A fic é atualizada "constantemente" apenas no Nyah!, mas devido a pedidos, e porque muita gente não gosta de ler no Nyah, vou atualizar por aqui. Esse é o primeiro de mais três capítulos que postarei hoje. Conto com a review de vocês! ;D

PS.: As usual, a fic é sob Edward's POV.


CAPITULO 2 PARTE 2 – Silly Bet...

Isabella entrou no carro completamente ensopada, com sacos pretos na mão. Estremeci.

Alice, faça uma loucura!

...

Não disse nada. Minhas pernas começaram a se sacudir como se estivessem exageradamente trêmulas. Ela voltou a dirigir e pude ouvir seu riso maligno. Depois de minutos, vi Rosalie e seu guarda-chuva nada discreto, empurrou Emmett – que estava com um pedaço de madeira nas mãos – até o asfalto, na chuva. A picape freou bruscamente.

Esse era o plano de Alice?

Emmett me fitou, assustado, indicando pra que eu saísse do carro. Eu faria isso de qualquer forma. Agarrei minha mochila no painel, abri a porta do carro e saí na chuva fria, correndo como uma criança desesperada em direção à floresta sem parar ou olhar para trás porque ouvi passos atrás de mim. Provavelmente ela estava me seguindo com seus machados e sacos pretos. Braços me agarraram por trás e eu não pude fazer nada, além de gritar.

Minha garganta doeu e tudo ficou escuro.

...

Abri meus olhos tentando identificar onde eu estava, senti minha garganta doer e arder. Tattei ao redor. Macio. Minha cama. Meu quarto.

– Que bom que acordou, não foi bom para o meu coração ver você desacordado por tanto tempo.

– Mãe? – eu tinha morrido? Lembro perfeitamente de quanto eu era pequeno, queria que meu anjo da guarda fosse minha mãe. – Eu tô no céu?

– Os analgésicos foram mais fortes do que pensei. Edward, tente se sentar.

Me recostei à cabeceira, minhas mãos arderam e minha cabeça girou. Senti as mãos geladas em minha testa, pescoço e pulso. Eu estava vivo! Vivo! Mas como se...

– Quantos dedos tem aqui, filho?

Foquei meus olhos em seus dedos. – Três.

– Dois. Deby exagerou nos analgésicos, vou adverti-la assim que possível.

– Minha cabeça dói. – grunhi tocando o lugar onde latejava.

– Bateu com a cabeça quando caiu no chão? – perguntou com profissionalismo.

– Não que eu me lembre.

– Ele deve estar confuso, mamãe. Deixa que eu cuido dele, tá na hora do papai chegar. – Alice entrou com tudo no quarto, piscando para a minha mãe.

– Se sentir qualquer coisa, me diga, Edward. – beijou minha testa, saindo do quarto.

A próxima coisa que senti foi a mão de Alice voando em direção ao meu braço.

– Ei!

– Shh! – tapou minha boca. – Quer que a mamãe volte aqui e pergunte por que você estava todo molhado e cheio de folha seca e cascalho. Você não deveria ter corrido para a floresta! Emmett correu atrás de você até que o encontrasse caído no chão. – soltou em um só fôlego.

– Então não era ela atrás de mim? – cocei a testa. Minha garganta ainda doía e meu olho latejava.

– Não. Quer dizer, mais ou menos, ela saiu atrás de vocês, mas Emm foi mais rápido.

Deixei meu corpo cair na cama de novo. Tinha sido por pouco.

Garotos, o jantar está na mesa!

– Já estou indo, mamãe! – Alice saiu do quarto saltitando.

Depois de vestir meu pijama, desci as escadas, entrando na sala de jantar e me sentei na cadeira de sempre, ao lado de Alice, de frente para Emmett. Ouvi meu pai gargalhar em algum canto da casa.

– Onde está o papai?

– No telefone.

Poucos segundos depois, ele apareceu, sentando-se à mesa e respondendo a pergunta muda de todos.

– Era Bella. Queria saber se Edward estava bem, e perguntar sobre um medicamento. Aliás, Edward, como está seu olho? – avaliou meu rosto com seus olhos de médico.

– Estaria melhor se eu não tivesse levado um soco. Aquela garota é louca.

– Edward! – Esme me repreendeu.

– Não concordo com ela, mas esse é o jeito de Bella de lidar com as coisas, eu já tive a idade de vocês, sei como a impulsividade funciona. Se fosse mais atento, não teria causado um acidente, Edward, e muito menos estaria com o olho roxo. – meu pai estava me passando um sermão calmamente, enquanto comia seu bolo de carne.

