Capitulo 4

Tua, apenas tua

Sentiu um ligeiro movimento na cama, mas não abriu os olhos, estava tão bem ali, deitada no quentinho que a ultima coisa que queria era levantar-se.

Manteve os olhos fechados e ouviu um pequeno barulho no quarto, antes de adormecer levemente em seguida.

Voltou a acordar quando sentiu os lábios dele sobre a sua testa e o ouviu dizer baixinho:

"-Volto antes do almoço amor."

Sorriu levemente e abriu os olhos encarando Vítor que lhe sorria.

"-Onde vais?"

"-Comprar uma coisa. Não te preocupes. Agora dorme."

Ela aconchegou-se mais na cama, voltando a fechar os olhos e adormecendo novamente em seguida.

Não dormiu muito mais, não porque não quisesse, mas porque uma melodia estranha a fez acordar e sentar-se na cama rapidamente.

Engoliu em seco, antes de se levantar e pegar no robe. Saiu do quarto segundos depois e caminhou até à sala deparando-se em seguida com uma imagem que ela nunca imaginou ver, mas que sabia que jamais esqueceria.

No canto da sala havia um piano, e sentado no banco desse piano estava ninguém mais, ninguém menos que Harry Potter.

Os dedos longos dele passeavam pelas teclas do piano, o que fazia com que uma bela melodia ecoasse pela sala, e pelo resto da casa.

Hermione apertou mais o robe contra o corpo e caminhou até ele, sentindo a pele completamente arrepiada.

Ele parou de tocar mal ela se postou ao seu lado. Os olhos verdes dele abriram-se, e fixaram-na, vendo que ela se encontrava levemente corada.

"-O que fazes aqui?"

"-Vi o Krum sair, e precisava de falar contigo."

Ela desviou o olhar dos olhos do moreno e fixou a parede.

"-Não sabia que tocavas piano." – Murmurou segundos depois.

"-Há muita coisa sobre mim que tu não sabes, Hermione."

"-Ah sim? O que por exemplo?" – perguntou voltando a olhar para ele.

Viu quando ele sorriu, e soltou uma pequena exclamação de espanto quando ele a puxou pelo braço e a sentou à sua frente, no piano.

"-Não sabes que eu….te amo."

"-Não amas nada Potter." – Disse ela convicta olhando nos olhos dele.

"-Não? Então o que é isto que se passa connosco?"

"-Um jogo….um jogo de sedução." – Respondeu ela.

Ele riu divertido, fechando a tampa do teclado do piano, e puxando-a para cima, sentando-a confortavelmente.

"-Jogo de sedução Granger?" – indagou ele levantando-se, e apertando-a pela cintura. – "Achas que eu estaria disposto a pôr meu casamento em risco por causa de um jogo? Achas mesmo? Não sou um imbecil!"

"-Não? Às vezes portas-te como um!" – disse ela tentando levantar-se, mas sendo barrada por ambos os braços dele que a seguraram fortemente.

"-Tu não vais a lado nenhum Granger. Ainda não percebeste? Tu és minha." – Disse ele antes de a beijar.

Ela queria reagir, obvio que sim, mas os lábios dele contra os seus, as mãos dele na sua cintura, o corpo dele contra o seu. Era tudo inevitável.

Sentiu quando ele lhe abriu o robe e o atirou para um canto da sala.

"-Diz-me….ele é tão bom como eu? Ele faz-te gemer tanto?" – perguntou enquanto lhe beijava o pescoço e passava com as mãos nas costas dela.

"-N…Não." – Murmurou ela fazendo com que ele sorrisse.

Harry passeou com seus lábios pelo corpo dela, fazendo-a tremer. Quando beijou os seios dela a morena gemeu baixo e fechou os olhos na tentativa de sentir melhor os carinhos dele.

"-Minha Hermione….minha." – murmurou ao ouvido dela enquanto sentia as mãos dela abrirem o cinto de suas calças.

Ajudou a morena a ver-se livre das suas calças e atirou-as para o chão. Em seguida passou com as mãos na face dela, fazendo-a fechar os olhos antes de ele a beijar.

Sentiu as mãos dela no fundo das suas costas, retirando-lhe os boxers. Ajudou-a, ouvindo-a arfar.

Fixou os olhos dela antes de afastar as pernas dela delicadamente. A morena mantinha-se sentada no piano, e foi então que sentiu o moreno penetrá-la lentamente.

