Cidade Morta de Otonin - Continuação
Mika pulou indo para o chão, ficando entre os dois adolecentes e os filhos da escuridão. Pelo menos aparentava que ia ser uma missão agitada, bem melhor que a do Uchiha de encontrar e cuidar do aprendiz de Haku. Olhou para os Filhos da Escuridão e sorriu de forma macabra, uma boa luta para melhorar ainda mais o dia.
-Você é o que?-perguntou Itachi com um tom de escárnio na voz.
Ela fechou a cara olhando ele de cima abaixo, era simplesmente muito parecido com Sasuke. Mas estava irritada demais com ele para aprofundar seus pensamentos.
-Não te interressa, seu emo.
Riku teve que usar todo o controle que tinha e que não tinha para segurar o riso. Mesmo sendo uma situação séria, que provavelmente desencadiaria em uma batalha sangrenta até a morte, alguém chamando Itachi de emo não é algo que se vê todo dia. A cara de quem não entendeu mais também não estava tando a mínima de Itachi era o cúmulo do cúmulo, ele não era da geração que restagara a palavra "emo" do esquecimento. Atrás da garota, Hinata teve que segurar para não rir. Ela sabia que isso podia ser bem perigoso, mas se permitiu um pequeno divertimento. Itachi se aborreceu, quem aquela criança pensava que era? Se ela tinha intenção de incomoda-lo, conseguira. Ergueu a mão do anel apontando-a displicentemente na direção da recém-chegada.
-Eu vou te derrotar apenas com um golpe, pirralha inconsequente.
Ela fechou a cara e avançou para cima dele, com intuito óbvio de feri-lo, se pudesse fatalmente. Mas antes que chegasse perto o suficiente dele, sentiu o mundo ao seu redor se desfazer. Era como se estivesse em queda livre, sem ter como escapar, completamente indefesa. Ela ouviu a voz daquele homem falar, com o mesmo tom de escárnio.
-Como é a sensação, de saber que se é incapaz de reagir. Como se você estivesse se afogando sozinha.
No mesmo momento que ele pronunciou a última frase, ela sentiu como se estivesse se afogando, o ar sumiu e ela perdeu a conciência. Hinata. Neji, Riku e Itachi viram quando ela caiu no chão, e o Uchiha comentou entre dentes
-Garota fraca...
Riku riu cínico, se o garoto achava que sofrer um golpe de Itachi era fácil. Podia dar-lhe uma prova do que era sofrer um golpe de um Filho da Escuridão. Se moveu com tanta rapidez e socou a barriga do garoto de cabelos castanhos. Ele se chocou contra a parede do beco, batendo a cabeça com uma força contra o muro. Pressionou a espada contra o pescoço dele, com um sorriso cínico nos lábios, vendo o garoto tentando conter o sangue que lhe vinha a boca. Aquele humanos eram tão incapacitados, e tão vergonhosos. Afastou a mão que usara no soco e com outro movimento rápido bateu a cabeça de Neji contra a parede, com uma força suficiente para que saísse sangue. Depois se afastou, vendo-o escorregar pela parede até alcançar o chão já inconciente. Os dois Filhos da Escuridão se voltaram para a única das pessoas que restara conciente e em pé, Hinata. A garota se encostou contra a parede a pegou pelo pescoço, a enforcando e levantando-a. A garota estava em pânico, quando estava quase desistindo de se debater e aceitando que ia morrer naquele dia, quando Itachi foi arracando de perto dela e jogado contra a parede do lado direito.
-Isso é por ter me chamado de pirralha.
Mika estava parada em pé, conciente e bastante irritada mesmo. Ela se virou para Riku com uma expressão assutadora, e os dois começaram o embate com as espadas. Hinata os observava grata pela outra ter aparecido para ajuda-los. Estava difícil para os dois vencerem ou pelo menos ferirem o oponente. Riku atacou com um pouco mais de força, tentando pressiona-la a baixar a guarda. Mas Mika pulou para trás no exato momento em que ele desferia o golpe, escapando com sucesso de um ferimento que podia lhe custar a vida.
-Você não é nada mal...para uma pessoa comum.
-Você não é nada mal também, para um traidor miserável.
Eles voltaram a se enfrentar, enquanto faziam isso, Hinata tentava sem sucesso despertar seu primo para ver se ele podia fazer algo para ajudar a outra. Ela estava tão concentrada nisso que não pode avisar para Mika quando Itachi se levantou e pegou a raven pelos cabelos, batendo a cabeça delas várias vezes contra a parede antes de joga-la longe. Hinata viu o corpo inconciente e ferido da outra cair perto de si e se levantou.
