Gatas do meu coração,
Nem vou fazer aquele repertório todo de centenas de desculpas, pq é o capítulo que importa mais, certo?
Antes de tudo, queria pedir que dessem uma passadinha no traleir que fiz há um tempinho para a fic A PROPOSTA: http: /www(ponto)youtube(ponto)com/watch?v=9atYxNLmXlA
E neste outro aqui que foi meu primeiro vídeo que é de Goo Goo Dolls da Bella e do Edward: http: /www(ponto)youtube(ponto)com/watch?v=xxWOoMIGvhM&feature=related
Agora... Have fun! :)
Capítulo: Aprovado pelo chefe Swan
Trilha sonora: Brand new me – Colbie Caillat
"Eu tenho os velhos amigos de sempre
Eles têm os velhos pecados de sempre
Eu conto as velhas piadas de sempre
Dou as velhas risadas de sempre
Mas agora as piadas parecem novas
E a risada também
Todos os dias, fresco como o orvalho
Só por sua causa, garoto"
(Colbie Caillat – Brand new me)
Como marcamos, depois da aula Edward e eu iríamos almoçar para depois estudar.
- Eu não sou fã de matemática. – Comentei assim que escolhemos uma mesa.
- É uma matéria legal. – Edward sorriu.
- Não é. Há muitas coisas melhores.
- O que, por exemplo?
- Eu gosto de biologia. Lidar com células, sistemas e até biótipos, é melhor e mais divertido.
Ele riu.
- Eu prefiro lidar com números. Mas biologia também é legal.
Eu pedi uma macarronada com molho de tomate e champignon. Edward optou por bife a milanesa com molho de alcaparras.
Depois de comer, voltamos para a escola. Fizemos hora de descanso e fomos estudar.
Nos sentamos em uma mesa na biblioteca praticamente vazia, se não fosse por nós, os livros e a bibliotecária quarentona que ficava na entrada. Estávamos longe da entrada, perto dos livros de matemática, cálculo e álgebra.
Eu mostrei minhas dúvidas e Edward me ajudou a esclarecê-las. Ele era um perfeito professor particular. Sabia me explicar com clareza e eu entendi tudo o que ele me explicava. Até que chegaram os exercícios e alguns deles foram complicados para eu entender.
- Este aqui eu não entendo. Como pode esta expressão elevada a este número dar nesta outra expressão aqui? – Apontei para aquela equação gigantesca.
- Deixe eu ver. – Edward levantou de sua cadeira e ficou em pé atrás de mim. Ele baixou cabeça na altura da minha e leu o que estava no livro. O cheiro daquele perfume – que eu não sabia bem se era perfume, loção, ou sei lá o quê – encheu minhas narinas. Eu inspirei fundo. – Esta expressão grande veio desta multiplicação, Bella. – Ele falou, mas eu não consegui me concentrar. Apenas escutei o som de sua voz.
Virei um pouco minha cabeça para o lado para olhar seu rosto enquanto ele me explicava o resto. Fiquei observando seus lábios se movendo formando cada palavra que eu não distinguia.
- Você entendeu? – Ele perguntou pacientemente. Edward tirou sua atenção do livro e olhou nos meus olhos. Seu rosto estava a poucos centímetros de distância.
Seus olhos verdes pareciam tão profundos. Eram hipnotizantes. Sua boca tão perto...
Eu mordi o lábio, minha boca estava ficando seca. Os olhos de Edward desviaram dos meus e pararam em minha boca.
- Você prestou... Atenção... No que eu falei? – Gaguejou ainda olhando para minha boca.
- Não. A última coisa que ouvi foi Bella. – Confessei. Ele sorriu torto e olhou em meus olhos. Eu passei a língua nos lábios para chamar sua atenção de novo para a minha boca, e deu certo. Não sei por que fiz isso. Seus lábios se abriram um pouco e ele começou a se aproximar mais.
Ouvimos um pigarro baixo. Eu levei um susto e Edward se afastou rapidamente.
- Estão realmente estudando? – A bibliotecária perguntou.
- Sim. – Edward respondeu.
- Hum... Concentrem-se nos estudos, então. – Ela olhou por cima dos óculos.
