Essa fanfic contém cenas homossexuais e futuramente cenas de sexo e sádicas. Então se você não gosta, não leia ou venha me encher o saco com críticas destrutivas.

Mas caso você goste, boa leitura e espero que se divirta muito. Jensen e Jared não foram criados por mim, são pessoas reais (é óbvio)

04. Contratempos

Tudo para Jared estava mais fácil do que eu imaginava. Eu havia ficado apreensivo de que quando ele acordasse tivesse um surto como a maioria tinha. É claro que ainda havia a parte de ele ser totalmente contra sobre qualquer caminho que o levasse a tirar sangue do pescoço de um humano, mas fora isso, tudo estava andando nos eixos. Apesar de tudo, foi meio difícil convencê-lo a ficar em casa enquanto eu ia trabalhar.

- Não gosto disso. – ficou murmurando ele enquanto ficava me analisando colocar a camisa. – Por que eu tenho que ficar aqui? Eu não estou com muita sede como você pensa!

- Isso nós vamos ver depois, tudo bem? – respondi, querendo evitar discutir com ele. Sabia que recém-transformados eram muito suscetíveis a ataques emocionais, principalmente os incitado pela raiva. Com um suspiro, me sentei ao seu lado e coloquei a minha mão em seu queixo, algo que já estava virando costume. – Vai ser só por alguns dias. Não fique bravo, tá? Além do mais, ainda tenho que ver como as coisas estão andando por lá e... – e eu parei, vendo o erro que eu tinha cometido. Torci para Jared não ter percebido a entrelinhas do que eu falei, mas ele era esperto demais para deixar passar algo desse tipo.

- Como assim? O que você quis dizer com "como as coisas estão andando por lá?" – perguntou ele, franzindo a testa. Eu voltei o meu olhar para baixo e coloquei os meus sapatos em silêncio, apenas esperando que ele desse conta por si mesmo de toda a situação. E isso não demorou muito tempo.

- Claro! – disse ele, batendo na testa e se levantando. – Ninguém sabe de nada do que aconteceu comigo! É disso que está falando, não é?

- Por aí... – falei, me levantando e pegando a chave do carro. – Fique aqui até eu voltar do banco de sangue, ok?

- Não! – gritou ele, sem mais nem menos, jogando as mãos para cima. – Eu vou sair agora mesmo! Tenho que ir falar com a minha mãe e o meu pai! O meu irmão deve estar louco... – e começou a procurar algumas roupas no armário, se esquecendo que ele estava sem nenhuma no momento. Em uma batida de coração, bati a porta do armário e o segurei pelo ombro, o balançando um pouco para ver se ele voltava à razão.

- Você está perdendo o juízo? – perguntei, exagerando um pouco nas sacudidas. O que você acha que eles vão pensar, quando te verem assim, meio pálido, meio animal? Fora o quão perigoso vai parecer aos olhos deles! Ou vai me dizer que você nunca sentiu medo com a minha presença quando era humano?

- Mas Jensen... – disse ele, mas dessa vez sem firmeza. Era mais como se estivesse suplicando para deixar ele fazer o que queria, mas eu sabia por experiência própria que o que um recém-nascido mais conseguia fazer era deixar todos os seus familiares mais desesperados, por isso, por mais que doesse o meu coração, eu tive que ser firme.

- Desculpe Jay. – ele pareceu não ligar para o apelido carinhoso que eu havia lhe dado. – Mas vá por mim, não é a melhor coisa a fazer. Quando eu chegar lhe explico tudo, mas por favor, não faça nada... precipitado.

- Tudo bem. – murmurou, andando até a janela. – Jensen? – chamou ele, quando eu estava saindo. Eu parei e dei um sorriso para ele, tentando compensar o que havia lhe dito ainda agora. Ele deu a sugestão de que estava meio envergonhado, me deixando curioso. Será que ele queria se desculpar por alguma coisa? Seja o que fosse, me fez ir andando até ele.

- O que é que foi, Jared? Tem algo que queira me dizer?

- É que... Bem, eu estou sem roupas... – começou ele, mas corou, talvez envergonhado demais para continuar a falar. Mas não precisava. Eu já havia entendido tudo.

