Oia aqui eu de novo...
Cuméquitá?
Depois de um tempão sem postar, aqui estou eu... E o capítulo logo abaixo...
Enjoy!
-x-
Cap.04
Rosa
"Então... Você fez as pazes com seu amigo sem problemas?"-Hyoga perguntou enquanto andávamos pela rua.
"É."-eu podia contar-lhe a verdade e começar um conflito, mas era melhor não.
No ônibus de volta, eu dormi o tempo inteiro, mas hora ou outra ouvia as vozes de Shiryu e Seiya conversando. Parecia que meu conselho estava dando certo.
"Isso é bom."-Hyoga disse tristemente.
"Ah... E você? Se entendeu com seus amigos?"-perguntei por pura curiosidade. Eu não me interessava por Misty ou Nachi.
Hyoga sorriu satisfeito.
"Misty vai me tirar do time."-seu sorriso ainda continuava perfeito. "Ele não aceitou eu sair correndo atrás de você anteontem. Depois do jogo do campeonato entre as escolas eu vou sair."-ele colocou as mãos nos bolsos da calça.
"Oh... Sinto muito."
"Pra quê? Eu não estou sentindo. Achei até bom."-deu de ombros. "Faço uma saída triunfal e sei que o time nunca mais será o mesmo."-riu. "Olha Shun, não precisa disso tudo. Eu vou sair de um jeito ou de outro, seja por Misty ou por mim."-ele passou o braço pelos meus ombros me puxando para perto de si.
Algo começou a pegar fogo dentro de mim. Eu sentia meu corpo esquentar e uma sensação forte e desconhecida tomar conta de mim. E eu estava me deixando dominar.
"Onde você mora?"-ele perguntou de repente.
"Numa casa verde limão a três quarteirões da escola."
"Sozinho?"
Neguei com a cabeça.
"Junto com Shiryu, Seiya, June e meu irmão Ikki. É uma república."
"June, a artista?"-concordei com a cabeça. "O Nachi gosta dela..."
June era uma artista perfeita. Todas as obras dela eram nota máxima na escola. Muitos dos aspirantes a artistas de lá idolatravam ela. Mas Nachi gostar dela era surpresa para mim.
"Bem... Enfim, é isso."-limpei a garganta. "E você?"
"Moro com meus pais ainda. Atrás da escola. A única casa branca da rua é a minha."-sorriu.
Eu queria perguntar, mas estava com vergonha. Olhei de solsaio para ele e senti minhas bochechas esquentarem. Mas eu realmente queria saber...
"Eles... Eles estão em... Casa?"-a última palavra saiu quase inaudível.
O bom é que eu não preciso explicar as coisas para Hyoga, sua malícia deduz sozinha.
Ele sorriu.
"Não. Eles vão passar a noite fora hoje. Só voltam amanhã à tarde."-nós paramos na rua. E só então eu percebi que a rua era quase deserta. Ao voltar a olhar para Hyoga ele fitava o céu com um olhar meio triste. "Meus pais me proibiram de levar qualquer pessoa para casa depois da última festa que dei escondido deles..."-nessa última frase ele esboçou outro sorriso. "Desculpe..."
"Não! Não é isso! Eu..."-minha vergonha aumentou significativamente e não consegui terminar a frase.
Hyoga sorriu e beijou minha bochecha. Senti meu coração palpitar uma vez e eu prendi a respiração. Eu sempre ficava assim quando ele me tocava.
"Que horas são?"-ele perguntou.
"Não sei..."-bocejei. "Só sei que estou começando a ficar com sono..."
Hyoga sorriu e pegou seu celular. Por que ele perguntou as horas pra mim se ele tinha o celular pra olhar?
"Deve estar mesmo. É quase meia-noite."-afagou meus cabelos. "E crianças dormem cedo."-piscou para mim.
"Idiota."-sacudi a cabeça negativamente. "Estou cansado. Só isso."
Ele riu e olhou o céu negro por um bom tempo. Seus olhos pareciam estrelas querendo encontrar seu lugar naquela imensidão. E nessa hora eu fiquei com medo de olhar neles e encontrar meu reflexo ali, e a ilusão de que estamos apaixonados.
