Capítulo Três

Bella se contorceu em seu assento no silêncioso BMW preto. Seu futuro marido parecia estar tão desconfortável quanto ela, e escolheu focar sua energia em seu MP3 player. Ela tentou não estremecer quando ele, finalmente, tocou Mozart. Ela quase estremeceu novamente quando pensou em partilhar a mesma residência com ele.

Durante. Um. Ano. Inteiro.

- Você tem Black Eyed Peas?

Ele pareceu confuso com a pergunta. - Para comer?

Ela conteve um gemido. - Eu deveria imaginar que você só teria clássicos antigos. Sinatra, Bennett, Martin.

Ele permaneceu em silêncio.

- Eagles? Beatles? Só grite se algum destes nomes soarem familiares.

Seus ombros se enrijeceram. - Eu sei quem eles são. Você prefere Beethoven?

- Esqueça isso.

Eles desviaram de volta ao silêncio com um fundo de piano. Bella sabia que ele estava um tanto nervoso com a ida deles a casa de seus pais. Fingirem ser um casal amoroso não seria fácil, quando eles não podiam sequer manter uma conversa de dois minutos. Ela decidiu tentar novamente.

- Alice diz que você tem um peixe.

Essa observação foi recompensada com um olhar frio. - Sim.

- Qual é o seu nome?

- Peixe.

Ela piscou. - Você não deu mesmo um nome?

- Será que eu cometi um crime?

- Você não sabe que os animais têm sentimentos, assim como as pessoas?

- Eu não gosto de animais - disse ele.

- Por quê? Você tem medo deles?

- Claro que não.

- Você estava com medo da cobra que encontramos na floresta. Lembre-se como você não quis chegar perto, e aí você deu uma desculpa para sair?

O ar dentro do carro pareceu cair alguns graus. - Eu não estava com medo, eu não me importava. Eu disse que não gosto de animais.

Ela deu um suspiro, então se acomodou ao silêncio. Bella decidiu não contar a seu futuro marido sobre os abrigos de animais. Quando eles ficavam lotados, ela sempre levava os animais extras para sua casa até que novas vagas abrissem. Algo lhe disse que Edward teria um ataque.

A possibilidade intrigava.

- Do que você está rindo? - Perguntou ele.

- Nada. Você se lembra de tudo o que discutimos?

Ele deu um suspiro sofrido. - Sim. Nós falamos sobre todos os membros de sua família em detalhes. Eu sei os nomes e origens gerais. Pelo amor de Deus Bella, eu costumava brincar em sua casa quando éramos mais jovens.

Ela bufou. - Você só queria os cookies de chocolate da minha mãe. E você adorava me torturar e a sua irmã. Além disso, isso foi anos atrás. Você não conviveu com eles ao longo da última década.

Ela tentou reprimir a amargura, mas a facilidade com que Edward tinha derramado o seu passado sem olhar para trás deixou-a um pouco chateada.

- Falando nisso, você nunca menciona seus pais. Você tem visto seu pai ultimamente?

Ela perguntou se era possível obter queimaduras do frio que ele emanava.

- Não.

Ela esperou por mais, mas nada veio. - E sua mãe? Será que ela se casou de novo?

- Não. Eu não quero falar sobre meus pais. Não há nenhum ponto.

- Maravilhoso. O que devemos dizer a minha família sobre eles? Eles vão perguntar.

Suas palavras foram cortadas. - Conte-lhes que meu pai está em uma temporada no México e minha mãe está fora em algum lugar com seu novo namorado. Diga-lhes o que quiser. Eles não vão estar no casamento de qualquer maneira.

Ela abriu a boca, mas seu olhar de advertência disse-lhe esta conversa estava encerrada.

Bella apontou para a placa da rua próxima. - Aqui é a casa dos meus pais.

Edward parou na entrada circular e desligou o motor. Ambos estudaram a casa branca vitoriana. Mesmo do lado de fora, a estrutura irradiava calor amigável de cada pilar clássico para a varanda envolvente e graciosa. Salgueiros rodeavam as bordas da inclinação do gramado quase como na proteção. Grandes janelas com venezianas pretas espalhadas pela frente. Escuridão agora velava os sintomas da negligência devido às dificuldades financeiras. Ela deu um profundo suspiro quando a casa de sua infância se estabeleceu em torno dela como um cobertor reconfortante.

- Estamos prontos? - questionou.

