Respondendo aos comentários:

Mrs Nah Potter: Oi Nara! Isso, me manda mesmo por email, por favor. Espero que goste deste capítulo, a Lily até que fica bem comportada nele, rs. Também tenho raiva da Hestia, muita para falar a verdade, rs. Muito obrigada pelos votos, e eu desejo acompanhar você se como nova universitária, desejo tudo em dobro. Acho que estou no mesmo barco que você, queria um James, mas caso seja impossível ta valendo um Sirius ou um Remus. Beijinhos infinitos e muito obrigada!

Vanessa S. : Olá!Bom, você vai descobrir já, já o que ele tem pra falar, rs. Espero que goste deste capítulo, apesar de a Lil estar relativamente comportada nele, rs. Beijinhos infinitos e muito obrigada.

carol mamoru : Oie! Bom, espero que seu amigo volte a ser um ser humano pensante e veja logo o que está perdendo por não estar ao seu lado. Assim, pessoalmente, eu acho que todo garoto tem a sua fase idiota, só que é demais que eles achem que a garota tem de esperar essa fase, que às vezes pode ser longa, passar, né? Segredinho sobre Podmore, você está certa quanto a suas suspeitas, rs. Quanto a Sirius e Lene, bem, a Lily está cuidando deles com imenso cuidado. E, sim, eu também odeio a Hestia, cara, melhor eu ficar calada, rs. Desejo tudo em dobro pra você! Beijinhos infinitos e muito obrigada!

Alice D. Lupin : Olá! Já te disse isso mil vezes, mas volto a repetir, adoro seus comentários e os leio por inteiro, pode acreditar. Fico feliz que você tenha gostado da fic, de verdade, muito feliz. Desejo tudo em dobro para você, se der tempo, entro no MSN mais tarde e repito meus votos. Nem vou falar nada sobre minha necessidade de um maroto real em minha vida, rs. Eu me sinti exatamente igual, são sempre as fics que me levantam quando tudo parece sem graça. É, você está certa, a Lil tem mania de perseguição, rs. Acho que também dormiria de roupas, de terça para quarta se fosse a Lily. O que eu posso dizer sobre Podmore é que não é uma impressão. Comentário de quase médica, rs, você deveria comer alguma coisa no café da manhã, nem que fosse somente uma banana ou algo assim, não faz bem ficar em jejum por tanto tempo. É realmente horrível quando falam de nós como se não estivéssemos ao lado, isso também acontece às vezes comigo, rs. Pois, é, a Hestia vaia acabar nos processando, rs. Vou falar, também queria um amigo como Sirius, rs. Também tenho azar com sorteios de grupos, embora na faculdade, tenha dado sorte na maioria das vezes. Não, ele ainda não a pediu em casamento, ele deu a ela um anel de compromisso no epilogo, ah Lil tinha chamado ele de noivo no último, mas eles meio que levaram na brincadeira como a coisa da babá, depois ela explica no epilogo, rs. Espero que goste deste. Beijinhos infinitos e muito obrigada!

Mila Pink : Oie!No meio do ano vou estar me formando em Medicina, em pensar que foi na época do vestibular que escrevi minha primeira fic, sabe, é bom saber que ainda estou por aqui no fanfiction. O negócio é pensar positivo, vai ser o ano! Desejo tudo de melhor para você! Bom você vai descobrir o que o James quer com a Lil, espero que goste. Beijinhos infinitos e muito obrigada!

Moniket: Olá!Bom, eu acho que o titulo só vai ser entendido mesmo no final da fic, rs. Fico muito feliz que tenha gostado da fic, de verdade. Digamos que sua má impressão com a Hestia é completamente válida, rs. Espero que goste deste. E feliz ano novo pra você também. Beijinhos infinitos e muito obrigada!

Maria Clara Sifuentes : Olá!Tudo bem? Como está de viagem? Aproveitando bastante? Espero que sim.E Fogos de artifício? Já terminou de postar? Vou por em dia, , sobre James e Lily, com essa Hestia no meio, não posso falar nada, rs, mas digamos que sua preocupação é váém adoro o Sirius, não sei se já deu pra perceber, mas ele é um dos meus personagens que goste deste! Beijinhos infinitos e muito obrigada!

Mandy Cullen Black : Oie! Que linda, fico feliz que esteja gostando! Seguindo seu conselho/pedido, aqui está mais um capítulo, espero que goste. Um ano novo cheio de alegrias para você! Beijinhos infinitos e muito obrigada!

Missão Impossível

Continuação de James e eu

Capítulo 4.

