CAPÍTULO IV

Bella não sabia precisar se ficou ao lado dele por minutos ou horas... estava muito tensa para calcular a passagem do tempo. Todo o seu ser estava em cho que.

Acabara de fazer amor com Antony Masen e não po dia acreditar nisso. Não acreditava que ele estivesse ali, na cama dela... ou que tivesse permitido que ele a tocasse e entrasse no seu corpo quando jamais dera tal liberdade a outros homens.

Ela acordou totalmente excitada, arrepiada dian te de uma necessidade que não sabia como aliviar. E, aparentemente, nem ele... porque não fora alivia da. A forte ânsia que pensou que desapareceria quan do fizessem amor era ainda mais profunda.

Por quanto tempo ele a tocou enquanto ela pensa va que dormia... pensando que fosse apenas outro pe sadelo erótico como as centenas que tivera nos últi mos seis anos. Não podia crer que fora tão estúpida.

Mas, para defender-se, embora tivesse tido apenas um encontro passional verdadeiro com ele para a sua imaginação viajar, os sonhos eram tão reais que ela sempre acordava com sensação pulsante de um orgasmo. O único orgasmo que tivera acordada na vida fora propiciado por ele.

Ele era também o único amante de suas fantasias inconscientes. Nenhum outro homem teria ultrapas sado a barreira de seu subconsciente. O toque de qualquer outra pessoa enquanto dormia a teria feito acordar assustada e chocada.

Mas não Antony Masen.

Só que aquela noite não fora um sonho, pelo me nos até onde sabia. Ela tomou uma consciente deci são de fazer amor com ele, mesmo que tenha sido sob a influência de um enorme prazer que a derretia. No entanto, a dor latejante entre suas pernas era a prova de que nem tudo fora prazer.

No fim, fazer amor com ele se transformou em mais uma quimera intocável, assim como seu desejo de ter uma família... de ter um local que fosse só seu, de um modo que nenhum emprego possibilitaria. A dor entre suas pernas não era nada, se comparada à que sentia no peito. Doía tanto que queria chorar.

O calor e a umidade de sua face revelavam que já chorava.

Questionamentos que sua mente anestesiada havia aprendido a relevar agora voltavam com força total.

Como Antony Masen viera parar na cama dela? Cama dela, não, cama do seu patrão. Ela não podia com preender a realidade. Era tão fantástico... muito além do que era crível.

Será que os dois homens eram amigos? Como ele entrou na casa? Mais importante, ele ainda era casa do? Ele disse que não e ela acreditou, mas deveria ter acreditado? Ele era confiável? Ela não o via há anos. Talvez tivesse mudado, mas um homem podia mudar tanto assim?

Antony Masen era muito honrado para aquele tipo de comportamento. Ainda seria?

Oh, Deus... será que ele saberia quem ela era quan do fizeram amor? Ele pensava que fosse Tânia ?

Não... Ele a chamou de querida Bella, como fazia. Ele falou que não era casado, mas seria verdade?

Ela sentiu náuseas ao pensar que podia ter transa do com um homem casado, enquanto seu corpo doía pela perda da virgindade.

Ela saiu da cama, precisando se afastar do local em que se arruinou.

Certamente, o príncipe a demitiria quando soubes se que havia dormido com um dos seus amigos. Ela teria de deixar as crianças. Ela sentiu ainda mais an gústia. Não queria deixá-los. Eles precisavam dela e ela, deles. Não podia acreditar no que tinha acabado de fazer.

Colocou o emprego em risco por uma oportunida de que valeu apenas dor.

Ela perambulou pela suíte e foi até o banheiro, onde ficou imersa na banheira até a água esfriar e ela entender o que havia acontecido.

Não podia acreditar que, na noite em que decidira dormir na cama do patrão, ele havia convidado um amigo para abusar dela. E ainda menos compreensí vel era o fato de o homem ser o único no mundo que ela deixaria tocá-la intimamente.

Ela se lembrou que ele perguntara em seus sonhos se ela estava protegida, ao que respondeu que sem pre, com ele. Somente ele. Porque, naquele momen to, acreditou que ele fosse seu amante da fantasia, um homem que a visitava somente em sonhos. Um ho mem com quem se sentia segura.

Como Antony Masen era amigo do príncipe? Seu pa trão, que era apenas... espere um momento.