- Sim senhora. – Eu assenti.
Quando ela se foi eu senti meu rosto queimar.
- Me desculpe Edward. Eu não queria... Foi sem querer...
- Tudo bem Bella. Vamos esquecer isso. – Edward sorriu sem olhar nos meus olhos.
OMG! Eu não podia ficar beijando Edward Cullen quando eu estava na missão de recuperar meu ex/futuro namorado. Era Jacob quem eu queria beijar. Não Edward!
Tentei ao máximo me concentrar e manter minha atenção somente nos meus exercícios pedindo ajuda somente quando necessário. E Edward tentou ficar mais afastado agora.
Aquele episódio do quase beijo estava aparentemente esquecido quando fomos para a minha casa. Nós voltamos a conversar normalmente.
- Acha que seu pai vai mesmo descarregar a arma quando chegar? – Edward perguntou enquanto eu pegava os ingredientes para preparar o jantar.
- Claro que vai, seu bobo. Ele tem medo de que eu cometa suicídio se não tirá-las.
Olhei para Edward, ele tinha os olhos arregalados. Eu ri.
- É brincadeira Eddie. – Expliquei. Ele suspirou.
- Quer ajuda? – Perguntou lavando as mãos na pia.
Eu estreitei os olhos.
- Edward Cullen cozinhando? Não creio! – Ele arqueou uma sobrancelha para mim, daquela forma sexy.
- Para a sua informação mocinha, eu sei cozinhar e muito bem. Minha família adora as minhas panquecas. – Ele se gabou.
- Hum. Eu tenho que provar as suas panquecas qualquer dia destes.
- Pode ser. Eu vou madrugar aqui na sua casa e vou preparar o seu café da manhã com as divinas panquecas Cullen.
- Panquecas Cullen? Tem até nome especial?
- Sim. É uma receita de família e que só pessoas especiais podem comer. – Ele piscou para mim.
- Assim eu me sinto até importante na sua vida. – Brinquei.
- E você é. Você é minha namorada, certo?
Edward se aproximou para me dar um beijo na bochecha, mas eu – sem querer, na mesma hora – virei o rosto e ele acabou beijando minha boca.
- Hmmm... Edward me desculpe. – Pedi, sentindo meu rosto ficar quente. Ele estreitou os olhos.
- Acho que você gosta de me beijar e está arrumando desculpas para isso.
- Ah, claro. – Eu lhe entreguei uma faca e um pimentão.
Peguei a panela e comecei a preparar um molho para colocar em cima do guisado de frango.
- Bella, isso é irônico. – Edward comentou enquanto cortava os pimentões.
- O quê é irônico? – Perguntei.
- Seu namorado e a minha namorada se beijam. A gente deveria fazer o mesmo, não acha? – Ele sorriu maliciosamente para mim e voltou a atenção para os pimentões.
- Você é pirado. – Bufei.
Ele riu.
Eu comecei a preparar o molho para o guisado. Edward me ajudou a preparar tudo e, diga-se de passagem, ele era um bom cozinheiro.
- Ainda temos um tempinho até meu pai chegar. – Falei para ele quando desliguei o fogo.
- Hmmm... E o que você quer fazer até ele chegar? – Edward e eu nos entreolhamos e começamos a rir. Ele também percebeu que podia haver um duplo sentido ali.
- Vamos assistir televisão. – Eu peguei sua mão e o arrastei para a sala.
Nos sentamos no sofá e eu peguei o controle, coloquei em um canal qualquer que passava um filme qualquer.
- Pode ser esse canal? – Perguntei para Edward.
- Tanto faz. – Deu de ombros.
Ele parecia meio nervoso. Ansioso, não sei.
- O que foi? – Perguntei. Ele balançou a cabeça.
Ah! Ah!
- Você está nervoso por conhecer meu pai? – Perguntei reprimindo o riso. Edward desviou os olhos. Eu não contive a risada. Ele fez uma careta.
- Qual é Edward? Não precisa ficar nervoso. Aliás... Isso não é nem verdade, mesmo.
- Eu sei, mas... – Ele cruzou os braços. – Não é todo dia que um garoto vai à casa de um policial pedir para namorar a filha dele. Mesmo que de mentira.
