What a night...

Jensen estava cansado do voo, há muito tempo que ele não fazia uma viagem tão longa. Ele queria dormir durante pelo menos 12 horas seguidas ao lado de seu amor. Já Jared estava mais animado do que nunca, talvez tenha sido todos os doces que ele comeu no avião, mas ele nunca havia desejado tanto Jensen como agora. Ele adorava como Jensen ficava sexy quando estava com sono...um leve mau humor, olhos entreabertos e Jared jurava que os lábios dele ficavam mais carnudos e as sardas mais acentuadas.
Eles chegaram ao hotel 5 estrelas que Misha e Zach pagaram como presente de casamento atrasado, e assim que entraram no quarto, Jensen deitou-se na cama e fechou os olhos. Jared deitou-se na cama junto com ele, beijou-lhe a nuca e colocou a mão por dentro da camisa dele, acariciando-lhe os mamilos. Jensen deu um suspiro de prazer, mas ele queria dormir.
-Jay...estou cansado...vamos dormir um pouquinho antes...
-Ah Jen, você nunca dorme só um pouquinho...da última vez que disse isso, dormiu por 8 horas seguidas! E...é nossa lua de mel!
-hum... Jay...depois...
Se era possível, Jared estava mais excitado ainda. Ele não sabia se era o lugar, a situação, a voz rouca de Jensen quando ficava com sono, o cheiro dele que se intensificava conforme Jared lhe beijava a nuca. Mas a libido de Jared estava em alta, e ele já estava duro. E queria que Jensen o dominasse na cama, o controlasse. Ele amava quando Jensen era controlador na cama, o fazia se sentir protegido e desejado. Jared movia seus quadris e sua ereção ficava maior com o contato com as nádegas de Jensen...oh as nádegas de Jensen, firmes e... Jared não iria aguentar, ele precisava, ele estava ficando se ar, corpo quente e chegava a doer de tanto desejo. O que tinha nesta cidade?
E então Jared jogou sujo. Ele sabia o que fazer para Jensen despertar.
-Tudo bem Jen...eu entendo, você está cansado. Vou aproveitar e responder aos e-mails que recebi, sabia que terá uma festa do pessoal da faculdade?
-Hum...legal... – Jensen respondeu sonolento.
-Eu estou pensando em ir... mas será na casa do Chad...
-Oi?
-O que?
-Você está fazendo isso de novo, não é?
-Fazendo o que?- Jared respondeu com a cara mais inocente do mundo.
-Me provocando para conseguir me despertar para transarmos.
-Funcionou?
Jensen beijou Jared com fúria e uma rapidez que fez Jared se assustar. Jensen tinha fogo no olhar e seu beijo era quente e intenso. "Meu" ele sussurrou no ouvido de Jared que achou que gozaria só de sentir o hálito quente do outro em sua pele.
-Você nunca mais cite o nome dele. E por esta chantagem, você vai pagar caro.
Jared não sabia se se desculpava ou não. O olhar de Jensen era forte e ele enxergava o desejo crescer dentro de seu homem. Jensen também via o quanto Jared queria aquilo.
Jensen arrancou a roupa de Jared devagar. Ele ficou de cueca e Jared totalmente nu. Jensen acariciou a ereção de Jared, devagar, quase não tocando, apenas passando os dedos levemente. Jared gemia de prazer, e seu corpo tremia com tanto prazer. "Nem pense em gozar ainda" O tom autoritário de Jensen quase fez Jared gozar. Ele tentou dizer que não iria aguentar, mas foi silenciado por um beijo quente e molhado.
Jensen esfregava seu corpo em Jared, beijava o pescoço dele, os mamilos, cada parte do abdomem. O pênis de Jared escorria pré-gozo . O cheiro do corpo suado de Jared estava levando Jensen a loucura. Ele quase se rendeu, mas ele sabia que Jared gostava de ser dominado. Que esta era a fantasia do outro. E ele iria fazer durar.
Jensen passou a língua bem devagar por toda a extensão do pênis de Jared. "Jen" Jensen foi engolindo, sugando, chupando Jared devagar até o ter todo em sua boca. Jared gemia alto, e movimentava os quadris, mas Jensen o segurou. "Eu quem conduzo" ele disse com a tanta força e dominação que Jared não aguentou e gozou. Com tanta força que todo seu corpo tremeu de prazer.