- Assim que sair do banco de sangue também vou passar em uma loja de roupas para comprar algumas que sirvam em você. Agora eu vou trabalhar, ok?

- Tchau Jensen. Ah – acrescentou quando eu me virei, e foi em sua nova velocidade até a minha frente. Antes que eu me desse conta, ele estava arrumando a minha gravata. – Que coisa... Um vampiro com não sei quantos séculos e ainda nem sabe colocar uma gravata direito...

- Haha. – fiz em sarcasmo. Passei a mão em seu cabelo enquanto ele acabava de fazer aquilo em um gesto de carinho. Ele sorriu para mim e roçou a sua orelha em minha mão. Eu ri meio constrangido e fui para a porta. – Se cuida, Jared.

- Você também, mandão. – falou, me olhando descer as escadas da torre, e com isso me mostrando que não havia esquecido de nossa discussão anterior.

- Ainda bem que você sabe. – retruquei, passando pela cozinha e indo direto para a garagem. Peguei a minha Ferrari, e em poucos minutos estava na trilha asfaltada que levava ao meu castelo. Carros não eram propriamente mais rápidos do que eu, mas eu também não podia chegar a uma velocidade mortal e entrar na escola, dizendo "oi, pessoal". Fui dirigindo sem prestar atenção, mas logo voltei a realidade quando chegando no colégio, encontrei várias carros de polícia.

É claro, tinha que ser daquele jeito. Sempre havia sido. Mas talvez não seria tão fácil apenas representar neutralidade. Não quando as pessoas que estivessem no palco ao lado do diretor que iria falar a notícia eram de alguém que de uma hora para outra estava ocupando um espaço tão grande na minha vida, sem nenhum motivo aparente.

Respirando fundo, saí do carro e fui caminhando normalmente para a minha primeira aula, mas como sempre, algum professor me avistou e me falou sobre o comunicado. Dessa vez foi a professora de biologia.

- Professor Jensen. – disse ela, com um olhar pervertido, que sugeria muito mais do que ambiente de trabalho. - O diretor pediu para que eu ficasse aqui para avisar à qualquer professor que chegasse que é para ir ao palco. – eu apenas fiz que sim com a cabeça e fui andando, arrasando as esperanças dela.

Já estava quase todo o colégio reunido quando eu cheguei. Silenciosamente, me postei ao lado do professor baixinho de matemática e fiquei ouvindo o mesmo blábláblá de sempre. Não foi nem um pouco fácil ver a mãe de Jared chorando enquanto o pai e o irmão dele tentavam consolá-la, mas sem encontrar nenhum sentimento feliz neles mesmo. Depois de alguns instantes o diretor dispensou a todos, mas quando passou por mim, disse ao pé do meu ouvido:

- Quero que me acompanhe até o meu gabinete, professor Ackles.

Sem entender nada, fui andando atrás dele, observando cada movimento daquele homem. Por que diabos ele estaria me chamando à sua sala? Quando ele queria conversar com alguém do corpo educacional, chamava todos os professores e não só eu? O que estava acontecendo?

Ao chegarmos em sua sala, ele fez mesura para que eu me sentasse,e pediu para que eu aguardasse. Fiquei esperando um pouco apreensivo. Qual seria a surpresa que aquele homem estava preparando? Ele parecia não ter senso de humor nenhum para fazer algo agradável...

A resposta veio alguns minutos depois. Em um barulho perturbador, a porta atrás de mim se escancarou e por ela entraram os familiares de Jared. Em um segundo meus olhos ficaram em choque. No outro, já estavam recompostos.

A mãe dele sentou-se em uma cadeira ao meu lado, enquanto os outros dois sentavam em um sofá encostado na parede. O diretor disse algumas palavras confortáveis para a mulher em prantos, antes de se sentar e se virar para mim, cruzando os dedos.

- Bem professor Ackles, você deve estar se perguntando por que veio aqui. Estamos apurando com a polícia todos os passos que Jared deu antes de sair de casa. E parece que ele saiu para vir ao seu encontro.