- Relaxa Edward. Não vai acontecer nada demais. – Eu ri e ele respirou fundo.
Voltamos nossa atenção para o filme. Era de gênero policial, e isso não ajudou em nada.
- Bella, você quer me torturar? – Ele riu.
- Eu nem sabia que gênero era. E você disse tanto faz.
- Ah, é? Então tanto faz me torturar? – Dei de ombros para sua pergunta. – Você é uma namorada muito má. – Ele murmurou.
Antes que eu tivesse qualquer reação, Edward começou a me fazer cócegas.
- Edward... O que... Você... – Eu não conseguia falar direito por causa dos risos.
- Torturando você Jingle Bells. – Ele sorriu diabolicamente e intensificou as cócegas.
- Edward... Pára... Eu quero... Ar... – Tentei afastá-lo de mim, mas ele era mais forte e não me permitiu escapar.
- Nada disso Bella. – Ele ria junto comigo.
- Pára... Por... Favor... – Supliquei, mas não adiantou muita coisa.
Minha bexiga já estava apertando mais que o normal. Se ele não parasse com as cócegas eu iria acabar fazendo xixi nas calças e me constranger absurdamente.
- Pára Edward... – Minha barriga doía de tanto rir. Eu me empenhei um pouco e o empurrei, mas Edward segurou meus pulsos e quando caiu acabou me puxando junto, de forma que eu caí por cima dele no chão.
Nós dois gargalhamos sonoramente.
- Eu te odeio Edward. – Falei de brincadeira.
- Eu também te amo Jingle Bells. – Ele sorriu torto para mim. Eu fiquei momentaneamente com meus olhos presos em sua boca. Até que luzes azuis e vermelhas clarearam a sala e chamaram minha atenção.
- Meu pai, Edward. – Eu comecei a rir enquanto me afastava rapidamente dele. Nos sentamos de lados opostos do sofá e ouvimos a porta se abrir.
- Oh. – Meu pai exclamou baixo. – Boa noite meninos. – Charlie disse. Edward se levantou e estendeu a mão para ele.
- Boa noite. Sou Edward Cullen, senhor.
Charlie apertou a mão de Edward.
- Olá Edward. E pode me chamar de Charlie.
Ufa! Meu pai estava sendo amigável.
- Boa noite Bells. – Meu pai me cumprimentou.
- Boa noite pai.
Edward se sentou novamente. Charlie tirou o cinturão e descarregou a arma. Vi Edward ficar tenso. Eu segurei a risada e me aproximei dele para segurar seu braço.
- Relaxa Eddie. – Sussurrei. Ele me lançou um olhar provocativo.
- O cheiro está bom. - Charlie comentou inspirando profundamente.
Eu sorri para Edward.
- Fiz guisado de frango. Edward me ajudou.
Ele sorriu de volta.
- Nossa. Assim me sinto envergonhado. - Meu pai disse. - Não sei fazer absolutamente nada.
Edward e eu rimos.
- Não fique constrangido pai. - Falei brincando e me levantei indo em direção à cozinha pôr a mesa. Depois nós fomos jantar. A maior parte do tempo ficamos em silêncio. Não era um silêncio habitual. Era meio tenso...
Depois que terminamos eu lavei a louça e Edward me ajudou, enxugando-as.
- Bella, eu estou nervoso. – Edward murmurou.
- Acalme-se Edward. Pense assim: 'é uma encenação. É uma encenação. E tudo vai ficar bem.' – Tentei tranquilizá-lo. Ele assentiu.
Nós fomos para a sala e meu pai estava assistindo a um jogo de baseball. Sentamos no sofá e Charlie nos olhou questionador.
- Querem me dizer alguma coisa garotos? – Charlie abaixou o volume da televisão. Edward pigarreou baixo.
- Senh... Charlie. – Ele se corrigiu e meu pai assentiu, aprovando. – Eu e Bella estamos mais próximos, como o senhor pode ter percebido. – Edward me olhou por um instante. – A nossa relação está um pouco além da amizade.
- Hum. – Meu pai assentiu.