Ela sentiu um frio na espinha. E se Antony Masen não fosse amigo de Edward Antony Cullen, mas o homem em pessoa?

Isso seria loucura. O príncipe Edward... Antony Masen. Que outro homem ousaria dormir na cama do príncipe, além dele próprio?

Certamente Edward... Príncipe Edward... sabia quem era ela quando a cunhada a contratou. Ou Edward teve o cuidado de ao menos perguntar seu so brenome? Sim, teve. Ela já sabia que ele devia ser um pai decente, o que queria dizer que ele sabia que a ha via contratado.

Sabia?

Poderia haver mais de uma Bella Swan no mundo. Ela não era tão marcante assim.

Outro pensamento invadiu sua mente, eliminando todos os demais. A mãe de Vinni e Char morrera dois anos atrás. Ela sentiu tanto alívio que lágrimas brotaram dos seus olhos. Edward não era casado. Não havia mentido.

Mas por que fizera amor com ela?

Primeiramente, ela estava sonhando... ou pensou que estivesse, mas ele estava bem acordado desde o início. Ou pelo menos era o que ela pensava. Será que ele havia ido dormir e depois acordara pensando que Tânia ou uma namorada estivesse a seu lado? Então, fez o que homens como ele fazem com suas mulheres no meio da noite... fez amor com ela. Tudo era como um cenário, uma pintura.

Ele a chamou pelo nome, mas teria sido sonho ou realidade?

Em algum momento, ele deve ter percebido que não era outra mulher. Nesse caso, por que continuou?

Mas talvez tivesse pensado o tempo todo que era um sonho. Não, não fazia sentido. Nada fazia sentido.

Tudo o que sabia era que ele não a queria como Antony Masen, e que não teria a menor chance com um príncipe real. O que quer que o tivesse levado a tran sar com ela, ele não levaria a sério. Não com ela.

Ela não conseguia pensar direito. Tinha de acal mar os pensamentos e o coração, e o banho, já frio, não estava ajudando. Embora a dor entre as coxas ti vesse melhorado.

Ela saiu da banheira e se secou, olhando para a porta que levava ao quarto com o mesmo temor que teria se fosse entrar em uma arena cheia de leões fa mintos. Ela abriu a porta lentamente, esperando que ele ainda estivesse dormindo para que pudesse sair. O quarto ainda estava escuro, o que era um bom sinal, e tudo o que conseguia ouvir era o som da respiração dele. Bom.

Ela entrou no quarto na ponta dos pés enrolada na toalha e foi em busca do pijama. Felizmente, ela o en controu ao lado da cama. Poderia correr até o seu quarto, mas lembrou-se das câmeras de segurança do corredor, e não queria ser flagrada enrolada numa toalha.

Ela voltou para o banheiro, vestiu-se às pressas e saiu. Ela virou e teve de parar bruscamente para dar um beijo em Vinni .

Ele esfregou os olhos, sonolento.

— Por que você estava dormindo no quarto do pa pai?

Ela sentiu o estômago revirar.

— Você e Char pegaram meu lugar na cama.

Ela o levou ao quarto dele, pensando em como se livraria de Edward naquela manhã.

Se ele tivesse pensado que estava sonhando, pode ria achar que ela fosse Tânia ... talvez sequer perce besse que ela estivera em sua cama na noite anterior. Seria um risco, mas parecia viável colocar a idéia em prática para um cérebro cansado e chocado com a idéia de ela ter virado mulher.

Edward acordou com uma estranha sensação de bem-estar e expectativa.

Instintivamente, ele procurou o calor de uma pes soa, mas lembrou-se que não tinha mais mulher ou amante dormindo com ele. Estranho ter se esquecido, pois já havia se passado dois anos. Então, ele come çou a se lembrar da noite anterior e suas ações fize ram sentido.

Bella estava na casa dele... na cama dele. Ele fi zera amor com ela na noite anterior. Ele abriu os olhos, impressionado, mas a cama estava vazia.

Será que estava sendo discreta por causa das crian ças ou nunca estivera ali? Tudo o que aconteceu na noite anterior parecia meio irreal mesmo. Até mesmo o vôo dele para casa, mas isso não fora um sonho, as sim como o fato de ter vindo para casa e encontrado Bella em sua cama.