Nós chegamos à festa bem mais tarde do que Sirius, aparentemente ele não conseguira nos esperar. Minha esperança é que toda a ansiedade dele tenha sido para ver Marlene, e não Mellany, apesar de ele estar engolindo a segunda desde o momento em que coloquei os pés no salão de festas do ministério. Garotos!

O salão era realmente glamoroso, com lustres enormes e paredes com desenhos em gesso. Havia uma mesa no centro, com vários tipos de comida, além de um bar no canto à esquerda. A música tornava o ambiente envolvente, mas permitia a conversa sem que tivéssemos gritar.

Avistei Marlene junto a Emmeline, que também trabalhava no ministério, e as mostrei para James. Seria mais fácil conversarmos com elas, pois Sirius estava realmente ocupado. Ele colocou a mão em minhas costas e caminhamos até o grupo que conversava alegremente.

Cheguei à seguinte conclusão: Ou Marlene não havia visto Sirius em sua companhia feminina, ou ela estava fingindo muito bem o seu descaso para com o ex-namorado. Não, eu não acho que o descaso genuíno seja uma possibilidade.

- Lily! – Lene me recebeu com surpresa. – Não sabia que viria. - então me cumprimentou com dois beijos e fez o mesmo com James. – Como vocês estão?

Emme também nos cumprimentou parecendo estar mais feliz do que surpresa com a nossa presença. Eu deixei meu ressentimento por não ter sido convidada de lado e abri meu melhor sorriso para elas.

- Sobrevivendo, vocês sabem. – elas riram juntas e James disse em meu ouvido que pegaria algo pra comer e voltava. - Tendo de aturar Moody e aquela garota, só Merlin sabe o que tenho sofrido.

- Como adora reclamar da vida! – Marlene revirou os olhos, risonha. – Sentimos falta de todo esse drama exagerado, não é Emme?

Emmeline concordou com a cabeça e deu um gole no copo que segurava. Olhei ao redor, mas não vi Remus, será que ele não havia chegado ainda?

- Não há nem um pouco de exagero em meu drama. – disse cruzando os braços. – Vocês nem ao menos sabem metade das coisas que preciso encarar diariamente. – Olhei para Emme. – Onde está Remus?

- Ah, ele vai ter uma prova para a semana que vem, não pode vir. – Ela fez uma careta de desgosto.

- Melhor, porque assim não fico me sentindo a única solteira da festa... - Marlene declarou dando o braço para a outra. E depois ela olhou numa direção atrás de mim. – Viu só como seu amiguinho está sofrendo?

Acompanhei o olhar dela e encontrei Sirius, ainda com Mellany. Era o momento certo para eu exercer meu papel de advogada, mesmo que, do Diabo. Merlin, me ajude com meus argumentos, tenho um trabalho final de estratégias por escrever e um vestido de madrinha a defender.

- Até parece que você não conhece Sirius o suficiente para saber que isso tudo é fachada. – Ela me olhou desafiadoramente e eu continuei sem me intimidar. – É claro que eu não deveria estar de contando isso, mas em virtude da ocasião, bem, ele acha que se ficar com Mellany na sua frente, vai te fazer ciúmes.

O que não é uma mentira enorme. Sirius disse algo como Marlene precisava entender o que estava perdendo. Ou seja, o mesmo que ciúmes, certo? Ou não. Preciso pesquisar sobre isso.

- Então ele atingiu totalmente ao objetivo. – Emmeline delatou nossa amiga que fez uma cara feia para nós duas. – Quantos copos de champanhe você já bebeu depois que ele apareceu grudado naquela garota?

- Uma coisa não tem nada a ver com a outra. – ela nos disse olhando culpada para a taça vazia em suas mãos. – Eu termino o namoro com ele por não agüentar mais sua imaturidade, e é assim que ele tenta me reconquistar?

- Ninguém disse que era um plano inteligente. – eu avaliei. – Mas certamente é um plano desesperado.

- Será que pelo menos uma vez na vida você pode ficar do meu lado? – Marlene reclamou.

Claro, pensei, desde que ficar do seu lado não signifique apoiar o seu rompimento com Sirius. Fora que de uma forma ou de outra eu estava do lado dela, porque eu sabia que minha amiga ainda amava o idiota e ela não seria feliz longe dele. O que foi? Sempre fui muito altruísta!

Porém, não acho que minha resposta ia soar plausível para Marlene. Por isso fiquei bastante feliz quando meu namorado com um prato cheio de canapés e duas taças de champanhe veio nos interromper.

- Qual o tema da conversa? – James quis saber. Quando hesitamos em responder, ele inteligentemente olhou na direção do melhor amigo, e de forma zombeteira implicou com Marlene. – Ah, entendo.

