Capítulo IV

No final da aula segui para as masmorras, falaria logo com Malfoy e assim todo esse tormento seria resolvido logo.

Encontrei Draco sentado numa escada perto da sala de Snape. Assim que me viu, ele se levantou e disse:

"Ainda bem que você veio, Ginny. Preciso explicar tudo."

"Draco, não precisa explicar. Nosso namoro era de mentirinha, só para você conseguir conquistar essa pessoa e agora que chegamos ao nosso objetivo, acabou."

"Não, Ginny. Aquela pessoa não quer ficar comigo, você sabe que ela tem compromisso."

"Sei..."

"E também, nunca as pessoas aceitariam nosso relacionamento, quer dizer, não é normal. Meu pai me mataria se soubesse..."

"Draco, você tem que deixar de se preocupar com os outros, se depender de mim, eu apóio esse namoro." - falei, sem acreditar nas idiotices que saíam da minha boca.

"Ah, Ginny, você é minha melhor amiga!" - ele disse me abraçando.

Amiga.

Era tudo o que eu conseguia ser das pessoas.

Nada mais que isso.

Não falei nada e ele completou:

"Se você não quiser continuar com a farsa do namoro, eu entendo!"

Me desvencilhei do abraço e disse:

"Acho melhor pararmos com isso. Tipo, eu estou de olho em um rapaz aí." - falei, disfarçando o motivo real de não querer continuar.

"Ok, eu entendo." - ele falou com cara de bebê chorão.

"Ah, tá bom, vai, nós podemos continuar."

"Eu sabia que você não ia me abandonar."

Sei não...

Eu sou patética e isso é bem feito pra mim, eu não aprendo.

Depois da conversa partimos para o Salão Principal e, como de costume, Draco sentou à mesa grifinória, normalmente, como se nada tivesse acontecido.

Colin olhou para mim e eu, discretamente, revirei os olhos. No final, me despedi de Draco e puxei Colin para o Salão Principal da Grifinória.

"Miga, vocês voltaram?"

"Sim, voltamos a fingir. Colin, eu não agüento mais."

"Você devia ter dito a ele que não dava mais certo, fofa!"

"Eu até falei, mas o que posso fazer? Se ele pede com jeitinho, acabo cedendo."

"Gineca, você vai acabar se machucando, miga! Mas eu entendo, eu também faria tudo o que o Brad me pedisse."

"Brad? Quem é?"

"Brad Pitt, foufaaaaaa!!!! Acoooooorda!"

"Colin, eu estou falando sério!"

"Eu também, queridinha! Mas eu não quero ver você triste, principalmente amanhã! O dia da minha festinha de niver! Nós vamos arrasar e, se Merlim ajudar, vamos conseguir vááááários gatinhoooooos."

Putz, o aniversário do Colin, eu tinha esquecido completamente.

"Como vai fazer a festa? É proibido."

"Gi, eu tenho muitos contatos, por aqui... só algumas corujas e tudo foi acertado. Agora vamos para a aula do Snape, que eu não quero perder nenhum minuto com ele."

"Eca, Colin..."

"Ginny, ele é irresistível. Aquelas roupas pretas, aquele cabelo sexy, parece um emo de meia idade, super duper hiper mega ultra blaster lindo. Fora que acho que tenho grandes chances com ele, afinal jogamos no mesmo time."

"Como assim? Vocês jogam o quê?" - falei sem entender

"Merlim, deixa para lá, amiga. Agora vamos ou nos atrasaremos."

---------------------------Será que ele é?-----------------------------------------

No dia seguinte esperei ansiosa pela festa de Colin. Draco, Hermione e Rony não sabiam da tal festa, por isso mesmo eu poderia chutar o pau da barraca que ninguém ia ficar sabendo.

Depois do jantar me despedi de todos e comecei minha preparação para a festa. Escolhi a roupa mais provocante que eu tinha e depois de vestir o sobretudo da farda (só para disfarçar), parti para o porão do 1º andar, falei as palavras mágicas e entrei num segundo compartimento cheio de pessoas dançando. A festa já estava bombando.

