Respondendo:

Juliana Montez: Fiquei suuuuper feliz quando vi que você tinha comentado... achei que já tinha desistido de mim... rsrsrs... Gosta da Mel? Ela ainda vai dar um pouquinho de dor de cabeça pra Lily, mas ela e legal... rsrsrs... ela é uma espécie de par do Sirius, sim... rsrs... Espero que não se importe, mas fiz uma propagandazinha sua lá embaixo... rsrs.. Tomara que você goste desse capítulo! ^^ Beijinhos...

Lethicya Black: Eu até mesmo me submeteria a ser amaldiçoada se por isso eu tivesse que ficar um mês ao lado dos marotos! *-* vale a pena! huiahuiahiuahuhauihaiuhaiua... Obrigada por comentar... espero que goste! Beijos!

Hinata Weasley: Oi! Poisé... demorei um pouquinho... será que você esperou? Espero que sim... ^^ Tomara que goste desse capítulo... Obrigada por comentar... beijinhos!

Anggie: Estou falando com você no msn! Eba! hauihauihaiuhaihaia... AMEI AS CAPAS! Sério mesmo! OBRIGAAAADA! *-* Espero que goste desse capítulo... ^^ Obrigada por comentar... beijinhooooos!


Capítulo 3 – O outro lado da ilha

Fiquei o dia todo no meu quarto, lendo, pensando, escrevendo algumas cartas. Na verdade, não havia muita coisa para se fazer e minha maior preocupação era em achar aquele maldito antídoto, mesmo sem ter nenhuma idéia de por onde começar.

Vi quando Melissa voltou para casa. Remo, Potter e Black estavam com ela. Estranhei o fato de nem ser noite ainda. Fiquei de olho na janela, esperando o momento em que os marotos fossem embora. Anoiteceu, a lua cheia iluminava o céu lá fora e nada de aqueles garotos saírem.

Demorei algum tempo para perceber que a casa estava incrivelmente quieta.

Desci as escadas tomando o máximo de cuidado para não fazer barulho. Mesmo sabendo que os marotos não poderiam estar em uma casa tão silenciosa, eu não os havia visto sair. Percebi que não havia ninguém na casa, o que me deixou ainda mais confusa. Não se podia aparatar naquela ilha e não havia nenhuma outra saída. A não ser que eles tivessem pulado a janela que dava para os fundos, o que eu duvidava.

Havia um bilhete em cima da mesa. Corri para ele.

A letra era bonita e bem desenhada. Eu nem precisava ler a assinatura para saber quem escrevera.

"Lily, desculpe, mas tivemos que sair e não queríamos te incomodar. Espero que não se importe. Não me espere, chegarei tarde. Até amanhã, Mel."

Fiquei impressionada com a intimidade com que ela estava me tratando, mas preferi ignorar esse fato. Outras coisas me incomodavam no momento. Aonde eles estavam indo e por onde haviam saído?

Claro que dos marotos se podia esperar de tudo. Mas que aquela história estava mal contada, isso estava.

Acordei tarde no dia seguinte. Já passava das dez horas da manhã. Melissa ainda estava dormindo.

Levantei, troquei de roupa, comi um cereal e sentei na sala, com um romance trouxa que minha mãe me dera no natal e eu ainda não havia tido tempo de ler.

Quase joguei o livro pela janela quando, depois de meia hora de leitura, a personagem principal se deu conta de que estava apaixonada por um garoto que dizia odiar. O garoto, por sua vez, cansado de fazer a garota se convencer de que ele a amava, arranjou uma namorada, ninguém menos que sua melhor amiga.

Mesmo eu não sendo apaixonada pelo Potter, é claro que aquela história me fazia lembrar dele. Dele e de Melissa. Tão amigos, tão próximos, tão íntimos.

Decidi que precisava tirar aquele assunto da cabeça e peguei o livro de Feitiços Avançados. Havia comprado no verão passado, para passar o tempo. Aquele não era um livro pedido em Hogwarts, mas era bastante interessante e eu adorava feitiços.