– Está defendendo ela?

– Não. Estou apenas afirmando que ela errou em te dar um soco, e você errou em não prestar atenção nas coisas ao seu redor. Mesmo em Forks, lidar com carros e trânsito é algo sério, filho. Já parou para pensar que você ou Bella poderiam estar feridos gravemente? Ou estarem em uma situação que me recuso a pensar. E outra, não o criei para ofender as pessoas, isso vale para todos vocês, portanto, não quero ouvir alguém falando por aí que estão ofendendo Bella ou qualquer outra pessoa.

– Acho ela maneira. – Emmett opinou.

Olhei para ele com indignação.

– Qual é, aqueles piercings são legais. – deu de ombros, voltando a comer.

– Não vão ganhar nada falando de outras pessoas. Assunto encerrado, voltem a comer, e você Edward, assim que terminar teremos uma conversa, você, seu pai e eu. – mamãe ordenou.

Naquela noite acordei suando e com o olho doendo, no meu pesadelo Bella havia me dado um soco, mas um soco por eu tentar beijá-la. Totalmente ridículo.

...

Minhas aulas pela manhã se seguiram normais, nem sinal de Isabella. A parte da tarde foi dedicada ao treino semanal de basquete, tínhamos sido eliminados na fase de classificação, então durante dois meses teríamos apenas treinos semanais.

– E aí, Cullen, é verdade que a novata estranha fez isso no seu olho? – Dave perguntou, enquanto andávamos em direção ao vestiário.

– Eu bati na moto dela, e então aquela louca me socou. Você sabe, eu não sou a favor de bater em mulheres. – dei de ombros.

– Ela é realmente estranha, e a Jéssica disse que quer ser sua enfermeira. Qual é o lance entre vocês? Já pediu permissão aos pais dela? – Eric se intrometeu.

– Ah cara, a Jéssica é um bom partido, e tem mais, é gostosa pra caramba.

– Não tem um lance. Não estou a fim dela. – joguei minhas roupas sujas no cesto, entrando em um dos "boxes" abertos do vestiário.

Desliguei o chuveiro, pegando minha toalha ao lado para me enxugar quando ouvi gritos dos caras que estavam espalhados pelo vestiário, dei de ombros, provavelmente alguém com cueca de patinhos. Mas não era. Ela. Ali. Num vestiário cheio de caras pelados, o que...? Caminhava pisando duro em seus coturnos em minha direção, quando pensei em fugir, suas duas mãos agarraram meus ombros, jogando meu corpo contra a parede gelada.

Seus olhos brilhavam de raiva, tinha certeza, o plano de Alice de me fazer escapar dela só dera certo ontem. Não consegui me mover. Isabella não era muito mais baixa que eu, então apenas levantou um pouco os pés. Seu rosto emparelhado ao meu, o nariz gelado tocando o meu, engoli seco quando sua boca se moveu em meu ouvido, o hálito gelado me arrepiou.

– Sabe o que aconteceria se você fosse encontrado morto naquela maldita floresta? Provavelmente agora eu estaria presa e com a vida fodida. Não pense que pode me fazer de idiota, Edward. A próxima vez que me julgar novamente, isso – colocou o joelho entre minhas pernas, eu podia sentir o tecido grosso do jeans no buddy e a pressão ali. – vai para o espaço, e você não vai poder se divertir com alguma puritana de Forks. – se afastou bruscamente, me fazendo cair sentado ali.

– Sábado às dez na sua casa, Cullen. E não ouse fugir, estou de olho em você. – saiu sendo acompanhada pelo olhar de todos ali.

Olhei para meu quadril nu, parece que mais alguém ali tinha ficado com medo.

...

Sexta-feira pela manhã estávamos todos no estacionamento, meu Volvo tinha sido mandado de volta para a fábrica para o conserto e então quando voltasse eu ficaria mais um mês sem ele. Ou seja, viveria de caronas, o que era péssimo quando se tinha dois casais chatos em volta de você. Quer dizer, um casal e meio, Jasper não queria admitir que estava caído pela minha irmã.

Alice tagarelava sem parar sobre irmos ao Fun hoje à noite e o quanto ela queria uma coisa chamada Primer vindo direto de Paris quando uma moto barulhenta entrou no estacionamento. Eu reconheci Isabella na garupa de um cara, aparentemente ela não estava conseguindo dirigir com o pulso enfaixado. Durante a semana quase não tinha a visto, talvez porque depois que ela me ameaçou – mais uma vez - eu estive evitando ficar no mesmo ambiente que ela.

