Capítulo Quatro
SamIAm
- Harry? Você está em casa?
- Sim, estou aqui! – Ginny seguiu a voz e o cheiro de tomates e alho até a cozinha.
- O que é isso tudo? – perguntou, maravilhada com a quantidade de comida na mesa.
Harry olhou para Ginny por sobre o ombro e sorriu.
- Veja, Gin, há uma refeição que acontece à noite. Nós a chamamos de 'jantar'. Eu sei que faz um tempo desde que você, de fato, viu um jantar, mas essa é a aparência de um. – colocou dois pratos de macarrão sobre a mesa. – Espero que esteja com fome.
- Faminta. – era verdade. A náusea sempre presente tinha sumido, e Ginny estava quase sempre beirando ao voraz.
- Bom. Você poder querer pegar leve. Eu fiz torta de maçã para sobremesa.
- Sorvete também? – Ginny olhou para Harry com uma expressão esperançosa.
- Talvez. – ele respondeu timidamente.
- Então, o que causou isso tudo? – Ginny indicou a refeição e Harry vestindo um avental.
- Apenas estou feliz em te ver comendo. Você me preocupou um pouco.
- Mas a torta de caramelo ainda me faz passar mal. – Ginny disse com um sorriso apologético.
- Oh, bem. – Harry suspirou. – Mas a primeira coisa que eu vou fazer quando essa criança nascer, é comer a maior fatia de torta de caramelo que eu consiga encontrar. Não me importo com que horas seja.
- Vou me garantir de que mamãe tenha uma esperando. – Ginny disse secamente.
Ginny insistiu em lavar a louça.
- Eu posso usar magia. – arguiu. Harry apenas encolheu os ombros e se sentou para observar. Ginny colocou os pés em seu colo. – Esfregue-os para mim? Enquanto eu faço isso? – pediu. Harry sorriu e tirou as meias dos pés dela. Ela estava com as unhas pintadas de vermelho.
Enquanto Ginny levitava os pratos da mesa até a pia, Harry pegou seu pé esquerdo. Quando ele começou a correr os dedões pela sola do pé dela, Ginny sorriu para ele, uma expressão linda em seu rosto. Depois de repetir os mesmo movimentos no outro pé dela, ele depositou um beijo leve em seu tornozelo, antes de colocar o pé sobre o seu colo novamente.
- Tem algum plano para esse fim de semana? – perguntou subitamente.
- Não. Nada importante até quarta-feira... Por quê?
- É o aniversário de Teddy.
- Oh, certo. É semana que vem, não é?
- Sim. Mas sua mãe quer dar uma festa enorme n'A Toca para ele, sábado à tarde.
Ginny sorriu.
- Acho que mamãe só quer uma desculpa para dar uma festa de aniversário, já que não deixamos mais ela fazer isso para nós.
- Ela não acabou de fazer uma para Victoire, Isabella e Parker?
Ginny assentiu.
- Ela é louca, eu te digo, mas a deixa feliz ter um grupo enorme de familiares para alimentar.
- Ela faz isso todos os domingos. – Harry retorquiu confusamente.
- Verdade, mas é uma festa, não apenas um almoço de domingo.
- Ginny, eu conheço sua mãe há doze anos, e eu não acho que algum dia vou entendê-la.
- Harry, nem tente. Eu desisti há muito tempo. Ela é uma mãe e isso é o que mães fazem.
Harry apertou os olhos para ela.
- Tenho que me lembrar disso. Quando você pirar e precisar explicar o por que para o nosso pequeno Sam-I-Am.
- Sam-I-Am? – Ginny lhe deu um olhar perplexo.
- Green Eggs and Ham. Um livro trouxa para crianças. Dudley tinha uma cópia. Não que ele já tenha lido. Ainda era novo quando tínhamos onze anos. – os olhos de Harry ficaram levemente desfocados, enquanto ele tentava se lembrar de um trecho do texto. – Eu não gosto deles em casa/Eu não gosto deles com um rato/Eu não vou comê-los Sam-I-Am/Eu não gosto de ovos verdes e presunto. – recitou.
Ginny o olhou fixamente por um minuto, antes de explodir em risadas.
- Isso é maluco! – ofegou entre risadas.
- Não. – Harry corrigiu. – Isso é Dr. Seuss. – adicionou. – É não é mais maluco do que Os Contos de Bree, o Bravo, ou seja lá o que for. – Ginny ainda estava rindo. – Vamos à uma livraria trouxa semana que vem. – disse por fim.