Melissa não demorou a aparecer.

- Bom dia, Lily! Dormiu bem?

- Sim, obrigada. E você?

- Muito bem! – Ela pegou uma tigela de cereal e sentou-se ao meu lado, no sofá – O que está fazendo?

- Só passando o tempo. – Fechei o livro e dei um sorriso tímido. Ela franziu a testa ao ver o que eu estava lendo, mas não disse nada a respeito.

- Se arrume! Vamos sair daqui a pouco. Queremos te mostrar o outro lado da ilha. – Dizendo isso, voltou para a cozinha.

Eu me levantei lentamente. Aquele plural havia tirado toda a minha alegria, se é que havia alguma.

Eu não tinha nenhuma roupa interessante para colocar e não sabia onde iríamos, realmente. Então, coloquei um short jeans e uma camiseta branca com desenhos abstratos por cima do biquíni. Calcei um tênis e amarrei o cabelo.

Quando desci, Melissa já estava pronta, esperando. Quase subi novamente para tentar me vestir mais decentemente e não parecer um monstro ao lado dela, mas desisti da idéia. Eu não tinha nenhuma roupa que fosse capaz de um milagre como aquele.

Os marotos já nos esperavam do lado de fora da casa. Todos pareciam bastante abatidos e cansados. Imaginei que tivessem passado a noite em claro.

Melissa correu para o lado do Potter e ficou abraçada nele. Vi que ele brigava com ela por algum motivo, em voz baixa, mas ela apenas ria e fazia sinais de que aquilo pouco interessava. Se eu já estava curiosa antes, naquela hora piorou.

Eu sempre fui muito curiosa e, decididamente, eles estavam me escondendo alguma coisa. E eu ia descobrir o que era!

Fiquei ao lado de Remo, propositalmente, o mais longe possível do Potter.

- Bom dia. – Eu disse, sorrindo. Ele sorriu em resposta. Dos três, era o que parecia mais cansado – Então, a noite ontem foi boa? Nem vi a Melissa chegar!

Eu poderia jurar que ele havia ficado ainda mais pálido com o meu comentário. Ele não respondeu, apenas deu um sorriso nervoso.

- E então, aonde foram? – Insisti.

- Só fomos visitar uns amigos. – Ele falou, simplesmente. Mas eu sabia que estava mentindo.

Sirius passou a maior parte do tempo azarando as garotas pelo caminho. Eu tive uma singela impressão de que ele estava se exibindo mais do que o normal e a culpada disso seria Melissa. Apesar de ela não estar nem aí pra ele. Na verdade, acho que eles brigavam mais do que eu e Potter, se é que isso era possível.

- Que cachorrinho fofo! – Disse a Mel quando passamos por um vira-lata. O pobrezinho não era o que se podia chamar de fofo, mas até que era simpático. Sirius não pareceu gostar muito.

- Fofo? – Estranhou ele – Ah, Mel, você sabe que conhece cachorros muito melhores... – O sorriso dele me fez perceber que aquela era uma espécie de piada interna.

- Na verdade – Ela disse – ele é o cachorrinho mais fofo que eu conheço. O mais bonito e, com certeza, o mais inteligente!

Os outros dois caíram na gargalhada, mas Sirius não pareceu achar graça. Eu olhava de um para outro, sem entender.

- É uma pena que você não seja uma cadela ou te faria mudar de idéia rapidinho. – O tom malicioso dele fez Melissa revirar os olhos.

Remo pareceu perceber que eu estava completamente por fora do assunto, pois se aproximou mais, cochichando.

- Parece que você terá que se acostumar com algumas conversas de doidos. Não liga, não. Nenhum deles tem a cabeça no lugar.