Não era medo, apenas precaução.

Ela desceu da moto, tirou o capacete, bagunçou o cabelo de corte esquisito e então o piloto da moto também tirou o capacete, era um cara loiro, ele não aparentava ser tatuado ou cheio de piercings. Estava vestido com gravata e jaqueta de couro, parecia ser um veterano de universidade. Ele falou algo com ela, puxando-a pela cintura, ela sussurrou algo no ouvido dele e então o beijou.

Senti meus olhos arregalarem, nunca em Forks High School algum casal tinha sido indecente como aquilo, provavelmente todos estavam olhando, porque, porque era chocante e nojento, mas ele estava mesmo com a mão na bunda dela? Isso era desrespeitoso. E por algum motivo eu não conseguia desviar os olhos. Eles se desgrudaram e então ele a beijou outra vez antes de colocar o capacete e ir embora com sua moto de motocross. Todos à nossa volta começaram a cochichar, Isabella não parecia incomodada, apenas se encostou no muro que dividia o estacionamento do pátio da escola.

– Chega mais, Jasper, Ben. – Emmett me fez desviar a atenção da garota louca, me abraçando pelos ombros. – Tenho uma aposta para fazer. Topam?

– Sobre...? – Ben limpou seus óculos de grau no casaco, interessado.

– Bom, vocês acabaram de ver um beijo desentupidor de pia tipo filme rated* que a Swan deu no namorado, então eu tenho uma aposta a fazer. Aposto que Isabella tem um piercing na língua, agora, apenas me digam suas opiniões. Quem ganhar leva vinte dólares de cada.

– Acho que ela não tem, aquilo deve doer, cara. – Ben logo se pronunciou.

– Também acho que não, ela pode ter alguns brincos, mas na língua é um pouco... Esquisito. – Jasper coçou a nuca, fazendo careta.

– Eu não vou apostar, não tenho dinheiro. – murmurei. Talvez eu não tenha mencionado que meu pai também cortou minha mesada, e o que eu tinha guardado gastei comprando uma coleção de miniaturas de carros, então, sem grana e sem carro.

– Okay, aposto que ela tem, e sei que vocês vão perder, manés.

Jasper e Bem se preocuparam. Estavam certos, era difícil uma aposta que Emmett não ganhasse, me lembro muito bem da vez em que tivemos que dar nossos HQ's* preferidos porque Emmett apostou que a Senhora Barton, a beata mais beata de Forks, andava sem calcinha. Foi horrível ver as provas de que ela realmente andava sem calcinha e perder meus HQ's. Desde então, sempre temos cuidado com o que vamos apostar com ele, embora apostar seja quase como uma tradição pra nós, homens e apostar é uma questão de honra.

As aulas pareciam ter passado mais rápido, enquanto eu não queria que amanhã chegasse, mais o tempo corria. Eu estava virando um maricas. Isabella não me encarou ou fez qualquer coisa comigo, o que me deixou com mais medo. Dizem que psicopatas ficam quietos quando estão planejando a próxima "grande jogada". Mais uma vez no fim do dia, peguei carona com Jasper, que estava estranhamente sorridente. Alice, Emm e Rosalie tinham ido à casa da loira buscar alguma coisa que não entendi o que era, provavelmente seria maquiagem.

Cheguei em casa e não tinha algo a fazer, então decidi jogar videogame até dormir. E só acordar às oito da manhã do outro dia, o que fez meu pânico aumentar. Alice e Emmett deixaram um recado, tinham ido à Port Angeles comprar artigos de decoração para o quarto da meio-metro, deixando claro que meu irmão fora chantageado ou arrastado contra a vontade mesmo. Exatamente às nove e meia da manhã, Isabella tocou a campainha. Eu estava fazendo a barba e acabei me cortando. Com um curativo na mandíbula e toda a coragem do mundo, abri a porta.

– Bom dia. – murmurou, entrando logo em seguida.

– Bom... dia. – franzi o cenho. Ela estava sendo educada?

– Então, onde vamos ficar? – se virou para mim, passando a mão nos cabelos molhados pela fina chuva lá fora.

– Aqui na sala de estar está bem. – aquilo saiu mais como uma pergunta. Limpei minha garganta. – Aceita a-alguma coisa? Hm, suco, água?

– Tem uma cerveja? – perguntou enquanto colocava a mochila perto da mesa de centro e tirava a jaqueta de couro desgastada.