- Pra quê?
- Para completar sua educação Trouxa. Nós vamos comprar livros do Dr. Suess e Beatrix Potter.
- Ela é parente sua? – Ginny finalmente tinha conseguido parar de rir.
- Não. Coincidência estranha. – Harry se lembrava do dia, no ensino fundamental, quando fora à biblioteca da escola quando encontrara uma série de histórias escritas por alguém que dividia seu nome. – Eu li todos os livros. Eu fiquei meio obcecado, por que eu achava que ela podia ser uma parente minha, de algum modo.
Ginny ficou quieta.
- Nós não vamos chamar nosso filho de Sam-I-Am.
- Eu espero que não.
Ginny tirou os pés do colo de Harry.
- Eu preciso ir dormir. Tenho que ir ao Puddlemere amanhã. A Copa Européia está chegando, e eu preciso escrever um artigo sobre o time e como eles se compararam ao melhores times da Alemanha, França e Bulgária. – Ginny se ergueu e se espreguiçou, o tecido de sua blusa se apertando ao redor de seu corpo. Harry olhou seu estômago por um momento, antes de balançar a cabeça. Era só ela se espreguiçando.
- Krum ainda joga para Bulgária? – Harry perguntou distraidamente.
- Acho que sim.
- Ele tentou dar em cima de você no casamento de Bill, sabe. – Harry a informou. Ginny olhou para Harry em surpresa, antes de rir.
- Você está brincando!
- Não. Eu disse a ele que você tinha um namorado. Um cara grande. Do tipo ciumento. Você conhece o tipo. Eles gostam de arrancar a cabeça de seus oponentes e enfiar na bunda deles.
- Agora eu sei que você está maluco. Por que eu me casei com você, mesmo?
- Por que eu sou Harry-Fantástico-Potter? – ele disse alegremente. Quando Ginny o olhou feio com os olhos cerrados, Harry protestou. – Ah, qual é, Gin... Ele nem se lembrava de você em Hogwarts. E ele devia lembrar, considerando quanto tempo você passou com Hermione. Ele praticamente a perseguiu!
- Oh, tudo bem. Suponho que não tem problema. Você só estava cuidando de mim. – Ginny começou a andar na direção do quarto. – Acho que vou ter de comprar roupas maiores.
- Por quê? Oh, espere. Pergunta idiota. Deixa pra lá. Achei que você ia usar um feitiço para alargar suas roupas por enquanto.
- Eu ia. Mas há um limite que posso usá-los antes de as roupas começarem a parecer uma tenda. – Ginny tirou sua blusa e a jogou na cesta e rapidamente tirou a calça. Harry piscou. Tirou os óculos, esfregou os olhos, e os colocou novamente. – O quê? – Ginny o notou olhando para ela. Harry esticou uma mão e a colocou sobre a barriga dela. Ginny olhou para baixo e notou que uma curva estava começando a aparecer. – Oh.
- É real, não é? – a respiração de Harry estava um pouco falha e ele se sentia aturdido.
- Você quer dizer que a náusea e vômito não eram reais o bastante para você?
- Bem, sim. Eu estava lá a maior parte das vezes. Mas isso faz realmente real. Você realmente parece grávida agora.
- Espere mais algumas semanas. – Ginny o beijou na bochecha e foi tomar banho.
Quando voltou para o quarto, Harry estava deitado na cama, os olhos focados em algo além do teto. Ginny subiu na cama e se esticou, sentindo o alívio de se deitar.
- Você está bem?
- Hmmm? Oh, sim. Apenas pensando.
- Sobre o quê?
- O que meus pais diriam sobre isso. Ou Sirius. Ou Remus, para falar a verdade. Eles pensariam que somos novos demais? – Harry pausou. – Está mais para eles serem novos demais para serem avós. – sorriu. – Eles teriam apenas quarenta e três anos se estivessem vivos.
- Então, eu acho que eles não teriam o direito de falar algo. Merlin, sua mãe tinha apenas dezenove anos quando ficou grávida. Pelo menos, eu tenho vinte e dois.
- Meio que nos deixa chocado, não é?
- Só um pouco. – Ginny murmurou sonolentamente.
