Secret Sorrow
Autora: Lahy
Capítulo: 04/??
Gênero: Angst, Yaoi, Lime
Anime: Gundam Wing
Pares: 2x1, 5+1, 3x4, 2xR, 2+H.
Iniciado dia: 19/12/2003
Disclaimer: Gundam Wing infelizmente não me pertence. Se pertencesse eu seria uma japa multimilionária com um gundam próprio P Enquanto isso ele ainda é do Tomino, da Sunrise e blablabla (vocês já sabem isso, né?). A música que aparece pela fic também não é minha. Não sei a cantora, nem compositora da letra. Só sei que ela aparece em X TV, portanto os direitos ficam com as meninas da Clamp e da autora da canção.
Comentários: Essa fanfic é simplesmente jurássica. Do tempo da Pedra. De quando minha avó era virgem... como vocês preferirem chamar. O fato é que é velha! E nunca, nunca, nunquinha foi terminada. Eu resolvi voltar a tocar meus dedinhos nela depois de dois longos anos de esquecimento nos confins do meu HD, simplesmente porque uma autora que eu admiro muito me disse "tente". E cá estou eu. Dei uma revisada no primeiro capítulo, e farei isso com os próximos que já estão prontos.
Portanto, eu espero que dessa vez, eu consiga concluí-la.
Secret Sorrow
Capitulo 04 - Guardião
- Você já tem que ir? - os olhos violetas encontraram-se com os azuis que demonstravam uma clara frustração. Mais uma vez Relena fazia uma de suas cenas para que ele não fosse embora, e isso para Duo era um verdadeiro "pé no saco".
Havia dito a garota que passaria uma semana com ela em Los Angeles e depois iria para Vegas, mas Relena insistia que ele ficasse um pouco mais, e isso não seria bom.
- Sim Relena, eu lhe disse que ficaria em Los Angeles apenas uma semana. - Duo observou já cansado daquela cena, vendo Relena cair aos prantos em cima da cama, chorando para que ele não fosse.
- Você me disse que passaria suas férias comigo! Você prometeu! - a vice-ministra dizia entre os soluços e lágrimas.
- Tchau Relena. - ela nem mesmo viu o americano sair, olhou para a porta que ele deixara aberta e, baixando a cabeça, deixou que uma verdadeira lágrima de tristeza caísse. Ele provavelmente iria ver a outra. A outra que ela ainda não sabia quem era, mas que em breve descobriria. Foi até o banheiro para lavar o rosto. Esse seu relacionamento com Duo não estava lhe fazendo bem. Talvez, essa sua queda por pilotos de Gundans não fosse algo bom para sua vida. Olhou sua imagem refletida no espelho uma última vez antes de ouvir o telefone tocar.
- Relena Peacecraft - ligou o visor e se surpreendeu ao ver um chinês realmente assustado por vê-la ali.
- Relena. - Wufei não fazia a mínima idéia do que a vice-ministra fazia no quarto em que Duo deveria estar. Definitivamente, seu amigo americano parecia mais surpreendente do que ele podia imaginar. Nunca havia pensado em ver Duo e Relena juntos. Talvez, porque não visse televisão nem nada parecido já que os Preventers tomavam conta de sua vida. - Desculpe, eu jurava que esse era o número do quarto do hotel em que o Duo está.
- Mas é este mesmo. E ele acabou de sair, está indo para Vegas. - os olhos castanhos, quase negros, se arregalaram. Então estavam mesmo juntos? - Mas... Você... Desculpe, eu não devo me intrometer. - o chinês desligou o vídeo-fone imediatamente, não deixando tempo de Relena comentar mais nada. Olhou para o céu azul com uma única pessoa em mente: Heero. "Ele sabe disso? Se souber deve estar sofrendo, muito".
Las Vegas - Cassino Treasure Island - 9:25 p.m
- Yeeeeeeeeeessssssss!!!!!!! - um grito alto ecoou pelo cassino, chamando atenção de muitas pessoas ali. Duo pegou as fichas de cima da mesa, agradecendo as pessoas ao seu redor pela "doação" do dinheiro, e saiu com um sorriso mais do que satisfeito em direção ao caixa, com a verdadeira intenção de trocar suas fichas por dinheiro vivo. Muito dinheiro.