-Será que vale a pena mata-la?Ela pareçe ser tão fraca que eu duvido que ela seja mesmo a shinigami.- comentou riku, segurando o braço numa tentativa de estancar o sangue que saia de um machucado que Mika fizera antes de Itachi acordar.
-Realmente,ela é muito fraca. Mas ordens são ordens.
Ela sentiu um ódio dos dois, não costumava odiar as pessoas por mais más que elas fossem. Sentiu como se algo dentro de si se quebrasse e toda uma energia que ela não sabia daonde vinha tomar conta do seu corpo. uma espécie de vento começou a vir do chão agora iluminado com um pentagrama brilhante de luz que surgira aos seus pés. Os dois rapazes recuaram, a expressão dela e todos os fatores lhes deram uma certeza ela estava revelando seus poderes de shinigami. Hinata observou os pulsos, para ser mais presisa as pulseiras com o simbolo do ying yang que seu pai lhe dera a muito tempo, e tudo se tornou claro na sua mente. Cruzou os braços de forma que os pulsos ficasse um sobre o outro. E as pulseiras sumiram, se tornando duas foices pequenas uma em cada mão da garota.
- Agora vocês vão pagar pelos seus pecados.
Ela avançou neles e sem a menor pena os atacou com uma habilidade que seus os dois não tivessem deviado no último segundo, não teriam um corte feio no ombro e sim uma cabeça decepada.
-Merda....você tinha que provoca-la não é mesmo Riku?
O ruivo estava do outro lado do beco, mas se irritou bastante ao ouvir o comentário dele. Enquanto pulava para escpar de outro ataque quase bem sucedido da garota ele gritou:
-EU? Você também chamou ela de fraca!
Ela continuou atacando, alheia a discussão que os dois tinham. Só queria e presisava vê-los mortos, para mostrar para eles quem era a fraca ali. Riku conseguiu finalmente sair dali, sendo seguido por Itachi. Por mais que tentassem engolir o orgulho, ambos só aceitaram a idéia de fugir quando já estavam bem feridos. Assim que eles se foram, as foices tornaram a ser braceletes e ela caiu inconciente no chão devido a exaustão física e emocional.
Base do Himalaia (lado sul)- 13:00
Sensou estava perto da fogueira, tentando em vão se esquentar. Nariko estava sentada ao seu lado, tremendo e também tentando se esquentar. Nenhum dos dois falava uma palavra, puro medo de falarem algo errado, nunca haviam matado alguém antes daquele momento. Sabiam que muitos dos políciais tinham famílias que dependiam deles, mas era aquilo que eles tinham de fazer.
-Sensou...
Ele olhou a garota, e falou com a voz falha devido em parte ao frio e em parte por medo do que ela queria:
- O que foi Nariko-chan?
-Como foi que você consegui aquelas armas?
Ela o olhou a espera da resposta, havia imaginado várias mas nenhuma parecia se encaxar com a imagem daquele garoto ao seu lado, ele parecia bom demais para ser um ladrão ou mercenário, e era muito indepente para usa-las para se defender do mundo. Já o moreno estava em um pouco nervoso, tinha medo que se falasse a verdade ela o odiasse e não podia mentir para ela seria um completo desrespeito ao fato dela ter se arriscado por ele. Suspirou pesadamente, ia falar a verdade seu mestre sempre lhe falara que era melhor contar a verdade, isso fazia as pessoas ganharem confiança em você.
- Bem...eu sou um raven então fazia algum sentido que eu andasse armado né?
Nariko simplesmente não acreditava no que acabara de ouvir, Sensou era um raven? Aquilo parecia ser o cúmulo do absurdo.
-Sensou, você tá me sacaneando? Se você é um raven eu sou a líder dos filhos da Escuridão...
Ela não estava só sendo cínica, estava sendo até um pouco rude. Mas não era isso que irritou o garoto, será que ele parecia tão fraco assim?Se levantou irritado, estava farto de todos não acreditarem naquilo. Se acreditavam que seu mestre era um , mesmo ele sendo muito mais frágil e andrógino do que jamais seria, por que não acreditar que ele também?! Se afastou dela chutando a neve acumulada no chão, com muita raiva mesmo. Ela o olhou, não podia deixar de sentir certa pena dele, será que ele estava falando a verdade? Não era possivél, ele era humano demais para ser um raven além do que os ravens sempre usavam máscaras...pelo menos fora isso que ela ouvira falar. Se levantou e aproximou-se dele, ele parecia muito aborrecido e irritado para ser simplesmente uma história qualquer que ele inventara.