Ela olhou para ele. Seu rosto foi fechando, seus olhos distantes. Ela olhou sua roupa casual em suas calças cáqui, camisa branca Calvin Klein, e sapatos de couro. Seu cabelo estava bem domado com exceção de um cacho teimoso sobre a testa. Seu peito encheu a camisa para fora. Muito bem para o seu gosto. Obviamente, ele levantou pesos. Ela se perguntou se ele tinha uma barriga tanquinho, mas o pensamento fez coisas ruins na sua barriga, para qual ela própria afastou a idéia e se concentrou em seu problema imediato.

- Parece que você esta uma pilha.

Sua expressão neutra escorregou. O canto de sua boca levantou uma polegada.

- Hmmm, Alice disse que escreve poesias.

- Nós devemos ser loucamente apaixonados. Se suspeitar de outra forma, eu não posso me casar com você, e minha mãe iria fazer da minha vida um inferno. Então coloque uma boa máscara. - Ah, e não tenha medo de tocar em mim. Eu prometo que não tenho piolhos.

- Eu não tenho medo de...

Sua respiração assobiou quando ela estendeu a mão e passou pelo fios errantes longe de seus olhos. O toque sedoso de seu cabelo quando ele deslizou por entre os dedos agradou. A expressão de choque no rosto tentou-a a continuar a carícia, deslizando a palma de sua mão por sua bochecha em câmera lenta. Sua pele parecia tanto suave e áspera ao toque.

-Vê? Não é grande coisa.

Seus lábios apertados com o que ela descobriu ser aborrecimento. Obviamente, Edward Masen olhou para ela não como uma mulher adulta, e sim como um ser humano assexuado. Como uma ameba.

Ela abriu a porta e cortou-lhe a resposta. - Hora do show.

Ele murmurou algo sob sua respiração e a seguiu.

Eles não tinham que se preocupar com tocar a campainha. Sua família saiu pela porta um a um, a varanda da frente transbordou com ela gritando com as irmãs e dois homens o avaliando. Bella já tinha ligado antes para avisá-los de seu noivado. Ela veio com uma história de ver Edward às escondidas, um romance, e um compromisso impulsivo. Ela jogou o seu passado para que seus pais acreditassem que sempre estiveram em contato ao longo dos anos como amigos.

Edward estendeu a mão, mas sua irmã se recusou. Elizabeth e Katherine lançaram-se em seus braços para um grande abraço, vibrando de uma só vez.

- Parabéns!

- Bem-vindo à família!

- Lizzy, eu disse que ele estaria lindo. Como é impressionante isso? Amigos de infância e agora marido e mulher!

- Você definiu a data do casamento?

- Posso ajudar na festa de casamento?

Edward parecia que estava prestes a saltar sobre a varanda e fazer a sua fuga. Bella caiu na gargalhada. Ela cortou as mais jovens irmãs gêmeas, puxando-as para ela num abraço.

- Parem de assustá-lo, pessoal. Eu finalmente consegui um noivo. Não estraguem isso para mim.

Elas riram. A visão da dupla de 16 anos de idade, as meninas com o cabelo castanho, os olhos azuis, e longas pernas magras pararam diante dela.

Um guincho exigente puxou a atenção para longe. Ela levantou o anjo loiro em seus pés e cobriu a sobrinha de três anos com beijos.

- Emma, a bangunceira - disse ela - diga oi à Edward . Tio Edward para você.

Emma olhou para ele com a atenção cuidadosa que apenas uma criança exala. Edward aguardava sua opinião com paciência. Então, seu rosto se abriu em um sorriso ensolarado. - Oi, Tio Edward!

Ele sorriu de volta. - Oi, Emma.

- Aprovação concedida - disse Bella. - Deixe-me fazer o resto das apresentações. Minhas irmãs gêmeas, Elizabeth e Katherine, agora todas crescidas e fora de fraldas. - Ela ignorou a dupla de gemidos e sorriu. - Minha cunhada Rosalie, e você conhece meu irmão Emmett e meus pais. Pessoal, este é Edward Masen, meu noivo.

Ela nem sequer tropeçou sobre a palavra.

Sua mãe agarrou as bochechas de Edward e deu-lhe um beijo estalado.

- Edward, você está crescido. - Ela jogou os braços em boas-vindas. - E você está tão bonito. - Bella perguntou-se isso era um toque de vermelho nas bochechas de Edward, logo descartou a idéia.

Ele limpou a garganta. - Umm, obrigado, Sra. Swan. Tem sido um longo tempo.

Emmett lhe deu um soco amigável no ombro. - Ei, Edward, não vejo você há séculos. Agora eu ouvi que você será parte da família. Parabéns!

- Obrigado.