- E como eu respeito ao senhor e à sua filha... – Edward estava se saindo muito bem. Ele parecia ter um discurso gravado. – Eu gostaria de pedir permissão para namorá-la, com o seu consentimento Charlie.
Meu pai olhou para mim. Eu estava pasma com a formalidade de Edward. Quem olhasse de fora pensaria até que isso era real.
- Bem, Edward. – Meu pai começou. Eu lhe lancei um olhar de súplica para que fosse justo em sua decisão. – Eu conheço seus pais há um bom tempo. Conheço também seus irmãos e vocês são de uma família digna e de respeito. O que eu quero para a minha Bells é que ela seja respeitada. – Edward assentiu. – E desde que isso também esteja aprovado por seus pais... – Ah! – Por mim, você tem permissão para namorar minha filha.
Ow. Até eu fiquei nervosa agora.
- Obrigado Charlie. – Edward agradeceu sorrindo e meu pai assentiu.
Pelo resto daquela noite nós três ficamos na sala conversando agradavelmente. Até que eram oito horas e Edward se despediu.
- Foi um prazer conhecê-lo Edward. – Charlie foi educado.
- Digo o mesmo Charlie. – Edward apertou a mão de meu pai.
- Eu te levo até a porta. – Falei.
Fechei a porta atrás de mim e Edward respirou fundo, depois me abraçou.
- Sobrevivemos! – Caçoei.
- Hum. Você também ficou muito nervosa. – Ele me acusou e se afastou do abraço.
- Claro que fiquei. Sabe que com o Jacob meu pai não foi tão tolerante? E não foi só porque ele era meu primeiro namorado e eu tinha quinze anos.
Edward riu baixo.
- Então seu pai gosta mesmo de mim? - Pegou uma mecha de meu cabelo e colocou atrás da orelha.
- Parece que ele aprova você. Parabéns Cullen. – Eu ri.
- Obrigado. – Edward e eu nos olhamos por um instante. – Hmmm... Acho melhor eu ir antes que seu pai mude o conceito sobre mim.
Eu assenti sorrindo.
Edward me deu um beijo na bochecha. Mas este beijo foi bem mais perto da boca do que deveria. Ele manteve os lábios ali, bem perto por um momento. Eu senti um frio na barriga.
- Boa noite Jingle Bells. – Seus lábios roçaram nos meus enquanto ele falava.
- Boa noite Eddie.
Edward se afastou e deu um passo para trás, ainda olhando para mim e sorriu torto. Depois se virou e foi para o carro.
Entrei em casa.
- Hmmm... – Meu pai murmurou. – Este é um bom garoto Bells.
Eu revirei meus olhos.
- É. Ele é. Hmmm, vou me deitar. Boa noite Pai.
- Noite, Bells.
Droga! Por que eu senti um ligeiro frio na barriga? Será que a noite estava fria demais, ou foi uma reação espontânea? Merda! Isso não pode acontecer! Não!
.
.
.
- Lembra que eu prometi que te levaria para comer sushi? – Edward falou quando estávamos a caminho de minha casa na quarta-feira depois da aula.
- É verdade. Sim, eu me lembro. – Assenti.
- Ok. O que acha de irmos àquele restaurante que lhe falei?
- Quando? – Perguntei empolgada. Embora sushi não fosse minha praia, eu adorava experimentar coisas novas.
- Hoje à noite. Pode ser?
- É perfeito!
Ele sorriu para mim.
- Que horas eu posso passar para te pegar? – Estacionou em frente à garagem da minha casa.
- Às sete horas está bom?
- Para mim está ótimo.
- Tudo bem. Então... Até mais tarde.
- Até mais. – Edward sorriu para mim e eu retribuí. Depois saí do carro.
...
Depois de fazer alguns exercícios atrasados da escola, eu preparei o jantar. Durante este último evento, eu avisei meu pai que Edward iria me levar para sair e ele concordou com um sorriso. Ah, Charlie. Por que ele tinha que ser tão simpático quando se tratava de Edward e quando era Jacob ele simplesmente mudava de opinião? Vai entender o meu pai...
Quando eram seis horas fui tomar um banho para começar a me arrumar.
- Bella! – A voz de Charlie ecoou pela escada. – O Edward está aqui.
