-Deidara... Nunca, nunca mais faça isso. –Selava seus lábios, apertando as bochechas do loiro, que arregalara os olhos ao sentir o toque de seu amado em seu lábio.
-Sa... Ai! Minha ca-... –Botava a mão na orelha, que doía bastante.
-Dei, agora esta tudo bem. Acalme-se. Está chovendo muito e vai ser meio difícil de levar para a base, mas eu estou aqui. Vai ficar tudo bem. –Botara a cabeça do loiro em seu peito, encostando-se em uma árvore. Queria aquecer o loiro, que tremia embaixo daquela chuva. Sentia-se aliviado, o mesmo sentia Deidara, mesmo com a dor, o alívio. E assim adormeceu no colo do seu danna.
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Sentia uma luz muito forte incomodar seus olhos, e sua cabeça estava molhada e úmida. Estava sentindo uma sensação estranha, mas não sentia mais a dor. Era na verdade alegria, mas ainda não sabia por quê. Sentiu-se desesperado para abrir os olhos e encontrar alguém. Era tão estranho que se sentisse assim. Quando abriu achou que seu coração explodiria de alegria, Sasori estava encostado em uma arvore, com uma caixa de primeiros socorros ao seu lado e um pano úmido em suas mãos. Mas ele dormia.
Ele se contorceu em seu colo pois os braços de Sasori estavam prendendo ele. Isso vez o ruivo despertar lentamente, mas quando abriu os olhos tinha uma face preocupada.
-Ou,ou, cuidado. Você bateu com a cabeça em algum lugar e ainda não esta cicatrizada. Vai ter que esperar um pouco ainda, meu amor. –Sasori disse na maior tranqüilidade, pondo deidara cuidadosamente em seu colo, com a mão de leve sobre o ferimento. Deidara olhava perplexo e branco para Sasori. O que estava acontecendo? O que tinha acontecido com Sasori?
-Deidara? Está tudo bem? –Perguntou olhando para sua face, ele estava estranho. Deidara agora olhava o colar com as iniciais "SD" no pescoço do parceiro. Nesse momento ele estava chorando. A alegria era tão imensa que só conseguia liberá-la através de lágrimas.
–Meu deus. Esta doendo, eu te machuquei? De- Assim deidara o abraçou e chorou em seu ombro. O loiro estava rindo abobalhadamente, deixando o outro menos preocupado. Acariciou os cabelos de Deidara enquanto ele chorava e logo em seguida se beijaram apaixonadamente.
-O que foi? –Depois de se separarem e se olharem, Sasori perguntou ainda confuso por ele chorar a alguns minutos atrás.
-No-nós estamos juntos. –Ele disse olhando para Sasori, com os olhos cheios de lágrimas. Era tão lindo aquele momento, que pediu que nunca mais acabasse. Era isso que esperou por longos e dolorosos 3 anos.
Sasori riu. Era tão engraçado e belo para ele quanto para Deidara. – É, estamos. E eu quero te dar uma coisa. – Assim, ele procurou algo em sua calça e achou uma caixinha preta. Era bem pequena, mas bonita. Deidara sabia que tipo de caixa era essa, e não podia acreditar.
Sasori abriu a pequena caixa, e lá se encontrava um anel de ouro, com umas letras marcadas que Deidara não conseguia entender por culpa das paredes de lágrimas que o cegava.
-Saso-... Sasori vo-voce... –Estava perplexo, como da primeira vez que abriu os olhos naquela manhã.
-Deidara, você aceita se casar comigo? –Perguntou não contendo um sorriso de tanta alegria e satisfação que tinha de finalmente poder dar aquele presente ao loiro. Já tinha a algum tempo. Ele comprou no dia da loja de jóias, como Deidara.
-Meu deus! –Assim voltou a chorar e o abraçou novamente. Soluçava desta vez. Para ele, aquilo era um sonho. Mas queria aproveitar cada parte desse sonho e nunca mais acordar. –Sim! –Após ouvir isso, Sasori, pela primeira vez na vida, deixou escapar uma lágrima enquanto abraçava seu amado. Não se surpreendeu. Ficou feliz, podia ver o quanto queria isso. Como deidara, sua alegria era tão grande que tinha que liberá-la de alguma forma.
Se separaram e Deidara começou: -Quan-quando você comprou e-esse anel? –Perguntou piscando e forçando a vista para poder enxergar Sasori, mas não conseguia.
-Não era só você que tinha um presente para mim naquele dia. –Ele disse, sorrindo abobalhadamente desta vez. Eles se admiravam.
-Eu te amo, sasori.
-Eu também. –E se beijaram. Agora sim duraria. E mesmo isso tudo parecendo um sonho, era a realidade. E nunca, nunca puderam expressar o quão feliz passaram após esse dia. Pois aquele amor era único e lindo. Um amor que palavras nunca poderiam explicar um ao outro, muito menos a ninguém. Com a akatsuki? Eles nunca falaram. Mas sempre estavam juntos, mesmo sendo secreto, era um amor. E talvez, o mais lindo.
Luuh.
Acaboooou! **-------------------**
gostaram? Eu resolvi postar tudo logo porque senão depois eu ia esquecer,
espero por reviews amores. E obrigado por incentivar a continuar. Beijos!