Harry tirou as roupas e foi escovar os dentes. Quando voltou para a cama, Ginny estava deitada de lado, adormecida. Ele beijou sua testa, antes de ficar na altura da barriga dela. Sentindo-se tolo, mas precisando fazer isso mesmo assim, beijou a barriga sob a camisola.
- Olá, pequeno. – murmurou, espalhando uma mão sobre a barriga. – Sou seu pai. – pausou. – Você conhece sua mãe, é claro. – Harry descansou a cabeça contra a barriga. – Espero que você herde o cabelo de sua mãe. Se você herdar o meu, sua avó Weasley vai passar a maior parte do tempo tentando arrumá-lo. Mas isso não vai acontecer. Meio que uma grande perda de tempo, se me perguntar.
-x-
- Sou só eu, ou meu traseiro cresceu? – Harry ergueu os olhos do cadarço de seu tênis, incerto, procurando a resposta certa em sua cabeça.
- Essa é uma daquelas perguntas que, não importa o que eu diga, eu sou um idiota e insensível, você acaba chorando e eu durmo no sofá por uma semana?
- Não. Eu realmente quero saber. – Ginny insistiu.
- Erm. Certo. – Harry parou atrás de Ginny, suas mãos no quadril dela. Ele a puxou contra seu corpo. – Acho que é só você. – respondeu, comparando o tamanho do quadril dela com o seu. – Mas, sério, Ginny, mesmo que seu traseiro fique do tamanho do Brasil, eu ainda vou te amar. – ele ergueu o queixo dela para poder beijá-la.
- Harry, pare... – ele se afastou dela.
- O quê? Nós não podemos fazer isso? Eu encostei em algo que não podia tocar? Sem beijos? – ele a olhou confusamente.
Ginny abafou uma risada.
- Não... A festa de Teddy? Começa às duas. Nós precisamos ir para A Toca, ajudar a mamãe a arrumar tudo. Se você começar isso tudo, podemos acabar perdendo o aniversário do nosso afilhado.
- Oh, certo. – Harry soltou o ar em alívio.
Ginny o estudou desde os brilhantes olhos verdes até os pés, e de volta para os olhos.
- Mais tarde. – prometeu. – Depois da festa.
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Molly mandou Harry para o jardim, para ajudar os "meninos" a organizarem as mesas e cadeiras. Foi recebido pelo som de duas mesas de madeiras colidindo uma com a outra. Dessa vez, era George e Percy que estavam brigando com as mesas. Foi até Ron.
- Aposto doze sicles no George.
Ron apertou os olhos para as mesas. Uma das pernas da mesa de George estava quase solta.
- Tudo bem, então. – bem nesse momento, a mesa de Percy correu pelo ar e colidiu com a de George, e a perna se soltou completamente com um baque alarmante. Sorrindo, Harry colocou as moedas na mão de Ron.
- O que está acontecendo aqui? – perguntou uma Molly irritada.
- Uh, nada. – Percy respondeu, esfregando o nariz. Estava tentando não sorrir. Bill rapidamente concertou as mesas e, com a ajuda de Charlie, as colocou no lugar.
- Só não olhei para onde estava indo, mãe. – George disse suavemente. Molly apenas girou os olhos e voltou para dentro da casa.
- Não pense que ela acreditou nisso. – Charlie riu.
Harry e Ron começaram a distribuir as cadeiras e os seis se sentaram na ponta da mesa. Harry percebeu que todos estavam olhando para ele.
- O quê?
- Como estão... As coisas? – Ron perguntou.
- As coisas? – Harry repetiu inexpressivamente.
- Sim. As coisas. – Ron disse corando.
- Ainda te incomoda o fato de que eu transo com sua irmã?
- Você precisa falar assim? – Charlie comentou.
- Sim. Então, o que quer dizer com 'coisas'? – Harry perguntou, se virando para Ron.
- Bem, Ginny. Como ela está?
- Bem.
- Apenas bem? – George perguntou.
- O que você quer? Detalhes? – Harry suspirou. - Certo. A náusea passou, ela está sempre com fome. Sempre. Estilo Ron quando ele estava na escola. Algumas coisas ainda a fazem passar mal, como minha torta favorita. Eu tentei não comer apenas no apartamento. Mas não. Se eu como um pedaço no almoço e a cumprimento com um beijo, ela consegue sentir o gosto. Se ela está na cozinha, e eu estou no quarto, comendo uma maçã, ela consegue sentir o cheiro da maçã. Juro que a maior parte do tempo, ela vai dormir as nove.
