Lawless Hearts
De: Kracken
Tradutora: Aryam
Críticas, sugestões, apenas dar um 'oi', são muito bem-vindos e trazem um sorriso no coração dessa tradutora, então por favor:
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Obrigada a Keiko Maxwell pela ajuda com a revisão.
Corações Sem Lei
Parte 03 - Homem trabalhando
Ótimo! Estava preso no lado errado da estação com vinte paus no bolso e nenhuma vontade de gastá-los em um táxi para casa. Primeiro fui a um restaurante fast-food, cuidadosamente pedi tudo o que podia em proteína e gordura na forma de lanches cheios de carne e vegetais oleosos e fritos, engoli dois milkshakes até minha dor de cabeça aliviar e a tontura entre minhas orelhas cessar de uma vez. Gordo e feliz, rolei para fora de lá e ignorei os olhares de nojo em minha direção. Respondi com um alto arroto como um jeito de mandá-los para aquele lugar antes de começar minha buscar por um ponto na estação de trem.
Realmente não podia culpá-los por terem nojo. Eu estava imundo, usando roupas cobertas de sujeira e rasgadas e cheirando pior do que um mecânico de quinta categoria engordurado em seu pior dia. Nem eu mesmo me gostaria como companhia no almoço. Não os culpar não me evitava... desgostar deles? Ficar irritado com eles? Odiá-los? Tá, talvez não odiar, mas invejar com toda certeza. Eu os invejava e isso naturalmente me deixava com raiva.
Eu sempre me esforçava para resistir e continuar de pé, um dia após o outro, mesmo durante a guerra. Eu sempre tive de ser esperto, rápido e disposto a fazer o que precisasse para sobreviver. Rastejei com os marginais da sociedade, mesmo agora, lutando com o resto dos miseráveis e bastardos azarentos. Sim, eu acho que estava na categoria de 'bastardo azarento'. De qualquer forma, ver pessoas que eram limpas, bem alimentadas e empregadas em prédios legais e com ar condicionado me observando tinha a tendência de me fazer sentir como um cachorro de rua sarnento; meio que não tão digno de andar na mesma rua que eles. Isso fez minhas veias saltarem... 'Tá certo, era estúpido. Esqueça da última parte. Deixava uma RAIVA com R maiúsculo e não conseguia evitar representar o papel que suas imaginações pintavam de mim. Sim, olhem para o lixo de rua e sejam gratos por não serem como esse pobre bastardo.
O trem era gratuito, mas longe de ser luxuoso. Eu sempre esperei gado e carvão empilhados do meu lado quando entrava na carcaça que era o trem. Assentos duros e paredes de metal descoberto rabiscados com frases nada discretas e inocentes decoravam o interior. Peguei um lugar, coloquei minha caixa ao meu lado e não consegui evitar me encolher em um canto quando três rapazes parecendo ainda menos respeitáveis do que eu entraram. Eles não sentaram e fiquei tenso. Andaram enquanto o trem saia da estação e continuaram examinando tudo com os olhos semicerrados.
Eu vou te dizer agora, poderia esfregar o chão com todos eles mesmo cheio de hambúrgueres e frituras, mesmo estando há dias sem comer, mesmo acabando de escapar de uma prisão. Porém, pra que o fazer sem motivo? Com certeza eu não parecia alguém para ser roubado, então ficar quieto e cuidar da minha vida era a melhor coisa a se fazer no momento.
O chão estava enferrujado. Havia um buraco grande o suficiente para me deixar ver o asfalto passando por baixo. Eu deixei que isso absorvesse minha atenção por um tempo mesmo me perguntando se alguém já conseguiu pisar acidentalmente nisso e o que aconteceu com o desafortunado. Senti os homens relaxando, um sentando, outro se encostando na parede e cheirando algo, drogas provavelmente, suas costas viradas pra mim. O terceiro... Porcaria! Estava lentamente fazendo seu caminho até mim. Banquei o idiota e não olhei para cima.
"Você fede que nem bosta!" o homem reclamou.