- Duo! - o menino de trança olhou para trás a procura da dona da voz que lhe chamara, e encontrou Hilde o olhando furiosa. Deu um sorriso maroto, e pegou o dinheiro que o homem lhe entregava.
Andando em passos lentos, passou um dos braços ao redor da cintura fina da mulher, e a beijou lascivamente, chamando a atenção de algumas das pessoas do cassino. Ao sentir-se sem fôlego ele apartou o beijo e olhou no fundo dos orbes azuis.
- Muito boa noite, Hilde. - a mulher a sua frente o olhava ainda perplexa com aquele beijo.
- Se você acha que pode me convidar pra viajar e vir jogar, ao invés de ficar comigo, está muito enganado. Quem você pensa que é? - ela ia saindo quando o americano mostrou a ela uma das notas de cem que havia acabado de ganhar.
- Um maldito, canalha, sortudo. O que você quer comprar? - a mulher virou-se pra ele sorrindo beijando-o docemente. Aquela semana prometia ser mais do que maravilhosa.
Os dois saíram do cassino rumo a um restaurante que Hilde havia escolhido. Beijavam-se apaixonadamente no banco de trás da limusine que os levava. Explorando um o corpo do outro, por cima dos tecidos das roupas, carícias ousadas, sem dúvida alguma.
Tirando Hilde de cima de si, Duo deu uma ajeitada em suas roupas e seu cabelo minutos antes de chegarem no restaurante, assim como a mulher que o acompanhava.
O jantar transcorreu normalmente e, ao que parecia, Hilde esquecera-se totalmente que havia sido trocada por uma mesa de jogo pouco antes. Aquela noite havia sido regada com muito luxo e paixão. Inesquecível para Hilde, e vazia para Duo.
Os olhos violetas fitaram o corpo adormecido ao seu lado, novamente a sensação de insaciedade se abateu sobre ele. Levantou da enorme cama, tentando não acordá-la. Colocando um short, foi até a pequena sacada do hotel. As luzes de Vegas, que nunca se apagavam, deixavam o brilho da noite multicolorido, em vários tons de verde, vermelho, azul... Passando a mão para tirar um fio da franja que teimava de cair em seus olhos, ele suspirou em resignação. Tinha todas as mulheres que queria a seus pés. Hilde e Relena eram apenas duas das várias. Escolhera passar aquelas duas semanas com ambas porque eram também suas amigas, mas somente por isso. Sentia-se incompleto ao lado de todas elas. Um vazio e uma tristeza profunda o abatiam freqüentemente, e ele não sabia explicar o que faltava. Subitamente, lembrou-se do seu mais novo companheiro de apartamento. Será que Heero também se sentia assim? Incompleto?
Heero...
Ao lembrar do japonês percebeu uma repentina curiosidade se abater sobre ele. Começou a vasculhar em suas lembranças o que sabia a respeito do japonês e, com surpresa, constatou que não sabia nada além de coisas sobre guerras e móbiles suits.
Colocou um dedo no queixo, em um ar de pura dúvida. Acabara de constatar que morava com um completo estranho. Não sabia do que Heero gostava, quais eram seus hobbies, o tipo de garota que lhe agradava, o tipo de música, não sabia nada sobre ele. Exceto que havia sido um piloto de Gundam na guerra e que ressurgira das trevas rumo ao seu apartamento. Com um sorriso de decisão no rosto resolveu que descobriria mais coisas sobre seu novo companheiro quando voltasse de férias.
Nova York, Central Park, 9:30 a.m
- Heero, bom dia! Não pensei que ia encontrá-lo por aqui. - o chinês sorriu ao ver o amigo, e não evitou que seus olhos percorressem o corpo debaixo da tradicional regata e pela calça de moletom confortável que Heero usava. Completando o quadro, algumas gotas de suor escorriam pela face do japonês.
- Wufei, bom dia! - disse ele, olhando para o amigo que terminava o aquecimento para poder correr.
