A pior "madrinha do Século
Capítulo quatro - Novidade
No dia seguinte o despertador soou irritantemente sem parar por meia hora. Giovanna não queria que Roy fosse, mas ele sabia que se não fosse teria que dar boas desculpas depois. Riza saberia exatamente o motivo do atraso.
- Eu tenho que ir, quarta que vem podemos ter um segundo hound.
- Hum, eu adoraria. As roupas estão no lugar de sempre?
- Sim. Bom dia Docinho.
Ele se levantou e levou a mesma rotina do mesmo dia, correria e mais correria para conseguir chegar com uma hora de atraso.
Hughes foi o primeiro que ele viu no quartel naquela manhã.
- Hughes, faz um enorme favor pra mim?
- O que?
- Fala que eu tava na sua sala?
- O que?! Jamais! Desse jeito vão começar a falar coisas de mim.
- Por favor!
- Ela está bem alegre hoje, acho que não vai se importar.
- Hunf... Obrigado, melhor amigo.
- Nada não. – Ele sorriu e continuou sua rota, Roy pegou o caminho inverso para chegar no escritório.
Por incrível que pareça não houve tiros, Riza estava entretida preenchendo fichas. Mas desde quando ela preenchia fichas? Geralmente ela vistoriava e dava pra ele preencher...
- Bom dia pessoal...
- Está atrasado. – Ela disse sem desviar os olhos do papel.
- Eu sei... Os problemas de sempre. Hoje é quarta.
- Ah, Giovanna. Sua simpática vizinha.
- Isso. – Ele sorriu, sabia que Riza conhecia a maioria das mulheres com quem saía, mas ela não estava olhando pra ele com aquele ar de riso como sempre fazia, continuava com os olhos fixos no papel.
Ele apontou para ela olhando para os outros, como se quisesse saber o motivo de tanta concentração, eles deram ombros, também não sabiam.
- É feio apontar, Coronel. Dei folga pro Fuery, ele merece pelo que fez, estou no lugar dele.
Roy ficou sem graça, ele geralmente não apontava... Mas tinha que começar o serviço, apesar do comportamento estranho de Riza, ele já tinha duas pilhas para começar o dia.
- Hum... Onde estão... – Ele queria puxar conversa, mesmo sabendo onde estavam as pilhas.
- Sua mesa, preencha a pilha esquerda. A direita você pode deixar pra amanhã.
- Er, certo.
Ele foi para a sua mesa, ainda curioso pelas reações dela. O que havia acontecido naquela reunião afinal?
Eram 11 horas e ela ainda não tinha comentado nada, ele estava quase explodindo tentando encontrar a possibilidade mais apropriada, mas havia muitas.
O sinal do almoço bateu, todos foram saindo da sala, inclusive ela. Roy achou aquilo o cúmulo, desde quando não almoçavam juntos? Correu até Riza e lhe puxou o braço.
- Hey, temos que conversar... Estou cheio de perguntas.
- Quer ir ao antiquário hoje á tarde? Podemos pegar uma licença, lá eu te explico tudo, prometo.
- E desde quando eu recusei sair com você?
- Ok, te vejo na frente do quartel ás quatro. Eu dirijo!
- Hum, onde você vai?
- Preciso entregar esses papéis, tenho outra reunião hoje. Agora.
- Mas e o nosso almoço?
- À tarde eu te conto, você vai vibrar!
- Eu acho que quem está vibrando de alegria e bom-humor aqui é você.
- Porque é irrecusável! É perfeito! Tenho que ir, almoce com os garotos. Desculpe por hoje, mas é que vale a pena! – Ela estava quase voando de empolgação, deu um beijo no rosto dele e saiu correndo.
Ele pôs a mão no rosto, no lugar onde ela havia beijado, porque algo o dizia que aquela novidade não ia ser tão boa assim?
"Pare de ser idiota, o que é bom pra ela é pra você."
- Hey Mustang, não vai almoçar? – Gritou Havoc do outro lado do corredor. – Vem com a gente, vamos almoçar ali no Yard!
- Ah, to indo! – Roy foi correndo atrás dos amigos.
O resto do dia foi uma tortura, Roy não conseguia se concentrar e nada parecia bom o suficiente para distraí-lo. Riza não havia aparecido depois do almoço, mas ele sabia que se ela fosse furar ia avisá-lo antes.
Mas ás quatro horas, lá estava ela, esperando por ele dentro do carro, um sorriso de ponta á ponta.
Ele entrou no carro e a primeira coisa que perguntou foi:
- Já pode me contar?
- Não. Vou te contar no antiquário.
- Ah, porque no antiquário?
