EYES OF FREEDOM
CAPÍTULO IV
"Às vezes tomamos decisões das quais nos arrependemos pelo resto da vida. E às vezes nos arrependemos por não termos tomados certas decisões. O que alguns de vocês estão planejando fazer assim que eu os liberar é perigoso, mas seja lá qual o caminho que vocês escolheram, espero que não se arrependam depois."
Toshihiro Urameshi, professor de Introdução ao Pensamento Filosófico
Para ir do campus das Humanas até o campus do centro, era necessário pegar um ônibus especial que ligava todos os campus da Universidade Federal da Capital, a UFC. Com o intuito de não chamar muita atenção, os quinze estudantes que aceitaram participar do protesto se dividiram em grupos ainda na parada. Vladmir, Nathaliya e Isaac foram à frente com outras cinco pessoas, enquanto Felipe, Luiz e Cristiano tiveram que esperar o ônibus seguinte em companhia de mais quatro estudantes, dois homens e duas mulheres.
- Prazer em conhecer, eu sou Felipe da Silva! – o bebê do campus tomou a iniciativa de iniciar as apresentações. Se eles fariam parte de uma mesma manifestação e muito provavelmente passariam a discutir política clandestinamente ou participar do grupo de resistência, eles precisavam se conhecer e se entrosar o mais rápido possível.
- Sou Ann. – Disse uma das garotas. Ela usava um chapéu pontudo verde um com pena vermelha, o que indicava que ela era aluna da arquitetura. Felipe reconheceu-a como sendo a menina que brigava usando o olhar durante a aula de Satsuki Kinomoto. – E esse é o meu noivo John Willians. Ele faz história, como pode ver por essa faixa ridícula na cabeça dele.
Ann, a primeira vista, parecia um tanto enérgica demais, do tipo durona. John cumprimentou timidamente o trio de Felipe. Ele parecia apavorado, com medo da noiva ou algo assim. Era o garoto do cabelo manchado vítima do olhar mortífero de Ann. Julgando por sua atitude tímida, era mais provável que John tivesse sido arrastado para o protesto do que ter escolhido ir por conta própria.
- Me chamo Elizabeth Edwards. – Disse a outra garota, também do curso de arquitetura. Ela tinha o cabelo levemente crespo preso em um rabo de cavalo, era a garota que olhava fixamente para a professora enquanto esta falava sem parar. Seu corpo era pequeno e leve, parecia ser frágil, embora o olhar extremamente expressivo e um tanto alucinado da garota fizessem parecer que isso não era exatamente verdade.
- E eu me chamo Ken Urashima. – O último do quarteto a se apresentar era o garoto estranho que usava calça boca-de-sino verde limão, camisa gola pólo laranja e um colete xadrez vermelho e verde. Entre todos os presentes, era o que demonstrava mais ansiedade, parecia a ponto de ter um ataque histérico. – Prazer em conhecer.
- Prazer em conhecer vocês. Me chamo Luiz Schester. – O príncipe da Baviera foi o próximo a se apresentar.
- Você não é daqui, é? – Perguntou Ann, examinando curiosamente as feições de Luiz, tão gritantemente diferente das suas.
- Não. Eu sou do Reino da Baviera, estou aqui como estudante de intercâmbio. – O loiro respondeu, falando com orgulho o nome de seu país.
- Ele é um príncipe! – Exclamou Felipe, empurrando o amigo para mais perto do quarteto recém-apresentado. – Isso não é legal?
- Nossa! E o que um príncipe estaria fazendo no meio de um bando de... estudantes diferenciados? – Perguntou Elizabeth, se aproximando do jovem de sangue real, aproveitando a deixa de Felipe. Todos sabiam que estudantes diferenciados era o mesmo que estudantes subversivos.
- Eu não gosto de injustiças, não consigo tolerar esse tipo de coisa. Fora que lutar está no sangue de todos nós no reino. Minha família lutou muito para que as terras que hoje formam o Reino da Baviera se unificassem.