- Sim senhor. – respondi sem pestanejar. – Era para ele vir aqui na escola para cumprir um castigo comigo pelo seu mal comportamento.

- E o que aconteceu? – interveio a mãe de Jared, focando sua atenção em mim. Apesar de me sentir desconfortável, olhei diretamente nos seus olhos.

- Eu lamento, mas passou-se duas horas e seu filho não chegou aqui. Pensando que talvez ele tivesse faltado para ir em alguma festa ou algo do gênero, arrumei as minhas coisas e fui para a casa.

-Não podem acreditar nele! – disse o irmão de Jared, se levantando com tudo no sofá e apontando um dedo em riste para mim. – Eu sei que você tem alguma coisa a ver com isso! Você implicou com o Jared desde o seu primeiro dia aqui nesse lugar!

- Não, eu não impliquei. – respondi o mais calmo que pude, apesar de meus instintos estarem falando que era para eu decepar a cabeça daquele cretino. – Eu só pedi para ele vir aqui ter um castigo que não seria nada demais do que apenas uma conversa para ele refletir sobre os seus atos.

- Meu filho, sente-se – disse o pai, segurando o seu braço. Ele se recontraiu um pouco, pois apesar de estar furioso, também podia sentir a dor dele.

- Mas pai... – disse ele, de um jeito que me fez lembrar Jay com o seu olhar de cachorrinho perdido. Ele apenas balançou negativamente a cabeça e disse:

- Por favor.

- Bem, professor Ackles, você pode ir. – disse o diretor se levantando e pelo seu ar tenso, desesperado para extinguir qualquer possibilidade de uma luta que podia gerar má reputação para escola. – Mas saiba que talvez você terá que prestar depoimento na delegacia.

- Tudo bem, diretor. – respondi, me levantando e indo em direção a porta. Antes de sair, não pude deixar de virar um pouco a cabeça e dizer em direção aos três que estavam quase chorando.

- Sinto muito pelo que quer que tenha acontecido com o filho de vocês. – era a mais pura verdade, mesmo comigo sabendo da sua verdadeira sina. Os pais balançaram a cabeça enquanto o garoto me lançava um olhar indignado. Com a cabeça baixa, saí do gabinete e fui para a minha primeira aula.

Eu devia muito ao Jared.

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Jensen com certeza iria me matar. Ele havia pedido para que eu não fizesse aquilo. De qualquer forma, eu tinha que fazer. Era da minha família que se tratava, e não de pouca merda. Então, mesmo ficando apreensivo, fui andando pela rua da minha casa, sem saber ao certo o que fazer. O Sol ardia um pouco na minha pele, mas o cordão dado por Jensen estava me protegendo. Eu imagino como seria se saísse pelas ruas de dia sem aquele amuleto, e estremeci com isso.

Eu me senti nervoso quando parei à frente daquela casa. Minha casa também, repeti para mim mesmo, no entanto sem conseguir acreditar. Eu podia sentir o cheiro deles, minha mãe estava sentada no sofá, o meu pai do lado dela, a consolando talvez, pois eu podia ouvir os seus soluços.

E o cheiro do sangue deles. Nossa, aquilo era muito bom. A minha garganta secou na hora do pouco sangue de Jensen que restava e me impulsionou a entrar naquela casa e me saciar dos meus pais, como se fossem apenas animais dos quais eu me alimentava quando era humano.

Não, repeti com mim mesmo, eu não faria isso com os meus pais. Não faria isso com nenhum humano. Não tiraria a vida deles. A sede ardeu ainda mais em meu pescoço, me dizendo o contrário, me forçando ao contrário. Não, repeti com mais força. Jamais. A ardência amenizou um pouco, e por impulso, bati na porta da casa de meus pais.

Houve um instante de silêncio, antes de eu ouvir os passos pesados de meu pai vir abrir a porta. Quando me viu, houve um instante de choque, e outro mais prolongado de medo, me fazendo perguntar como eu estava realmente. Depois veio o reconhecimento.

- Jared! – gritou ele, me abraçando em um abraço de urso. – Como você está? Meu Deus do céu... Ei Melly venha ver quem está aqui!