"Vem."-pegou minha não. "Vou te colocar para dormir."
Eu não entendi de primeira o que ele quis dizer, mas depois de alguns... Segundos andando ele me puxou para si e me pegou no colo.
"Wah! O que está fazendo?"-ele não falou nada. "Me põe no chão!"
Eu não queria descer, mas aquilo era constrangedor se alguém visse, mesmo que fosse muito tarde e a probabilidade de ter mais alguém na rua era mínima. Sentir meu corpo contra o dele e suas mãos me segurarem com firmeza, era confortável e gostoso. Tive a vontade de abraçar seu pescoço e esconder meu rosto em seu peito feito uma criança, mas me convite em somente aproveitar o balanço suave de seu andar e o seu delicioso perfume.
"Você é mais leve que uma garota. Não parece que tem alguns músculos."-olhei-o de cara feia. "Não disse isso por mal. Sabe que eu adoro seu corpo e..."-parou abaixando a voz e seu rosto até meu ouvido. "Eu sei como trabalhar esses seus músculos."
Virei meu rosto envergonhado.
"A-Aonde estamos indo?"-mudei de assunto.
"À minha casa."
O quê?
"Vai desobedecer seus pais?"
Ele riu da minha surpresa.
"Sim. Não é a pior coisa do mundo sabe..."
Eu sempre fui considerado um filho exemplar, nunca desobedecia meus pais, tirava notas boas na escola e me empenhava nos estudos. Mas aquilo tudo de ser perfeito era um saco. Nada do que eu fazia estava bom, nada que eu me empenhava em fazer era suficiente, e então eu cansei. Minhas notas caíram, eu passava o dia na casa de Shiryu jogando vídeo game e eu matava aulas. Foi então que meus pais não aguentaram e fui expulso de casa. Shiryu me acolheu e quando seus pais morreram ele ficou com a casa. Logo June e Jabu juntaram-se a nós. Nunca fui mais feliz.
"Prontinho."-sorriu me colocando no chão. "Sinta-se na sua casa."
Olhei a casa, a pintura branca e impecável, o jardim minuciosamente cuidado e tudo isso era de uma beleza desigual. Não chegava a ser a casa de alguém rico, mas eles sabiam aproveitar o que tinham. Por dentro não era diferente, móveis limpos, o piso escuro brilhando e a pintura perfeita.
"Uau..."-foi só o que consegui falar.
"Vem, meu quarto é lá no fundo."-ele me estendeu a mão. Aceitei-a.
Seu quarto era a única parte bagunçada da casa e compensava pela casa limpa. As roupas jogadas num canto qualquer, os equipamentos de baseball espalhados, os lençóis na cama do jeito que eles provavelmente acordaram, e várias outras coisas espalhadas no chão. Seu banheiro era limpo, seu quarto não.
"Er... Não repare a bagunça não, tá... Isso é... Normal..."
A bagunça não me incomodou, o que o fez foi o silêncio que ficou sobre nós depois. Sentei em sua cama e ele do meu lado. Por um bom tempo ficamos calados, fitando o chão e a janela. Eu queria tocá-lo, mas era muito tímido para isso, coisa que ele parecia não ser. Hyoga deitou em meu colo e olhou em meus olhos.
"Posso te usar de travesseiro?"-perguntou se aconchegando.
"Sim."-comecei a mexer em seus cabelos.
"Vai me fazer dormir desse jeito..."-ele disse abrindo os olhos. Puxei o lençol e o cobri. "Isso, vai me mimando. Depois que você não me aguentar mais só vai ter a si mesmo quem culpar."
Não consegui me impedir de rir. Ele não servia mais para me ameaçar e elas eram como o silêncio, preenchiam seus lábios sem voz alguma e isso, para mim, era a melhor coisa do mundo. E esse silêncio que falava por nós permaneceu por um bom tempo. Eu supunha que a esse ponto Hyoga já estaria dormindo, mas ele resolveu falar. Já me preparei para uma ameaça silenciosa ou alguma coisa carinhosa, mas minhas defesas caíram quando ele perguntou tudo o que eu, surpreendentemente, nunca esperaria a essa altura:
"Shun... E se eu dissesse que te amo?"-naquele ponto que eu estava, vulnerável era muito pouco. "Quer dizer... Sem querer ser rude, acho mais fácil eu falar isso do que você. Eu não te odiava..."-explicou.