- Já estou descendo. – Respondi da porta do quarto.
Coloquei os brincos e dei mais uma olhada no espelho. Não estava nada mal. Aquela calça jeans black deixava minhas curvas mais salientes e maiores. Nem parecia eu mesma naquele jeans! Uma regata branca e uma jaqueta de couro preta completavam o look. Sem deixar meus tênis de lado, claro. Alice certamente aprovaria meu visual.
Desci para a sala e encontrei meu pai conversando amistosamente com o meu "namorado".
Quando me viu, Edward se levantou e sorriu para mim.
- Boa noite Bella. – Disse pegando minha mão.
- Boa noite Eddie. – Sorri de volta. – Vamos?
Ele assentiu.
- Foi um prazer vê-lo novamente Charlie. – Apertou a mão de meu pai.
- Digo o mesmo. Apareça qualquer dia destes.
- Claro. Obrigado.
- Tchau pai. – Me despedi.
- Tchau. Juízo meninos.
Revirei os olhos e puxei Edward para fora de casa.
- O que vocês tanto conversavam, hum? – Perguntei enquanto andávamos para o carro.
- Assuntos de homens. – Falou Edward cheio de mistério e depois riu. – Seu pai estava me falando sobre alguns casos interessantes que ele pegou nos últimos dias.
Chegamos até o carro e ele abriu a porta para mim. Depois deu a volta e entrou no lado do motorista dando a partida.
- Mesmo que fossem "assuntos de homens" – fiz aspas no ar – você poderia ter me contado, sabe? Não há muita coisa que meu pai esconda de mim. Aliás, ele faz questão que eu sabia, caso um dia eu precise me defender, ou algo do tipo. Charlie tem medo que eu me machuque.
Ele sorriu e depois franziu as sobrancelhas.
- Onde está sua mãe?
Eu suspirei pesadamente. Aquela era uma das coisas que Edward não sabia sobre mim.
- Você não sabe. Mas a minha mãe... Ela faleceu quando eu tinha catorze anos.
Por mais que já fizesse três anos que minha mãe partiu, eu ainda sentia muito a sua falta. Olhei para as minhas mãos em meu colo. Eu precisava muito de Renée em situações como estas em que eu me encontrava agora.
Vi quando Edward levantou sua mão e pegou a minha. Olhei para cima, ele parecia condescendente com a minha dor.
- Sinto muito. – Disse baixo. E olhou para a estrada ainda segurando a minha mão.
- Eu só... Sinto a falta dela. – Respondi. Edward me olhou rapidamente. – Sinto falta de ter alguém para conversar sobre algumas coisas. Sabe... Não dá para contar tudo para o meu pai.
Ele assentiu. Tirou a mão da minha apenas para trocar a marcha, mas voltou a pegá-la logo em seguida.
- Talvez ela poderia ter me aconselhado nesta história toda e me ajudado a ser mais esperta e adulta para lidar com isso. Ou talvez me ajudado a encontrar uma solução...
Edward me olhou.
- Mas você não está sozinha. Sabe... Tem a mim. E Alice, claro. Meus pais gostam muito de você também.
Eu sorri.
- Sua família entrou em minha vida no momento certo. Seu pai dava apoio ao meu... Sua mãe e Alice me acolheram, e por isso eu passava mais tempo lá do que na minha própria casa.
Edward comprimiu os lábios e olhou para a estrada, apertando um pouco mais minha mão.
- Me desculpe por eu não ter estado lá quando você precisava.
Minha garganta se apertou em um nó.
- Sabe, Edward... Algumas pessoas entram em nossas vidas em momentos em que mais precisamos delas. Naquela época eu precisava de uma presença materna. Esme e Alice eram o que eu mais precisava. Mas agora... Talvez, eu precisasse de um amigo. E então veio você.
Ele sorriu.
- Você está aqui no momento certo.
- Então, a partir de agora, vou ficar até que você enjoe de mim.
Nós dois rimos.
- Não vai ser tão fácil eu enjoar de você. – Uma lágrima escorreu de meu olho, mas tratei logo de enxugá-la.
Edward me olhou preocupado.
- Não chore. – Pediu com uma voz triste e afagando com o polegar as costas de minha mão.