Com a chegada do ônibus, o grupo se calou. A tensão finalmente começou a invadi-los, trazendo junto com ela uma boa dose de excitação. Para Felipe, o sentimento de finalmente estar fazendo algo útil para sua pátria era a melhor sensação que ele já tivera na vida. Sentia-se mais vivo do que nunca, pronto para enfrentar qualquer policial, armado ou não, que ousasse se colocar em seu caminho. Enquanto via a paisagem da janela mudar lentamente do ambiente rural para o urbano, cada vez mais a certeza de que estava fazendo a coisa certa o dominava.
Cinco camburões da PPN levavam os oficiais para o campo de batalha. Em cada um deles, cerca de vinte homens armados, prontos para o confronto com os manifestantes que, eles acreditavam, tinham munição para acabar com um exército inteiro. Essa informação, diziam os oficiais do alto escalação, havia sido passada a Ozuma, Yuriy e Kai por um oficial de extrema confiança, embora ninguém soubesse apontar com precisão que oficial seria esse.
Koichi Yuy estava no primeiro camburão, junto com os membros mais poderosos dos esquadrões quatro e cinco. Lai Chou, o líder do quarto esquadrão, fora nomeado o chefe desta operação, e para apóia-lo contava com a vice-líder de seu esquadrão, Mao Kon, seu terceiro oficial, Gao, um homem gigantesco do porte de um urso, e o quarto oficial, Kiki, pequeno e esguio, muito ágil. Nesta missão, especialmente, também comandaria as ações do vice-líder do quinto esquadrão, Dunga – loiro, de pele morena e cara de poucos amigos – e seus terceiro e quarto oficiais, Marian e Jusuf, uma dupla de irmãos espiões que alcançaram a fama dentro da PPN por seu trabalho em equipe e capacidade de se disfarçar. Havia ainda outros homens e mulheres dentro daquele camburão, e a maioria lançava olhares pouco amistosos para o único oficial do primeiro esquadrão entre eles, como se lhe perguntassem o que um intruso estaria fazendo naquele meio. Não que ele se importasse, realmente.
- Lembrem-se, vocês não podem ter piedade. – Ao perceber que estavam chegado à biblioteca, Lai levantou-se para falar a seus homens. Um sistema de rádio permitia que os homens dos outros camburões também o escutassem. – Apesar de serem apenas estudantes, eles são perigosos, e treinaram muito para esse dia. Eles querem nos derrubar, nos enfraquecer, mas nós não vamos cair! Somos as forças combinadas do quarto e quinto esquadrões, os especialistas em combates e os cérebros mais brilhantes de toda a PPN! Quando vocês saírem desse camburão, lembrem-se porquê e por quem lutam, e dêem sua alma em nome de nosso grande general Kai Hiwatari!
Os oficiais soltaram vivas entusiasmadas ao final do discurso do comandante. Já era possível ver a biblioteca logo à frente deles, e o aglomerado de cerca de cinqüenta jovens com faixas e cartazes contra a censura dos livros escolares parada na frente dela, provavelmente gritando palavras de protesto. Não pareciam armados nem perigosos na visão de Koichi, porém ele tinha ordens de prender ao menos um deles, e era isso que faria, pelo menos dessa vez.
- Oficial Yuy, não se esqueça do porquê de você estar aqui. – Lai aproximou-se de Koichi um pouco antes da parada do camburão, sussurrando as palavras em seu ouvido para que ninguém mais pudesse escutar. – Quando o tumulto começar, eu quero que você observe bem todos os estudantes e escolha como alvo o mais fraco e mais hesitante entre eles. Nessas manifestações sempre há alguém que foi arrastado a força. Quero que você pegue esse alguém e fique com ele até chegarmos na base. Depois disso, deixe-o com alguém do décimo esquadrão e vá apresentar seu relatório a Yuriy. Fui claro?