Minha mãe veio alguns segundo depois e quase morre de tanta alegria em me ver, apesar de eu perceber como ela se esforçava para esconder o medo involuntário de mim:

- Jared! Ah, Jared! Por onde você estava? Quase morremos de tanta preocupação. Seu irmão está por aí pregando cartazes de procurado, sabia? Como é bom te ver aqui são e salvo! Sente-se, vou preparar aquele café que você tanto gosta... Obrigada, senhor.

Tomamos um café em silêncio feliz pela parte dos meus pais, e meio sofrido pela minha, pois a ardência voltou a agir com mais força. Tudo piorou quando eu percebi que meus pais queriam que eu continuasse a morar com eles, apesar de ser meio óbvio, começando com a minha mãe:

- Então, quer tomar um banho? – perguntou,depois de ter me mostrado como estava desesperada como os meus cartazes de desaparecido. – Acho que você quer esfriar a sua cabeça um pouco...

- Eh, não mãe, muito obrigado, mas eu só estou aqui de passagem. – Eu senti os olhos deles paralisarem enquanto eu fala a verdade, ou parte da verdade. O meu pai segurou o meu ombro, e perguntou com um pouco de autoridade:

- O que você quer dizer com isso, filho?

- É que... Eu estou passando por uma fase meio complicada, e eu tenho que sair de casa por algum tempo. Não é nada demais.

- Como assim, não é nada demais? – perguntou a minha mãe, com a mão na cabeça e um pouco histérica. – Você se deu conta do que acabou de dizer?

- Sim mamãe, mas entenda, vai ser o melhor por enquanto para nós.

- E onde você vai morar? – perguntou o meu pai, meio triunfante em jogar as cartas que prendiam alguém de dezessete anos em casa, mas não no meu caso.

- Eu estou morando com o Jensen, papai.

- Jensen? Que Jensen? Aquele professor? – perguntou a minha mãe, enquanto uma chama de raiva aparecia em seu olhar. – O Stefan estava certo! Ele estava mentindo para nós na maior cara de pau!

- Ele mentiu porque eu pedi. – respondi de imediato, meio mal-educado. – Por favor, compreendam, eu não posso ficar por enquanto com vocês. – eu nunca mais poderia ficar com eles.

- Essa sua experiência... Ela tem a ver com o fato de você estar desse jeito? – não sei o que ele queria dizer com aquilo, uma vez que eu ainda não tinha me analisado muito bem. Mas seja o que fosse, agora fazia parte de mim.

- Sim pai, por aí...

- A sua orientação sexual é diferente, meu filho? – perguntou a minha mãe desesperada.

- Não mãe, eu não sou homossexual. – pelo menos eu esperava que não. Eu tenho tido tantas sensações estranhas... – Eu tenho que ir, mas prometo que sempre venho aqui visitar vocês.

- Tudo bem, meu filho. – respondeu meu pai, para o horror da minha mãe. – Mas pelo menos deixe o endereço desse professor, para que nós sempre possamos visitá-los.

Eu hesitei, mas meu pai estava deixando as coisas tão fáceis que eu tinha que lhe dar aquele crédito.

- Está aqui. – respondi, escrevendo em um pedaço de papel que encontrei na mesa. – Vocês sempre podem ir lá, ok?

- Ok – disse meu pai, fitando o endereço. – É meio afastado da cidade, não?

- Jensen é um pouco anti-social. – respondi , à guisa de respostas. – Tchau pai, mãe... – e sem esperar resposta, saí, antes que o meu corpo pedisse pelo sangue deles.

Pensei que tudo estava bem. Agora era só eu ir para casa e fingi que nada aconteceu. Mas os meus planos foram arruinados quando uma Ferrari passou por mim acusadoramente em direção aos portões da cidade. Droga!

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Aquele garoto não me obedecia. Eu havia falado para não ir à lugar nenhum, e mesmo assim, lá estava ele, na casa dos seus pais. Acelerando o carro, passei por ele sem dizer nada, indo em direção a outra cidade. Não sei por que ainda fazia essas coisas. Ele não fazia nada que eu pedia. Sacudindo a cabeça, fui ouvindo Black sabbath no volume máximo. A viagem só durou trinta minutos. Fiquei parado em frente ao banco, vendo como poderia entrar ali. Por sorte, estava entrando no estacionamento um caminhão com muitos litros de sangue pelo jeito. Em um segundo estava ao lado do caminhão estacionado. O motorista me olhou com uma cara confusa. Ele não havia me visto chegado. Lógico.