Eu e Emmeline rimos, enquanto Marlene revirava os olhos. Já disse isso, mas gosto de repetir, não me importo nem um pouco de ter um namorado imaturo.

- Você – Lene apontou para James que bebia em sua taça. – é um idiota. - ele riu com o xingamento, então Marlene também sorriu. - Você viu o que saiu no Profeta diário sobre o seu timinho?

Afinal, os dois eram bons amigos e estavam cansados de trocar xingamentos assim na minha frente. Eles tinham muitos assuntos em comum, principalmente o amor pelo quadribol e Sirius. No caso de James Fraternal, claro. E, ah, eu também era uma coisa em comum a eles, apesar de não gostar quando sou o tema da conversa, especialmente quando eles mantêm segredo.

Fiquei olhando para eles ali distraídos e fui atrás de Sirius, já que vira Mellany sozinha com algumas outras vadias como ela.

Olhei ao redor e logo encontrei Sirius sentado num banco junto ao bar onde estavam servindo as bebidas. Sem pensar duas vezes caminhei de forma determinada até ele. O fato de ele ter levado cerca de três minutos para me reconhecer e mais três para pronunciar meu nome de uma forma totalmente enrolada, foi o suficiente para que eu percebesse o quanto ele abusara do álcool.

- Acho melhor irmos para casa. – eu disse depositando minha taça de champanhe em cima do balcão. Estava prevendo grandes problemas caso permanecêssemos por muito mais tempo. – Cadê aquele seu espelho? Vamos chamar James e sair de fininho, você obviamente não está bem.

Ele me olhou feio durante algum tempo, pegou a minha taça e bebeu o conteúdo em um só gole. Merlin, por favor, permita que eu consiga sair desta festa sem ser expulsa.

- Antes eu tenho que falar com Marlene. – ele me informou ficando de pé.

Contudo, coloquei-me a frente dele. O que com certeza era uma piada, mesmo sobre meus saltos altos. Sei que seria humanamente impossível impedi-lo de ir onde quer que fosse. Pelo menos como um obstáculo físico, mas eu ainda tinha alguns bons argumentos.

- O que você vai falar para ela? – eu perguntei colocando minhas mãos na cintura, como se fosse uma mãe preocupada. Ou se preferirem, uma babá zelosa. – Vai fazer mais uma vez papel de bobo na frente dela? – Ele me olhou sem entender, como se eu estivesse falando coisas sem sentido. – Como, aliás, fez a noite inteira beijando aquela idiota? – talvez tenha pegado pesado demais, já que ele me olhou com uma cara ofendida, o que era raro. – Vai querer mesmo mostrar o quanto é maduro chegando bêbado até ela?

Acho que bons argumentos podem ser jogados no lixo se quem os recebe é um cara de coração partido e entorpecido pelo álcool. Merlin, me ajude! Fui atrás de Sirius, correndo, enquanto ele cambaleava a minha frente com seus passos largos. Cheguei bem a tempo de ver os olhos arregalados de Marlene e assistir a tentativa de meu pobre namorado impedir o escândalo.

Claro, que Sirius ignorou o fato de James ter dado alguns tapas em suas costas e o chamar para um lanche na mesa do centro. Claro, que ele abriu a boca enorme para falar com Marlene. Claro, que ela pegou a taça que Emmeline tinha em mãos e despejou na cara dele. Claro, que ele foi expulso da festa, e levou consigo meu namorado.

- Agora acredita em mim quando digo que ele está sofrendo? – eu perguntei a minha melhor amiga. E tudo bem que tudo o que Sirius disse foi que ela ainda iria se arrepender de tê-lo largado, ou algo parecido, isso de forma enrolada, e usou alguns palavrões.

- E você acha que eu não estou sofrendo? – ela quis saber com lagrimas rolando pelo rosto. Dava para ver que ela também havia bebido além da conta, como Emme dissera antes. – Não vivemos mais em Hogwarts, Lil, você vai ver o que ter um relacionamento no mundo real, não me julgue antes disso.

- Não estou julgando. – eu me aproximei dela para um abraço. – Vou trabalhar no amadurecimento dele para você, ta? – disse me afastando, mas ela apenas riu com cara de choro. – e dá próxima vez me convide para a festa.

O que é? Não resisti, tive de acrescentar a última frase!

- Odeio que até minha melhor amiga me lembre ele. – ela disse entre um soluço e outro. Eu me senti um tanto quanto ofendida com essa observação, mas então ela me abraçou novamente e chorou no meu ombro entre resmungos. – Cada vez que te encontro percebo o quanto me faz uma falta enorme.