Seu pai se aproximou e estendeu a mão. - Chame-me Charlie. - disse ele. - Eu me lembro que você ousou torturar a minha menina em muitas ocasiões. Eu acho que seu primeiro palavrão oficial saiu com você em mente.

- Eu acho que ainda tenho esse efeito. - Edward disse ironicamente. Seu pai riu.

Rosalie saiu do abraço de Emmett para dar-lhe um grande abraço. - Agora, talvez eu vou ter alguém para acabar com as chances em torno daqui - disse ela. Seus olhos verdes brilhavam. - Você pode ficar em desvantagem em reuniões de família.

- Bella riu. - Ele ainda é um homem, Rosalie. Confie em mim, ele vai ficar ao lado de Emmett a cada vez.

Emmett pegou sua esposa de volta e passou os braços em volta da cintura. - As chances estão girando, baby. Eu finalmente consegui um outro homem na casa para ser meu aliado.

Bella socou seu braço. Rosalie deu um soco no outro. Renné estalou a língua. – Emmett Swan, os homens não falam assim com as senhoras ao redor.

-Oh, que senhoras?

Renné golpeou-lhe na parte traseira. - Todo mundo para dentro. Nós vamos ter um brinde de champanhe, comer, e depois ter algum bom café expresso.

- Posso ter champanhe?

- Eu também?

Renné balançou a cabeça para as duas adolescentes implorando a seus pés.

- Vocês vão tomar suco de maçã. Eu comprei uma garrafa para esta ocasião.

- Eu também! Eu também!

Bella sorriu para a criança de olhos brilhantes em seus braços. - Ok, esguicho*. Suco de maçã para você, também. - Ela colocou a sobrinha de volta no chão e viu sua corrida para a cozinha para entrar em toda a excitação. O calor abraçando seu clã estabelecido em torno dela como um manto, e lutou com os nervos saltando em sua barriga.

Ela poderia fazer isso?

Lançar um feitiço de amor para encontrar um homem, sem nome, sem rosto com o dinheiro para salvar a sua família era uma coisa. Edward Masen em carne e osso por um ano inteiro era outra. Se seus pais suspeitassem que ela tinha feito um pacto matrimonial para salvar a casa, eles nunca iriam perdoá-la. Ou eles próprios. Com o fluxo constante de contas médicas de sua condição cardíaca, o orgulho da família os fez recusar qualquer ajuda financeira de outros. Saber que sua filha sacrificou sua integridade para socorrê-los iria quebrar seus corações.

Edward olhou com uma expressão estranha em seu rosto, como se estivesse tentando descobrir alguma coisa. Seus dedos se fecharam para não tocá-lo.

- Você está bem? - Ela perguntou.

- Eu estou bem. Vamos entrar.

Ela observou-o caminhar dentro e tentou não se sentir magoada por suas palavras cortadas. Ele já avisou que não gostava de grandes famílias. Ela não deveria ser infantil, tomando suas ações tão pessoalmente.

Ela endureceu sua determinação e seu queixo e seguiu-o. As horas se passaram com uma calorosa lasanha italiana, pão de alho com queijo fresco e ervas, e uma garrafa de Chianti. No momento em que seguiu para a sala de estar para o café expresso, um zumbido agradável cantarolava em seu sangue, alimentada pela boa comida e boa conversa. Ela olhou para Edward quando ele acomodou-se ao lado dela no sofá bege gasto a uma distância cuidadosa.

Ele escutou educadamente, riu nos lugares certos, e fez um trabalho perfeito de olhar como um cavalheiro. Só que ele não olhava nos olhos dela, afastando-se quando tentou tocá-lo, e não fazendo tudo que um noivo apaixonado deveria ser.

Charlie Swan bebeu um gole de café expresso com uma atitude casual. - Então, Edward, me fale sobre o seu trabalho.

- Pai...

- Não, está tudo bem. - Edward virou-se para seu pai. - Dreamscape é uma empresa de arquitetura que projeta edifícios no Vale do Hudson. Nós projetamos o restaurante japonês no topo da montanha em Suffern.

O rosto de seu pai se iluminou. - Ótimo lugar para comer. Renné sempre amou os jardins de lá. - Ele fez uma pausa. - Então, o que você acha das pinturas de Bella? - Ela escondeu um estremecimento.

Oh, Deus, isso era ruim. Muito ruim.

Sua pintura era uma tentativa fútil de expressão artística, e a maioria concordou.

Ela pintou mais por ela própria, terapia, do que para outros. Ela amaldiçoou-se por não deixar ele buscá-la no apartamento dela, em vez da livraria. Como um conselheiro alcoólico, Charlie parecia afinado em seus pontos fracos, como um abutre treinado e agora ele estava perfumado de sangue.