Eu fui obrigada a rir, abraçando meu salvador de férias. Ele ficou pouco a vontade com a minha atitude, no início, mas logo correspondeu ao abraço. Quem não gostou nem um pouco daquela proximidade foi Potter, vi que ele nos lançou olhares nem um pouco amigáveis. Remo teria que enfrentar algumas perguntas naquela noite.

O outro lado da ilha era algo que eu não esperava. Contrastando totalmente com a calmaria da praia, aquele lado parecia o centro de Londres. Havia vários prédios, as ruas eram asfaltadas e diversos bruxos andavam de um lado para o outro, fazendo compras. Ao longe, eu podia ver o mar, separado daquela mini-cidade por uma extensa faixa de asfalto, destinada aos pedestres.

Logo me animei, em meio a tantas lojas tinha que haver uma biblioteca. E era lá que eu ia encontrar o antídoto. Mas antes que eu pudesse sequer pensar em começar a procurar, Melissa já estava nos conduzindo para dentro de um restaurante chique.

- Eu já tenho tudo planejado para hoje. Lily não conhece nada por aqui, então, primeiro vamos mostrar toda a cidade pra ela. Amanhã vamos ao Papum. Na sexta podemos passar na nova vila Trouxa. Vocês ainda não conhecem, não é? Eu disse que deviam ter vindo passar o verão passado aqui! Aquela vila Trouxa é um show!

Mel continuou falando de todos os planos que tinha para cada dia de minha estadia ali e eu me perguntava onde ela conseguia tanto fôlego, digo, quando eu teria tempo para ir na biblioteca. Talvez eu desse uma escapada entre o Zoológico e a loja de brinquedos.

- Este é o Cousine de France – Ela me disse enquanto entrávamos no restaurante – É o melhor restaurante de Mansai. A comida é simplesmente magnífica!

Um homem alto e elegante logo apareceu, cumprimentando Melissa com um largo sorriso e o sotaque francês.

- Senhorita Kardim, como vai?

- Muito bem, Louis, obrigada. E você?

- Estupendo! Sua mãe esteve aqui esta manhã. Disse que a senhorita estava com visitas. Venham, venham. Temos um lugar especial para vocês.

Sentei ao lado de Remo, de frente para Melissa, Potter entre Sirius e Mel, de frente para Remo. O restaurante era realmente magnífico. Passei um bom tempo olhando o cardápio com nomes que eu nunca ouvira falar. Melissa acabou escolhendo o que eu ia comer.

Uma senhora de meia-idade se aproximou enquanto esperávamos a comida.

- Melissa! Tiago! Sirius! Como vão, meus queridos?

Mel se levantou rapidamente, cumprimentando a senhora com educação.

- Dona Mirla. Que honra encontrar a senhora por aqui. Como tem passado?

- Muito bem, querida, muito bem. E vocês, seus traquinazinhas, estão mais comportadinhos? Sabem que vou dar uma festa no dia 30? Conversei com sua mãe hoje, Melissa, ela me disse que você vai.

- É claro que vou!

Sirius e Tiago trocaram olhares entediados enquanto Mel parecia realmente se animar com a idéia da festa.

Ela se virou para nós como se lembrasse de algo importante.

- Claro... Dona Mirla, você deve se lembrar de Remo Lupin, nosso amigo. – Melissa apontou para Remo, que se levantou para cumprimentar a senhora. Ela torceu o nariz e desfez o sorriso, cumprimentando-o formalmente – E esta é Lílian Evans, outra amiga nossa. Ela está passando as férias em minha casa. Creio que os dois estejam convidados também, não?

Mirla me cumprimentou do mesmo jeito que havia feito com Remo, como se não gostasse da nossa presença ali. Seu olhar logo se voltou para Melissa.

- Evans? Dos Evans de Boston?

- Não... Lílian é filha de trouxas.

- Oh! – Percebi que aquele fato não a havia agradado – É claro que seus amigos podem ir. Desde que tenham trajes e modos adequados, é claro.

