Não esqueçam de ouvir a musica sugerida no capitulo. Kiss Me – Sixpence None the Ritcher
Capitulo 3 - Chocolate
O vento forte lançava as gotas pesadas de chuva contra a vidraça da frente do café. Já chovia por duas horas, e eu permanecera sentado atrás do balcão desde que o último cliente fora embora. O céu estava escuro, sendo iluminado apenas pelos raios que cortavam a imensidão negra. Deitei minha cabeça em meus braços, apoiados em meus joelhos dobrados. Eu estava exausto.
Desde há ultima vez que Alice tinha vindo aqui, - que já fazia mais de um mês – eu já tivera mais dois desmaios por falta de alimento em meu organismo. E isso desgastara ainda mais meu corpo. Claro que Bella e Edward agora vinham todos os dias para saber se eu tinha me alimentado e tudo isso que eles estavam acostumados a fazer.
Encostei minha cabeça na coluna de concreto que sustentava o balcão e fechei meus olhos quando o trovão rompeu o silêncio. Olhei em meu relógio de pulso e vi que estava na hora de fechar. Suspirei cansado, passando os dedos por meu cabelo embaraçado enquanto me colocava em pé.
A luz do café, e pelo pouco que pude ver, a da quadra inteira se apagou por um momento, quando um forte raio cruzou o céu. Chiei, enquanto me apressava para chegar até as venezianas. Quando ia trancar a porta principal, a luz voltou, iluminando a rua inteira.
Por pouco não senti meu coração explodir quando vi Alice ensopada do lado de fora, congelada em frente à porta. Seus cabelos curtos estavam escorridos por conta da água, e seu casaco de lã azul completamente ensopado. Seu rosto, além de mostrar pequenas gotas que escorriam de seu nariz e franja, tinha um tom avermelhado como... sangue.
Abri imediatamente a porta, puxando-a para dentro e a despertando do estado de choque em que se encontrava.
"O que você esta fazendo aí fora com essa tempestade?" – perguntei, enquanto apertava seus ombros encharcados e tentava secar o que podia de sua face com minha mão.
"J-a-James" – ela sussurrou. Sua voz estava tremida e ela ofegou quando encostei em sua nuca. "Ele..."
Desviei o olhar de seu rosto ferido, descendo por seu corpo e sentindo meu sangue começar a ferver. Ela trazia o casaco apertado em sua frente, fechando-o. Tentei soltar suas mãos, que já tinha os nós dos dedos brancos. Em resposta ela apertou mais, virando o rosto. Prendi minha respiração, envolvendo seus punhos com minhas mãos e os afastando do casaco, que se abriu. Sua camisa de botões branca estava molhada, mas o que me chamou atenção além da mancha vermelha que coloria a gola, eram os botões faltando e o hematoma em seu pescoço.
Um soluço escapou de sua garganta e eu senti meu coração torcer. Soltei a respiração presa na garganta e a puxei para meu peito, abraçando-a e sentindo seu corpo frio tremer em meus braços.
Várias imagens passaram por minha mente, enquanto ela soluçava e me apertava.
"Shh, estou aqui." – sussurrei no alto de sua cabeça, embalando nossos corpos. "Shhh." – a apertava, sentindo minhas roupas molharem. "Venha, deixe que eu tire esse casaco molhado para você parar de tremer." – sugeri.
Alice fungou baixinho, largando seus braços ao lado de seu corpo e permitindo que eu retirasse o casaco.
"Façamos melhor." – sorri, puxando-a até o balcão e a sentando em um dos bancos altos. "Deixe que eu trate do seu ferimento antes." – pedi, alisando sua bochecha vermelha. "E também aumente a calefação daqui, para que você não fique doente."
Ela assentiu, voltando a se abraçar e a bater os dentes de frio.
Corri até a cozinha, procurando o kit de primeiros socorros nos armários e indo até o radiador de calefação, aumentando a temperatura do ambiente.
"Onde você está machucada?" – perguntei, puxando um banco e a encaixando entre minhas pernas.
Ela puxou a franja, mostrando sua sobrancelha machucada.
"Não é só aí, verdade?" – perguntei umedecendo o algodão no antisséptico e tocando suavemente o corte.
Ela mordeu os lábios e desviou o olhar.
"O que aconteceu?" – perguntei acariciando seu pescoço que estava em uma de minhas palmas, enquanto limpava o local que sangrava.