Arregalei meus olhos. Como uma menor de idade poderia perguntar a outro menor de idade se tinha cerveja? Papai sempre deixava algumas garrafas de cerveja na geladeira, que demoravam anos lá, era difícil o dia em que ele tinha dois dias de folga seguidos, o suficiente para o álcool ser diluído do organismo, mas, e se eu falasse que tinha? Eu estaria em sérios problemas, com meu pai. E se eu falasse que não tinha, eu estaria em sérios problemas com Isabella, certo? Apertei meus olhos.

– Tenho... Mas, é que bom, meu pai não permite que a gente beba então... – gaguejei.

– Okay, aceito café.

Caminhei para a cozinha sentindo seus olhos em mim, peguei uma xícara de café e um copo de suco para mim, voltando à sala. Observando a chaminé da lareira Isabella estava de costas, inclinada para a frente com as mãos apoiadas nos joelhos, o que fez sua camiseta justa subir um pouco e me dar o vislumbre de uma tatuagem no fim das costas, parecia ser grande.

– Se você estiver mesmo olhando para minha bunda, espero que pare agora, ou vamos ter um problema. – murmurou, agora observando os porta-retratos em cima da lareira.

– O-o-o que?

– Você finge ou realmente é? – resmungou mais uma vez antes de se aproximar e pegar a xícara de café da minha mão, sentando no sofá.

– Então, uh, eu, uh, não pesquisei muita coisa, mas...

– Eu trouxe uma pesquisa que fiz no semestre passado quando ainda estava em Nova Iorque. E não é como se não soubéssemos sobre DST's e métodos contraceptivos de qualquer forma.

– Uh.

– Só vamos precisar atualizar algumas coisas e o Sr. Barner vai parar de pegar no meu pé. – golou o café de maneira rápida.

– Vou pegar meu notebook. - tentei não correr.

Entrei e fechei a porta do quarto, só então percebendo que estava prendendo a respiração. Eu não sabia o que pensar, Isabella parecia ter dois gênios, um mal e drogado e outro normal, ela sofria de dupla personalidade? Não diziam que geralmente pessoas com dupla personalidade tendiam a desenvolver psicopatia? Ou vi isso tudo em um filme?

Mantenha a calma, idiota! Bati minha mão contra meu rosto, me contraindo quando acertei meu olho machucado, não estava mais tão roxo, só havia uma linha dessa tonalidade abaixo do meu olho, mas ainda assim doía. Peguei meu notebook e respirei fundo mais uma vez. Seja homem, seu maricas!

Ela estava sentada no sofá com um bloco de folhas em mãos, as pernas cruzadas e os pés em cima da mesa de centro. Sentei ao seu lado, mantendo certa distância, eu era louco mas não era maluco. Me concentrei em abrir uma página de pesquisa na web e um documento do Word para editar uma capa.

Levamos quase quatro horas de relógio para terminar o trabalho, claro que paramos para comer alguma coisa, foi meio estranho, afinal Isabella era estranha por si só, o silêncio era perturbador e me deixava com medo.

– Terminamos.

– Tem uma camisinha aí? – perguntou, tomando mais de sua terceira xícara de café.

– Hein?

Provavelmente minha cara carregava uma careta. Ela. Estava. Me pedindo. Uma. Camisinha. Que garota pede uma camisinha para um homem que mal conhece?

– Tem ou não tem? – perguntou novamente, interrompendo meus devaneios.

– Uh, er... uh, não.

– Sério que não tem uma camisinha por perto?

– Hun, pra que quer uma camisinha? – verbalizei meu pensamento.

– Um presentinho para o Sr. Barnes. – mexeu na mochila até tirar de lá uma embalagem e me entregar.

Aquilo foi a situação mais estranha da minha vida, talvez. Uma garota totalmente não normal, me entregando uma camisinha como quem me entrega um copo.

– O.k.a.y. O que eu... faço com isso?

Ela me encarou seriamente por longos segundos e colocou seu rosto alguns centímetros a frente, assumindo um ar meio macabro. Fiz o mesmo quando percebi que ela falaria baixo.

– Ponha no bolso.

Hesitei um pouco antes de fazê-lo. Ela parecia estar falando sério, e também era melhor eu não contrariá-la.

– Agora se levante, vá até a sala e pule três vezes em volta da mesa de jantar. São apenas três pulos, Edward, não pense em prolongar isso.

Então ela estava metida com rituais também?