-Já? Eu te disse pra não gozar.
-Jen... eu... eu não...
Jensen chupou Jared novamente, não dando tempo do outro se recuperar do orgasmo que acabara de ter. Jared gemia novamente, coração acelerado e corpo reagindo aos toques do outro. Era tão forte, tão intenso que doía. Um desejo tão forte, que ele estava duro novamente. Jensen acariciava a entrada de Jared, e ao sentir que o outro relaxava colocou seus dedos dentro do outro. Jared ficou até um pouco zonzo com o prazer que sentiu quando Jensen tocou sua próstata.
-Jen...
Jensen parou de chupa-lo e respondeu com voz rouca e firme.
-O que? Que você quer, Jared?
-Eu...por favor...
-Por favor o que?
-Eu quero que você me foda.
Jensen quase gozou. Jared nunca falava assim, era sempre muito doce na cama.
Jensen tirou sua cueca, abriu as pernas de Jared e o penetrou de uma vez, forte e acertando exatamente na próstata do outro. Jensen sentia os músculos de seu corpo se contraírem, ambos extremeciam de prazer. E Jensen intensificou os movimentos. Jared gritava de prazer. Jensen nem se lembrava mais de nada. Não havia mais ninguém no mundo naquele momento. Eram apenas os dois, se tornando um só mais uma vez. Jensen segurou o pênis de Jared e o simples fato de sentir os dedos do outro o tocando fez Jared gozar novamente, tão forte que ele parou de respirar por alguns segundos. Jensen gozou forte dentro do outro praticamente ao mesmo tempo.
Jensen ficou um tempo ainda dentro de Jared, e beijava o rosto do outro, que tentava voltar a respirar normalmente novamente. Depois de alguns minutos, Jensen se deitou de barriga pra cima, e Jared colocou sua cabeça no peito de seu amado, que lhe acariciava os cabelos.
-Isso foi... Jen... foi...
-Eu sei.
-Eu sou seu, sempre fui e sempre serei.
-Eu sei. Também sou seu.
E ambos adormeceram.

What a moon...

O outono parisiense dava um ar mais romântico ao passeio de Jensen e Jared. Eles andavam ao longo do Rio Sena e era como se não houvesse mais ninguém no mundo.
-Jen...eu...
-O que foi Jay? Está se sentindo bem? Você ficou pálido de repente...
-Estou bem, mas... é como se eu estivesse vivendo uma lembrança...
-Perdida?
-Sim, uma lembrança perdida. Como você sabe?
-Eu também me sinto assim, como se estivesse vivendo algo que sempre tive que viver mas não sabia, como se finalmente estivesse completando um ciclo.
-Acho que... acho que de certa forma estamos...eu já sonhei com isso.
-Com nossa lua de mel?
-Não, com esta vida.
Jensen apenas sorriu e tocou levemente os lábios de Jared com os seus. Ele também já havia sonhado com Paris, mas sempre acordava tenso e com medo.
-Eu também, sempre sentia medo e ficava tenso quando acordava, mas acho que era porque não eu havia de fato vivido aquilo. Mas agora não sentirei mais medo, não ficarei mais triste quando pensar em Paris, porque estou vivendo minha lembrança perdida.
-Meu Sunshine...
Jared sorriu. Ele sempre sentia borboletas no estomago quando Jensen o chamava assim. Se sentia especial, se sentia em casa, completo, forte.
-Você é especial mesmo... e eu também me sinto completo desde que olhei pra você pela primeira vez...
-Lendo meus pensamentos?
-Você leu os meus também...
Eles se sentaram a margem do Rio Sena embaixo do sol morno da tarde de outono. Era quarta-feira então não havia praticamente ninguém passeando a esta hora. Jensen e Jared estavam sozinhos, pelo menos se sentiam assim, e isto os deixava mais confortáveis para se tocar, beijar, namorar. Para se reencontrar.
-Jen, como foi pra você a primeira vez que nos vimos? O que foi sentiu?
Jensen fechou os olhos e deixou a lembrança daquele dia lhe vir à mente.
