Passado: 6 anos mais tarde – Dia seguinte a vitória sobre clã Oyuki:
O dia estava agradável, Madara já estava próximo da cachoeira onde havia deixado Sakuya, seu maior desejo era de que ela ainda estivesse ali, quando se aproximava do final da mata ciliar foi quando conseguiu começar a enxergar a cachoeira. E perto das margens do rio, que era formado pelo desembocar da cachoeira, estava a doce garota que lhe prendia a atenção, mais uma vez seu coração disparou e ele se manteve no mesmo lugar apenas a observando. Seus pensamentos viraram uma bagunça, não sabia o que dizer, ou como se aproximar, se deveria questiona-la sobre o beijo da noite passada, ou apenas fingir que nada aconteceu, era nessas horas que ele percebia o quanto o irmão lidava melhor com situações do tipo.
Um forte barulho de água vindo do rio fez com que os pensamentos do Uchiha desaparecerem, na mesma hora seus olhos acompanharam o caminho da água para saber o que estava acontecendo e essa foi a primeira vez que viu Sakuya usando seu Kekkei Genkai. Algumas estacas de gelo, extremamente pontiagudas, saíram do fundo do rio pescando alguns peixes, a técnica o deixou muito impressionado.
- Então, esse é o seu Kekkei Genkai?
Sem se dar conta as palavras haviam saído de sua boca e Sakuya se virou surpresa.
- Má-chan!
Ela correu rapidamente em direção a ele e o abraçou fortemente que quase o fez cair para trás. Seu semblante transbordava alegria, como sempre havia um sorriso em seu rosto, o Uchiha não conseguia compreender como a garota podia estar feliz mesmo nas piores circunstâncias, aquilo o intrigava profundamente e tal vez um dia descobrisse o porquê. Sakuya pegou na mão do garoto e o puxou até a beira do rio, onde ele pode ver claramente as estacas de gelo que haviam pescado os peixes.
- É muito interessante... – ele disse examinando melhor.
- Você está com fome?
A pergunta o fez lembrar de que não havia comido por horas, seu estomago estava se contorcendo e prestes a denuncia-lo fazendo um alto barulho, então antes que o mesmo roncasse decidiu aceitar o convite.
- É... – ele ficou levemente corado e elevou a mão direita até a cabeça para passar a mão nos cabelos - Acho que vou aceitar.
Sakuya recolheu os peixes numa cestinha de palha improvisada, que ela mesma havia feito, Madara ficou a observando e depois a seguiu para dentro da caverna. A fogueira que havia montado ainda estava lá e estava melhor montada, a moça havia pego mais lenha e a reestruturado, até mesmo o fogo parecia mais forte. O garoto se sentou numa pedra para esperar enquanto a Oyuki preparava os peixes, ficou a observando o tempo todo, desde a preparação dos peixes até espeta-los em galhos para colocar perto do fogo, era incrivelmente fascinante ver o cuidado que tinha com a comida que acabou se esquecendo até mesmo de lhe entregar as coisas que havia trazido. Então, assim que Sakuya terminou de colocar os peixes em volta do fogo, o Uchiha esticou os braços oferecendo o futon enrolado e preso fortemente por uma corda, na mesma hora seus olhos azuis se arregalaram de surpresa e a mesma hesitou pegar o que era lhe oferecido.
- Eu trouxe isso pra você. – ele disse levemente corado e insistiu ao vê-la insegura – Não precisa se preocupar, não vai fazer falta.
A moça, finalmente, pegou o "pacote" e delicadamente desfez o nó da corda para poder desenrolar o futon, acabou ficando ainda mais surpresa quando descobriu algumas roupas e um pequeno travesseiro ao desenrola-lo.
- Nenhuma das roupas tem o símbolo do meu clã, então acho que não vai ter problemas se as usar.
Mais uma vez um belo sorriso surgiu em seu rosto, entretanto dessa vez lágrimas o acompanhavam escorrendo por seu rosto, o jovem ficou inquieto pensando que tal vez pudesse ter feito algo errado e rapidamente se aproximou dela.
- Eu fiz algo errado..? – ele questionou apreensivo sem saber se a abraçava, ou não.
A jovem balançou a cabeça em sinal de mão e mergulhou nos fortes braços definidos do Uchiha em um abraço extremamente caloroso que durou alguns segundos. Posteriormente ambos ficaram esperando a comida ficar pronta, enquanto isso um silêncio constrangedor se instalou e nenhum deles sabia como seria melhor começar uma conversa, mesmo assim Sakuya resolveu arriscar.
- Você ainda tem irmãos?