Edward manteve o sorriso colado. - Eles são fantásticos. Eu sempre disse que ela deveria pendurá-los em uma galeria.

Charlie cruzou os braços. - Você gosta deles, hein? Qual deles você mais gosta?

- Pai

- Uma paisagem. Certamente coloca você no local.

Pânico flertou nela como um leve zumbido bêbado quando seu pai notou a tensão entre eles e saiu dele como um predador. Ela deu a Edward crédito por tentar, mas ele já estava condenado antes que ele começasse. O resto de sua família sabia o que fazer e viu o processo começar.

- Ela não pinta paisagens. - As palavras pairaram no ar como um tiro de canhão. Sorriso de Edward nunca vacilou. - Ela só tentou sua mão em paisagens. Querida, você não disse a eles?

Ela lutou contra o pânico. - Não, desculpe, pai, eu não trouxe para vocês verem. Estou pintando paisagens de montanha agora.

- Você odeia paisagens.

- Não mais. - ela sorriu alegremente. - Eu tenho uma nova admiração por paisagens desde o encontro com um arquiteto.

Seu único comentário provocou um suspiro antes de continuar.

- Então, você é fã de beisebol, Edward, ou futebol?

- Ambos.

- Grande temporada para os Giants, hein? Eu estou esperando por um novo Super Bowl York. Ei, você já leu o poema novo de Bella?

- Qual?

- A um sobre a tempestade.

- Oh, sim. Eu achei que foi maravilhoso.

- Ela nunca escreveu um poema sobre uma tempestade. Ela escreve sobre experiências de vida relacionadas com o amor ou a perda. Ela nunca escreveu um poema, assim como ela nunca pintou uma paisagem.

Bella bebeu o resto de seu café expresso, e esperava que o licor chegasse logo antes do término da noite. - Umm, pai, eu só escrevi um sobre uma tempestade.

- Sério? Quer recitá-lo para nós? Sua mãe e eu ouvimos pouco do seu novo trabalho.

Ela engoliu em seco. - Bem, ele ainda está em modo de criação. Definitivamente ficará perfeito. -

- Mas você deixou Edward vê-lo.

Dor arranhou seu intestino, e ela rezou para escapar. As palmas das mãos ficaram úmidas. - Sim. Bem, Edward, talvez seja melhor irmos. É tarde e eu tenho um monte de planos de casamento para conversarmos.

Charlie apoiou os cotovelos sobre os joelhos. A corda parou e ele lançou para matar. O resto da família assistiu a morte iminente.

O olhar de simpatia no rosto de seu irmão lhe disse que não achava que haveria um casamento por mais tempo. Ele passou os braços em torno da cintura de sua esposa, como se revivendo seu próprio horror quando ele anunciou que ela estava grávida e eles íam se casar. Emma ocupou-se com Legos e ignorou a crise.

- Eu queria perguntar-lhe sobre o casamento. - disse Charlie. - Você estão apressando o casamento. Por que não dar a todos algum tempo para conhecer Edward e recebê-lo na família? Por que a pressa?

Edward tentou salvar os dois. - Eu entendo, Charlie, mas Bella e eu conversamos sobre isso e nós dois não queremos um grande barulho. Nós decidimos o que queremos para estar juntos e começar nossas vidas imediatamente.

- É, meu pai, é romântico. – Elizabeth arriscou.

Bella murmurou um obrigado, mas de repente sua mãe se uniu a seu pai.

- Eu concordo. – Renné sacudiu um pano de prato em suas mãos enquanto estava na porta da cozinha. - Vamos aproveitar o tempo. Gostaríamos muito de fazer uma festa de noivado para você e Edward poder conhecer o resto da família. Não há tempo para que todos venham no sábado. Todos os seus primos vão perder.

Charlie estalou. - Então está resolvido. Você vai adiar a data.

Renné concordou. - Excelente idéia.

Bella agarrou a mão de Edward. - Querido, eu posso falar com você no quarto por um segundo?

- Claro, querida.

Ela o arrastou pelo corredor e empurrou-o para o quarto. A porta se abriu parcialmente fechada. –Você arruinou tudo. - sussurrou furiosamente. - Eu lhe disse para fingir bem, mas você estragou tudo e agora meus pais sabem que não estamos apaixonados!

- Eu estraguei tudo? Você está agindo como numa peça estúpida, isso não é fantasia. Esta é a vida real, e eu estou fazendo o melhor que posso.