Paris 1834
Paris era linda na primavera. As flores eram tão lindas e coloriam a cidade. Madame Ackles sempre levava seus filhos até o Parque para passear. Jensen tinha 6 anos e Chris 10. Ela não tinha muita paciência com as crianças, então sempre levava o garotinho negro, filho da escrava para brincar com seus filhos e distrai-los. Sem contar no escravo que sempre os acompanhava para fazer a segurança, afinal de contas Monsier Ackles era muito importante.
Chris e Jean corriam pelo parque, alegres e sorrindo. Chris chamava por Jensen, mas este fazia que não com a cabeça. Ele adorava ao irmão, o idolatrava. Queria ser forte e esperto igual a ele, mas ele não conseguia. Sempre se sentia cansado ao correr, e tinha asma. Muita falta de ar, muito cansaço. Então ele apenas observava. Gostava de ver o irmão brincar e correr, e Chris sempre dava um jeito e inventava uma brincadeira em que todos podiam participar. Ele não excluía Jensen. Ele sempre o defendia e cuidava dele, sempre o fazia se sentir importante.
Uma borboleta azul, linda posou na pequena mão cheia de sardas de Jensen. Ele sorriu. Ela era tão linda e parecia encantada. Jensen correu atrás dela quando ela saiu voando, graciosamente devagar. Era como se ela voasse devagar para Jensen não ter que correr muito e conseguir acompanha-la. Ele estava encantado e sentia seu pequeno coração bater forte. Correu pelo parque e quando se deu conta estava perdido. Não via mais seu irmão. Não via mais ninguém. Estava cercado por muitas rosas brancas, lindas e perfumadas. Teve medo. Sentiu falta de ar, sua asma estava atacando. Sentou-se no chão e deixou as lágrimas escorrerem de seu rosto. Fechou os olhos e rezou para seu irmão encontra-lo "S'il vous plaît Dieu".
Ele ficou sentando durante um tempo que lhe pareceu horas, dias, meses. Sua respiração estava errática e ele suava frio. E chorava copiosamente. Foi então que ele viu a sombra de alguém se aproximando. Olhou pra cima e viu. Um garoto de olhos tão doces e com um sorriso calmo que lhe transmitia paz. Ele tinha uma franja que lhe caía pelos olhos e Jensen achou engraçado os buraquinhos na bochecha dele.
-Vous êtes perdu?
Jensen respondeu que sim com a cabeça, de fato ele estava perdido, e com muito medo.
-Ne pas avoir peur...
O garoto lhe disse para ele não ter medo e colocou a mão em seu coração. De repente Jensen sentiu sua respiração voltar aos poucos ao normal, e não teve mais medo. Se permitiu sorrir para o garoto, que falava algo, mas ele não ouvia. A única coisa que ele enxergava era uma luz forte, como o Sol, emanando do outro. Jensen soube que não deveria ter medo porque agora ele estava em casa.
O garoto lhe ofereceu a mão e o guiou para a parte do parque em que provavelmente alguém estaria o procurando. Jensen lhe deu a mão e foi com ele. Não demorou para ele ouvir a voz de Chris e seu coração bateu acelerado e um sorriso se fez em seus lábios.
-Merci beaucoup!
-De rien!
O garoto que brilhava lhe deu uma das rosas brancas que estavam no jardim no parque. Sorriu para ele. Chris chegou com Jean e o escravo adulto que os acompanhava. Ele o abraçou e lhe pediu desculpas por tê-lo deixado se perder. Jensen não ouvia nada, seu pequeno coração sabia que aquele encontro era especial. Mas sua vida triste o fez se esquecer da primeira vez em que eles se viram.

Paris 2013

Ambos abriram os olhos e tinham os corações acelerados.
-Jen...esta é nossa lembrança perdida...eu...Jen, você também viu? Você se lembrou?
Jensen tinha lágrimas nos olhos. Quando ele os fechou, não sabia ao certo de que momento se lembraria. Agora tudo fazia mais sentido. Paris fazia sentindo, a rosa branca do dia do casamento também. Eles estavam destinados a ficar juntos, eles pertenciam um ao outro.
-Agora eu encontrei Sunshine...minha lembrança perdida.
E assim eles passaram a tarde de quarta-feira, olhando o Rio Sena e deixando suas lembranças perdidas se encontrarem.