Sem perder tempo, dei um tapa no seu pescoço, fazendo ele desmaiar. Peguei 4 litros de O negativo e fui correndo para o carro. Liguei a minha Ferrari e quase voei de volta para a casa.

Quando cheguei, Jared estava sentado no sofá com a maior cara de santo. Coloquei o sangue à sua frente e me sentei ao seu lado. Ele deu um sorriso amarelo, mas eu continuei sério.

- Desobedeceu as minhas ordens. – declarei, colocando a mão nas têmporas para não ficar com raiva.

- Me desculpe Jensen! – disse ele, lançando aquele olhar de cachorrinho perdido. – Mas era da minha família que se tratava, dela!

- Já estou cheio de discutir com você. – respondi, me levantando. – Tome isso e daqui a pouco vamos sair para comprar roupas para você.

E fui andando para a escadaria, mas senti braços me envolvendo por trás.

- Por favor, me desculpa. – disse ele, colocando a sua cabeça no meu pescoço. – Mas eu não podia deixar eles assim.

Impossível resistir aquilo. Impossível.

- Tudo bem, Jay. – disse, sorrindo para deixá-lo despreocupado. – Agora que tal ir se alimentar um pouco?

- Tá. – respondeu, sorrindo e se sentando no sofá, abrindo rapidamente um pacote, e começando a tomar avidamente o líquido. Depois de alguns instantes se voltou para mim. – Ei, venha tomar comigo. Está tão bom...

- Eu não gosto Jay...

- Você prometeu. – disse ele, sorrindo com a boca cheia de sangue por ter me encurralado.

- Tá certo. – respondi, me sentando ao seu lado. Abri um pacote, e sorri, por saber que ele estava feliz. Joguei o líquido na boca e estremeci. Era frio. Mas era bom. Enquanto terminava o meu primeiro, ele ia para o seu quarto. Estávamos nos divertindo, até que uma voz disse por trás:

- Que porra está acontecendo aqui?

Com um sobressalto, pulei do sofá e dei de cara com o irmão de Jared. Ele me olhava furioso, oscilando de mim para o irmão.

- Stefan? O que está fazendo aqui? – disse o Jared, meio assustado, mas também feliz por ver o seu irmão. Mas Stefan não parecia nada feliz.

- O que você fez com o meu irmão? Hein, seu filho da puta? – disse, e sem mais nem menos me deu um soco na cara.

O meu rosto nem saiu do lugar, mas foi o bastante para inflamar a minha raiva. Com um suspiro, virei e dei um gancho de esquerda nele.

- Jensen! Não! – disse Jared, segurando o meu braço, mas eu me desvencilhei e em menos de quatro oitavas de segundo, estava tirando Stefan do chão e dando uma joelhada em sua barriga.

- Você vai aprender agora o que não te ensinaram. – disse em seu ouvido e o joguei no sofá. O segurei pela gola da camisa e lhe dei uma cabeçada. Ele já estava quase desmaiando, quando Jared o tirou da minha mão e ficou na minha frente.

- Pare Jensen, por favor. Deixe-me conversar com ele, sim?

Demorou um tempo para eu me controlar, balançando a cabeça. Sussurrei:

- Só 10 minutos.

- Tudo bem – disse ele, balançando a cabeça. Subi as escadas e repeti lá de cima:

- Só 10 minutos.

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Desesperado, tirei o meu irmão do chão e o coloquei no sofá. Ele estava arquejando com um pouco de dor, mas logo depois recobrou o controle.

- O que está acontecendo Jared? Como aquele cara conseguiu se mover tão rápido? E por que você estava tomando sangue?

- Eh... Stefan. Nós não somos mais... Como os outros, por assim dizer. – ele levantou as sobrancelhas e se levantou, ficando ao meu lado.