- Sim, senhor. – Respondeu Koichi, sério. Logo em seguida, a porta se abriu, liberando os quase cem oficiais e dando início ao confronto.
- Kai, você acha que isso foi mesmo certo? – A voz de Takao ecoou na sala de reuniões. O ministro da Educação e Cultura entrou sem avisar, deixando que a porta batesse atrás de si. Na sala, além do próprio general, encontravam-se reunidos Max, Ozuma, Yuriy, Zeo e Kyoujuu.
- Do que você está falando, Takao? – Para quem acabara de ter a sala invadida inesperadamente, Kai estava relativamente tranqüilo, de costas para seu ministro. Os outros membros da mesa apenas observavam, em silêncio.
- Daquela informação de que os manifestantes da biblioteca estariam armados até os dentes! Onde foi que vocês conseguiram ela? – Perguntou o ministro, exasperado. Seu cabelo estava mais bagunçado que nunca, a camisa para fora da calça, o terno, aberto e o nó da gravata, desatado quase completamente.
- A informação saiu do meu departamento, Ministro Kinomiya. – Respondeu Ozuma, sério. – Um de meus oficiais a entregou para mim, e eu prontamente notifiquei o general. Não há nada de errado com...
- Nada de errado? Então quer dizer que se eu perguntar quem é que te deu essa informação, vou receber nome, telefone, número da identidade e código postal do fulano, é?
- Essa é uma informação confidencial, um segredo que deve permanecer apenas entre nós. – Apesar dos gritos escandalosos de Takao, Ozuma permanecia calmo e frio, como sempre. Manter essa postura era o segredo de seu sucesso profissional, o líder do quinto esquadrão era capaz de desestabilizar qualquer inimigo com essa arma.
- Não minta pra mim, Ozuma! Acha que eu não sei que foi você que provavelmente inventou essa informação pra arranjar um motivo para enviar nossos melhores soldados pra impedir um grupo de estudantes desarmados de fazer alguma coisa? Isso é covardia!
- Rebeldes precisam ser reprimidos. Essa é a regra. – Yuriy se meteu na discussão. Kyoujuu e Max continuavam calados, apreensivos, e Kai apenas observava, como se nada daquilo tivesse relação com ele.
- Isso eu sei! Mas... desse jeito... não é um pouco extremo? – Takao pareceu se acalmar um pouco, relaxando os ombros e baixando o tom de voz.
- Se deixarmos que isso continue, o grupo deles vai crescer, se organizar, e aí sim o boato que criamos vai se tornar verdadeiro. – Foi Zeo quem falou, assumindo que podia também participar da discussão depois da intromissão de Yuriy.
- Enviei um de meus homens para capturar um dos rebeldes. – Anunciou Yuriy – Se tudo correr bem, teremos os nomes de todos eles em nossas mãos sem ter que esperar muito, e aqueles que sobreviverem ao protesto serão severamente punidos para dar o exemplo.
- Eu sinceramente espero que tudo corra bem. – Dizendo isto, Takao se retirou da sala de reuniões, deixando os outros livres para discutirem o que fazer com os presos, os mortos, os feridos e os fugitivos.
- Eles estão chegando!
O grito de Vladmir chamou a atenção do grupo de estudantes, espalhando a tensão ao redor deles. Os piores medos do líder da revolta se tornaram realidade, e era preciso pensar em uma maneira não de escapar sem lutar, mas de mostrar para as pessoas na rua que havia muito mais naquele país do que as boas notícias sobre o milagre econômico, os seriados cômicos e as novelas românticas que passavam na televisão. A decisão veio rápido: com um balançar de sua bandeira, o futuro engenheiro fez com que seus colegas virassem as faixas de protestos e bandeiras na direção dos policiais. Se fosse necessário se defender, aquelas seriam as suas armas e escudos.