- Se importaria em ter companhia? - o chinês sorriu ao ver Heero dar um aceno positivo com a cabeça. Dera muita sorte em Heero estar correndo àquela hora também.
Depois de uma hora de corrida sem intervalo ambos sentaram em um dos bancos para tomar um pouco de água. Wufei olhou para Heero, e pode ver uma antiga expressão conhecida sua. A expressão que ele sempre fazia quando estava triste. Não passava de uma simples sombra no semblante sempre sério de Heero, mas ainda assim era ligeiramente perceptível.
- O que te preocupa, Heero? - o japonês olhou assustado para o amigo. Por dentro lamentava-se por ter deixado o chinês conhecê-lo tão bem.
- Dois dias... - foi tudo o que disse, sabia que Wufei entenderia. Arregalou os olhos quando sentiu algo quente encobrindo-lhe as mãos, e espantou-se mais ainda quando viu que o chinês as segurava e as levava aos lábios, dando um suave beijo em seu dorso.
- Eu sei que você está com medo de que ele volte. E você sabe que, se precisar, pode contar comigo - Wufei o olhava com doçura, uma doçura incomum nos olhos quase negros.
- Mas com Duo voltando, você também vai voltar para Pequim. - Heero baixou a cabeça. Wufei havia sido um amigo leal nos últimos anos, seu único contato com o mundo de Duo.
- Se me pedir, eu fico. - o preventer disse após uma pequena pausa. Olhou nos olhos de Heero fixamente, antes de continuar com suas palavras - Eu faço qualquer coisa que você me pedir Heero. Qualquer coisa. - a cara de surpresa de Heero foi indescritível. Pela primeira vez, percebeu o que o chinês queria dizer. Os gestos de carinho, a amizade leal, não era apenas amizade... Era amor. O mesmo amor que sentia por Duo.
- Wufei você...
- Eu te amo, Heero. - disse, interrompendo o questionamento do japonês. - Não se culpe por isso, eu já sabia que você amava o Duo, e continuei alimentando este sentimento. Mas, a única coisa que eu quero é te ajudar. Se você não me pedir eu não vou me intrometer. Mas, se você pedir que eu fique, eu ficarei e serei a pessoa mais leal ao seu lado... Mesmo que só como amigo.
O japonês ainda observava perplexo. Nunca! Nunca em sua vida imaginara que Wufei o amava. Até aquele dia. Mas, lembrou-se do que mais gostaria de receber de Duo caso algum dia dissesse o que sentia, mesmo que o americano o rejeitasse, ainda queria que fossem amigos.
Então, Heero sorriu. O sorriso mais lindo que Wufei poderia imaginar.
- Eu não sinto por você a mesma coisa que sente por mim, Wufei. Mas eu jamais negaria amizade tão fiel quanto a sua. Jamais! Eu sinto muito, eu gostaria de poder correspondê-lo, mas... - o chinês colocou dois dedos sobre os lábios do japonês, olhou profundamente os olhos azuis, fitando-os com uma ternura pouco familiar para Heero.
- Mas você ama o Duo... Eu sempre soube disso, Heero. - o chinês sorriu, acariciando suavemente o rosto do japonês - Mesmo assim, eu continuei te amando. Você é a pessoa mais fascinante que eu já conheci. Maxwell é um tolo por não ter percebido isso, por não querer ver isso. Eu serei seu amigo Heero, o mais fiel, o mais leal, mas ainda assim... Eu desejo, pelo menos uma vez... - o chinês aproximou os lábios dos do japonês, em um beijo suave e singelo, sem malícia, somente um roçar de lábios.
- Wufei, eu... - Heero não sabia o que dizer. Olhava perplexo para Wufei. Seu coração batia forte, sentia como que se tivesse traindo a Duo. Mas uma parte de si pedia que aceitasse o carinho que Wufei lhe oferecia, o mesmo carinho que Duo nunca lhe ofereceria algum dia.
- Não diga nada meu amigo, eu apenas quero vê-lo sorrir. - o chinês sorriu satisfeito, e saiu andando por um dos caminhos do Central Park. Apesar de tudo, doía saber que seu amor jamais seria correspondido.
