Acaba aqui galera. Fanfic mais curta, mais boba também. Obrigada por lerem, e é isso aí.
Agora eu continuo The Fall, se Deus quiser.
Cap. 4 – Um presente de última hora.
Você sabe as mentiras que eles sempre te contaram
E o amor você nunca conheceu
Quais são as coisas que eles nunca te mostraram
E que engoliram a luz do sol
De dentro do seu quarto, yeah
O fato de ter sido naquele dia, tornara a gravidez algo muito mais emocionante para ambos. Ela fizera com que ele prometesse que não comprariam roupas juntos de forma alguma, mas não foi o que aconteceu. Ela ligava para ele, pedia opinião, e então ele acabava saindo com ela para comprar macacões e outros apetrechos em cores unissex.
Ele também ajudava no quesito comida saudável, por já conhecer um pouco mais da rotina de uma grávida.
E iam a consultas, esperançosos, querendo saber o sexo da criança.
Numa dessas, o médico afirmou ser uma menina plenamente saudável.
Tudo ia muito bem.
O primeiro chute foi uma das coisas mais emocionantes da vida de Lisbon. Ver Jane perdido em lágrimas enquanto encostava a cabeça em seu ventre foi simplesmente digno de um sonho. Seus olhos também lacrimejaram e ela sentiu uma felicidade incalculável explodir em seu coração. Pela primeira vez sentia que seu bebê, sua garotinha, estava viva dentro dela, e ansiava por conhecer os pais – separados.
- Senhor…
O médico cortou as memórias de Jane. As lembranças que hoje tornavam tudo muito mais difícil.
- Ah, sim… como está Lisbon?
- Ainda é difícil dizer. Ela perdeu muito sangue. Está sob observação, mas já pode receber visitas. Mas há uma boa notícia.
- Boa notícia…?
- Os hormônios que a senhorita Lisbon usou para engravidar criaram uma gravidez dupla. O outro feto é pequeno, tem peso muito abaixo do normal, mas é relativamente saudável. Nós conseguimos salvá-lo. Ao que tudo indica, essa gravidez seguirá normalmente. Aparentemente, graças ao tamanho e à posição, não apareceu no ultra-som.
O corpo de Jane se inflamou. Uma chama pareceu nascer dentro dele
Às vezes, quando a vida te derruba do mais alto degrau, ela brinca com você e te traz de volta. Como uma pessoa morta, revivida pelo choque elétrico de um raio.
- Posso… vê-la?
- Claro. A propósito, o feto é um menino.
- Lisbon já sabe disso?
- Ela acordou há alguns minutos, não contamos ainda. Se quiser, pode dar a notícia.
- Seria perfeito…
Hightower acompanhou Jane e o médico de perto. No meio do caminho, pediu para que esperassem.
- Acho que esse momento é de vocês dois. – disse ela. – Eu só preciso saber uma coisa antes de ir.
- Mark viu Lisbon grávida. – disse Jane, rapidamente. – Achou que era dele. Ficou desesperado. Lisbon é policial, e ele era casado. Ficou louco. Foi pra casa dela. Ela se trancou num banheiro e me ligou. Disse onde estava sua arma. Eu corri até lá e atirei no maldito. Trouxe Lisbon pra cá com uma faca no ombro e um hematoma no ventre.
Hightower engoliu em seco.
- Na verdade, eu ia lhe perguntar… se posso confiar que cuidará de Lisbon.
Jane a olhou sério por um tempo, tentando entender a mudança de opinião.
- Está me demitindo.
- Pelo bem dela e dessa criança.
Jane voltou e a abraçou com sinceridade.
- Obrigado.
Ela fez que sim com a cabeça, permitindo que os dois seguissem o caminho até a maternidade.
Lisbon estava extremamente pálida. Seus lábios estavam brancos como o resto da pele. Ainda zonza, os olhos estavam molhados. Recebia soro na veia. Apática, doente, triste. Um enorme curativo no ombro.
Jane entrou no quarto lentamente, receoso. Parou ao lado dela.
Ela mal ergueu os olhos para olhá-lo. Em partes porque não tinha força. Mas a verdade é que não conseguia encará-lo.
- Perdi minha menina, não perdi? – ela perguntou, com a voz fraca e quase inaudível.
- Lisbon, há algo que quero te falar.
- Eu a perdi, não perdi?
- Sim. – ele disse, fracamente, olhos também tomados de lágrimas – Mas… há algo que não sabíamos.
Ao ouvir o sim, ela começara a chorar terrivelmente, uma dor horrível tomando conta de si.
- Lisbon… você estava tendo uma gravidez dupla.
Quando se deu conta do que ouvira, ela o encarou, limpou as lágrimas, inutilmente, pois novas rolaram.
- Um presente de última hora, Lisbon. – ele tocou o ventre dela com carinho – Feliz Natal.
Ela perdeu a fala. Por muito tempo não soube o que dizer ou o que fazer. Mas então o instinto maternal tomou conta e ela começou a alisar o ventre saltado com alegria.
- Isso… é verdade? - seus olhos brilhavam.
- Sim. E é um menino. – Jane sorriu.
Lisbon deu uma risada misturada com o choro.
- Vamos precisar redecorar e comprar roupas de menino.
- Sim. – concordou Jane, rindo como ela.
Ela sorriu, ainda chorando, e olhou para Jane.
- Apesar da tristeza por perder minha garotinha… Estou feliz. Muito feliz.
Ele fez que sim, como se concordasse. Em seguida se levantou, girou nos calcanhares, coçou o rosto e procurou formas de dizer o que diria.
Então se ajoelhou novamente ao lado dela e, tocando seu braço gentilmente, começou:
- Lisbon, eu quero me tornar pra você o que você se tornou pra mim.
- O que?
- Tudo.
Chocada, ela demorou alguns segundos pra conseguir falar alguma coisa.
- O que quer dizer?
- Sei que sua intenção era ser mãe solteira, mas… pais separados não são bons exemplos pros filhos.
- Está propondo…?
- Que criemos esse garoto juntos, como uma família.
Lisbon usou a mão livre para deslizar a mão pelo rosto de Jane, acarinhando-o. Ele beijou as costas da mão dela quando esta esteve ao seu alcance.
- Obrigada.
- Obrigada nada. Vai ter que me suportar.
- Já te suportei muito tempo.
- Sabe, poderíamos ter outro. Ou outros.
- Outros?
- É. Uma penca de filhos.
- E eu tenho cara de parideira?
Ele riu e beijou a testa dela. Em seguida, seu ventre.
- Acho que estou meio bobo de me tornar pai.
- Por que?
- Porque estou com uma vontade louca de dizer que te amo desesperadamente.
- Então somos dois bobos.
Um beijo.
Tudo porque eu sou
Chegando aqui os anos se reviraram
E os anjos caem sem você estar lá
E eu continuarei te trazendo pra casa
Tudo porque eu sou...
Tudo porque eu sou...
E eu me tornarei
O que você se tornou pra mim
Certos diálogos ficam melhores em inglês, não acham?
Quando passo por português fica meio fraco =/
Well, é isso aí. Espero não ter desapontado muita gente.
See ya o/