Não mudou nada. Suas palavras atingiam meus pensamentos diretamente e ficavam ecoando na minha cabeça, estava difícil pensar.
"Eu não sei... Eu nunca amei ninguém além do amor entre amigos... Nunca me interessei realmente em correr atrás de alguém para ficar comigo. Então... Nunca senti o sabor de amar..."
"Oh... Entendo... Mas eu gostaria que soubesse que é verdade. Amo você. Não por causa daquela noite, mas eu realmente... Fazia um tempo já... E... Eu não suportei ver Misty te tocando, mas eu fui covarde!"-eu vi uma lágrima descer seu rosto.
"Hyoga, pare de se culpar. Vamos ficar rodando e nunca saindo do lugar se ficarmos assim. Chega. Passou."-disse-lhe um pouco irritado.
Na verdade eu não aguentava mais! Estávamos andando em círculos, de tudo o que tentávamos progredir sempre acabávamos voltando para as mesmas desculpas de um passado diferente. Sim, eu sabia que ele estava arrependido pelo que fez comigo por dois anos e Deus sabe como eu agradeço por isso, mas eu já o perdoei, não é necessário tudo isso.
"Hyoga eu quero continuar avançando, e não voltando sempre para o mesmo lugar."-olhei-o enquanto ele sentava na cama. A lágrima que antes estava descendo pelo seu rosto, agora estava parada na sua bochecha. "É maravilhoso saber que você me ama, mas poderia me dar um tempo? Realmente preciso me organizar..."
Ouvi ele bufar.
"Tempo... É sempre isso que você pede."-ele sentou me olhando. "De tudo o que eu já lhe disse você pediu um tempo para pensar. Será que não pode fazer algo sem planejar antes? Sem pensar?"-ele esperou uma resposta minha que não veio. "Ou será que não consegue? Quer ter uma vida perfeita?"
"Cala a boca! Você não sabe de nada! Não quero tomar uma decisão sem pensar para não me arrepender depois! Não quero viver por decisões erradas!"-explodi.
"Ninguém é perfeito! Não se pode ser perfeito! Tentar isso é desperdiçar parte da sua vida à toa! Coloque isso na sua cabeça e me dê uma chance. De verdade."
Eu não respondi. Não queria responder. E eu não tinha o que responder. Sim, ele podia estar certo, mas isso ficaria comigo para sempre e com ele, deixaria a dúvida e o vazio. Não que eu não me impostasse com Hyoga, é que isso era realmente pessoal para mim. Bem no fundo fico me perguntando por que ele se incomoda tanto com isso.
Quando fui olhá-lo de volta, ele não estava mais ao meu lado. Remexia na gaveta do guarda-roupa procurando alguma coisa. Com o nosso silêncio dava para ouvir ele derrubando coisas e desarrumando roupas. Até que...
"Ah-ha!"
Ele voltou para meu lado. Aparentemente não carregava nada. E fez toda aquela bagunça pra nada? Mas ele me mostrou um par de anéis de prata, um com um ramo de espinhos gravado nele e o outro com as pétalas de rosa. Eram magníficos. Ele percebeu minha surpresa com as jóias e explicou:
"Nunca foram usados..."-observou-as por um tempo. "Eles eram de minha mãe..."-agora ele olhava em meus olhos. "E agora um é seu."-ele segurou minha não e colocou o anel com as pétalas sobre minha palma. "Namore comigo Shun."
Eu prendi a respiração por um longo segundo e isso pareceu durar um século. Depois disso é que eu fui me dar conta do que ele tinha acabado de falar. Mentalmente parei o tempo. Não era uma má idéia... Não. Era sim. Eu não queria namorar alguém sem antes ter certeza que gosto dela. Arriscar algo estava fora de cogitação. Ou não... Com certeza se eu recusasse seu pedido ele ia falar que estava tudo bem e que não importava, mas eu sabia que no fundo eu ia quebrar um pedaço dele...
E de mim também. Oh droga! Eu o queria. Eu gostava dele. O queria meu.
Eu amava ele.