Empresa Softworld - Nova York, 4:32 pm
O japonês terminou de digitar o último algoritmo para o funcionamento do programa. Olhou para o relógio, constando tristemente sua eficiência. Bem que era verdade, fazia o serviço que três pessoas levariam três dias para fazer em questão de horas. Mas aquilo o perturbava, sabia que teria que voltar para o apartamento de Duo.
Heero passou a mão nos cabelos chocolates, tentando entender onde estava com a cabeça quando aceitara aquela proposta maluca do americano. Perdeu-se em seus pensamentos, devaneios do passado. Nada poderia mudar o fato de que ele sabia que nunca poderia ter Duo. Aquele dia, há anos atrás. Ele nunca esqueceria.
- Senhor Yuy? - a mulher o interrompeu. Katye, sua secretária. Tinha esquecido que havia pedido para a moça estar lá naquele horário para entregar ao seu superior os planejamentos de um novo software que estava desenvolvendo. O software que acabara de concluir.
- Obrigado Katye - entregou alguns papéis para a jovem e voltou-se novamente para a tela de seu monitor. Não viu a jovem sair com um sorriso de pura felicidade.
Las Vegas - Hotel Hilton - 8:30 a.m
- Bom dia, meu amor. - ouviu assim que abriu os olhos violetas, sentia alguém acariciando levemente seus cabelos, e beijos que sendo distribuídos carinhosamente pelo seu pescoço.
- Bom dia, Hilde. - sorriu levemente para a garota e levantou-se a procura de suas roupas.
- Duo, vamos dar um passeio pela cidade? Eu queria conhecer outros lugares além de cassinos. - Hilde não obteve uma resposta, simplesmente porque o americano entrou no banheiro sem mencionar mais nenhuma palavra.
Duo deixou a água cair livremente pelo seu corpo. Queria tanto aquelas férias, por que não conseguia se divertir nelas? Por que estava preocupado com Heero em seu apartamento? O máximo que o japonês poderia fazer era desistir de ficar em sua casa e ir morar em outro lugar.
Arregalou os olhos, sentindo um aperto no coração só de pensar nessa possibilidade. Não fazia sentido pensar assim, Heero não sairia sem lhe comunicar antes... Ou não?
Decidiu ligar pra ele assim que saísse do banho e começou a pensar em como havia se metido em toda essa confusão com Hilde e Relena. Tinha sido pouco depois daquela discussão que quase fez com que ele e os outros pilotos nunca mais se falassem. Pouco depois que Heero havia ido embora.
Passou o xampu nos cabelos, suspirando levemente. Hilde o fizera se desculpar com seus amigos. Ele e a garota já eram amigos antes disso, mas foi naquela época que começaram aquele relacionamento mais do que instável. Enquanto ela pedia um companheiro para sempre, ele só queria aproveitar a vida. Mas também, ele só tinha dezoito anos naquela época. Não podia se casar tão novo, queria se divertir e aproveitar a sua juventude.
Foi numa dessas festas que costumava ir, onde ele reencontrou Relena. A jovem que ele nunca gostara na guerra parecia realmente melancólica. Dava sorrisos falsos, e cumprimentos mais falsos ainda, a todos os convidados da festa. Naquele dia, começaram uma amizade que ninguém diria que evoluiria.
A garota ainda era perdidamente apaixonada por um ex-piloto de origem nipônica, desaparecido na época. Duo não sabia dizer quando conquistara a vice-ministra. Só sabia que ela havia se declarado para ele e surgiu como mais um relacionamento conturbado. Ela nunca soubera de seu caso com Hilde, mas a alemã aceitava relutantemente que seu namorado aparecesse com a jovem em noticiários ou primeiras páginas de tablóides.
"Eu não posso culpá-la, nenhuma mulher gosta de saber que o amante anda para cima e para baixo com outra".
Terminou de se secar e saiu com a toalha ainda enrolada na cintura. Hilde continuava deitada na cama com os olhos fechados, embora pela respiração parecesse estar dormindo.
