The Hardest Part


Só pode ser brincadeira.

O que o síndico do prédio queria agora, quatro e meia da manhã?

Scorpius acordou com a cabeça latejando e a cama vazia ao seu lado. Vestiu a calça jeans jogada em algum canto da sala antes de abrir a porta e começar a xingar o filho da puta, mas era só Rose Weasley.

– O que...

Ela entrou sem esperar uma permissão.

– Precisamos conversar.

– Quatro e meia? Não podia ter esperado?

Ela o ignorou.

– Ela precisa ir a uma nova escola e quero matriculá-la em Hogwarts. Podemos dividir a mensalidade. E quando o ano letivo iniciar, se tiver algum dia, qualquer dia que você possa buscá-la da escola, diga.

Scorpius coçou a cabeça, passando as mãos nos olhos e tentando raciocinar direito. Era um sonho esquisito? Não conseguia definir. Estava com sono demais e, meio grogue, perguntou:

– Ela? Quem?

– A nossa filha!

– Zoe, claro. Você quer que eu busque Zoe da nova escola?

– Sim. E não é porque eu preciso, é porque ela precisa passar mais tempo com você.

– Ok – ele disse, pensando. – Certo. Posso fazer isso.

– Ótimo. E nos finais de semanas... saia com ela. Leve-a para assistir a um filme no cinema ou para conhecer lugares da cidade. Seja o pai dela.

As últimas palavras acordaram Scorpius como se alguém tivesse chacoalhado sua cabeça. Ele encarou a ex-namorada, sério, e notou um ar ferozmente decidido nela. Não era todo mundo que tinha um ar ferozmente decidido naquele horário da manhã.

– E não só um amigo que ela vê raramente. Brigue com ela quando ela quebrar alguma coisa, mesmo sem querer, diga que ela precisa ser mais cuidadosa. Pegue no pé dela se ela não escovar os dentes. Não a deixe totalmente sozinha. Zoe nos engana com a capacidade dela, mas ela é mais frágil que uma taça de champanhe.

Sempre havia silêncio entre eles, assim como uma barreira invisível e pesada. Difícil de decifrá-la. Eles não se odiavam, mas também não se amavam. Não mais. Só tinham uma coisa em comum agora.

Uma coisinha.

Quando Rose caminhou até a porta para ir embora, Scorpius perguntou:

– Por que não me expulsou logo de uma vez da vida da Zoe? Ela não teria que ficar se decepcionando comigo, porque eu não vou mudar, Rose. É a minha vida, é o que eu sou, e eu não sei ser um pai. Pelo menos, não um bom.

– É porque você precisa dela.

Escolas tradicionais e particulares como Hogwarts deveriam sempre ser levadas a sério. Rose sabe muito bem disso, motivo pelo qual esperava que Scorpius não se atrasasse mais nenhum minuto para a entrevista com a diretora Minerva McGonagall, marcada naquela semana para matricularem Zoe na escola.

Rose estava na grande e espaçosa sala, sentada em uma enorme e aconchegante poltrona de pano finíssimo em frente à mesa polida de madeira. Observava os quadros dos diretores que em outros anos ocupara o mesmo cargo, enquanto Minerva escrevia alguma coisa no computador, sem falar com Rose.

– Desculpe – Rose disse depois de um silêncio aparentemente cortante, enquanto ouvia o barulho do teclado. – Ele disse que estaria aqui em dez minutos.

– O horário estava marcado às oito e meia – disse a diretora. – E já são oito e cinquenta. E eu ainda tenho que entrevistar mais seis famílias esta manhã.

– Se a senhora puder me dar licença, eu consigo ligar...

A jovem secretária da escola entrou na sala para trazer Scorpius Malfoy logo atrás. Quando Scorpius passou pela moça, retribuiu o sorriso tímido dela com uma piscadinha discreta ajeitando a gravata no colarinho.