- Não vou mais. Hoje eu quero apenas me divertir com você Eddie.
- Ok. Vamos esquecer todos os problemas esta noite.
- Certo.
Sorrimos um para o outro.
...
O restaurante tinha a decoração temática dos países orientais. Fiquei encantada com os balões de papel de seda coloridos, os dragões pintados nas paredes e os origamis nas prateleiras.
- Isso é tão legal, Edward. Eu nunca soube da existência deste lugar.
- Porque você tem uma visão distorcida de comidas japonesas. Por isso nunca se interessou em procurar.
Eu ri.
- É verdade. Se fosse um lugar que vendesse massas folhadas eu procuraria por todas as ruas de Port Angeles para achar.
- Viu? – Edward sorriu.
Um garçom, que parecia ter a minha idade, veio nos atender. Ele tinha traços orientais.
- Oi, sou Erik. Os olhos e os ouvidos deste lugar. – Se apresentou simpaticamente. Sorriu alegremente para mim. – O que vão pedir?
Olhei para Edward. Ele olhava para Erik de um jeito estranho, com os braços cruzados e os olhos um pouco estreitos.
- Queremos Dezesseis sashimis, dezesseis sushi, quatro filadélfia roll, quatro ebimaki, oito hot tuna, seis hot filadelfia, seis tekkamaki e dois kappamaki. – Ditou os nomes estranhos para o garçom, que anotou tudo sem olhar para cima. Ao final, sorriu para mim. - Por favor, traga duas sodas.
- Trago já, já. – Fez um cumprimento oriental e se foi.
- Eles são bem hospitaleiros. – Comentei.
- Hum. – Edward levantou as sobrancelhas. – Isso foi com você.
Eu não entendi o que ele quis dizer com isso.
- Fala sério... Você não percebeu que ele perguntava só para você?
Praticamente gargalhei com sua afirmação.
- Rá. Isso é sua imaginação fértil. – Revirei os olhos.
- Ok. Quer ver só? – Indicou com a cabeça para o garçom que vinha trazendo os refrigerantes.
Olhei para o garoto que, sorridente, colocou os copos diante de nós.
- Obrigada. – Agradeci sem tirar os olhos dele para ver a reação.
- Erik fica muito feliz em servi-los. – Sorriu e se retirou depois de mais um cumprimento daqueles.
- Viu só? Diga que é a minha imaginação fértil.
Fiz bico. Na verdade, Edward tinha razão. Por mais que eu tentasse negar – afinal, eu nem era tão bonita assim para chamar atenção – o garoto realmente me deu tratamento diferente, como se eu estivesse sozinha naquela mesa.
Suspirei.
Edward pegou um pequeno envelope comprido – tipo aqueles de canudo - que estava ao lado do porta guardanapos e abriu, revelando dois palitinhos de madeira.
- Ah! Eu não sei usar isso. – Apontei.
Ele posicionou os palitos em sua mão e com eles formou uma pinça, me mostrando como fazia para pegar com aquilo.
- O nome disso é hashi. - Ele disse.
Peguei palitinhos, os chamados 'hashi', também e tentei fazer o mesmo. Não deu certo, obviamente. Foi um fracasso total.
- Ai. – Um deles escapou e caiu no chão.
Edward riu.
- Não tem graça! – Fiz bico.
- Tem sim. – Ele debochou. – Tudo bem, me dê a sua mão.
Estendi minha mão para ele, por cima da mesa.
- Este palito fica aqui, e o outro bem aqui. – Ajustou os palitos em minha mão. - E você usa este dedo para auxiliar a pegar a comida.
Assim até parecia fácil. Na prática era outra coisa...
Nós conversamos durante vinte minutos enquanto a comida não vinha. Erik passou duas vezes por nossa mesa, e eu percebi o seu olhar furtivo em nossa direção. Aquilo já estava ficando chato.
Resolvi que daria uma lição naquele rapaz. Eu não queria machucar ninguém, mas arranjaria uma forma de dispensá-lo sem ser mal educada. Então, quando entendi que nosso pedido estaria quase vindo, pois Erick entrou para a cozinha, eu tomei uma atitude.