"Resultado de trabalho duro" minha alegre e espertinha boca disse. Chutei a mim mesmo mentalmente em menos de um segundo após as palavras saírem da minha boca. Estremeci, mas ainda não olhei para cima.
"Vou sair na próxima parada" emendei, tentando soar fraco e em tom de desculpa. Sabe, isso nunca me levou a nada e me perguntei por que qualquer um incluindo eu mesmo ainda tenta se rebaixar. Talvez seja pra não nos sentirmos tão culpados quando acabarmos com eles. Tentamos ser legais e coisas assim.
"Você vai sair agora mesmo!" uma mão me agarrou pela trança e me puxou em direção a porta do trem.
As portas de trem não eram feitas para abrirem quando em movimento, mas como todos os bons projetos do governo, dificilmente passavam por manutenção. É, tinha algumas pessoas que realmente queriam sair em uma linha de trem em movimento depois de terem matado ou roubado alguém. Esperar pela próxima estação seria bem estúpido. Havia pontos onde o trem tinha que ir mais devagar. Eram bons pontos para pular. Entretanto, o que esse assassino pretendia não era nada assim. Estávamos na velocidade máxima e o vento nos atingiu quando ele bateu nos cabos e fez a porta se abrir. Eu esperei. Estava pronto. O assassino não era nada disso quando eu o esmurrei, arranquei minha trança de suas mãos repentinamente frouxas e o chutei para fora primeiro. Não houve um grito e não assisti o que aconteceu com ele. Eu tinha seus colegas para enfrentar.
Bati nos cabos e a porta se fechou enquanto me virava em um movimento suave. O cara cheirando drogas virou com olhos embaçados e o cara vadiando em um dos assentos piscou. "Eu disse que ele era um merda" o cara sentado grunhiu e voltou a contemplar a pichação. O cara da droga fungou, concordou com uma risada e voltou a suas drogas. Acho que não eram muito chegados.
Mantive um olhar ameaçador em meu rosto e voltei ao meu assento. Eles não me deram nenhum trabalho, mas eu estava aliviado de chegar na minha parada. Pulei fora e fui embora, sentindo a reação instintiva começando a se ajustar. Tentei me acalmar me dizendo algumas boas mentiras como o cara não estaria mesmo morto. Claro, eu matei muitas e muitas pessoas durante a guerra, mas sua cabeça está em um lugar diferente quando se está na batalha. Você pode dizer a si mesmo que está fazendo algo certo e que está seguindo ordens que farão a vida das pessoas melhor, mais segura, mais livre. É, é verdade, mas você tem que dar um jeito de proteger sua sanidade quando um cara em um móbile suit grita por sua mãe quando você o está cortando ao meio. Eu não tinha essa mentalidade agora. Salvar minha própria pele não me dava a mesma proteção.
Toda aquela comida e a adrenalina me deram ânsia. Fui devagar e sentei na estrada de terra amarelada que ficava entre as cercas frágeis dos ferros-velhos mais de uma vez durante o trajeto. Não era realmente sujeira, isso era mais como lixo industrial, lavado e processado em grãos finos e redondos, esparramados para dar um efeito ascético e reconfortante. Ao menos foi o que os arquivos do governo provavelmente disseram um pouco antes do grande aviso de não respirar a poeira por longos períodos. Se alguma vez estiver em L2, vai notar em apenas uma olhada que as piores partes da colônia têm o especial, reconfortante, agradavelmente ascético lixo reciclado. As cidades têm a boa e velha sujeira de verdade sobre placas de revestimento e as molduras de metal da estação.
Alcançar a esquina do meu quintal foi o mais próximo de chegar em casa para mim desde de que morei no orfanato. Senti segurança, alívio e pronto para me jogar de volta no meu barracão. Eu não estava preparado para entrar e encontrar tudo aberto, esparramado e revirado. Acho que os agentes dos Preventers tinham se exaltado ou os meus 'empregados' no fundo do quintal haviam me roubado para se prevenirem após verem a lei arrastar meu traseiro dali. Minha única consolação era não haver nenhum dinheiro a ser roubado.