- E será que você pode me explicar, por favor?

- Veja bem, Stefan. O que isso tudo lhe parece? – respondi, me levantando e apontando para o redor. – A super velocidade do Jensen, porque eu estava tomando sangue... Acho que você já sabe no que me transformei. – E suspirando, tirei a camisa do Jensen e lhe mostrei a minha cicatriz. Ele viu em horror, se levantou e começou a andar para trás, sem acreditar.

- Não, não pode ser... – disse ele, meio incoerente. – Não...

- Stefan, se acalme, ainda sou eu. – fui andando até ele, mas cometi o erro de tocar em sua face. Ele a retirou com um safanão e gritou:

- Não me toque! Saia de perto de mim! – disse ele, andando até a porta da entrada. Eu não quero te ver nunca mais!

Um choque horrível percorreu o meu corpo, me sentei e coloquei s mãos em meu rosto e comecei a chorar, pensando que ele já tivesse ido embora, quando senti mãos me tocando, e não era do Jensen.

- Jared, me desculpe... – disse Stefan sorrindo e tentando compensar as coisas. – É só que eu preciso de um tempo para me acostumar e... Ah, me desculpe. – E eu me senti entrelaçado pelos seus braços. Sorri e recostei a cabeça em seu ombro.

- Não conte nada para ninguém, tá? – ele balançou a cabeça e me beijou no rosto.

- Tudo bem, mas como...

- Jared, já acabaram os dez minutos! – gritou Jensen lá de cima. Stefan seguiu a voz e comentou:

- Ele é muito controlador.

- Não, ele só quer me proteger.

- Do seu próprio irmão? – retrucou em descrença. – Esquece. Até mais meu irmão Amanhã eu venho lhe visitar.

- Tudo bem. – Nos abraçamos e depois ele saiu, talvez aliviado de ter saído dali com vida. Fiquei fitando o seu carro ir pela estrada até ouvir uma voz atrás de mim.

- Quer dizer que agora a minha casa vai virar um ponto de encontros? – disse uma voz. Eu me virei e dei de cara com Jensen sentado no sofá. Fui até lá e passei a minha mão em seu cabelo.

- Você está muito estressado hoje, sabia? – comentei, ele me olhou sério e se levantou.

- O dia não foi fácil, mas e aí? – respondeu, ajeitando a camisa dele em mim. – O que você acha de irmos a um shopping agora comprar algumas roupas para você, Jay?

- Tudo bem, Jen. – respondi, passando o braço em seu ombro e colocando a minha cabeça em seu pescoço. Ele parou e me olhou ceticamente, me fazendo temer que eu tivesse dado bandeira.

- Jen? – repetiu.

- Bem... Já que você me deu um apelido carinhoso, acho que também posso lhe dar um certo? – perguntei aliviado. Ele me puxou para o seu corpo e fomos para a sua Ferrari.

- Tá certo. – disse ele, quando entramos no carro. Ele colocou um cd da Celine Dion, e cantando em vozes altas, fomos até o shopping mais próximo.

Bem, aqui está o quarto capítulo. O próximo só sairá no sábado ou domingo. Revelação: No próximo capítulo, Misha entrará em cena!

Respondendo aos reviews:

MandyOliveira: Obrigado por ter começado a ler a minha fanfic. O Jensen não é malvado não. Eu explicarei isso no próximo capítulo! Bjs!

Uchi-Uzu: Gostei muito do seu comentário. O Jared não surtou mesmo! Mas ele sempre foi tão controlado. E também quem surtaria com o Jensen do lado? Só se fosse de prazer? Concordo com você, quem resistiria ao Jensen daquele jeito? Eu já não resisto se ele tivesse vestido de padre! Até a próxima!

Alicia Darcy: Nossa, eu não sabia que você estava gostando tanto da história! Vou me esforçar para deixá-la do jeito que você quer. Se tiver alguma sugestão sobre o próximo capítulo, sou todo ouvidos. Te espero no próximo capítulo!

Ana Ackles: Só pensei em você quando fiz a briga do Jensen com Stefan. Realizei as suas expectativas? Você tem razão o garoto se acha! Tchau!