James Potter

Ver a Lil e o Snape se beijando realmente acabou comigo. Chorei por horas sem me importar com o que os garotos que dividem o dormitório comigo iriam pensar.

Eu pensei seriamente em desistir e seguir com a minha vida — eu olharia somente para o futuro e não pensaria mais no amor da minha vida. Logo desisti dessa ideia; é impossível viver sem ela.

Então o que eu podia fazer? Eu não fazia ideia, meu coração estava apertado demais para que eu pudesse usar a razão. Foi aí que eu tive uma iluminação.

Eu não usaria a razão. Eu nem ao menos pensaria.

Eu sou James Potter. Os Potter são Gryffindors há gerações. Os Potter não desistem.

Essa era a chave. Eu não desistiria. Eu seguiria em frente, sim. Mas seguiria em frente de cabeça erguida, para conquistar o coração da minha ruivinha.

***

Depois de finalmente ter resolvido agir em vez de ficar se lamentando, James saiu de seu dormitório e foi procurar o resto dos Marotos.

Ele decidira agir normalmente, sem bajular Lily, mas sempre sendo educado com ela quando necessário. James tinha certeza de que aquele era o melhor jeito de conquistá-la.

E ele estava certo. Por mais que amasse Lily, não era mesmo saudável que sua vida girasse em torno dela. Ele iria agir como antes de ter se apaixonado, menos pelo fato de que agora não ficaria mais com todas as garotas que dessem confiança para ele. Ele olharia só para ela, mas viveria normalmente.

Os Marotos precisavam dele para suas travessuras.

Além disso, ele podia se reconfortar com a ideia de que não era o único a sofrer. O relacionamento de Sirius Black — seu melhor amigo e um dos Marotos — com Marlene McKinnon — colega de ano de Lily — era quase ou tão conturbado quanto o dele e Lily.

Chegando ao Salão Comunal de Gryffindor, James não pôde deixar de sorrir com a cena que viu.

O mundo todo poderia desabar, mas ele estaria bem enquanto os Marotos estivessem com ele.

— Ei, caras! Hora de aprontar...