Tudo bem, agora eu quero que vocês sejam sinceros e me digam, sou realmente eu a pessoa maluca nesta história? Eu acho que não.

Eu e Emmeline levamos Marlene até a casa dela, aparatamos diretamente em seu quarto para evitar encontros com qualquer um dos seus familiares. Fizemos que ela tomasse um banho, e depois de algum tempo, ela estava quase normal, já sem chorar. Emme foi para casa e Lene me pediu para dormir com ela, amanhã poderíamos tomar café juntas, e relembrar os velhos tempos.

- Bem que eu queria, Lene. – mas eu não podia simplesmente me esquecer de James e Sirius. – James parece que tinha algo de importante pra me falar, e eu sou tão chata com ele, você sabe, com todo esse atormento de Hestia... - suspirei profundamente lamentando meu infortúnio. – amanhã de manhã eu juro que passo aqui e fico contigo até a hora de ir pra minha casa, ou minha mãe me mata.

Fiquei mais um tempo com ela, Lene não tocou mais no nome de Sirius, ficou apenas me contando sobre seu trabalho e todas as coisas chatas do chefe que tinha de aturar. Quando ela começou a bocejar, eu me despedi e aparatei na sala do apartamento de Sirius, achei seguro, devido às atuais conjunturas.

James estava deitado no sofá, já adormecido, fiquei parada em pé por um tempo, pensando se deveria ter dormindo na casa de Marlene, afinal de contas. Sentei-me na ponta do sofá e mexi em seu cabelo com delicadeza, ele nem tinha tirado os sapatos, na certa dormira tentando se manter acordado. Ele abriu os olhos quando eu tirei os seus óculos e o depositei sobre a mesa do centro.

- Lily... - ele falou cheio de sono, e tentou se sentar, mas eu fiz que não precisava, afinal ele estava mesmo muito cansado. – Você demorou, ficou tudo bem com Marlene?

- Acho que sim. – eu disse depois de um bocejo. – ela já está em casa, dormindo, acredito. – Olhei para a porta do quarto de Sirius. – Foi difícil controlá-lo?

- Não, logo ele caiu no sono... - James disse esfregando os olhos. Eu alisei novamente seus cabelos. – Venha, durma aqui comigo. – ele fez o pedido. – sua mãe vai achar que você dormiu na academia de qualquer jeito e eu amplio o sofá.

Olhei para James pensativa. Foram poucas as vezes que dormi junto a ele, e em todas elas, tivera que me controlar e controlá-lo ao mesmo tempo, o que posso jurar, não é nada fácil. E certo, eu sei o que vocês estão pensando, não é como se eu fosse uma santa, mas vocês estão falando com a pessoa que tem como padrão romântico a Branca de neve. Quero dizer, não é nenhum pecado desejar que quando aconteça seja especial, e eu sempre imaginei tudo isso com um véu branco no meio.

Eu sei, eu sei, eu já vou para o inferno mesmo. Mas não é por nenhuma referência religiosa, é só que eu acho linda a jura de amor eterno,e também, sabe, todo aquele vé, tudo bem, em minha defesa ainda estamos nos anos 70 e eu sou de uma família conservadora.

Por outro lado, era ótimo quando ele se acalmava e nós finalmente dormíamos abraçados. E James estava praticamente morto de sono, o que com certeza, facilitariam as coisas para mim.

Acordei cedo, com o sol penetrando pelas janelas da sala de Sirius. Pela respiração de James, ele já estava acordado, apenas me esperava, ainda com o braço em volta de mim, seu queixo tocando meu pescoço. Virei-me de modo a encará-lo, James manteve o braço em torno de mim para que eu não caísse. .

- Prometi a Marlene que iria tomar café da manhã com ela. – ele fez uma careta de desaprovação, enquanto eu tocava o seu rosto. – O que você tinha para me falar?

-É só que...- ele hesitou mais uma vez, mas finalmente disse. – Vou para a fazenda no fim de semana que vem. – ele disse me puxando para mais perto. – e eu sei que toda vez que eu te convido, você diz que sua mãe não permite ou inventa qualquer outra desculpa.

- Mas minha mãe realmente não deixa. – eu disse indignada com a insinuação dele. O que não era de fato uma verdade, mas se eu tivesse perguntado a ela, com certeza a resposta seria não. Sério.

- Sua mãe não deixaria que você estivesse aqui, e, no entanto, você está. – por que eu não poderia ter achado um namorado um pouco mais burro, e um tanto quanto menos insistente? – Nós já namoramos há pouco mais de dois anos, Lil, qual o grande problema de você passar um único fim de semana na fazenda de meus avós, conhecer toda a minha família, sério, me explique.