A mente de Madara passava por um turbilhão de pensamentos, entretanto a pergunta fez com que todos seus pensamentos embaralhados fossem dissolvidos para poder se concentrar em responde-la. Seus olhos se voltaram para a doce menina ao seu lado, estava um pouco encabulada se perguntando se devia ter realmente começado a conversa com tal pergunta.
- Desculpa... É que eu me recordo de você ter dito algo quando tínhamos uns onze anos... – ela se justificou um tanto nervosa por achar que havia o aborrecido – Não precisa responder...
- Não precisa se desculpar, eu é que estava perdido nos pensamentos e demorei pra entender sua pergunta. – ele disse sereno – Bom, nós éramos em cinco, mas agora somos só eu e o Izuna.
- Eu sinto muito. – ela lamentou.
- É o que acontece quando vivemos num mundo de guerras. – ele suspirou profundamente a fazendo perceber que o assunto o abalava.
- O seu irmão é mais novo ou mais velho?
- Izuna é mais novo, mas eu sou o mais forte. – ele se gabou.
- Aposto como é o mais bonito também.
- Ah! Mas é claro! – respondeu um tanto encabulado.
Sakuya começou a rir, seu riso era extremamente cativante, era difícil não sorrir de volta e mais ainda parar de olha-lo. Fascinado pelo sorriso em seu rosto, Madara fixou toda sua atenção nele, mas depois de alguns segundos seus olhares se cruzaram e isso o deixou desconfortável, era hora de retornar o assunto.
- Você nunca teve irmãos, né? – ele a questionou desviando o olhar dela.
- Infelizmente não. – ela respondeu em tom sereno.
- É um pouco estranho... – ele murmurou.
- É que a minha mãe morreu quando eu era muito nova e o meu pai não quis se casar novamente.
- Meus pêsames...
- Tudo bem, não tinha como você saber. – novamente ela lhe deu o mesmo sorriso intrigante e enquanto ele tentava decifra-lo, a garota o fazia uma nova pergunta – Você ainda tem contato com o Hashi-chan?
- Hã? – demorou alguns segundos para entender a quem se referia, mas depois se recordou do Seju choramingando por um apelido a Sakuya – Você diz o Hashirama?
- Sim!
Por alguns segundos ele se relutou a responder, a pergunta o havia irritado afinal por que ela queria saber sobre Hashirama? Não era algo importante, ou relevante para se saber, mesmo assim respondeu no tom mais educado que conseguiu e mesmo assim suas palavras continham um ar de desdém.
- Ele é um Senju e, como você deve saber, são um dos maiores inimigos do clã Uchiha...
- Então quer dizer que...
- Que nos enfrentamos várias vezes no campo de batalha.
- Pensei que vocês fossem construir a vila...
- Construir uma vila não vai fazer com que as guerras parem.
- Mas quem sabe um dia, todos não consigam viver em harmônia, né? – enquanto as doces palavras saiam de sua boca, ele notou um semblante de esperança em seus lindos olhos azuis.
- Não seja ingênua! – ele retrucou em tom ríspido – As guerras nunca vão acabar, mesmo que se consiga a paz por algum tempo, elas vão voltar.
Sakuya sentiu as palavras do Uchiha pesarem, tal vez ele estivesse com a razão de certo modo, mas a mesma gostava de acreditar que a humanidade tinha esperança de conviver em paz. O garoto percebeu que a esperança em seus olhos havia ficado um pouco apagado, o sorriso entristecido o fez sentir que havia sido grosseiro, não queria em hipótese alguma a deixar magoada.
- Bom, eu gostaria que vocês fundassem a vila... – ela disse num tom mais baixo ainda cabisbaixa e imaginando como seria – Seria bom pela primeira vez ter um lugar para poder se fixar e tal vez ter uma família...
Madara ficou a observando e por um momento, os sonhos dela passaram a ser seus, poderia fazer de tudo para que aqueles desejos fossem realizados, isso o fez lembrar do beijo na noite passada. Entretanto sua razão relutava em aceitar esse sentimento, haviam questões dentro de si que precisavam ser resolvidas, desejava derrotar Hashirama e provar sua verdadeira força, depois poderia pensar em seus sentimentos e como Sakuya se encaixava neles.
- Má-chan, você está bem? – ela perguntou delicadamente como sempre – Está vermelho!
- Éer... Estou ótimo! – ele resmungou encabulado.