-Você estava falando sério?
-Claro que eu estava! Eu sou um raven! Treinado desde os dez anos para ser um assasino! Só porque eu não sou um dos melhores, não quer dizer que eu não seja um! As pessoas podiam acreditar pelo menos uma vez!Tá certo que eu não me sinto bem matando as pessoas e essa foi a primeira vez que eu dei o golpe fatal mais isso não vem ao caso!
Ele estava dando um ataque, a garota teve alguma vontade de rir do jeito histérico dele. Se ele fosse uma garota, definitivamente estaria de TPM, mas como era um garoto...melhor não comentar. Quando ele finalmente parou com a crise, e a olhou, esperando que a garota falasse algo.
-Já acabou?
-Já!
_Graças a Deus!-falou ela enquanto voltava a se sentar.-Você estava bem histérico.
-HISTÉRICO?!
Nariko tapou os ouvidos com as mãos, se havia alguém naquelas montanhas além deles com certeza já ouvira os berros. Só esperava que não se metessem em mais confusão por causa disso, sem não era ela que ia ficar histérica. Sensou fechou os olhos e se pôs a contar até dez, tinha de se acalmar, nem ele sabia por que estava tão explosivo nunca na sua vida fora assim. Talvez fossem aqueles sonhos estranhos que andava tendo desde que fora mandado naquela missão. A morena se levantou, talvez fosse melhor deixa-lo uns minutos sozinho para ver se ele esfriava a cabeça.
-Eu vou ver se acho alguma coisa para alimentar a fogueira, qualquer coisa grita ok?
Ele balançou a cabeça positivamente, sem olha-la. A garota se afastou, indo em direção a uma parte mais baixa aonde haviam árvores, se sua memória não falhava. O garoto suspirou, sentia que estava esquecendo de fazer algo...só não se lembrava o que podia ser...
-SENSOU SEU IMPRESTÁVEL!
Quando o moreno sentiu duas mãos apertando seu pescoço com muita força e ouviu a voz de Sasuke, teve certeza que esquecera algo muito... muito importante.
-O que que eu fiz dessa vez?
Sasuke nunca sentira tanta raiva daquele garoto na sua vida inteira, já não bastava toda aquela confusão de "escolhidos" ainda ia ter que servir de babá para aquele idiota?! Não merecia isso, não fizera nada de errado, bem a menos que dormir com praticamente todas as ravens solteiras contasse.
-Não é o que você fez e sim oque não fez. Como você pode esqueçer algo tão simples como um relatório?!
Sensou o olhou um pouco aterrorizado, definitivamente Sasuke estava com muita raiva dele. Poucas vezes o menor tivera o desprazer de vê-lo assim, e preferia se não tivesse que ver mais vezes depois de hoje.
-Gomenasai Sasuke-sama....eu estava muito ocupado...
Ele foi jogado no chão pelo moreno mais alto, fechou os olhos devido a dor de bater com a cabeça contra a pedra. Mesmo assim não gritou nem vez nenhum som que indicasse a dor. Não ia demonstrar fraqueza justamente agora que conseguira ser mandando para campo uma missão de campo, não ia correr o risco de ser mandado de volta. Estranho o silêncio que ocorrreu por uns minutos, abriu os olhos para ver o que era. E viu Nariko postada entre ele e Sasuke, e pelo que aparentava ela estava bem furiosa.
-Saia da minha frente sua imprestável.
Ela nem pensou em quem diabos era aquele garoto metido, simplesmente lhe deu um tapa na face e se virou irritada, pusando Sensou pelo pulso e o levando montanha acima. Sensou não falava nada, apenas era puxado para longe por ela. Sorria de leve, nunca ninguém dera uma lição real naquele maldito, ficava feliz que Nariko o tivesse feito.