Gemeu contra os lábios dele, ouvindo-o sorrir.

Harry segurou-a pelo quadril quando se começou a mover rapidamente, fazendo com que os gemidos baixos dela se tornassem altos.

Ele beijava o pescoço dela, o colo e os seios, enquanto seu ritmo aumentava a cada gemido dela, até que o ritmo era alucinante, excitante, quase violento como sempre.

A morena tombou a cabeça para trás, fechando os olhos e gemendo, enquanto segurava a nuca dela fazendo com que os lábios dele percorressem seus seios.

Passou as pernas pelo quadril dele, puxando-o para si, o que fez com que ambos gemessem roucamente.

"-Minha. Minha. Minha!" – disse ele por entre gemidos, sentindo a morena começar a tremer nos seus braços.

"-Tua." – Murmurou ela antes de gemer alto e se deixar cair para trás, ficando deitada em cima do piano.

Harry continuou a mover-se sentindo o corpo dela tenso, sentindo-a tremer, ouvindo gemer por causa do prazer máximo que ela já havia alcançado.

Observou o corpo dela, marcado pela sua boca, pelos seus dentes e fechou os olhos, sentindo um arrepio pela espinha acima, o que o fez segurar na morena com mais força enquanto se movia rapidamente, sentindo-se completamente satisfeito.

Deixou-se cair para cima da morena, que suspirava levemente.

"-Eu também te amo Harry." – Murmurou ela ao ouvido dele, enquanto o sentia levantar-se.

"-Quando é que o Krum vem?"

"-Por volta da hora de almoço." – Disse ela.

O moreno sorriu, puxando-a, fazendo com que ela se colasse a si.

"-Óptimo, temos muito tempo até lá."

Ela riu feliz, como há muito não ria, e abraçou-o, sentindo os lábios dele beijarem seu pescoço.

O que mais queria naquele momento era que não houvesse Vítor, Pansy, que não houvesse mais ninguém, só eles os dois. E queria ficar com ele assim, para sempre. Abraçada a ele. Junta a ele. Sentindo o coração dele bater rápido no peito.

Sentindo os lábios dele no seu pescoço depositando beijos suaves.

Sentindo as mãos dele nas suas coxas fazendo movimentos suaves que a faziam tremer.

Ouvindo ele murmurar coisas carinhosas no seu ouvido.

Era assim que queria ficar para sempre.

Mas sabia que isso não iria acontecer.

Abraçou-se ao pescoço dele com força, o que fez com que o moreno perguntasse:

"-O que foi?"

"-Tu…não és meu."

"-Estou aqui não estou Hermione?" – indagou olhando nos olhos dela. – "Eu sou teu, completamente teu."

Ela sorriu antes de o beijar lentamente, algo que raramente acontecia com eles, mas naquele momento era o ideal. Um beijo calmo, lento, apaixonado. Um beijo cheio de sentimento.

Entrou na biblioteca sabendo que Harry havia ido para lá quando ela foi tomar banho. Procurou-o e rapidamente o encontrou, ao pé da enorme janela com um copo na mão.

"-O que bebes?"

"-Martini. És servida?"

"-Não, obrigada." – Respondeu encostando-se à janela, mesmo frente a ele.

Harry fixou-a durante alguns segundos e depois voltou a olhar para a rua.

"-É quase Natal." – Murmurou ele.

"-Sim."

"-Onde o vais passar?"

"-Na Toca. Molly convidou-me. E tu?"

"-Também. Parece que ela quer a casa extremamente cheia, como sempre gostou." – Murmurou antes de sorrir e beber um gole de Martini.

"-É parece que sim."

"-Quando te volto a ver?" – perguntou a morena depois de minutos de silêncio.

"-Quando quiseres. Logo à tarde, amanhã. Por mim, quando tu quiseres, e puderes."

Ela sorriu antes de se aproximar dele e o beijar.

"-Mas agora é melhor eu ir, antes que o Krum apareça."

"-Sim, é melhor mesmo."

Harry sorriu, pousou o copo de Martini no parapeito da janela e logo depois beijou-a. Segundos depois Hermione encontrava-se sozinha.

Suspirou fundo, sorrindo enquanto pegava no copo vazio. Olhou de relance para o seu anel de noivado e sentiu um peso no coração, mas ela não conseguia resistir a ele, ao amor que sentia por ele. Não era capaz de esquecer.