Fui encontrar Colin e entreguei o presente que tinha comprado horas antes, depois comecei minha festa particular: dancei, pulei, comi e, principalmente, bebi litros e litros de whisky de fogo, ou talvez tenha sido apenas duas ou três doses que já me deixaram bem doida.

E talvez, não lembro, eu estivesse dizendo muita besteira, porque Colin ficou zangado e acabou chamando, nada mais e nada menos que Draco Malfoy para me buscar.

Sinceramente, a última pessoa que eu gostaria de ver, naquelas condições em que eu me apresentava, era ele.

Quando o vi meu coração gelou e ele foi logo dizendo:

"Vamos, Ginny."

"Eu nããão vou." - falei, tentando não enrolar as palavras.

"Ginny, vamos, a festa já acabou para você." - falou segurando meu braço com força.

Com bastante força, eu devo dizer.

"Solta, Malfoy. Quem é vozê para mandar em mim?"

Nesse momento todos da festa estavam olhando para nós e ele respondeu:

"Sou seu namorado, esqueceu?" - falou com uma cara de "ou você cala a boca ou eu te mato."

"Vozê não é nadiiiinha meu... zai pra lá e me deixa aqui..." - falei empurrando-o, sem obter muito sucesso.

Então, sem esperar tal ato de brutalidade, ele me pegou, me colocou no ombro e me levou embora.

No caminho bati nas costas dele, mas acho que ele deve ser de aço, pois não reclamou nem uma vez sequer.

Quando me colocou no chão, eu já estava menos bêbada, apesar da tontura.

"O que foi isso, Malfoy? Por que você me tirou da festa desse jeito?"

"Porque você ia começar a falar mais besteira, Weasley. O que deu nessa sua cabecinha louca para ficar bêbada na festa do seu melhor amigo?"

"Eu queria me divertir."

"E diversão para você é beber até cair no chão?"

"Sim, quer dizer, não. Ah sei lá, Malfoy."

"E outra coisa, eu não gostei nada do jeito que você falou comigo lá. O que as pessoas vão pensar? Vão pensar que nosso namoro é de mentira."

Certo.

Eu já disse que eu ainda estava um pouco bêbada, né?

Foi nesse momento que o restinho de whisky de fogo me subiu à cabeça e eu falei, desculpe, gritei:

"MAS NOSSO NAMORO É MENTIRA MESMO!"

"Ginny, fala baixo." - ele disse, assustado.

"OLHA, VOCÊ NÃO MANDA EM MIM. E É MENTIRA MESMO!!! VOCÊ SÓ QUER ME USAR PARA CONSEGUIR ESSA PESSOA AÍ. MAS EU CANSEI. EU ESTOU CANSADA DE GOSTAR DE UMA PESSOA QUE SÓ QUER ME USAR. EU SÓ POSSO MESMO SER UMA BURRA POR GOSTAR DE VOCÊ, MALFOY, CLARO QUE VOCÊ NUNCA VAI GOSTAR DE MIM. MAS AGORA BASTA DE FARSA, EU NÃO QUERO MAIS. NÃO QUERO MAIS NAMORAR VOCÊ, NÃO QUERO MAIS FALAR COM VOCÊ E, SE POSSÍVEL, NEM VER VOCÊ." - falei/gritei e subi, meio cambaleante, a escada de acesso ao salão grifinório.

Disse a senha e esperei o retrato da Mulher Gorda abrir, assim que passei pela passagem não olhei para trás, porque se olhasse, poderia me arrepender.

Na manhã seguinte quando abri os olhos vi uma silhueta sentada na minha cama, por alguns minutos pensei que fosse ele, mas assim que meus olhos entraram em foco, vi que era Colin.

"Ginny." - ele disse, segurando uma xícara.

"Colin." - falei, abraçando ele.

Assim que me sentei, senti o peso da bebedeira da noite anterior.

