"So many times, it happens too fast
You change your passion for glory
Don't lose your grip on the dreams of the past
You must fight just to keep them alive"
"Muitas vezes, acontece tão rápido
Você troca sua paixão por glória
Não deixe de lado seus sonhos do passado
Você deve lutar para mantê-los vivos"
Rachel estava pensando em várias coisas há cerca de uma chateada, cansada, frustrada: era para isso que Finn tinha lhe colocado naquele trem há oito anos? Para se tornar uma sombra de si mesma? Claro que não. Olhou -se no espelho. Fazia dias que não se maquiava, e a pele ao natural mostrava suas
olheiras de noites de sono mal-dormidas e lágrimas que tinha vertido, precisava fazer algo, aquilo não poderia continuar assim.
{...}
Ser o novo treinador do McKinley pegara Finn Hudson de jeito, mas ele estava gostando daquela experiê verdade, tudo o que precisava mesmo era pôr a cabeça no lugar, então, trabalhar era uma meta prioritária. A outra coisa em que estava tentando focar era o seu relacionamento com tinha dado uma de desentendida, mas a verdade é que ela ficara muito abalada com a declaração de Rachel na TV; se sentira enganada por ele não ter lhe dito a verdade sobre a artista da Broadway, mas ele finalmente parecia disposto a dar um passo adiante com ela.Não sentia o ar faltando só de imaginar em lhe pedir em noivado, como quando pedira Rachel no passado, mas ele sabia que ficar com Liv e se conformar
com aquela oportunidade de vida calma no interior era o melhor a se fazer, pelo menos, ele apegava-se a esta ideia.
Estava indo em direção à sua velha caminhonete no estacionamento da escola quando ela surgiu, num
vestido florido e com seus belos cabelos loiros refulgindo ao sol. Será que ele era muito errado em achar, no mais íntimo de seu ser, que era uma espécie de sacrifício querer ficar com aquela linda jovem?
–Oi, meu bem.- Liv disse, sorrindo.- queria saber se você já tinha almoçado.
–Estava indo para casa fazer isso.- ele respondeu, sorrindo também.- Mas aceito aquela macarronada deliciosa que é servida no restaurante da sua família.
Liv abriu mais ainda o sorriso, presunç sabia que era mesmo uma grande arma conquistar Finn pelo estômago:
–Eu posso fazer quantas macarronadas você quiser, para o resto da vida...-ela comentou, pondo os braços em torno dos ombros de Finn e ficando levemente, já que tinha cerca de um metro e setenta e cinco, na ponta dos pés para beijá-lo , então, perguntou:
– Você precisa de alguma coisa para fazer isso?
– Talvez um pedido de casamento!- Liv soltou uma risada cristalina.
–Eu quero me casar com você.
Liv parou de sorrir, sua cara foi do mais completo estupor:
– Vo...você tá falando sério?
Finn passou os lábios um no outro, suspirando. Ele tinha que ter corgem para tomar certas decisões:
- Sim.
Então, Liv pulou em seus braços e eles se beijaram de forma quente; a garota sentindo seu coração
pular de emoção, Finn tentando convencer seu coração de que seu cérebro ganhara aquela disputa.
{...}
Santana e Kurt olhavam Rachel com atenção. Ela contorcia um pouco os dedos, nervosa.
– Rachel, eu te apoio no que você fizer.- assegurou a latina.- Mais do que empresária, sou sua amiga.Já roemos muito osso antes de chegarmos a tudo isso.
Kurt tinha sua própria teoria formulada para explicar o nervosismo da amiga, e sabia que não era nada relacionado a uma possível volta com Nathan.
– Eu vou para Lima, me decidi.Não quero mais viver assim, não quero mais uma vida pela metade.
Santana, que estava sentada confortavelmente no sofá da sala de Rachel apenas fez uma cara de "eu já sabia". Kurt se abalou um pouco:
– Tem certeza? Depois de tudo o que você já sabe?
– Eu preciso disso!- Rachel se exasperou.- Eu preciso olhar nos olhos do Finn e sentir que tudo o que passamos não foi em vão! Preciso que as palavras necessárias para eu continuar a viver saiam de sua boca, da mesma boca que disse que me amaria para sempre!
Kurt, com os olhos marejados, abraç , emocionada, repetiu o gesto. Os três ficaram ali, em longos segundos de abraço e silêncio pesado, entrecortados por alguns soluços de Rachel, quando Kurt falou:
– Eu vou com você.Eu sei que você vai precisar de mim, e eu quero estar lá.
{...}
–Noivado, Finn? Sério?- Puck perguntou, jogando uma latinha de cerveja para o amigo.- Mas, você tinha me dito...
–Eu sei.- Finn atalhou.- Mas, quer saber? Seria delirante da minha parte achar que Rachel iria desembarcar aqui, em Lima, ainda querendo algo comigo.É tão surreal que eu prefiro parar de me iludir e tentar ser feliz com a Liv.
–Quem quer tentar ser feliz?- Quinn perguntou pegando o final da conversa.
Ela estava cheia de sacolas de compras e Puck correu para ajudá-la, colocando-as em cima do balcão da , em agradecimento, deu um selinho no seu "quase marido". No papel eles ainda não estavam casados, mas viviam juntos há alguns meses, desde que ela tinha se formado em psicologia em Yale e tinha assumido a vaga de conselheira da escola no lugar de Emma Schuester, que largara o emprego para cuidar de seus gêmeos ruivinhos fruto de seu casamento com Mr. Schue.
– Que...que bom, Finn.- disse Quinn, abraçando-o, quando Puck apontou para o amigo deles, dizendo que ele iria pedir Liv em casamento.- Espero que isso seja realmente algo que você queira fazer.
– Finn, é uma responsabilidae grande, você sabe.- disse Puck.
– Eu sei que é, mas estou disposto.
{...}
Sophia observava sua irmã fazer uma longa trança no cabelo para a comemoração de seu noivado. Seria um jantar simples e só para a família, no restaurante Betinni's.
–Você tá certa disso?- Sophia indagou, encarando o reflexo da irmã no espelho. Elas eram bem parecidas, apesar de o cabelo de Liv ser mais longo e claro.
–Claro que me ama, eu o amo, tudo se encaixa, não?
–Você não tem medo de que ele ainda goste da Rachel Berry?
Liv, então, se irritou com a irmã:
–Escuta aqui, Sophia: eu amo o Finn. Se esta tal de Rachel Berry, que você tanto admira, e que fez aquele discurso rídiculo na tevê o amasse, ela não teria ido embora, e além do mais, é comigo que ele vai casar.
{...}
Rachel e Kurt tiveram uma viagem tranquila até Ohio, foram conversando, ouvindo e cantando música, para se distrair. Rachel estava tensa, mas sabia que estava tomando a decisão certa.
–Tô com fome.-ela resmungou para Kurt, dentro do táxi.- Moço, pode parar no melhor restaurante que tiver na cidade, por favor?
–Tomara que ainda não seja o Breadsticks.- Kurt comentou.
Pararam em frente a um belo restaurante italiano, chamado Betinni's. Era bastante agradável, os dois concluiram e entraram no estabelecimento.O cheiro de boa comida,música e conversas animadas dominavam o ar. Algumas mesas, ao um canto, estavam juntas, numa espécie de reunião particular. Uma moça linda, magra e loira estava sentada ao lado de um rapaz moreno, bonito, e muito alto, enquanto tomavam vinho.
Rachel olhou melhor.
Finn girou um pouco o pescoço e a viu.
Seus olhos se cruzaram.
O mundo parou.