- Minhas peças não eram estúpidas. Nós fizemos um monte de dinheiro em ingressos. Eu pensei que Annie fosse excelente.

Ele bufou. - Você não pode nem cantar e lançar-se como Annie*.

- Você ainda está chateado porque eu não iria deixá-lo ser o Daddy Warbucks*.

Ele passou os 10 dedos pelos cabelos e fez um barulho no fundo de sua garganta. - Como no inferno você me fala sobre estes assuntos ridículos?

- É melhor vir com algo rápido. Deus, você não sabe como tratar uma namorada? Você agiu como se eu fosse uma estranha. Não pergunte sobre as suspeitas de meu pai!

- Você está crescida agora Bella, e ele ainda está interrogando seus namorados. Nós não precisamos de sua permissão. Nós nos casamos no sábado e se seus pais não gostarem, não podemos fazer nada.

- Eu quero que meu pai me leve até o altar!

- Não é mesmo um casamento de verdade!

- É o melhor que eu vou fazer agora! - O luto vazou por um momento quando a verdade da sua situação bateu com força total. Isso nunca será um casamento real, é algo que seria para sempre arruinado, uma vez que o anel de Edward escorregasse para o seu dedo.

Ela sempre sonhou com amor eterno, cercas brancas e toneladas de crianças. Em vez disso, ela teria dinheiro frio e duro e um marido que educadamente tolera ela.

Dane-se. Ela faria um sacrifício e não seria por causa de sua incapacidade de demonstrar emoção que ela não conseguiria atingir seu objetivo.

Ela ficou na ponta dos pés e agarrou os braços de sua camiseta. Suas unhas se cravaram em sua pele - É melhor corrigir isso. - ela sussurrou.

- O que você quer que eu faça?

Ela piscou. Seu lábio tremeu quando ela mordeu as palavras. - Faça alguma coisa, caramba! Prove para o meu pai que este será um casamento real ou...

- Bella? - O eco do seu nome derivou para a porta aberta do corredor, a voz da mãe gentil, preocupada em verificar se eles estavam bem.

- Sua mãe está vindo. - disse ele.

- Eu sei, ela provavelmente já nos ouviu discutindo. Faça alguma coisa!

- O que?

- Qualquer coisa!

- Tudo bem! - Ele agarrou-a pela cintura, arrastou o corpo dela contra o seu, e abaixou a cabeça. Seus lábios esmagaram os dela enquanto suas mãos a puxaram com força, batendo quadril contra quadril, coxa com coxa, seios no peito.

A respiração foi para fora de seus pulmões. Ela esperava um beijo, preciso controlado e calmo para mostrar a sua mãe que eles eram amantes. Em vez disso, ela teve testosterona quente e energia sexual de primeira. Ele teve os lábios quentes se fundindo nos dela. Seus dentes beliscaram. Sua língua escavou dentro e mergulhou, e com comando simples, dobrou-a de volta em seu braço para tirar a última gota de seu ser.

Ela se desligou e deu tudo de volta. Seu toque voraz, ficou bêbada em seu cheiro almiscarado e sabor, se deliciava com o comprimento duro de seu corpo quando o calor animal subiu entre eles e os empurrou sobre a borda.

Ela gemeu fundo em sua garganta. Ele deslizou seus dedos no peso de seu cabelo para segurar sua cabeça ainda quando ele continuou a sensual invasão. Seus seios ficaram pesados e cheios, e o calor líquido pulsava entre suas coxas.

- Bella, oh!

Edward arrancou sua boca da dela. Atordoada, Bella procurou em seu rosto por algum sinal de emoção, mas ele se concentrou em sua mãe. - Eu sinto muito, Renné. - Seu sorriso era irônico e totalmente masculino.

Renné riu e olhou para a filha, ainda confortável em seus braços. - Desculpe interromper. Venha se juntar a nós quando estiveram acabado. Bella ouviu passos recuando. Lentamente, o olhar de Edward viajou para baixo. Ela estremeceu. Ela esperava ver uma névoa de paixão. Em vez disso, seus olhos verdes eram claros. Seu rosto parecia calmo. Se não fosse pelo duro comprimento pressionado contra sua coxa, Bella teria pensado que o beijo não tinha afetado ele. Ela foi arrastada de volta para outro tempo e lugar, no fundo da floresta, quando seus pensamentos foram livremente abertos e sua confiança abalada. O primeiro toque de seus lábios nos dela, o cheiro do menino, da colônia subindo para suas narinas, o aperto suave de seus dedos em seus quadris quando ele a segurava.

Medo gelado escorria-lhe a espinha. Se ele risse novamente, ela jogaria para fora a coisa toda. Se ele risse ...