E ainda bem que o conteúdo da xícara, um café bem forte, me fez melhorar um pouco.

"E então?"

"Ah, amigo, foi um desastre. Eu falei besteira, terminei toda a farsa e acabei me declarando. Foi um mico. Não, foi um king kong."

"Miga, foi melhor assim."

"Tudo bem, mas eu não falei só para ele. Eu gritei, para toda a escola ouvir. Nesse minuto já deve ser primeira página do Hogwarts Journal ."

"Que nada, miga. Ainda não deu tempo de preparar, talvez só amanhã."

"Pára, Colin. Não diz isso nem de brincadeira."

"Ah queridinha, se anima! Agora você está solteiríssima e eu conheço uns bofes interessados em você."

"Eu não quero ninguém. Quero dormir e acordar só no Natal."

"Ok, miga. Mas não é possível dormir até lá, ainda está muito longe. Por enquanto, vou deixar você dormir até a hora do almoço, certo?" - ele falou e saiu logo em seguida.

Mais tarde, Colin me chamou para passear no jardim e eu aceitei. Afinal, era sábado e eu não podia ficar o dia todo dormindo.

Assim que saímos de perto dos fofoqueiros de plantão, Colin me perguntou:

"E então, se sente melhor?"

"Um pouco, minha cabeça ainda dói."

"Certo. Mas e quanto ao coração?"

"Ah, amigo, é difícil. Eu sabia que ele nunca ia gostar de mim. Tipo, é impossível, ele é gay. O máximo que ele pode ser é meu amigo. Talvez meu coração seja muito burro. Primeiro gostei do Harry, depois do Draco e os dois são gays. Agora, um casal. Isso é muito triste, amigo."

"Miga, para mim eles serem gays é ótimo, afinal eu também sou, né! Mas eu fico triste por você, acho melhor você também entrar para o time!" - vendo a minha cara, ele continuou – "Tudo bem, brincadeira. Sério, o que acho mais estranho neles é que meu 'gaydar' não detectou eles dois, e olha que eu sou infalível, não erro um."

"Mas então como você explica o beijo entre eles dois?"

"Isso eu não sei..." - falou, pensativo.

Eu também não sabia.

E fiquei sem saber durante alguns dias até que, numa manhã de sexta-feira, quando eu estava indo para a aula de transfiguração, ouvi um barulho em uma sala abandonada.

Fui até a tal sala e olhei para o motivo do barulho.

Eu devo dizer que meu coraçãozinho quase parou quando vi o motivo do "gaydar" do Colin nunca ter disparado para Draco.

Nota da Autora: Oooooooooooooooooooooooooiiiiiiiiiiiiiii!!!!!

Ha ha Ha ha Ha ha Ha ha

Gostaram do final??????

S u s p e n s e !

H i h i h i h i

Se vocês gostaram, mandem reviews, eu mereço apesar de ter demorado a postar capítulo novo, mas tava fazendo minha monografia, só agora tive tempo.

Muito obrigada pelas reviews anteriores e até loguinho com uma fic nova e, claro, capítulos novos.

Ah, e feliz ano noooooooooooooooooooovoooo!!!!!!!

Beijos,

Manu Black

N.B.: Oi, zenteeeeeeeeeeee!!! Nossa!!! Dessa vez nossa amiguenha demorou mesmo, hein??? Mas ela teve um ótemo motivo, então tá perdoada!!! Vamos comentar que é disso que ela gosta!!! Hehehehehehehe!!! E merece, tb, né??? Esse capítulo foi tudibão!!! Então, vamos dizer isso à ela!!! Não custa, não dói e nem cai a mão!!! Huahauahuahuahaua!!

Manu, amigaaaaaaaaaa!!! Amei, viu?? Vc voltou com tudo mesmo!!! Fico feliz!!! Que bom que o pior já passou!!! Hehehehehehehe!!! LOV U!!!

Bjs pra todos!!!

ChunLi Weasley Malfoy