Vila abandonada, base do Himalaia (lado norte)-13:30
Ruki estava sentada numa cadeira antiga, com as pernas cruzadas e as maõs postas sobre as pernas. Haviam tido bastante trabalho para chegarem até aquele vilarejo sem serem notadas, especialmente pela garota ter resolvido ir até uma caverna mais acima daonde eles estavam antes, para passar a noite justamente no momento em que elas haviam ido ver como estavam as coisas, por muito pouco não haviam sido vistas. Suspirou e olhou para o outro canto da cabana aonde estavam, Elisa lia um livro, chamado "The Servant of Evil" e cantarolava alguma música estranha em japônes. Nunca procurara entender o porque da obcessão da ruiva por coisas infantis e ao mesmo tempo macabras. Mas agora que passava seus dias com ela, isto estava começando a ficar irritante demais para ela suportar calada.
-Você quer fazer o favor de ficar quieta lolita?
Desde o "incidente" com o olho na Cidade Morta de Kiri, a maior se recusava a chamar Elisa pelo nome. Elisa parou de cantar e desviou os olhos do livro, fixando-os na morena.
-Não.
Após falar isso, voltou a ler seu livro. A outra Filha da Escuridão se enfureceu, como aquela criatura conseguia ser tão absurdamente chata e irritante. Se levantou já bastante brava e gritou com a menor:
-Você tem dezenove anos Elisa! DEZENOVE! Custa agir como alguém da sua idade, mesmo que seja por apenas alguns minutos!
Dessa vez foi a ruiva que se enfureceu, fechou o livro num estalo e se levantou cheia de raiva. Gritando de volta para a maior:
-Eu ajo da maneira que eu quiser na hora que eu quiser! Você não tem o direito de se meter na maneira como eu me comporto!
-Tenho sim! Quando esses seus modos começam a me irritar e me impedir de agir da maneira como eu quero! Não sei se você sabe disso, mas as pessoas que não são mimadas e esnobes as vezes não fazem só o que querem o tempo todo!
-Dobre a língua antes de me chamar de mimada sua depravada nojenta!-gritou a mais velha, cuspindo nos pês da morena logo em seguida.
Ruki não se conteve, sempre que discutiam a ruiva colova aquele assunto no meio. Fizera tudo o que podia para não ter que usar aquela informação que obtivera a muito tempo, quando tivera um caso com uma das camareiras. Pegou a menor pelo pulso que segurava o livro, com muita força o levantou, numa demonstração da sua força.
-Você se acha muito decente falando de mim não é sua mimadinha? Mas você não é muito melhor que eu não. Acha que eu não sei que você tem uma paixão louca e obcessiva por uma raven? Que você vive desenhando ela, brincando que suas bonecas são vocês duas vivendo seu felizes para sempre? A única diferença entre nós duas,é que eu não me finjo de santinha. Você sim.
Elisa arregalou os olhos azuis, não era possivél que Ruki soubesse daquilo. Nunca niguém entrava no seu quarto, o mantinha trancado sempre. Empurrou a morena para longe com muita força, jogou o livro nela e foi correndo para o quarto que havia preparado para si, batendo a porta longo que entrara. A morena se levantou, esperava uma reação daquelas vinda da ruiva, algo bem infantil e surpreso. Suspirou e olhou a humana aterrorizada, amarrada numa cadeira no canto da sala. Ela era a dona daquela casa, responsável por manter tudo em ordem, mesmo assim tinha apenas quinze anos. Era do tipo que Ruki gostava.
-Bem pareçe que vou ter que me acalmar e me divertir. E você vai me dar essa diversão minha cara...
Ela falou enquanto se aproximava da garota com um sorriso completamente cínico nos lábios.
quarenta minutos depois
Ruki olhava a garota se afastar correndo e chorando, vestindo os trapos que haviam um dia sido suas roupas. Havia sido divertido, apenas por isso não a matara. E também porque ninguém acreditaria na história dela, por mais que fosse a mais pura verdade. Se virou para ir apra seu quarto, mas no caminho sentiu que pisara em algo estranho. Pegou o objeto, era o livro qua Elisa jogara nela mais cedo. Devia ser uma daquelas infantis bem melosas e ridículas, não esperava que a ruiva lesse qualquer coisa que mudasse o mundo ou que fosse impactante. Mesmo assim resolveu dar uma olhada para saber do que se tratava, folheu, leu algum trechos até que se deparou com a dedicativa.
"Para minha filha mais querida,
Que algum dia você encontre alguém a quem possa ser tão importante quanto a princesa desse livro era para seu servo.
Com amor...."
