- isso significa. – ele deu um sorriso cínico. – que me contentarei com o pouco que conseguir.

- sexo?

- Por que não? Meu desejo por ela é insaciável. Não sou como você que não sabe o que é uma obsessão, uma paixão tão forte que chega a ameaçar o bom senso.

- oh, Seshoumaru, você é um homem forte. Não permita que essa obsessão estrague sua vida. Pense no marido dessa mulher.

- o quê? Oh... – ele deu uma risada de desdém. – não se preocupe, não costumo destruir casamentos. Além do mais creio que ele nunca a amou de verdade.

- Você fez de tudo pra destruir o meu!

- foi diferente. Inuyasha e você não combinavam. Eu quis salvar ambos de um desastre.

- quanta bondade! – Ela caçoou com raiva de si mesma por ter sentido há alguns minutos compaixão por ele. – Quem pensa que é? Deus? Por que não admite que simplesmente não pôde tolerar que seu irmão fizesse suas próprias escolhas, sem consultá-lo? Que você não suportou a idéia de uma mulher não querê-lo?

- eu não diria isso.

Ela mordeu o lábio ao se lembrar do beijo. Por mais breve que tivesse sido não conseguia esquecer o prazer que lhe proporcionou.

Nas ilhas Seychelles experimentara uma paixão da qual não se julgava capaz. Nadara para bem longe para se afastar da cena na praia que a fizera chorar (n/a: essa cena será explicada mais detalhadamente em capítulos posteriores, pois se trata de algo fundamental para o decorrer da fic). Quando dera por si, Seshoumaru estava ao seu lado e a abraçara entre as águas. Pegando-a desprevenida, beijara-a com tanta brutalidade e desejo que ela correspondera por um instante, necessitada desesperadamente de consolo. Após o primeiro momento, porém, ele se negara a ouvir seus protestos e súplicas.

- eu já lhe disse que o odeio! – ela murmurou ansiosa para expulsar a lembrança de sua mente.

- De verdade? Ele a provocou com um sorriso, os olhos fixos em seu rosto. Venha cá, Rin.

Ela deu um passo para frente, mas recuou e seus pés se fincaram no chão. Ao menos uma dúzia de homens já tentara seduzi-la. Nenhum tivera tanto sucesso como Seshoumaru. Humilhada, ela fechou os olhos.

Ele tivera uma razão para seduzi-la naquela época. Provavelmente havia uma outra razão para isso, agora. Desejo ou orgulho ferido por não ter conseguido completar o que pretendia, e a levado para a cama.

- um dia desses deveria consultar um cardiologista.

- não há nada errado com o meu coração.

- sim, há. Ele está vazio. Precisa colocar algo dentro dele.

De repente ele riu um riso solto. Era a primeira vez que via aquele rosto com uma expressão tão suave. Dava para entender por que as mulheres o admiravam tanto. Ele deveria ser fascinante quando se decidia a usar seu charme. Com ela, entretanto, ele era uma águia pronta a fazê-la de vítima.

- você é um desafio ao ego masculino. É linda demais, enfeitiça os homens com sua vibração. No fundo, não a culpo por usar sua beleza para progredir na vida. – ele ergueu a ponta do lençol pela segunda vez. – Venha cá. Deixe-me mostrar o que significa ser rico.

A voz carregada de mel a teria vencido se não soubesse a espécie de víbora que ele era.

- não me vendo por dinheiro.

- sua conta bancária está tão grande assim? Nesse caso, o que quer para entregar seu corpo?

- amor – Rin respondeu com orgulho e tristeza pelo fato de Inuyasha não ter aceitado exatamente aquilo. Seu corpo e seu amor.

Seshoumaru deu outra risada desagradável.

- o que está pretendendo com esse sentimentalismo todo, posso saber? Afinal, o amor custa um preço que eu nunca pagaria para ter você.

- eu nunca lhe pediria.

- Que pena! Parece que terei realmente de abrir mão da sua companhia. Oh! Doce Bruxa da Branca de Neve. Alias não me lembro muito bem como era essa história. Minha infância foi mais curta que a das outras crianças. Aos doze anos, em vez de livros de história, eu tinha balancetes da empresa na minha mesa de cabeceira.

- se está tentando despertar minha compaixão, esqueça!

- de jeito nenhum. Só estou querendo que se lembre que eu fui jogado ao mar, para nadar e sobreviver, ou nadar e morrer, a uma idade em que a maioria das crianças só tem a matemática e a escalação do time de futebol pra se preocupar. Talvez tenha sido por isso que minha iniciação sexual aconteceu tão cedo.

- por falar em sexo, acho que deveria deixá-lo de lado, por enquanto.

- é o que pretendo. Dormir é tudo o que tenho forças para fazer no momento.

Ele se deitou e os cílios longos e espessos sombrearam os malares. Rin franziu o cenho e se perguntou o que fazer. Não parecia haver muito.

Seshoumaru tinha uma razão para ser como era. Seus pais haviam morrido muito cedo, assim como sua própria mãe que também estava no carro no dia do acidente. Ele lutara muito para se impor ao corpo dos diretores da empresa e depois tomar as rédeas dos negócios. E também da vida do irmão.

Ela estudou o rosto de linhas fortes. Seshoumaru tivera que amadurecer antes do tempo e não entendera que o amor deveria reinar acima de qualquer disciplina. Pobre Inuyasha. Fora tratado de modo inflexível, não se admirava ele ter se tornado uma criatura insegura.

- tudo bem, Rin disparou. Vou chamar a polícia.

- eu não faria isso se fosse você.

