– E então, quando poderei te rever? – do outro lado da câmera, Kid apoiava a lateral da cabeça nos dedos, lendo as mensagens e vendo |seu| rosto ao mesmo tempo.
– ...verei quando posso. Quando der, eu te falo aqui. – |você| também fazia o mesmo, lia as mensagens e vendo o rosto do ruivo pela câmera ao mesmo tempo.
– Quero vê-la pessoalmente antes de ir embora daqui. Ao menos isso.
– Tudo bem, Kid. Não me esquecerei disso.
– Será que poderei falar contigo por aqui para sempre?
– Ué, por que não? O mínimo que você pode fazer para ver como estou. E vice-versa.
– Hmmm... interessada em me ver sempre... então vale minha insistência nesse contato. Se o contato do outro lado tem interesse, merece o meu.
– Você... está em seu navio?
– Sim, estou. E quando virá me visitar aqui, hein?
– Em um dia que me for possível e seguro. Tem que ser assim, viu?
Kid riu e depois continuou a digitar. |Você| esperava a resposta dele olhando-o pela câmera, admirava parte do físico que podia ver dali.
– Garanto a sua segurança na ida e volta, é só me falar quando puder vir aqui...
– E... o que faríamos aí?
– Você ia conhecer todo o navio, talvez te levasse para dar uma voltinha pela baía aqui perto. – ele sacudiu os ombros rapidamente após |te| responder.
– ...o mínimo que você poderia fazer, não é? – |você| respondeu, depois colocando a mão no queixo como se tivesse pensativa.
– A não ser que me permitisse fazer outras coisas...
|Você| começou a "estuda-lo". Queria analisa-lo de acordo com suas falas e ele já tinha compreendido sem falar absolutamente nada em relação a isso.
– Quais? ...por exemplo.
– Que tal se morasse aqui comigo? Ser um dos meus companheiros.
– Hmm... acredito que não seria somente uma simples companheira.
– Dependendo do que você quisesse, |seu nome|.
– ...aí, sim.
– Não sou tão mau quanto pareço. Tudo também depende da pessoa com quem lidou.
– Sei como é isso. Também sou assim.
– ...e... se não tivesse compromisso algum... ficaria comigo?
– Ficaria.
Ele fez uma cara de surpresa por trás da câmera. Por dentro, |você| estava surpresa consigo mesmo, por ter digitado essa resposta sem pensar antes.
– ...falo sério, Kid. Sendo livre, o que me impediria?
– Gostei... aliás, estou gostando de você além da atração que senti... parece ser uma pessoa de confiança... esse teu namoradinho tem sorte, viu?
Você apenas sorriu, sem digitar nada em resposta.
– Poderíamos fazer uma brincadeirinha agora... se quiser, claro. – sugeriu o ruivo.
– Que brincadeirinha? Fala-me.
– O seguinte...
E ele propôs um joguinho sensual: cada um deles fariam perguntas relacionadas a conhecimentos gerais, quem errasse tiraria uma peça da roupa.
– Ah, não! ...outra condição para quem perder, aceito o jogo, mas com outra condição. – |você| discordou logo.
– Qual condição você sugere para quem perder?
– ...não sei.
– Ah! E lembra-se que estamos distantes e quem ninguém verá isso aqui... podemos brincar seguros.
De fato, aquilo era verdade. Da câmera, pelo menos, dava para ver que estava sozinho. Mas e se não tivesse tão assim? E se ele permitisse que outros vissem? E se ele até gravasse aquilo de alguma forma para depois mostrar para alguém? Ele não era de confiança o suficiente. As diversas precauções lhe impediam de aceitar uma ideia que lhe pareceu interessante em segredo.
– ...vamos continuar conversando mais... vou pensar bem antes de aceitar brincar disso. – |você| sugeriu.
– Se isso fosse tão comprometedor, eu mesmo jamais sugeria isso... afinal, eu sou mais conhecido que você... e você poderia me comprometer mais que eu a ti, |seu apelido|.
Kid estava certo. Assim como era arriscado para |você| nesses quesitos, para ele também. Ele não permitiria facilmente que alguém o entregasse para a Marinha por algum tipo de mídia. |Você| poderia fazer isso facilmente como qualquer outra pessoa.
– E aqui não tem como gravar, os den den mushis que são disponíveis ao público não gravam nada...
– Ah, é! – |você| se lembrou de outra verdade. Aqueles den den mushis em forma de computador só permitiam coisas mais simples – Mas... eu vou pensar. Falta agora você driblar a minha timidez, Kid. – |você| se justificou.
– "kkkkkk" isso tem tempo. Eu só sugeri, não estou impondo nada, |seu apelido|!
– Claro...
E assim passaram a noite conversando outras conversas aleatórias até a hora de sair ali para dormir e acordar cedo.