– O que vai acontecer depois disso? – perguntei, tenso demais com o seu tom de voz para respirar corretamente.

– Não sei. – ela respondeu com descaso, voltando a sua postura e expressões normais. – Talvez alguém veja e te chame de louco.

E então percebi o que havia acontecido.

– Tenha paciência, Isabella! – esbravejei irritado. Ela ria, até me ouvir dizer seu nome.

– Do que me chamou?

E de repente, eu estava assustado novamente. Já pensava em formas de fugir da minha própria casa.

– T-te chamei de Isabella.

– Não me chame assim.

– Do que te chamo então? – pisquei varias vezes, nervoso.

– Não me chame.

– T-tudo bem então. Não te chamo. – Ela era louca! Eu já havia a chamado de Isabella!

– Ótimo. Dê a camisinha ao sr. Barnes. Ou fique se quiser. Mas acho que ela terá mais uso com o professor de Biologia. – ela se levantava, apanhando sua mochila.

– Ei, isso não é...Você não sabe do que eu faço. Talvez eu precise até de mais de uma...quem sabe... – as palavras se atropelavam em minha defesa.

Ela sequer olhou para trás.

– Adeus, Cullen.

Aparei minha cabeça com a palma da mão, finalmente respirando. Aquela garota provocava mais do que medo em mim. Me sentia sufocado. Sem falar nos momentos em que ela me fazia parecer um completo idiota. Eu não era um idiota. Eu era um idiota? De qualquer forma eu não iria entregar a camisinha para o Sr. Barnes, era suicídio, eu ficaria marcado e provavelmente levaria uma advertência que sujaria minha ficha e viveria como um mendigo delinquente em Seattle. Talvez eu ficasse como Isabella e, isso era pior do que ser mendigo. Nem pensar em entregar isso.

...

A segunda feira começou normal, Isabella estava distante de mim na aula de Calculo, agradeci imensamente por isso. Entregamos o trabalho ao Sr. Barnes e ela me olhou atravessado, soltando um risinho. Limpei a garganta, desconfortável.

Durante o almoço estávamos reunidos, apenas os garotos, as meninas estavam reunidas por conta do baile de inverno, eu estava pensando em chamar Jessica para ser meu par.

– Então, eu quero reforçar a aposta com mais vinte dólares para cada.

– Topo. – Jasper e Ben responderam prontamente.

– Maaas, com uma condição. Se o nosso camarada Eddie aqui, descobrir se ela tem ou não o piercing na língua.

– O QUE? – gritei, me engasgando com o suco.

– Calma, brow. – Emmett deu tapas nas minhas costas. – Se você descobrir e ela realmente tiver, então eu fico com metade, e você fica com metade, se ela não tiver, então Jazz e Ben repartem a grana entre eles.

Isabella passou por nós neste instante, me fazendo temer o que aconteceria comigo, mas era uma grana boa, e eu estava querendo comprar algumas HQ's novas e como estava sem mesada, essa era uma saída quase fácil.

– Okay. – suspirei derrotado.

Passamos a falar sobre o novo Lamborguini enquanto o sinal não tocava. Eu não sabia em como descobrir se Isabella tinha piercing ou não, mas eu teria minhas novas HQ's, nem que eu perdesse as cuecas.

...

– Cullen.

A voz de Isabella soou no corredor vazio do prédio de informática. Parecia que ela sempre estava no mesmo lugar que eu, talvez fosse só seus poderes voodoos agindo quando eu estava na internet pesquisando sobre como descobrir piercing de outras pessoas, as sugestões foram tão... ridículas que eu decidi bolar meu próprio plano. Me virei devagar, vendo-a se aproximar. Ela passou o polegar pelos lábios, chamando-me com o dedo indicador para que eu me inclinasse para perto dela. Com cautela, obedeci.

Meus olhos se arregalaram quando senti sua língua passando pelo meu pescoço e capturando a ponta da minha orelha. Senti a bolinha quente acompanhando seus movimentos. Um arrepio passou por minha coluna, formando um nó no meu estômago.

– Sente isso? – sussurrou, me fazendo arrepiar de novo e se afastou. – Diga a Emmett que quero metade do dinheiro. – deu as costas arrumando a mochila sobre os ombros.

Caí de bunda no chão, observando-a sumir no corredor. Tinha perdido minhas HQ's e me perguntava o que mais aconteceria em minha vida até o final do ano com o pesadelo chamado Isabella estando em Forks.

-X-


Me xinguem, me amem, digam tudo! Show me your love, or hate! hahahha

Au revoir!