Ela fechou os olhos e outra lágrima escorreu por suas bochechas. Seu corpo balançou, e eu sabia que ela estava segurando os soluços.
"Eu estou aqui. Shhhhh, já passou." – sussurrei próximo de seu ouvido, apoiando minha testa em sua bochecha gelada. "Eu vou cuidar de você." – prometi, beijando seu maxilar suavemente. "Certo?" – minha voz estava tão baixa que não passava de um sibilar, mas eu sabia que ela estava ouvindo. "Respire, Alice, e me mostre o outro lugar machucado."
Ela puxou a gola de sua blusa, mostrando o arranhão que sangrava em seu colo. Umedeci novamente o algodão e toquei em sua pele alva. Ela se afastou, mas novamente voltou a ficar em meu alcance. Alice tremia muito, então retirei minha camisa e envolvi seus ombros. Ela assentiu, passando a mão pelas mangas e a vestindo, deixando apenas o local em que eu tratava exposto.
Seus olhos verdes estavam vermelhos por causa do choro e a ponta do seu nariz afilado, igualmente irritada.
"Ele te..." – perguntei, erguendo seu queixo para encontrar seu olhar.
Ela meneou a cabeça, voltando a desviar o olhar.
"Olhe para mim." – pedi encostando nossas testas. "Deixe-me te ajudar. Por favor."
Beijei longamente sua bochecha, descendo os beijos carinhosamente até o lado de sua boca. Senti Alice estremecer e soltar a respiração quando deixei um longo e estalado beijo em seus lábios. Ela rompeu de meu abraço rapidamente, pulando do banco e tropeçando até a porta do café.
Eu fiquei parado no mesmo lugar, com minhas mãos no ar, enquanto a via sair porta afora. Isso não estava certo, verdade? Ela não poderia ir embora naquele estado, sob essa chuva, certo?
Senti meu coração acelerar e meu estômago congelar quando a decisão de sair correndo pela porta foi tomada em meu cérebro.
.com/watch?v=3YcNzHOBmk8 - (Kiss Me – Sixpence None the Ritcher)
"Kiss me out of the bearded barley.
Nightly, beside the green, green grass.
Swing, swing, swing the spinning step.
You wear those shoes and I will wear that dress."
O vento do lado de fora estava realmente gelado, junto com as fortes e glaciais gotas de chuva. Senti a fina camiseta se molhar rapidamente enquanto eu buscava pela rua o corpo pequeno e feminino que eu não poderia deixar sozinho naquele momento.
Alice ainda estava congelada na calçada, sem reação, enquanto a chuva tratava de molhar ainda mais seu corpo miúdo. Antes que ela pudesse ganhar distância, puxei seu braço e a trouxe para mim, segurando sua nuca e roubando seus lábios em um beijo.
Acariciei sua boca com a minha, enquanto ela permanecia sem reação. Sentia meu peito arder enquanto massageava nossos lábios, implorando com minha boca que ela correspondesse. E ela só o fez, quando sentiu o toque quente e úmido de minha língua pedindo passagem.
"Oh, kiss me beneath the milky twilight.
Lead me out on the moonlit floor.
Lift your open hand.
Strike up the band and make the fireflies dance,
silver moon's sparkling.
So kiss me."
Alice finalmente derreteu em meus braços, abraçando meu pescoço e enroscando seus dedos nos fios molhados em minha nuca. Circulei sua cintura, enquanto a outra mão permanecia em seu pescoço, prendendo-a junto a mim. Ela abriu a boca, permitindo que minha língua explorasse lentamente seus lábios, enquanto a chuva gelada continuava a cair sobre nossos corpos.
Ela tremia de frio, assim como eu, mas não tínhamos coragem de interromper finalmente o beijo que tanto desejamos. Seu gosto era como o de um chocolate quente. Suave, delicado, tenro e doce. Sua boca era macia e quente. Quando sua língua tocou a minha, em uma dança conjunta, arrepiei-me, não só de frio. Mas de desejo.
O vento gelado nos cercou, e eu precisava levá-la para dentro. Sem desgrudar nossos lábios, puxei-a para trás, entrando novamente no café quente.
"Kiss me down by the broken tree house.
Swing me high upon its hanging tire.
Bring, bring, bring your flowered hat.
We'll take the trail marked on your father's map."
