Essa FAN FICTION foi escrita com base na obra 'Twilight Saga' de Stefanie Meyer e a ela reservam-se todos direitos sobre personagens já presentes na Saga.

Entretanto reserva-se a Lorena Rocco todos os direitos sobre essa história e sobre personagens inéditos.Reprodução total ou parcial dessa obra será considerado Plágio cabendo punição de acordo com o artigo da lei federal.

Boa leitura!


Obsessão Por Lorena Rocco

Capítulo III

A primeira imagem que tive ao entrar em casa foi Devona deitada no sofá com a cabeça no colo de Jasper e os olhos fechados. Alice do outro lado da sala parecia alheia à cena e arrumava um jarro de flores já imaculado.

A conversa dos três girava em torno de uma viajem de caça ou uma possível tempestade para aquela noite, que Alice dizia ter previsto e Devona teimava em dizer não pressentir.

Jake me olhou com uma cara engraçada. Antes de virar-se para Alice:

- Tampinha?

Alice olhou com o rosto plácido. Eu não fazia ideias do que passava na cabeça dele. Edward e Emmett desceram as escadas carregando montes de equipamentos de beisebol. Meu pai sorriu de leve olhando para Jake, logo depois para Devona e Jasper.

- Jasper é um marido fiel, tendo em vista que ele não pode ao menos pensar em trai que Alice já sabe. – Ele riu para si mesmo e depois da cara que Alice fazia. Emmett e Jake gargalhavam sem a menor cerimonia.

Devona sentou-se no sofá como desperta de um sono leve e com um sorriso nos lábios:

- Vocês não têm jeito! - Alice riu e dançou até Jazz, sentando no colo dele, enquanto a vampirinha esquisita buscou um lugar ao lado de Rosie na escada.

- Por que Devona te chama de Marie-Alice? – Perguntou Jake a tia Alice, uma das varias coisas que vinha martelando desde o começo daquela pequena epopeia.

- Por causa de Marie-Alice Heine. – Devona respondeu, com um sorriso travesso.

- Quem? – Eu, Jake e Bella, agora atenta à conversa, falamos ao mesmo tempo.

- Marie-Alice Heine foi a segunda esposa de Albert I, Príncipe de Mônaco e influente membro da alta sociedade no final do século XIX e no início do século XX. – Rosalie ditou como uma enciclopédia.

- E...? – Insisti no assunto, mal explicado.

- Quando conheci Alice, ela não sabia muito da vida dela... – Começou Devona.

- Devona descobriu que meu nome de batismo era 'Marie-Alice' e que fui transformada na década de 1920, mesma época que Marie-Alice Heine morreu. Até hoje se acha no direito de me chamando assim, só para irritar.

- Tento pagar com uma moeda parecida. – Brincou Dev, piscando um olho para mim. Nesse instante Esme e Carlisle chegaram juntos.

- Teremos jogo hoje? – Perguntou Esme, apontando os equipamentos jogados na sala.

- Se Marie-Alice insiste em dizer que vai haver uma tempestade hoje... – Devona falou com descredito, já no outro lado da sala brincando com os tacos que Emmett tinha apoiado a parede. - Tem certeza que vocês não viram aquele circulo alaranjado brilhando no céu hoje?

Devona pegou um taco e mirou um lance invisível. Alice dançou até ela e roubou o taco de sua mão.

- Alice não costuma errar previsões do tempo. – Comentou Jazz. – Já você...

- Trinta anos foram o bastante para melhorar minha técnica. – Devona replicou.

- Que técnica? Você é péssima, nem em quarenta anos você deve ter melhorado! – Riu tio Emmett.

- Eu E-R-A péssima. Posso te vencer a qualquer instante. – Devona parou a briguinha pelo taco com Alice e mostrou a língua para Emmett.

Por uma batida do coração pude perceber um brilho predador nos olhos dela, uma alegria bizarra por uma possível luta, mas logo se desmanchou em um sorriso maroto quando Emmett a abraçou de uma forma que deixou o corpo dela imobilizado.

- Você é uma caçadora? – Perguntei no mesmo instante que meus pensamentos se ordenaram.

Devona me olhou um tanto surpresa. E tio Emmett a soltou. Qual o problema da minha pergunta? Todos estavam me olhando como se eu tivesse questionado a coisa mais óbvia ou impossível existente. Parecia que eu havia perguntado: 'Você é uma vampira?'.

- Mais ou menos. – Ela respondeu simplesmente como se eu soubesse o restante da resposta.

- E...? – Insisti no assunto, mal explicado.

Ela olhou para meu pai e logo depois para mim, uma comunicação silenciosa.

- Eleazar diz que eu sou uma rastreadora. – Ela começou um pouco incerta do que dizer.

- Devona tem a audição e o olfato muito mais apurados que nós, então ela pode caçar e rastrear com extrema precisão. E sem o contato direto com o que quer que seja.

Não entendi muito bem como alguma coisa pode escutar melhor que um de nós, mas não quis perguntar. Alice puxou o taco – que não sei como voltou para a mão de Devona – e com um sorrisinho presunçoso completou:

- Se você não quer ir pode ficar em casa. S-o-z-i-n-h-a. – Imitando jeito que ela havia falado com Emm instantes antes.

- Como alguém tão pequeno pode ser tão irritante? - Perguntou Dev rindo.

- É um talento. – Respondeu Alice imediatamente. Convicta.

Carlisle – eu nem havia notado sua saída – apareceu na sala aparentemente com um violão na mão, estendendo-o a Devona. Essa imediatamente largou Alice e correu para pegar o pacote.

- Onde estava? – Perguntou já perdurada no pescoço de Carlisle em um abraço entusiasmado.

- Estava na garagem. Achei ontem quando tivemos que pegar o freezer que estava lá.

- Para que vocês precisam de um Freezer? – Perguntou Jake, já acomodado no hall de entrada onde esperava os preparativos para o jogo. Juntei-me a ele. Carlisle ignorou a pergunta, ao menos temporariamente.

Devona sentou-se ao sofá, retirou um violão do estojo preto que Carlisle entregou e tocou algumas notas. Naquele momento, conservava feições tão serenas que nem parecia a criatura hiperativa a qual começava a me acostumar.

[...]