Levantei meus olhos e encontrei suas orbes azuis maravilhosas. E eu percebi que elas esperariam o quanto fosse preciso para eu tomar uma decisão concreta.
"Eu..."
"Entendo se não quiser... Se..."-sua voz foi murchando.
"Cala a boca."-murmurei. "É claro que quero..."-eu queria, e como, que minha voz saísse firme. Mas ele compreendeu que era verdade.
Seus olhos arregalaram. Sua boca abriu um pouco e logo se tornou um sorriso e ele fechou minha mão delicadamente sobre a aliança. Levei meus dedos aos lábios e senti que sorria também. Olhei minha mão, meu pulso e meus olhos passaram pela corrente que eu usava como pulseira e eu tive uma idéia não-original. Retirei-a e passei o anel por ela colocando-a em meu pescoço. Hyoga sorriu e retirou o anel com o nome do time de baseball do indicador e colocou a aliança com o ramo de espinhos no lugar. Podia não significar nada para os outros, mas para nós sim, e era isso o que importava.
Hyoga tocou minha face, seus dedos caminhando sobre ela e descendo, passando por minhas bochechas, meus lábios, meu pescoço e logo ele repousava sua mão sobre meu peito, em cima do meu coração.
"Está acelerado..."-ele murmurou ainda olhando em meus olhos.
"É culpa sua. Você adora mexer comigo..."-disse e abaixei os olhos.
Ouvi sua risada e logo depois ele levantou meu queixo e me beijou suavemente. Primeiro só o contato com os lábios, mas nossas línguas se tornavam mais necessárias a cada instante. Aumentando nosso contato, ele sentou em meu colo mexendo seus quadris sensualmente, me excitando. Sua mão levantava minha camisa e meus lábios marcavam seu pescoço.
Não demorou muito e nossos gemidos e ofegos de prazer enchiam o quarto e Hyoga continuava a dançar em meu colo. Parecia que nunca ia acabar. Nunca parece, nós nunca queremos que acabe. Era naquela hora que nossas declarações amorosas eram ditas, enquanto nossos corpos se chocavam e nossas mãos tocavam o corpo do outro com volúpia. Hyoga me abraçou, apertando seu corpo contra o meu e eu sabia que ele estava quase, assim como eu. Meu corpo começava a estremecer e o abracei também.
Meus lábios se curvaram em um sorriso ao sentir ele se apertar mais contra meu corpo.
Após um banho quente, fomos dormir, e isso já passava das 3 da madrugada. Fiquei um pouco inseguro quanto a dormir na casa de Hyoga, ninguém sabia onde eu estava e amanhã com certeza eu responderia um interrogatório por parte de Shiryu.
"Não pense tanto hoje, ok?"-ele pediu enquanto me aconchegava em seus braços.
"Eu só..."
"Por favor... Por mim."-olhou em meus olhos. "Arrisque um pouco só essa noite."-pediu.
Meus olhos desviaram sem a minha total concepção disso e eu concordei fechando-os.
Tenho que confessar que nunca dormi tão bem em toda a minha vida.
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Acordei com barulho de TV. Estava ligada no noticiário matinal e meu coração gelou ao pensar que os pais de Hyoga haviam chegado mais cedo do que imaginávamos, mas ao notar que ele não se encontrava mais ao meu lado, fiquei mais aliviado. Olhei em volta procurando minhas roupas e encontrei-as sob um banquinho. Segurei o lençol na altura de minha cintura e fui pega-las.
"Isso não é meu..."-disse quando encontrei somente uma calça de um tecido fino que não sei identificar. Estava pronto para chamá-lo quando vi um bilhete.
"Aqui está algo para vestir. Vista isso ou desça nu."
Na hora eu o xinguei, mas depois sorri enquanto pegava a calça. Estava pensando se descia ou não sem nada... Não, ele também tem vizinhos. Deixei o lençol escorregar por minha pele e vesti a calça. O tecido era tão leve que parecia que eu não vestia nada. Sorri novamente e desci.
Hyoga tinha preparado uma bela, porém simples, mesa para tomarmos café e ele me esperava cochilando na frente da TV. Fui até ele e beijei-lhe os lábios.