– Sr. Malfoy – McGonagall estendeu a mão a Scorpius.

– McGonagall. – Apertou com energia. – Como vai?

– Muito bem. Sente-se, sente-se.

Ele abriu o botão do paletó para se sentar na poltrona ao lado de Rose. Quando olhou para ele, viu que tinha uma marca de batom na gola da camisa branca.

– Desculpe o atraso. Justiça não pode esperar.

Rose fez esforço para não gargalhar de ironia.

– Definitivamente não. Como está o seu avô, sr. Malfoy?

– Muito bem.

– Fico feliz em saber – ela disse, distraída com algumas papeladas. Não soube dizer se ela estava sendo irônica. Nem todos gostavam de Lucius Malfoy. – Agora... – ela colocou os braços sobre a mesa e olhou de Scorpius para Rose e de Rose para Scorpius. Abriu um sorriso. – Teremos uma nova Weasley? Primeira série?

– Sim. Ela vai fazer sete anos daqui um mês – garantiu Rose.

Lendo a ficha, observou:

– Zoe Weasley?

– Sim.

– Vocês são divorciados?

Os dois se entreolharam.

– Não – Scorpius disse.

– Anulação?

– Também não.

– Muito bem. – Ela escreveu alguma coisa em seu papel. Rose tinha certeza que estava sendo julgada, mas passou anos de sua vida aprendendo a não se importar com isso. Só queria que Zoe tivesse uma boa educação em uma boa escola com bons professores. Minerva pousou a caneta e olhou para eles de novo. – Vamos falar financeiramente, agora.

Passaram os próximos vinte minutos conversando. Finalmente, quando Scorpius assinou o contrato com a escola, eles se levantaram e apertaram as mãos.

Saíram da sala e ultrapassaram o corredor em silêncio, juntos, lado a lado. Casais acompanhados com seus filhos para fazerem a matrícula estavam caminhando no mesmo espaço e Rose os observava. Aparentemente boas famílias. Famílias tradicionais. Casados e filhos depois do casamento. Quando estavam fora do alcance dos olhares e ouvidos curiosos, perto do jardim, Rose disse ironicamente:

– A justiça não pode esperar. Aparentemente, pernas abertas também não.

Scorpius colocou os óculos escuros.

– O que está sugerindo?

– Você não presta – suspirou. – É isso o que eu estou sugerindo. Eu fiquei na sala com a nossa ex-diretora por vinte minutos porque você estava ocupado fod...

– Mãe! Pai!

Zoe correu em direção a eles, interrompendo a palavra que Rose ia usar para descrever o que Scorpius fez no banheiro com uma rival de trabalho. Eram apenas negócios, mas ela não entenderia. Zoe abraçou a cintura de Rose, ficando grudada nela. Paul estava logo atrás.

– Por que ele precisou vir? – perguntou Scorpius, incomodado, para si mesmo. Fez um aceno com a cabeça quando Paul falou oi, demonstrando a mesma falta de vontade e antipatia.

– Você conheceu a escola? – perguntou Rose a Zoe.

– Eu não acredito que vou estudar aqui! Você viu a biblioteca, mãe? Você viu?

– Conheço cada canto da biblioteca – contou Rose, sorrindo. – Nós vamos almoçar daqui a pouco com o seu tio Albus, o que você quer comer?

– O tio Albus veio me ver?

– Sim! Claro, por que ele não viria?

Zoe olhou para Scorpius. Os olhos esperançosos.

– O papai também vai almoçar com a gente hoje?

– Filha, eu não vou poder. Quem sabe outro dia, almoçamos todos juntos.

– Promete?

Ele não podia prometer nada, porque sabia que a chance de não cumprir suas promessas eram enormes.

– Vem cá, quero te contar uma coisa.

Puxou a garota pela mãozinha dela para um lugar que só podiam escutar a si mesmos. Scorpius agachou-se a altura de Zoe e sorriu antes de começar a dizer.

