Inuyasha nãopodia se mover. Não com a boca quente de Kagome se movendo suavemente, hesitante sobre a dele. Assim, ele apenas ficou lá, com os punhos cerrados ao lado do corpo, enquanto lutava contra a vontade de puxá-la para perto e perder-se em seu beijo.
Ele sempre havia se perguntado sobre como seria o inferno. Agora sabia. O inferno era ter o uma linda mulher atirando-se sobre ele, com suas curvas exuberantes ajustando-se a seu corpo, enquanto fazia o possível para arrancar uma reação dele.
O inferno estava sendo incapaz de fazê-lo tomar para si o que ele tinha acabado de descobrir que desejava desesperadamente.
Ela recuou o suficiente para sussurrar
— Beije-me.
As palavras dela fizeram os lábios dele vibrar e a respiração dos dois se misturar. O corpo dele se enrijeceu. Amaldiçoando sua fraqueza, ignorou o sinal de alerta que ecoava em seu cérebro e fez a única coisa que podia fazer: retribuir o beijo.
Talvez beijo não seja a palavra mais adequada para descrever aquilo, pois o que de fato fez foi devorá-la.
Com sua boca sobre a dela, ele a imprensou contra a porta. Então deslizou sua língua contra os lábios dela até que os abriu para ele. Quando a ponta de sua língua tocou a dela, gemeu e a envolveu colocando um braço ao redor da cintura, puxando-a com força para ele, suas curvas suaves moldando o seu corpo.
Mas não foi o suficiente. Ele queria mais, mais de Kagome.
Seus olhos se abriram e ele se jogou para longe dela, com a respiração irregular e seu pulso acelerado.
E como não conseguia olhar para ela sem querer tê-la de volta em seus braços, ele lhe virou as costas e esfregou a mão trêmula sobre o rosto. O que havia de errado com ele? Como poderia beijá-la assim, sem pensar, sem considerar que eles estavam na varanda da frente da casa dos pais dela ou que ela era irmã de seu melhor amigo?
Um beijo, e ele tinha perdido a cabeça e a capacidade de ser racional. Se não fosse cuidadoso, a doce Kagome Higurashi poderia ser a sua ruína.
— Você está bem? — ela perguntou, colocando a mão em seu ombro.
Ele se desvencilhou da mão em seu ombro e a encarou.
— Sinto muito. Eu não deveria ter... não deveríamos... — Ele fechou os olhos, respirou e contou até dez. Abriu os olhos e encontrou o olhar dela. — Nós não podemos fazer isso. Não está certo.
— Nós somos dois adultos solteiros — alegou, naquele tom baixo e sexy que estava começando a amar tanto quanto odiar. — O que há de errado nisso?
Ele não tinha resposta. Como poderia pensar direito tendo-a diante dele parecendo tão sexy com a boca marcada pelo beijo e o cabelo despenteado?
Ele deu meio passo na direção dela, mas parou antes de tocá-la. Podia fazer isso. Podia resistir. Ok, nunca resistiu a uma linda mulher se insinuando para ele, mas sempre há uma primeira vez para tudo.
Ele enfiou as mãos nos bolsos do paletó, só para colocá-las em um lugar seguro.
Diante daquele silêncio prolongado, os olhos cinzentos dela se encheram de mágoa. — Você não... você não me quer?
Ele abriu a boca para dizer que não. Que eles eram amigos e nada mais.
Por um instante, uma sensação de pânico o dominou, pois não conseguia formular a frase que precisava dizer, mas não porque sabia que suas palavras a magoariam. Embora preferisse ter suas unhas arrancadas a fazer isso, naquele momento, estava convicto de que sofrer agora seria melhor para ela do que ter uma vida inteira de sofrimento pela frente. Mas não conseguia falar porque não queria mentir para ela. Pena que tinha que o fazer.
— Eu não quero você. — De alguma maneira, ele forçou as palavras para fora mesmo com um nó na garganta. — Não gosto de você dessa forma.
— Então você não se sente nem um pouco atraído por mim?
Sentir a dor e o embaraço na voz dela era à morte para ele. Era horrível saber que suas palavras a estavam ferindo, magoando, mas era preciso fazer isso. Ele não podia permitir que ela pensasse em coisas que não eram verdadeiras, que tivesse esperança em algo que não iria acontecer; que ele nunca permitiria que acontecesse.
Ele suspirou, sua respiração saindo em rajadas geladas. — Ouça — disse ele, mantendo seu tom suave para não a ferir fundo demais, mas também para não chamar a atenção de alguém da casa sobre o que estava acontecendo lá fora.
— Você é uma linda mulher. Você tem tanta coisa boa acontecendo. E um dia vai encontrar o cara perfeito.
Sim, algum sujeito perfeito, sem nome, sem rosto, com nível universitário, que iria fazê-la rir. Alguém que iria poder ver o brilho em seus olhos quando ela contasse sobre o parto de um bebê saudável. Alguém que iria abraçá-la e secar suas lágrimas quando um parto desse errado.