- Eu gosto de lá. É um lugar bom pra relembrar as coisas.
- Hum. – Ele não tinha gostado dessa parte.
Quando chegaram no antiquário Riza foi direto para a parte de presentes, Roy estranhou com isso.
- Porque estamos na parte de presentes? A gente não ia só ver a parte histórica de novo?
- Ai, ok, eu te conto! Eu vim aqui no antiquário porque eu preciso comprar uma coisa e eu preciso que você me ajude.
- Que coisa?
- Presente.
- Do que?
- Ai Roy, que lerdo! Lembra que eu disse que o Fuery tinha pego o Hayate emprestado e que eu tinha dado hoje de folga pra ele porque ele merecia?
- O que tem o Fuery a ver com isso?
- Ele pediu a Shieska em casamento! Ele colocou a aliança na coleira do Hayate!
- AH! Sério?!? Essa era a novidade?
- Sim e Não... Ele apareceu em casa ás sete horas com o Hayate e disse que tudo tinha ido muito bem, eu fiquei tão feliz por ele!
- E quando eles vão...
- Sábado!
- SÁBADO?
- É. Não pretendem convidar muuuita gente, e sábado é feriado militar, vai emendar com sexta e a gente não vai ter que trabalhar!
- Meu deus, porque nunca ninguém me avisa antes?
- Você que não presta atenção, está em todos os nossos calendários... A propósito, você tem um em cima da mesa, devia checar de vez em quando...
- Ai ai ai... Vai ser minha acompanhante, certo?
- Mas e as suas garotas?
- Você é a que eu levo nos casamentos e mostro pra sociedade. – Ele sorriu.
- Idiota... Eu não faço parte do seu esquema de dias e feriados.
- Não, mas você é a minha amiga quebra galho.
- E desde quando você precisou de quebra galhos com mulheres?
- Hum, desde agora. Vai comigo? Por favor? Eu fico de joelhos se você quiser...
Riza riu e fez silêncio.
- Por favor, não fique em silêncio, ele é a pior resposta, dê um sim ou não logo!
- Tudo bem... Eu vou... Também não tenho ninguém pra ir...
- Ótimo! Mas então, me trouxe só pra comprar o presente e contar isso?
- Hum, não! Mas isso é uma boa parcela, ainda não contei nada da reunião... Vamos...
Eles passaram o resto da tarde no antiquário, procurando algum presente e se divertindo com o monte de velharias. Roy até esqueceu da reunião que ela havia tido.
- Quando você vai atrás das coisas do casamento?
- Na sexta, só preciso de sapatos novos. Também vou pegar Hayate e dar uma passeada.
- Hum, posso ir? Preciso de ar fresco...
- Tudo bem, ás 9 horas no parque central, lugar de sempre.
- Nove? Que maníaco acorda ás 9?
- Eu! Seu pior pesadelo! HÁ HÁ HÁ HÁ HÁ!
- Isso deu medo, sabia? – Roy fez um bico.
- Era a intenção! HÁ HÁ HÁ HÁ HÁ HÁ.
- Você está me dando medo. É sério. Muito açúcar? Influência da velharia?
- Não, só estou brincando. Sexta ás nove horas. Te vejo lá?
- Hum, ok! Até lá! – Ele sorriu para Riza.
- A propósito, qual é a garota de hoje á noite?
- Hoje eu saio com os caras, é dia livre, mulher aleatória.
- Hum, que graça. Não se esqueça que você tem que acordar antes do meio dia, seu turno começa á uma.
- E o seu ás 7... Odeio quintas, esse horário picado. Você vai de manhã, eu vou á tarde, é difícil preencher relatórios quando o Havoc organiza.
- Já deixei uma boa pilha separada pra amanhã, lembra?
- Ah, não me lembre.
- HÁ HÁ HÁ... – Ela recomeçou a risada maníaca.
Ele tapou a boca dela com uma mão e a inclinou com a outra.
- Já disse que essa risada me dá medo. Por favor.
Ela sorriu, ambos se despediram e cada um seguiu seu rumo. Riza tinha que admitir que ficou sem ar.
N/A: Hey, estamos chegando no Natal e eu achei que devia atualizar pelo menos uma fic pra vocês. Já vou avisando que as festas de fim de ano costumam me parar um pouco, mas eu voltarei com novidades. Isso é certeza. Espero que tenham gostado desse capítulo tanto quanto eu, e aí vai um spoiler pra vocês, o casamento vai ser MARA. Bjomeliga, Makika.
Ah, e leiam a especial de Natal, tem uma mensagem bonita pra todo mundo, feliz natal e um ÓTIMO ano novo ;D