Duo tirou uma mecha da franja castanha que caia sobre seu olho esquerdo, uma expressão no rosto que demonstrava sua frustração. Olhou para o aparelho de telefone e lembrou-se de Heero. Será que ele ainda estaria em casa? Não custava tentar. Escutou o aparelho chamando uma, duas, três vezes e então ser atendido.
- Wu... Wufei? - o olhar de surpresa do americano diante da visão do chinês na tela a sua frente era mais do que visível.
- Ah, olá Duo! Desculpe a invasão no seu apartamento. - a expressão do chinês era a habitual séria de sempre, porém, não tão inexpressiva quanto à de Heero.
- Claro, apenas me diga o que faz xeretando na minha casa. - disse em tom divertido, conseguindo arrancar um leve sorriso do ex-piloto do Nataku.
- Esperando Heero, nós vamos correr no Central Park agora. Temos feito isso todos os dias na última semana. - Wufei procurou não demonstrar que havia se assustado ao ver os olhos violetas de Duo se escurecerem repentinamente.
- Chang! Vamos? - o japonês apareceu atrás do amigo, vestindo uma calça preta e uma regata azul, no mesmo modelo de sua antiga verde. A única diferença era que a azul parecia ressaltar mais seus olhos da mesma cor. - Ah, olá Duo, algum problema? - o americano deu um passo pra trás. Estava escutando direito, ou Heero havia chamado Wufei por seu primeiro nome? "Chang! Vamos?" Em uma frase tão curta ele percebeu pela primeira vez que havia sentimentos ali, nas palavras de Heero. Sentimentos esses que desapareceram completamente quando o japonês dirigiu aquele cumprimento para ele. A frieza e indiferença na voz de Heero eram perceptíveis. Era como se estivesse falando numa missão.
- Ahn? Não, eu só queria... Só queria avisar que você não se preocupe em pagar as contas, que elas são depositadas automaticamente. Eu tenho que ir... Sabem como é, né? Tem um cassino me esperando e muito dinheiro junto com ele. Tchau! - desligou o aparelho realmente nervoso.
O chinês olhou para o japonês num questionamento mudo. Percebera o súbito nervosismo de Duo e sabia que Heero também havia percebido isso.
- Vai entender. - ouviu o japonês murmurar e caminhar em direção a porta.
- Você estava ligando para Relena? - o tom de repreensão era claro na voz de Hilde. Ela ainda estava deitada de olhos fechados na cama.
- Não. - a voz fria fez com que a alemã abrisse seus olhos, se Duo não estivesse de costas para ela, procurando alguma roupa no guarda-roupa, teria visto o olhar de puro ódio que lhe era dirigido.
- Não minta pra mim Duo. Eu sei que você estava ligando para aquela mulher. Você não se importa em levá-la para jantar, em ir a shows, festas e eventos com ela. Simplesmente porque ela é o centro das atenções e, se você está junto, você também é. Seu maldito cachorro egocêntrico!
O americano virou-se, olhando-a com raiva. Aquelas férias haviam sido uma péssima idéia.
- Eu já disse que não estava falando com Relena. - pegou uma blusa cinza e uma calça jeans, vestindo-as.
- Ah sim, então quem era a pessoa pra quem você ligava? Outra de suas amantes? Ou uma dessas mulheres que se vendem por aqui.
- Na verdade, era com Yuy e Wufei que eu estava falando, mas se você está realmente pensando em algo a três não me parece má idéia. - o sorriso de deboche era nítido no rosto do americano, que apenas saiu do quarto prendendo os cabelos num rabo-de-cavalo.
Nova York, Sede dos Preventers,201 A.c (After colony) 10:05 a.m
- Algum problema Quatre? - o latino perguntou ao ver seu amante abaixar a cabeça na mesa subitamente.
- Eu estava me lembrando da discussão que tivemos com Duo, pouco depois de... - foi interrompido por um toque suave em seus cabelos.
- Pensei que tivesse esquecido isso. - Trowa abraçou o árabe, dando um beijo suave em sua testa. Olhou para os olhos azuis do loirinho como que tentando analisá-los.
- Eu tinha Trowa. Mas...
- Mas nada, esqueça isso. Aquilo foi há muito tempo e Duo até já cansou de pedir perdão. - o homem de olhos verdes disse beijando suavemente a curva do pescoço do árabe.