A voz ameaçadora deteve seus passos.

- por quê?

- haveria um escândalo.

- por quê? Ela tornou a perguntar.

- a unidade familiar é importante aqui. Não posso permitir que os vizinhos pensem que os membros de minha família estão em guerra.

- ora, não seja ridículo.

- minha família está acima dos rumores, entendeu? Todos devem se mostrar unidos em público, o que quer que aconteça. E por isso, Rin, que fiquei furioso quando soube sobre suas aventuras através dos jornais. Você expôs o respeitável sobrenome da família Taisho e isso foi imperdoável.

- não tive culpa.

- tire-me daqui a força e contarei alguns detalhes ao primeiro jornalista que aparecer na minha frente. A final seu nome já foi pra lama. Não posso fazer nada a respeito. Mas se tentar envolver o meu em sua vida, tomarei providencias. A viúva do Pobre Inuyasha Taisho, que tão rapidamente a deixou, ainda seria manchete.

Rin pestanejou a idéia de uma invasão de imprensa. A publicidade seria insuportável. Ainda mais, se descobrissem o que ela estivera fazendo. Mordeu os lábios. Ele havia vencido a batalha. Aquela, ao menos.

O cansaço pareceu descer as suas pernas. Sua vontade era afundar numa banheira de água quente e permanecer ali durante horas.

- não pode me deixar em paz, Seshoumaru? Não acha que já brigamos o bastante sobre o túmulo de Inuyasha?

- Eu tenho uma justificativa: você o levou a morte! Ele irritou-se.

- Não!

A acusação a feriu como um golpe de faca. A vergonha e a angustia da cena do funeral tingiram seu rosto de escarlate. Fazia um ano.

- oh sim!Eu tive motivos para explodir aquele dia. Fiquei horrorizado com seu egoísmo, obrigando meu irmão a levá-la a todas as festas que apareciam, quando estava tão doente. Teve sorte por eu não tê-la enterrado junto com ele.

- Seshoumaru, Por favor! Ela suplicou os olhos cheios de lágrimas.

- nunca a perdoarei por ter apressado a morte de Inuyasha. Eu amava meu irmão. E você? Qual a desculpa que pode me dar por ter gritado comigo como se fosse uma peixeira?

Rin sentiu que vacilava. Ele a estava torturando outra vez e ela precisava sair daquele quarto.

- não quero discutir sobre isso. Quer dormir? Então durma. Isto é, se sua consciência permitir. Tem uma hora e nada mais.

- tudo bem, eu me recupero depressa. Esse é o segredo do meu sucesso.

Ela esperava que seu olhar o fulminasse como um dardo envenenado. Em vez de morrer, contudo, ele apenas se virou.

- estarei no andar de baixo. – ela disse antes de sair.

Em algum lugar não muito distante dali...

- Você acha que fizemos certo, Kagome? Um rapaz encostava a cabeça no colo da menina sentada sobre a relva.

- Inu, sei que nem Seshoumaru quanto menos Rin mereciam isso de nossa parte.

O vento gélido pareceu relaxar o casal que olhava atentamente o balançar das árvores e ouvia os barulhos peculiares da floresta ao redor.

- não gosto de me esconder. Ele disparou depois de um tempo de silencio.

- mas não podemos voltar... Se mentimos nossas mortes e aparecermos assim do nada seremos presos e provavelmente Seshoumaru mande nos matar. Riu tristemente.

- Esse é o preço que pagamos por seguir nosso coração. Ele levantou a cabeça e posicionou-se de frente a mulher. Amo você!

- Também te amo, só espero que um dia eles possam nos perdoar.

- Acho que não preciso do perdão deles. Só espero que assim como nós eles sejam muito felizes.

Fim do Capitulo IV

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n/a: olá gente... Espero que não fiquem muito chateados comigo pela demora em atualizar essa fic, mas eu estava um pouco sem criatividade e não está sendo muito fácil conciliar a faculdade e o trabalho

E ai o que me dizem desse capitulo!!! O Inuyasha não morreu! Ah, eu não conseguiria matá-lo de verdade... Seria um desperdício. No próximo capitulo, vou explicar um pouco o passado de todos os quatro (Rin, Seshoumaru, Inuyasha e Kagome). Espero que continuem acompanhando e me deixando mais e mais felizes com suas reviews...

Agradecimentos:

beka taisho: ai que bom que você está gostando... E desculpe-me, sinceramente pela demora na atualização... Somos duas, porque tem algo no seshy que mais ficar também apaixonadíssima por ele!!! Heheehhehe!

Rayane: bom, eu acho que demorou um pouquinho essa atualização, mas a próxima eu prometo que não demora tanto... : ) E que bom que você ta gostando, isso me deixa mega feliz... A propósito o que achou desse capitulo?

Drik Phelton: poxa, assim você tira toda a graça da fic, mas é isso mesmo que voce pensou á a rin e não a kagura... Mas isso é segredo, não conte pra ninguém hehehehehehehehe!!

Ana Spizziolli: esse interessante foi num sentido bom? Dê-me sua opinião, crítica, sugestão, chute... Para que eu possa melhorar a fic.. E muito obrigada pela review!

Rukia-hime: bom, você acertou quase tudo em suas suposições... O Inuyasha nunca bateu na Rin, mas na minha concepção ele talvez tenha feito algo bem pior... Eles tão zangados um com o outro, justamente porque não sabem a versão um do outro dos fatos que rodeiam a morte do Inuyasha e da Kagome... Ops! Acho que falei demais... hehehehehe nos próximos capítulos muita coisa vai ser esclarecida!