Seus braços soltaram e ele recuou. O silêncio surgiu entre eles como uma onda pesada ganhando velocidade e pronto para um acidente.

- Eu acho que nós resolvemos o nosso problema. - disse ele.

Ela não respondeu.

- Não é isso que você queria?

Ela enfiou o queixo para o alto e escondeu cada emoção confusa que se contorceu como cobras em sua barriga.

- Eu acho que sim.

Ele fez uma pausa, em seguida, estendeu a mão para ela. - É melhor apresentar uma frente unida.

Cinco dedos se fecharam em torno dela com uma força graciosa que trouxe lágrimas aos olhos. Ela mandou-as de volta e decidiu que ela estava em grande modo de TPM. Não havia outra razão para que um beijo de Edward Masen trouxesse tanto prazer, ainda que magoando tão profundamente.

- Você está bem?

Ela rangeu os dentes e sorriu tão brilhantemente que ela poderia ter feito um anúncio de creme dental. - É claro. Idéia brilhante, por sinal.

- Obrigado.

- Só não se endureça novamente como um cadáver lá fora. Finja que eu sou Jessica.

- Eu nunca poderia confundi-la com Jessica.

A observação cortou nela, mas se recusou a mostrar fraqueza. - Eu tenho certeza que você está certo. Mas você não é fantasia para mim também, Pretty Boy.

- Eu não quis dizer...

- Esqueça isso.- Ela levou-o de volta para a sala de estar. - Desculpe a interrupção, pessoal. Acho que é melhor irmos, já é tarde.

Todo mundo pulou para dizer adeus. Renné beijou a bochecha dela e piscou com aprovação. - Eu posso não gostar da rapidez. - ela sussurrou - mas você é uma mulher adulta. Ignora o seu pai e segue seu coração.

Sua garganta apertada. - Obrigado, mãe. Temos muito a fazer esta semana.

- Não se preocupe, querida.

Eles estavam quase na porta quando Charlie tomou uma última tentativa. – Isabella, o mínimo que poderia fazer é adiar o casamento algumas semanas para a família. Edward, com certeza você não pode discordar?

Edward colocou a mão no ombro do pai. Sua outra firmemente apertou sua noiva. - Eu entendo por que você quer que a gente espere, Charlie. Mas você vê, estou loucamente apaixonado por sua filha, e nós vamos nos casar no sábado. Nós realmente queremos a sua bênção.

Todo mundo ficou em silêncio. Mesmo Emma parou de balbuciar para assistir a cena à sua frente. Bella esperou pela explosão.

Charlie assentiu. - Tudo bem. Posso te puxar de lado por um momento?

- Pai.

- Só por um momento. - Edward seguiu Charlie para a cozinha.

Bella engoliu a preocupação quando conversou com Lizzy e Kate sobre vestidos de dama de honra. Ela teve um vislumbre da expressão séria de Edward quando ele ouviu seu pai. Depois de alguns minutos, eles apertaram as mãos e Charlie parecia um pouco apreensivo quando ele a beijou e disse adeus.

Eles disseram suas despedidas finais e entraram no carro. - O que meu pai queria?

Edward saiu com o carro e se concentrou na estrada em frente a ele. - Ele estava preocupado com o pagamento do casamento.

A culpa a agrediu em um grande golpe. Ela tinha se esquecido completamente das despesas do casamento. Claro, seu pai provavelmente assumiu que ele tinha que pagar, mesmo que os tempos tenham mudado. Suor escorreu de sua testa. - O que você disse a ele?

Edward olhou para ela. - Eu me recusei a deixá-lo pagar, e disse que se eu tivesse feito o que ele pediu e esperasse um ano, eu aceitaria seu dinheiro. Mas porque esta foi a nossa decisão de apressar o casamento, eu insistia para pagar a conta. Por isso, fizemos um bom negócio. Ele pagará por seu smoking e de seu irmão. Eu pago por todos os vestidos, incluindo os das meninas e o resto do casamento.

Ela deixou escapar o fôlego em uma corrida e estudou-o no flash dos faróis que se aproximavam. Seu rosto permaneceu inexpressivo, mas seu gesto puxou seu coração.

- Obrigada. - disse ela suavemente.

Ele engoliu seco quando suas palavras perfuraram através dele. - Não há necessidade. Eu nunca machucaria seus pais. Ninguém geralmente tem dinheiro suficiente para pagar por um casamento em uma semana. E eu entendo o orgulho da família. Eu nunca quis atirá-los nisso.