Neste meio tempo os peixes estavam prontos, a garota pegou dois e ofereceu um ao Uchiha que aceitou sem cerimônias, estava bem dourado e quando puxou um pouco da pele uma nuvem de vapor subiu, soprou um pouco e deu uma mordida. Era incrível como ela havia conseguido deixa-lo tão suculento, sem contar o gosto maravilhoso como se tivesse sido temperado com ótimas especiarias, quanto na verdade ela havia apenas usado algumas ervas e um pouco de sal que tinha.
- Está bom? – ela perguntou esperando que tivesse o agrada-lo.
- Huum... Está.
- Que bom! – respondeu sorrindo.
A cada minuto de conversa que se passava era como se tivessem uma profunda ligação, eles se davam muito bem apesar do forte temperamento de Madara estar ao lado de Sakuya lhe causava uma calmaria inexplicável, sentia-se como se todos os seus problemas tivessem desaparecido. Infelizmente, a tarde estava se passando e ambos sabiam que aquele momento mais cedo, ou mais tarde terminaria e novamente se separariam sem saber se voltariam a se reencontrar outra vez.
Lá estava a mente do Uchiha se contradizendo, pensando em abandonar tudo para fica com a Oyuki, gostava daquele sentimento de paz, como se nada estivesse errado, como se não houvesse mais guerras para lutar, além de não poder negar que sentia algo extremamente forte por ela, sim, algo extremamente forte, pois ele se negava a aceitar que era amor.
- E se eu ficasse com você?
As palavras saíram de sua boca antes que pudessem ser filtradas, metade de sua mente queria se matar e a outra metade tinha certeza de que estava fazendo o que era certo, enquanto sua mente entrava em conflito, Sakuya estava surpresa com tais palavras e apear de se sentir extremamente feliz, teria que, com muita dor, recusar. A garota se aproximou, sem ser percebida, lhe deu um beijo na bochecha que o despertou de sua briga interna e tomou sua atenção inteiramente para si.
- Má-chan... – seus olhos transmitiam tristeza apesar do leve sorriso em seu rosto – Você não pode fazer isso, seu clã precisa de você.
- Mas...
Ele tentou a interromper, mas foi calado com um longo beijo caloroso, ela se movimentou delicadamente e se sentou em seu colo, porém dessa vez o garoto não deixou sentir-se intimidado e envolveu sua cintura em seus braços. Seus lábios se desgrudaram, mas suas testas continuaram coladas e seus olhos se fixaram um no outro, os dela eram tão profundos, um mar de mistérios que o atraía cada vez mais para o fundo, já os olhos dele eram como um abismo escuro tentando esconder tudo de todos.
- Eu sei que pode parecer loucura, mas eu amo você. – ela sussurrou docemente ainda mantendo o contato visual – Queria muito ficar com você, mas não posso deixar que abandone tudo por mim.
Sakuya entrelaçou seu braços no pescoço dele e mais uma vez seus lábios se tocaram, ambos não precisaram trocar palavras, sabiam que aquela podia ser a primeira de muitas noites luxúria, como também poderia ser a primeira e última, já que não havia como garantir que a guerra abasse com suas vidas antes que pudessem se reencontrar novamente. Naquele anoitecer de lua cheia, os dois supriram aos seus prazeres carnais e acabaram deixando sua marca um no outro, não de forma externa, mas sim internamente, onde apenas eles poderiam ver.
Passado: 6 anos mais tarde – Ainda no mesmo dia
Madara acordou desnudo, a luz da lua cheia estava tão forte que iluminava bem o local, suas roupas que deveriam estar jogadas pela caverna se encontravam perfeitamente dobradas em cima de uma pedra e em cima delas havia uma pequena carta que possuía o perfume dela. Ele a pegou e leu, releu mais uma vez e sentiu um tristeza preencher seu corpo, embora seus sentimentos pulsavam em querer ficar com ela, aquela poderia ter sido a melhor decisão.
Ela havia ido embora.
Dias atuais: 4ª guerra ninja:
Os cinco kages ainda estava de pé em frente a Madara e não pretendiam se render.
- Cinco contra um é a proporção perfeita para a brincadeira. – ele disse num tom as apero em quanto seus clones de madeira se levantavam ao seu redor.
Eram vinte e cinco clones que se separaram em grupos de cinco para cada um dos kages presentes.
- Agora são cinco contra um. Não diga que é injusto, afinal vocês são os cinco kages. – ele disse sério, porém havia um tom de deboche em suas palavras – Agora eu tenho uma pergunta... Vocês querem os clones com ou sem Susano'o?
Notas do autor:
Olá amores '3'
Finalmente eu tô pegando o jeito do site xD
Bom, espero que estejam gostando da fic :3
Críticas construtivas são bem-vindas S2