Mas o que ela fazia ali? E no que diabos ele estava pensando quando resolveu beijá-la e seduzi-la?

Ele não podia acreditar ter feito amor com ela na primeira vez em que a viu, depois de seis anos... ou que ela tinha deixado isso acontecer. A Bella que ele conheceu jamais se sujeitaria às investidas de um homem daquele jeito. E foi apenas porque ele estava muito cansado e grogue que fizera tais investidas. Não estava pensando direito.

O plano era testar como ela se ajustaria à vida dele para descobrir se era a mulher de que ele se lembrava e depois descobrir se ainda havia paixão entre ambos. Pelo menos essa resposta ele já tinha. A química en tre os dois não era problema, ela o excitava mais do que qualquer mulher com quem já tivesse transado, mas não se sentia bem com isso.

Como poderia, quando as evidências apontavam para uma promiscuidade que ele nunca suspeitara en contrar nela? Droga, será que os relatórios da investi gação estavam errados? Que tipo de mulher deitaria na cama e convidaria um homem que não via há seis anos para cair em seus braços? Uma mulher promís cua, insistia o lado lógico do seu cérebro. Ela se dei tou na cama dele há seis anos também... na época, ela disse que era virgem, mas e se fosse mentira?

Tânia mentiu para ele, usou sua sexualidade para fazê-lo acreditar que suas emoções eram mais verda deiras do que sua tendência mercenária. Não suporta ria cometer o mesmo erro novamente.

Mas talvez Bella não fosse tão promíscua ou oportunista quanto fora Tânia . Será que ela sabia quem ele era e quis tirar proveito da situação? A me nos que os relatórios sobre ela estivessem errados, essa era a circunstância mais provável. De acordo com eles, ela não saía para namorar e, no último ano, não teve vida sexual ativa, a não ser que tivesse es condido esse detalhe muito bem.

O que não explicava como ela havia descoberto a identidade dele antes de seu retorno. Ele havia se as segurado que todos os porta-retratos com suas fotos fossem guardados, mas ela podia ter revirado fotos da família com as crianças. Será que esperara na cama dele de propósito, a fim de tirar proveito?

Não. Aquela teoria era ilógica, pois ela não o espe rava naquela noite. Ninguém esperava.

Mas, independentemente de suas razões para dor mir na cama dele, ela não estava mais ali. E ele queria saber por quê. Também queria saber por que havia permitido que ele fizesse amor com ela. Ela não pro testou nenhuma vez sequer. Foi totalmente incondizente com a personalidade dela, ou pelo menos teria sido há seis anos. Ele tinha mudado muito nesse pe ríodo, talvez ela também.

E não para melhor.

O cérebro dele girava diante das possibilidades, mas parou quando puxou as cobertas para sair da cama.

Havia um sangue seco que não era seu no lençol. Não muito, mas um pouco. Será que ela havia ficado menstruada? Por isso saiu?

— Papai!

O grito da pequena menina sacolejou Bella de um sono profundo e ela endireitou-se na cama, abrin do bem os olhos para ver sua companheira de sono nos braços de um homem alto e lindo que estava ao lado da cama.

— Olá, stellina, sentiu saudades?

Char passou seus pequenos braços ao redor do pescoço dele e o apertou.

— Sim!

— Eu também, piccola mia.

— Ele sentiu saudades de mim também — anun ciou Vinni , imponente.

— Certamente. — Edward se inclinou e pegou o menino no colo, de maneira que ficou segurando os dois filhos. Sua expressão trazia uma forte ternura que fez o coração de Bella apertar no peito.

E, então, o olhar dele cruzou com o dela e ficou inexpressivo. O coração dela começou a acelerar diante das lembranças da noite anterior antes que ti vesse tempo de demonstrar suas defesas. E elas doíam. Ela ainda não tinha idéia da razão de ele ter feito amor com ela, mas tinha certeza de uma coisa... Ele tinha muito menos possibilidades do que Antony Masen.

Nunca poderia ser dela.

— Olá, Bella.

— Bom dia... — Oh, Deus, como deveria chamá-lo? Ele não era Antony Masen. — Sua Alteza.

— Pode ser Edward — ele falou ironicamente.

— Papai, a Bella não é adorável? — perguntou Char.