- Bom, não há nenhum problema. – eu disse sem encarar seus olhos.

Por que era óbvio que eu via vários. Primeiro que suspeitava o que estava por trás do grande interesse de meu namorado, quero dizer, será mesmo que eu era capaz de resistir a um fim de semana numa fazenda? E depois tinha toda a família Potter, lógico que eu já havia conhecido o Sr e a Sra. Potter, e eles foram realmente agradáveis e atenciosos, mas já ouvira muitas histórias sobre a avó riquíssima e puro sangue, além dos primos que moravam na França. Eu me sentia um pouco coagida.

- Eu quero muito que você vá. – ele disse se sentando, quando eu me levantara e sentara-me à mesa do centro, calçando minhas sandálias. Sério, James conseguia fazer a expressão perfeita de pobre coitado, e eu sempre acabava morrendo de pena dele.

A verdade é que eu sabia o quanto ele queria que eu fosse. James não era de hesitar em falar qualquer coisa comigo, ele era sempre direto e claro. Acho que eu estava o traumatizando com esse assunto, sempre recusando, sempre inventando desculpas, sempre o decepcionando. E foi por isso que eu resolvi dar a ele o benefício da dúvida esta vez.

- Eu vou pedir a minha mãe- de verdade desta vez, pensei. – mais uma vez, eu juro. - ele fez um som de reprovação. – se ela não deixar, aí pensamos juntos sobre o assunto depois.

Existia 90% de chance de minha mãe dizer não, mas caso James desse sorte com seus 10%, eu acharia que esse era um sinal de Merlin, e iria. Pronto, era este meu acordo mental comigo mesma.

- Vou passar na academia para um banho e depois vou direto para a casa de Marlene. – de pé eu me abaixei para beijar de leve os lábios dele. – Nos vemos na academia depois que eu deixar a casa dos meus pais e eu te dou a resposta.

É, eu sei o que vocês estão pensando, voltei ao meu posto de louca da história. Mas tudo bem, estou acostumada com a incompreensão.

Aparatei nos jardins da academia e fui atingida por um frio enorme, era sorte que tanto o salão do ministério, como a casa de Sirius fossem aquecidas magicamente, ou eu já teria congelado dentro de meu vestido. Fui direto para meu quarto, não havia ninguém na sala dos alunos, nem pelos corredores, afinal estava cedo mesmo. Escolhi uma calça jeans e um casaco de lã, o dia prometia ser longo, e fui para o banho.

Antes de voltar aos jardins para aparatar na casa de minha amiga, resolvi passar no quarto dos garotos, para ver se Frank estava por lá, pelo tempo de demorara tomando meu banho, já dera a hora de ele acordar. Acontece que não era apenas meu amigo que estava lá.

- Bom dia! – eu respondi quando Quim, Podmore e Frank me cumprimentaram. Aparentemente os três estavam acordados e ficaram cada um em suas camas conversando.

- James não está por aqui. – Quim fez a piada, e eu ri sem graça, ainda na porta. Eu conhecia Quim Shacklebolt desde Howarts, ele era da corvinal, muito alto, igualmente forte, negro e extremamente cordial. Estava bastante feliz de ele não pertencer ao grupo rival na missão que cumpriríamos dali a um mês. – Estou brincando, sinta-se a vontade, Lily.

Eu sorri mais confiante e comecei a caminhar até a cama de Frank. Meu amigo esfregou os olhos e me perguntou aonde eu iria tão cedo, olhando para minhas roupas. Eu expliquei que iria para a casa de Marlene, e entre sussurros para que Podmore que parecia atento não me escutasse falei que queria uma opinião sobre algo.

- Eu já te disse... - ele me falou em tom de aviso. – deixe que Marlene e Sirius se resolvam sozinhos, isso não é problema seu, e convenhamos, Lil, você já tem que lidar com vários.

- Você nem imagina quantos... - então eu contei para ele detalhadamente a conversa que Hestia tivera comigo na sala de antídotos, porque sabe, eu precisava desabafar, aquelas palavras ainda martelavam em minha mente.

- Isso não quer dizer nada. – ele me disse, depois de analisar tudo o que despejei sobre ele. – Se James gosta mesmo de você, ele não se importará com Hestia, por mais que ela tenha planos.

Mordi os lábios. Porque essa era a visão de meu amigo, aquele que não enxerga um palmo a sua frente e nunca percebe quando alguma garota o deseja de forma romântica. Exceto por Alice, mas ela é a namorada dele, o que com certeza é uma grande dica.