- Preparem-se para o choque! – Gritou Nathaliya. Sua voz era surpreendentemente alta e firme para uma mulher, e passava tanta autoridade quanto a do líder Vladmir. – Eles vão vir com tudo!
Ao lado de Felipe, Cristiano tremeu ao ouvir as palavras da loira. Tudo que ele não queria que acontecesse estava acontecendo, e ele não via chances de escapar.
- Felipe... eu to com medo...
- Fica calmo, Cristiano, eu vou te proteger, prometo. – O estudante de sociologia encarou o colega nos olhos, a voz firme dizendo coisas que ele não sabia se poderia cumprir, mas que deviam ser cumpridas. Era estranho pensar que ele, um estudante de dezesseis anos e um metro e sessenta e cinco de altura que ainda devia estar na escola prometera proteger um colega mais velho e mais alto. Cristiano, porém, estava tão amedrontado que parecia uma criança bem pequena ao se perder da mãe, e realmente precisava de proteção.
- Parece que estamos encrencados... – Sussurrou Luiz do outro lado de Felipe. Apesar de sua fala, havia um sorriso em seus lábios, e ele segurava sua bandeira como se fosse uma lança, pronto para lutar até o fim se fosse preciso, como faziam os guerreiros de seu país.
As dezenas de homens e mulheres saltaram do camburão, alguns deles atirando para o alto, outros mirando diretamente na multidão. Logo de cara, pelo menos cinco estudantes tombaram no chão, sem se levantar. Rapidamente cercados, os que tentavam furar o bloqueio era rapidamente aniquilados. Em uma ordem desesperada, Vladmir ordenou o avanço conjunto de suas "tropas", sentindo em seu próprio corpo as balas que atingiam os companheiros da linha de frente. Eles serviram de escudo para os demais, e os pedaços de pau e tecido das bandeiras e das faixas milagrosamente desarmaram alguns dos oficiais.
A batalha com dimensões de massacre se espalhou pela rua. Alguns pedestres, atingidos por balas perdidas, deitaram no chão buscando proteção. O terror tomou conta da população uma vez que os oficiais que deveriam protegê-los estavam praticamente atirando contra eles. Os gritos vinham de todos os lugares, desde a esquina de uma pequena rua a duas quadras do confronto até a frente de batalha, onde os poucos estudantes que ainda restavam eram vencidos um por um, derrotados pelo pesado armamento militar.
Koichi escolheu essa hora para agir. Havia pouco mais de uma dezena de sobreviventes, ou pelo menos era esse o número de estudantes que ainda estava em pé. Passando os olhos rapidamente pelo cenário da batalha, assistiu a uma cena impressionante: com apenas um pedaço de madeira quebrado, um garoto de cabelos castanhos, topete desarrumado, cara de criança ainda, lutava contra quatro oficiais ao mesmo tempo, e atrás dele um outro garoto, mais alto, porém mais apavorado, encolhido sem conseguir fazer nada. Não era impressão, o garoto menor estava protegendo o maior. Se era assim, então ele havia acabado de encontrar seu alvo.
Sua velocidade era excepcional, mesmo entre outros oficiais treinados. Focando apenas sua missão, Koichi empurrou para o lado dois dos oficiais que cercava a dupla e agarrou seu alvo pelas costas. O outro estudante sentiu o que estava acontecendo e virou-se para defender o amigo.
- Solta o Cristiano, seu capacho de ditador! – Com toda a força que possuía, o estudante avançou para cima dele, sem medo de ser ferido ou algo pior. Koichi segurou seu refém com a mão direita enquanto usava a esquerda para se defender dos golpes de seu novo oponente. Para um simples estudante, ele até que não era mal lutador. – Eu jurei que ia defendê-lo e é isso que eu vou fazer, custe o que custar!
A investida seguinte de Felipe foi particularmente certeira, furando a mão de Koichi. Animado pelo sucesso, o estudante de sociologia continuou atacando, mirando no outro braço de seu oponente. O oficial, porém, viu nesse ataque a hora de encerrar a luta, aplicando uma rasteira no rival.
