Quando chegaram ao bosque, o festival já estava pela metade, pois todos os rituais de abertura já tinha sido executados. Como se tratava de um festival de adoração a grande parte das pessoas que estavam lá eram clérigos o fieis fervorosos. Ridariel pediu licença para Desidéria, pois precisava falar com algumas pessoas.
Não demorou muito ele retornou acompanhado por um homem alto e de bom físico. Ele tinha cabelos castanhos nitidamente cortados a faca, pois Desidéria podia notar a irregularidade dos fios. Queixo quadrado e roupas em couro revelam que possivelmente seria um Ranger.
Desidéria quero que conheça um grande amigo. Este é Gunther Long Tooth.- disse indicando o homem que o acompanhava.
Muito prazer em conhecê-lo. – disse com um sorriso na face.
Rindariel falou muito de sua pessoa, para nos.
Espero que tenha falado bem. – falando com tom divertido.
Não se preocupe, uma coisa que eu nunca vi foi ele falar mal de alguém. – Disse Ranger fazendo negativo com a mão
É bom saber disso.- disse Desidéria olhando para Rindariel que notoriamente ficara sem graça pelo comentário do Ranger
Como havia lhe contado Günther ela é de Rashemem alem de ser clériga de Mieliki. – disse Rindariel guiando a conversa.
Sim, já ouvi vários relatos sobre uma Bruxa que acompanhava alguns aventureiros que se intitulam Still ... – disse forçando a memória
Still Brother Hood, sim faço parte desta irmandade.
Diga-me, já ouviu falar do Tree Ghost Camp?
Sim , me parece que seria uma facção composta por druidas e rangers, que tem por proposta proteger a Hight Florest.
Sim mais não tem somente esta finalidade. Ela tão protege a Greath Fhader Tree e trata-se de um acampamento.
Interessante.
Soubemos de seu empenho, em disseminar a proteção e preservação da vida selvagem, e gostaríamos de fazer-lhe um convite.
Um convite!?
Sim, gostaríamos que fizesse parte do nosso Camp.
Estou honrada com esse convite e de bom grado o aceito.
Rindariel, Gunther e Desidéria passaram um bom tempo conversando sobre diversos assuntos que tinham em comum. Até que as gnomas, que tinham visitado a sede da irmandade, a avistaram e acabaram por leva-la para longe deles com o intuito de apresentá-la a vários amigos.
Desidéria e Rindariel trocaram alguns olhares significativos durante o restante do festival e no final do dia, quando a luz do sol foi substituída pelas luminescências fluorescente de globos de luz. Desidéria encontrava-se em meio a varias crianças e outros clérigos contando e ouvindo historias.
Rindariel ao vê-la sorrindo, ficou de longe a observando e analisando cada gesto e cada expressão de sua amada amiga. Ela trajava um vestido Verde-escuro não muito bem ajustado a seu corpo, a julgar do decote meio frouxo que expunha o topo dos seios perfeitos, ao passo que o resto do corpete a apertava demais ate chegar a cintura fina. O manto negro caia pesado sobre sua compleição delicada, indo ate quase o chão misturando-se aos panos da saia que desciam acompanhando seus quadris estreitos.
Ela prendera novamente a cascata negra que pendia da cabeça, mas alguns fios de cabelo rebelde já escapavam, enfeitando-lhe as bochechas rosadas. Seus olhos verdes esmeralda brilhavam com indomável travessura, isso o enfeitiçava.
Desidéria mesmo distante sentiu-se observada e ao olhar encontrou um par de olhos, cuja cor lembra a prata azulada da lua plena. Ela levantou-se discretamente e foi na direção de seu observador e lá indagou com um sorriso.
Por que esta tão distante?
Eu observava uma ninfa que fugitiva.- respondeu como se expirasse enquanto a admirava.
Fugitiva? De onde?- Desidéria perguntou curiosa.
Dentre meus braços. – disse beijando-a calidamente.
Desejo puro percorreu-lhe as veias quando ele pareceu derreter-se contra seu peito, sem resistência. O beijo tornou-se mais carinhoso, apenas sugestivo quanto à paixão que aguardava para ser liberada. Reassumindo o auto controle que possuíam afastaram-se.
Melhor eu ir, já esta tarde.- disse Desidéria esticando o vestido com a palma das mãos.
Antes de decidir ir quero mostrar-lhe um lugar.
Onde?
É um pouco distante daqui, mas quero que conheça.
Está bem. Vamos.