Eu levantei e sentei na cadeira ao lado de Edward, que estava com os braços cruzados sobre a mesa. Agora eu fiquei mais atenta em direção à porta, esperando aquele garçom aparecer para começar a encenar.
Quando vi Erik aparecer outra vez segurando uma bandeja em forma de barca, percebi que era o momento perfeito.
Olhei sorrindo para Edward. Ele sorriu de volta, provavelmente atônito sobre o meu plano.
Me aproximei dele e coloquei uma mão na sua nuca, mexendo em seu cabelo carinhosamente. Ele franziu o cenho sem entender o porquê de eu estar agindo estranhamente. Apoiei meu queixo em seu braço e segurei seu rosto, trazendo-o para perto do meu. Assim, comecei a esfregar lentamente a ponta do meu nariz no dele.
- Bella, o que – Ele começou, mas foi interrompido por um baque na mesa.
Eu dei um leve beijo em seus lábios e me afastei um pouco, olhando para a mesa.
- Obrigada. – agradeci com um sorriso para Erik.
Ele sorriu fracamente.
- No que mais posso servi-los? – Perguntou seco. Em seu tom mais profissional, acredito.
Olhei para Edward, que me encarava ainda com aquela expressão confusa.
- Mais alguma coisa, meu bem? – Perguntei com o tom mais carinhoso que consegui.
Ele arqueou as sobrancelhas e sorriu.
- Não. Não agora, querida. – Depois olhou para o garçom. – Obrigado.
Erik assentiu e se retirou.
- Hmmm... Você é boa nisso. – Edward comentou passando a mão no cabelo.
- Eu queria arranjar um jeito de "dispensá-lo" – fiz aspas – de forma sutil.
- Ah. – Edward riu. – Ele entendeu o recado.
- Finalmente. – Suspirei e olhei para aquela bandeja em forma de barco recheada de comidas diferentes das que eu costumava comer. – Uau. – Exclamei surpresa.
- Vamos lá. – Ele pegou os palitinhos e pinçou um enroladinho de peixe cru.
Fiquei olhando-o comer. Fez uma cara de que estava bom.
Dei de ombros e tentei fazer o mesmo. Como eu disse, apenas tenteifazer o mesmo.
Foi uma experiência desastrosa.
O rolinho de peixe escorregou do palito e rolou pela mesa, caindo no chão.
- Epa. – Falei envergonhada.
Edward gargalhou.
- Deixe eu te ajudar. – Ele pegou minha mão e ajustou corretamente os palitos, depois pegamos juntos um rolinho e levamos até a minha boca.
A consistência era até boa. Não era tão ruim quanto imaginei. Edward esperava que eu dissesse alguma coisa.
- E então? O que achou?
- Hmmm... – Fiz suspense. - É muito bom.
Ele sorriu presunçoso e continuou a comer.
Depois de mais algumas tentativas eu consegui comer com palitos. Era divertido até.
- É só uma questão de prática. – Edward pegou um bolinho de arroz e trouxe para perto da minha boca.
Me inclinei e aceitei que ele o colocasse em minha boca. Sorriu para mim.
Com sucesso, peguei também um daqueles e levei até sua boca.
Foi a partir daí que nós comemos o resto de nosso jantar desta forma: ele dava na minha boca e eu na dele.
- Você me convenceu, Cullen. Não é tão ruim quanto pensei. – Deixei os palitinhos sobre um guardanapo.
- Não podemos dizer que não gostamos de uma coisa sem antes experimentar. – Sorriu e apoiou o cotovelo no encosto da minha cadeira. Tirou a mecha de cabelo que caía em meu rosto e colocou atrás da orelha. – Você está se divertindo?
Respirei fundo e sorri.
- Claro.
- Sério mesmo, ou está dizendo isso para me agradar?
- Não. Eu falo sério.
- Ótimo. – Sorriu e se inclinou em minha direção, dando um beijo em minha bochecha.
...
Não permitiu que eu ajudasse a pagar a conta. Fiquei chateada, mas Edward garantiu que da próxima ele me deixava ajudar.
Recebemos biscoitinhos da sorte quando passamos pelo caixa.