Soltando lentamente os botões de minha própria camisa em seu corpo, a despi das roupas molhadas, deixando apenas com a peça íntima de renda branca. Deslizei minhas mãos pela lateral de seu corpo, enquanto ela puxava a camisa grudada em meu peito. Soltei o fecho de seu sutiã assim que senti o ar lamber minhas costas. E uni nossos troncos, sentindo meu corpo se arrepiar e estremecer com o toque suave e quente de seus seios em meu peitoral.
Ainda trocando carícias com seus lábios, rumei para as escadas que daria em um pequeno quarto no andar superior ao café. Nossas bocas ainda estavam grudadas, testando-se, provando-se, enquanto a levava para o banheiro do quarto.
Finalmente separei nossos rostos para respirar, e acariciei sua bochecha rosada. Ela estava sentada no balcão da pia do banheiro, arfante e com o tronco completamente exposto a mim. Apoiei minha cabeça em seu ombro, respirando pesadamente, enquanto ela abraçava fortemente meus ombros.
"Estou com frio." – ela falou timidamente, com a voz tremida por conta de seus dentes que se batiam.
Ri, indo até o chuveiro e o abrindo, deixando que a água quente escorresse.
"Entre aí, que eu já venho." – desci-a do balcão, beijando sua boca de novo e novamente.
Fechei a porta, enquanto ela entrava no chuveiro ainda de jeans. Encostei-me por um único momento na porta, sorrindo abobalhadamente, enquanto sentia meus lábios formigarem.
Desci as escadas correndo, trancando a porta de vidro, enquanto descia as venezianas do café. Desliguei o rádio que estava transmitindo as músicas de uma estação qualquer e fui para cozinha atrás de algo que aquecesse ainda mais nossos corpos após o banho.
Quando olhei a barra de chocolate sobre a pia, sorri abertamente.
Chocolate quente.
Enquanto o pouco de chocolate raspado derretia em banho-maria, corri até a geladeira para pegar os outros ingredientes. Só percebi que meus dentes batiam quando levei a garrafa de conhaque até minha boca para retirar o plástico que envolvia a tampa.
Acelerei ainda mais meus gestos, misturando o chocolate ao leite e o levando até o fogão, enquanto incluía uma dose de conhaque e canela. Eu adorava canela.
Assim que começou a borbulhar, despejei em uma jarra térmica e com duas canecas em mãos, voltei ao andar superior.
Quando voltei a entrar no banheiro, já coberto de vapor, Alice continuava vestida embaixo do jato do chuveiro. Sorri, retirando meus sapatos e entrando no box em sua frente.
Seus olhos subiram por tronco, até alcançar meus olhos, que fazia o mesmo movimento que os seus. Sorri para ela, puxando-a para meu abraço novamente, e capturando seus lábios.
Permanecemos vestidos embaixo do chuveiro, até que as roupas estavam muito pesadas para aguentar.
Alice foi a primeira a abrir o botão e deslizar o jeans molhado para os calcanhares, exibindo uma calcinha branca rendada como o sutiã. Mordi meus lábios, fazendo o mesmo com os meus jeans escuros, mostrando minha boxer vermelha.
Quando abracei Alice e a trouxe pro meu colo, fazendo-a prender as pernas em meu quadril, fechei o chuveiro e nos enrolei em uma comprida toalha felpuda, levando-a até o quarto.
Deitei-a na cama, retirando a única peça que ainda permanecia em seu corpo e expondo seu corpo perfeito ao meu olhar. Sequei-a brevemente, e voltei a beijá-la.
"Preparei chocolate quente, quer?" – ofereci, cobrindo seu corpo com o meu próprio.
Ela assentiu e eu fui buscar a jarra e as canecas. Assim que o líquido fumegante tocou seus lábios, voltei a beijar seu pescoço.
"Enquanto você bebe, eu irei buscar uma camiseta para que você possa vestir, enquanto coloco suas roupas para secar, certo?"
Alice meneou a cabeça, e após engolir o que estava tomando, sussurrou segurando minha nuca.
"Fique comigo, Jasper. Aqui e agora. Fique comigo."
To be continued...
Heeey!
Como vocês estão? Esse ai é o capitulo 3. O que acharam?
HUAHUSHUASHUASHUASHUSHUSA
Não empatei a foda de ninguem, que fique claro. Mas aguardem o capitulo 4... AGUARDEEEM. HUHUASHUSAHUASHUSAHU
Vamos comentar bastante, ja que neeeem demorou naaaada para eu postar? E alias, estou pensando seriamente em tornar quarta feira o dia oficial de postaagem. O que acham?
Reviewem, prease.
beeeijos,
Drigo