Mais um dia de lua-de mel, e estava quente. Muito quente para esta época do ano. Jensen brincou que Jared havia trazido calor para Paris já que ele era o Sunshine. Jared sorriu e corou um pouco.
Depois das lembranças do dia anterior, e da noite de amor que eles tiveram, eles estavam cansados para passear pela cidade, e resolveram usufruir das regalias do hotel. Ficaram a manhã toda no quarto, se beijando e conversando. Na verdade Jared falava sem parar e Jensen apenas ouvia sem de fato prestar atenção. Ele amava o som da voz de Jared, da gargalhada do outro, do olhar infantil e intenso.
-Então nós fomos todos pra casa do tio John!
Jensen piscou rapidamente e se perguntou quem era tio John e quem é que foi para a casa dele. Jared soltou uma gargalhada sonora, daquelas em que ele joga a cabeça pra trás e ri com o corpo todo.
-Você está fazendo de novo Jen! Não está prestando atenção no que estou falando! Onde você está?
-Perdido no som da sua voz...
Jared corou e beijou seu amado nos lábios.
-Jay, podíamos ir até a piscina, o que acha? Está tão calor, e há tempos não nado em uma piscina... eles já disseram que a daqui não tem cloro, então não terei problemas com a asma. É tão gostoso nadar...
Jared jamais negaria algo para Jensen e apesar de não saber nadar, concordou em ir até a piscina. Colocou seu calção e camiseta, pegou uma toalha e foi com Jensen até a piscina do hotel.
Jensen nadava com classe. O coração de Jared quase saiu pela boca ao vê-lo pular na água. Tão lindo e atlético. Os músculos dos braços e de Jensen se moviam como numa dança enquanto este nadava com força e rigor. As costas cheias de sardas de Jensen pareciam maiores e macias quando a agua as tocava. Jared olhava para o corpo de seu marido e parecia que o redescobria a cada braçada que Jensen dava na agua. Lindo. Sexy. Único. Jared agradeceu aos céus por também ter trazido uma toalha, assim podia esconder sua ereção que ficava cada vez mais visível.
Jensen saiu da piscina e se aproximou de Jared. Pegou o copo com suco e bebeu. A visão de Jensen com agua escorrendo pelo corpo e bebendo aquele copo de suco, quase fez Jared levantar e o agarrar ali mesmo, e quando ele estava de fato prestes a fazer isso, Jensen o tirou de seu torpor.
-Jay, porque você não entra na agua comigo?
-Prefiro vê-lo daqui... é...sexy. – Jared respondeu corando um pouco.
-Eu não sabia que você tinha um kink com nadadores.- Jensen respondeu dando um sorriso sugestivo.
-Meu kink é com você... – Jared levantou a toalha e Jensen arregalou os olhos com a visão da ereção de seu marido.
-Se você gosta, tanto, então não tire os olhos de mim... – Jensen disse isso e deu outro mergulho na agua. Desta vez ele estava nadando apenas para Jared. Nadou de costas, borboleta, com o corpo todo em baixo d'agua, deu mergulhos, usou todo seu repertório para satisfazer os desejos de seu marido. Se era possível, só de olhar para a cara de Jared, Jensen também começava a ficar excitado.
Só que Jared não era o único que achava Jensen a maneira como Jensen nadava. Um turista italiano, alto, moreno de olhos verdes, corpo atlético e charme irresistível comtemplava Jensen enquanto este nadava. Ele o achou lindo e tremendamente sexy. Também achou Jared bonito, mas quem estava sem camisa era Jensen e ele não costumava perder a chance de dar uma boa cantada. Notou que os dois estavam acompanhados, mas isso não o incomodou. Não seria a primeira vez que ele ficaria com um casal.
Pulou na agua e começou a nadar ao lado de Jensen. Tentava flertar com o outro dentro da agua, através de seus movimentos nadando. Jensen notou e ficou constrangido. Resolveu que era melhor sair da piscina e subir para o quarto com Jared. Só não esperava a cena que se fez a seguir.
Jared notou que o homem nadava ao lado de Jensen. Como ele ousava? Não estava claro que Jensen estava com ele? Que eles eram casados? E que Jensen era seu, e estava nadando apenas para ele? Ciúmes. Geralmente o ciumento era Jensen, mas algo dentro de Jared fez com que seu coração acelerasse, ele sentiu uma leve falta de ar, uma raiva daquele cara ousado. Ele iria mostrar pra ele pra quem Jensen estava nadando. E então ele levantou-se, tirou sua camisa e pulou na piscina.