– Eu e sua mãe combinamos. Eu vou buscar você todos os dias na aula, quando elas começarem, e passaremos mais tempo juntos. Tudo bem pra você?

Ela fez que sim. A franja caía nos olhos cinzas.

– E Paul está te tratando bem?

– Sim – ela disse sincera. – Ele faz isso pela mamãe.

Scorpius segurou um ombro dela.

Seja o pai dela.

Por que isso era tão difícil na prática?

– Está com o walkie-talkie?

– Sim. – Ela disse, aparentando um pouco de decepção. – Eu tentei falar com você hoje mas você desligou o seu.

– Eu estava em uma reunião. Importantíssima. Eu poderia ser demitido se alguém escutasse sua linda voz saindo pelo meu bolso. Imagina que loucura seria.

Zoe não riu, e olhava bem para o rosto do pai. Ela não entendia porque os adultos se preocupavam mais com trabalho.

– Eu vou almoçar agora, pai – ela disse, abraçando-o brevemente. Depois foi embora deixando Scorpius para trás.

Depois de terminar com a namorada de dois anos, suas noites só não continuaram solitárias porque Alexis Parkinson estava de volta à cidade, defendendo a vítima contra o cliente de Scorpius. Eram rivais, e a tradição exigia sexo nas semanas que ambos brigavam nos tribunais.

A cama dele rangia com o peso dos corpos enroscados nos lençóis brancos, especialmente com a necessidade que ela tinha de cavalgá-lo como se estivessem em um apocalipse. Gostava que Alexis não fosse tão falante na cama; gemia na medida certa.

Ela se inclinou para beijá-lo na boca. Quente. Scorpius trocou a posição, o suor de seu peito fazendo atrito com os seios da moça. Caiu ao seu lado quando finalizou com alívio, ofegante, e tirou a camisinha para jogar no lixo do banheiro. Tinha esgotado todas as energias do corpo dela porque Alexis ainda estava na cama quando Scorpius voltou, recuperando-se. Ela jogou os cabelos negros para trás e cobriu o belo corpo com o lençol fino.

Dividiram um cigarro quando Scorpius voltou a se deitar. Alexis estava segurando o porta-retrato que Scorpius deixava no criado-mudo.

– Quem é essa? Sua sobrinha?

– Eu tenho irmãos, por acaso? – ele ergueu a sobrancelha e Alexis o encarou.

– Ela é linda – acabou sorrindo, o que foi uma surpresa para Scorpius. Geralmente quando ele revelava que tinha uma filha, algumas saíam meio assustadas da cama dele. Alexis continuou analisando a foto de Zoe. Um retrato em preto-e-branco que tirou dela quando tinha três anos. – E se parece com você.

Scorpius tragou um pouco o cigarro, brincando distraidamente com o isqueiro. Fez uma expressão de total descrença e disse:

– Ela não se parece nada comigo. Zoe é fantástica, tem esse coração maior do que o de todo mundo que eu já conheci. Ela é incrível. – Acrescentou baixinho: – Não tem nada a ver comigo.

– E cadê a mãe dela?

– Alguns quilômetros daqui. Por que quer saber?

– Opa, só estou curiosa. Calma.

– Você sabe que a gente só fode quando estamos competindo um contra o outro no tribunal, não sabe? Não há necessidade de papinhos. Depois que eu ganhar o caso, o fogo vai apagar.

E demonstrou isso, fechando o isqueiro com um movimento rápido.

Alexis sorriu.

– Você acredita mesmo que vai vencer o caso?

– Eu sempre faço.

– Jackson matou a própria mulher, e você gasta seu tempo e energia defendendo-o.

– É o meu trabalho. Ele paga para que eu faça isso. E generosamente.

Alexis riu. Friamente.

– Como se esse fosse o motivo de você ser tão bom no que faz. Dinheiro. Até parece.

Scorpius não disse nada.