No lugar aonde devia estar o nome da pessoa havia uma mancha vermelha, que a morena não demorou a identificar como sendo de sangue. Suspirou, era melhor devolve-lo logo para a outra. Não que ligasse, apenas não queria que ela a despertasse no meio da noite atrás daquele troço. Caminhou até a porta do quarto e bateu duas vezes, com força o suficiente para que a outra despertasse com o barulho.
-Vá embora!
-Eu só vim devolver seu livro sua fresca!
A morena ouviu passos dentro do quarto e logo a menor abria a porta, ela estava com a maquiagem de sempre borrada devido ao ataque de choro, mas fora isso estava igualzinha como estava antes da discussão. Ela olhou a maior, e sem a menor cerimônia arrancou o livro da mão de Ruki com força.Já estava pronta para fechar a porta na cara dela, quando a morena falou algo que lhe chamou atenção.
-Você nunca beijou ninguém não é Elisa?
-Por que diabos você que saber disso?! Não é da sua conta!
Ruki riu,ia sacanear um pouco a pequena antes de ir dormir. A empurrou de leve sorrindo cínicamente.
-Se tivesse, não ia agir como uma criança de dez anos. E nem se contentar em apenas olhar a tal raven, ia fazer como eu e tomar uma atitude. Não ia correr o risco dela encontrar alguém, eu ia toma-la, mesmo que a força....você sabe né? Ia estupra-la.-Ela falou a última frase ao pé do ouvido da menor,
Elisa empurrou ela para longe, cheia de ódio e assustada. Mesmo sendo uma Filha da Escuridão, considerava fazer algo como estupro a pior coisa existente. Não sabia nem como Ruki conseguia, gritou para ela antes de bater a porta do quarto querendo distância da outra:
-EU NÃO SOU UMA TARADA IGUAL A VOCÊ!
Ruki suspirou, algum dia ia entender como aquela criança podia ser uma Filha da Escuridão, e ao mesmo tempo ser tão.... miseravelmente estranha.
Região perto da Liberty City da Ásia(Ruínas do Cairo)- 14:15
Neel estava sentada num muro quase todo derrubado, ao lado dela estava Gaara. Nenhum dos dois falava nada, o trajeto que haviam feito por si só já era exaustivo. Mas o calor intenso que fazia nas ruínas cidade os arrasava ainda mais, mas eles nem pensavam em fazer qualquer movimento em direção as mochilas para pegar água. Não por que houvesse qualquer problema, mas por puro constragimento e medo que o outro resolvesse fazer no mesmo momento e as mãos acabassem se tocando. Temari saíra, procurando um abrigo ou alguma evidência que se aproximavam da Liberty City, Neel adoraria ajudar eles mas não era permitido dar a localização...ordens da Wolf que ela preferia não comentar. As vezes tinha a impressão que ela queria que eles substituissem o lugar dos ravens na justiça mundial, mas era claro que nunca chegariam nem aos pés do que eles eram.
-Você teve que deixar a Temari ir sozinha? Ela pode se perder e sabesse lá o que tem nessas ruínas...-reclamou o ruivo num tom bem irritado- Não teria te matado ir com ela.
-Com quem você está se queixando cowboy? Comigo ou com você mesmo? Por que ela não é a minha irmã é a sua, além do que eu conheço ela há apenas um dia e alguma coisa você vive com ela. E além do que que eu saiba você é o homem aqui e devia resolver agir como um...
Ele olhou de canto para ela, porque essa libertina tinha que o incomodar tanto. Era só mais uma garota, mas cada palavra que saia da boca dela importava e ela parecia nunca estar errada, por mais que ele se forçasse a acreditar que ela estava errada sua mente simplesmente não aceitava aquela verdade, era idiotice pensar que qualquer garota especialmente aquela fizesse alguma diferença. Neel estranhou o silêncio do ruivo, o normal seria que ele tivesse devolvido o comentário de forma áspera e que os dois tivessem começado a discutir, aquele silêncio a incomodava ela não podia prever oque ia acontecer em seguida.
-Não vai responder? É um idiota mesmo.
Ele resmungou algo que ela não se deu o trabalho de ouvir, por mais que brigasse com ele, que o provocasse, nunca prestava atenção aos seus resmungos na maior parte eram coisas dispensáveis. Se levantou batendo a poeira da roupa.
-Melhor irmos ver se ela está bem.. Essa cidade é perigosa.