- Você lutou bem, mas eu tenho que cumprir a minha missão. – Disse ele, encarando o outro uma última vez antes de virar as costas retornar ao camburão.
- VOCÊ VAI VER! ESSA NÃO É A ÚLTIMA VEZ QUE NOS ENCONTRAMOS, ESTÁ OUVINDO? VOCÊ AINDA VAI OUVIR FALAR E MUITO DE FELIPE DA SILVA! GUARDE ESSE NOME PORQUE É ELE QUE VAI TRAZER A SUA RUÍNA!
Para alguém que acabara de ser derrotado, o tal Felipe até que tinha uma voz bem alta. Koichi ouviu os gritos do inimigo, porém não parou de correr. Cristiano estava seguro em seus braços, desmaiado por causa do choque.
- Já temos o que queremos, vamos embora! – Ao ver o oficial do primeiro esquadrão se aproximando, Lai chamou seus homens de volta aos camburões. Eram realmente poucos os estudantes que ainda restavam, e ao julgar pela gravidade de suas feridas, provavelmente não sobreviveram ou ficariam para sempre incapacitados de organizar outra manifestação como aquela.
Sem energia para se levantar, Felipe não pôde fazer nada enquanto observava os camburões partirem levando seu amigo. Seu corpo doía por inteiro com o esforço das lutas, e o sentimento de que falhara com um amigo tornava tudo ainda pior. Ao lembrar-se de que foram suas palavras que convenceram Cristiano a participar da manifestação, sua cabeça praticamente explodiu, e a última coisa que ele viu antes de perder os sentidos foi um vulto vestido de branco se aproximando rapidamente.
Massacre de estudantes... um tanto cruel, não?
É só o começo.
O que vai acontecer com o Cristiano? E quem é o vulto que Felipe viu? Teria sido apenas um delírio, ou era uma imagem real? O que aconteceu com os outros estudantes?
Respostas no próximo capítulo...
Ou pelo menos algumas delas... XD
Mudando de assunto...
Hoje, 31 de março de 2007, é o aniversário do golpe militar no Brasil. Não é uma data que deva ser comemorada, mas também não é uma data a ser esquecida. É um período recente na história do país, em 1964 meu pai tinha quatro anos e minha mãe ainda naõ tinha nascido. Foi a geraçaõ deles que viveu esse tempo, um longo período de 21 anos que teve momentos de dura repressão, torturas, censura, até que anistia geral, imposta em 1979, permitisse a volta dos refugiados políticos, ao mesmo tempo em que perdoava os crimes cometidos pelos militares. A reabertura do regime político do Brasil se deu de forma gradual a partir daí, com o primeiro presidente se elegendo em 1985. Tancredo morreu antes da posse, e todos sabem que José Sarney não foi o melhor presidente que podíamos ter tido...
Enfim, isso tudo foi só pra dizer que eu, como estudante de história, gosto bastante desse período da nossa história, que corresponde com o período da Guerra Fria no resto do mundo, e foi largamente iniciada por ela (leia-se: Estados Unidos apoiaram o Golpe de 64 pra evitar que o Brasil fosse uma nova Cuba, assim como apoiaram vários outros golpes em outros países da América Latina, e isso foi só o começo). Essa fic, apesar de se passar em uma espécie de universo alternativo, com países fictícios e tudo mais, surgiu depois de uma maratona de três noites assistindo a uma minissérie que falava sobre esse período, sendo o personagem principal um militando da esquerda bem radical.
Daqui para a frente, as coisas tendem a ficar piores para os revoltosos, apesar dos reforços bem-vindos. A primeira parte da fic está perto de se encerrar, e na segunda parte um novo personagem vai ser acrescentado à trama, justificando o título dela.
Hum... escrevi demais de novo... Mas acho que não posso evitar...
Até o próximo capítulo,
James Hiwatari