Acho que ia ter de continuar por minha conta. Despedi-me dos garotos e em pouco mais de dez minutos estava aparatando na cozinha dos Mckinnon.

- Você está atrasada. – ela disse sentada a mesa saboreando seu café da manhã. – Acordei com uma fome gigantesca, além da dor de cabeça.

Ela fechou os olhos pensando na dor e eu revirei os olhos. Pelo visto, ou os pais de minha amiga já haviam acordado há muito tempo, ou ainda dormiam. O irmão caçula agora se encontrava em Hogwarts.

- Da próxima vez tente não beber tanto. – eu disse. – embora, não esperasse uma fome tão grande, Lene, geralmente as pessoas ficam enjoadas durante a ressaca.

- Merlin!- ela abriu os olhos arregalados. – Por que você foi dizer isso? Agora meu estomago está realmente embrulhado.

Fiz sinal negativo com a cabeça e me servi de alguns pães, impressionante como meu mau humor matinal ainda não tivesse me atacado, eu estava em jejum durante um bom tempo, James ficaria maravilhado. Ela parou de comer e ficou me assistindo.

Só que é claro que eu já tinha arquitetado planos para nossa tarde. Sugeri que fossemos ver as fotos e o filme da nossa formatura em Hogwarts. Meu pai levara a sua câmera de vídeo recém-adquirida na época da cerimônia e distribuía as fitas vídeo-cassete para meus amigos. O pai de Marlene, um amante de filmes trouxas, nos ensinou um feitiço que fazia o filme ser projetado numa parede branca.

Apesar de me olhar com certa desconfiança, ela aceitou. É claro que eu sabia o quanto minha amiga ia ficar balançada, ao ver todos aqueles registros daquela noite feliz, tantos momentos entre ela e Sirius. Nós almoçamos no quarto de Marlene, de modo que não perdemos tempo e conseguimos relembrar todos nossos momentos em Hogwarts, tudo o que havíamos passado juntas, foi nesse clima nostálgico que consegui uma promessa valiosa.

- Tudo bem, eu prometo. – ela disse enfim. – Caso Sirius me proponha um encontro, não irei recusar. – ela suspirou. – mas fique sabendo, Lil, essa é a última chance de ele me mostrar que quer realmente ser meu companheiro, e não só, você sabe, meu namorado adolescente.

Eu a abracei feliz. Tinha muita coisa para conversar com Sirius, e também para escrever em nosso projeto de estratégia.

Fui para casa de minha família quando já era noite. Todos os primeiros sábados do mês, eu e Petúnia tínhamos que jantar com nossos pais, assim relembrávamos a importância da família. Ou pelo menos essa era a idéia, porque a maior parte do tempo o que eu tinha de fazer era aturar a chatice do marido de minha irmã.

Só que eu percebi que havia algo estranho desde o momento em que Cheguei. Minha mãe parecia muito agitada, ia de um lado para o outro, trazendo tabuleiros, e mudando coisas de posição. Meu pai a observava com uma feição que mesclava preocupação e tristeza. Sentei-me no sofá ao lado de meu pai, e fiquei analisando a cena, esperando o melhor momento para perguntar o que de fato acontecia ali.

- Mãe! – eu disse quando ela trouxe o tabuleiro com uma torta de chocolate, a minha preferida. – hum... - ela ficou de pé parada, esperando que eu falasse. – James me convidou para passar o próximo final de semana na fazenda dos avós dele, o que a senhora acha?

- Acho uma excelente idéia. – e foi atrás de uma vassoura no porão sobre a escada.

Então, eu realmente soube que havia algo grandiosamente errado em minha casa. Merlin, olhei para meu pai com susto, mas ele apenas sorriu de lado.

- Tem certeza, mãe? – eu falei me certificando de que ela entendera direito. – é uma viagem longa, não dá para aparatar lá, eu vou ter de dormir...

Contudo, ela me ignorou. Parece que James estava mesmo com sorte. E minha mãe levemente doente.

Petúnia finalmente chegou, e sentamo-nos à mesa de jantar. Achei estranho que Valter não a estivesse acompanhando, só depois fui compreender o porquê.

- Será que eu posso saber o motivo de eu não poder trazer meu marido a este jantar? – Petúnia estourou-se quando já estávamos na metade do prato principal, um delicioso pernil. Contudo, devo admitir, o silêncio já estava me incomodando. - pensei que iam ter um escândalo para falar, algo tão vergonhoso como os amigos dessa garota... – sim, era de mim que minha irmã falava, é o chamado amor fraternal. – O que está acontecendo?