Joguei minha caixa de coisas pessoais em minha escrivaninha. O computador se foi, claro, provavelmente sentado no balcão de uma loja de penhores agora. Eu me senti... Deprimido... Perdido... Só com uma certeza na cabeça. Queria dormir. Queria me enfiar na cama e apenas esquecer de todo esse maldito dia.
Fui trancar a porta e encontrei a fechadura quebrada. Emperrar uma cadeira embaixo da maçaneta era melhor que nada. Fui para os fundos onde estava minha cama ao lado de uma pequena geladeira, um banheiro e um pequeno armário, um espaço vazio onde minha tela de vídeo ocupara, e um sofá que estava virado com o fundo cortado e aberto. Meu colchão recebeu o mesmo tratamento, mas alguém pelo menos o colocara de volta na cama, então tudo o que tinha de fazer era cair de cara e deixar o esquecimento do sono me cobrir. O mundo neste momento pode ir pro inferno.
Acordei com uma luz vinda da cortina entreaberta da janela, mirando como um raio laser bem nos meus olhos. Grunhi e tentei me mover. Cada centímetro de minha pele parecia imundo, minha boca estava fedorenta e seca como um deserto, e a alegria das alegrias, minha dor de cabeça voltara. Eu tinha um vago pensamento de que algo atropelado morto na estrada não conseguiria se sentir pior que eu no momento.
Puxei meu corpo para cima, músculos obedientes respondendo apesar da parte do meu cérebro que queria apenas se encolher e continuar ignorando a vida. Quase engatinhei até o banheiro, minhas costas se recusando a esticar, então usei a parede do banheiro para me apoiar em pé enquanto eu urinava em uma privada de metal coberta de ferrugem. O som era estranhamente satisfatório, não pergunte por quê. Isso feito, eu tirei o que sobrava de minhas roupas e liguei o chuveiro. Apenas a metade da ducha estava funcionando, entupida com qualquer lama e imundice que estaria nos canos. A água vinha em todas as direções exceto para baixo. Segurango na cabeça do chuveiro e escorado com uma mão no azulejo rachado, virava-o para este e aquele lado para enxaguar meu cabelo e corpo completamente. Os canos gemiam e ruíam, mas o aquecedor de água estava funcionando. Lentamente, meu corpo se aqueceu e eu acordei completamente.
E agora? Pensei enquanto me ensaboava e passava xampu no cabelo. Enchi a boca de água, fiz gargarejo e cuspi fazendo um alto barulho. Muito melhor. Agora eu não me sentia como se alguém pudesse minar sujeira na minha língua. Ao invés disso, sentia-me completamente diferente. Estava bravo. Quem disse que não tinha ressentimentos? O fim do meu dia ontem tinha praticamente cimentado meu senso de 'eles mancaram comigo'. Ajude-os... Fodam-se... Eu tinha um negócio para administrar... Quase falido, mas ainda tinha que cuidar dele. Eles destruíram meu barracão e me deixaram ser roubado.
Uma voz interna, soando suspeitosamente como uma freira que havia tomado conta de mim quando vivi no orfanato de uma igreja, lembrou-me que eu estava para comprar aqueles giros e me lembrou que se não tivesse sido por Heero tendo peso em sua própria consciência e meu próprio instinto de rua, eu estaria brigando com caras querendo 'me conhecer melhor' em uma prisão de segurança máxima. Eu pisei na linha entre quase nada e peixe grande. Eles ainda poderiam me fazer mal, pensei, se eles quisessem esquecer meu momento querendo voltar atrás.
Enxagüei e sai do chuveiro, passando a toalha pelo corpo e tentando secar minha longa corda de cabelo. Inclinei para procurar entre as roupas no chão algo para usar e meu crucifixo em sua corrente prateada bateu em meu rosto. Recuei. Era como ter minha mão golpeada por uma régua por ter sido ruim. Culpa católica tinha a capacidade de te seguir até o túmulo e as pessoas que tomaram conta de mim tinham me infundido isso mesmo durante minha curta estadia lá. Você não vende giros que podem ser colocados em móbile suits para poderem matar pessoas, você não joga mesmo homens ruins do trem e você não escapa da punição quando lhe é firmemente estendida. Fiz besteira. Heero e Wufei estavam me dando a punição. Ajudá-los não apenas os tirariam das minhas costas legalmente, mas descarregaria alguma bagagem de garoto mal também...