Saíram do bosque e andaram por algum tempo., quando estavam próximos aos limites da cidade Desidéria pode avistar varias árvores muito frondosas. Ele a levou ate uma árvore cuja rua de acesso ao chegar nela bifurcava. Essa Arvore nascerá parte sobre uma grande rocha, seu tronco possivelmente necessitaria 10 homem de mãos dadas para circundar.
Então Rindariel o que gostaria de me mostrar?
Você já esteve em uma habitação élfica?
Já estive em habitações Drow e até anã, mas nunca estive em uma casa élfica.
Ele apegou pela mão e a levou ate uma escadaria, que Desidéria acompanhou com os olhos e pode ver que no alto da arvore havia uma casa. Ela passou o olhar pelas ouras arvores e viu varias outras casa.
São lindas.
Quero que conheça onde moro.
Rindariel.
É muito importante para mim.
Certo.
Dentro da casa de Rindariel, a moça ficou deslumbrada com o cuidado que era decorado. Os moveis da casa pareciam galhos que nasciam da arvore que haviam sido remodelados para serem usados. As demais coisas da casa eram entalhadas ou lapidadas com grande zelo.
Rindariel ofereceu-lhe uma cadeira para, que ela descansa-se da caminhada que fizera ate ali. Em seguida ele trouxe duas taças, muito bem lapidado com desenhos de folhagens, e uma botelha com as mesmas ramagens.
Pensei que morassem no Templo dos elfos.
Talvez porque a maior parte das vezes você me encontre no tempo de Mistra ou no bosque.
Sua casa é muito bonita. – disse Desidéria olhando envolta admirada.
Obrigado. Experimente isso é vinho élfico. – antes de passar o vinho para as mãos dela ele disse algo em élfico.
Desidéria não entendeu e disse:
Rindariel eu não compreendi o que disse. Não conheço seu idioma.
Eu disse que tudo para nos é um ritual, seja quando oferecemos água mentolada para os amigos ou vinho élfico para aqueles que estão dentro de nosso coração.
Desidéria sentiu o coração dispara e desviou os olhos dos dele, porém ele ergueu seu rosto com o no dos dedos e olhando diretamente para Desidéria.
Desidéria eu a quero muito. – disse Rindariel com os olhos obscurecidos pelo desejo.
Rindariel tomou-a entre os braços com um gemido a segurou de encontro ao peito. Ela ergue os olhos para mira-lhe a face e por um momento indescritível o tempo parou.
Rindariel leu neles o desejo e aproximou o rosto beijou-a. Ele acariciou-lhe as curvas dos quadris, era enloquecedor tê-la tão próxima. Porém não queria apressar-se. Pretendia aproveitar cada centímetro daquele que o atormentava desde conhecera.
Ele afastou os lábios dos de Desidéria e roçou-lhes na face. Desidéria despertava nele uma ternura que nem suspeitava poder sentir. Além da paixão que não podia negar.
Ele estremeceu e ansioso para vê-la sem túnica, pegou na barra e puxou-a para cima. Desidéria ergueu os braços para ajudá-lo e ele tirou as vestes pela cabeça. Rapidamente, ela tornou a encostar-se em Rindariel. Ele não soube precisar se era por ansiedade ou por timidez e também não se importou. Beijou-a mais uma vez nos lábios.
Desidéria teve um ligeiro sobressalto ao sentir o calor das mãos do elfo. Ele continuou a beijá-la e experimentou também um sobressalto de satisfação ao sentir que ela lhe tocava o peito por debaixo da túnica. Estremeceu de prazer e provocou-lhe os lábios, mordiscando-os e sugando-os com suavidade.
Rindariel não conteve o um gemido gutural de prazer e ouviu outro em resposta. A seguir, traçou um caminho de beijos da raiz do cabelo até a base do pescoço.
Ele afastou-se um pouco para tirar a túnica e, em seguida, tornou a abraçá-la. Desidéria sentiu a pele macia tocar na musculatura bem definida de Rindariel e constatou, de imediato, a pulsação acelerada. Atirou a cabeça para trás, quando ele lhe beijou o pescoço e o colo.
O coração de Desidéria batia forte e ela nunca havia se sentido tão suscetível a alguém. Arqueou os quadris, mesmo sem saber o que fazia. As mãos que o acariciavam no peito pareciam ter adquirido vontade própria.
Rindariel sentia-se cada vez mais tenso pelo toque e pela proximidade de Desidéria. Perturbava-se ao extremo com o perfume feminino e suave, com a pele aveludada. Com os braços trêmulos, deitou-a de costas no tapete macio. Ela parecia mais adorável que nunca. Uma mulher maravilhosa da cabeça aos pés. As curvas, sem exageros, eram sensuais ao extremo. Rindariel curvou a cabeça sobre o busto de Desidéria e ela se empinou sob ele, segurando-o com força.