É porque definitivamente alguma coisa estava acontecendo. Ou James dera uma poção a minha mãe, nunca se sabe. Merlin, ainda não acredito no que ela me disse. Uma excelente idéia?

-Bem, seu pai e eu... - ela olhou para meu pai, que apenas continuou calado. – bem, eu vou viajar, fazer um cruzeiro.

- Vocês vão viajar? – eu exclamei feliz, quero dizer, eles costumavam trazer lembranças para mim. E dependendo de quando voltassem podíamos ter de adiar o próximo jantar em família. – Por quanto tempo? – indaguei esperançosa.

- Eu não vou a lugar nenhum. – meu disse levando uma garfada a boca.- Sua mãe ficará fora por uns dois meses.

- Seu pai e eu...- minha mãe voltou a sua frase inicial, só que desta vez prosseguiu. – nós tivemos muitas brigas nos últimos meses e... – meu coração disparou dentro de meu peito. – então nós vamos ficar esse tempo separados... - Petúnia estava boquiaberta.- enquanto eu viajo vou repensar a minha vida... – ela olhou de mim para Petúnia.- sei que vocês vão entender, já estão grandes, essas coisas acontecem.

Eu simplesmente não podia acreditar no que estava ouvindo. Certo, o que estava acontecendo com a minha vida, afinal?

- Vocês vão se separar? – Petúnia teve coragem de fazer a pergunta em voz alta. – Vão se divorciar? – ela continuou. – Meu Deus, que vergonha.- ela fez uma pausa e declarou. – Vocês estão velhos demais para isso!

- Mas por quê? – eu quis saber. – Algo ligado a imaturidade?

É eu sei, mas as pessoas costumam não pensar muito no que vão dizer quando estão nervosas. E o fato de lagrimas terem escapado de meus olhos indicavam perfeitamente meu estado emocional naquele momento.

- Nós estamos brigando muito, eu quero repensar a minha vida... - minha mãe começou, mas então meu pai a interrompeu.

- Não é algo definitivo. – ele nos disse mais claramente. – Nós não estamos felizes, mas também não estávamos antes. – ele encerrou com a clássica frase. – Só não podíamos mais esconder de vocês...

Eu preferia que continuassem escondendo, pensei, e disse em voz alta, pouco antes de desaparatar. Sério, eu não me orgulho disso, mas eu não estava preparada para uma notícia dessas. Não mesmo.

Ao chegar à academia, subi correndo para meu quarto, mas obviamente fui vista, e flagrada chorando. James bateu na porta, insistiu para que eu a abrisse. Sirius fez o mesmo, e não teve nenhum sucesso, acabou me xingando por ignorá-lo por tanto tempo. Frank ficou lá por quase tanto tempo quanto James. Alice foi a última a tentar, aparentemente pensou que podia ser uma questão feminina para que eu recusasse falar com os garotos. Não adiantava, eu simplesmente não queria falar com ninguém.

Eu não sei explicar, mas, Merlin, se eu achava que Sirius e Marlene eram para sempre, meus pais, eram sei lá, algo como ad eternum. E aí de repente eles vêem com uma noticia dessas para mim? O que minha mãe queria repensar? Meu pai é um ótimo homem e a ama muito. Eu tenho certeza disso.

Merlin, será que meu pai havia feito algo de errado? Será que a palavra traição era um termo usado entre meus pais? Eu queria dormir e não acordar nunca mais.

É claro que eu passara a noite toda insone, pensando e repensando, por vezes chorando. Acabei optando por escrever uma carta a meus pais, antes de tomar meu banho. Com toda a certeza eu não agira de forma madura na noite passada, nem com eles, nem com ninguém, aliás.

Por isso, depois um belo banho, fui até o quarto dos garotos e me ajoelhei junto a cama de James, que ainda dormia. Fiquei ali durante alguns minutos o observando, até que ele aos poucos abriu os olhos. Ele se espreguiçou e se sentou, eu me sentei ao seu lado.

- Sabe, eu fiquei preocupado. - ele me disse, o volume de sua voz era baixo já que os outros garotos ainda dormiam. Encostei minha cabeça em seu peito e ele passou um braço ao meu redor. – O que aconteceu?

-Briguei com meus pais, eu acho. – disse ainda cabisbaixa, afinal, eu estava de fato triste e decepcionada.

- Por quê? – ele quis saber preocupado. – Não foi por causa do meu convite, foi? – eu mal me lembrava do que ele estava falando. Continuava examinando minhas unhas, sem encará-lo. – Eu posso falar com eles, se você quiser.