O rapaz se levantou e os dois começaram a caminhar pelas ruínas, Neel quase podia ver o desespero das pessoas que haviam morado ali na época das grandes catátrofes. Caminharam por uns bons minutos em silêncio, cruzando com esqueletos e ratos. Até chegarem numa praça vazia, eles viram claramente Temari pendurada de cabeça para baixo no ar. Gaara correu para ver oque era, Temari gritou:
-Não faz isso!
Mas era tarde demais... o rapaz também foi preso por algo e pendurado de cabeça para baixo. Neel suspirou, as armadilhas dos libertinos eram tolas mas ainda pegavam idiotas e desinformados. Ela merecia tomar conta deles, se sentou no chão, a qualquer momento eles iriam vir ver qual era o problema. Aí ela poderia explicar para eles por que se atrasara na volta da missão, e oque estava fazendo com dois humanos tão idiotas como aqueles dois.
-Neel!-gritou a loira um tanto irritada- Você vai deixar a gente preso aqui?
-A menos que vocês queiram que eu também fique presa, é melhor esperarmos os vigias virem aqui soltar vocês.
Temari cruzou os braços muito irritada, Gaara apenas suspirou. Sabia que aquela missão louca que sua irmã resolvera começar ia acabar levando os dois em alguma encrenca braba. Era até surpreendente que tivesse demorado tanto, olhou Neel. A única coisa boa, até ele tinha que admitir, fora conhecer a libertina louca. Ela era uma boa compania, irritante a ponto de tirar do sério, mas agora não sabia como ia ficar quando tivessem que se separar. Neel não os estava olhando, mas Temari comentou provocativa:
-Gostando de ter a Neel por perto maninho?
Ele não respondeu, apenas empurrou a irmã com um dos braços fazendo com que ela balançasse no ar. Pelo que percebera, ainda iam ficar muito tempo ali.
Torre de espionagem sul, 15:00
Sasori estava parado olhando a janela, não estava gostando daquela missão. Afinal não tinha nada de realmente interressante em ficar vigiando a Base dos Corvos. Não viam quase nada das torres, além do que daonde eles estavam não era possivél ver nada do que acontecia na Base dos Corvos. Não sabia por que estava naquela missão, que se lembrasse não fizera nada para irritar Madara. Se bem que aquele louco sádico não perdia a chance de fazer seus "subordinados" sofrerem, nem que fosse de tédio. Shin que estava sentado num banco olhando a janela oposta, falou:
-Eu vou ir numa vila próxima daqui... eu presiso de sangue.
Sasori podia sentir que o outro o olhava com sede de sangue, ativou seus fios de energia para avisar ele que podia sair pois não daria seu sangue para ele. Shin desceu as escadas impaciente, a quanto tempo não tinha o prazer de multilar alguém? Dois dias ou mais... por que aquilo parecia tão insuportável? Caminhou despreucupado na neve, indo até um local que cheirava a sangue humano. Lá havia uma garota de aproximadamente doze anos, sorriu de canto, enquanto a pobre criança se segurava nele pedindo desesperada:
-Por favor me ajude! Esse corte está doendo muito!
-Relaxe, logo toda a dor que está sentindo vai passar.
Disse o Filho da Escuridão, enquanto a pegava pelos cabelos e a puxava para cima. Retirou um pequeno canivete do bolso de trás da calça e o encostou no pescoço da garota, fazendo um pequeno corte. Ela era tão parecida com o raven que vira antes, seria especialmente prazeroso tortura-la e multila-la, era só imaginar que fazia isso com ele. Ouviu ela começar a respirar mais nervosamente e sentiu que ela tentava se debater, mas não ligou para isso. Quando suas vítimas se debatiam as coisas ficavam especialmente melhores, jogou-a no chão, e a ouviu gritar desesperada:
-Quem é você?!
Ele sorriu maniacamente e falou com uma voz igualmente enlouquecida:
-As pessoas, me conhecem como: Shin, O Multilador. Um dos Filhos da Escuridão...
Ele pode ver nos grandes olhos castanhos-escuros, pânico e desespero extremos. Aquela noite ia ser bem divertida, um prelúdio para o que faria quando econtrasse aquele garoto que tanto o atraíra novamente. A única diferença é que seus planos para ele iam muito além.
OI PESSOAL!!!!!
Eu sei que eu demorei como o que! MAis saiu mais um cap..
Ele ia ser bem maior..mas como eu preferi postar logo, para ninguém tentar me matar.
Por causa disso também eu não vou responder as reviews agora... Devo responde-las em breve..
Kissus!
E mandem reviews pelo amor de deus!