"Bom dia."-disse ao me afastar. "Você levanta da cama quentinha pra vir cochilar na frente da TV? Não te entendo."-neguei com a cabeça.
"Hum... Atendeu ao meu pedido..."-ele olhava meu corpo com desejo. "Você tem um belo corpo."-passou a língua pelos lábios sensualmente.
"Tarado."-censurei-o. "Aquilo tudo ali..."-apontei com a cabeça na direção da mesa. "É pra mim?"
"Nem pensar."-ele levantou e percebi que só vestia uma calça jeans aberta.
"Eu já sabia."-murmurei.
"Sei... Vamos comer logo."-me puxou pela mão.
Habitualmente, antes de começar a comer, eu olhava pela janela para ver se o tempo estava bom ou não. E estava, pelo menos para mim, o céu estava meio nublado, mas estava quente. Perfeito.
Senti as mãos fortes de Hyoga abraçarem minha cintura e ele beijar minha nuca. Fechei os olhos.
"Algo errado?"-ele perguntou mordiscando minha orelha.
"Só estou olhando o tempo..."-respondi-lhe.
"Hum..."-ele murmurou beijando meu pescoço.
Se ele fosse ficar assim, tudo bem, mas Hyoga voltou a beijar minha nuca mordendo-a de leve e descendo sua mão por minha barriga. Eu sabia aonde ele queria chegar, a calça fina e nada davam na mesma e se eu não o parasse logo acabaria cedendo.
-"Hyoga... N... Par..."-eu pedia sem nenhuma firmeza na voz.
"Huhu... Você já está assim?"-ele se divertia.
"Pa... Re..."
Suas mãos abandonaram meu corpo devagar e eu respirei fundo tentando, sem sucesso algum, recompor-me. Virei para encará-lo.
"Hum... Não sabia que eu produzia esse efeito em você... Devia ter descoberto mais cedo."
Por reflexo olhei para baixo, havia um volume grande em minhas calças. Um volume que nem eu sabia que possuía, não sou do tipo de cara que compara o ego ao tamanho do pênis.
"É Shun você é grande..."-sorriu malicioso. "Nunca pensou em fazer um filme pornô?"
"Hyoga!"-censurei-o.
"Brincadeira! Mas que sua voz é muito erótica isso é."-atirei-lhe um pano de prato. "Está bem, parei! Vamos comer então."
Por um lado eu queria que as brincadeirinhas acabassem, mas eu gostava delas, gostava de ficar corado por causa dos seus comentários pervertidos e acima de tudo, adorava sua expressão maliciosa ao fazê-los.
Coloquei a mão em meu pescoço e desci acompanhando a corrente e encontrando o anel que Hyoga me dera. Observei-o, era simples, mas os desenhos das pétalas de rosa mudavam a simplicidade completamente. O dele, adornado com os espinhos de minha rosa.
"Porque me deu as pétalas?"-perguntei brincando com o anel em meus dedos. Ele comia uma torrada.
"Bom... Porque você é delicado."
"Todo mundo diz isso de mim... Não vale."
Ele sorriu.
"E você também é que nem uma rosa: tem sua beleza invejada pelas outras flores."
Oh... Isso valia. E como valia. Hyoga ficava mais atraente quando era romântico. Senti minhas bochechas corarem.
"E porque você é os espinhos?"-perguntei.
"Por que uma rosa precisa de alguma coisa para protegê-la. Ou de alguém."-ele levantou começando a retirar as coisas da mesa. Parou na pia e ficou olhando a janela. "E também... Por que eu já te feri muito..."
Levantei e fui ao seu encontro.
"Quero ser os espinhos. Quero te proteger. Também feri as pessoas."
"Estou falando de nós. Pouco me importa os outros quando tenho você."-abri a boca para falar algo, mas tornei a fechá-la. "Preciso de você. Preciso que me ajude a curar minhas próprias feridas."
Encostei meus lábios em suas costas enquanto o abraçava. Sim, precisamos um do outro do jeito que estava pelo menos por enquanto. Quem sabe, mais pra frente, eu não me torne os espinhos que protegerão a delicada rosa com as pétalas de pedra?
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That's all folks... For now...
Vou tentar não demorar muito pra postar o outro… Pormise ;)
Kissus e deixem reviews, oks ;*