Inuyasha rangeu os dentes. Droga, era seu dever estar lá nos momentos bons e ruins de Kagome. Mas não deveria ser. Essa era a questão. Eles eram amigos. Ponto. E depois que ela encontrasse esse cara perfeito, Inuyasha poderia se esquecer de encontrar Kagome para tomar um café ou almoçar. E todas as vezes que por acaso estava "passando por perto" do hospital onde ela trabalhava? Nunca mais nada disso seria possível. Ela estaria com seu novo cara perfeito. E Inuyasha já começava a odiar esse babaca.
Mas era melhor assim Kagome era o tipo de mulher para casar, e ele não estava pronto para sossegar. Ele não sabia se jamais estaria pronto para assumir um compromisso. Não queria se arriscar a ser um homem que age como seu pai agiu.
— Sinto muito — disse ele. — Eu não tive a intenção de lhe dar uma impressão errada, mas você tem que saber que eu penso em você como uma amiga. — Quando bufou, ele acrescentou — Uma boa amigo. Praticamente uma... irmãzinha. Sinto muito — repetiu sem convicção.
— Oh, você sente muito, tudo bem — disse ela. Mas para sua surpresa, sorriu. Sorriu como se tivesse acabado de ouvir a melhor piada do mundo. — Você também é um mentiroso.
Kagome não conseguia segurar o riso ao ver as expressões que cruzavam o rosto de Inuyasha: confusão, indignação... E demonstrava medo o suficiente para fazê-la sentir muito bem como mulher.
Oh, sim Ele estava com medo dela. Na melhor maneira possível, o que comprovou quando se aproximou e ele recuou até bater na porta.
— Pare com isso — ele ordenou, com as sobrancelhas abaixadas. — Isto não é um jogo. Eu sei que sua mãe não lhe ensinou a brincar assim com os homens.
— Isso mesmo, você sabe. Você me conhece, provavelmente melhor do que qualquer outra pessoa. É por isso que você deveria saber que eu não estou fazendo um jogo.
Ela reduziu a distância entre eles, mas não o tocou. Ele enrijeceu como se ela estivesse vindo para cima dele com um facão. Ela queria dizer a ele a verdade, confessar seus sentimentos, mas sabia que iria assustá-lo ainda mais e talvez acabar com qualquer possibilidade. Então, decidiu pegar leve, simplificar as coisas, de forma que mesmo o homem mais cabeça-dura poderia entender.
— Sempre houve uma... conexão entre nós. Uma conexão que cresceu ao longo dos últimos anos. Eu me sinto atraída por você e, apesar de você afirmar o contrário, eu acho que você se sente atraído por mim. Acho que devemos explorar isso... — Ela fez um gesto entre eles. — Seja o que for que existe entre nós, devemos ver aonde isso nos levará.
Ele foi se afastando em direção às escadas.
— Por favor, Kagome, não faça isso. — A súplica em sua voz à fez recuar. — Qualquer coisa entre nós seria um erro. Quando você dormir um pouco e o álcool deixar seu corpo, você também vai concordar. Se algo vier a acontecer entre nós, seria o fim de nossa amizade — disse em voz baixa e com tanta convicção, que ela quase acreditou nele. — É isso que você quer?
A sua mente se encheu de dúvida, dizia-lhe que ela talvez tivesse se enganado durante todos esses anos e que isso poderia ser um desastre, que talvez seus sentimentos por ele não passassem de resquícios de uma paixão de infância.
— Não, eu não quero que a nossa amizade acabe — admitiu baixinho, torcendo para que ele não sentisse a preocupação em sua voz. Kagome então rezou para que não estivesse cometendo um erro por finalmente admitir a verdade. — O que eu quero, Inuyasha, é você.
Oi pessoal, aqui está mais um capítulo dessa história que eu adoro hahaha essa Kag é fogo, será que ela vai domar esse Inuyasha? Quando eu posto um capítulo, eu espero uns dois ou três dias para postar o próximo, mas isso varia caso tenha mais reviews, e eu vejo que o pessoal está lendo e tals. Mas nunca vai passar desse tempo, tendo ou não reviews ok? Beijinhos, espero que gostem..
Karorochan - Aquuui mais um cap pra você pirar hahahahaha
Luisa - Ela é toda cheia de atitude né? Me divirto muito com ela e com o desespero dele hahahaha
Samisam - Muuuito obrigada Sami, fico muito feliz por saber disso..espero que goste deste cap.
Pam - Muito obrigada linda, é uma adaptação, então eu sempre tento inserir detalhes dos personagens da Kag e do Inu, e sim, vai ter um pouco de hentai, aliás, uma hora esses dois vão explodir hahahahah Um Inuyasha deste seria tudo de bom né? Eu tenho o meu, que me inspira muito em tudo, e tenho certeza que você irá encontrar o teu. Quando postar sua história, me fale, vou amar ler. Espero que goste deste cap.