- É claro. – Melissa corou um pouco, evitando nos olhar.

- Vou deixá-los à vontade. – Mirla voltou a sorrir quando olhou para Black e Potter – Como sempre, Tiago junto com você, não é, Mel? Sempre achei que formavam um casal perfeito.

Se eu gostasse do Potter, com certeza teria ficado com ciúmes, ainda mais pelo fato de eles não terem discordado, mas eu não gostava, então, só fiquei um pouco intrigada com aquela suposta amizade que eles tinham. Só.

- Que ótimo! Lily, você vai adorar a festa da Dona Mirla! Ela sempre dá festas maravilhosas. – Melissa disse quando a senhora foi embora.

- Ah, é claro! – Sirius riu pelo nariz, irônico – Famílias ricas de puros-sangues, uma tentando se mostrar melhor do que a outra... é tão divertido...

- Você diz isso porque a SUA família é uma porcaria... eu acho muito legal! Ti também acha, não é?

- Bom... foi divertido quando fizemos a Senhora Malfoy cair de bunda dentro daquele chafariz...

Sirius riu e Melissa revirou os olhos. Remo sorriu e eu fiz um esforço para permanecer indiferente.

- E quando conseguimos aquele bicho-papão e o Senhor Crabbe saiu correndo pelos jardins fugindo de um papai-noel! – Disse Sirius, rindo ainda mais. Potter o acompanhou, batendo os punhos na mesa. O sorriso de Remo aumentou e eu me permiti curvar um pouco os lábios. Afinal, eu conhecia a fama daquelas famílias e eles, realmente, mereciam todas as traquinagens dos marotos.

- E naquele natal, a sua mãe abriu o presente e BUM! Uma explosão de bomba de bosta!

Sirius teve que se segurar na mesa para não cair. Eu e Remo começamos a rir também. Até mesmo Melissa se rendeu às risadas. Aquela lembrança devia ser mesmo hilária.

Passamos o almoço todo conversando sobre as festas de Dona Mirla. Mel tentava citar as coisas boas, enquanto os marotos nos contavam seus maiores feitos. Quando tinham 15 anos, foram proibidos de ir em 5 das 10 festas que tiveram. Depois, foram aceitos novamente, quando Dona Mirla achou que eles estavam grandinhos o suficiente para não agirem como crianças.

- Por mais que aprontássemos, Dona Mirla sempre gostou de nós.

- Só se for de você, Pontas. Só porque é o pretendente preferido da Mel.

Eu olhei para Sirius, curiosa pelo tom magoado que ele escondia por trás do sorriso, mas ninguém mais pareceu perceber aquilo. Uma coisa estava ficando completamente certa pra mim, Sirius Black era apaixonado por Melissa e ninguém ali tinha a menor idéia disso.

- Eu nunca entendi muito bem essa mania das nossas famílias em querer que nós ficássemos juntos. – O Potter riu, seguido de Melissa.

Aquele assunto não era muito agradável pra mim. Pouco me importava com quem o Potter casaria ou deixaria de casar. Por isso, eu simplesmente levantei e disse que ia ao toilet.

- Acho que a pimentinha ficou com ciúmes, Pontas. – Ouvi Black dizer, virei pra ele, lançando o meu melhor olhar mortal. Ele não pareceu se abalar muito, então, apelei para minha voz.

- CIÚMES? – Melissa quase pulou da cadeira. Black quase caiu da cadeira, de tanto rir. Não entendi. Normalmente, quando eu gritava, as pessoas ficavam com medo – SE TEM ALGUÉM QUE ESTÁ COM CIUMES AQUI, É VOCÊ, BLACK!

Consegui! Black parou de rir e ficou pálido, pelo menos o mais pálido que eu já havia visto ele ficar. Mas é claro que a minha felicidade não poderia durar muito tempo. Melissa e Potter começaram a rir ainda mais do que Black estava rindo e não o viram suspirar, aliviado, e lançar um sorriso zombeteiro pra mim.