– Eu conheço você desde a faculdade – continuou a moça. – Conheço seus feitos e defeitos. Livrou incontáveis pessoas da prisão. Você sempre gostou disso. De conseguir o impossível. Provar que uma pessoa no fundo do poço, sem nenhuma chance, tem sempre uma chance. Se Miles Jackson é realmente culpado? Você está pouco se importando. Você só prova o contrário. Você prova que ele não fez. Qual o seu segredo?

O rapaz tirou o cigarro dos lábios e sussurrou o segredo no ouvido dela, arrepiando-a:

– Eu minto pra caralho. Você não?

Observando aquele sorriso irônico dele, Alexis pegou o final do cigarro e tragou um pouco para ela. Respirou antes de dizer baixinho:

– Vejo você no tribunal amanhã. – Deu-lhe um beijo no rosto e pegou sua calcinha para vesti-la. Enquanto colocava a saia e a blusa, olhou para Scorpius na cama sem camisa. Perigosamente gostoso demais para ser um bom moço. – Você tem uma linda filha. É quase triste não conseguir dizer a ela que deve se orgulhar do pai que tem. Tchau, Scorpius.

– Tchau, Alexis – ele disse fechando os olhos e contando os segundos para ouvir a porta se fechar.


Zoe brincava no chão da sala. Albus ao mesmo tempo olhava por ela e observava a prima, meio preocupado. Rose esteve com o telefone pregado na orelha nos dez últimos minutos:

– Oi mãe e pai – ela dizia, andando de um lado para o outro atrás do sofá. – É a Rose. Eu voltei pra Londres. Consegui o cargo na National Gallery, como eu sempre quis, lembram? Queria conversar com vocês. Matriculei a Zoe em Hogwarts. Me liguem quando ouvirem a mensagem. Ah, e a Zoe está mandando um beijo. Estávamos com saudades.

Ela encarou o telefone como se esperasse alguma coisa sair de dentro dele.

– Ótimo – Albus disse sorridente. – Agora você diz a mesma coisa só que com o telefone ligado.

– Pareço meio fria, não pareço? Eu devia soar mais alegre, mais solta. Parece que eu não vejo meus pais há uns dois anos.

– Você realmente não vê seus pais há uns dois anos – ele lembrou. – Última vez foi no Natal que a Dominique terminou com o namorado em pleno jantar em família e o cara até chorou.

Rose abanou a cabeça, sorrindo tristemente. Há quanto tempo não participava de um jantar em família, com todo mundo na mesa?

– Eu senti falta de vocês – disse com um suspiro. – Difícil é entrar em contato com todo mundo agora. Um em cada canto do país.

– É bom ver que vocês duas estão por perto agora, num dos cantos desse país – ele comentou, dando um apertãozinho na bochecha da Zoe antes de levantar e se aproximar de Rose. A menina estava concentrada fazendo o seu chá de mentira. – Por que teve que levá-la pra tão longe, afinal?

– Tentar a sorte de seguir com a minha vida – ela respondeu.

– Alguns acham que você fugiu.

– Posso ter fugido. Posso ter sido covarde. Não me importo com o que tenham falado nas minhas costas. Achei que era o que eu precisava fazer.

– Eu acho que você foi corajosa e a minha opinião é mais importante do que a de todos – brincou Al, abrindo os braços para um abraço forte nela. Al era esse rapaz que você podia contar para absolutamente tudo. Não era somente compreensivo, mas já passou por situações que envolviam decepcionar a família e ajudava Rose a se sentir melhor, garantindo que ninguém a odiava pelos erros que acabou cometendo, muito menos os pais.

Não que sair do armário se comparava ao erro de engravidar do namorado que todo mundo sabia que não prestava.

– Não é todo dia que as pessoas se arriscam para conseguir o que quer – continuou Al – quando aparecem obstáculos.