- Hmmm... O que diz o seu biscoito? – Edward perguntou enquanto examinava a sua frase no papel.
- Amizade e Amor são coisas que podem virar uma só num piscar de olhos. – Respondi. Bem, talvez aquele não fosse um biscoito de tanta sorte assim... – E o seu?
Edward franziu o cenho.
- O amor está mais próximo do que você imagina.
- Acho que a sua pode estar mais certa que a minha. Talvez você esteja mais perto de conseguir Tanya de volta.
- É. Pode ser. Em geral, estas frases sempre funcionaram comigo.
- Sorte para você, então. – Eu ri.
Seria um absurdo que a minha frase falasse sobre a minha vida. Impossível que a minha amizade – com Edward? – se tornasse amor.
Durante o caminho para casa nós fomos conversando e rindo de nossas histórias de quando éramos crianças. Edward aprontava bastante, pelo que ele me contou. Eu também não era um anjo. Isso rendeu uma crise de risos para nós. Minha barriga doía de tanto que eu ri. Sequei uma lágrima que escorria de meu olho.
Edward estacionou o carro em frente à minha casa.
- Bem, está entregue.
- Charlie iria acabar com você se me entregasse morta de tanto rir, Edward.
- Ia ser por uma boa razão.
- Oh! – Estreitei os olhos e bati em seu braço de brincadeira.
Ele sorriu e saiu do carro. Abriu a porta para mim.
- Você não precisa me levar até a porta de casa. – Falei.
- Mas eu quero. – Ele fez língua para mim.
- Bobo! – Eu ri. Edward me deu o braço e nós caminhamos até a porta. – Obrigada. Eu me diverti mesmo esta noite.
- Eu também me diverti bastante. – Pegou minha mão e sorriu para mim.
Deu um passo em minha direção e segurou meu rosto com a mão livre. Se aproximou e deu um beijo em minha bochecha. Ficou com os lábios ali por algum tempo.
Meus olhos se fecharam sem que eu comandasse conscientemente. Senti Edward se afastar milimetricamente, e sua respiração quente ao longo da minha bochecha até o canto da boca.
Como na noite anterior, ele apenas encostou de leve seus lábios ali.
- Boa noite Bella. – O movimento de seus lábios me provocou arrepios.
- Boa noite Edward. – Respondi.
Ele se afastou. Fiquei esperando até seu carro sumir de vista para entrar em casa.
Antes de pegar no sono eu lembrei de cada minuto desta noite. Até ri de novo com algumas histórias que Edward me contou. Foi assim que adormeci.
Genteeemmm...
Sério que vocês gostam tanto assim dessa fic? O.o
Tudo bem, ela é meu xodózinho (modéstia parte eu amo ela), mas TRINTA E DOIS REVIEWS EM TRÊS CAPÍTULOS?
Uaaauu! Assim vocês me matam. Adorei isso. Mutããããããooooo. Nossa. Sem palavras pra agradecer.
Amei cada review que me enviaram. Todinhos. Agradeço as palavras fofas, lindas, meigas e os elogios. Vocês são demais!
Respondendo um geralzão às dúvidas de você...
Não, INFELIZMENTE esta fic não contém POV's Edward. Sinto muito. Mãããããnsss... Pode surgir uma surpresinha por aí! Estou escrevendo uma que tem muuuuuuuuuuito POV Edward para a felicidade da nação Team Edwardiana. kkkkkk Tem umas três fics aqui que eu pretendo postar. Umas amigas minhas leitoras me disseram que estão boas e valem a pena de serem postadas. E se Deus quiser eu irei, pq eu realmente gostei delas.
Sobre quantos capítulos vão ser... Ixe, sei não. Eu já disse que to com ela prontinha aqui, mas não está dividida em caps. Tá todinha no word e tudo depende da divisão que eu fizer por aqui...
Muitas de vocês devem se perguntar pelo ritmo de postagem. E eu lamento dizer que tbm não sei sobre isso. Eu sou meio imprevisível e me dá uns surtos e eu começo a postar e depois paro. É difícil até pra mim. Mas eu vou tentar ser mais responsável galera.
Sem mais delongas... Comentem. Surpreendam-me.
Vamos ao próximo?