Maldição, quem eu estava enganando?
Cheirei uma camisa e decidi que estava limpa o suficiente. Coloquei uma coisa azul escura que se pendurava solta e tinha o logo de uma loja de peças nela. Um par de pesados jeans largos vieram em seguida e um par de botinas.
Olhei o dia pela suja janela. Sim, eu ESTAVA me enganando. Eu queria me juntar a Wufei e Heero. Eu queria voltar lá fora e sentir a bendita onda de adrenalina de fazer algo importante. Eu não queria ser um fracasso. Eu não queria acabar minha vida praticamente como comecei, pobre e nas ruas. Não havia nada errado em vender sucata. Havia certa carga de excitação que eu carregava por ter um negócio e fazer os acordos, mas nada comparado com o que senti ao perceber Heero e Wufei precisando de mim, precisavam de minhas habilidades, precisavam que eu...
Esfreguei minha nuca e cai sentando na cama, trançando meu cabelo. Eles precisavam que eu fosse um criminoso e contatasse criminosos. Inferno, eles acharam que EU ERA um criminoso. Talvez agora Heero não, mas Wufei ainda sim. Claro, havia certa verdade nisso, mas não na extensão na qual haviam imaginado. Isso estragava tudo, fiquei ainda mais nervoso. Eu não sabia como poderia superar isso para fazer o que não esperava ter muita escolha de qualquer jeito. Estava confuso, desejoso, mas não a ponto de perdoá-los por terem me ferrado a torto e a direito.
"Preciso de mais tempo pra pensar nessa droga!" resmunguei ao amarrar uma bandana vermelha em volta do pescoço e tropecei até a porta da frente. Tirei a cadeira de baixo da maçaneta e abri. Ar quente bateu em meu rosto. "Vai se foder babaca!" Gritei para o bastardo sem nome que parecia adorar quentes dias de verão.
Foi quando o vi. Heero estava encostado na viga da minha pequena varanda, braços cruzados sobre o peito e cabeça inclinada escondida pela aba de seu chapéu. Pisquei e um calafrio passou por mim, o tipo de coisa que se tem quando se vê uma cobra quase debaixo de seu pé. Ele estava coberto de poeira amarelada. Seus braços estavam um pouco bronzeados e já brilhavam com suor. Ele usava uma regata branca, bem, deveria ter sido branca antes da poeira decidir se juntar a ela. Também usava calças largas verde escuro e cheia de bolsos. Seus sapatos eram velhos, desgastados, botas de couro marrom, do tipo que os sucateiros não tiravam do pé. Um grosso cachecol pendurado, já molhado e resfriando seu pescoço. Seu chapéu... Eu pisquei pra ele. Era um chapéu de sucateiro, grande e feito de tiras de tecido entrelaçado, pano, couro e até um pouco de alumínio aqui e ali. Ele representava o papel e eu sabia o que estava interpretando. Encostei-me à parede da cabana e o olhei furioso. "Não" eu disse.
A aba levantou e aqueles olhos azuis tinham o sorriso que seu rosto não mostrava. A palavra 'não' abandonou meu vocabulário. "Foi um compromisso" Heero explicou suavemente "Eu não queria que você estragasse sua posição aqui sendo levado pelos Preventers uma segunda vez e Wufei não confiava em você o suficiente para ficar sozinho e seguir nossas ordens. Ele acha que você vai fugir na primeira oportunidade e avisar a todos da infiltração".
"Wufei faz sentido, mas eu ainda estou aqui" grunhi. "Enquanto a você, pode se vestir como um, mas esse tipo de trabalho é difícil. As pessoas aqui não confiam fácil. Eles vão se perguntar por que você tomou conta dos negócios de repente".
"Não estou tomando conta". Heero me corrigiu.
"E não vai mesmo!" retruquei de volta.