Ele teve certeza que Desidéria era uma mulher especial em matéria de sabor, tato, sensibilidade e espirito.
A mente e o corpo de Desidéria estavam envoltos por ondulações contínuas de uma sensação deliciosa e desconhecida. Rindariel despertava nela emoções que a tronaram de uma maga contida, cujos sentimentos estavam adormecidos, em uma mulher apaixonada e feroz que não se importava com mais nada, a não ser com seu prazer.
Ela não o largava. Queria sentir sua pele, seu toque, seu cheiro. Até o som da respiração quente de Rindariel em sua orelha era excitante. Deslizou a mão sobre o tórax élfico perfeito, alcançou-lhe o pescoço firme e enlaçou os dedos nos cabelos longos, finos e prateados que lhe cobriam a nuca.
Rindariel reconheceu a urgência de Desidéria e sua própria resposta interior. Inclinou-se sobre um dos cotovelos, com a outra mão, acariciou-lhe o ventre. Sentiu-a estremecer e continuou o trajeto para baixo. Sentindo-a suspender a respiração, ele engoliu em seco. Não lembrava de haver sentido um desejo tão violento por uma mulher ou elfa.
Tornou a beijá-la, e ela correspondeu com lábios quentes, molhados e ansiosos. Rindariel sentiu o latejar de sua masculinidade em resposta. Ele fechou os olhos e inspirou profundamente. Mas quando Desidéria murmurou seu nome mais uma vez, Rindariel entendeu que não poderia mais esperar.
Sem abandonar-lhe os lábios, moveu-se para cima de Desidéria e deslizou por entre as coxas sedosas. Hesitando por algum instante frente ao obstáculo imposto pela natureza e superando-o logo em seguida.
Desidéria deu um grito sufocado e ele quedou-se imóvel.
Por favor, perdoe me eu não pretendia causa-lhe nenhum sofrimento.
Desidéria não podia negar que o ato fosse doloroso. Porém a ânsia que a consumia era muito mais compulsiva que qualquer dor que pudesse sentir. Frustrada, beijou-o e apertou-o com maior energia contra si.
Então eles se amaram durante toda à noite deixando serem consumidos pela paixão enloquecedora.
Desidéria despertou com o canto das aves locais, o dia já passava da metade. Estava deitada em uma cama muito macia e envoltas em lençóis, tão finos e sedosos que lembravam a brisa tocando sua pele. Ela ergue-se um pouco tirando os cabelos que lhe caiam a face, olhando em volta tentando saber onde estava.
Sabia que tinha estado com Rindariel na sala, recordou-se do que fizera e corou. Sentia-se satisfeita apesar de dolorida, porém ainda perguntava-se como viera parar na cama.
Que bom que tenha acordado!
Desidéria assustou-se e puxando o lençol para esconder o corpo, olhou para a porta para saber quem era.
Não sei por esconde o corpo.- disse Rindariel sentando-se, nu da cintura para cima, ao lado dela e trazendo as mãos, uma bandeja com frutas e leite para ela. – eu prefiro quando esta ao natural.
Desidéria sorriu maliciosa e inclinando o corpo na direção dele disse:
Sei disso, eu tão bem prefiro você assim.
Rindariel sorriu e beijo-lhe com suavidade.
Como vim para aqui? – Desidéria perguntou-lhe curiosa.
Não se lembra?- Perguntou com um sorriso significativo
Não.- disse ao pegar uma das frutas que estava na bandeja sobre a cama.
Isso acontece algumas vezes quando se toma um pouco de vinho élfico a mais.- disse ele acariciando o inicio dos seios de Desidéria e puxando o lençol para deixá-los exposto.
Rindariel? – disse ela evitando que ele fizesse isso.
O que há?
Acho melhor não?- disse levantando-se e procurando suas vestes.
Não o que? Que saiba não estou fazendo nada. – disse levanta do as mãos com ar de inocência.
Já esta tarde, tenho que ir. Onde estão minhas roupas? – disse olhando para Rindariel.
Você não lembra o que fez com elas?- Rindariel falou com ar sério.
N-Não. ... o-o que eu fiz.- disse Desidéria apreensiva pelo que poderia haver feito.
Você as rasgou e jogou pela janela, assim como fez com parte das minhas roupas.
Ela sentou-se à beira da cama com desalento, segurando o lençol que envolvia até a altura dos seios, pois não imaginara que pudera enlouquecer tanto em uma noite. Rindariel a enlaçou com um dos braços num gesto de consolo e disse sério:
Nunca imaginei que fosse tão fosse tão fogosa quando entregue a seus desejos.