– Zoe nunca foi um obstáculo. Foi sempre a minha razão. Eu não posso me dar ao luxo de depender de todo mundo para ajudá-la a crescer.

– Você tem falado com o pai dela?

Foi estranho ouvir Albus se referir a Scorpius de uma forma tão fria, como se fosse incapaz até de dizer o nome. O pai dela.

– Sim – ela disse. – Claro que sim.

– Como assim claro que sim? Não é claro para mim. Ainda não entendo... como é que consegue... não odiar aquele cara.

– Al – ela ralhou aparentemente brava. Pigarreou apontando a Zoe com a cabeça. – Não fale dele assim perto dela. E não vou afastar Zoe do próprio pai.

– Compreensível. Mas vai aproximá-la mais? Você sabe que nada de bom acontece quando se aproxima muito de um Malfoy.

– Sei mais do que todo mundo. Mas não posso impedir Zoe de ter o pai dela por perto. E Scorpius sempre foi bom com ela.

– Foi bom com ela umas poucas vezes por ano desde o dia em que ela nasceu. Por que defende esse cara?

– Eu não o defendo. Só estou cansada de brigas.

Al girou o pescoço para ver Zoe quando ela se levantou e se aproximou, puxando a manga dele.

– Quer chá, tio Al?

Ele fez uma mesura exagerada. Formalmente, respondeu:

– Absolutamente, minha princesa.

Rose observou Zoe levar Albus para a mesinha, e apesar da conversa tensa que tiveram, acabou sorrindo. Não faltavam boas pessoas ao redor de Zoe, isso era verdade. Paul, Al, seu próprio irmão Hugo, e mais outros próximos primos com quem ela ainda tinha contato, incluindo Dominique – que adorava ensinar Zoe a se maquiar quando se reviam em feriados prolongados. Não havia dúvidas. Zoe era feliz. Rose criou uma garota que era feliz, mesmo que distante deles.

Mas em cada sorriso e gargalhada que sua filha dava, podia sentir que havia sempre um vazio que só a presença de Scorpius era capaz de preencher.


N/A: Então no meio do capítulo você lê que o Albus saiu do armário e fica "whaaaaaat". Aqui vai minha explicação:

- Sempre tive essa vontade secreta de escrever um Albus Severus gay numa fanfic e eu pensei que em Fix You poderia dar certo. Não que isso influenciará a história, mas quando escrevo gosto de colocar diferentes personalidades e fazendo Al assim me fez querer explorar mais ele, assim os personagens não serão excluídos ou não aparecerão a toa só porque ele é, por exemplo, Albus e primo da Rose.

- Teremos mais sobre Dominique, pois também mal escrevi sobre ela nas minhas outras fics.

- Conheceremos mais sobre os pais da Rose, a relação dela com eles, como foi que eles reagiram a tudo e estão reagindo.

- Vocês devem estar pensando: Epa, cadê os outros Malfoy? - Eu lhes digo: Paciência, e descobriremos!

- Em meio a uma proposta clichê, estou fazendo de tudo para mostrar algumas coisas diferentes. Espero que estejam gostando. Inacreditavelmente, não sou de shippar os outros primos com primos entre os Weasley, então terão vários personagens OC por aqui.

- E caso tenha alguma dúvida em relação a isso: A Rose ficou nos EUA mas nem por isso deixou de voltar algumas vezes para visitar a família, em feriados, Natais, etc. Não acho que a família Weasley teria excluído Rose, mas garanto que ela pode sentir que é bastante julgada. Por isso Scorpius também tinha algum contato (mesmo que breve) com Zoe antes de Rose voltar para Londres de vez. Além disso, existem redes sociais então Rose não é uma estranha no ninho que ressurge das cinzas :P

- E claro, eventualmente descobriremos COM DETALHES tudo o que aconteceu entre Rose e Scorpius.

Chega de me explicar, quero ouvir vocês.

Obrigada mais uma vez e até o próximo!