Ela sufocou a emoção quando eles dirigiram por um tempo em silêncio. Bella olhou pela janela para a escuridão. Sua oferta sugeriu uma real relação entre eles, e a fez querer mais. Ela deveria ter introduzido a sua família para uma real vida amorosa, não um casamento de mentiras, e esta noite ela percebeu que tinha feito um pacto com o diabo em troca de dinheiro. Dinheiro para salvar sua família. Ainda assim dinheiro duro e frio.

Sua voz grave quebrou o silêncio e seus pensamentos sombrios.

-Você parece chateada com a nossa noite um pouco ardente.

- Eu odeio mentir para a minha família.

- Então, por que fazer isso?

Um silêncio desconfortável resolvido entre eles.

Edward pressionou. - Porque você quer esse dinheiro? Você não parece muito entusiasmada com a idéia de se casar comigo. Você está mentindo para a sua família e realizando um casamento falso. Tudo por uma expansão nos negócios? Você poderia obter um empréstimo em um banco como a maioria das empresas fazem. Algo não está batendo.

As palavras borbulhavam e ela quase contou-lhe a verdade. A doença de seu pai logo após ele se reconciliar com a família. As impressionantes contas médicas. A luta de seu irmão para terminar a faculdade de medicina, sustentando uma nova família. As ligações intermináveis de credores, até que sua mãe não tinha escolha a não ser vender a casa já fortemente hipotecada.

E o peso da responsabilidade e desamparo de Bella realizava ao longo do caminho.

- Eu preciso do dinheiro. - disse ela simplesmente.

- Precisa? Ou o quê?

Ela fechou os olhos para a provocação. Ele queria acreditar que ela era egoísta e superficial. Nesse momento, ela percebeu que precisava de cada defesa contra este homem. Seu beijo tinha quebrado todas as ilusões de neutralidade entre eles. Seus lábios nos dela tinha abalado o fundo de sua alma, assim como a primeira vez há muito tempo atrás lá na floresta. Edward Masen rasgou através de seus muros e deixou-a vulnerável. Depois de uma semana de vida em comum, ela estaria pulando em seus ossos.

Bella não tinha outra escolha.

Ela precisava cultivar o seu ódio por ele. Se ele pensasse que ela tinha caráter duvidoso, ele iria deixá-la sozinha e ela iria embora com seu orgulho intacto e sua família inteira. Ela recusou-se a promover sua pena ou tomar sua caridade. Se ela dissesse a verdade sobre sua família, o resto de suas defesas quebrariam. Ele poderia até mesmo dar-lhe o dinheiro livre e sem compromisso, e então ela estaria para sempre em dívida com ele.

A imagem dele lançando-a em um papel de mártir para salvar Tara a sufocou com a humilhação.

Não, melhor que ele acreditasse que ela era uma insensível empresária como ele pensava. Pelo menos ele ressentido manteria a distância. Só de estar perto do homem ela acendia como um foguete, e ele que se foda se ela tomou o lugar de sua preciosa Jessica.

Seu pacto com o diabo seria em seus próprios termos.

Bella chamou em seu interior e entrou em sua segunda fase de mentiras para a noite.

- Você realmente quer saber a verdade?

- É. Eu quero saber.

- Você cresceu como o garoto do dinheiro, Pretty. Dinheiro suaviza muita infelicidade e estresse. Estou cansada de lutar como minha mãe. Eu não quero esperar mais cinco anos para expandir minha livraria. Eu não quero lidar com o interesse de bancos e dívidas, renda, razões. Eu vou usar o dinheiro para construir um café para BookCrazy e torná-lo um sucesso.

- E se falhar? Você estará de volta onde você começou.

- A propriedade é uma construção de valor e que eu possa sempre vender. E estou colocando o extra em uma carteira financeira sólida. Eu posso comprar uma pequena casa abertamente e ficar segura até o tempo de nosso casamento se dissolver.

- Por que não pedir $200.000? Ou até mais? Por que não me apertar até secar?

Ela encolheu os ombros. - Eu estimo que $150 será suficiente para me dar tudo que eu quero. Se eu quisesse que você me desse mais dinheiro, eu teria perguntado. Afinal, diferente de lidar com a minha família, é um negócio muito fácil. Eu só tenho que me casar com você.

- Eu acho que você é mais lógica do que eu pensava. - A declaração deveria ter sido um elogio. Ela queimou com a humilhação, mas sabia que ele tinha comprado a distância desesperadamente necessária. Naturalmente, o preço era de sua personagem. Mas lembrou-se da meta e permaneceu em silêncio. Ele guiou até seu apartamento. Ela abriu a porta do carro e pegou sua bolsa. - Eu convidaria você para subir, mas eu acho que nós ficaremos juntos o suficiente no próximo ano.