— Ela é perfeita, papai... a melhor babá de todas. — Vinni sorriu para Bella com adoração.

Ela retribuiu o sorriso, embora só quisesse voltar para debaixo dos lençóis e esconder-se. Fizera amor com aquele homem na noite anterior e mal podia res pirar diante de tais lembranças.

— É fácil ser uma boa babá quando as crianças são tão maravilhosas.

— Eles são maravilhosos — declarou Edward. Os dois ficaram contentes com o elogio do pai e Bella sentiu algo estranho no coração. Um anseio que nunca havia sentido ao cuidar de outras crianças. Com Vinni e Char, era diferente. Ela se sentia possessiva e protetora. Não era profissionalismo, e ela detestava a forma com que se sentia vulnerável,

— Certamente quer passar muito tempo só com os dois — ela falou.

— Pensei que todos pudéssemos tomar café e pas sear um pouco na praia.

Aquele plano foi totalmente aprovado pelas crian ças, enquanto o coração de Bella pulava em seu peito. Ele queria que passassem o dia juntos? Todos? Depois da noite passada? Ele não a demitiria? Será que não se lembrava?

Ela sentiu uma ponta de esperança. Talvez não fosse tão horrível assim.

— Papai, jura? — perguntou Char com prazer.

— Sim. Não vou ao escritório por alguns dias.

Vinni gritou de contentamento, feliz com a possi bilidade de passar algum tempo com o pai.

Bella acreditava que a relação das crianças com o pai fosse boa, mas, ao observar as evidências, sen tiu uma grande felicidade por ter visto o homem que Antony Masen se tornou.

Os dois pularam do colo do pai para correr para os seus quartos e se aprontar.

Edward, entretanto, não saiu.

Edward rangeu os dentes para conter o desejo que não deveria sentir. Era ainda mais forte do que o arrependimento que sentia em sua mente, capaz de eliminar todo o resto. Foi um longo caminho desde a sensação de completude daquela manhã. Agora, sen tia-se constrangido por sua fraqueza.

Não era tolo, mas parecia destinado a errar quando o assunto era mulher. E detestava isso.

Bella Swan brincou com ele assim como Tânia , pois, independentemente dos planos que tinha antes, ele agora se via obrigado a seguir com o casa mento. Ela podia muito bem estar grávida, embora o fato de ter acabado de ficar menstruada desse a ele uma chance maior de escapar da chantagem emocio nal que ela poderia armar.

— Se quiser minha ajuda com as crianças na praia, terei de me vestir — ela falou, quando o silêncio fi cou insuportável.

— Perfeitamente. — Ele estendeu a mão para puxá-la da cama, mas ela se esquivou.

— Estou usando pijama. — E ela se cobriu até o queixo.

Ele levantou as sobrancelhas ironicamente, en quanto a irritação brigava com o desejo que um único ato sexual não havia satisfeito. Não depois de uma seca de dois anos.

— Você não ficou tão envergonhada ontem à noite — ele falou com certo deboche.

— Noite passada? — ela perguntou, tentando pa recer confusa.

A raiva e o deboche dele atingiram outro patamar. Ela mentia quase tão bem quanto Tânia , mas ele não entendia por que agora fingia ignorância.

— Na minha cama.

— Não sei do que você está falando. Deve ter so nhado. — Bella nunca mentiu e reconhecia que não fazia isso muito bem.

— Eu não estava sonhando.

Ela estremeceu. Ele parecia muito irritado tam bém.

— Tem certeza?

— Sim — ele respondeu. — Fizemos amor ontem à noite.

Ela se encolheu diante da frieza das palavras dele, da certeza que elas traziam. O coração dela se con centrou em outra certeza... ele havia ficado acordado, portanto não havia desculpas para o que fizera. Ele a seduziu enquanto ela dormia, vulnerável. Não podia acreditar nisso, mas não tinha alternativa.

— Eu...

— Não tente esconder seu comportamento fingin do que nada aconteceu. Não sou tão idiota.

— Meu comportamento?

— Talvez esteja preocupada com o fato de eu vir a demiti-la por causa da espalhafatosa promiscuidade que demonstrou ontem, mas meus filhos estão muito ligados a você para que eu tome essa medida drástica antes de avaliar toda a situação.

— Avaliar como? — ela perguntou, surpresa com a amargura dele, embora não conseguisse evitar o alí vio de saber que não seria demitida.