– Já vai?
– Tenho que acordar cedo.
– Tudo bem. Amanhã nessa mesma hora aqui, está bem?
– Tudo bem.
– Até amanhã!
– Beijos! – |você| deixou escapulir inocentemente.
Aproveitando aquela despedida mais "íntima", ele a olhou com o canto dos olhos ao ler sua última mensagem. Mandou um beijo pela câmera e depois um sinal de "tchau". Você deu um simples "tchau" antes de encerrar aquela conversa virtual. Realmente, |você| achou que era uma pena não poder gravá-lo respondendo ao beijo que |você| havia digitado. Mas em |sua| memória, aquilo já estava registrado. E mesmo que quisesse esquecer, não seria tão fácil.
...
|Sua| colega de trabalho não parava de falar sobre suas aventuras amorosas durante o expediente. Aquilo, só |te| fazia invejá-la. Solteira e livre, ela desfrutava de relembrar o mais recente caso onde pode ter um breve momento de intimidade num baile que havia ido fim de semana passado. |Você| não teria a indelicadeza de manda-la calar a boca, não tinha como. |Você|, longe do namorado que nem se lembrava de nada mais dele, nem do seu cheiro; como também estava longe da recente paixão que havia nascido dentro do |seu| corpo. O jeito era ouvir tudo aquilo atenciosamente.
Só conseguiu tolerar aquela conversa quando se lembrou da tal brincadeira proposta por Kid. |Você| analisava e imaginava-se brincando ali com ele, na frente da câmera do den den mushi. Ainda estava receosa de riscos desagradáveis. Mas assim como |você| estava, ele estava ainda mais.
– |Seu nome|... estou falando!
– Ah, desculpa... o que foi?
– Perguntei o que você acha? Devo ou não aceitar a proposta dele?
– Proposta... de quem?
– Ah, |seu nome|! Vou ter que falar tudo de novo, não é?
– Desculpa... ando muito atarefada nesses dias que... estou avoada.
– Estou vendo... mas é por causa de tarefas ou... por causa de homem, também?
– Nada, não tenho essa vida boa que você tem!
– Nossa... – |sua| amiga começou a rir daquilo – não acho isso boa vida. Estar em meio a decisões... queima muito os miolos!
|Você| olhou para ela. Aquilo que ela |lhe| disse te chamou atenção.
– Bem, vou te contar de novo: havia um rapaz lá naquele baile que eu fui...
– Depois você me conta. Tenho medo de me desconcentrar de novo e te fazer perder tempo.
– Ah, nada! Até que gosto de relembrar das minhas loucuras!
E você teve que ouvir a situação similar a sua.
– Você... é livre, desimpedida?
– Sim, oras! Como toda jovem garota deve ser!
– Então vai fundo, pega ele!
– Sério?! Não fica feio para uma moça...
– Só se tiver algum compromisso e fazer tudo por trás. Se não, aproveita enquanto pode! – |você| disse sorrindo.
A outra |te| abraçou, como se agradecesse o conselho.
– É tão bom ter uma amiga decidida, assim!
Sim... decidida com as decisões que não precisava tomar... se a |sua| amiga soubesse bem o que passava consigo...
Após, chegar em casa, |você| foi direto tomar uma ducha fresquinha e jantar. |Seu| companheiro de apartamento estava irritantemente observador de |ti|. Também achava |você| que estava com uma paixão abafada. E o que isso tinha a ver com ele? Talvez... ele ficasse preocupado... ou então também estava gostando de |você|. Vai saber... mas o que ela só queria era terminar a janta e ir direto para o computador ficar horas conversando com o ruivo até dormir.
|Você| novamente já estava lá, em frente à tela do den den mushi, vestindo uma camiseta |sua primeira cor favorita| fina e short de cor |sua segunda cor favorita|. Ele estava online e pediu para |você| permitir a câmera.
– Menos roupas... – ele observou seus braços e ombros nus, que apenas sustentavam a alça fina da camiseta.
– ...gostou?
– Gostei... parece que alguém está disponível hoje a brincar de "certo ou errado".
Era aquela brincadeira proposta por Kid em que aquele que errasse qualquer pergunta de resposta verídica teria que se desnudar de uma peça. Uma brincadeira similar ao strip poker.
– Mas antes... prova-me algumas coisas.
– Provar? – o ruivo fez uma cara de confuso diante da pergunta.
– Sim. Quero que me mostre todo esse seu quarto ou escritório. Se for para a gente brincar, quero que fique apenas entre nós.
– Não seja por isso.