- É, parece o normal. – Bill assentiu. George notou as linhas tensas no rosto de Harry. Estudou Harry criticamente.
- Tem certeza de que está bem?
Harry se assustou.
- Sim, estou bem. Por que não estaria? – George se ergueu para pegar as toalhas de mesa das mãos de Katie, que estava caminhando na direção deles.
- Por que você está parecendo um garoto de quinze anos, desesperado por um banho frio. – George retorquiu, caminhando na direção de Katie.
-x-
Teddy passou correndo pelo portão do jardim, com Andrômeda o seguindo.
- Harry! – ele gritou, se jogando contra Harry com o descuido de alguém que tem certeza de que Harry o pegaria.
- Ei, tampinha! – Harry pegou o menino, o segurando de cabeça para baixo, de modo que a cabeça de Teddy estava na altura dos joelhos do homem.
- Adivinha? – Teddy gritou.
- Eu desisto. O quê?
- Eu fiz magia!
- Fez, eh?
- Sim! Fiz o cabelo da minha professora ficar roxo! – contou com uma pitada de prazer na voz.
- O que não foi algo muito legal a se fazer, Teddy. – Andrômeda adicionou.
- Por que você fez o cabelo da sua professora ficar roxo? – Harry perguntou com interesse.
- Ela me fez ficar na sala, durante o recreio. – disse casualmente. – E eu realmente queria ir jogar futebol. – os homens sentados à mesa abafaram as risadas.
- Ainda bem que o diretor da escola é um Aborto. – Andrômeda comentou, de modo cansado. – Acontece algo, pelo menos uma vez por semana. Estou quase tão ansiosa quanto Teddy para que ele vá para Hogwarts. Pelo menos, ninguém vai olhar duas vezes para ele. – olhou para Harry, segurando um Teddy risonho. – Vocês vão ficar bem aqui? – quando Harry assentiu, ela foi para a cozinha.
Quando entrou na cozinha, ouviu Katie dizer:
- Mais seis semanas e dois dias. Eu ofereci cinquenta galeões para cada um deles, mas eles não prestaram atenção em mim. – Katie olhou para o próprio corpo. – Eu vou ficar tão feliz quando isso acabar. – suspirou.
Ginny ajeitou os talheres em uma cesta e levitou a pilha de pratos até a porta.
- Teddy está lá fora? – perguntou para Andrômeda.
- Sim, e com a corda toda.
Ginny escapou da cozinha, que estava ficando rapidamente quente demais para seu gosto. Levou os pratos até às mesas e começou a arrumá-la. Teddy escorregou para fora do colo de Harry e correu para abraçar Ginny. Ele mal tinha terminado de passar os braços ao redor da cintura de Ginny quando olhou para cima.
- Ginny, por que você está tão gorda?
- Não estou gorda! – respondeu.
Teddy deu um tapinha em sua barriga, confuso.
- Sim, você está. – insistiu.
Harry pegou a mão de Teddy.
- Por que não vamos da uma volta, Teddy? E deixar a vovó Molly arrumar o almoço?
Enquanto caminhavam em direção à clareira onde jogavam Quadribol, Harry ouviu Ginny perguntar indignadamente:
- Eu pareço gorda para você?
Harry andou em silêncio, ouvindo Teddy tagarelar sobre suas aulas na escola, e o gato da moça que morava do outro lado da rua, que tivera filhotes. Quando alcançaram a macieira, Harry parou e se sentou sob a sombra da árvore.
- Teddy, sabe como Ginny parece estar gorda? – Teddy assentiu. – Uh... Bem... Ela e eu... Nós vamos ter um bebê.
A pequena testa de Teddy se franziu em confusão.
- Como?
- O quê? – Harry guinchou. Pigarreou. – O quê?
- Por que vocês vão ter um bebê? Vocês têm a mim. – o cabelo de Teddy passou para sua cor natural, castanho claro, da maneira que ele o deixava quando estava chateado. O fazia parecer mais e mais com Remus.
- Bem, Ted, às vezes, quando duas pessoas se amam, elas têm um bebê.
- De onde vem? Beco Diagonal?
- Uh. Não. É meio que como a gata da sua vizinha, e os filhotinhos.
- Ginny vai ter seis filhotinhos? – Teddy parecia seriamente alarmado.