Ele não perdeu a calma. Continuou tranqüilo como se tivesse a eternidade para explicar. Ele disse "Agora estou trabalhando para você. Passaremos um mês tocando o negócio juntos e depois, quando seus contatos estiverem acostumados comigo, acostumados em me ver trabalhando ao seu lado, então colocaremos a operação em andamento".
"Eu não tenho quarto vago e nem tenho certeza se quero continuar com isso" murmurei.
"Onde Hilde ficava?" Heero perguntou.
Senti meu estômago revirar. "Então você investigou toda minha vida, não é?"
"Tínhamos de ter informações sobre seu passado" Heero se desculpou e até conseguiu parecer preocupado.
"Hilde ficava onde meus empregados ficam agora" respondi de mal grado.
"Eles se foram" Heero me informou.
"Que bom, porque senão eu teria de ir lá e acabar com a raça deles por terem me roubado!" reclamei.
Com isso, Heero se endireitou. "Eles te roubaram? Eu poderia fazer a ocorrência, ter alguns agentes..."
"Estragaria seu disfarce" apontei. "Ao invés disso seria melhor se seus amigos dos Preventers me recompensassem"
Heero concordou. "Eu verei sobre isso".
"Legal!" Endireitei também e dei um passo em sua direção. "Agora sobre seus planos. Eu-"
Houve uma pancada e parte da minha cerca caiu com a força de uma pequena escavadeira. Poeira amarela voou em nossa direção e então se assentou.
"PUTA MERDA!" Gritei e esqueci de tudo ao pular da varanda e corre em direção da máquina. Pulei na frente daquela coisa e escalei meu caminho até a cabine. Meu vizinho surpreso me olhou em choque. "Eu ainda não fui embora, Stubburt! Dê o fora do meu quintal! E trate de arrumar minha cerca também, cacete!"
O homem inclinou-se para fora da cabine com cuidado enquanto desligava o motor. A máquina parou num instante. "Eh, desculpa aí, Maxwell. É de quem pegar primeiro, sabe? Achei que tinha ido embora de vez."
"Bem. Não fui!" Rangi os dentes pra ele e surrei o vidro de sua cabine. Era plástico pesado e soou como um tambor. "Eu sou muito esperto para deixar os tiras me pegarem. Tiveram de me deixar ir. Ainda estou nos negócios!"
"Você não tem ninguém para te ajudar" ele esfregou na minha cara. "Sua ajuda se foi. Não pode continuar sozinho, garoto. O melhor é arrumar suas coisas e deixar profissionais como eu tomar conta do terreno".
"Vai se foder!" Gritei pra ele e apontei onde Heero tinha vindo cuidadosamente ficar, próximo da grande roda da escavadeira. "Essa é minha maldita ajuda! Agora vai à merda e dê o fora do meu quintal!"
O homem me encarou feio e me xingou. O motor rugiu à vida e mal tive tempo de pular fora antes do solavanco e finalmente dar ré. Aterrissei com força e tropecei. Então me lembrei de Heero e senti um momento de puro pânico antes de vê-lo me dando cobertura e olhando com raiva para o meu vizinho em retirada. Juntei-me a ele e encaramos a cerca quebrada.
"Achado não é roubado é a regra número um por aqui" Eu o disse. "Deixe o lugar por um tempo e alguém vai 'achar' e tomar até o terreno todo".
Heero me deu um pequeno sorriso. "Estou contratado então?"
Fiz careta e retirei meu cachecol para limpar o rosto agora sujo e coberto em suor. "É, está contratado, mas espere trabalhar pra caramba, Yuy. Eu não pago folgados... Na verdade, eu não pago. Você ganha um lugar pra ficar e está por conta própria para refeições. Eu faço um acordo com alguma sucata e você fica com 5%".
"10%" Heero discutiu, aquele bendito brilho divertido em seus olhos novamente.
"Eu mal fico com 10%!" retorqui, mas então rolei os olhos como se ele estivesse me quebrando e disse "Que tal 7%?"
Heero levantou a mão e eu automaticamente dei um tapa, apertei e larguei como se tivéssemos acabado de trocar algum interesse. Era um "trato feito" dos homens do ferro-velho. Pisquei pra ele.