Ele se levantou, pegando um dos olhos do den den mushi e virou-o em sentindo rotacional, mostrando onde estava. Pela câmera, deu para ver que ele estava com sua calça de sempre e, dessa vez, tinha a bandoleira no peito com as duas armas que sempre levava consigo. Ele mostrou toda a área em que estava: seu quarto no navio. Um camarote grande, bem rústico. Depois, voltou a se sentar.
– Agora... quero que faça o mesmo. – ele cobrou, pois também queria ter a confiança vinda por parte da garota de cabelos |cor dos seus|.
|Você| fez a mesma coisa. Kid pode conhecer o |seu| quarto naquele tal apartamento de aluguel em que vivia.
– Esse quarto não tem nada a ver com você, |seu nome|.
– Nem é meu, de fato...
– Hehehe... e você, que achou do meu?
– Muito bonito! E bem o seu estilo.
– Obrigado, |seu apelido|. E então? Está pronta para começar?
– Espera só um pouco... vou trancar a minha porta. Recomendo que faça isso também, já que pode entrar alguma pessoa de repente.
– Você mora com mais alguém?
– Não sei se já falei, mas sim. Um companheiro de quarto apenas. E chato... mas não abusivo, não se preocupe.
– Hum...
|Você| foi trancar a porta. Kid já tinha a porta do seu camarote trancado.
– Posso começar, Kid?
– Pode. – após digitar, ele se esticou ao encosto da cadeira, com os braços cruzados para trás.
Então você pesquisou uma pergunta sobre um assunto aleatório na internet e lançou a pergunta para ele.
– Não vale consultar, viu? Mantenha os braços para trás! – |você| determinou, apreciando ver o peito ainda mais robusto e exposto naquela pose dele.
– Está bem... – ele fechou os olhos, tentando se lembrar do pouco que sabia sobre a arte da pintura. O nome do artista que pintou uma famosa obra – hmm... da próxima vez, escolha algo sobre mecânica, física, nisso eu sou melhor que artes.
– Hahaha... não foi determinado o assunto específico. E muito fácil, não tem graça.
Kid te olhou de novo com aquela cara maliciosa, que te fez rir um pouco.
– ...ansiosa para me ver perdendo, não é?
– E você não está ansioso para me ver perder, também? – |você| encarou-o provocativa – Então... aliás, qual é sua resposta?
– Desisto. – ele se levantou e começou a tirar a bandoleira e o óculos típico de aviador que usava, voltando a se sentar – ...muito revelador, não é?
– Ah, então todas as peças valem como se fossem roupas? OK.
– Valem... acho que devem valer. – Kid não tinha pensado nisso e já imaginou ela tirando pulseiras, colares... embora tinha percebido que |você| não tinha uma peça dessas – Agora, é minha vez de perguntar... enquanto isso, ponha suas mãos para trás também!
|Você| fez o mesmo. Assim como já imaginava, ele fez uma pergunta acerca do que ele dizia entender mais, de física. Sem chances de acertar, |você| tirou suas meias e mostrou os pezinhos |tipo dos seus| e nus. Ele riu, apreciando o que a câmera do den den mushi refletia. Belos pés, de cor |cor da sua pele|, que deveriam ser ótimos para serem beijados e estimulados de diversas formas durante uma cópula. Sentando-se direito, era a sua vez de fazer a pergunta. Agora, ambos só possuíam roupas em seus corpos. |Você| fez outra pergunta, fora do contexto o qual ele era mais experiente, e ele tirou as calças sem nenhum receio ou pudor diante da câmera, ficando de cueca. |Você| apreciou silenciosamente a exposição de pernas brancas e bem torneadas.
– Você não tirou os sapatos antes?
– Não estou com eles... – mostrou um dos pezões – e se continuar a me fazer perguntas difíceis, ficarei logo, logo... do jeitinho que está esperando.
– Mas não é essa a intenção do jogo... Kid?
Ele sorriu malicioso. Notou que ela estava mais ousada naquele momento. Esperava que ela não tivesse aprontando nada em segredo, assim como ela esperava isso dele. Mas o desejo de se apreciarem por trás daquelas câmeras era muito mais forte. Quando foi sua vez, também errou mais uma pergunta difícil sobre piratas. Você se afastou na cadeira, para ele ter visão maior do seu corpo. De repente, |você| sentiu uma excitação tomar conta do seu corpo, aos poucos. Você tirou a camisa, revelando um sutiã sem alças e aparentemente meio justo que realçava o volume deles.
– Ahhh... – Kid pôs a mão na testa, balançando negativamente a cabeça – vocês garota tem sempre uma peça a mais que nós, homens!
|Você| riu.
– Fica de pé, quero confirmar quais peças ainda lhe restam no corpo. – ele pediu. Obedecendo, pôs-se de pé. Restavam-|te| o sutiã, o short e a calcinha por baixo deste último. Ele passeou com os olhos nas curvas do |teu| corpo |formato dele|. Nos seios, apertados naquele sutiã. Na parte exposta de suas coxas |formato delas|. O olhar dele te enchia de excitação. Era prazeroso ser olhada assim por ele, mesmo do outro lado daquela câmera.