- O Black? Com ciúmes? – Melissa se recuperou, olhando pra mim e pro Potter – É, Ti, talvez ela tenha razão... acho bom você tomar cuidado... ele pode te atacar durante a noite e te matar! – Minha felicidade começou a voltar, mas Melissa a destruiu antes que o sorriso pudesse se formar no meu rosto – Te matar de beijos!

Eu revirei os olhos enquanto eles continuavam a rir às minhas custas.

- Melzinha, cuidado com o que fala... O veado aqui não sou eu e você sabe muito bem disso...

Melissa riu ainda mais, se é que era possível, e Potter pareceu não achar mais graça no assunto.

Remo se levantou, vindo para o meu lado.

- Se as damas já terminaram, não temos o dia todo para ficar aqui.

Remo Lupin: meu herói! Os outros nos seguiram, Mel e Black ainda rindo. Potter ficou do meu outro lado, nos olhando desconfiado.

Passamos a tarde toda andando pelas ruas. Ainda bem que eu estava de tênis. Melissa parecia uma criança de cinco anos que acabara de ganhar o doce predileto. Caminhava à nossa frente, mostrando tudo, falando sobre as histórias de cada lugar.

Passamos por uma biblioteca, mas não me deixaram entrar. Melissa prometeu que na manhã de sábado teríamos uma folga e eu poderia ir onde quisesse.

Quando Melissa entrou em um hotel para falar com uma amiga, Potter deu um jeito de se aproximar de mim.

- E então, Lily, está gostando daqui? – Ele perguntou, sentando ao meu lado no banco de pedra da praça.

- É melhor do que eu imaginava. – Admiti – Melissa está empolgada. – Comentei, não sei por quê.

- Ah, a Mel é assim mesmo. Ela conhece Mansai desde pequena. Sempre vem passar as férias aqui. Ela gosta de parecer uma espécie de guia. A mãe dela é amiga de quase todos os donos dos grandes estabelecimentos, então, ela conhece praticamente tudo por aqui.

Concordei com a cabeça, espantada por estar tendo uma conversa de mais de dez segundos com Potter.

- Você também costuma passar as férias aqui? – Não sei o que me fez continuar a conversa, mas algo no jeito com que ele me olhava me fez querer que ele continuasse ali.

- Às vezes. – Ele parecia realmente impressionado por eu estar falando com ele – É a primeira vez que a gente vem sem meus pais. Ainda não sei como eles deixaram...

- Se eu fosse sua mãe, não deixaria.

- Se eu fosse meu pai, também não.

Fui obrigada a rir. Se fosse qualquer outra garota no meu lugar, teria se rendido ao sorriso maravilhoso que ele deu, mas não eu, não Lílian Evans. Eu podia ver muito além daquele rostinho perfeito e daquele sorriso brilhante e daquela voz aveludada e daqueles olhos hipnotizantes e daquele corpo... enfim, dele.

Voltamos cedo pra casa, ainda nem havia escurecido. Depois de comer, fui tomar um banho. Quando voltei, os marotos já haviam saído, mas Melissa ainda estava lá. Fiquei na sala, lendo. Melissa estava nervosa, andava de um lado para o outro. Quando eu perguntava o que havia acontecido, ela desconversava.

- Não está com sono? – Perguntou-me pela terceira vez. A lua cheia já estava alta no céu e ela ainda não descansara.

- Na verdade não. – Na verdade sim, mas eu não ia descansar até saber aonde ela queria ir. Eu tinha quase certeza de que ela ia sair de novo com os marotos.

Não me lembro que horas dormi. Devo ter pegado no sono, no sofá mesmo, lá pelas onze horas. Só sei que acordei três horas da manhã com a casa vazia. Fui para a cama, frustrada.

No dia seguinte, fomos ao Papum, conforme Melissa havia planejado. Os garotos novamente estavam com a aparência cansada. Apenas Melissa possuía o mesmo ar empolgado de sempre. Eu realmente queria saber de onde ela tirava tanta disposição!