"Fechado" Heero me disse e riu ao abaixar a aba do chapéu para que eu não pudesse mais ver seu rosto e andou de volta para o meu barraco. Sozinho novamente, percebi ter contratado e negociado pagar um agente Preventer como se ele fosse alguém procurando emprego nos ferros-velhos. Heero era bom. Muito bom.
Continua...
E-mail:maymacallyster(arroba)yahoo(ponto)com(ponto)br ou botão verde no fim da página, olha lá que bonitinho, clica nele!
Respondido por Aryam:
Giby a hobbit, que bom que gosta da fic. Espero que a revisão a deixe bem melhor. O Duo não está nas melhores das situações, mas o pobre Wufei tem lá suas razões para não confiar nele. Com sorte, tudo vai melhorar eventualmente. Obrigada pelo comentário!
Cristal Samejima, eu que agradeço! Não se preocupe, logo estarei postando mais dos capítulos revisados, essa fic é uma preciosidade mesmo. Fico feliz que goste.
Manda-chan43, olá! Fiquei até vermelha com seu comentário! Que bom que acha a fic boa, fico muito grata por suas palavras. Espero que continue gostando e comentado!
Keiko Maxwell, caraca, fiquei até sem palavras quando li seus comentários. Só posso te agradecer com um enorme 'abraço virtual'tm! Muitíssimo obrigada pela empolgação, não sabia que tinha alguém que gostava tanto assim da fic (tanto quanto eu, na verdade). Valeu pelos toques, eu revisei a fic para mudar alguns termos que me incomodavam, mas sempre escapa uma coisinha ou outra, já foi consertado, espero que a melhora seja visível das versões anteriores. Também fico um pouco desapontada com a falta de comentários, por isso sempre estou fazendo apelos por mais, mas os seus já me deixaram tão feliz que valeram por um monte. Logo postarei mais capítulos revisados. E, por favor, continue lendo e comentando!
Ilía Verseau, olá! Não achei seu comentário fraco, muito pelo contrário, obrigada! Sim, é muita sacanagem o que fazem com o Duo, praticamente o obrigando a cometer um crime na situação miserável em que ele se encontra. Ainda bem que ele tem jogo de cintura e acaba dando um jeitinho, mas coitado mesmo, ainda se dá muito mal. Essas duas frases que achou truncadas, me manda por e-mail depois, por favor, quais são, estou revisando justamente para melhorar mesmo. O inglês da Kracken é meio estranho em alguns momentos, tem certas frases dela que não tem sentido, toda sugestão é bem vinda! Obrigada de novo, beijos!
Anzula, hehe, o Wufei é meio mala mesmo e os dois não se dão bem de jeito nenhum... Obrigada pelo comentário!
Seto Scorpyos, então, todo mundo pega birra do Wufei no começo (inclusive eu) e tenho que admitir que elenão melhora muito mais pra frente... Ele é bem pé no saco, mas o Duo aprende a lidar com ele. Eles sacanearam o americano legal mesmo, mas o pobre do Duo tem uma vida já tão miserável que no fim não será tão ruim. Muito obrigada pelo comentário! Fico contente em saber que gostou dos primeiros capítulos, logo vou postar o resto.
Harumi! É tão bom ter notícias suas! Eu que agradeço o comentário! Acho engraçado o fato de você parecer ser umas das únicas a entender que quem está postando essa fic sou eu e não a Illy. Mas tudo bem, espero que a revisão esteja bem melhor do que a versão anterior. Abraços!
Bibiss, nossa, fiquei até vermelha com o elogio. Muito obrigada pelo comentário. Que bom que gosta da fic, é uma de minhas preferidas. Espero que continue acompanhando e sempre que tiver um tempinho, dê um 'oi'!
Scheila Potter Malfoy, seu comentário foi muito decente sim! Hehe, obrigada! Espero que continue gostando!
Belle Wood, fico feliz de receber seu comentário! Outra fã da fic que eu desconhecia. Que bom que está gostando, por favor, continue acompanhando!