- Uhn, eu sei - Quatre dizia enquanto descia as mãos sensualmente pelas costas do latino - Mas estou preocupado com Heero. - o loirinho disse quando suas mãos chegaram nas nádegas firmes de seu companheiro, só então olhou para os profundos olhos verdes.
- Heero vai ficar bem, se eu fosse você me preocupava mais com Duo. - Trowa pegou o loirinho no colo trocando as posições, sentando ele na cadeira e deixando o árabe sentado em seu colo. Passando suas mãos por debaixo da camisa do amante, acariciando levemente os mamilos. Quatre gemeu alto ao sentir a carícia do amante e o beijou. Mas uma pergunta ainda ecoava em sua mente.
- Por que me preocupar mais com Duo? - ele olhou no fundo dos olhos verdes. Achava fascinante como Trowa nunca errava em suas pequenas "previsões".
- Você quer mesmo saber? - Trowa disse, acariciando o membro do loirinho por cima da calça e arrancando um gemido do amante.
- Uhn Uhn - Quatre fez um gesto negativo com a cabeça esfregando-se mais em encontro à mão de Trowa. Ele teria outras oportunidades para perguntar sobre aquilo, agora, iria aproveitar.
Aeroporto de Las Vegas 11:05 p.m
O americano suspirou. Hilde havia ido antes dele. Aquela vida de amantes por todos os lados estava começando a ficar cansativa. Ouviu a chamada para o seu vôo e caminhou em direção a porta de embarque. Tentava analisar como tinha conseguido parar naquela situação.
Relena e Hilde. No fundo, não amava nenhuma das duas. Só precisava de companhia, de carinho. Elas podiam dar aquilo pra ele, não? Era o suficiente? Durante algum tempo foi... Mas agora, havia deixado de ser. O americano refletia a respeito disso enquanto subia no avião.
Adorava a companhia de Relena, ela era uma jovem adorável, de certa forma. Mas ele, ao contrário do que Hilde dizia, não gostava de aparecer. Aquelas reuniões, os jantares, nada daquilo fazia parte do mundo dele. Duo Maxwell era apenas um ex-menino de rua. Luxo e requinte não faziam parte de sua natureza.
Já Hilde, inicialmente fora sua melhor amiga. Mas agora, tornara-se uma pessoa extremamente ciumenta. Não era por menos, lógico. Mas, mesmo assim... Ela também queria um pouco daqueles flashes que Relena Peacecraft tinha. E Duo sabia que era por isso que ela pensava que ele mantinha um relacionamento com a ex-rainha do mundo.
Ao contrário, não era por dinheiro e sim por prazer. Relena era uma pessoa que conseguia fazê-lo esquecer, mesmo que por um breve período de tempo, o vazio enorme que existia dentro dele. Mas ainda não era uma felicidade completa, muito pelo contrário, era uma falsa felicidade.
Duo nem mesmo percebeu quando o avião chegou em Nova York. Desembarcou com um sorriso no rosto. Sorriso de uma decisão importante para sua vida. Se não era feliz vivendo daquela maneira, mudaria toda a sua maneira de viver. Não enganaria mais duas pessoas tão legais. Quem sabe, o destino não se encarregasse de trazer uma nova forma de preencher aquele abismo que existia dentro de si.
Continua...
Nota: Ok. Agora começa o problema. A lahy aqui só tinha a fic escrita até essa parte, o resto ta encalhado desde a época dos dinossauros. Então... se quiserem ajudar com o próximo cap, por favor, façam macumba, promessa, dança da chuva... qualquer coisa que possa me dar uma luz e continuar a fic que eu quero tanto terminar, e tenho certeza que tanta gente quer ler.
Eu quero dizer muito obrigada, do fundo do coração, a todos que estão me ajudando e incentivando pra terminar essa estória. E também a todos que deixam reviews, elas me fizeram pensar que essa fic não está tão ruim quanto eu julguei inicialmente e me fizeram ter vontade de continuar a escreve-la. Só falta a inspiração que eu espero colaborar com todos nós. \o/
