimar.

"Eu só tive um namorado na minha vida, que foi um traste na minha cidade, nunca me senti preparada pra ser com ele, e ainda bem que não foi."

Finn podia jurar que ela era o ser mais incrível que ele conheceu. Ele sorriu calmamente, acariciando seu rosto e disse:

"Sem nenhum problema, eu nunca vou te forçar a na..." Antes que ele terminasse a frase.

"Mas eu quero...com você"

Os dois se olharam, pegaram suas mãos, e ele sussurrou no seu ouvido três palavrinhas que ele morria de medo de dizer, mas sentia que era mais do que na hora, naquele momento, ele percebeu que ela era a mulher da sua vida.

Rachel estava com medo, mas queria muito isso, viveu muito tempo esperando a felicidade, e agora que estava com Finn, não deixaria de aproveitar, pelo seu trauma, ou pavor.

Olhando fundo nos olhos dela, ele apenas disse: "Eu te amo Rachel"

Ela sorrindo com os olhos respondeu. "Eu te amo, também"

Os dois começaram a se beijar, desta vez mais forte e doce ao mesmo tampo, aprofundando os carinhos, tirando as roupas com um só desejo, ser apenas um só.

Quando eles finalmente iriam se entregar ele cochichou no ouvido dela: "Você vai se sentir a mulher mais especial do mundo". E assim ele fez.

NOTA: Por enquanto está fofinho, mas aguardem que logo, logo vem drama!