Na vida algumas lembranças só passam pela nossa cabeça durante aquela fração de segundos em que não dá mais tempo de voltar atrás. Durante uma fração de segundos, Jared se lembrou que não sabia nadar. Mas já era tarde demais, ele havia pulado na piscina e estava afundando.
Jensen viu que Jared pulou na piscina. No momento em que seu marido tirou a camisa, ele sentiu seu coração palpitar com a visão do belo corpo de Jared e de sua visível ereção. Mas ao vê-lo dar um mergulho um tanto quanto estranho, ele sentiu outro tipo de palpitação. Algo estava errado. Muito errado. E ele percebeu isso ao notar que Jared não subiu a superfície ao cair na piscina. Ele estava se afogando.
O italiano também percebeu que algo estava errado, e ele e Jensen nadaram em direção a Jared. O tiraram da agua, e ele estava ofegante, mas respirando. Engoliu agua, mas como Jensen foi rápido no resgate, não foi o suficiente pra ele se afogar. Logo eles estavam cercados pelo staff do Hotel, um enfermeiro e curiosos. Jensen também era médico e ele mesmo deu o diagnóstico de que nada grave havia acontecido. Eles voltaram ao quarto, mas não antes de Jared virar para o italiano e dizer:
-Ele só nada pra mim. Limite-se a olhar.
-Io non parlo inglese...
-Ha appena nuota per me. Limitatevi a guardare.
O italiano assentiu e se afastou. Jensen levou Jared para o quarto em silêncio.
-Jen...me desculpe...eu...
-Por que você não me disse que não sabia nadar? – Jensen passava as mãos tremulas pelos cabelos.
-Eu...eu não sei...acho que...que fiquei com vergonha...
-Vergonha de mim, Jared?
-Jen...
-Você poderei ter morrido hoje! O que eu faria sem você, hein? NUNCA MAIS FAÇA ISSO! Nunca mais esconda nada de mim!
Jared não disse nada. Ele estava se sentindo um idiota, um perdedor. É claro que Jensen estava bravo com ele. Ele merecia. Abaixou a cabeça e deitou-se na cama, exausto. Jensen deitou-se na cama ao lado dele e colocou a mão em seu peito, na altura do coração.
-Sunshine...
-Me desculpe Jen! Eu vivo fazendo isso! Mas é que...você é tão maravilhoso, e sabe tantas coisas, e eu não sei fazer nada, e eu quero que você sempre se divirta. Eu não sei nadar, não sei andar de bicicleta, não toco violão, canto mal pacas, tenho medo de altura, medo de ir ao zoológico, não sei dançar, tenho pavor de barcos, e você disse que gostaria de ter um barco, eu sou um perderdor e...
-E eu te amo mais que tudo. Jay, não tem nada de errado com você. O fato de você ter medo de algumas coisas não me faz te amar menos, e tampouco me faz deixar de me divertir. Por exemplo, você não sabe nadar, mas eu fico feliz em nadar pra você. Você não sabe andar de bicicleta, mas pode andar na garupa da minha. Você tem medo de altura, então eu pulo do paraquedas e você me espera lá em baixo com seu sorriso covinhas e eu me sentirei mais no céu do que nunca. Eu canto e toco violão pra você, e só faço isso porque só tenho voz porque você me ensinou a respirar. Você me salvou Jay. Eu só vivo porque você está aqui comigo. Eu só faço tudo isso porque você me dá força e vontade de fazê-lo. Você não precisa saber dançar, só me abrace que nossas almas dançam juntas. E você é a pessoa mais inteligente e meiga que eu conheço! Eu nem sabia que você falava italiano! E hoje você estava tão lindo e sexy mostrando para aquele italiano safado quem eram meu homem! O homem que eu amo!
-Jen...eu...nem sei o que dizer...eu te amo mais que tudo!
-Eu também te amo!
Eles ficaram assim, apenas abraçados durante um bom tempo. E quando Jared já estava quase pegando no sono, Jensen perguntou:
-Jay, você tem medo de ir no zoológico?