— Preciso entender o que a levou àquele compor tamento e se influenciará ou não meus filhos no futu ro. Não quero que minha filha aprenda modos tão... livres.

— Você pensa que sou uma promíscua?

— Por favor, fale baixo. Não quero que as crianças e os outros criados ouçam essa conversa.

Outros criados? Então, ela não passava de uma criada com quem ele havia transado. Que convenien te! O cara a via como totalmente desimportante na sua vida. Não apenas isso, mas ela nunca passou de uma criada. Uma vez foi governanta dele, agora era babá.

Perceber isso doeu, embora não devesse. Ele não havia fingido sobre a noite anterior, pois era apenas um príncipe esnobe.

— Não sou promíscua!

— Talvez não veja suas ações assim. Mas veio para os meus braços, depois de seis anos, sem protes tar.

— Se quer seguir esse caminho, você é o que en tão? Um príncipe promíscuo?

— Não estamos falando sobre o meu comporta mento. Estamos discutindo o seu e o possível efeito nocivo sobre meus filhos.

— Não haverá efeito nocivo algum! — Ele tinha que acreditar nela. Não podia deixar Vinni e Char. Já tinha perdido bastante em sua vida.

Em parte, ela se rebelava por ter de dar explicações, mas o medo de ter de deixar as crianças que aprendeu a amar tão rapidamente a corroeu.

— Pensei que estivesse sonhando, ou isso jamais teria acontecido.

— Estou desapontado com você, Bella. Você não mentia. Estava indubitavelmente acordada on tem à noite. Eu estava lá.

— Estava sonolenta, mal havia acordado — ela declarou. — Eu pensei que estivesse dormindo. Pri meiro, eu estava dormindo e, quando acordei com pletamente, você havia feito coisas em mim que bai xaram minha guarda. Você me seduziu! E eu não era a única naquela cama transando com uma pessoa que não via há seis anos, mas eu não comecei nada, come cei? Não era eu que seduzia — ela falou de forma sar cástica. — Como ousa me chamar de promíscua de pois de ter tirado proveito de mim? Foi tão baixo que não tenho palavras para descrever.

— Eu não tirei proveito.

— O que você considera invadir a cama de uma mulher e seduzi-la antes de ela sequer acordar? Eu considero isso vil, mas talvez exista outra palavra para isso.

— Você estava acordada — ele falou, demons trando raiva.

— Não estava! Não inicialmente.

— Você falou comigo quando falei com você. Você sabia quem eu era. Você me beijou!

— Pensei que fosse Antony Masen... o homem de um sonho.

— Eu sou Antony Masen.

— Não, não é. Você é o príncipe Edward Antony Cullen e, se eu tivesse consciência do que estava fazen do, jamais deixaria me tocar intimamente.

— Isso é mentira. Você me deixou tocá-la. Você pediu... implorou para que eu a possuísse.

As lembranças de sua demonstração libertina não atenuaram a raiva dela, nem o fato de pensar o quanto doeu ter o seu desejo atendido e o quanto se sentiu vazia depois.

— Acredite no que quiser. Não me importa. Você ouviu? Não acredito que tenha deixado que me tocas se, nem mesmo em meus sonhos. — Estava descon trolada e sentia lágrimas queimarem seus olhos, mas não as deixaria cair. Já havia chorado duas vezes por esse homem... uma vez, há seis anos, e outra, na noite anterior. Jamais de novo. — Somente um verdadeiro predador sexual tiraria proveito de uma mulher ador mecida.

— Não sou predador. — O ultraje praticamente vi brava dele agora.

— Chame como quiser. Não estou interessada.

— Está sendo totalmente irracional, o que talvez seja compreensível por causa de sua condição, mas não vou tolerar esses insultos, Bella.

— Acha que me importo?

— Sou seu patrão. Acho melhor se importar.

— O que vai fazer, me demitir? Não pode. Eu me demito. — Não podia acreditar que havia falado tais palavras.

Ela respirou fundo para curar a dor que elas ha viam causado, mas sabia que não poderia continuar a trabalhar para ele...

— Você tentou se demitir uma vez e não funcio nou.

— Dessa vez, funcionará.

— Não funcionará, a menos que queira ser proces sada por quebra de contrato.