Ele acenou com a cabeça. - Boa noite. Estarei em contato. Faça o que quiser com o casamento e deixe-me saber onde e quando eu devo aparecer.

- Tudo bem. Até mais.

- Até mais.

Entrou em seu apartamento, fechou a porta atrás dela e deslizou para baixo, até que ela caiu no chão.

Em seguida, chorou.

...

Edward observou-a entrar em segurança em seu loft e esperou a luz acender. O ronronar baixo da BMW era o único som a quebrar o silêncio.

Seu aborrecimento em sua admissão cega incomodava. Por que ele se importava se ela queria o dinheiro? Foi uma motivação perfeita para mantê-los por meio do próximo ano, sem danos. Ele precisava manter a distância. Seus pais causaram um desejo perigoso que borbulhou dentro. Ele rapidamente esmagou a emoção, mas a idéia de que ele ainda conservava algum raio de esperança em ter uma família normal o irritou.

Talvez fosse o jeito que ela o olhou esta noite. Ela prendeu o cabelo para cima, e teimosos cachos castanho arruivados escapando dos grampos para colocar em seu rosto e seu pescoço. Sua pele parecia quente ao toque, ligeiramente corada com prazer de estar próximo de sua família. Ela sorriu facilmente, seus lábios cheios e relaxados.

Ele queria mergulhar de cabeça e provar o que havia por baixo daqueles lábios rosados. Queria enfiar a língua dentro e profundo. O material confortável de sua calça jeans exibiu a curva de suas nádegas e o balanço de seus quadris. Um sutien rosa embaixo de sua camisa abotoada parecia conservador o suficiente, até que ela se inclinou para frente e Edward teve um vislumbre da renda rosa pálida em seus peitos cheios. A imagem queimava através de sua mente e arrasou com sua concentração. Ele passou a maior parte da noite tentando fazer com que ela se abaixasse para dar uma espiada.

Assim como um adolescente com tesão.

A dor lançou nele e ele girou longe do meio-fio. Seu temperamento estava como o de um pit bull temperamental. Ela incomodava profundamente suas vísceras. Assim fez a sua família. Ele se lembrou de como era amar sua mãe. Lembrou-se da culpa quando ele desejava que sua própria mãe desaparecesse e o deixasse com Renné Swan. Lembrou-se da velha dor de estar fora de controle em um mundo que as crianças não deveriam ficar sozinha. Lembrava das coisas que ele prometeu nunca desenterrar. Casamento. Crianças. A conexão causou uma dor rasgando de forma que ninguém merecia.

Ele tinha erguido paredes para Bella não detectar eventuais momentos de fraqueza. Se ela suspeitasse que ele a desejava de alguma forma, as regras seriam alteradas. Ele não tinha a intenção de uma mulher ter qualquer poder sobre ele.

Até o beijo.

Edward murmurou uma maldição alta. Ele se lembrou de como sua respiração veio em suspiros agitados e seus olhos estalaram. A camisa finalmente se abriu o suficiente para ele perceber a carne madura envolta na renda rosa. Ele tinha sido preparado para afastá-la, e então ela se agarrou nele até sua mãe chamar. Não era culpa dele que tinha que usar seu charme para salvar seu negócio.

Sua boca, quente e úmida abriu sob a sua, seu sabor doce inundou seus sentidos, e o aroma de baunilha o enlouqueceu e ele queria uivar para a lua. Ele sabia que ela finalmente aproximou seu sexo da mesma forma que ele se aproximou, sem reservas. Exigente. Forte. Apaixonado.

Ele estava tão ferrado. E não de uma boa maneira.

Mas ela nunca saberia. Ele teria a certeza de filtrar o rosto para um vazio nada, embora sua ereção sobressaindo gritou que ele era um mentiroso. Não importa. Edward se recusou a quebrar as regras. Bella foi uma mulher que viveu na luz, e nunca estaria feliz com o acordo que ele tinha proposto quando ele era criança.

Um ano será suficiente.

Ele esperava conseguir ficar inteiro.


* Esguicho - Personagem de uma tartaruguinha do filme Procurando Nemo.(Disney)

* Daddy Warbucks, Annie - Peronagens da série americana " As aventuras de Little Orphan Annie" .


Obrigada a todas pelo comentários. Então, o que estão achando? Deixe-me saber!

Tendo reviews eu volto na segunda.

Um ótimo Carnaval a todas!

Bjos.

Nat Krauss :)