-Sim, sempre tive pesadelos em que os animais fogem e começam a atacar todas as pessoas...
-Até os macacos?
-Principalmente os macacos! Não gosto da zoológico, este passeio você terá que fazer sozinho com as crianças... eu não quero que eles tenham este mesmo medo, apesar de não gostar da ideia deles irem ao zoológico, vai que meu sonho se realiza?
-Você é adorável!
-Jen...você não esta pensando mesmo em pular de paraquedas, não é?
Jensen deu um sorriso, deu um beijo quente em seu amado, até que este se esqueceu de sua pergunta.

What a boy...

Sexta-feira, Jensen e Jared ligaram o computador para falar com seus filhos pelo Skype.
-Oi papai! Oi Papa!
-Papai! Sunshine!
-Oi crianças! Vocês estão se comportando bem? – perguntou Jensen, com sorriso no rosto.
-Sim papai, estou ajudando tio Misha a cuidar da Hope.
-Muito bem filho! Estamos com saudades! E a escola? – perguntou Jared, igualmente sorrindo.
-Está bem... tirei B+ na prova de matemática! – disse Chris, todo orgulhoso.
Jensen e Jared cumprimentaram o filho, que havia tido alguns problemas com matemática antes.
-Sunshine, você levou papai pra passear bastante?
-Sim Hope, nós passeamos bastante pela cidade, é muito linda, um dia prometo traze-los aqui para passear.
A conversa durou mais meia- hora, com Chris contando sobre a música que ele e Steve iriam escrever. E em como Steve não gostava de Jason, e Hope sabiamente disse que era porque ele tinha ciúmes. Jensen e Jared estavam tão orgulhosos de seus filhos. E então, quando eles já estavam se despedindo, Hope disse:
-Papai, não se esqueça de me trazer uma rosa branca, ok?
Jensen e Jared se entreolharam. Como ela sabia? E onde eles tinham que ir pra encontrar esta rosa?
Misha apareceu na tela, e trocou algumas palavras com eles, prometendo busca-los no aeroporto no domingo de manhã.

A sexta-feira estava indo bem, eles passearem pela cidade, foram ao Museu do Luvre, foram até Montmartre, Torre Eifel (porém ficaram pouco, Jared achou muito alto). E no final do dia, caiu uma forte chuva e ambos correram pra chegar até o hotel.
A asma de Jensen atacou, e Jared ficou tomando conta dele, ligou o nebulizador que o hotel forneceu e se deitou com ele na cama.
-Des...desculpe...
-Jen, você não tem nada que se desculpar. Nós não deveríamos ter corrido na chuva.
-Mas...foi...divertido...
-Sim, foi divertido.- Jared lhe deu um beijinho na ponta do nariz.
-Eu posso... te confessar... uma coisa?
-Jen, você deveria ficar quietinho para ajudar sua respiração a melhorar. – Jared usava o mesmo tom com Jensen que usava com as crianças. Jensen revirou os olhos, mas no fundo ele gostava.
-Eu...não sinto mais medo... quando a asma...ataca.
-Sério? Isso é muito bom. – Jared lhe deu um sorriso covinhas.
-Não...tenho...mais medo...por que...você me ajuda a respirar melhor. Você respira, e eu respiro.
Jensen deu um sorriso e adormeceu. Jared lhe beijou levemente nos lábios e naquele momento ele se apaixonou por Jensen novamente.

No sábado, Jensen acordou bem melhor. Eles tomaram café na cama e ficaram se namorando durante a manhã. O dia estava bonito, mas a onda de calor havia acabado e uma leve brisa de outono balançava as folhas das árvores.
Eles resolveram dar mais um passeio pelo cidade. Andavam sem destino, apenas se guiando por seus corações. Chegaram até um lindo parque.
-Parque de Belleville... Jen eu...
-Eu também.
Deram as mãos e andaram pelo parque. Chegaram até onde tudo começou.
-Rosas brancas...Sunshine...as rosas...
-Nossas rosas.
Lágrimas escorriam dos olhos de ambos. Eles se amavam de todas as maneiras, se sentiam com todos os sentidos, se amavam, se completavam, se descobriram.
Jensen pegou duas rosas e levou para seus filhos. Aquele era o símbolo do amor dos dois, do encontro deles. O destino, mais uma vez, era cumprido.