– Minha vez de perguntar. – após se sentar novamente, |você| foi ver outra pergunta para fazer. – espero que acerte... você só tem uma peça, certo Kid?
– Sim... e não acho que está torcendo para que eu acerte... – digitou o rapaz, também animado naquele jogo e naqueles olhos |cor e formato dos seus| apreciando-o em cada peça tirada.
|Você| lançou uma pergunta acerca de piratas. Pegou algo sobre a execução de um famoso pirata que deu origem a busca de um tesouro chamado...
– One Piece. Gold. D. Roger. Há vinte e dois anos atrás. – respondeu ele, convicto.
– ...acertou. – |você| também confirmou com a cabeça, balançando positivamente.
– Pensei que faria uma pergunta difícil... mas se o jogo acabar agora, não é? Não tem tanta graça...
– Também acho...
Só que Kid estava mais ansioso e escolheu outra pergunta que julgava difícil para |você|, mas |você| sabia que respondeu a resposta correta, restando ao outro concordar e se conformar na próxima vez em que errasse. Mas, ele já se excitava mais metendo a mão por dentro da única peça do corpo e acariciando o membro sem |você| perceber. Fazia aos poucos, evitando chegar ao clímax totalmente... aquele momento não deveria acabar logo. Com a outra mão, escrevia a pergunta sem dificuldade alguma. Outra coisa acerca de veículos. Errando, |você| tirou o short, ficando de calcinha e sutiã somente, até então.
– Fica de pé. – pediu Kid, olhando-a com desejo.
Assim |você| fez. Um pouco encabulada só em se imaginar totalmente nua para ele, que se masturbava com a outra mão, apreciando a visão que tinha daquele corpo feminino diante e distante dele. |Você| reparou que o outro a olhava mais sério e mais desejoso. Aquilo |te| punha excitada, que |te| desinibia ainda mais naquele jogo similar ao strip poker. Ele parecia se mover por baixo e |você| pode ter uma ideia do que era e não poderia ver aquilo ereto. Achava aquilo muito "forte" para encarar, mas não quis perder aquele espírito amistoso encerrando a brincadeira do nada e desligando o den den mushi.
– Eu... só quero te pedir algo... – |você| pede subitamente, sentindo o pudor entrar em conflito com sua excitação dentro de seu corpo.
– Diga. – postou enquanto se masturbava secretamente.
– ...se perder, cubra seu sexo.
– Não quer vê-lo?
– O que vale é a nossa nudez em si. Não precisamos ser tão detalhados... por favor.
– ...está bem... |seu nome|.
|Você| lançou outra pergunta e Kid decidiu responder que não sabia independente do seu conhecimento ou não. Ele a encarava cheio de luxúria, pondo |você| com as faces ruborizadas, ao mesmo tempo em que apreciaria ver aquele belo corpo despido. Mas não queria encarar o sexo que ele parecia estimular fora do alcance da câmera. Ele se pôs de pé, cobrindo aquele membro o qual já doía em sua mão, ansioso por se satisfazer diante da visão que tinha de |você| quase sem a lingerie.
– Acho que você acabou perdendo esse jogo, Kid... assim como no strip poker, acredito que quem fica por último totalmente pelado, perde. Não é?
Ele concordou com a cabeça. Ficou em pé diante da câmera, nu, vendo |você| apreciar o corpo dele. Voltou a se sentar na cadeira, rindo um pouco para |você|, que apreciava ter vencido o jogo e não ter tirado o resto.
– Quero a revanche amanhã... mas enquanto isso... fica de pé. Só um pouquinho mais...
Ficando de pé, |você| se permitia ser vista por ele, que se masturbava vendo seu corpo quase despido. Você fechou os olhos brevemente, abrindo depois. Não podia ver o sexo dele na posição em que ele estava diante da câmera, mas entendeu o que acontecia. Era como se ele tivesse tocando seu corpo de onde estava. Era como os olhos dele fossem as mãos dele passeando pela |sua| cintura, quadris, coxas.
Quando Kid chegava perto do clímax, teve que interromper tudo. Alguém na porta batia com força para que abrisse. Reconheceu a voz do Killer. Conturbado com aquela brusca interrupção, fez com a mão livre sinal para esperar. |Você| sentou, confusa, vendo-o fechar a câmera e digitar rapidamente "nos vemos depois", saindo rapidamente. O que deve ter acontecido fora dali para Kid interromper assim? Realmente, |você| concluiu que não havia ninguém mesmo ali. E que não poderia haver.