- O quê? Não! Apenas um bebê. Só que ele vai ficar na barriga de Ginny até estar grande o bastante.
- Oh, certo. – a expressão de Teddy se acalmou. – Quando isso vai acontecer?
- Em setembro.
Teddy ficou quieto por um minuto.
- Isso quer dizer que eu não posso mais te ver? – perguntou com uma leve pitada de preocupação na voz.
- Oh, não, Teddy. Você pode ir me visitar sempre que quiser. Tanto eu quanto Ginny. – Harry puxou o menino para seu colo e o abraçou. – No dia em que você nasceu, eu prometi ao seu pai que eu ajudaria a cuidar de você. Ginny e eu termos um bebê não mudará isso. Isso não quer dizer que não amamos mais você. Sempre vamos amar você. – Harry beijou o topo da cabeça de Teddy. – Vamos lá, tampinha. Vovó Molly vai terminar o almoço logo. E, - Harry adicionou. – ela fez bolo para mais tarde. – Harry se ergueu e deixou Teddy se pendurar em suas costas, e eles voltaram para as mesas.
-x-
A festa se aproximava do final e Teddy estava encolhido nos braços de Harry, dormindo, com manchas de cobertura de chocolate ao redor de sua boca. Andrômeda encolheu os presentes de Teddy e os guardou em sua bolsa, antes de esticar os braços para pegar Teddy. Harry balançou a cabeça e apertou os braços ao redor da criança adormecida.
- Eu o levo para casa. – murmurou. Olhou para Ginny. – Você vai esperar aqui ou vai para casa?
- Vou para casa. – ela estava começando a cochilar.
Harry usou a lareira para ir até a casa de Andrômeda e ajudou Teddy a vestir o pijama. Limpou a sujeira do rosto de Teddy, e o colocou na cama. Harry desceu as escadas quietamente e foi para a cozinha. Andrômeda estava tomando chá.
- Quer uma xícara, antes de ir para casa? – ofereceu.
- Sim, por favor. – Harry respondeu agradecidamente. Sentou-se em uma cadeira, e tomou um gole de chá, inalando o cheiro. – Melhor do que Uísque de Fogo. – Harry tomou seu chá por alguns minutos. – Ele vai ficar bem? Quando o bebê nascer?
- Teddy? No começo vai ser difícil, mas ele vai se acostumar. É questão de tempo. – Andrômeda sorriu. – Eu me lembro de quando Regulus nasceu. Sirius não ficou feliz com isso. É claro, ele tinha apenas dois anos, e não entendia completamente a situação. Não se preocupe. Vai ficar tudo bem.
Harry terminou seu chá.
- Obrigado, Andrômeda. Eu venho buscá-lo sábado de manhã?
- Tudo bem. Nos vemos no sábado.
Harry aparatou para seu prédio e entrou no apartamento. Foi para o quarto e encontrou Ginny adormecida. Encolhendo os ombros, se virou e foi para a cozinha. Pegou uma cerveja amanteigada da geladeira e foi para a pequena varanda. Harry tomou um longo gole da garrafa e se escorou na parede, olhando para o céu.
Lembrou-se do que tinha dito a Ginny no começo da semana. Sim, era real. Saber que ela estava grávida e ver isso eram coisas diferentes. Ter de explicar as coisas para Teddy também tornava tudo real. Estranhamente, saber que era o responsável por isso o fazia se sentir orgulhoso de si mesmo. Também era estranhamente excitante. Harry inclinou a cabeça. Conseguia ver a porta do quarto do lugar onde estava na varanda. Quando entrara no apartamento, tudo no que conseguia pensar era em fazer amor com sua esposa. Por um breve momento, considerou acordá-la, mas isso o deixou se sentindo um pouco envergonhado. Então, dividido entre amor e luxuria, foi para a varanda.
Harry terminou sua cerveja amanteigada e foi para dentro. Escorregou para cima da cama. Ginny virou e pressionou seu corpo contra o dele. Harry congelou. Ela estava acordada? Droga, pensou. Ela ainda estava dormindo.
Harry puxou o ar lentamente e o soltou. Ia ser uma noite longa.
Continua...
N/T: Obrigada pelos comentários no capítulo anterior.
Próxima atualização: 14/11.
Peço que dêem uma olhada no meu perfil, deixei um aviso importante nele. (:
Obrigada mais uma vez e até mais.