Desidéria encarou o chão escondendo parte da face com uma das mãos e disse incrédula:
Eu nunca...quer dizer... como eu posso...
Rindariel ergueu lhe a face e beijou-lhe o lábio dizendo em seguida com ar de graça:
Eu estava brincando, sua boba.
Uma semana depois o pesadelo que tivera antes do festival, persistia em atormentá-la. Noite após noite o mesmo sonho com poucas variações. Comentara com Rindariel, no entanto, ela não soube orienta-la.
Ela recebeu uma mensagem de Günther que o dia do ritual que sua aceitação no Tree Ghost Camp seria quando a lua de Sêlune completasse seu ciclo.
Na data marcada, aos pés de um Carvalho milenar, vários druidas entre elfos, humanos e outros seres entoavam cânticos de louvores a Silvanus, Chantia e Mieliki. Os pisca-piscas das luzes de pequenas fadas e pirilampos bailavam no ar em harmonia a voz de todos os presentes.
Desidéria viu três Treents aproximassem lentamente, suas vozes eram como o vento quando passam pelos caniços a beira do lago. Ela podia sentir a magia pulsando em tudo a sua volta. No meio da clareira onde se realizava o ritual uma energia caminhou em volta de todos, cada um era tocado por ela, sentia-se dominado por uma grande euforia, era como se a florestas e todos que estavam ali fossem um só.
Este ritual demorou, mais ou menos duas horas, após Desidéria ter passado pelo ritual iniciou uma grande festividade comemorando o ingresso de um novo membro ao Tree Ghost Camp.
Uma druidisa de nome Halla Spirt Wolk se ofereceu para ensinar-lhe os segredos do Camp . Essa druidisa era uma mulher de traços marcante, bem mais alta que Desidéria. Seus olhos tinham um brilho que parecia adentrar na alma de todos que ela encara-se.
Durante a festa Mardislak logo se entreteve com duas druidisas que simpatizaram com ele. Desidéria estava muito feliz, podia sentir toda a vida naquele local pulsando intensamente. Após ter dançado bastante parou para descansar junto a uma das grandes arvores, cujas raízes sobressaltavam da terra formando um banco.
Enquanto descansava não percebeu que um dos Treents havia se aproximado dela. Até que ouviu como um assobio sonoro de uma flauta, porem lhe dizendo:
"Sois aquela quem chamam de Desidéria,a Bruxa Mascarada".
"Sim, sou eu. Grande sábio".- recuperando-se do susto que tomara.
"Quero pedir te que venhas até este mesmo local dentro de dois ciclos lunares, pois quero pedir-te algo." - disse calmamente.
Seu aspecto era de um salgueiro muito velhos, cuja casca já estava tomada por orelhas de sapos e musgo. De suas ramagens pendiam longos cipós, tanto secos como verdes. Seus movimentos eram lentos como se ritmados pela brisa que soprava por entre seus galhos.
Desidéria curiosa para saber o que se tratava tal pedido disse:
"O que necessita, estou a vosso dispor".
- "Não... tens que aprender um pouco mais, pois tens tempo jovem humana. "
Ao dizer isso se afastou sem maiores explicações. Vendo a parada Rindariel aproximou-se trazendo dois cálices e oferecendo um para ele disse:
Já cansou?! Gostaria de beber algo?
Sim, fazia muito tempo que não me divertia tanto.
Pensei que durante o festival de Silvanus, houvesse divertido.
Sim, me diverti. Mas não sei como explicar.
Entendo. Eu vi um Treent aproximando-se e não quis interromper.
É, mas mesmo que tivesses vindo não teria interrompido nada.
Como assim?
Ele pediu que ele retornasse aqui depois de dois ciclos de Sêlune, pois ele disse que eu ainda tinha muito a aprender, antes que ele pudesse me pedir algo. – disse Desidéria com um ar conformado.
Compreendo. – ponderou Rindariel, enquanto afagava uma madeixa do cabelo da bruxa, que havia escapado da grossa traça.
Desidéria bebeu um gole do vinho de sabor doce e bem suave e exclamou:
Que vinho saboroso!... OPS! Esse não é aquele vinho élfico, ou é?
Rindariel deu um sorriso maroto e a beijou. Não demorou muito para que Desidéria visse as coisas mais iluminadas do que já estavam, sendo tomada por uma felicidade ainda maior que aquela que sentira durante o ritual.
E assim a festa decorreu sob a vigia Sêlune.