Papum era um parque de diversões bruxo. Não havia muita coisa de diferente para o parque trouxa.

Também tinha uma montanha Russa, porém os trilhos eram invisíveis, então não tinha como saber qual era o trajeto, muito menos o que esperar dos próximos metros. Era arrepiante.

O trem fantasma era quase igual ao nosso, com a diferença que os "monstros" não eram de mentira. Havia fantasmas, vampiros, aranhas, morcegos e muitas outras criaturas inofensivas, mas que davam grandes sustos.

Havia uma roda gigante três vezes maior que a maior que eu já vira.

E muitas outras atrações.

É claro que assim que colocamos os pés dentro do parque, os garotos correram para a montanha russa. Tiago me puxou pela mão e antes que eu pudesse reclamar, já estava sentada ao lado dele no carrinho. Remo e Sirius sentaram atrás de nós.

- Cadê a Melissa? – Perguntei, olhando em volta.

- Ela não vem na montanha Russa. – Explicou Tiago, os olhos brilhando como os de uma criança.

Senti um solavanco e me desesperei, além de não haver trilhos, não havia cinto!

Acho que Tiago percebeu a minha agonia, uma vez que eu não podia nem falar, e segurou a minha mão.

- Não se preocupe. Você não vai cair.

Deve ter sido o medo ou o desespero, mas eu somente engoli em seco e deixei que ele continuasse segurando a minha mão. Estranhamente, aquele toque parecia me fazer ficar menos nervosa. Talvez fosse o fato de saber que se eu me estatelasse no chão, levaria o Potter comigo. Sei que não era um pensamento muito caridoso, mas eu já disse: eu era caridosa, na maioria das vezes!

A montanha russa começou a subir lentamente e meu desespero aumentar rapidamente. Nas montanhas russas trouxas, pelo menos, você sabe quando aquele troço vai chegar no ápice e descer com tudo! Ali era uma aflição a cada metro.

Não demorou muito para minha barriga sentir aquele conhecido frio que se sente nesses momentos. E tudo se tornou ainda mais intenso porque eu não consegui fechar os olhos. Olhar para baixo, se ver caindo, e não ver trilho algum, não saber quando se vai parar de cair é uma sensação muito, muito esquisita!

Depois de muitos loopings, diversos sustos e a sensação de ter o estômago congelado, saímos daquele brinquedo demoníaco que, por incrível que pareça, eu gostei!

Passamos uma tarde maravilhosa no parque. Mas voltamos cedo para a casa.

Eu estava tão cansada que tomei um banho e capotei na cama. Só acordei no dia seguinte, com Melissa cantarolando pela casa e os marotos deitados no sofá, exaustos.


N/A: Oi, gente!
Demorei um pouco para postar... desculpem... é que esse capítulo realmente não tava querendo sair...
Espero que tenha ficado bom...
Na verdade, nem revisei... só escrevi e postei... qualquer erro, me comuniquem que eu arrumo...

Deixa eu falaaaar! A Anggie fez uma capa da fic!!! ;D
Ficou LINDA!
Está lá no meu orkut, para quem quiser ver... depois vou colocar aqui no meu perfil (quando eu aprender... sim, sim, sou uma burra pra tecnologias... ¬¬)
rsrs...

*Pausa para os intervalos comerciais...

Se eu fosse você, não perderia as fics da Anggie (Jogo da Verdade; Evans!; Cara, isso é natal?) e da Juliana Montez (Meu natal com Potter; Era uma vez; Bola de cristal; trabalho de verão)...

Voltando dos intervalos comerciais*

Certo, já me prolonguei demais...

Espero que gostem do capítulo...
Como eu já disse, não revisei, então, me perdoem por qualquer erro e me avisem que eu arrumo! ^^

Beijos,
Cristal Evans.