- Não foi por isso. – olhei para cima a fim de encará-lo.- Não quero falar no assunto, ainda estou triste, sabe, desculpa por ontem - eu disse tirando a carta que guardara em meu bolso. – escrevi para eles.

- Posso ler? – ele perguntou tirando a carta de minhas mãos, eu assenti. Peguei o travesseiro dele e me deitei em seu colo. Enquanto lia, ele acariciava meus cabelos, estava mesmo precisando.

Pai e Mãe,

Perdão por ontem. Espero que entendam a carta única, pois é assim que os tenho em meu coração.

Beijos

Lily

Não sei se James conseguiu entender alguma coisa com aquela carta, mas pelo menos não voltou a me fazer perguntas. Conforme ele ia mexendo em meu cabelo, o sono que sumira a noite toda, foi voltando, e acabei adormecendo. Só acordei quando o sol começava a se por, e mesmo assim, devido a vozes pouco barulhentas vindas da cama ao lado.

Abri os olhos devagar e vi que Sirius e James jogavam snap explosivo na cama do primeiro. Sorri me lembrando do quanto eles costumavam fazer isso em Hogwarts, levantei-me e me sentei junto a eles. Ambos me perguntaram se eu estava melhor, e eu assenti. Eles indicaram um saco de doces da dedos de mel, e disseram que era pra mim, presente dos dois, por isso, dei um beijo em cada um e falei que tinha ótimas noticias.

-Marlene disse que apesar de seu comportamento deplorável na festa de ontem... – Sirius até deixou que James visse suas cartas quando citei o nome de minha amiga, ele estava mesmo desesperado, sério, eu precisava ajudá-lo. – caso você a convide para um encontro, ela aceitará...

Ele abriu um sorriso enorme. Desses que dá até pena de interromper, mas pelo bem da humanidade, tive que o fazer.

- O que você só vai fazer quando eu julgar adequado... - eu disse rispidamente. – precisamos conversar bastante essa semana, afinal, ela jurou ser a sua última chance... - ele piscou para mim descrente. – e você não vai querer desperdiçá-la, vai?

- E qual a minha boa noticia? – James quis saber roubando um sapo de chocolate de meu saco de doces.

- Você não fica feliz o suficiente por mim? – Sirius disse ao amigo e roubou uma de minhas balas prediletas, como sempre, aliás. Fiquei impressionada que ele não tivesse dito coisa pior, mas pelo visto seu orgulho estava lá embaixo depois da bebedeira de sexta, ele costuma ser tão mais difícil. – Vamos, Lily, conte tudo o que a sua amiga falou de mim...

Eu ri de forma prepotente. Era sempre bom ter Sirius totalmente em minhas mãos.

- Conto quando eu achar que está merecendo... – falei me deliciando com a cara impaciente dele. – caso se comporte adequadamente essa semana... - eu ri quando ele começou a xingar o mundo e me virei para James ao completar. – quando estivermos na fazenda dos Potter.

- Jura que você vai? – James me abraçou por trás e beijou repetidas vezes meu rosto.

Ele era o sinônimo de felicidade. Mas Sirius ainda estava revoltado comigo e jogou sobre nós seu travesseiro, o que resultou numa guerra, extremamente demorada entre nós três. Só finalizada quando os outros integrantes do quarto resolveram aparecer e nós fomos para uma visita clandestina a cozinha, escondidos pela capa da invisibilidade. Cercada por eles, entre piadas, risadas e doces, só fui mesmo me lembrar do quanto minha vida está progressivamente virando de pé a cabeça, quando me vi sozinha em minha cama, antes de dormir.

Nota da autora:

Oi gente! Tudo bem? Feliz Ano Novo, mais uma vez!

Aqui em casa eu decidi que eu e minha irmã, que nunca vamos para a cozinha, íamos fazer nossa ceia. Ou seja, temos um longo dia pela frente, rs. Por isso resolvi postar logo pela manhã. A única coisa que fiz até agora foi o musse de chocolate, por interesses mais que justificáveis, claro, rs.

Aliás, semana que vem retomo meu curso pré residência, mas ainda estou de férias da faculdade, só tendo então meus domingos e quartas ocupados. Domingo com o estágio e tal. Assim, acho que vai dar pra manter uma boa freqüência de postagem aqui no fanfiction em Janeiro.

Gostaram deste capítulo? A Lily tava mais comportadinha, certo? E o James não tinha nada assim de tão grave para falar com ela, desculpe preocupar vocês. Mas de qualquer forma, a preocupação não é tão descabida assim.

Beijinhos infinitos, muito obrigada e um 2011 maravilhoso para vocês!

Ju