Apenas não era.

Abriu os olhos apenas para encarar o tecto do quarto de Harry.

Suspirou virando-se na cama vendo que estava sozinha. Sentou-se na cama e espreguiçou-se lentamente.

Era assim há 3 dias. Todas as tardes, quando Pansy não estava em casa ela ia para lá mais ele. Ela passava as tardes com ele, na cama.

'Onde ele está?' – perguntou-se antes de se levantar e vestir o robe de Harry.

Caminhou pela casa toda, e foi encontrá-lo onde mesmo esperava.

Ele estava na cozinha, apenas de avental e boxers, e de roda da tacho e panela.

"-Acordaste, finalmente!" – comentou ele sorrindo, antes de ver a morena caminhar até si.

"-O que estás a fazer Harry?"

"-Uma coisa que aprendi num Hotel na Dinamarca."

"-Oh! E o que é?" – perguntou curiosa, olhando para o forno de onde vinha um cheiro extremamente agradável.

Ele não respondeu, apenas a puxou para si beijando-a.

Segundos depois ambos ouviram o som de um relógio e ele soltou-a, abrindo o forno e retirando lá de dentro a torta com melhor aspecto que Hermione alguma vez vira.

"-Uau! Se o sabor for metade do aspecto, deve de estar óptima."

Ele não disse nada, apenas cortou uma fatia fina e em seguida disse:

"-Abre a boca e prova. Mas cuidado, está quente."

Ela sorriu antes de abrir a boca e sentir os dedos dele nos seus lábios. Trincou a fatia da torta e saboreou-a lentamente.

O moreno viu quando ela fechou os olhos e sorriu.

"-Então?"

"-É simplesmente divinal." – Respondeu ainda de olhos fechados. – "Tens que me dar a receita."

"-Claro que não!" – disse ele fazendo com que a morena abrisse os olhos e o fixasse.

"-Não?"

"-Não! É uma receita secreta, de um famoso restaurante da Dinamarca, só me deram a receita porque eu sou o Harry Potter, mas eu prometi nunca dar a receita a ninguém."

"-Ninguém, ninguém? Nem a mim?"

"-Nem a ti Hermione."

A morena aproximou os lábios do ouvido dele e murmurou:

"-Sabes que eu posso fazer-te coisa muito boas se tu me deres essa receita fantástica?"

"-Sei, mas não posso dar."

Ela beijou o pescoço dele, fazendo o moreno fechar os olhos e suspirar.

"-Vamos lá Potter….dá-me a receita!" – sussurrou ela ao ouvido dele, enquanto suas passeavam pelo peito dele, bem por cima do avental.

Harry afastou-se dela, sabendo que com aqueles truques baixos ela iria ganhar.

"-Não Granger, eu não te dou a receita."

Ela viu quando ele circundou a mesa e começou a segui-lo. Segundos depois andavam os dois a correr à volta da mesa, como se fossem crianças à guerra por um brinquedo.

O moreno parou abruptamente e voltou-se para ela, o que a fez ir contra ele e soltar um gritinho de exclamação. Ele sorriu em seguida, antes de lhe abrir o robe e a beijar, sentando-a em cima da mesa.

"-Esta corrida está a deixar-me com vontade de te cansar novamente." – Disse ele enquanto ela atirava o avental para o outro lado da cozinha.

A morena puxou-o para si e segundos depois gemia nos braços dela descontroladamente.

"-Ainda não me vais dar a receita?" – perguntou ela quando sua respiração se começou a normalizar.

O moreno moveu-se preguiçosamente sobre ela, fixando o olhar da morena e sorriu divertido, antes de responder:

"-Não, não te vou dar. É segredo. Mas podes continuar a tentar me persuadir a te dá-la, desde que a persuasão seja deste género."

Ela deu um tapa leve no ombro dele, fazendo-o rir.

"-Eu tenho que ir, tua mulher deve de estar a chegar."

"-Vemo-nos amanhã."

"-Amanhã é véspera de Natal."

"-Não vais à Toca?" – perguntou.

"-Sim."

"-Então vemo-nos."

Ela suspirou. Ele estava certo, eles iriam ver-se.

Como é que iriam conseguir disfarçar? Como?

Fim do capitulo 4